Resultados de análises e exames deixam de existir em papel no próximo ano


Os resultados de análises, radiografias e outros exames pedidos pelos médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão passar, no próximo ano, a ser enviados para os clínicos e utentes apenas por via eletrónica, disse hoje fonte oficial.

Ainda sem data para vigorar, a alteração será a segunda fase do processo de requisição daqueles meios de diagnóstico apenas por via eletrónica, que começa na quinta-feira, disse à agência Lusa o vice-presidente da Administração Central dos Sistemas de Saúde, Fernando Mota.

A alteração vai acabar com a necessidade de os utentes se deslocarem para irem “levantar” o resultado dos exames, podendo a eles aceder através de computador, tal como sucede com os médicos, que deixam de ter que transcrever as conclusões dos exames para o processo do doente, já que poderão anexá-lo informaticamente, especificou aquele responsável.

Ao contrário do que sucedeu com a prescrição eletrónica de medicamentos, agora com os exames a situação deverá decorrer com menos sobressaltos, já que o universo de médicos envolvidos é constituído apenas pelos clínicos que trabalham no SNS, considerou Fernando Mota.

Além das vantagens para utentes e médicos, as inovações permitem um maior controlo sobre a prescrição de exames e funcionarão com dissuasor para eventuais fraudes, acrescentou.

O bastonário da Ordem dos Médicos disse estar “menos preocupado” com eventuais problemas com o alargamento da prescrição eletrónica aos exames do que quando se tratou dos medicamentos, já que agora só estão envolvidos os médicos do SNS.

“Trata-se de uma imposição do Estado a si próprio”, considerou José Manuel Silva em declarações à agência Lusa.

Salientou, no entanto, que o processo não irá funcionar a 100 por cento no início, tal como sucedeu com os medicamentos, mas disse esperar que o Ministério da Saúde salvaguarde forma de ultrapassar as situações em que o recurso aos meios informáticos não seja possível.

Fernando Mota disse que eventuais falhas no sistema informático serão ultrapassadas com o preenchimento manual das requisições para os exames em modelo oficial e específico para o efeito.

Fonte: Sapo Saúde

Comentários

  1. Acho muito bem, afinal de contas, é no poupar que está o ganho ;)

    Utopicamente escrevendo... A ver se um dia a Segurança Social já não vai falar a celebre frase de "tem direito mas não há verba disponível", no que confere a pedidos feitos para as crianças carenciadas, a pessoas com necessidades especiais, e idosos vulnerabilizados.

    Infelizmente com as, até agora, gestões dos dinheiros públicos, muito eurito tem sido "perdido" de gabinete em gabinete até chegar ao REAL cidadão necessitado, que constantemente se vê usurpado do seu direito constituído.

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  2. E nós também poupamos. Geralmente temos que deixar dinheiro para os portes.
    Mas façam as alterações que fizerem, desde que não sejam de fundo e como deve ser, haverá sempre as mesmas crises.
    Fique bem

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