domingo, 19 de março de 2017

Deficiência sem tabus


Certamente que já teve vontade de perguntar a quem vive numa cadeira de rodas algumas questões que, por receio, nunca chegou a fazer.

Respondemos a essas perguntas sem tabus!



sábado, 18 de março de 2017

Vida Independente em discussão pelo país

Abrantes, Coimbra, Vila Real, Porto, Albufeira, Beja. Depois de sessões em Estremoz e em Lisboa, o Bloco de Esquerda agendou mais seis pelo país. O objectivo é ouvir as pessoas com deficiência acerca do documento que o Governo está a preparar sobre o tema. “Todas as políticas que dizem respeito às pessoas com deficiência têm de ser pensadas, desenvolvidas e acompanhadas pelas pessoas com deficiência e das suas organizações representativas. Esta não é uma mera aspiração da comunidade das pessoas com deficiência, é uma obrigação que o Governo tem de cumprir”, defende o deputado do BE Jorge Falcato.


Apesar de o Governo ter divulgado no site do Instituto Nacional de Reabilitação “um texto com as linhas gerais do ‘Modelo de Apoio à Vida Independente – Assistência Pessoal’”; ter disponibilizado um “endereço de email para receber contributos”; e ter agendado três sessões públicas de esclarecimento, em Lisboa, Coimbra e Porto, com o ministro Vieira da Silva e a secretária de Estado Ana Sofia Antunes, para o bloquista é preciso mais. “Todas as reuniões se realizam durante o horário de trabalho. Não nos parece que assim estejam criadas condições para a participação de muitas pessoas com deficiência”, defende

Modelo de vida independente em discussão é “limitado” e “incompleto”


Os bloquistas entenderam, por isso, que deviam “contribuir para essa auscultação das pessoas com deficiência” e deitaram mãos à obra: organizaram um conjunto de debates “tentando cobrir todo o país” e lançaram um inquérito online que já tem mais de 350 respostas. As sessões vão contar com a presença não só de Jorge Falcato, mas também do activista Eduardo Jorge, do investigador Fernando Fontes, dos deputados José Manuel Pureza e José Soeiro, entre muitos outros.

“Os convidados são pessoas com deficiência que estão há muito envolvidas na luta pela vida independente e outras pessoas também empenhadas nessa luta. Destacamos o activista Eduardo Jorge que iniciou uma greve de fome em frente ao Parlamento e deslocou-se 180 quilómetros na sua cadeira de rodas para reivindicar o direito a uma vida independente e o investigador Fernando Fontes que se tem dedicado ao estudo da situação das pessoas com deficiência em Portugal”, escreve Jorge Falcato num email ao PÚBLICO

Em causa estão os projectos-piloto em preparação pelo Governo nesta área. No final dos debates, o BE irá apresentar a sua posição: “Esperamos com este contributo identificar o que consideramos estar errado na proposta e que tal se reflicta na Resolução de Conselho de Ministros que irá enquadrar os projectos-piloto”, nota Falcato.

LER MAIS SOBRE O ASSUNTO
Modelo de assistentes pessoais para deficientes criticado por associações
Governo abre candidaturas na área da vida independente “até ao final do ano”
Associações de deficientes que se candidatem à Vida Independente precisam de estatuto de IPSS

O que se pretende, quando se fala em “vida independente”, é, explica o deputado, mudar o “paradigma na assistência social às pessoas com deficiência”. É passar de uma política “assistencialista” e assente na institucionalização para uma política baseada na assistência pessoal: “Os princípios base de uma política de vida independente constam de pagamentos directos à pessoa com deficiência para que ela possa contratar um ou uma assistente pessoal que a apoie naquilo que não consegue fazer sozinha.”

Em vez de o Estado comparticipar Instituições Particulares de Solidariedade Social com uma verba “por cada pessoa internada num lar residencial, em que a pessoa por vezes nem o canal de televisão pode escolher, com a Vida Independente, a pessoa com deficiência será dona da sua vida. Terá o poder de decisão e escolha. Poderá decidir como, onde e com quem viver”, defende Falcato.

Fonte: Público

domingo, 12 de março de 2017

Vida Independente em debate em Abrantes

18 Março | Edifício Pirâmide - Abrantes | 15h
Com:
Jorge Falcato (Deputado)
Eduardo Jorge (Activista pela Vida Independente)
Carlos Matias (Deputado)

VAMOS LÁ DISCUTIR O QUE QUEREMOS PARA AS NOSSAS VIDAS

Já passaram mais de 3 anos desde que Eduardo Jorge iniciou uma greve de fome pela Vida Independente, em frente à Assembleia da República. Desde então, a comunidade das pessoas com deficiência tem reiterado a exigência desse direito tão simples que é poder decidir como, onde e com quem viver, isto é, a possibilidade de serem donos das suas vidas.

Foi por proposta do Bloco que, em 2016, a realização de projetos-piloto de Vida Independente foi inscrita no Orçamento do Estado, o que criou uma enorme expectativa nas famílias e nas pessoas com deficiência que há muito aguardam ver concretizada a oportunidade de poder contratar assistência pessoal, através de um programa apoiado e abrangente. Porém, tal programa só será eficaz enquanto acesso à Vida Independente, se forem consideradas todas as necessidades das pessoas que o venham a integrar e estas estas possam, então, experienciar na sua vida, e em todas as decisões que a determinam, autonomia, inclusão e dignidade.

Agora que se encontra em discussão pública a proposta governamental de um Modelo de Apoio à Vida Independente, que prevê projetos-piloto para o período 2017-2020, é altura de discutirmos em conjunto como deverá ser esse modelo e como será posto em prática em Portugal. Para a qualidade e êxito desta política, é necessário o envolvimento de quem sente na pele a necessidade de assistência. Neste sentido, não nos parece aceitável que uma discussão pública possa ser promovida plenamente através de um simples endereço de email para envio de sugestões, tal como o disponibilizado pela tutela no site do Instituto Nacional para a Reabilitação, permitindo-se apenas um contraditório diálogo unilateral.

De modo a permitir um debate participado, bem como a partilha de opiniões e visões alternativas, o Bloco de Esquerda promoverá várias audições públicas, em diversas regiões do país, que contarão com a presença do deputado Jorge Falcato, investigadores, activistas pela Vida Independente e representantes de organizações.

*Além das sessões presenciais, lançámos também um inquérito para auscultação de todas as pessoas, em relação às medidas concretas previstas no Modelo de Vida Independente proposto pelo atual Governo. Para aceder ao inquérito, que demora cerca de 10min a preencher, é só clicar aqui:https://pt.surveymonkey.com/r/Vida_Independente

A Vida Independente responde a direitos fundamentais. Queremos contribuir para que o seu modelo seja concebido, e posto em prática, incluindo as pessoas com deficiência, as suas famílias e todos os que se preocupam com a justiça social. NADA SOBRE NÓS SEM NÓS.

Próximas sessões:
Vila Real, 24 Março, às 21h.
Porto, 25 Março, às 17h.
Albufeira, 31 Março, às 21h.
Beja, 1 Abril, às 15h.

Livro: Deficiência e Emancipação Social

Deficiência e Emancipação Social: Para uma crise da normalidade procura articular as discussões contemporâneas sobre a relação entre os estudos e as políticas da deficiência, o momento de crise do Estado Social na Europa e uma análise crítica da realidade das pessoas com deficiência em Portugal. Assim, convocamos para o presente volume, por um lado, as contribuições internacionais de Alison Sheldon (Reino Unido), Colin Barnes (Reino Unido), Lennard Davis (Estados Unidos da América) e de Luiza Teles Mascarenhas e Marcia Moraes (Brasil). Por outro lado, concitamos as reflexões desenvolvidas no contexto da academia portuguesa por Aleksandra Berg, Bruno Sena Martins, Fernando Fontes, Pedro Hespanha e Sílvia Portugal.


Esta obra procura contribuir para a resposta a algumas das questões que enformam atualmente o campo dos "Estudos da Deficiência". Trata-se, pois, de articular conhecimentos e experiências que assumam o compromisso político de recusa da injustiça social. A subjugação produzida em nome da deficiência cria sujeitos e vozes que, ora chamando a si a luta contra os edifícios epistemológicos da modernidade, ora constituindo a insurgência face aos fracassos da sociedade inclusiva, podem fomentar o desenvolvimento de uma imaginação crítica sobre o fim da normalidade.

Pode adquirir o livro AQUI

TUR4all: plataforma ibérica de turismo acessível

A Accessible Portugal, a Fundação Vodafone Portugal e o Turismo de Portugal com o apoio da ENAT – European Network for Accessible Tourism, em colaboração com a PREDIF em Espanha, apoiada pela Fundação Vodafone Espanha, convergiram vontades no sentido de criarem a primeira plataforma ibérica na área do turismo acessível, TUR4all. Uma ferramenta dinâmica que permitirá uma consulta à oferta turística de Portugal e Espanha, disponibilizando informação objectiva e actualizada sobre as condições de acessibilidade para todos nos hotéis, monumentos e museus, a existência de transportes adaptados, restaurantes com menus em braille, entre outras.


Em Portugal, a plataforma TUR4all está a ser desenvolvida e vai estar disponível a partir do próximo mês de Setembro, através de website e aplicação móvel e possibilitará a divulgação da oferta turística acessível para todos. Incluirá informação objectiva analisada por especialistas em acessibilidade para todos, avaliada e comentada pelos próprios utilizadores.

Para Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo, “esta é uma plataforma que vem ao encontro de um dos eixos fundamentais da estratégia do Turismo em Portugal e do projecto nacional “All for All”: tornar o nosso País um destino acessível para todos. Numa sociedade cada vez mais global torna-se imperativo desenvolver soluções inclusivas. A TUR4all apresenta-se assim como uma ferramenta importante de inclusão, que posiciona Portugal como país acessível a todos e que permitirá aos seus destinatários usufruírem de uma experiência turística única.”

Esta plataforma visa permitir que cada pessoa possa decidir sobre quais os locais que considera mais acessíveis face às necessidades especiais que tem em determinado momento e, assim, consiga viajar e desfrutar das melhores experiências turísticas, participando nas actividades de lazer. Na TUR4all o utilizador vai conseguir comentar, pontuar e recomendar cada uma das unidades e serviços disponibilizados, ou guardá-los como favoritos. Será, ainda, possível comunicar com outros utilizadores que tenham o mesmo tipo de interesses ou necessidades específicas

Para Mário Vaz, Presidente da Fundação Vodafone Portugal, “num mundo inegavelmente tecnológico, e numa perspectiva de futuro, onde a autonomia e a inclusão são premissas críticas, é importante que todos possam produzir e partilhar conhecimento e experiências. A TUR4allvirá certamente ser um meio de troca de informações e um ponto de referência no que diz respeito ao turismo acessível”.

Para Luís Araújo, Presidente do Turismo de Portugal, “é importante que todos os agentes do sector turístico adaptem e qualifiquem a sua oferta turística às necessidades específicas de quem nos visita, desde famílias com crianças pequenas até seniores ou pessoas com algum tipo de incapacidade, ainda que temporária. Trata-se de cumprir o propósito de dotar Portugal como um destino turístico que sabe “Receber Bem”, não alheando a este propósito o desafio que uma oferta turística acessível para todos representa nesta actividade económica enquanto excelente oportunidade de negócio para as empresas e para o país. A TUR4all é, por isso, uma ferramenta de extrema importância que pretende dar não só um sinal de desenvolvimento e cidadania, mas sobretudo proporcionar a todos os que nos visitam uma experiência turística memorável.”

Segundo Ana Garcia, Presidente da Accessible Portugal, “estamos a trabalhar afincadamente para a qualificação e promoção do Turismo para Todos em Portugal. O Mundo é global, a idade dos turistas está aumentar e é necessário criar condições para que todos possam viajar em segurança e com a qualidade de que necessitam para apreciarem os destinos. Trata-se de uma questão de dar resposta às necessidades do mercado e igualmente uma questão de ética”.

A TUR4all estará disponível em português, castelhano, francês, inglês, alemão, italiano e mandarim.

Fonte: Publituris

sábado, 11 de março de 2017

Audição pública: Que modelo de vida independente?

VAMOS LÁ FALAR DE COISAS IMPORTANTES

"Agora que se encontra em discussão pública a proposta governamental de um Modelo de Apoio à Vida Independente, que prevê projetos-piloto para o período 2017-2020, é altura de discutirmos em conjunto como deverá ser esse modelo e como será posto em prática em Portugal.


Para a qualidade e êxito desta política, é necessário o envolvimento de quem sente na pele a necessidade de assistência. Neste sentido, não nos parece aceitável que uma discussão pública possa ser promovida plenamente através de um simples endereço de email para envio de sugestões, tal como o disponibilizado pela tutela no site do Instituto Nacional para a Reabilitação, permitindo-se apenas um contraditório diálogo unilateral."


PRÓXIMAS SESSÕES:
Abrantes, 18 Março, às 15h.
Coimbra, 22 Março, às 21h.
Vila Real, 24 Março, às 21h.
Porto, 25 Março, às 17h.
Albufeira, 31 Março, às 21h.
Beja, 1 Abril, às 15h.

Além das sessões presenciais, lançámos também um inquérito para auscultação de todas as pessoas, em relação às medidas concretas previstas no Modelo de Vida Independente proposto pelo atual Governo. Para aceder ao inquérito, que demora cerca de 10min a preencher, é só clicar aqui: https://pt.surveymonkey.com/r/Vida_Independente

Cursos online: Ciclo de Inclusão

“Desmistificar aspectos ligados à deficiência e sensibilizar para a inclusão em diversos contextos da vida diária” é o objectivo do Ciclo de Inclusão que o Politécnico de Leiria promove, através da plataforma UP2U. São onze os Massive Open Online Courses (MOOC) deste ciclo e as inscrições já estão abertas.


Os mini-cursos de “59 minutos e alguns segundos”, para serem geridos ao longo de 30 dias, subordinados aos temas “Vamos falar de inclusão”, “Tecnologias de apoio” e “Normas de acessibilidade web e validação automática de websites” já têm as inscrições abertas. Em breve vai ser ainda possível fazer a inscrição em outros módulos sobre interacção com uma pessoa cega, comunicação aumentativa e algumas curiosidades sobre o cão-guia.

“Estes cursos resultam do know-how que gerámos em matéria de inclusão, tendo em conta que criámos há dez anos o CRID — Centro de Recursos para a Inclusão Digital, que dispomos da iACT — Unidade de Investigação, Inclusão e Acessibilidade em Acção, e que somos a nível nacional a instituição de ensino superior que mais estudantes com deficiência recebe”, explica, em comunicado, o presidente do Politécnico de Leiria, Nuno Mangas.

Além dos cursos do Ciclo de Inclusão há ainda outros disponíveis na UP2U, com inscrições a decorrer ou com abertura agendada para breve, nomeadamente sobre gestão do tempo ou como evitar o plágio.

Gratuitos, os cursos do Politécnico de Leiria destinam-se a qualquer pessoa, de qualquer idade.


Fonte: Público  Sugerido por Sãozita Zita

quinta-feira, 9 de março de 2017

Centro de Reabilitação do Norte acolhe, no sábado, um evento «para além da lesão medular»

Organizadas pela Misericórdia do Porto, I3S e Prémio Melo e Castro, as Jornadas "COMBINE - A vida continua... para além da lesão medular!" realizam-se no sábado, 11 de março, sendo dirigidas exclusivamente a doentes com lesão medular.


"Exosqueletos/inovação em auxiliares de marcha na lesão medular", "Sexualidade na lesão medular" e "Desporto adaptado na lesão medular" são alguns dos temas que serão debatidos.

A inscrição gratuita (inclui almoço para doentes) pode ser efetuada através de jornadascrn.org@scmp.pt

Fonte: justnews

domingo, 5 de março de 2017

Livro: Pessoas com Deficiência em Portugal

A deficiência pode ser perspectivada de formas diversas, cada uma delas com potenciais de emancipação distintos para as pessoas com deficiência. Na sociedade portuguesa a deficiência tem sido reduzida às incapacidades dos corpos e a uma narrativa fatalista de tragédia pessoal.


Segundo este modelo de entendimento, as restrições e obstáculos vivenciados pelas pessoas com deficiência resultam directamente das suas supostas limitações funcionais. Tais concepções têm validado a construção da imagem das pessoas com deficiência como sujeitos passivos e dependentes, o silenciamento das suas vozes e alimentado políticas sociais opressoras e excludentes das pessoas com deficiência em Portugal. 

O presente ensaio pretende abrir uma reflexão sobre esta realidade, de forma a contribuir para um questionamento cultural e sociopolítico dos fenómenos de menorização, opressão, pobreza e exclusão social vivenciados pelas pessoas com deficiência na sociedade portuguesa e para a construção de novos caminhos emancipatórios.

Podem adquirir AQUI o livro por somente €3,15

NÓS: Ensaio da autoria do investigador do CES Coimbra, Fernando Fontes. um grande estudioso e conhecedor da nossa causa e responsável pela maioria dos estudos sobre deficiência em Portugal, e a quem agradeço o fazer favor de ser meu amigo.

Não deixem de ler também uma das excelentes entrevistas que deu. Neste caso ao jornal i:

Fernando Fontes. “A lei infantiliza os deficientes, pode até incitar os agressores”

Alterada atribuição de Produtos de Apoio

E porque a atribuição de Produtos de Apoio através do SAPA-Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio, nunca funcionou e sempre foi motivo de reclamação de todos nós.

O Estado resolveu alterar o seu funcionamento através da publicação da Circular Normativa Conjunta Nº 2 entre a Administração Central do Sistema de Saúde, I.P. e a Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, EPE. (SPMS), sobre Prescrição de Produtos de Apoio.


Refere que tendo em conta a necessidade de simplificar o ato de prescrição de Produtos de Apoio bem como facilitar o acesso dos utentes aos mesmos produtos de apoio, a partir de dia 1 de fevereiro a prescrição deste tipo de produtos passará a fazer-se exclusivamente através da PEM, terminando com a necessidade de utilização do SAPA.

Para tal será disponibilizada uma nova tabulação para prescrição destes produtos, sendo o seu registo, numa primeira fase efetuado em texto livre, passando essa prescrição a ser progressivamente estruturada de acordo com as regras definidas pela DGS.

Para que estas prescrições possam ser objeto de reembolso ou de comparticipação pelo SNS, o prescritor deve, no ato de prescrição, proceder à emissão através do TAB – SAPA da PEM e selecionar os códigos de prescrição previstos no Despacho nº 7197/2016 do Diário da República, 2.ª série — N.º 105 de 1 de junho de 2016 conforme redação atual e conforme tabela em anexo (ANEXO 1).

A partir de 1 de abril, os produtos de Ostomia, Traqueostomia e produtos de absorção de fezes e urina, passam a ter um processo de prescrição próprio, estruturado e codificado, na mesma tabulação e aplicando as regras previstas nas NOCs da DGS, conforme manual de prescrição em anexo.

Fonte e mais informações: 

NÓS: Em 8/9/2016 o Governo anunciou que: Produtos de apoio como cateteres. fraldas e sacos coletores iriam ser disponibilizados pelas farmácias achou que tinha encontrado a solução para resolver alguns problemas, mas além de simplificar complicou ainda mais.

Até comprovativo de rendimentos exigiam:

Pela informação que me chega neste momento, pelo menos a atribuição de fraldas, cateteres, sacos coletores, algálias...está a correr com mais rapidez e menos burocracia. Vamos ver como funcionará a partir de 1 de abril.

Mesmo com as mudanças muito ainda há para fazer:



sábado, 4 de março de 2017

Vida Independente e Prestação Social para a Inclusão em consulta

Minha crónica no jornal Abarca:

Encontra-se aberto o processo de consulta pública de dois novos apoios para pessoas com deficiência: Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI) e a Prestação Social para a Inclusão (PSI).


VIDA INDEPENDENTE
O Governo solicita e agradece a consulta do documento orientador, que pode ser visualizado/descarregado através da ligação disponibilizada na página do Instituto Nacional para a Reabilitação.

Solicita também o envio de comentários/sugestões para os seguintes endereços de email: MAVI.consulta.publica@mtsss.gov.pt ou MAVI.consulta.publica@inr.mtsss.pt

O MAVI "traduz-se na disponibilização de assistência pessoal em actividades de vida diária e de participação definidas pela pessoa com deficiência, contando com o apoio de rectaguarda de centros de Apoio à Vida Independente" que reúnam as seguintes condições: Pessoa coletiva de direito privado, sem fins lucrativos, constituída ou a constituir para o efeito; Organização não governamental para pessoas com deficiência (ONG- PD), com estatuto de IPSS e reconhecida pelo INR, IP ou nova entidade constituída para o efeito ou núcleo autónomo em entidade já existente, privilegiando a participação de pessoas com deficiência ou familiares na sua gestão.

A primeira fase do modelo traduz-se em projectos-piloto para o período entre 2017 e 2020, sendo que "o resultado da avaliação contribuirá para a definição de uma medida de política nacional de Apoio à Vida Independente em Portugal".

Os beneficiários desta medida são a pessoa com deficiência de carácter permanente, atestada com grau de incapacidade igual ou superior a 60% e com 18 ou mais anos, e as pessoas com deficiência que se encontram ao abrigo de "um regime de tutela ou curatela".

Estão previstos três níveis de apoio: Apoio pontual (igual ou inferior a uma hora por dia), moderado (entre uma a três horas por dia) e elevado (três a oito horas por dia).

PRESTAÇÃO SOCIAL PARA A INCLUSÃO
A consulta e descarregamento do documento orientador sobre a Prestação Social para a Inclusão (PSI) também se encontra disponível na página do Instituto Nacional para a Reabilitação, em: http://www.inr.pt/uploads/docs/noticias/2017/discussao_publica_psi.pdf

O envio de comentários/sugestões deve ser efetuado para os endereços de email: PSI.consulta.publica@mtsss.gov.pt ou PSI.consulta.publica@inr.mtsss.pt

A Prestação Social para a Inclusão é dirigida a quem tenha 18 ou mais anos e deficiência ou incapacidade permanente, congénita ou adquirida antes dos 55 anos, atestada pelo atestado multiusos e com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%. Podem igualmente requerer a prestação as pessoas com 55 ou mais anos, desde que a sua incapacidade tenha sido certificada através do atestado multiusos antes dos 55 anos.

Numa fase posterior, com início previsto para 2019, a medida irá alargar a protecção social também à infância e juventude. Segundo o documento, o montante pago ao beneficiário da nova prestação resulta da soma de três componentes: base, complemento e majoração. A componente base entrará em funcionamento ainda este ano e terá um valor de referência anual de 260 euros por mês, sendo os beneficiários as pessoas com incapacidade superior a 80%.

Para 2017, o limite máximo de acumulação de rendimentos da nova prestação com rendimentos próprios é de 5.084,30 euros por ano, para quem não aufira de rendimentos do trabalho e de 8.500 euros anuais, para quem tenham rendimentos de trabalho.

A VIDA INDEPENDENTE
Quanto a mim a proposta apresentada nada tem de Vida Independente, mas sim mais um serviço de apoio domiciliário disponibilizado por uma IPSS.

Não abdicamos de alguns princípios sobre a Vida Independente que são fundamentais para nós: Pagamentos directos à pessoa com deficiência que contratará com essa verba o seu assistente pessoal, e não o proposto no documento, a IPSS a receber os €900 disponibilizados para o assistente pessoal; Atribuído financiamento independentemente da causa ou diagnóstico médico relativo à deficiência da pessoa, da sua idade, da idade em que adquiriu a deficiência, da sua situação laboral, dos seus rendimentos ou bens assim como do seu agregado familiar e ou cobertura de seguro; Os CAVIS serem geridos por pessoas com deficiência e não existir limite de horas de apoio à pessoa com deficiência.

Bases para um projeto de Vida Independente da CML:
  http://www.am-lisboa.pt/documentos/1418294685D5rYQ8dj8Bh76GZ1.pdf

Resta-nos enviar as nossas opiniões discordando das propostas apresentadas de modo a impedir que avancem. Fonte: INR, CML, Público.

Entretanto a data da consulta pública foi alterada: Foi alargado o prazo de consulta pública sobre o Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI) - Assistência Pessoal e sobre a Prestação Social para a Inclusão (PSI), até 24 de março de 2017.

COMEÇAM A SURGIR AS VOZES CONTRA


- Diga não a este Modelo de Apoio à Vida Independente imposto pelo Governo

- Lúcia quer poder escolher a pessoa que vai entrar na sua vida

Um engenheiro da NASA esta revolucionando a cadeira de rodas

Se você já passou algum tempo em uma cadeira de rodas, ou conhece alguém que precisa do equipamento, você provavelmente sabe que simplesmente o tentar se locomover pode ser uma causa de lesões adicionais. Na verdade, até 70% dos indivíduos em cadeiras de rodas tradicionais – ou seja, aqueles que exigem um movimento de empurrar para avançar – desenvolver dor crônica no ombro. Mas Rowheels, um conjunto de rodas que exigem que os usuários puxem em um movimento de remo para impulsionar a cadeira de rodas para a frente, está esperando acabar com essas lesões de estresse repetitivo de uma vez por todas.


Em 1998, Salim Nasser, tinha 20 anos, ele foi atingido por um motorista bêbado. Hoje, Nasser é tetraplégico e engenheiro no Centro Espacial Kennedy da NASA. Embora Nasser esteja em uma cadeira motorizada, ele sabia sobre as dificuldades de quem usa uma cadeira de rodas manual. Muitos, ele diz, experimentaram dor crônica no ombro. Em 2004, quando ele foi encarregado de chegar a um projeto de design sênior para a escola de engenharia, Nasser prevê a primeira versão de Rowheels: Uma roda que usa um sistema de engrenagem para impulsionar uma cadeira para a frente como o usuário puxa para trás. Em 2010, ele entrou no protótipo no concurso de design Tech Brief’s Create The Future – e ganhou. Quatro anos depois, no final de 2014, os primeiros Rowheels estavam no mercado.

O problema com as cadeiras de rodas padrão, de acordo com Nasser, é que eles colocam tensão em um número limitado de músculos mais fracos, e podem criar desequilíbrios musculares nos usuários. E há um monte de usuários – de acordo com o CDC , mais de 2 milhões de pessoas nos Estados Unidos dependem de cadeiras de rodas em seu dia-a-dia. De acordo com Rowheels, aqueles músculos mais fracos “fazem todo o trabalho de propulsão fazendo com que eles se tornem excessivamente usados ​​e apertados, desestabilizando a articulação do ombro”. Muitos que usam a cadeira de rodas desenvolvem Síndrome de Impacto de Ombro, uma condição que causa inflamação ou até mesmo ruptura nos tendões. Como o uso de Rowheels depende de um movimento de puxar, ele “distribui o trabalho de propulsão sobre um maior número de músculos grandes, resultando em menos fadiga e uso excessivo de músculos individuais. Rowheeling estabiliza a articulação do ombro e retrai a escápula(osso grande, par e chato, localizado na porção póstero-superior do tórax), melhorando a postura e reduzindo o risco de Síndrome de Impacto de Ombro “, de acordo com a empresa.

Além de ajudar a evitar dor no ombro, Rowheels melhorar a postura e força , e, no caso do modelo REV-LX, ter cerca de 25% menos esforço para impulsionar para a frente. Jackie Justus, professor de enfermagem da medula espinhal no Zablocki Veterans Administration Medical Center em Milwaukee, disse à Popular Science que o movimento de remo da cadeira poderia ser um “grande passo para poupar [usuários de cadeira de rodas] desgaste”. Rowheels vêm em dois modelos (o REV-LX é mais fácil de usar-se, o REV-HX é mais rápido).

Assista ao vídeo, e conheça mais desta revolucionaria cadeira de rodas:


Fonte: engenhariae

Aplicação de encontros para pessoas com deficiência

Existem aplicações de relacionamentos online para todo tipo de público. O Tinder é certamente o mais popular, mas há outras opções diversas e segmentadas para ligar os utilizadores mais próximo do que procuram. Ao todo são já mais de 4500 empresas de serviços de namoro, mas para, Geoff Anderson, não foi um número suficiente. Encontrou uma diferenciação neste tipo de mercado. Ele explicou que obteve a inspiração depois de trabalhar com instituições sem fins lucrativos para pessoas com deficiência e ao testemunhar as experiências negativas do seu irmão, que tem dificuldades cognitivas, com outras aplicações de relacionamentos. As pessoas com deficiência são, muitas vezes, estigmatizadas – agora poderão superar essas adversidades.

A Glimmer foi projectada para promover a transparência entre os utilizadores e acolher todas as pessoas com deficiências físicas e cognitivas. Esta aplicação social dá a opção de seleccionar e exibir o tipo de deficiência. A partir daí, tudo parece ser familiar: especificar se estão à procura de uma amizade ou um relacionamento amoroso, com homens ou mulheres, e também poderão pesquisar através de vários filtros e configurações de descoberta, incluindo a idade e o tipo de incapacidade. Por exemplo: Para alguém que é surdo e se quer conectar com outras pessoas surdas, a Glimmer torna isso possível.

Em www.glimmerindustries.com estão disponíveis para download as aplicações para Android e iOS.

Fonte: Sábado