Utentes sem transporte para tratamentos

Desde o início de Janeiro que Marta Valada, moradora em Azambuja, perdeu o transporte que tinha assegurado pelos bombeiros para levar o filho André, 10 anos, às consultas mensais no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa. “O meu filho tem uma deficiência motora e cerebral e é muito complicado levá-lo no comboio. Move-se com dificuldade, tem muita força e eu estou sempre com medo de cair com ele nas escadas”, conta. Marta Valada já se dirigiu ao Centro de Saúde de Azambuja para obter uma guia de transporte, mas o director disse-lhe que “nada podia fazer”.

Também Silvina Francisco, de Azambuja, deixou de ter acesso ao transporte para ir às consultas de fisioterapia no Hospital Garcia de Orta, em Almada. Tem artrite reumatóide e só consegue andar com a ajuda de canadianas. O marido que está quase cego viu igualmente a sua guia de transporte bloqueada para ir às consultas no Hospital Santa Maria, em Lisboa. “Não posso ir de transportes públicos porque como vê ando de canadianas e o meu marido também não vê. É impossível irmos os dois sozinhos”, conta a idosa que não tem dinheiro para ir de táxi e já começou a faltar às consultas que tinha marcadas. “Não temos solução, o remédio é deixarmo-nos andar assim”.

Etelvina Neves, 72 anos, teve um AVC há um ano, por altura do Natal. Estava a ser acompanhada por médicos, mas teve de suspender o acompanhamento. “O médico não me passou a credencial para poder usufruir do transporte dos bombeiros. Não tenho dinheiro para pagar a um táxi e devido aos meus problemas de saúde também não consigo ir de transportes públicos”, desabafa a moradora de Azambuja. Se não tivesse o apoio dos filhos Etelvina Neves diz que não teria dinheiro para pagar o transporte aos bombeiros. O Mirante

Comentários

  1. Eu já há muitos anos perdi o direito aos bombeiros para fazer fisioterapia no hospital de Santa Maria da Feira . E começei numa clinica perto de casa, mas o terapeuta diz que tetraplegicos n se trata em clinicas...
    Carol

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  2. O terapeuta não será quem tem que decidir, Carol!
    Sobre o transporte todos os dependentes, têm direito. Mas...
    Fica bem

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