domingo, 5 de fevereiro de 2017

Empreendedoras com deficiência

Presentes 100% personalizados, desde molduras e álbuns até cartões para casamentos e batizados. Há famílias a quem Catarina Poiares fez os convites para o casamento e para a primeira comunhão dos filhos. É teletrabalho e a maioria dos clientes desconhecem as suas incapacidades, mas estas não a fazem desistir. Catarina é uma das 800 empreendedoras apoiadas pelo projeto Connect to Success, agora sob gestão da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).


"Os trabalhos manuais convivem comigo desde a barriga da minha mãe, quando engravidou estava a tirar um curso do IADE [Instituto de Arte, Design e Empresa]", conta. Não exerceu, mas passou a arte à filha que, em 2001, lançou A Oficina dos Presentes. "Nunca a deficiência foi motivo para não fazer nada, antes pelo contrário."

Catarina Poiares tem 46 anos, é a filha "sanduíche" de uma família de três filhos. Nasceu com pé boto unilateral, tem polirradiculoneuropatia, é portadora do síndrome de Sjögren, entre outros problemas de saúde, que lhe dão uma incapacidade de 81%. Toma vários medicamentos, que regista numa folha A4, não só as tomas como a substância ativa de cada remédio e o laboratório do genérico que consome.

Recorda a escola primária com saudade, o mesmo não diz dos anos seguintes. "Fui vítima de bullying." Fez o 9.º ano, os problemas de saúde não a permitiram continuar e só depois dos 23 anos tirou a equivalência ao 12.º ano. Estava desempregada há muito, inscreveu-se no Instituto do Emprego e de Formação Profissional ao qual apresentou a sua ideia: "Fazer uma loja de presentes online, onde as pessoas pudessem escolher desde os materiais ao formato, incluir dados pessoais, trabalhos feitos à mão e que são enviados por correio." Pediu formação, responderam-lhe que devia era montar a sua empresa e acabou por beneficiar do projeto de Apoio à Criação do Próprio Emprego. Seria financeiramente independente não fossem os períodos de baixa devido aos problemas de saúde. "Tenho dez doenças." Recebe uma reforma de invalidez e vive com a mãe.

Empresas, escolas e alunos

Catarina ouviu falar no ano passado do Connect to Success, programa para mulheres empreendedoras lançado por Kim Sawyer, ex-embaixatriz dos EUA em Portugal. Inscreveu-se no programa Corporate Mentoring, mas não foi aceite. Esta modalidade já envolveu 41 empresas mentoras e 98 empreendedoras, das quais seis nos Açores. Os executivos reúnem durante um ano com as empreendedoras para desenvolver e expandir o negócio.

A dona d"A Oficina dos Presentes voltou à carga e foi selecionada para o MBA Masters Consulting, em que alunos de MBA e de mestrado acompanham durante seis meses as empreendedoras. Envolve seis estabelecimentos de Gestão e Economia e nele participaram 62 mulheres e 207 alunos. "Espero a alavancagem do negócio. Expandir os meus clientes e melhorar a minha presença nas redes sociais." Estas são as expectativas de Catarina Poiares em relação ao programa. E melhorar a sua página online - que construiu sozinha, e, eventualmente, ter uma versão em inglês, mas o seu mercado será sempre de âmbito nacional.

Já Liliana Alves, 34 anos, com formação em ourivesaria, participou nos dois programas. É a dona da Jewely, empresa que fundou quando participou pela primeira vez no Connect to Success, em 2009. Faz joias de prata numa reinterpretação da técnica da filigrana. "Com os alunos, fizemos um plano de negócios de internacionalização, direcionado para os mercados certos", explica esta designer natural das Caldas da Rainha, onde mantém a oficina. Faz duas coleções por ano, com peças que custam entre cem e mil euros, e que estão à venda em lojas nacionais, mas também em Angola, Suíça e Canadá. O próximo mercado são os EUA. "O mercado nacional é o que tem crescido mais, existe muita procura, principalmente de turistas", diz. Recorre à mão-de-obra pontual, também a estagiários, mas pensa contratar no futuro.

Daniela Sá, 40 anos, é dona da Najha, marca de vestuário, bolsas e calçado de cortiça que fundou há dez anos. Produz peças por medida, em Santa Maria da Feira, exporta para Alemanha. Dinamarca, França, Espanha e México e quer continuar a crescer. É uma gestora com mestrado em Marketing e o "bichinho da moda". Está com a Catarina no programa MBA Masters, estando só à espera de que os alunos acabem a época dos exames para começar a trabalhar. "Quero adquirir conhecimentos, fazer um plano estratégico para o negócio, enfim, uma alavancagem da marca."

O Connect to Success tem praticamente desde o início o apoio da FLAD, entidade que ficou com a gestão após a saída do embaixador dos EUA, mas Kim Sawyer manter-se-á como diretora. "O programa não vai sofrer alterações, apenas passa a ser administrado por nós. Já o financiávamos e trabalhávamos em parceria", explicou ao DN Vasco Rato, presidente da FLAD.

Fonte: DN

UMinho desenvolve estratégia para regenerar lesões vertebro-medulares

Estudo saiu na “Biomaterials” e teve parceria das universidades de Toronto (Canadá) e Tulane (EUA)

Uma equipa da Universidade do Minho conseguiu reverter parcialmente as limitações motoras de ratinhos com lesões na espinal medula. Aqueles animais obtiveram ainda melhorias significativas na cicatrização, no tratamento da inflamação e no crescimento de novos axónios (condutores dos impulsos nervosos). Espera-se que estes avanços venham no futuro a ser aplicados em pacientes com lesões vertebro-medulares. O trabalho, publicado na reputada revista “Biomaterials”, teve a colaboração das universidades de Toronto (Canadá) e Tulane (EUA) e foi financiado pelo Prémio Santa Casa Neurociências - Melo e Castro, atribuído pela Misericórdia de Lisboa.

A espinal medula é uma espécie de autoestrada para o cérebro e o resto do corpo comunicarem entre si. Por aí passam impulsos nervosos que controlam todas as nossas tarefas. Quando por acidente há uma lesão vertebro-medular, a estrutura é afetada, destruindo as ligações nervosas e com consequências severas, como as motoras (locomoção). A maioria destas lesões tem um grau de recuperação muito reduzido, pois o tecido nervoso possui baixa capacidade de regeneração.

António Salgado, Nuno Silva, Eduardo Gomes, Rita Silva e Rui Lima, ligados ao Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (laboratório associado ICVS/3B’s) e à Escola de Medicina da UMinho, em Braga, conseguiram contornar a situação, desenvolvendo uma nova estratégia multidisciplinar para regenerar as lesões vertebro-medulares. Esta estratégia consiste na transplantação de dois tipos de células (células estaminais do tecido adiposo e células gliais do bolbo olfativo), que são encapsuladas num hidrogel biodegradável. Este último protege as células no processo de transplantação, permitindo em simultâneo estabelecer novas estruturas nervosas, cujo crescimento é induzido pelas duas populações celulares utilizadas

“Demonstrámos que é possível recuperar de forma parcial a funcionalidade do tecido nervoso presente na espinal medula e, com isso, induzir a recuperação motora do animal”, explica António Salgado. A pesquisa envolveu ratinhos com a espinal medula parcialmente lesionada (hemi-secção). Os cientistas do ICVS estão agora a estudar modelos animais com a lesão total e por compressão/contusão. A equipa trabalha ainda em estratégias combinatórias, administrando conjuntamente terapias neuro-protetoras (fármacos) de forma a potenciar os resultados obtidos. Esta metodologia será depois avaliada em modelos animais de maior porte, para elevar esta possível terapia ao patamar mais próximo da aplicação clínica.

“Se no futuro esta estratégia inovadora for aplicada com sucesso em pessoas com lesões vertebro-musculares, isto poderá implicar melhorias do ponto de vista funcional (motor, sistemas gastrointestinal e urinário, entre outros) e também de qualidade de vida. No entanto, é de frisar que há ainda um vasto trabalho a realizar antes da possível aplicação clínica”, acrescenta António Salgado.

Fonte: Correio do Minho

Hoje vi desprezo pela diferença

Hoje assisti a uma visita de estudo.

TRÊS adultos acompanhavam as crianças (jardim infantil); dúzia e meia de crianças. Um menino não queria participar. Irrequieto. Falando depressa.

Solução: a “auxiliar” vai para outro lado com ele. [= “afastar o ‘problema’ ”]

Palavras soltas:

“acho que a mãe não lhe deu o remédio de manhã, temos de dar” (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!) [desculpem, mas entre o dar e a necessidade do mesmo, a minha mente explode!];

“não-quero-estar-com-eles-que-eu-falo-depressa-demais-e-eles-não-percebem”.

Cada caso é um caso e quem com a criança/pessoa conviva conhecerá (????) melhor a situação, mas, breves minutos bastaram para saber que o caminho seguido está errado. 

Revi o desprezo por cada diferença, revi toda a despreparação de um “sistema” que mata pessoas quase à nascença, apenas por as etiquetar de “problemáticas” e não saber usar os recursos de forma adequada.


A criança revelava dificuldades de integração, mas, se nada mais visse, bastar-me-ia o seu discurso para entender que tinha muito para desenvolver e, certamente, dificuldade de relacionamento não se resolve com exclusão, mas com atenção adequada.

TRÊS adultos!

Uma auxiliar que até pode ser mais uma daquelas senhoras “despejada” pelo centro de emprego num trabalho-obrigatório para não perder subsídio (é usual, por esse país fora, nas IPSS e escolas oficiais, não olhando a competência ou gosto para a/pela profissão). Mas que tentou! Enquanto as supostamente competentes descansaram a assistir a uma atividade organizada e coordenada por animadoras.

Um gueto, é o que se oferece às crianças “marcadas”. Nada mais (./?)

Enviado via e-mail por quem não se quis identificar. 

Fernando Fontes: um grande amigo da deficiência

Investigador defende que é preciso encarar a deficiência como um problema social, e não a tragédia pessoal de alguns.

Sociólogo em Coimbra, Fernando Fontes é o autor do mais recente retrato da vida das pessoas com deficiência em Portugal, num ensaio publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e apresentado na última sexta-feira no festival literário de Óbidos. Defende que é preciso uma revolução na vida das pessoas com deficiência em Portugal, das dificuldades no acesso ao trabalho à realidade escondida dos maus-tratos.

Como surgiu o interesse nesta área?
Tive um colega na escola primária com paralisia cerebral. Era um miúdo como nós, absolutamente integrado. Não tinha limitações cognitivas, eram essencialmente dificuldades motoras. Fez parte do percurso escolar connosco mas, a certa altura, foi para uma instituição para crianças e jovens deficientes. Poucos anos mais tarde, teríamos uns 18 anos, suicidou-se. Embora não tenha sido imediato pensar que iria dedicar-me a isto, foi algo que me chocou e foi talvez o primeiro momento em que me apercebi da exclusão em que vivem muitas pessoas com deficiência, e do devastador que isso pode ser para as famílias.

O sofrimento das pessoas com deficiência vem mais de fora do que de dentro?
Creio que vem muito de fora, mas as coisas estão interligadas. As pessoas com deficiência continuam a ser alvo de grande discriminação e opressão, quer pelas barreiras físicas, quer pelas barreiras psicológicas relacionadas com o estigma da deficiência e com as conceções dominantes sobre o que é um corpo normal. Esses preconceitos acabam por ser internalizados pelas pessoas com deficiência, o que tem um grande impacto na sua autoestima.
A discriminação faz-se sentir nas mais variadas esferas das suas vidas, mesmo nas mais íntimas, como as oportunidades de constituir família ou mesmo de viver a sexualidade de forma plena. Isto para não falar das dificuldades na escola ou no trabalho, onde não existem os apoios especializados necessários à sua inclusão ou os espaços físicos continuam inacessíveis.

Quando anda na rua, até com olhos de investigador, em que repara?
As barreiras arquitetónicas continuam a ser o lado mais visível desta opressão. Basta alguém andar na rua com um carrinho de bebé para ter noção disso. Os passeios continuam pejados de postes de eletricidade, caixotes de lixo e carros, e os edifícios continuam a ter escadas de acesso. Terminámos há algum tempo um projeto de investigação sobre pessoas com lesão vertebro-medular e um dos entrevistados disse uma coisa que me marcou. Tinha feito o processo de reabilitação física em Alcoitão e, nas suas palavras, o centro era como a terra prometida: a pessoa, ali, até se esquecia da deficiência. Mal chegavam à rua e encontravam as primeiras escadas, era como se tocasse um sininho a lembrá-los da sua incapacidade. As barreiras não limitam apenas a mobilidade, são um fator de opressão daqueles que as enfrentam no seu dia-a-dia.

O que leva ao isolamento?
Em alguns casos, sim. Se juntarmos a isto o facto de os últimos censos nos dizerem que 60% das pessoas com dificuldades motoras no país vivem em edifícios com três ou mais pisos, em edifícios sem elevador e sem entrada acessível para cadeira de rodas, percebemos a gravidade da situação. Há pessoas com deficiência a viverem enclausuradas nas suas próprias casas.

Um dado que cita no seu livro prende-se com a taxa de emprego: é metade da população em geral. E 79% dos que estão inativos são reformados, embora apenas 6% fossem incapazes para o trabalho. O que explica estes números?
O preconceito. Tem havido iniciativas de promoção do emprego, incentivos aos empregadores para adaptação do posto de trabalho e benefícios fiscais, mas o facto é que o preconceito continua a existir e muitas pessoas com deficiência são imediatamente excluídas nas entrevistas.

E as quotas de emprego, de 2% no privado e 5% no Estado?
Não tiveram grande impacto, quer pelo congelamento, durante muito tempo, do acesso à função pública, quer porque o recurso à contratação coletiva é cada vez mais substituído pela contratação individual, onde é muito fácil encontrar subterfúgios para preterir um candidato com deficiência face a outro sem. Garantir mais emprego é muito importante porque não é apenas um problema de autonomia financeira. Durante muitos anos dizia-se que as sociedades atuais eram de lazer, mas os estudos sociológicos mais recentes têm mostrado a manutenção da centralidade do trabalho nas nossas vidas.
É o trabalho que nos permite organizar o nosso dia-a-dia; não é apenas uma forma de sustento, mas sobretudo de realização pessoal. Quando vemos que apenas uma minoria das pessoas com deficiência trabalham, dá para imaginar o impacto psicológico.

E o impacto financeiro consegue ser mitigado pelas famílias?
Muito dificilmente. O subsídio mensal vitalício atribuído às pessoas com deficiência com mais de 24 anos é de 176,76 euros.
É claramente insuficiente se tivermos em conta que as pessoas com deficiência em Portugal têm um custo de vida acrescido que varia entre os 5100 e os 26 300 euros por ano. Depois, ao mesmo tempo que dá 176 euros às pessoas, o Estado paga aos lares que recebem pessoas com deficiência mais de 900 euros/mês.

É preciso nivelar os valores?
Seria um avanço importantíssimo. Tem havido pressão para isso por parte do Movimento Vida Independente e da associação dos (d)Eficientes Indignados, e creio que o governo está sensibilizado para a necessidade de dar às pessoas com deficiência condições para que elas possam gerir as suas vidas em vez de estarem condenadas a ficar dependentes em termos financeiros e de apoio no dia-a-dia de familiares ou, na falta destes, serem obrigadas a ingressar num lar.

A ideia de “vida independente” tem estado a ganhar força. O que está em causa?
No final do ano passado começou o primeiro projeto-piloto financiado pela Câmara Municipal de Lisboa, com cinco utentes, e a expectativa é que, até ao final do ano, saia legislação para poder replicar este projeto noutras zonas do país. No fundo, a ideia é permitir que as pessoas com deficiência tenham a mesma liberdade de escolha, o mesmo controlo e a mesma liberdade nas suas casas, no trabalho e na sua comunidade que as pessoas sem deficiência.

Como? São residências de transição?
Não. Mediante um processo de avaliação e cálculo do número de horas diárias de assistência pessoal necessárias, a pessoa recebe apoio financeiro para contratar um assistente pessoal. Repare-se que o impacto disto vai muito além da autonomia.
É dar liberdade a pessoas que, hoje, muitas vezes não a têm, até porque, estando dependentes da família, não têm qualquer poder reivindicativo. Além disso, a dependência tem um enorme impacto na vida familiar e íntima das pessoas. No projeto da lesão medular, uma das coisas que constatámos foi a elevada incidência do divórcio após a lesão. É muito desgastante um companheiro ou uma companheira transformar-se de repente num prestador de cuidados. Tem impacto a todos os níveis da vida do casal.

No ensaio aborda a problemática da violência. Analisou o “Correio da Manhã” e identificou 129 casos entre 2006 e 2012. O que mais o surpreendeu?
O que me chocou mais foi talvez perceber o tipo de crimes mais comuns: abusos sexuais e violação de mulheres jovens com deficiência, sobretudo com dificuldades de aprendizagem.

O Estado podia fazer mais?
Sim, claro, apesar de algumas iniciativas de louvar como os programas de sinalização de casos da PSP ou da GNR.

De que quase nunca ouvimos falar.
É um facto. Acho que é preciso maior sensibilização, mas isso passa também por uma mudança na legislação. Atualmente, o Código Penal apenas refere a deficiência como condição de agravamento das penas de crimes variados, do homicídio ao abuso sexual, mas fá-lo de uma forma que infantiliza e reforça a ideia de vulnerabilidade das pessoas com deficiência, colocando-as no rol das pessoas particularmente indefesas, o que além disso pode, de alguma forma, até incitar os agressores.

O que devia mudar?
Parece-me que é preciso reconhecer que, tal como a violência racial, os crimes relacionados com a orientação sexual ou identidade de género, os crimes contra as pessoas com deficiência resultam muitas vezes do estigma e do preconceito, da ideia de que as pessoas são inferiores e podem ser vítimas de abuso ou escravizadas, como aconteceu durante mais de 20 anos com um jovem de Vila Verde. São crimes de ódio, motivados pelo preconceito.

No ensaio diz que os estudos internacionais mostram que, em 48% dos casos de violência contra deficientes, as situações se prolongam durante meses ou anos. Pode haver muitos casos escondidos?
Nos EUA estima-se que a probabilidade de alguém com deficiência ser vítima de violência é 1,5 vezes superior; no Reino Unido, quatro vezes. Em Portugal não temos dados, os relatórios nacionais de segurança interna continuam sem registar o fenómeno, mas não temos razões para pensar que será diferente.

Escreve que os avanços da medicina e o envelhecimento da população transformam cada ser humano numa potencial pessoa com deficiência. É o argumento que faltava para a revolução que defende ser necessária na resposta à deficiência?
Espero que sim.

Não é um bocado egoísta?
Pode ser, mas é a realidade. Se não o fizermos pelos outros, que o façamos por nós. Aliás, nem é preciso haver deficiência. Criar acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida é criar acessibilidades para toda a gente.

Que mensagem gostava de passar com este livro?
Temos de deixar de olhar para a deficiência como uma tragédia pessoal. É verdade que continua a existir sofrimento e ansiedade, as famílias têm receio quanto ao futuro e a quem cuidará dos seus filhos quando não estiverem cá, mas um aprofundamento da redistribuição social, mais políticas públicas consequentes e menos preconceito permitiriam dar às pessoas uma maior qualidade de vida.

Fonte: i

NÓS: Tenho uma admiração tremenda por este senhor que faz o favor de ser meu amigo, e por todo o seu trabalho. Se ainda não adquiriram o livro não deixem de o fazer AQUI. Custa somente 3,15


Unidades Habitacionais Assistidas: o último passo antes da autonomia

As UHA do Centro de Reabilitação de Alcoitão, propriedade da Santa Casa, foram idealmente pensadas para pessoas com incapacidade motora, que estão na “última meta” para alcançar a autonomia.

Inauguradas em abril de 2016, as Unidades Habitacionais Assistidas do Centro de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), também denominadas por Residências Santa Casa, estão direcionadas para pessoas com incapacidade motora provocada por doenças ou acidentes vertebromedulares. Este projeto, levado a cabo pela atual Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), é pioneiro no país.

Atualmente, existem duas residências piloto, cada uma com três quartos individuais, casa de banho privativa, e uma sala de estar polivalente, com kitchenette. Têm, ainda, equipamentos de apoio e tecnológicos, adaptados para doentes com incapacidade motora, apoiados por uma equipa multidisciplinar e pelos serviços do Centro de Medicina de Reabilitação do Alcoitão.

A construção destas unidades está a ser efetuada de forma faseada, estando previstas para este ano mais quatro residências com tipologia T1. O investimento da Misericórdia de Lisboa nestas residências visa colmatar uma carência social nesta área.

Nestes espaços, promove-se a autonomia destas pessoas, contribuindo significativamente para melhorarem sua qualidade de vida.

Estas Unidades Habitacionais Assistidas funcionam como residências de transição, tendo sido idealmente pensadas para o doente que está na “última meta” para alcançar a autonomia. Funcionam, também, como complemento ao tratamento ambulatório, já que a maioria destes doentes tem dificuldade em realizar atividades simples da vida diária como comer, fazer refeições, tomar banho, etc..

Estas residências foram também pensadas para os doentes que, acabado o internamento, não têm condições para voltar para casa, dando às famílias a oportunidade de se organizarem e de diminuírem as barreiras arquitetónicas que possam existir.

Apesar de o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão oferecer aos seus pacientes um “Programa de Atividades de Vida Diária e Doméstica”, que lhes ensinar a realizar estas e outras tarefas importantes no dia-a-dia, na maioria das vezes essas competências não são totalmente consolidadas durante o internamento. Com estas casas de transição, os doentes têm mais tempo para assimilarem todas as “técnicas”, sentindo-se, assim, mais seguros e capazes de realizarem sozinhos as tarefas do seu dia-a-dia.  Sugerido por Magda Pratas - Fonte: ECO

NÓS: Mais um serviço da SCML só ao alcance de uma minoria.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Guia de Acessibilidades dos espaços Desportivos em Vila Real

Fruto do trabalho que tem vindo a desenvolver, e com o apoio do INR, I.P, através do seu Programa de Financiamento a Projetos 2016, a Espaço Lusófono ONGD lança mais um Guia de Acessibilidades dos Espaços Desportivos, desta feita no Distrito de Vila Real.

Este documento, que referencia os equipamentos desportivos ao nível do distrito de Vila Real é a continuidade de um projeto iniciado em 2015 com o lançamento do Guia das Acessibilidades dos Espaços Desportivos no Distrito de Braga e mais recentemente com o lançamento do Guia das Acessibilidades dos Espaços Desportivos no Distrito de Bragança. Um projeto que tem vindo a crescer com o objetivo de ser continuado e com a pretensão de ser alargado a todo o território nacional.

Com o objetivo de contribuir para o cumprimento do artigo 30º da Convenção dos direitos da pessoa com deficiência, a ONGD Espaço Lusófono em vindo a consolidar este projeto, tentando desta forma contribuir para a igualdade de acesso a atividades desportivas e para a promoção da prática desportiva das pessoas com deficiência.

Este guia pretende disponibilizar às pessoas com deficiência e suas famílias uma ferramenta que facilite a procura de informação específica sobre recintos desportivos acessíveis permitindo fazer as escolhas mais adequadas às suas necessidades e incentivando a prática de desporto.

O Guia das Acessibilidades dos Espaços Desportivos no Distrito de Vila Real estará brevemente disponível em http://www.espacolusofono.org

Enviado por e-mail

sábado, 28 de janeiro de 2017

Deficientes discriminados por seguradoras

As associações de doentes e de defesa do consumidor denunciaram as penalizações que os doentes crónicos, oncológicos e os deficientes sofrem por parte das seguradoras quando querem contratar seguros de vida ou de saúde. Segundo um jornal nacional, muitos ficam até impedidos de comprar casa porque os bancos não lhes concedem crédito. 


Já outros sofrem agravamento de 100%, 200% ou 300%.  Carla Varela, jurista da Deco, lamenta que apesar da legislação que existe para impedir esta discriminação, continuem a existir casos destes. Garante ainda que os mais prejudicados na maioria das situações são os doentes oncológicos.  

Apesar de o problema não ser novo, o presidente da Associação de Doentes Obesos e Ex-obesos de Portugal já o denunciou na Comissão de Saúde e vai levar a discussão à Assembleia da República. 

O dirigente, que também alega já ter sido vítima de tal discriminação, acredita que a solução passa por criar um seguro público que assegure a contratualização de um empréstimo bancário quando as companhias bancárias recusam fazê-lo.

Fonte: CM

Acompanhar famílias especiais

Programa de apoio a famílias com crianças com deficiências profundas arrancou nesta semana em Leiria, dedicado aos estudantes do ensino superior. Vinte voluntários inscritos

"Quem é o rapaz mais giro da sala, hã?" À pergunta da professora Graça Morgado respondem os sorrisos de Yulian e David. É uma das poucas formas que têm de comunicar com o mundo, ambos com paralisia cerebral, 8 anos de vida, duas das seis crianças que frequentam a Unidade Especializada de Apoio à Multideficiência, numa sala da Escola Correia Mateus, em Leiria.


É janeiro frio e o primeiro dia de Adriana como voluntária do programa de Apoio a Famílias Especiais. A partir de agora, pelo menos uma vez por semana, a jovem estudante do primeiro ano de Terapia da Fala vai ajudar a cuidar daquelas crianças, pronta para encarar a alimentação por sonda, as fraldas, as crises. Dias antes, numa sala de reuniões da Câmara de Leiria, entre cerca de 20 voluntários inscritos, foi ela a única que se prontificou a ingressar naquela que será a mais "dura" das três salas que integram este programa.

Adriana Magalhães tem 22 anos, é natural do Porto, e só vai a casa uma vez por mês. Quando recebeu o e-mail enviado pela Escola Superior de Saúde, não pensou duas vezes e inscreveu-se. Porquê? "Só a escola não me preenchia. O facto de ir trabalhar com crianças especiais é uma motivação muito grande. Acho que vamos aprender muito", disse ao DN no final da primeira visita ao local, na passada segunda-feira.

Ela e a colega Ana Maria Moniz, já no último ano de Terapia da Fala, acreditam que vão tornar melhores os dias daquelas crianças, e mais leve a vida dos pais. Lá dentro, ouviram atentamente tudo o que dizia a professora responsável, e souberam "como é importante para estes meninos o contacto com outras pessoas. Eles estão sempre ou connosco ou com os pais", sublinha Graça Morgado, professora há 34 anos, quase todos no ensino especial. Há 11 que faz parte do Agrupamento de Escolas Correia Mateus. Ter tido uma prima com trissomia 21 e contacto próximo com a deficiência fê--la escolher, desde cedo, uma área que não é fácil, mas que a faz feliz. "Nós saímos sempre daqui com um sorriso, e entramos de manhã bem--dispostas. Se isto fosse assim tão mau, já tínhamos ido embora."

Fala por si e por Sandra, mas também pelas auxiliares Isabel Fernandes e Sandra Vieira. "Não vou dizer que é fácil, porque nos apegamos muito a estas crianças, e já nos morreram aqui alguns... é mais ou menos como dizia Fernando Pessoa: primeiro estranha-se, depois entranha-se", conta a professora, certa de que a esperança média de vida da maioria não ultrapassa os 10 anos.

Naquele dia estão apenas quatro crianças, pois duas foram a consultas. É o caso da Maria, de apenas 6 anos, deficiente profunda, uma das que ficam na sala depois do horário da componente letiva, a partir das 16.00. É aí que entra o programa de voluntariado do município de Leiria, em funcionamento há três anos.

Dar tempo aos pais

"Chegámos à conclusão de que algumas famílias acabavam por não ter possibilidade de trabalhar ou ter algum tempo livre. Porque estas crianças não tinham lugar em nenhuma associação nem ocupação de tempos livres. E, além da pessoa que é assegurada pela autarquia, pareceu-nos enriquecedor trazer os voluntários, sabendo o quanto isso vale em termos pessoais, sociais e profissionais." As palavras da socióloga Célia Rodrigues, responsável da autarquia para este programa, encaixam nas explicações dadas naquela reunião prévia pela vereadora da Educação, Anabela Graça.

"O número de crianças apoiadas (14 neste ano letivo) tem significância, pois corresponde ao número de crianças cujas famílias têm necessidade de "prolongar o horário de permanência" da criança na Unidade de Ensino Estruturado", diz a vereadora, satisfeita com o crescente número de voluntários que aderiram ao programa, numa parceria com o Instituto Politécnico de Leiria.

Dependendo ainda dos horários no segundo semestre, estão inscritos dez voluntários para apoiar oito crianças na Unidade de Autismo da Cruz d"Areia, cinco para a unidade da Correia Mateus, e cinco para a unidade de Marrazes, sempre a apoiar o trabalho de duas funcionárias. Foi nesta última que encontrámos Filipa Pedrosa, aluna do 2.º ano de Serviço Social. Vai conhecer agora a pequena Lara, 6 anos, e o Ravi, de 4, ambos autistas, ele de contacto difícil. Estão a lanchar junto de todos os outros, mas Ravi requer a atenção de uma auxiliar "praticamente o tempo todo", diz a educadora do jardim de infância de Marrazes, Lucília Rodrigues. Adverte Filipa para o que vai encontrar: um menino fechado no seu mundo, mas a jovem voluntária vai-se aproximando. A partir de agora também ela vai fazer parte dele.

Fonte: DN

Banco de Produtos de Apoio para a prática desportiva adaptada

Banco de Produtos de Apoio para a prática desportiva adaptada da Associação Salvador.

Investigador português com paralisia cerebral desprezado em Portugal

Paulo Condado, doutorado em Engenharia Electrónica e Computação, criou um software para ajudar pessoas deficientes — como ele, que sofre de paralisia cerebral. Em resultado de um parto mal assistido no Hospital de Faro, há 37 anos, ficou com a voz e alguns movimentos afectados, mas as limitações físicas não impedem de conduzir automóvel e estar ligado ao mundo das novas tecnologias, em constante actividade. A partir de um escritório montado em casa, desenvolve ferramentas utilizadas pelo mundo fora. No Algarve, onde vive, é mais um desempregado com altas qualificações.


“Não consigo arranjar emprego no sector público nem no privado, nem como investigador, nem como simples informático”, lamenta Paulo Condado.

O investigador, licenciado em Engenharia Informática, doutorado e pós-doutorado em Engenharia Electrónica e Computação, foi recentemente distinguido pela Universidade do Algarve (Ualg) com uma “menção honrosa” no âmbito do Prémio Carreira Alumni 2016. Aplausos e elogios não faltaram. O emprego que lhe completaria a verdadeira integração social continua a não surgir.

“Mandei currículos para todas as empresas da região na área da informática, e algumas de Lisboa e de Coimbra, mas nem tive direito sequer a uma entrevista.” A mulher, assistente operacional no Hospital de Faro, acrescenta: “Promessas houve algumas, nada mais do que isso.”

As palavras de agradecimento que proferiu, durante a cerimónia da entrega do prémio, saíram através de uma voz sintetizada por um computador. A aplicação, denominada easy voice, foi criada por ele, em 2009, no âmbito do doutoramento. “Muito bom” foi a classificação que o júri lhe atribuiu no exame. A seguir recebeu o convite para visitar o Instituto de Tecnologias de Massachusetts — MIT, nos Estados Unidos da América. “Tive oportunidade de trocar opiniões com investigadores de renome sobre o meu trabalho. Todos eles me incentivaram a continuar e a melhorar”, recorda.

Uma vez regressado a Portugal, idealizou o easy right — um método de introdução de texto que permite às pessoas com problemas de coordenação nos membros superiores utilizarem pequenos dispositivos móveis. O trabalho foi desenvolvido por um aluno de mestrado que co-orientou.
Acender e apagar as luzes da casa, abrir e fechar portas ou ligar e desligar a máquina do café com um simples telemóvel é uma das sua últimas criações informáticas. A aplicação destina-se a permitir a pessoas com deficiência a interacção com o ambiente. “É importante conhecer as dificuldades que as pessoas com deficiência enfrentam no quotidiano”, observa. No que lhe diz respeito, sublinha, procura, “com o desenvolvimento da ciência, ajudar a integração social” destas pessoas.

Uma vez terminada a bolsa de investigação que recebeu da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e acabado o subsídio da Fundação Calouste Gulbenkian, que lhe permitiu prosseguir com os estudos, aumentaram as dificuldades financeiras do casal. Há cerca de um ano foi recebido pela secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, na esperança de que seria a pessoa certa para melhor compreender e ajudar a vencer as suas batalhas. Depois de revelar as dificuldades que tem tido para derrubar as barreiras da exclusão social, obteve da governante a resposta politicamente correcta. “Vou ver o que posso fazer.” Em Março do ano passado voltou à carga, dirigindo-se ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que remeteu o assunto para o Governo. Por fim, em Dezembro, foi recebido no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) de Faro, e foi informado de que se poderia candidatar a um contrato de emprego-inserção, com um ordenado de cerca de 400 euros. “Senti-me humilhado, recusei, porque me impuseram como condição prévia submeter-me à avaliação de um técnico da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC) que iria avaliar as minhas capacidades.”

A filha, de quatro anos, aos pulos pela sala, aproxima-se para revelar um sonho: “Quero ser doutora das crianças.” O pai, sorridente, desabafa: “Já fui também um jovem idealista.” Agora, aos 37 anos, tem a carreira suspensa.

Há cerca de ano e meio escreveu uma “carta aberta” a expor a sua situação de investigador, preso pelo “preconceito” de uma sociedade que não favorece a integração. Da Suíça chegou-lhe o convite para leccionar numa universidade, da Irlanda uma oferta de emprego numa multinacional. “Mas é aqui que tenho a minha família”, diz, na esperança de ainda de vir a ter uma oportunidade de trabalho no Algarve — uma “região inteligente”, segundo os projectos apresentados ao programa Portugal 2020.

Fonte: Público

Seminário APECV, AVISPT21 e Teatro Viriato - "Das Tormentas à Boa Esperança"

A APECV, a AVISPT21 e o Teatro Viriato estão a organizar o seminário "Das Tormentas à Boa Esperança", que se foca na contribuição do processo artístico para uma sociedade mais inclusiva. As estruturas artísticas, os criadores, os professores, os educadores, os pais e toda a comunidade em geral são convocados a discutir práticas e a criar vínculos humanos, onde as capacidades e sonhos de cada pessoa são valorizados e trabalhados.

Irá realizar-se nos dias 4 de fevereiro e 4 de março, no Auditório da Escola Secundária Emídio Navarro e no Teatro Viriato (respetivamente), em Viseu. Contará com a presença de vários nomes associados às artes, investigação e intervenção social, nomeadamente Miguel Horta (pt), Simão Costa (pt), Paulo Maria Rodrigues (pt), João Fiadeiro (pt), Francisca Mata (pt), Jose Mauro Barbosa (br), Lorena Cueva (es), Maria Morales (es) e Patricia Espiritu (es).
Será um espaço de partilha de projetos, debate de ideias e exploração de estratégias, através de mesas redondas e workshops nas áreas da música, dança, teatro, artes performativas e artes plásticas. É uma oportunidade única para criar uma rede de networking voltada para estas questões.

As inscrições efetuam-se em http://www.apecv.pt/ até ao final do mês de janeiro. O seminário é acreditado pelo Centro de Formação de Professores Almada Negreiros.

Contamos com a vossa presença. Apelamos também à divulgação do seminário junto da vossa equipa e contactos, pelo que enviamos em anexo materiais para o efeito. Estamos disponíveis para esclarecer questões ou enviar informação complementar.

Rua Tenente Manuel Joaquim Bloco E R/C B,
3510-086 Viseu - PORTUGAL
Tel: 232431084 / 961892008
IBAN: PT50 0035 2117 00038559230 41
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Dia Europeu sobre Vida Independente

Caro amigo ENIL,

É hora de começar a planejar o quarto Dia Europeu sobre Vida Independente - novamente no dia5 de maio! Desde 2014 ENIL, juntamente com os seus membros e apoiantes, celebrar a filosofia de Vida Independente através da sensibilização sobre ele através de várias atividades. Junte-se a nós este ano novamente! 

Em 2017, o nosso slogan da campanha será "coisas que posso fazer Graças à Vida Independente". ENIL convida-o a fazer um vídeo curto (aprox. 1 minuto de duração) em sua casa, mostrando como você viver de forma independente. O que significa Vida Independente significa para você em uma base diária?

As organizações podem fazer todo o tipo de eventos públicos e partilhar fotografias e vídeos a partir deles! ENIL irá recolher todos os materiais e compartilhá-los em um grande relatório que resume as acções da Europa no dia 5 de maio.

pessoa de contato do ENIL para o evento deste ano é Dilyana Deneva. Entre em contato com ela no dilyana.deneva@enil.eu para compartilhar seus planos e fazer todas as perguntas. Você também pode compartilhar suas ideias usando a hashtag #ENILILDAY sobre os meios de comunicação social e espalhar suas idéias. Nós estamos olhando para a frente a sua notícia!

Rede Europeia para a Vida Independente - ENIL

domingo, 22 de janeiro de 2017

Associação Salvador ajuda-o a realizar o seu sonho

A Associação Salvador vai atribuir 100.000€ em apoios a pessoas com deficiência motora.


Abriram as candidaturas para a Ação Qualidade de Vida 2017, para pessoas com deficiência motora.

Se tiver deficiência motora e precisar de apoios para apostar na sua formação, criar o seu próprio negócio ou mesmo fazer obras em casa, não deixe passar esta oportunidade e candidate-se já!

Uma iniciativa da Associação Salvador, com o apoio dos Mecenas Fundação Calouste Gulbenkian, Semapa, Novo Banco, Brisa, Delta e Continental, com um total de 100.000€ em apoios para atribuir a pessoas com deficiência motora e comprovadas limitações financeiras.

Mais informação e candidaturas no site da Associação Salvador, onde também poderá ser consultada toda a informação, o Regulamento (em anexo) e os formulários para as diferentes categorias.


ASSOCIAÇÃO SALVADOR
Av. Fontes Pereira de Melo 14, 9º
1050-121 Lisboa
Tel: +351 213 184 851
www.associacaosalvador.com
https://www.facebook.com/associacaosalvador