Direcção Regional de Educação e Reabilitação da Madeira


Neste momento, são apoiadas pelo serviço social da Direcção Regional de Educação e Reabilitação 4.200 pessoas, entre elas adultos e crianças.

Segundo revelou ontem a directora regional da tutela, na abertura do seminário subordinado ao tema “Intervenção Social: Que Perspectivas?” realizado no auditório da Escola Dr. Horário Bento de Gouveia, o serviço social da DREER intervém em todos aqueles casos de «uma forma directa com alguns e indirecta com outros» mas também com os casos que não estavam registados e que aparecem, por exemplo, quando uma pessoa sofre um acidente e fica paraplégica e necessita de orientação para o novo estilo que vida que terá de enfrentar.

Neste âmbito, Maria José Camacho explicou que existe na DREER «uma Divisão de Apoio e Reabilitação Social que tem um Gabinete de Apoio ao Deficiente, criado para informar e canalizar as famílias para os apoios a que têm direito e há também os técnicos do serviço social que têm uma intervenção específica, quer junto das famílias, quer junto dos utentes e dos técnicos que trabalham com a população».
O encontro de ontem, esclareceu ainda a directora regional, «serviu para reflectir práticas e partilhar com os parceiros externos — Segurança Social e Instituto de Emprego da Madeira — no relacionamento que existe ao nível da inclusão social e laboral de jovens com necessidades especiais».

Região tem entre 17 a 20 técnicos na área social

Francisco Fernandes disse ontem que «desde que os serviços na área da Educação foram regionalizados, a Educação Especial foi uma das áreas em que se transferiram competências para a Região, inclusivamente com um modelo ligeiramente diferente daquele que se passava a nível nacional».

Na abertura do seminário, o secretário regional de Educação e Cultura, lembrou que na Região «a estrutura da Educação Especial e da Reabilitação está dotada de meios e recursos técnicos e de especializações profissionais específicas, precisamente porque esta componente social tem sido uma das preocupações e é uma parte importante da estrutura da Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação».
O governante revelou também que existem na Região entre 17 a 20 técnicos na área social e que estes estão distribuídos na rede dos centros de actividades ocupacionais e dos centros de apoios psicopedagógicos.

Também o facto de haver, «de uma forma quase generalizada, a associação da deficiência a situações de exclusão social, tais como, desestruturação social, alcoolismo, toxicodependência ou problemas laborais» obrigam, no seu entender, «as instituições que acolhem crianças e jovens a ter uma atenção ao aspecto social mais profundo do que teriam se essas situações não ocorressem».

Instituto garante igualdade no direito ao trabalho

Como parceiro externo da Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação, o Instituto de Emprego da Madeira, ontem representado no seminário “Intervenção Social: que perspectivas?”, pelo seu director, Sidónio Fernandes, tem vindo a integrar, da mesma forma, as pessoas com e sem necessidades especiais no mundo do trabalho. O que apenas diferencia uns dos outros, explicou o responsável, «é o incentivo que é feito junto das entidades empregadoras, nomeadamente, através dos programas de apoio que são feitos às empresas e instituições que contratam trabalhadores portadores de deficiência».

A este respeito, Sidónio Fernandes adiantou que até ao momento não foi encontrada nenhuma resistência, isto é, «o número de pessoas que se inscrevem, assumindo serem portadoras de alguma deficiência, no Instituto de Emprego, e o tempo que têm de esperar para conseguir um emprego não é superior ao de uma outra pessoa», revelou. Além disso, acrescentou o responsável, «a nossa sociedade está muito aberta a isso e da parte dos empregadores temos recebido todo o apoio nesse aspecto».
Jornal da Madeira

Comentários