Três anos a pedir uma cadeira à Segurança Social


"Esta cadeira é ideal, parece um fórmula 1", diz com o sorriso rasgado Luís Paulo, de 35 anos, tetraplégico há 12, que agora recebeu a cadeira de verticalização (permite que se levante ligeiramente) que tanto ansiava. "Obrigado a todos", agradece o homem residente em Nogueira do Cravo, Oliveira de Azeméis.

Graças à solidariedade foram recolhidas 25 toneladas de tampinhas para a aquisição da cadeira e transformação do carro que transporta diariamente Luís Paulo para a fisioterapia. Estas acções tiveram o apoio da empresa de reciclagem da Póvoa do Varzim, CEINOP.
"O nosso sonho é que o Paulo possa ter uma vida o mais independente possível e por isso nunca vamos parar a nossa luta. Quando morrermos, queremos que continue a ter alguma qualidade de vida e não acabe deitado na cama de um lar", explicam os pais, João e Isabel.

Depois de três anos a pedir apoio à Segurança Social, sem verbas para a compra da cadeira, foi graças à Associação Salvador, em Cascais, que Luís Paulo viu a empresa Mobilitec, na Maia, dar-lhe a cadeira. "Estou a aprender a conduzir e estou feliz", diz Luís Paulo, que quer voltar a Cuba, onde esteve 21 meses em tratamento.

Fonte: CM

Comentários

  1. Parabéns a iniciativa!!!!!!!! Fico feliz pelo Paulo. Mas n é por ter ganho uma cadeira, que o receio dos paisdele(e acho q de quase todos) que va parar a um lar. Temos q lutar é para termos ajudantes em casa!!! Para alem de lutar por ajudas tecnicas, lutar por uma vida indepedente é mto mas mto importante! Em paises desenvolvidos, soube a conversar com um senhor que porexemplo, em Paris, os deficientes tem cuidadores em casa pagos pelo Estado! Carol

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  2. Tens razão. Mas nós ainda continuamos a ser considerados um zero á esquerda. Acham que não temos direito a ter uma vida digna.
    Este caso do Paulo é elucidativo. A esta técnica que não lhe deu a cadeira deveriam ser exigidas responsabilidades.
    Fica bem

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