Elbee: A deficiência no conceito de um carro para deficientes

A primeira pergunta que nos surge quando olhamos para o Elbee é: Porque é que os engenheiros checos tiveram tanto trabalho a criar uma porta na frente do carro, quando seria mais fácil, prático e económico ter uma porta atrás para o deficiente motor entrar com a cadeira de rodas? Continuamos à procura de resposta.

Talvez por isso, a empresa checa ainda anda à procura de parceiros para expandir o negócio na Europa, 4 anos depois de ter lançado o veículo.

Questão de conceito à parte, o diretor do projeto, Ladislav Brazdil, refere que a “fase final de desenvolvimento das diferentes características e dos elementos de segurança demorou 3 anos” e que o último ano foi passado a “afinar o carro para responder a todas as necessidades dos condutores em cadeira de rodas”.

Com menos de 2,5 metros de comprimento por 1,33 metros de largura, o Elbee pode ser estacionado perpendicularmente ao passeio, tal como um Smart. Pesa 400 kg, atinge os 80 km/h e os engenheiros precisaram de 10 anos para desenvolver esta solução pensada de base para os deficientes motores.

O primeiro cliente foi um idoso de Brno. Frantisek Trunda está “satisfeito” porque o carro lhe tem proporcionado uma “nova independência, liberdade. Há oito anos tinha de pedir” à mulher ou ao filho para o transportar a qualquer lado. Agora pode deslocar-se “sozinho”.

O Elbee está homologado para circular nas estradas checas desde 2010. O elevado preço, cerca de 15 mil euros, não será alheio à complicada solução de engenharia para que o acesso seja feito pela frente e não pela traseira do veículo, como acontece em modelos como o Kenguru.

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