Adolescente cria interface de PC para tetraplégicos

Luis Cruz é um hondurenho com apenas 18 anos mas já especialista em eletrónica e programação, capacidades que lhe serviram para desenvolver o Eyeboard, uma interface para computador que permite a utilizadores sem capacidade para usar as mãos poderem inserir texto no computador com gestos oculares. Existem no mercado diversas propostas de sistemas semelhantes e a operadora de telecomunicações japonesa DoCoMo trabalha num smartphone que é também controlado graças aos movimentos dos olhos. Mas o que diferencia o sistema de Luis Cruz dos restantes é que o seu custa menos de 300 dólares (223,2 euros) e poderá ser instalado num simples par de óculos. Luis Cruz já tornou público o software desta tecnologia de forma a acelerar o seu desenvolvimento. Esta invenção e outras dentro da mesma área poderão vir a tornar a computação e eletrónica mais acessível a pessoas com deficiências motoras, especificamente a falta de voz ou o uso das mãos, o que esses utilizadores de interagirem com um computador ou smartphone usando os meios atualmente disponíveis.
Claro que o desenvolvimento destes sistemas passa por torná-los mais acessíveis à maioria das carteiras, visto que as soluções atualmente disponíveis com esta tecnologia têm preços de vários milhares de dólares, especialmente quando são tomados em conta os custos com o software. Luis Cruz já havia desenvolvido um sistema de videojogos aos 16 anos e dedicou-se durante 12 meses ao desenvolvimento do Eyeboard, que usa elétrodos colocados lateralmente, junto aos olhos, para captarem os movimentos da retina. O ponto negativo desta invenção é não ser tão exato como as tecnologias semelhantes, embora o seu preço baixo o torne mais acessível. Luis Cruz desenvolveu ainda uma grelha que serve como teclado visual, pois permite aos utilizadores inserirem texto escolhendo letras uma a uma. Presentemente, Luis Cruz tem uma página na Internet onde aceita doações, já que o jovem sul-americano não desiste do sonho de uma educação universitária nos EUA. A julgar pelo que já mostrou ser capaz de desenvolver aos 18 anos, proporcionar uma bolsa de estudos a um ‘crânio’ destes pode ser uma boa aposta. Enviado por José Mariano - Fonte: Movimentomileniuo.com

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