Mulher permitiu abusos sexuais à filha deficiente a troco de batatas

Mulher suspeita de ceder a filha deficiente mental profunda, de 41 anos, para abuso sexual, praticado por três homens, em Coimbra. As violações, segundo a Polícia Judiciária (PJ), serviam como forma de pagar batatas e outros produtos agrícolas. Os três alegados violadores e a mãe da vítima foram detidos.

As violações terão ocorrido em Coimbra, segundo suspeita a PJ, que procedeu à detenção dos três alegados violadores e da mãe da vítima. Os violadores terão estabelecido um acordo com a mulher, que em troca de batatas e outros produtos agrícolas cedia a sua filha, deficiente mental profunda, para abusos sexuais.

A vítima, de 41 anos, terá sido “abusada pelo menos desde 2010”, explica um comunicado da PJ. As autoridades suspeitam ainda de que as violações tenham ocorrido há mais tempo e tenham sido praticadas por outros homens, além dos três detidos. Um familiar da vítima apanhou um dos homens em flagrante, a consumar a violação.

Esta mulher deficiente vivia sozinha com a mãe e terá sido usada em diversos negócios que a mãe estabeleceu, ao longo de anos, segundo suspeita a PJ. Os vizinhos estranhavam as repetidas visitas dos suspeitos à casa da suspeita e da vítima. Todos os três homens envolvidos nas violações eram, aliás, vizinhos.

Um deles, de 68 anos de idade, é um ex-emigrante em França, que apresenta no cadastro crimes de abusos sexuais de um menor, nesse país. Outro homem tem 70 anos e o terceiro tem 54 anos, adianta a PJ.

Os crimes de abuso sexual à mulher de 41 anos ocorriam diversas vezes por dia, de dia e de noite. As dificuldades económicas da mãe e da filha – “um quadro de total miséria”, segundo as autoridades – levavam a que a mulher com deficiência fosse abusada, “a troco de batatas e bens agrícolas”, bem como “pequenas quantias em dinheiro”.

A mãe da vítima poderá responder pelo crime de lenocínio, caso se confirme a suspeita. Os restantes respondem por abuso sexual de pessoa incapaz. Todos foram ouvidos na tarde de hoje por um juiz, no Tribunal de Coimbra, . A mulher deficiente foi entregue aos cuidados de outros familiares, segundo adianta a Lusa, citando fonte da PJ.

Fonte: Pt Jornal

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