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domingo, 15 de maio de 2022

Hot Wheels lança cadeira de rodas telecomandada de brincar inspirada em Aaron "Wheelz" Fotheringham

A Hot Wheels lançou um brinquedo novo que promete inspirar os mais jovens com deficiências motoras: uma cadeira de rodas telecomandada, que incluiu um boneco sentado na mesma e ainda uma rampa para realizar truques.


O brinquedo foi feito em parceria com Aaron “Wheelz” Fotheringham, cinco vezes campeão do mundo de motocross em cadeira de rodas e atleta paralímpico. Nascido com espinha bífida, o atleta utiliza uma cadeira de rodas a tempo inteiro desde os oito anos. Tanto a cadeira de rodas do brinquedo como o próprio boneco foram feitos à imagem de Aaron Fotheringham.

Ao crescer, eu não tinha um brinquedo destes“, afirmou à CNN Aaron Fotheringham, “O brinquedo dá mesmo aquela sensação de liberdade.” Durante a apresentação, o atleta confessa ter visto várias crianças de cadeiras de rodas “a divertirem-se”.

O campeão mundial espera que o novo brinquedo da Hot Wheels mude a perceção pública em relação às cadeiras de rodas, ao mostrar que um aparelho médico posso ser utilizado de um modo aventureiro e divertido.

Estamos entusiasmados pelo nossa recente colaboração com Aaron ‘Wheelz’ Fotheringham e a nossa primeira cadeira de rodas telecomandada, reforçando o objetivo de inspirar as crianças a quebrarem limites e perseguirem os seus sonhos independentemente dos desafios pessoais que enfrentem”, disse o diretor de design da Hot Wheels, Gerry Cody.

À venda por 50 dólares — cerca de 48 euros — o brinquedo é capaz de atingir os 10 quilómetros por hora. Além disso, é capaz de um mortal com recurso à rampa que acompanha o novo kit da Hot Wheels, conta a CNET.

Veja o video AQUI

Fonte: Observador.pt


sábado, 31 de dezembro de 2016

Universidade do Minho adapta brinquedos para crianças com deficiência

Desde 2006 que o Laboratório de Robótica do Departamento de Eletrónica Industrial da Universidade do Minho dedica uma semana da época natalícia à adaptação de brinquedos eletrónicos para que possam ser usados por crianças com deficiência.


"Transformamos todos os brinquedos que tenham alguma eletrónica e que sirvam para estimular as crianças com necessidades especiais, adaptando-os com uns interruptores grandes que possam ser acionados com a cabeça ou com o pé", explicou à TSF Fernando Ribeiro, professor do Departamento de Eletrónica Industrial da UMinho.

Os brinquedos são doados e recolhidos por um conjunto de instituições que os fazem chegar ao Laboratório de Robótica para serem adaptados por alunos e docentes voluntários, que se encarregam ainda de os distribuir por instituições que acolhem crianças com necessidades especiais, em várias cidades do Minho.

"Para nós é um trabalho simples, que se faz em 10 a 15 minutos (cada brinquedo) e a alegria que eles têm quando recebem estes brinquedos é indescritível", revela Fernando Ribeiro.

Este ano, pela primeira vez, o trabalho de adaptação dos brinquedos pode ser acompanhado pelo público, num dia aberto à comunidade, marcado para esta quarta-feira, na Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães.

Fonte e reportagem em áudio: TSF

domingo, 31 de janeiro de 2016

Campanha #AToyLikeMe convence indústria a criar bonecos com "deficiência"

Bonecas com implante auditivo, andarilhos ou angioma facial. Ou de óculos, de muletas ou de lábios leporinos. Depois de uma campanha lançada por pais a clamar por brinquedos especialmente dirigidos aos filhos portadores de deficiência - um mercado calculado em 150 milhões de crianças -, várias empresas responderam criando linhas limitadas de produtos ou propondo a encomenda online.

Globalmente, a indústria de brinquedos movimenta 120 mil milhões de dólares. Mas não existe nenhuma Barbie de cadeira de rodas, explicou Rebecca Atkinson quando lançou a campanha #ToyLikeMe há quase um ano

A jornalista britânica trabalhou 20 anos na produção de TV e de imprensa e sempre se interessou pela forma como o sector tratava a deficiência infantil. Em abril de 2015, ao reparar na falta de representação destas características na indústria de brinquedos, lançou com outras mães a iniciativa #ToyLikeMe, nas redes sociais Facebook e Twitter.

"A resposta da Playmobil à deficiência era um rapazinho com uma perna partida e um homem idoso empurrado numa cadeira de rodas por uma mulher jovem e loira. O que é que isto dizia às crianças? Que só os idosos precisam de cadeiras de rodas? Que a deficiência infantil se resume a umas semanas com a perna engessada e depois desaparece?", perguntava Rebecca.

"Quando pensei no nível de exclusão que estas grandes marcas estavam a operar, os 'Flautistas de Hamelin' da meninice, fiquei furiosa. Quis fazer alguma coisa. É que eu era uma dessas crianças", explica a jornalista. "Cresci com aparelhos auditivos e nunca me vi representada em lado nenhum. Não havia pessoas surdas na televisão, na banda desenhada que eu lia ou nos brinquedos com que eu brincava".

O caso das Makie Dolls
O resultado da iniciativa foi um movimento viral que envolve milhares de pessoas, que começaram por transformar brinquedos de forma a mostrar alguma deficiência, fotografando-os depois e publicando as imagens na internet, para chamar a atenção para a "deficiência" da indústria.

Atualmente procuram ter um site através de um pedido de crowdfunding.

A Indústria, ou pelo menos parte dela, começou a ouvir. O movimento descobriu uma pequena empresa britânica, a Makie Dolls, que produz bonecos por impressão 3D e que aceita encomendas. A #ToyLikeMepediu-lhe se faziam umas bengalas e uns aparelhos auditivos para as suas bonecas.

A empresa não só aceitou de imediato como em pouco tempo desenvolveu três modelos, um com bengala, outro com aparelho coclear e outro com angioma facial. Está ainda a criar uma boneca em cadeira de rodas.

Petições de milhares
A Playmobil foi o alvo seguinte. Depois de uma petição que obteve 50 mil assinaturas numa semana a empresa aceitou o desafio e está a começar a produção de produtos inspirados em ideias lançadas pelo movimento, que deverão chegar ao mercado em 2016

A Lego recusou a princípio responder ao desafio de outra petição, assinada por 20 mil pessoas, mas o movimento não desistiu e colocou na página das ideias da Lego uma proposta de um Pai Natal numa cadeira de rodas. A Lego acabou por anunciar a criação de um boneco em cadeira de rodas.

Atualmente a campanha #ToyLikeMe é seguida por 30 mil pessoas em 45 países e pretende criar um site que sirva de banco de dados de brinquedos com deficiência ou produtos para crianças portadoras de deficiência, para aquelas pessoas que os procuram poderem facilmente encontrá-los e, eventualmente, encomendá-los.

Para isso, a campanha lançou um pedido de crowdfunding. Pode encontrá-lo aqui.

Fonte: RTP Noticias