Deficientes das Forças Armadas exigem definição sobre tutela do lar

Ouvida hoje, dia 10/10 na comissão parlamentar de Defesa Nacional, a direção da ADFA afirmou que existe "um bloqueio" que está, alega, a impedir a criação de melhores condições de acompanhamento dos deficientes militares internados no Lar Militar da Cruz Vermelha, Lisboa.



Segundo Manuel Lopes Dias, vice-presidente da ADFA, que integra o grupo de trabalho criado pelo Governo em 2015 para a aplicação do Plano de Apoio aos Deficientes Militares, a Cruz Vermelha sustenta que o ministério da Defesa "só tem a tutela inspetiva".

"Não aceitamos que o Lar não seja da Defesa Nacional e deve ser tutelado pela Defesa Nacional. E faz falta definir isso", reforçou por seu lado o presidente da ADFA, Manuel Arruda, acrescentando "rejeitar que o governo só tenha o direito de tutela inspetiva".

Esta questão, acrescentou, "tem bloqueado" o avanço da concretização do Plano de Apoio no que respeita à melhoria das condições de acompanhamento dos deficientes internados naquela instituição.

"Aquilo não tem condições. Os deficientes estão ali armazenados à espera que chegue a morte, estão acamados, deitados, não há uma equipa multidisciplinar que lhes dê uma dinâmica de vida", apontou Manuel Lopes Dias, frisando que a vida não pode ser "só comer, dormir e tomar medicamentos".

O Lar Militar foi inaugurado em 1971 para os militares com deficiência motora grave em consequência da prestação do serviço militar, e tem capacidade para 40 camas, acolhendo atualmente 16 deficientes militares.

Fonte: Noticias ao Minuto

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