Campanha de solidariedade em Chaves


A gráfica flaviense Sinal de Esperança vai voltar a pôr em marcha uma campanha de Natal para angariação de fundos. Este ano, o destinatário das receitas é a Associação de Defi-cientes Flor do Tâmega.

Se um destes dias se cruzar na rua com uma boneca gigante, não pense que é a conhecida Popota que anda à solta. É a Sininha, a mascote da campanha de solida-riedade natalícia que, à semelhança do que fez o ano passado, a Gráfica Sinal de Esperança, vai pôr em marcha, produzindo a preço de custo um conjunto de produtos de papelaria, que estarão à venda já a partir desta semana.

As receitas arrecadadas com a venda do material reverterão a favor da Associação de Deficientes Flor do Tâmega, que diariamente apoia 20 pessoas com necessidades especiais. A verba será utilizada para a compra de uma nova viatura.

O preço dos produtos é para todas as carteiras. Os mais baratos, crachás e postais natalícios, custam um euro. O mais caro, um livro e um lápis, custa 2,5 euros.

Ao contrário do ano passado, este não haverá um ponto fixo de venda. Com o apoio da Associação A Voz da Juventude serão desenvolvidas várias acções de venda, que terão lugar na rua, nas escolas, à saída da missa…O objectivo é abranger o maior número de pessoas. E, se possível, superar os valores conseguidos com a campanha do ano passado, que rondaram os 3 mil euros.

“Vamos ajudar os que mais precisam, enquanto temos essa possibilidade. Um dia podemos ser nós a precisar”, disse, na segunda-feira passada, o sócio da gráfica Manuel Ferreira, na apresentação da campanha, na sede da Associação Flor do Tâmega. O responsável da associação, Carlos Santos, agradeceu a iniciativa e aproveitou a presença da vereadora da Câmara na cerimónia para relembrar a necessidade de “novas e melhores instalações”. “Chaves é o concelho no distrito onde existe um maior número de deficientes”, lembrou, revelando que existem 52 pessoas à espera de um lugar na associação. A autarca, Maria de Lurdes Campos, garantiu que o projecto está em marcha e que estão a se desbloqueados alguns problemas, no sentido de proximamente conseguir financiamento para a obra.

“A Câmara abraçou este projecto e acreditamos que vai ser uma realidade nos próximos dois anos”, afirmou Lurdes Campos. Seminário Transmontano

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