Sindicato quer diploma para acabar com discriminação de polícias com deficiência

A ASPP, que hoje organizou, em Lisboa, a conferência "debater a deficiência na PSP", considera que existe "um vazio legal", o que leva muitos polícias com deficiência ou incapacidade a "não ter garantias da PSP ao nível da carreira policial".

O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que é necessário criar "um diploma que enquadre estes elementos da PSP", podendo ser feito através de diploma próprio ou por introdução de regras na saúde e segurança no trabalho.

"Há práticas na PSP que são discriminatórias em relação a estes profissionais", disse Paulo Rodrigues, referindo-se às promoções, concursos, serviços e tratamento dos processos desde o acidente até à reintegração na Polícia de Segurança Pública.

Segundo a ASPP, há 111 polícias com deficiências ou incapacidades, tendo muitos deles sofrido acidentes durante uma missão.

Paulo Rodrigues sustentou que "a instituição PSP não está preparada, nem sensibilizada" para estas situações, existindo "muitas dificuldades" em alterar os procedimentos internos.

O sindicalista disse ainda que estes polícias não podem desempenhar funções na Unidade Especial de Polícia, mas podem desempenhar outras tarefas na PSP, como serviços administrativos.

Na conferência participaram polícias com deficiência ou incapacidade e representantes de vários partidos políticos.

Lusa/fim

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