Dia da Mulher: Ao centésimo aniversário, as desigualdades persistem


O alerta é da Organização das Nações Unidas . No centésimo aniversário do Dia da Mulher, “em demasiados países e sociedades as mulheres continuam a ser cidadãos de segunda”.

“Embora o fosso entre homens e mulheres em matéria de educação esteja a diminuir, existem diferenças muito acentuadas no interior dos países e entre eles e demasiadas raparigas veem-se ainda privadas de escolarização, abandonam a escola prematuramente ou terminam os estudos com poucas competências e ainda menos oportunidades”, afirma Ban Ki Moon.

Na sua mensagem para esta efeméride, lembra que “as mulheres e as raparigas continuam a ser vítimas de uma discriminação e de uma violência intoleráveis, com frequência às mãos do seu parceiro ou de familiares próximos”.

No domínio da tomada de decisões, sublinha Ban Ki Moon, “mais mulheres em mais países ocupam agora assentos nos parlamentos, mas menos de 10 por cento dos países têm uma mulher como chefe de Estado ou de governo”.

Para assinalar este dia, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) promove um debate sobre “o papel da igualdade entre homens e mulheres para fazer face à crise e garantir uma recuperação sustentável e justa”.

Segundo a OIT, “apesar dos progressos alcançados, continuam a persistir desigualdades e a igualdade entre homens e mulheres continua a ser um grande desafio”.

Esta organização lembra que se mantém “uma clara segregação das mulheres em sectores que se caracterizam por baixos salários, horários de trabalho longos e vínculos laborais precários”.

“Existe uma percentagem muito elevada de mulheres no emprego vulnerável (51,8 por cento), situação que tem vindo a crescer depois de ter registado um declínio nos últimos 20 anos”.

Em Portugal, a secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, almoça, na Secretaria de Estado da Igualdade, em Lisboa, com jovens mulheres e homens para assinalar o Dia Internacional da Mulher.

O encontro tem como objetivo “debater a igualdade de género nas questões centrais da atualidade política e cívica com jovens que se destacaram nas mais diversas áreas da sociedade portuguesa”.

Estarão presentes a artista plástica Joana Vasconcelos, as cantoras Sara Tavares e Joana Amendoeira, a atriz Cláudia Semedo, vários dirigentes associativos do Conselho Nacional de Juventude e da Federação Nacional das Associações Juvenis, entre outras figuras da juventude portuguesa, além de jornalistas.

Hoje será também lançado um concurso de anúncios apelando à igualdade de género e ao fim de todas as formas de violência contra as mulheres e as raparigas, numa iniciativa do Centro Regional de Informação das Nações Unidas, em parceria com a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Género e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) e gabinetes de informação da ONU de toda a Europa.

O concurso, de âmbito europeu, faz parte da Campanha UNiTE promovida pelo secretário-geral das Nações Unidas para acabar com a violência contra as mulheres e convida europeus de 48 países, profissionais e não profissionais, a criarem um anúncio dizendo "Não à violência contra as mulheres".

Fonte: Sapo Noticias

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