Adopção: Oitenta por cento pretende evitar crianças com problemas de saúde mental

Os inquiridos num estudo da Deco sobre a adopção queixam-se que esperam muito tempo para receber uma criança. Tempo de mais. E quem espera desespera e muitos acabam por desistir.

Os inquiridos esperaram, em média, três anos. Mas, 12 por cento aguardaram mais de cinco anos, referem os autores do estudo à agência Lusa.

Um terço dos inquiridos estava em processo de adopção. Destes, a maioria já tinha sido aceite como candidato e aguardava uma criança. Em média, estavam à espera há dois anos, mas um quarto dos candidatos mantinha-se na expectativa há mais de quatro anos. «Daí não estranharmos que quase um quinto pondere desistir caso o processo se prolongue por muitos anos. A maioria considera aceitável entre um e três anos de espera», adiantam os investigadores.

Apesar de uma forte motivação, mais de metade aponta a dificuldade de conseguir aguentar a espera do processo, embora o principal factor que pode levar a desistir é a idade da criança. Em média, os três anos são a idade considerada aceitável, mas há candidatos dispostos a ficar com crianças com mais de cinco anos.

Dados do Instituto de Segurança Social referem que, em 2008, havia 528 crianças à espera de pais adoptivos, 118 envolvidas num processo e 580 já a viver com os potenciais pais em pré-adopção. Em contrapartida, 2346 candidatos aguardavam por uma criança.

Mas há mais dados interessantes no estudo. Oitenta por cento pretende evitar crianças com problemas de saúde mental. Cerca de metade apontou ainda a deficiência física ou a criança ainda ter contacto com os pais biológicos.

A grande maioria concorda com a adopção internacional, bem como por casais que vivem em união de facto e solteiros. Quanto à adopção por casais homossexuais, as opiniões dividem-se: pouco mais de metade é a favor. TVI24

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