terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Tetraplégico esteve um ano e meio à espera da reforma

Ficou tetraplégico num acidente a bordo de um cargueiro em Espanha, em 2003. Lutou por uma indemnização, sem êxito. E teve de esperar ano e meio pela reforma por invalidez, que só agora vai receber.

Ainda assim, informa a Segurança Social, a reforma é "provisória". A família só foi informada do deferimento do processo no início desta semana, já depois do JN ter questionado a Segurança Social sobre o assunto.

Foi em 2003 que um acidente a bordo de um navio cargueiro, na Corunha, deixou Manuel Castanho tetraplégico. Desde essa altura, a família vendeu a casa, gastou "uma fortuna" em advogados, mas de nada valeu. A empresa não assumiu a indemnização e, em Portugal, teve de esperar ano e meio pela reforma por invalidez, que pediu em julho de 2013. Sem meios de subsistência, valeu-lhe a filha.

Fonte: JN

Deficiência: Actividades Artísticas e Culturais para Fevereiro 2015

Para este mês de FEVEREIRO propomos-lhe diversas sugestões artísticas, culturais e de formação, esperando contribuir para momentos de enriquecimento, partilha e lazer. Não deixe de ir a espectáculos, de visitar exposições, de participar, e sobretudo de conhecer o que lhe propomos.

Espectáculos
A Perna Esquerda de Tchaikovski
Mestiço
AEQUALIS - Espectáculo Musical e Dramático Inclusivo

Exposições
Aproximações
Plumas
7 Milhões de Outros
Paródias: Paula Rego/ Rafael Bordalo Pinheiro

Actividades Culturais
Festival dos Sentidos
Museus e Monumentos gratuitos no primeiro domingo de cada mês
Actividades Culturais no Teatro da Cerca de São Bernardo

Formação
Conferência Políticas Culturais para o Desenvolvimento
Curso Comunicação Acessível: Design de Comunicação e Linguagem Simples

Concursos
Prémio Novos Artistas Fundação EDP
Concurso de Arte, de Design e de Publicidade @ Galp Creative

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Escassez de apoios a deficientes profundos revolta famílias sem recursos

A Segurança Social anunciou em meados de Dezembro que não tinha verba para abrir um lar residencial no Centro de Paralisia Cerebral (CPC) de Beja. Decorrida uma semana desta tomada de posição, reconsiderou e atribuiu à instituição preterida 12 das 22 vagas que esta tinha reclamado, número que está a revelar-se insuficiente para as carências existentes.

As consequências do critério seguido pela Segurança Social ao disponibilizar apenas 12 das 34 camas que aprovou no final de Dezembro para o Baixo Alentejo (as outras 24 foram entregues ao Centro de Paralisia Cerebral de Odemira) já se fazem sentir nos testemunhos que o PÚBLICO recolheu junto de familiares de duas deficientes com 14 e 29 anos que apresentam um elevado grau de dependência e que não tiveram vaga no lar.

Ao mesmo tempo, a nova realidade suscita fortes apreensões na gestão do CPC. Aos encargos já assumidos com a equipa técnica e funcionários contratados para prestar apoio a 22 utentes, quando na realidade serão apenas 12, junta-se o encerramento do lar de apoio por imposição da tutela, que acolhia de 2ª a 6ª feira, os 12 jovens que agora transitam para o lar, deixando um equipamento desactivado e uma lista de espera 16 jovens que aguardam reabilitação.

Com a alteração efectuada nos serviços prestados pelo CPC, a instituição poderá vir a suportar um prejuízo mensal de 3600 euros, calculam os responsáveis. Com efeito, a Segurança Social contribui com quase mil euros para um encargo que deverá ascender a cerca de 1300 euros mensais por utente, revela ao PÚBLICO um membro da direcção. "É impossível sustentar um lar residencial nestas condições”, assume.

O CPC vai continuar, como acontece há vários anos, a fazer a reabilitação das duas deficientes com 14 e 29 anos sem qualquer comparticipação do Estado. A alternativa que é preconizada pela tutela, até que seja encontrado um lar residencial que as possa acolher, é que as duas sejam internadas “fora do distrito, longe dos seus familiares e do ambiente em que viveram vários anos, num local onde não conhecem ninguém”. Tanto a instituição com os familiares das duas deficientes encaram com “muita relutância” a opção da tutela.

A problemática situação que envolve a menina de 14 anos já mereceu a intervenção do Tribunal de Família que exigiu o seu internamento à Segurança Social, entidade a quem compete “garantir a sua recuperação”, como determinou a instância judicial.

Mafalda Somares, tia desta jovem, está sempre à espera que “aconteça uma tragédia”. Natural de Semblana, freguesia do concelho de Almodôvar, está emigrada na Holanda há duas décadas. E é a partir daquele país que acompanha e tenta superar os problemas da família que reside num monte isolado na aldeia alentejana. A sua sobrinha tem paralisia cerebral e a irmã, mãe da jovem, tem limitações que dificultam a percepção da realidade. Este cenário dramático inclui ainda uma idosa com 80 anos, que sofre de várias patologias crónicas que a obrigam a estar acamada. “É frequente a minha irmã telefonar a perguntar que medicamento tem de dar à filha ou a pedir-me ajuda porque a mãe está a perder sangue”.

Mafalda Somares não compreende que, “estando a Segurança Social a par da situação, mesmo assim mande todos os fins-de-semana a jovem para casa”, com a mãe e a avó no estado em que se encontram. E frisa que o tribunal foi peremptório quando decidiu que “a criança deve permanecer no lar residencial para seu próprio bem-estar e desenvolvimento intelectual”. O receio maior é que possa acontecer uma “tragédia familiar”, criticando a atitude da Segurança Social por “não responder aos pedidos de apoio nem fazer questão de respeitar uma decisão judicial”.

A jovem de 29 anos perdeu os pais, tem outra irmã com 39 anos também portadora de doença mental. Quem suporta o fardo é o irmão José Luís Mansinhos, casado com dois filhos menores. A sua revolta pelo que se está a passar no CPC leva-o a criticar as entidades que lhes prometeram internar a irmã mais nova e no dia seguinte “vieram dizer que já não havia lar residencial”.

As irmãs apresentam um grau de dependência que Luís Mansinhos não tem condições para suportar. “As minhas manas não falam, caminham com grande dificuldade e nem sequer são autónomas quando se trata da higiene pessoal, pois necessitam de ter alguém com elas”, uma exigência que não tem condições para assegurar. Daí que reclame o seu internamento, mas tal só vai ser possível num lar residencial fora do distrito de Beja.

As questões colocadas no início deste mês ao Instituto da Segurança Social solicitando explicações sobre a instalação do lar residencial no Centro de Paralisia Cerebral de Beja ainda não obtiveram resposta.

Fonte: Público

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Banco de Produtos de Apoio em Santarém

A INCLUIR de Santarém – Associação de Apoio aos Deficientes de Paralisia Cerebral Maria do Carmo Silva Melancia vai assinar o protocolo do Banco de Ajudas Técnicas/Produtos de Apoio da Câmara Municipal de Santarém, no dia 27 de janeiro, no Salão Nobre da Câmara Municipal.

Este protocolo consiste numa rede de parceiros que coloca à disposição da comunidade as ajudas técnicas/produtos de apoio que têm disponíveis. Qualquer cidadão de Santarém que temporariamente necessite de canadianas, cadeira de rodas, bengalas, andarilhos, entre outros produtos pode informar-se sobre as condições de utilização do produto em qualquer entidade parceira e fazer a requisição do produto na entidade que o tem disponível.

Com a assinatura do protocolo a AADPCMCSM – Incluir irá também ser um ponto de informação à comunidade pois irá ter nas suas instalações um gabinete de apoio ao cidadão com necessidades especiais e suas famílias para a obtenção da ajuda técnica/produto de apoio permanente.

Neste dia arranca a campanha de recolha de Ajudas Técnicas/Produtos de Apoio que vai decorrer entre o dia 27 de janeiro a 27 de fevereiro. A população é convidada a doar ao Banco de Ajudas Técnicas/Produtos de Apoio de Santarém todos os materiais de apoio técnico que já não utilize e que de alguma forma considere que vai ser útil a outra pessoa.

Pode entregá-los nas várias instituições parceiras. A AADPCMCSM – Incluir funciona na Av. 25 de Abril, nº 50 A e tem como contacto o n.º 243306196.

Fonte: O Ribatejo

Crédito à habitação a pessoas com deficiência: Nova lei, problemas à porta

Ao fim de vários anos de protestos das associações de deficientes e da DECO, o regime de crédito à habitação para deficientes ganhou autonomia, deixando de estar afeto às condições dos empréstimos dos trabalhadores do setor bancário. O novo regime tenta colmatar os problemas que afetavam quem, até agora, queria contratar um crédito deste tipo. Entre as falhas mais graves, destacavam-se a obrigatoriedade de contratar seguro de vida - tarefa hercúlea para quem vive com uma deficiência - e os entraves à migração do regime geral para o bonificado.

Esta era uma dificuldade colocada a quem, tendo já um crédito à habitação, se via, de um momento para o outro, a braços com uma situação de incapacidade superior a 60%, por exemplo, na sequência de um acidente de trabalho. Com a nova lei, o seguro de vida deixou de ser obrigatório, mas a sua exigência não está interdita, ou seja, os bancos podem, se assim o entenderem, continuar a exigi-lo. E a migração para o regime bonificado passou a ser automática, mas o montante dos juros suportados pelo Estado desceu significativamente.

Bonificado, mas menos
Com o novo enquadramento legal, a bonificação dada pelo Estado limita-se à diferença entre a taxa de referência para o cálculo das bonificações (TRCB) e 65% da taxa de refinanciamento (REFI). A TRCB corresponde ao valor da Euribor acrescido de um spread (margem de lucro do crédito) de 0,5 por cento. O valor da TRCB em vigor no primeiro semestre de 2015 é de 0,679 por cento. Se a isto for descontado 65% do valor da REFI, a bonificação máxima do Estado não ultrapassa atualmente os 0,6465 por cento. 

Ou seja, quem tem uma taxa contratual de, por exemplo, 4%, pagaria, até agora, 0,0325 por cento. A partir de janeiro, quem contrate (ou migre) um crédito com a mesma taxa, pagará 3,3535 por cento. Como, nos últimos anos, os spreads subiram além dos 5%, sendo hoje possível contratar na casa dos 3%, o novo regime acaba por fazer aumentar em muito o montante a cargo do titular do crédito. Em termos práticos, num empréstimo de 100 mil euros a 30 anos, com spread de 4%, o juro suportado pelo cliente atinge, no novo regime, 294,62 euros. No regime anterior, não ia além de 2,71 euros (ver gráficos).

Crédito continua (in)seguro
Até agora, a obrigação de contratar um seguro de vida para aceder ao crédito à habitação para deficientes era responsável por boa parte das dificuldades com que o consumidor era confrontado. Além de serem colocados inúmeros entraves à sua subscrição, quando o seguro era aceite, os prémios eram de tal forma elevados - por vezes, quase tão altos quanto a prestação - que acabavam por inviabilizar a contratação do empréstimo. Numa tentativa de resolver o problema, o seguro deixa de ser obrigatório no novo regime legal. Contudo, como também não é proibido, há motivos para supor que os bancos irão continuar a exigi-lo. 

Basta considerar que atualmente todos o exigem nos créditos ao abrigo do regime geral. Resultado: os cidadãos com deficiência vão continuar a deparar com a mesma dificuldade. Outro aspeto pouco claro na nova lei prende-se com a obrigação, ou não, de os bancos comercializarem crédito para portadores de deficiência. O novo regime define que a migração do regime geral para o regime bonificado é automática, desde que estejam preenchidas as condições necessárias. Passa também a ser permitida a migração para outro banco por parte de quem já é titular de um crédito para deficientes. Não há, porém, nada que indique que todas as instituições bancárias são obrigadas a comercializá-lo.

O seguro de vida deixa de ser obrigatório, mas os bancos podem exigi-lo na mesma, mantendo-se o entrave do regime anterior.

Vender só passados cinco anos
Segundo o novo regime legal, é impossível vender uma casa ou um terreno, comprados ao abrigo do crédito bonificado para deficientes, nos cinco anos a seguir à assinatura do contrato. Quem violar esta disposição é obrigado a devolver as bonificações de que já usufruiu, acrescidas de uma penalização de 10 por cento. Ficam, no entanto, salvaguardados alguns casos excecionais em que a venda é permitida, por exemplo, aumento do agregado familiar ou mobilidade profissional do titular do contrato ou do seu cônjuge. 

Mesmo nestas situações, o produto da venda tem de ser investido na compra ou na construção de uma nova habitação. Ou seja, quem quiser optar pelo arrendamento não o poderá fazer. No caso da mobilidade profissional, esta só é considerada se o novo emprego ficar a, pelo menos, 35 quilómetros do antigo. Não é tida em conta a distância a que fica o local da habitação atual. Apesar de ter aspetos positivos, o novo enquadramento coloca ainda alguns problemas que devem ser resolvidos. A DECO vai, por isso, continuar a acompanhar esta situação, avançando com as propostas de alteração necessárias, de que lhe daremos conta sempre que for oportuno.

Consumidores exigem
Apesar de o novo regime de crédito à habitação para deficientes ser, em si, uma mais-valia, subsistem problemas. A bonificação concedida pelo Estado diminuiu consideravelmente, afetando sobretudo os contratos com taxas mais altas. Esta alteração põe em causa o benefício de contratar um crédito bonificado e, por isso, deve ser revista. Não faz sentido que só possa aceder ao regime bonificado quem for maior de idade.

Os pais de um menor deficiente podem precisar de fazer obras em casa ou de comprar uma habitação nova em função da deficiência do filho, pelo que o regime deveria ser aberto ao agregado enquanto o filho não fizer 18 anos. O facto de o seguro de vida deixar de ser obrigatório não resolve o problema com que os cidadãos deficientes se debatem há anos. Ou se proíbe a sua exigência ou se regulamenta o acesso aos seguros de vida por parte de cidadãos portadores de deficiência. Só assim se pode evitar que a discriminação os impossibilite de beneficiar dos ganhos associados ao regime de crédito específico.

Apesar de a migração passar a ser automática, não é claro que todas as instituições bancárias sejam obrigadas a comercializar este tipo de crédito - um aspeto que é necessário clarificar. Vamos exigir a correção destes problemas à Assembleia da República e dar conta das nossas preocupações ao Banco de Portugal, para que este zele pela justa aplicação do novo regime.

Condições de acesso ao crédito
- Grau de incapacidade igual ou superior a 60%.
- Não ser titular de outro empréstimo bonificado.
- Não haver no agregado familiar outro titular de um empréstimo bonificado.
- Ser maior de idade.
- 190 mil euros como montante máximo do empréstimo.
- Prazo máximo de 50 anos.
- Empréstimo destinado à compra, ampliação, construção ou realização de obras em habitação própria e permanente; compra de terreno para construir casa própria ou para obras de melhoria das acessibilidades do edifício onde fica a habitação.
- Imóvel não pode ser adquirido aos pais, avós, filhos ou netos do cidadão deficiente.
- Impossibilidade de vender o imóvel durante cinco anos, exceto em casos específicos, por exemplo, se o titular falecer ou se o titular, o seu cônjuge ou companheiro ficar desempregado por mais de seis meses.

Fonte: Jornal de Negócios

Portugal vai organizar Europeu de natação adaptada

O Comité Paralímpico Internacional (IPC) atribuiu esta quinta-feira a Portugal a organização do campeonato europeu de natação adaptada de 2016, que irá decorrer no Funchal, anunciou a Federação Portuguesa de Natação (FPN). Para o presidente da FPN, o evento, que decorrerá entre 24 de maio e 04 de junho, poderá ser "um motor de desenvolvimento da prática da prática desportiva e consequente aumento do número de nadadores com deficiência" e uma forma de "afirmar Portugal como organizador de grandes eventos desportivos".

Em declarações reproduzidas pela FPN, António José Silva considera que a prova "servirá também como culminar do processo da inclusão da natação para pessoas com deficiência na sua estrutura organizativa". A prova, que será a última de apuramento para os Jogos Paralímpicos Rio2016, deverá juntar no complexo olímpico de piscinas da Penteada cerca de 500 praticantes e mais de 300 elementos de "staff".

No último Europeu de natação adaptada, realizado em Eindhoven, na Holanda, Portugal conquistou duas medalhas de bronze por intermédio de David Grachat nos 400 metros livres S9 e por Nelson Lopes nos 50 metros costas S4.

A edição de 2015 disputa-se em julho, na cidade escocesa de Glasgow.

Fonte: Sapo Desporto

Dificuldades para pessoas com mobilidade reduzida continuam a existir

Há mais de 20 anos existe uma lei de adaptação dos espaços públicos a pessoas com mobilidade reduzida. O programa da RTP "Sexta às Nove" foi descobrir como cerca de um milhão de pessoas enfrenta dificuldades diárias em deslocações e serviços públicos.

Veja a reportagem em vídeo AQUI

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Está interessado em ir à Serra Nevada com a Associação Salvador?

A Associação Salvador está a avaliar a hipótese de organizar uma viagem à Serra Nevada, onde será possível desfrutar de momentos únicos de convívio e de ski adaptado!

Programa Provisório:
16 de Março - Viagem Lisboa - Serra Nevada
17 a 19 de Março - Aulas de ski adaptado com um monitor por pessoa entre as 10h e as 13h; almoço e tarde livre
20 de Março - Viagem Serra Nevada - Lisboa

O alojamento será num hotel (a definir), em regime de meia pensão, incluindo o pequeno-almoço e o jantar. Gostaríamos de perceber quem estaria interessado em participar neste evento, para decidir se avançamos ou não (dependendo do nº de interessados).

Este evento terá um custo bastante superior ao dos restantes eventos, pelo que a comparticipação solicitada será também superior. Caso esteja interessado em participar, pedimos por favor que responda a um breve questionário, até ao próximo dia 30 de janeiro.

Depois de analisadas a respostas, e caso verifiquemos que existe adesão, entraremos em contacto com as pessoas que referiram estar interessadas, para lhes fornecermos toda a informação sobre o evento.

Melhores cumprimentos,
A Equipa da Associação Salvado

Mais informações: Associação Salvador

Vídeo tocante mostra a deficiência física vista pelos olhos das crianças

As caretas são sempre engraçadas, independentemente de quem as faz. Pais e filhos foram convidados a participar numa actividade organizada pela Noémi Association, uma organização francesa que apoia pessoas com deficiências. Sentados lado a lado com uma parede a dividi-los, os adultos e as crianças tinham que imitar as caretas que apareciam num ecrã colocado à sua frente.

A brincadeira estava a ser divertida para ambos. Mas quando surgiu uma pessoa com deficiência a fazer uma careta, as reacções foram bastante diferentes: As crianças imitaram-na, os adultos não o fizeram e mostraram um semblante triste e abatido. O objectivo? “Ver as diferenças através dos olhos das crianças”, explica a associação. Ou seja, encarar as pessoas que possuem uma deficiência da mesma forma que vemos os outros.


Fonte: SOL

Turismo perde 140 mil milhões por falta de condições para deficientes

Um estudo estima que a nível europeu o turismo esteja a perder 142 mil milhões de euros todos os anos devido «à infraestrutura deficiente, serviços e atitudes em relação aos viajantes com necessidades especiais», indicou a associação Acesso Cultura.

Os dados constam de uma pesquisa realizada recentemente pela Universidade de Surrey, Inglaterra, de acordo com nota remetida às redações pela Acesso Cultura, uma associação cultural que promove a melhoria das condições de acesso, físico, social e intelectual aos espaços culturais e à oferta cultural.

Este estudo será uma das bases para os debates que a Acesso Cultura promove em simultâneo, na quinta-feira, em três cidades portuguesas - Albufeira, Lisboa e Porto - com especialistas e empreendedores da área do Turismo Acessível.

«Os investigadores acreditam que, se os destinos europeus forem totalmente acessíveis, essa procura pode aumentar até 44% por ano, o que resultaria em um adicional de 142 mil milhões de euros no PIB [Produto Interno Bruto] e 3,4 milhões de postos de trabalho para a economia europeia», lê-se na nota.

Entre os aspetos negativos, os inquiridos, de 12 países da União Europeia, apontaram o preço da acessibilidade, no entanto a disponibilização de informação e de assistência médica são considerados obstáculos mais significativos do que a acessibilidade dos locais em si.

Num estudo que também aborda o setor da alimentação e bebidas, a importância da identificação de itinerários e de locais de estacionamento acessíveis, entre outros temas, são apontadas barreiras na fase do transporte, nomeadamente em companhias aéreas, aumentando o grau de dificuldades quando é utilizada uma transportadora de baixo custo.

O estudo citado pela Acesso Cultura fala em «previsão de crescimento de mercado com base no crescimento previsto da população idosa e o consequente crescimento do número de indivíduos com deficiência».

«Perante esta realidade, que oportunidade e que obrigações surgem para as instituições culturais?» é a pergunta que a associação lança nos debates que se realizam das 18:30 às 20:00 com entrada livre.

Em Albufeira, a sessão decorre na biblioteca Lídia Jorge com o diretor-geral do Grupo Pedras (Pedras da Rainha e Pedras d'El Rey), António Almeida Pires, e o diretor do Museu de Portimão, José Gameiro.

Já em Lisboa, no Museu da Cidade, vão estar da European Network for Accessible Tourism (ENAT), Ana Garcia, dos Parques de Sintra Monte de Lua, Nuno Oliveira, e da Cooperativa Milacessos, Pedro Brandão.

Quanto ao Porto, onde o debate decorre na biblioteca Almeida Garrett, são convidados um responsável da Turismo do Porto e Norte de Portugal, António Cândido, responsáveis por projetos ligados à mobilidade acessível como da Places4All, Hugo Vilela, da Cultur´friends, Luís Vaz, e da Waterlily, Olívia Nogueira, uma professora do Curso de Mestrado em Turismo, da Escola Superior de Educação de Coimbra, Eugénia Liam Devile, bem como a provedora municipal dos cidadãos com deficiência, Lia Ferreira.

Fonte: TVI24

sábado, 17 de janeiro de 2015

Participe por favor

Se sofre de AVC, Lesão Medular e Traumatismo Crânio Encefálico participe e divulgue este estudo pf. Preencha o questionário abaixo e envie-o para: diogo_baiao_796@hotmail.com


Questionário nº ____


Questionário: Prática Desportiva Adaptada

Idade: _________________ Género: 1. Masculino 2. Feminino 
Onde Reside: ________________________ Vive sozinho/a?____________________

Estado Civil
1. Solteiro/a
2. Casado/a
3. Viúvo/a
4. Divorciado/a
5. União de Facto

Escolaridade
1. Analfabeto
2. Sabe Ler e Escrever
3. Ensino Primário
4. Ensino Secundário
5. Ensino Superior

Qual destes episódios foi o seu?
1. Acidente Vascular Cerebral (AVC)
2. Traumatismo Crânio Encefálico (TCE)
3. Lesão Medular

I - Antes do Episódio
1. Costumava praticar atividade física/frequentar ginásio ou algum tipo de modalidade desportiva? Se Sim, qual ou quais?
2. Se respondeu afirmativamente à questão anterior, com que frequência praticava atividade física durante a semana?
3. Antes do episódio, continuava a praticar desporto/atividade física ou já tinha desistido antes de ter acontecido o mesmo?
3.1. Se já tinha desistido antes do episódio, quais as razões que o/a levaram a abandonar a prática de atividade física/modalidade desportiva?

II - Depois do Episódio
4. Atualmente, pratica atividade física/frequenta ginásio ou algum tipo de modalidade desportiva? Se Sim, qual ou quais?
4.1. Se respondeu Sim à questão 4, tem fácil acesso ao local onde pratica atividade física ou não?
4.1.1. E tem dificuldades em desempenhar a atividade física? Quais são então essas dificuldades/barreiras?
4.2. Se respondeu Sim à questão 4, gosta de estar envolvido/a na prática de atividade desportiva? Porquê?
4.3. Sente que o acompanhamento por parte do técnico do ginásio é adequado e vai de encontro às suas necessidades? Porquê?
4.4. Se respondeu Não à questão 4, gostaria ou sente necessidade de praticar atividade física num ginásio ou frequentar um clube desportivo? Porquê?
4.4.1. Que dificuldades/barreiras pensa à partida encontrar que possam impedir a participação na atividade física/modalidade desportiva desejada?
5. Como se sentiu ao preencher este questionário? Tem algum comentário a colocar sobre as questões ou possíveis sugestões?

Obrigado pela sua colaboração

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Projecto-Piloto de Vida Independente em discussão em Lisboa

Está aberto até ao dia 3 de Fevereiro um período de auscultação da Comunidade de Pessoas com Deficiência para recolher opiniões e sugestões sobre as orientações básicas deste projecto-piloto.
Essas orientações estão no documento “Bases para um Projeto Piloto de Vida Independente” (que pode consultar neste link: http://lisboasolidaria.cm-lisboa.pt/documentos/1417640886B6fKJ4zf3Mp69UO4.pdf ).

Para debate, esclarecimento de dúvidas e recolha de contributos serão realizadas mais duas sessões públicas, nas seguintes datas:

23 de Janeiro (6.ª feira), das 14h30 às 17h30
29 de Janeiro (5.ª feira), das 17h30 às 20h00.

Todas as sessões terão lugar nos Paços do Concelho (Sala do Arquivo). As reuniões são abertas, mas é necessária inscrição prévia por telefone (213 588 693) ou email (vida.independente@cm-lisboa.pt).

Apesar do projecto-piloto ser em Lisboa, é importante que seja amplamente participado e discutido para que se torne uma fonte de experiência e dados para uma possível legislação.

No blogue vidaindependentelx.wordpress.com pode acompanhar o desenvolvimento do projecto e dar a sua opinião.

Partilhe e divulgue este projecto!!

Noticia: (d)Eficientes Indignados

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Directório sobre Acessibilidade em Espaços Culturais e Artísticos do Distrito de Coimbra

Sendo missão da ANACED defender o direito de todas as pessoas com deficiência a participar, em condições de igualdade com as demais, na vida cultural, é com grande satisfação que esta associação, com o co-financiamento do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P., no âmbito do seu Programa de Financiamento a Projectos, apresenta o Directório sobre Acessibilidade em Espaços Culturais e Artísticos do Distrito de Coimbra, que dá a conhecer as condições de acessibilidade dos equipamentos culturais que se disponibilizaram para responderem ao questionário elaborado pela ANACED para aferir sobre as mesmas.

Esta publicação, a par das já lançadas em 2012 e 2013, constitui um primeiro passo de um processo dinâmico, no sentido de dar a conhecer as condições de acessibilidade de todos os espaços culturais e artísticos do nosso país, de apontar o caminho para a eliminação das barreiras que impedem a plena fruição do património cultural e de promover a partilha de experiências e conhecimentos entre os diferentes espaços e seus utilizadores.

Para conhecer e dar-nos a sua opinião sobre esta publicação queira, por favor, aceder ao link: http://anacedarte.wix.com/anaced#!sobre-2/c21hz,

Com os melhores cumprimentos,

A Direcção da ANACED

ANACED
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