PSP leva carro de deficiente


Alcindo Pereira levou o filho Jorge, 33 anos, que sofre de paralisia cerebral desde nascença, ao Estádio da Luz, onde ambos assistiram ao jogo Benfica-Académica. Como habitualmente, estacionou a viatura num lugar destinado a deficientes, pelas 18h00 de anteontem. Mas acabou rebocado, porque o dístico de veículo de deficiente não era válido – apesar dos apelos de vários populares, aos agentes da PSP, garantindo que estava em causa um jovem com deficiência.

"Quando regressámos, pelas 22h00, e não vi o carro, caiu-me tudo. Disseram-me que tinha sido rebocado – mesmo depois de muitas pessoas, que viram a minha dificuldade em transportar o Jorge, terem pedido à polícia que não o fizesse" conta ao CM Alcindo, viúvo há 12 anos.
A viatura foi removida pela Divisão de Trânsito, na sequência da denúncia de outro deficiente motor, que procurava lugar para estacionar e viu que o dístico de identificação de deficiente do veículo de Alcindo não era válido.
"O Jorge teve de ficar no parque, com agentes, enquanto fui recuperar o carro. Chegámos a casa já depois da meia-noite". Alcindo, que sem querer comprou um dístico falso, numa papelaria, diz que, apesar do episódio, a "polícia depois foi incansável".

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Comentários

  1. Será que o responsável da papelaria sofrerá alguma penalização?

    Eduardo, felicidades para a nova etapa da sua vida, no trabalho e faculdade :)

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  2. Boa pergunta!
    Infelizmente não sei a resposta.
    Fique bem e muito obrigado pela força

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