Obras vão acabar com juntas médicas na rua em Tomar

A Unidade de Saúde Pública de Tomar vai ter, finalmente, um acesso condigno para pessoas com mobilidade reduzida, com a construção de uma rampa de acesso. As obras devem começar em breve e estar concluídas até final de Março, indo ao encontro das reclamações de alguns utentes que tiveram de ser sujeitos a juntas médicas na rua, no interior de automóveis, por não conseguirem aceder às instalações por se deslocarem em cadeira de rodas.


Eduardo Jorge, um tetraplégico actualmente a viver na Carregueira (Chamusca), foi um dos utentes que teve de ser avaliado por uma junta médica dentro de um táxi, por não ter condições para aceder às instalações da Unidade de Saúde Pública de Tomar. Não se conformou com a situação e reclamou junto de várias entidades em 2009. Como não obteve nenhuma resposta concreta, voltou a reclamar em 2012 e 2013. Finalmente, em Dezembro de 2015, recebeu um ofício do Provedor de Justiça a dar-lhe boas notícias: o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, entidade que tutela aquele serviço, em articulação com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, decidiu tomar medidas correctivas, "concluindo-se na conveniência da realização de obras de construção de rampa, exterior e interior, e de ampliação da porta da entrada".

Na comunicação do Provedor de Justiça, a que O MIRANTE teve acesso, refere-se ainda que a intenção da realização de obras na Unidade de Saúde Pública de Tomar deparou-se inicialmente com a recusa de autorização por parte do senhorio, obstáculo entretanto ultrapassado, o que permitiu iniciar o procedimento de contratação pública do empreiteiro em 2015. Por se tratar de uma "despesa pública avultada", a tramitação passou por várias fases e prazos legalmente previstos, recorda ainda o Provedor de Justiça que anuncia o início das obras para o início de 2016.

Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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