Prémio Dignitas honra trabalhos jornalísticos na área da deficiência

A Associação Portuguesa de Deficientes, a Escola Superior de Comunicação Social e a Amnistia Internacional, em parceria com a Fundação Vodafone e a Assembleia da República, promoveram a entrega do Prémio Dignitas 2017. O INR, na pessoa do Dr. Humberto Santos, esteve presente.


A sessão teve lugar, no dia 8 de maio, no Auditório António de Almeida Santos, na Assembleia da República, com o objetivo de galardoar os melhores trabalhos jornalísticos, publicados ou difundidos nos órgãos de comunicação social portugueses, subordinados ao tema da deficiência e que promovam a dignidade das pessoas com deficiência, os direitos humanos e a inclusão social.

A cerimónia deu início com a atuação do Coro Infantil dos Pequenos Cantores de Lisboa. Seguidamente usaram da palavra a Deputada Teresa Caeiro, Vice-Presidente da Assembleia da República; o Prof. Doutor Jorge Veríssimo, Presidente da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS); a Dra. Filipa Santos, representante da Amnistia Internacional; a Dra. Ana Sezudo, Presidente da Direção Nacional da Associação Portuguesa de Deficientes (APD) e a Dra. Sofia Branco, Presidente do Sindicato dos Jornalistas.

Esta edição do Prémio Dignitas recebeu 17 trabalhos jornalísticos, dos quais 6 foram de estudantes do ensino superior, referiu Ana Sezudo.

Nas palavras de Jorge Veríssimo, a existência do Prémio Dignitas tem um papel importante uma vez que sensibiliza "os futuros jornalistas para a promoção da dignidade das pessoas com deficiência, na promoção dos seus direitos e para a sua inclusão. E, ainda bem, fico muito feliz este ano já termos tido 6 trabalhos. Espero que, no próximo ano, existam mais trabalhos a concorrer".

Por sua vez, Sofia Branco, na sua intervenção, referiu que a "comunicação social é muito conservadora e demora muito tempo a mudar. Não está a mudar mentalidades" e levantou a seguinte questão: "por que é que as pessoas com deficiência não são trazidas para o debate? (...) As pessoas com deficiência só são trazidas quando o assunto é deficiência".

Por fim, Filipa Santos, representante da Amnistia Internacional, reforçou a importância do prémio "como potencial instrumento de mudança".

Após as intervenções, teve lugar o anúncio dos vencedores:

Categoria Rádio - "Anda, Jenny", peça da jornalista Bárbara Baldaia da TSF
Menção honrosa na Categoria Rádio - "Autismo. A música ajuda-os a sair da concha", trabalho da jornalista Liliana Coroa da Rádio Renascença.
Categoria Imprensa - "Corre Paulinho, Corre", da jornalista Sara Dias de Oliveira da Notícias Magazine.
Categoria de Jornalismo Universitário - "Vida sem limites", dos alunos Marta Ferreira, Afonso Alexandre, Ana Rita Matos e Joana Fidalgo Figueiredo (ESCS).
Menção honrosa na categoria de Jornalismo Universitário - "Olhos que ouvem, mãos que falam", da estudante Nadine Gil e outros colegas de curso (ESCS).
Grande Prémio Dignitas - "A "vida normal" dos Cottim, uma família com a voz nas mãos", peça da jornalista Mariana Correia Pinto, do jornal Público.

Fonte: INR

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