A partir de 2013, todos os cidadãos europeus portadores de deficiência vão poder fazer turismo a baixo custo

De acordo com informação da Comissão Europeia, trata-se de um programa que visa "melhorar as vidas dos cidadãos mais desfavorecidos em toda a Europa", permitindo que "pessoas que normalmente não podem viajar, possam passar a fazê-lo para destinos de férias na Europa".

Os públicos-alvo do programa Calypso são os jovens adultos desfavorecidos com idades entre os 18 e os 30 anos, famílias com dificuldades financeiras, pessoas portadoras de deficiências e pessoas com mais de 65 anos ou pensionistas que não têm possibilidades económicas para viajar.

As viagens serão realizadas durante a época baixa (outubro a maio), sendo assim também uma forma de revitalizar a economia europeia.

"Se todos os europeus tiverem a oportunidade de sair de casa e descobrir outros países, o setor do turismo europeu poderia criar empregos na época baixa prestando serviços a grupos com poucos recursos através de acordos de viagens a baixo custo e férias temáticas especiais", justifica a Comissão Europeia.

O programa conta já com a adesão de 21 Estados-membros, mas ainda está numa fase de preparação, com a realização de vários seminários por toda a Europa "para analisar as melhores práticas e desenvolver uma estratégia comum", como explica a Comissão Europeia.

Hoje tem lugar mais um seminário, desta vez em Lisboa, organizado em conjunto pela Fundação INATEL e pela Comissão Europeia com o propósito de debater os "Horizontes de Expansão do turismo social na Europa".

"A União Europeia, com a consciência que a Fundação INATEL é pioneira na Europa na realização de programas para a terceira idade, para os jovens, para pessoas com deficiência e também para famílias pobres considerou que um dos fatores que pode também pesar como contributo para a resposta à crise é este tipo de ação que se desenvolve em Portugal ser dinamizada em reciprocidade entre os 27", explicou à Lusa o presidente do INATEL.

Vítor Ramalho lembrou, tendo por base um estudo desenvolvido pela Universidade de Aveiro para o INATEL, que o retorno para o Estado com este tipo de programas é bastante elevado.

"A Universidade concluiu que por cada euro que seja aplicado, o Estado recebe três porque mobilizam-se muitas pessoas, há impostos a pagar quer do fretamento de aviões, quer do fretamento de autocarros, quer do arrendamento de unidades hoteleiras, quer da restauração", adiantou.

De acordo com o presidente do INATEL, a lógica de funcionamento do programa Calypso será semelhante ao dos programas já desenvolvidos pela Fundação, em que as pessoas que concorrem aos programas pagam de acordo com os seus rendimentos, cabendo às pessoas com mais recursos económicos pagar a totalidade, mas dando preferência às pessoas mais desfavorecidas.

Na opinião de Vítor Ramalho, este é um programa destinado ao sucesso porque "a economia social é uma resposta indispensável para a saída da crise".

Fonte: RTP Online

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