Minha visita à Presidência da República Portuguesa

 Inicio desta semana fui através da faculdade que frequento, a uma visita de estudo à Presidência da República, inserida numa aula da cadeira de Introdução ao Direito.


Foi muito bom e instrutivo conhecer o Palácio de Belém…sua história…o respectivo museu…mas o pior foram as acessibilidades para pessoas que se deslocam em cadeira de rodas, como foi o meu caso. Continuamos a entrar pelas traseiras. Nem num lugar tão importante da nossa democracia continuamos a entrar pela porta da frente como todos os outros cidadãos.

Entrar no Palácio faz-se através de uma porta lateral, ultrapassando um degrau. Subir ao piso superior é feito através de um elevador diminuto e só funciona se durante o trajeto formos ininterruptamente a pressionar um botão. Claro que alguém tem que o fazer por quem tem limitações nos membros superiores como é meu caso. Cadeira de rodas mal cabe no elevador. São necessárias várias manobras e grande perícia para o conseguir. Sair outra grande complicação. E eu ia numa cadeira de rodas relativamente pequena. As de maior porte e que habitualmente usamos tenho a certeza que dificilmente lá caberão.

Nada a apontar ao professor, Dra e funcionária do Palácio, que sempre me acompanhou e restantes funcionários que foram inexcedíveis para que tudo corresse pelo melhor. Mas para mim um lugar acessível é aquele onde entramos pelas mesmas entradas usadas habitualmente por todas as outras pessoas e sem ajuda de ninguém. Na Presidência da República, isso não acontece.

Comentários

  1. Desconhecia totalmente essa realidade, é muito bom que estas situações aconteçam e que pessoas como tu batalhem para que sejam melhoradas.
    São pessoas que como tu lutam que fazem com que a nossa vida e o nosso dia-a-dia seja cada vez melhor, porque nem sempre as situações nos são favoráveis, clamemos por direitos. Grande abraço, amigo.

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  2. É verdade Eduardo... Infelizmente é, mesmo, verdade.

    Gostei muito de te conhecer. És uma pessoa espectacular! Um exemplo para todos!

    Forte abraço! Continua a lutar SEMPRE!

    Cristina Monteiro Fernandes (Colega)

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  3. Meu querido,

    Quando eu, meu filho cadeirante e uma amiga cadeirante fomos visitar o Museu do Ipiranga em São Paulo, também encontramos dificuldades. Depois que percorremos todo o pavimento térreo, encantados com tudo, fomos procurar o elevador que nos levasse ao segundo pavimento, ansiosos para conhecer mais o museu.
    Não tinha elevador, só uma imensa escadaria... Indignados, solicitamos que meu filho e minha amiga fossem carregados para o segundo andar, apesar de ser uma situação humilhante. A chefe da segurança não permitiu, porque poderia machucar a coluna dos funcionários.
    Então escrevemos nossa reclamação em formulários próprios, informando nossos contatos e depositamos numa urna, sem cadeado, que a própria chefe de segurança poderia abrir e destruir nossa reclamação.
    Conseguimos subir, porque duas almas boas ajudaram. Nunca tivemos retorno algum das nossas relamações...

    Muitos beijinhos!

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  4. Olá Eduardo, tb para mim foi uma surpresa estas acessibilidades no Palácio de Belém, fiquei surpreendido como num sitio tão importante nem todos possam entrar pelas mesmas portas.
    Era se calhar uma boa altura para uma reclamazaozita...
    O importante fambém foi gostares e tirares outros proveitos.
    Continuação de sucesso para a tua vida estudantil..

    Grande Abraço
    Miguel Loureiro

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  5. Obrigado pelos comentários. Realmente decepcionante. Ficamos a pensar que se num Órgão tão importante as coisas não funcionam, como funcionarão no resto do país? Exemplos deveriam vir de cima.
    Fiquem bem

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