Fundos estruturais: como podem ser usados na Economia Social?

Antes, fomos a Évora, onde funciona a CerciDiana, uma cooperativa de educação e reabilitação de adultos deficientes, que está, justamente, a preparar a sua candidatura a um projecto para a reabilitação de edifícios.

Outra preocupação crescente nesta cooperativa é o envelhecimento dos deficientes e o facto de, a determinada altura, as famílias não poderem (ou nem sequer existirem) para tomar conta deles.

Por isso é preciso que haja lares residenciais com maior capacidade e, para isso, é preciso dinheiro. A Quinta do Feijão, em Évora, é um dos pólos da CerciDiana, que dá apoio a quase 200 pessoas com incapacidade física ou intelectual, um boa parte deles adultos.

O Congresso da Associação dos Agentes de Viagens, no início de Dezembro, incluiu uma manhã de actividades na Quinta para os participantes, como forma de os sensibilizar para uma realidade que não é possível ignorar.

A CerciDiana tem 115 crianças até aos 6 anos na Intervenção Precoce, quatro dezenas de adultos no CAO, além dos 35 em Formação e, ainda, uma dúzia de deficientes profundos, muitos deles sem família, que estão num lar residencial e, à medida que os dias passam, a preocupação cresce. A CerciDiana não escapa às dificuldades económicas e financeiras que caracterizam estas instituições de solidariedade social. Depois de um período mais apertado, a responsável financeira Angélica Charro considera que é preciso avançar. Nomeadamente para a renovação do edifício para o Centro de Actividades Ocupacionais. Fazer um projecto para candidatar a fundos europeus no âmbito do novo programa para a inclusão da Estratégia 2020, é uma forte probabilidade apenas à espera que sejam estabelecidos critérios, admite a responsável financeira da instituição. São projectos que “têm que cumprir critérios muito rigorosos e às vezes, só perceptíveis pelos especialistas”.

ISEFG forma para melhor gerir
O sector social tem de ser capaz de concorrer e gerir projectos financiados pelos fundos europeus. Em particular com as verbas inscritas no programa operacional Inclusão Social e Emprego. Gerir bem os recursos é importante também para o dia-a-dia destas instituições, chamadas a responder a mais necessidades sociais. A capacitação dos dirigentes é, por isso, uma exigência.

O ISEG, Instituto Superior de Economia e Gestão, está prestes a avançar com uma pós-graduação em Administração de Organizações Religiosas.

Em entrevista à jornalista Filomena Barros, o coordenador do curso António Pimenta de Brito explica o objectivo de formar para gerir, nas instituições ligadas à Igreja. Uma ferramenta que pode facilitar o acesso aos fundos europeus, que constam do programa de inclusão social e emprego, para o período até 2020. O Acordo de Parceria 2020 é, assim, “uma janela de oportunidade”.

Fonte: Rádio Renascença

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