Sim, nós fodemos

Sim, nós fodemos (disponível no Facebook) pretende chamar a atenção para as necessidades sexuais das pessoas com diversidade funcional.

Durante muito tempo foi (e infelizmente continua a ser) ignorada a necessidade que TODOS os seres têm de relações sexuais.

Lembro-me de ter sido superficialmente abordado esse assunto nas minhas aulas de Educação Especial. Lembro-me de ter lido algumas teses sobre o assunto e em todas se confirmava o lógico: as pessoas com deficiência mais ou menos profunda necessitam também elas de sexo. É algo de biológico, de absolutamente irracional. Todos precisamos de sexo para funcionarmos melhor. O sexo aumenta a nossa auto-estima, faz-nos sentir vivos e atraentes. Podemos ser a maior avantesma, um camafeu, mas naquele momento somos quem aquela pessoa deseja. Somos quem lhe dá prazer e a quem aquela pessoa dá prazer. Naquele momento, nada mais importa. Aqueles dois (ou três ou mais) corpos estão em sintonia, um com o outro e com o que de mais natural existe.

Então, por que motivo recusar este prazer a quem dele tanto necessita? Por que motivo ignorar que todos os seres vivos praticam sexo e dele necessitam para serem mais felizes? A meu ver, as pessoas com deficiência, dadas, muitas vezes, as suas limitações de deslocação, de convívio com outras pessoas, o seu próprio aspecto físico, a sua auto-estima, muitas vezes reduzidíssima, encontram sérios obstáculos à concretização dos seus desejos.
Sexo não é só sexo, é carinho, é empatia com outro, é pele, é carne, são fluídos. Sexo é vital.
O sexo consensual devia ser obrigatório a partir de uma certa idade. Se isso acontecesse, talvez se tivesse evitado a ascensão destes governantes ao único posto que lhes garante a possibilidade de foder alguém, ainda que de forma não-consensual.
Deixemos que todos possam usufruir dele. Assim, teremos provavelmente uma população bem mais feliz.

Sim, as pessoas com deficiência fodem, se as deixarem. Por muito que isso perturbe certas mentes.

Fonte: Aventar

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