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sábado, 5 de janeiro de 2019

Centro de Inclusão Social ou de segregação na Madeira?

O Centro de Inclusão Social da Madeira (CISM), que será inaugurado em Janeiro próximo no Funchal, é apresentado pelo executivo madeirense como uma infra-estrutura de “referência” para o país, mas a Associação Portuguesa de Deficientes (APD) preferia que os quase sete milhões de euros que vai custar fossem investidos em medidas de inclusão.
O edifício, com uma área a rondar os 10 mil metros quadrados, apresenta um leque alargado de valências, entre as quais um apartamento para treino de vida diária e uma área complementar para formação e treino de autonomia. “Responde às necessidades actuais da região e também perspectiva as necessidades futuras”, resumiu aos jornalistas a secretária regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais, Rita Andrade, numa visita recente ao futuro centro, que está em fase de conclusão. Será, acrescentou, uma infra-estrutura de referência para Portugal, e mesmo dentro do espaço ibérico.

Rita Andrade sustenta o discurso no conjunto de serviços e de respostas que o CISM vai dar. Área terapêutica com ginásio de psicomotricidade e fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional e da fala, música, sala de snoezelen para estímulos sensoriais, cozinha, sala de trabalhos manuais, sala de têxteis, sala de cerâmica e pintura, horta pedagógica e um canil. O centro tem também um lar de internamento para 51 pessoas. É principalmente em relação ao lar que a APD é mais crítica.

“Julgamos que os milhões de euros investidos poderiam ter sido aplicados em assegurar uma educação inclusiva de qualidade, formação profissional inclusiva de qualidade e na acessibilidade”, diz ao PÚBLICO a presidente da APD, Ana Sezudo, argumentando que estas, sim, são medidas que visam a inclusão das pessoas com deficiência na comunidade e não o seu isolamento e segregação.

“Retrocesso civilizacional”

A APD fala mesmo em “retrocesso civilizacional” quando olha para o CISM, considerando que a “institucionalização de pessoas com deficiência”, mesmo em “equipamentos dotados de serviços bem apetrechados”, mais não é que a “segregação de seres humanos”

O governo madeirense rejeita esta leitura. O Instituto de Segurança Social da Madeira (ISSM) lembra ao PÚBLICO que a “estrutura de lar residencial sempre existiu quer a nível regional, quer a nível nacional”, e que os utentes que irão ocupar este espaço já se encontram em regime de internamento, noutras instalações com menos condições.

“Só são institucionalizados os utentes cujos pais não têm condições ou possibilidades de transportar diariamente os seus familiares. A decisão de institucionalizar cabe sempre aos familiares”, indica o ISSM, sublinhando que a única preocupação é “providenciar as melhores condições de vida possíveis” a pessoas com necessidades especiais, promovendo o acompanhamento das respectivas famílias.

Para o CISM, além do lar residencial, transitam serviços e valências dos vários centros de actividades ocupacionais (CAO) do Funchal. Os restantes, dispersos pela ilha, vão continuar a funcionar, mas também vão beneficiar das ofertas disponibilizadas na nova infra-estrutura.

A APD carrega nas críticas. O Estado português, lembra Ana Sezudo, ratificou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, reconhecendo a igualdade de direitos que todos têm de viver em comunidade. “[Portugal] comprometeu-se a tomar as medidas eficazes e apropriadas para a sua total inclusão e participação na comunidade”, diz, considerando que a “concentração e isolamento” de pessoas com deficiência numa instituição constitui uma “violação clara” destes compromissos.

“A Comissão sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência nas observações finais sobre a implementação da convenção recomendou ao Estado português que eliminasse os locais de trabalho segregados, incluindo a revisão da legislação que regula os CAO, o que não foi feito até à data”, alerta a responsável pela APD.

O CISM, ressalva o executivo madeirense, não é única resposta da Madeira às pessoas com necessidades especiais. Existe, garante o gabinete de Rita Andrade, um conjunto de programas que promovem a inclusão, tanto ao nível do ensino como do emprego, que vão desde a majoração de subsídios a bolsas de formação e incentivos à contratação.

Fonte: Público

domingo, 21 de outubro de 2018

Madeira sem "pedidos pendentes" de "ajudas técnicas" para deficientes

A secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais da Madeira disse hoje que o Instituto de Segurança Social da região não tem qualquer pedido em espera para ajudas técnica a pessoas portadoras de deficiência ou com incapacidades temporárias.
Rita Andrade fez esta revelação na Comissão Especializada Permanente de Saúde e Assuntos Sociais na Assembleia Legislativa no âmbito da audição parlamentar, solicitada pelo PCP, "Sobre os direitos de quem vive na região. A desigualdade quanto ao tratamento injusto a quem precisa de apoios sociais".

O Grupo Parlamentar do PCP pretendia saber se o facto de o SAPA - Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio não estar ainda implementado na região estava a prejudicar as pessoas com necessidades de apoios sociais. "Não é por isso que temos deixado de fazer todo o trabalho", declarou a governante, assegurando já estar criado um grupo de trabalho para implementar o SAPA na região.

Referiu ainda que o Instituto de Segurança Social da Madeira já preparou a proposta da adaptação do diploma à realidade regional e que está em estudo a criação da respetiva plataforma informática. "Mas não deixamos, em nenhum momento, dar apoios sociais", afirmou Rita Andrade, assegurando que até setembro não havia "um pedido em espera na área das ajudas técnicas".

Revelou ainda que a verba disponível para este ano para ajudas técnicas é de 4,2 milhões de euros, tendo já sido executada cerca de 70% da mesma. "O sistema está a funcionar e a ideia é dar respostas céleres" designadamente às pessoas que, com comprovada carência económica, necessitam de medicamentos, óculos, camas articuladas, cadeiras de rodas ou veículos adaptados, afirmou.

A secretária disse também que a região dispõe de um Banco de Ajudas Técnicas com 866 produtos referentes a 23 tipologias. Nos casos em que a região não dispõe da respetiva ajuda técnica, é disponibilizada ajuda ao utente, mediante a apresentação de três orçamentos. "Os madeirenses não são descriminados, no somatório de todos os apoios poderá até ultrapassar o próprio âmbito do SAPA no continente português", vaticinou.

Rita Andrade espera que o SAPA esteja implementado na Madeira até ao final do mandato do XII Governo Regional, ou seja, até 2019, tendo a deputada do PCP se mostrado "satisfeita" com os esclarecimentos.

O SAPA é uma das medidas públicas que pretende facilitar o acesso das pessoas com deficiência e/ou incapacidade aos produtos de apoio e equipamentos indispensáveis.

Fonte: DN

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Funchal galardoado com prémio de Cidade Acessivel da Comissão Europeia

Segundo a organização, este prémio, que está integrado na Estratégia Europeia para a Deficiência, distingue “a cidade que tem conseguido melhorar de forma visível e sustentável a acessibilidade em aspetos essenciais da vida urbana e que tem planos concretos de continuar a melhorar”.

O seu objetivo, acrescenta, é “reconhecer e inspirar outras cidades, promovendo boas práticas entre as localidades europeias”, existindo este ano 43 candidatas.

A Comissão Europeia decidiu premiar a cidade inglesa de Chester, Roterdão (Holanda), Jurmala (Letónia), Skelleftea (Suécia), Alessandria (Itália) e Funchal (Portugal), por terem melhorado as acessibilidades para idosos e cidadãos com deficiência.

No caso do Funchal, foi reconhecido o compromisso da cidade na “continuação da acessibilidade num contexto geográfico difícil”.

Consideraram que “esta cidade insular, apesar do pesado terreno vulcânico, assegurou que todas as praias, locais turísticos, táxis, hotéis e espaços públicos sejam acessíveis, para que os moradores e visitantes com deficiência tenham as mesmas oportunidades que os outros para desfrutar as suas férias”.

“Este reconhecimento da Comissão Europeia é uma honra tremenda para o Funchal e para tudo o que temos feito em termos de acessibilidade e inclusão nos últimos três anos”, disse o presidente da Câmara do Funchal à agência Lusa.

Paulo Cafôfo destacou que a autarquia “tem feito um trabalho transversal e de fundo, em áreas tão distintas como o trânsito, o urbanismo, as infraestruturas e equipamentos e o turismo”, e que a prioridade estratégica foi tornar o Funchal “mais acessível e mais inclusivo”.

Este responsável apontou que “o Funchal quer ser um destino de excelência para o turismo inclusivo, a partir da premissa de que a boa oferta turística deve ser sempre resultado de um território sustentável para as nossas pessoas”.

O autarca realçou que “este caráter acessível do Funchal tem-se estruturado em diversos patamares, desde as medidas mais pequenas, tendentes ao dia-a-dia da cidade e à melhoria das nossas condições de vida”.

Deu como exemplos o rebaixamento de passeios, a generalização de rampas, as condições de acesso a edifícios culturais, a instalação de grelhas à volta das árvores e o aumento significativo de lugares de estacionamento para quem tem dificuldades motoras.

No que toca a “medidas mais simbólicas”, referiu a retirada generalizada das motas dos passeios, “que representavam autênticos obstáculos instalados para todos quantos quisessem circular em termos pedonais, em áreas reservadas para peões”.

Paulo Cafôfo realçou, como “caso emblemático”, a Praia Formosa “que continua a ser a única praia do país com acesso ao mar para deficientes motores e visuais”.

“Este é um prémio reservado às cidades que têm melhorado de forma visível a acessibilidade em aspetos essenciais da vida urbana e é isso que continuaremos empenhadamente a fazer, até tornar o Funchal na melhor cidade portuguesa para viver e visitar em 2020”, concluiu.

Fonte: Sapo

quinta-feira, 3 de março de 2016

Novo Centro de Apoio à Deficiência Motora no Funchal

As obras do Centro de Apoio à Deficiência Motora do Funchal vão ser retomadas, anunciou o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque.


A empreitada tinha sido interrompida em 2012 devido ao Plano de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF).

O espaço terá capacidade para 120 utentes.

Localizado na freguesia do Imaculado Coração de Maria, no Funchal, o Centro de Apoio à Deficiência Motora é fruto de um investimento de sete milhões de euros.

Fonte: Plural & Singular

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Associação de Deficientes entrega 12 cadeiras de rodas


A delegação da Madeira da Associação Portuguesa de Deficientes vai entregar no próximo mês mais 12 cadeiras de rodas adquiridas no âmbito da campanha 'Dê uma tampa à indiferença'. O anúncio foi feito esta manhã pelo presidente da delegação madeirense, Filipe Rebelo, durante a cerimónia de assinatura de um protocolo com o Centro Comercial Dolce Vita que possibilitará a colocação de um ponto de recolha de tampas naquele espaço comercial. Uma cerimónia que contou com a presença do secretário regional de Educação e da director regional de Educação Especial.

"O principal objectivo deste protocolo é divulgar, cada vez mais, a recolha das tampinhas. A nossa sede fica um pouco escondida e o Dolce Vita, sendo um local de referência, associámo-nos ao Dolce Vita para possamos ter mais toneladas para ajudar mais famílias com necessidades especiais através de cadeiras de rodas, material ortopédico ou vouchers", diz Filipe Rebelo acrescentando que até ao momento já foram recolhidas cerca de "20 mil quilos de tampas".

Filipe Rebelo afirma não ter presente o número de pessoas que já foram apoiadas no âmbito desta campanha. "Já ajudámos imensas pessoas. Já recolhemos nestes dois anos cerca de 20 mil quilos de tampas. De há um ano para cá tem havido mais aderência dos Bombeiros, polícia, Horários do Funchal, escolas, Câmaras, Juntas de Freguesia e centros de saúde". Além destas entidades há ainda a a contabilizar o contributo dado por imensas pessoas anónimas a esta causa.

O director do centro comercial Dolce Vita, Roberto Xavier, realçou a importância desta campanha de recolha de tampas para ajudar pessoas portadoras com deficiência e garantiu todo empenho do espaço comercial que dirige em dar todo o apoio na recolha de mais tampas.

"Este vento marca um novo ciclo na camapnha 'Dê uma Tampa à Indiferença' e foi exactamente o que nós, Dolce Vita Funchal, pretendemos fazer no âmbito da nossa política de sustentabilidade". A adesão e decisão de participar nesta campanha surgiu na sequência de conversas mantidas com a Associação Portuguesa de Deficientes. "Verificámos que este é um projecto de extremo interesse porque, para além da componente social, também tem uma vertente de reciclagem."

Segundo Roberto Xavier esta parceria reveste-se de "extrema importância" para o Dolce Vita. "Achamos que tendo o potencial das milhares de pessoas que nos visitam por dia será muito grande e pensamos que no futuro a associação vai ter um problema de logística tantas serão as tampas recolhidas".

O secretário regional da Educação, Francisco Fernandes, elogiou a parceria assinada e a campanha em curso com o objectivo de apoiar as pessoas portadoras de deficiência. Francisco Fernandes mostrou-se algo surpreendido com o sucesso desta campnaha e sublinhou que "neste momento a dificuldade já não é ter as tampas, mas sim de as transportar e conseguir trazer as cadeiras".

Francisco Fernandes salientou ainda que "este é um movimento imparável" e afirmou estar "certo que aqui neste local será um sítio priviligiado para fazer crescer esta ideia". Uma ideia que, complementou, "não passa por instituições de grande dimensão como esta, mas também pela contribuição de cada um".

Fonte: Dnoticias

domingo, 22 de maio de 2011

Jogos Especiais na Madeira

A Secretaria Regional de Educação e Cultura, através da Direção de Educação Especial e Reabilitação, organiza de 30 de Maio a 3 de Junho a XIX Edição dos Jogos Especiais dirigidos a crianças, jovens e adultos com necessidades especiais.

O evento será apresentado na próxima segunda-feira, por Francisco Fernandes, pelas 10h30, no Espaço Público – Frente Mar, em Machico.

Esta iniciativa tem como objectivo envolver e sensibilizar a comunidade para as capacidades desta população, visando promover a sua inclusão social.

sábado, 16 de abril de 2011

Associação de Deficientes da Madeira pede intervenção do secretário regional dos Assuntos Sociais no acesso aos multiusos

Depois de um período menos bom na vida da instituição, a Associação de Deficientes da Madeira está a conquistar novos sócios. Foi esta imagem de recuperação e de empenho que o presidente quis mostrar ao secretário regional dos Assuntos Sociais, numa reunião realizada durante a manhã, mas não só. Filipe Rebelo pediu também a intervenção de Francisco Jardim Ramos relativamente ao apoio financeiro e ao aumento dos custos dos multiusos. "O senhor secretário comprometeu-se que iria ter em atenção esses dois aspectos", disse.

Comprometido, mas sem promessas, o secretário regional dos Assuntos Sociais assegurou que iria ver o que podia ser feito. Francisco Jardim Ramos salientou que a tabela dos multiusos é nacional. De qualquer forma, o assunto será estudado.

O multiusos é um atestado médico passado pelo delegado de saúde que comprova o grau de deficiência e possibilita o acesso a equipamentos, casas e viaturas com álguns benefícios.

Em Junho, a Associação vai realizar as suas primeiras jornadas, pelo menos com esta direcção, tendo ficado o convite ao secretários dos Assuntos Sociais para a sua participação neste evento.

Fonte: Dnoticias.pt

domingo, 6 de março de 2011

APD Madeira vai transportar turistas com mobilidade reduzida

A APD vai assinar durante o mês de Março um protocolo de cooperação com uma agência de viagens da região para transportar pessoas com necessidades especiais ou com mobilidade reduzida

A delegação local do Funchal da Associação Portuguesa dos Deficientes (APD) presta apoio a pessoas com necessidades especiais, designadamente motora, visual, auditiva e mental. O seu objetivo passa pela representação e defesa dos interesses gerais, individuais e colectivos dos deficientes.

A APD presta apoio a nível de transporte a pessoas com deficiência e, por vezes, ajuda financeiramente na compra de material ortopédico.

Durante o mês de Março de 2011, irá assinar um protocolo de cooperação com uma agência de viagens da Região, o qual tem como objetivo o transporte de turistas com necessidades especiais ou com baixa mobilidade.

Filipe Rebelo, presidente da APD Madeira, considera que o referido protocolo será uma mais-valia para o sector turístico, uma vez que muitos dos turistas que visitam a Madeira têm uma mobilidade muito reduzida, como é o caso dos idosos, acrescentando que os táxis e os veículos de transporte turístico não estão preparados para esse facto.

Fonte: Portugal Acessivel

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

APD Funchal entrega três cadeiras de rodas

Através da campanha ‘Dê uma Tampa à Indiferença' reuniram já mais uma tonelada para uma quarta

A Associação Portuguesa de Deficientes – Delegação Local do Funchal entrega no próximo dia 21 três novas cadeiras de rodas, angariadas no âmbito da campanha ‘Dê uma Tampa à Indiferença’.

A cerimónia realiza-se pelas 14h30 na Escola Dr. Ângelo Augusto da Silva, também conhecida como Escola da Levada.

A Associação Portuguesa de Deficientes tem conseguido, através da campanha de recolha de tampas de garrafas de plástico transformar este material reciclável em ajuda para quem mais precisa. Além destas três cadeira que vão entregar, a delegação do Funchal tem já mais uma tonelada para uma próxima, o que prova também a receptividade e o apoio do público ao projecto solidário. Dnoticias.pt

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Centro de Actividades Ocupacionais de Machico está a promover o primeiro concurso de curtas-metragens, sob o tema “Diferente mas Igual”


O Centro de Actividades Ocupacionais de Machico (CAO Machico) está a organizar um concurso de trabalhos em vídeo, com o tema “Diferente mas Igual”, tendo como propósito alcançar uma visão alargada e complexa sobre a pessoa com necessidades especiais, as suas lutas diárias e as suas conquistas, através da realização de uma curta-metragem.

Dinamizado pelos professores Hélder Vasconcelos e Vera Santos, esta iniciativa pretende «promover a interacção social entre os participantes; contribuir para a valorização da pessoa com necessidades especiais e divulgar e promover a importância dos meios audiovisuais para a luta das causas sociais».

De acordo com o regulamento a que o JM teve acesso, os trabalhos deverão ser entregues em DVD/CD até ao dia 1 de Abril de 2011 no Centro de Actividades Ocupacionais de Machico, sendo que o DVD/CD deverá ser acompanhado com a ficha de inscrição, cujo preenchimento contemple o título da curta-metragem e sinopse. O trabalho em vídeo deverá ter a duração máxima de 30 segundos, com a organização a alertar que não serão admitidos para concurso vídeos com duração superior ao tempo referido anteriormente.

As regras do concurso referem ainda que a curta-metragem deverá apresentar-se em qualquer formato passível de ser reproduzido pelo programa VLC, nomeadamente: WMV, MP4, MKV, MPG2, DIVX, XVID, sendo que a resolução mínima do vídeo deverá ser de 640x480.

Dirigido à sociedade em geral, os interessados deverão enviar a ficha de inscrição para o endereço de e-mail do Centro de Actividades Ocupacionais de Machico (cao.m-dreer@madeira-edu.pt) até ao dia 28 de Janeiro de 2011.

A ficha de inscrição estará disponível para download na página da Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação (www.madeira-edu.pt/dreer) ou na página do CAO Machico. Jornal da Madeira

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Pavilhão CAB Madeira acolhe treinos de Boccia

O CAB Madeira e a Associação Portuguesa de Deficientes - Madeira (APD) assinaram ontem um protocolo de cooperação, válido por três anos, que permite às instituições efectuarem trocas de serviços para benefício dos seus membros.

Ao abrigo do protocolo rubricado por Francisco Gomes, presidente do CAB, e por Filipe Rebelo, presidente da APB, os membros desta instituição poderão utlizar o pavilhão do CAB para os treinos de Boccia, os quais irão decorrer às segundas e quintas-feira, entre as 13h00 às 15h30. Os membros da APD - Madeira terão também acesso livre e gratuito a todos os jogos das equipas seniores que disputam a liga portuguesa de basquetebol. Por outro lado, o CAB usufruirá dos meios de transporte disponíveis à APD, um apoio que será útil especialmente durante o Torneio do CAB agendado para este Verão e que irá reunir centenas de praticantes de basquetebol oriundos de várias zonas do mundo.

Francisco Gomes sublinhou ainda que o CAB “é uma casa de desporto que não se dedica apenas “a formar atletas, forma também pessoas para a vida”. Por isso a formalização do protocolo com a APD demonstra o interesse do clube “na luta pelas causas sociais”. Já Filipe Rebelo destacou o interesse do CAB em apoiar as actividades da APD abrindo as portas do Pavilhão para a prática desportiva, nomeadamente basquete e boccia, para pessoas portadoras de deficiência. Jornal da Madeira

domingo, 21 de novembro de 2010

Congresso Nacional de Enfermagem de Reabilitação


O Congresso Nacional de Enfermagem de Reabilitação realiza-se, pela primeira vez na Madeira, mais precisamente no Hotel Vila Galé, em Santa Cruz, entre os próximos dias 2 e 4 de Dezembro. Nesta iniciativa da Associação Portuguesa dos Enfermeiros de Reabilitação são esperados mais de 500 enfermeiros de todo o país.

No dia 3, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, a associação promove um contacto com a população, iniciado junto ao auditório da Casa da Luz e seguindo um roteiro até à Câmara Municipal do Funchal. Nesse percurso, entre outras coisas, haverá um jogo de basquetebol com deficientes em cadeiras de rodas e enfermeiros que emprestarão cadeiras de rodas e canadianas, para que qualquer pessoa possa ter uma ligeira experiência do que é ser deficiente.

Sob o lema »Acrescentar qualidade de vida», o congresso visa o debate de questões relativas à profissão e a oportunidade de dar a conhecer projectos na área da enfermagem de reabilitação, implementados há algum tempo no terreno e já com resultados mensuráveis, que demonstram os ganhos em saúde para os utentes que deles beneficiam.

Simultaneamente, irão decorrer dez workshops, doze comunicações livres e vários pósteres, dos quais sete irão estar a concurso.

Haverá, ainda, um concurso de fotografia e vídeo sobre temas desta área da enfermagem. Jornal da Madeira

Direcção Regional de Educação e Reabilitação da Madeira


Neste momento, são apoiadas pelo serviço social da Direcção Regional de Educação e Reabilitação 4.200 pessoas, entre elas adultos e crianças.

Segundo revelou ontem a directora regional da tutela, na abertura do seminário subordinado ao tema “Intervenção Social: Que Perspectivas?” realizado no auditório da Escola Dr. Horário Bento de Gouveia, o serviço social da DREER intervém em todos aqueles casos de «uma forma directa com alguns e indirecta com outros» mas também com os casos que não estavam registados e que aparecem, por exemplo, quando uma pessoa sofre um acidente e fica paraplégica e necessita de orientação para o novo estilo que vida que terá de enfrentar.

Neste âmbito, Maria José Camacho explicou que existe na DREER «uma Divisão de Apoio e Reabilitação Social que tem um Gabinete de Apoio ao Deficiente, criado para informar e canalizar as famílias para os apoios a que têm direito e há também os técnicos do serviço social que têm uma intervenção específica, quer junto das famílias, quer junto dos utentes e dos técnicos que trabalham com a população».
O encontro de ontem, esclareceu ainda a directora regional, «serviu para reflectir práticas e partilhar com os parceiros externos — Segurança Social e Instituto de Emprego da Madeira — no relacionamento que existe ao nível da inclusão social e laboral de jovens com necessidades especiais».

Região tem entre 17 a 20 técnicos na área social

Francisco Fernandes disse ontem que «desde que os serviços na área da Educação foram regionalizados, a Educação Especial foi uma das áreas em que se transferiram competências para a Região, inclusivamente com um modelo ligeiramente diferente daquele que se passava a nível nacional».

Na abertura do seminário, o secretário regional de Educação e Cultura, lembrou que na Região «a estrutura da Educação Especial e da Reabilitação está dotada de meios e recursos técnicos e de especializações profissionais específicas, precisamente porque esta componente social tem sido uma das preocupações e é uma parte importante da estrutura da Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação».
O governante revelou também que existem na Região entre 17 a 20 técnicos na área social e que estes estão distribuídos na rede dos centros de actividades ocupacionais e dos centros de apoios psicopedagógicos.

Também o facto de haver, «de uma forma quase generalizada, a associação da deficiência a situações de exclusão social, tais como, desestruturação social, alcoolismo, toxicodependência ou problemas laborais» obrigam, no seu entender, «as instituições que acolhem crianças e jovens a ter uma atenção ao aspecto social mais profundo do que teriam se essas situações não ocorressem».

Instituto garante igualdade no direito ao trabalho

Como parceiro externo da Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação, o Instituto de Emprego da Madeira, ontem representado no seminário “Intervenção Social: que perspectivas?”, pelo seu director, Sidónio Fernandes, tem vindo a integrar, da mesma forma, as pessoas com e sem necessidades especiais no mundo do trabalho. O que apenas diferencia uns dos outros, explicou o responsável, «é o incentivo que é feito junto das entidades empregadoras, nomeadamente, através dos programas de apoio que são feitos às empresas e instituições que contratam trabalhadores portadores de deficiência».

A este respeito, Sidónio Fernandes adiantou que até ao momento não foi encontrada nenhuma resistência, isto é, «o número de pessoas que se inscrevem, assumindo serem portadoras de alguma deficiência, no Instituto de Emprego, e o tempo que têm de esperar para conseguir um emprego não é superior ao de uma outra pessoa», revelou. Além disso, acrescentou o responsável, «a nossa sociedade está muito aberta a isso e da parte dos empregadores temos recebido todo o apoio nesse aspecto».
Jornal da Madeira

Prova Super Especial “Tolerância Zero à exclusão”

O Kartódromo do Faial será palco, no próximo dia 4 de Dezembro, da Prova Super Especial “Tolerância Zero à exclusão” cujos principais protagonistas são cerca de 220 pessoas com mobilidade condicionada e com deficiência.

Este evento, apresentado ontem, e enquadrado na Semana Regional da Pessoa com Necessidades Especiais é promovido pelo Marítimo numa parceria com o Centro de Actividades Ocupacionais de Machico e a Associação Portuguesa de Deficientes Motores da Madeira e a colaboração de diversas entidades, bem como a boa vontade dos pilotos de rali que ali vão levar os seus carros para proporcionar uma experiência única num carro de rali na pista do kartódromo do Faial.

Na apresentação do evento Gonçalo Heniques sublinhou que o “futebol é o pilar” do Marítimo, mas são eventos como o de 4 de Dezembro, bem como o jogo de futebol solidário no dia 1 na Ribeira Brava, que dão a “verdadeira dimensão humana” do clube. O dirigente do Marítimo considera que a “prova especial” que vai realizar-se, entre as 11 e as 18 horas, na pista do Faial é uma “experiência única para cerca de 220 pessoas com deficiência motora. Será uma experiência para relembrar por aqueles que vão estar presentes”.

A directora regional da Educação Especial e Reabilitação destacou este evento que vai decorrer na pista do Faial, porque se trata de uma iniciativa que “vai proporcionar felicidade a centenas de jovens que concerteza terão o privilégio de contactar de perto com os carros e os pilotos. Pensar na felicidade e na cidadania destas pessoas é um acto louvável e que nos apraz referir e agradecer”.

Lembrando que o lema da Direcção Regional é que para que a inclusão se torne realidade supõe diferentes agentes e actores, Maria José Camacho considerou que “sem a comunidade, sem os parceiros e sem aqueles que no exterior os acolhem, os orientam e lhes dão as mãos e oportunidades para eles serem melhores cidadãos à sua medida, não seria possível falar desta inclusão. Eles entregam-se a uma actividade e ao momento e vivem com intensidade”. Por isso aquela responsável não tem dúvidas de que as actividades na pista do Faial “vai ser o dia e o momento que vale e fala por si, sem passado e sem futuro, e que eles vão viver intensamente e que lhes vai dar verdadeiras lições de vida”.

As actividades no kartódromo no dia 4 de Dezembro arrancam às 11 horas com a secção de boas vindas, seguido da abertura do evento com cadeiras de rodas e os carros de rali numa volta à pista do kartódromo. Ainda antes do almoço tem início o baptismo dos co-pilotos especiais nos carros de rali, na denominada super-especial. As actividades prosseguem ao longo da tarde até à entrega de lembranças aos participantes, cerca das 17.30 horas. Jornal da Madeira

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Junta médica 'tira' subsídio a deficiente

Diogo André Ferreira de Sousa tem 23 anos, e complicações no parto deixaram-no com uma deficiência motora e intelectual definitiva. Necessita de frequentar estabelecimento de Educação Especial, e está em situação de dependência "pelo que não pode praticar com autonomia os actos indispensáveis à satisfação das necessidades humanas básica".

Esta transcrição do relatório médico, efectuado em 2008, por um profissional do Centro de Segurança Social da Madeira (CSSM), 'colide' com as conclusões de uma junta médica do mesmo CSSM, que informou no final do mês passado a família do jovem, que esta iria deixar de receber o apoio dado a quem cuida de pessoas dependentes.

"Nós todos e, principalmente, a minha mãe, ficamos chocados com isto, porque o meu irmão é completamente dependente", disse Ana Sousa, explicando que estão em causa perto de 90 euros.

"O dinheiro faz sempre falta, ainda para mais nesta altura", lembrou, dizendo que o irmão não fala, sofre do Síndrome de Lennox-Gastaut (um tipo de epilepsia) e padece de constantes crises atónicas (queda súbita, sem perda de conhecimento).

"Por tudo isto, ele não pode tomar banho sozinho e sou eu e a minha mãe que ajudamos", afirmou, acrescentando que Diogo Sousa precisa de atenção e cuidados permanentes da mãe.

"A minha mãe sai mais cedo do trabalho para ir buscá-lo à escola, e agora fica sem subsídio", lamenta.

A decisão da junta médica além de 'contradizer' o atestado médico passado em 2008, que dá conta de uma doença que não só é definitiva como é evolutiva, permite ainda outra pergunta.

"Como é que o meu irmão continua a receber a pensão de invalidez, por ser dependente, e a minha mãe não recebe o apoio por cuidador de uma pessoa dependente?", questiona a irmã, dizendo que a família vai recorrer da decisão. O problema é que a mãe de Diogo Sousa já deixou de receber o tal apoio. Dnoticias.pt

Clube Naval é exemplo na luta pela inclusão

A alegria era indisfarçável. Élvio Barradas, António Nóbrega, Duarte Veríssimo e António Calaça conquistaram um lugar na história do desporto regional, pois são os primeiros velejadores de vela adaptada. Os primeiros dois começaram crianças, há quase dez anos, e hoje são homens feitos, com vinte anos.

Ontem, foram os fiéis depositários de um contributo da Câmara Municipal do Funchal e das empresas Promosoft, ZON Madeira e Bitrans que permitiu a aquisição de quatro embarcações da classe Acess 2.3 adaptadas a cidadãos portadores de deficiência.

Tudo começou com o voluntarismo do monitor Emanuel Silva. Que com muito esforço 'carregava', literalmente, os seus alunos da 'Educação Especial' nos optimist.

Quatro anos depois, António Cunha - responsável pela vela no Clube Naval do Funchal - iniciou o projecto de aquisição de duas embarcações Acess 2.3, razão pela qual a entrega de quatro novas embarcações constituiu um momento de grande significado no trabalho de inclusão que Emanuel Silva, António Cunha, os velejadores e a Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação desenvolveram.

Isso mesmo foi destacado por Pedro Calado, vereador da Câmara do Funchal, que se manifestou "muito feliz por estar neste acto simbólico", que em seu entender corporiza "um trabalho exemplar" que justifica o "pequeno apoio da câmara aos velejadores, que são um exemplo e um estímulo à sociedade de que não há barreiras, nem limites. Eles transmitiram um espírito de luta, de força que nos permite hoje perceber que a inclusão é possível e não só na vela".

Mafalda Freitas, presidente do clube, recordou as circunstâncias pioneiras da introdução da vela adaptada, revelando que com a aquisição destes quatro novos barcos "o objectivo é fazer com mais jovens, de outros concelhos, possam praticar vela".

Dirigentes e entidades elegem atletas e o clube naval como exemplo
Charles Lindley, o responsável em Portugal pela Associação da Classe Acess, veio à Madeira propositadamente para assinalar este momento.

O também dirigente do Clube Naval de Cascais felicitou o Clube Naval do Funchal pelo trabalho desenvolvido, lembrando que em Portugal existem quarenta embarcações de vela adaptada e que o propósito "é trabalhar mais com as autarquias, clubes e outras instituições para que a prática da vela seja mais generalizada e frequente", fazendo votos que os velejadores madeirenses possam competir nas três provas nacionais agendadas.

Lindley revelou ao DIÁRIO que 'existem cinco clubes em Portugal a enquadrar a vela adaptada - Cascais, Funchal, Póvoa de Varzim, Nazaré e Faro - daí a importância desta cerimónia.

Maria José Camacho, a Directora Regional de Educação Especial e Reabilitação, usou o exemplo do trabalho do Clube Naval do Funchal como referência de "que a inclusão é possível quando temos um olhar mais incisivo para os cidadãos que com necessidades especiais têm potencialidades igualmente especiais".

Amaral Frazão, o Capitão do Porto, lembrou que ontem assinalou-se o Dia do Mar e que o exemplo dos velejadores é prova de que "com vontade tudo é possível", dirigindo palavras de elogios a estes por considerar que "são um exemplo para a sociedade".
Dnoticias.pt

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Pico


Intitula-se 'Pico' e é composta por obras realizadas no Centro de Actividades Ocupacionais do Pico de Barcelos. Inserida no plano de animação de 2010 do Aeroporto da Madeira a exposição será inaugurada pelas 15 horas desta quinta-feira.

'Pico' vai estar patente ao público até dia 11 de Novembro no piso 0 da Aerogare.

O Centro de Actividades Ocupacionais do Pico de Barcelos tem como missão maximizar o desenvolvimento das capacidades da pessoa com Necessidades Especiais, numa perspectiva de integração e ocupação, através de programas de intervenção que visem o desenvolvimento de actividades com conteúdo ocupacional e semi-produtivo e fomentar a aprendizagem comportamental e social, facilitando a adaptação à vida activa.
Fonte: Dnoticias.pt

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quando há "amor e carinho"

"É difícil, mas, quando há amor e carinho, é possível cuidar deles". Maria Conceição Barros dos Santos, residente no Serrado do Mar, em Câmara de Lobos, tem dois filhos com paralisia cerebral. Embora já tenham passado por diversas instituições, onde ficavam durante o dia, Maria da Conceição não gosta de estar longe deles. "O meu trabalho é cuidar deles", afirma. Apesar de a vida ter pregado muitas partidas, os olhos brilham quando fala dos dois filhos, que trata com dedicação e atenção. O Marco tem 27 anos. O Duarte completou 30 anos há pouco tempo.

"Toda a mãe que tem um filho assim tem de saber cuidar com muito amor e carinho, eles precisam de muita atenção e os que são deficientes ainda mais porque não têm culpa de serem assim", frisa, abrindo o coração de mãe. Maria da Conceição lamenta que entre os vizinhos não haja essa percepção. Muitos olham com desdém e até evitam Marco e Duarte quando estes vão à rua, no bloco de apartamentos onde vivem.

Por cuidar 24 horas por dia dos filhos, recebe o Subsídio Por Assistência de 3ª Pessoa, da Segurança Social. Contudo, pede um apoio adicional que cobrisse o consumo que tem em fraldas, pomadas, na higiene dos filhos. Apesar das dificuldades, conta com a ajuda do actual companheiro, que também não trabalha, mas por ter sofrido um AVC. O pai de Marco e Duarte faleceu há já alguns anos.

Nem Duarte, nem Marco falam ou exprimem qualquer tipo de emoção. Maria da Conceição reforça, no entanto, que, antes do marido ter falecido, Duarte ainda balbuciava algumas palavras, tinha ainda nove anos.

Ao longo de todos estes anos, os dois filhos de Maria da Conceição sempre estiveram em instituições, onde permaneciam durante o dia. Há alguns anos é que estão em casa. Duarte voltou por, supostamente, morder as funcionárias. Marco, o mais novo, passava mal fora de casa. "Ele congelava", explica, garantindo que, em casa, nada disso acontece.

A maior parte dos dias de Maria da Conceição, de Duarte e Marco são passados em casa. A melhor parte do dia, segundo a mãe, é quando coloca no chão alguns edredons e eles podem brincar. Porém, não deixa de pensar no dia em que lhes falte. "Eu penso muito nisso, mas, quando morrer, não quero que os meus filhos fiquem com a minha família, mas que vão, aí sim, para uma instituição", revela, frisando, no entanto, que o presente e o futuro dos filhos, enquanto puder, será com ela, a quem Marco se agarra com firmeza e de quem Duarte não tira o olhar.

No chão, em frente ao quarto, brinca com Duarte e Marco. "É o lugar preferido deles", aponta. Apesar de lamentar que a vida "sempre foi dura", o rosto de Maria da Conceição ilumina-se ao falar dos filhos. E é isso que lhe dá força.

O subsídio por assistência de 3ª pessoa

O Subsídio por Assistência de 3ª Pessoa é atribuído aos descendentes de beneficiários que dependam e tenham efectiva assistência de uma terceira pessoa de, pelo menos, seis horas diárias, para assegurar as suas necessidades básicas.

Este subsídio não é atribuído nos casos em que a assistência permanente seja prestada em estabelecimentos de saúde ou de apoio social, oficial ou particular sem fins lucrativos, financiados pelo Estado ou por outras pessoas colectivas de direito público ou de direito privado e de utilidade pública, de acordo com dados disponíveis na página da Segurança Social na Internet. Segundo a presidente do conselho directivo do Centro de Segurança Social da Madeira, Bernardete Vieira, para além destes apoios, a Segurança Social também faculta ajudas técnicas, embora admita que "tudo depende" da situação familiar, aconselhando assim que todos os que estão na situação de Maria da Conceição se informem sobre esse tipo de ajuda, junto de cada técnico social da zona onde residem.
Fonte: dnoticias.pt

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Precisa-se de Professor para o ensino especial, na Madeira

A Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação da Região Autónoma da Madeira, tem uma oferta de emprego para Docente para o Ensino Especial.
Confirme aqui.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ponta do Sol/Madeira receptiva aos problemas dos portadores de deficiência

A direcção da delegação regional da Associação Portuguesa de Deficientes da Madeira (APDM) reuniu-se ontem com os autarcas da Câmara Municipal da Ponta do Sol.

No final do encontro de trabalho que serviu também para apresentar a nova equipa da APDM, o presidente da Associação disse que apresentou aos autarcas algumas situações no concelho em que as barreiras arquitectónicas de algumas residências dificultam a deslocação de pessoas portadoras de deficiência.
Filipe Rebelo saiu satisfeito da reunião, já que os autarcas prometeram levar as situações apresentadas para serem discutidas na reunião de Câmara que irá acontecer no dia de hoje.

Além disso, a autarquia mostrou-se sensibilizada pela causa da Associação e deixou a ideia de que iria ser proposto, na reunião de hoje, a atribuição de uma verba monetária para a Associação Portuguesa de Deficientes. «Mesmo não havendo compromissos, houve muita receptividade na resolução dos problemas dos portadores de deficiência que vivem no concelho da Ponta do Sol por parte dos responsáveis da autarquia», adiantou, ontem, ao nosso jornal Filipe Rebelo.

A reunião de ontem enquadra-se no plano da nova equipa de trabalho daquela associação que pretende chamar a atenção às entidades competentes para situações em que as barreiras arquitectónicas dificultam a vida aos portadores de deficiência da Região.
Fonte: Jornal da Madeira