Ampliação da bexiga no lesado medular

O funcionamento correto da bexiga depende da integridade dos nervos que levam e trazem informações à bexiga. Pacientes com traumas na coluna, ou defeitos congênitos da medula espinhal, perdem essas conexões e o controle adequado da bexiga. Isso pode levar a uma incoordenação vesical. Caso não seja realizado abordagem precoce, esses pacientes podem evoluir com insuficiência renal e necessidade de hemodiálise pelo fato de não conseguirem eliminar a urina corretamente.

Uma das abordagens nesse classe de pacientes é o Cateterismo Vesical Intermitente, que nada mais é que um esvaziamento vesical programado. Consiste em passar uma sonda em horários fixos para eliminar toda urina que não consegue sair sozinha da bexiga, evitando-se o acúmulo dentro do órgão, altas pressões e o acometimento dos rins.

Muitas vezes, a bexiga entra em espasmo, e contrai sem controle. Existe medicamentos tomados por boca para tentativa de controle desses espasmos, e caso mesmo com a medicação não se tenha controle desses espasmos, está indicada a aplicação de toxina botulínica (Botox®) na bexiga, para paralisar a sua musculatura.

Em casos que todas outras alternativas falharam, existe ainda a opção da Ampliação Vesical. Essa técnica de reconstrução utiliza uma alça de intestino que é retirada do trajeto normal de passagem do alimento e fezes, aumentando assim a capacidade da bexiga. Como o intestino perde as contrações e não apresenta espasmos, alivia-se muito a pressão dentro da bexiga e aumenta-se a capacidade de armazenamento de urina na mesma, melhorando-se as perdas urinárias e o risco de lesão renal. Após realizar a cirurgia, o paciente precisa continuar a esvaziar a bexiga através do cateterismo, e também precisa aprender a lavar a bexiga para evitar o acúmulo de muco produzido pelo intestino.

Fonte: Urologia Reconstrutiva   Noticia: Lado B

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