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segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Acessibilidade na cultura: Um palco em construção e um quadro por acabar

Frequentar espaços culturais e assistir a uma mediação, espetáculo ou exposição revela-se uma experiência cada vez mais diversa. Mas continua a haver desigualdades no acesso à Cultura quando se é uma pessoa com mobilidade reduzida, deficiência intelectual ou visual em Portugal.


O átrio do Cinema São Jorge estava em azáfama quando Boris Nepelo deixou claro que a Cultura é algo que nos une. O crítico e programador russo falava no Festival Internacional de Cinema DocLisboa, em Lisboa, e as suas palavras ressoaram o que já se tinha ouvido no MEXE, encontro internacional artístico: o crescimento das desigualdades limita as nossas liberdades de ação. Como pode a Cultura e os espaços em que a mesma reside ultrapassar esta barreira?

Os números que nos acompanharam nos últimos dez anos nunca se revelaram tão importantes. Em Portugal, há mais de 1 milhão e 700 mil pessoas com pelo menos uma incapacidade, de acordo com dados dos censos de 2011. Esta representatividade tende a ser um conceito determinante na sociedade portuguesa, onde os diversos sectores dão sintomas de desigualdade na acessibilidade.

A Cultura vive numa luta constante pelo conceito de liberdade. Hoje, são diversas as vozes do público e trabalhadores da Cultura que se fazem ouvir e que afirmam não existir condições totais de acessibilidade em grande parte dos espaços culturais. Acessibilidade que está, desde 2006, consagrada como direito na Constituição (artigo 163º) como “meio imprescindível para o exercício dos direitos que são conferidos a qualquer membro de uma sociedade democrática”.

A palavra acessibilidade já não era desconhecida em documentos universais desde 1948. Garantia-se na Declaração Universal dos Direitos Humanos (artigo 27.º) que “toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade”. No entanto, foi em 2005 que Tiago Fortuna sofreu a primeira “má experiência”.

“CHEGOU A HORA DE FAZER DE FORMA DIFERENTE”

Na adolescência começou a perceber que havia tratamento diferenciado entre pessoas com e sem deficiência. Foi diagnosticado com osteogénese imperfeita, também conhecida como a doença dos ossos de vidro. Confrontando-se com a atualidade, o aficionado pelas artes performativas e pela música reconhece que em pleno 2021 a lei de acessibilidade continua a não ser cumprida.

“Tinha 14 anos e decorria uma entrega de prémios internacional de música, em Lisboa. Lembro-me que queria muito ir, mas foi dito aos meus pais que não haveria lugares para mobilidade condicionada”, recordou. Foi a primeira vez que Tiago Fortuna se sentiu discriminado. O espaço não o aceitava.

Autor do podcast Nuclear trabalha em áreas de acessibilidade cultural e direitos de pessoas com deficiência. Em 2020, optou por deixar o campo da comunicação estratégica musical e ingressou num projeto de mentory para criar um plano de acessibilidade numa sala de espetáculos que durou o ano inteiro, juntamente com a associação Acesso Cultura.

Em 2021 criou dois projetos de acessibilidade para espaços culturais: um novamente com a Acesso Cultura, no qual aguarda resposta do financiamento europeu, e outro em desenvolvimento com a organização It's About Impact, denominado de Acess Lab.

Continue a ler no "setenta e quatro".

domingo, 20 de outubro de 2019

Deficientes já podem ser artistas certificados

O primeiro programa português de apoio a atores, bailarinos e músicos com deficiência arranca no dia 28, informa o Expresso. Programa Arte Sem Barreiras é criado pela Fundação GDA (Gestão dos Direitos dos Artistas) e pretende dar apoio direto aos artistas com deficiência.


É a primeira vez que atores, bailarinos e músicos com essas condições terão acesso a cursos de formação direcionados e capazes de os certificar no final do período formativo. Ao mesmo tempo, o programa tem ainda a componente contratual, apoiando as estruturas artísticas que pretendam trabalhar com estes profissionais.

O financiamento é de €30 mil, €15 mil para cada orientação do programa: formação ou contratação. Nas ações de formação realizadas em Portugal, o montante atribuído não ultrapassa os €750, mas no estrangeiro pode chegar aos €1500. No que diz respeito à contratação, o máximo que um projeto pode suportar são quatro mil euros, o que poderá atingir 75% dos honorários de cada artista.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Fundação AFID Diferença inaugura exposição ‘Quatro ao Quadrado’

A Fundação AFID Diferença, que apoia jovens com deficiência, crianças e idosos no concelho da Amadora, inaugura no próximo sábado, dia 26 de janeiro, a primeira exposição artística do ano. A exposição ‘Quatro ao Quadrado’ é uma partilha de experiências em conjunto com as associações AMORAMA, CERCIAMA e RECOMEÇO, que ficará patente na galeria Artur Bual na Amadora, até 24 de fevereiro. 

À semelhança do que aconteceu no ano passado, a Fundação AFID Diferença inaugura no próximo dia 26 de janeiro, na Galeria Artur Bual, a primeira mostra artística de 2019, uma exposição partilhada com as instituições de solidariedade social do concelho da Amadora a AMORAMA, CERCIAMA e a RECOMEÇO.

As instituições juntam-se numa só exposição que procura mostrar a aposta na expressão artística como forma de beneficiar o bem-estar das pessoas com doença ou deficiência mental e de as ajudar por forma a conhecer a sua verdadeira identidade, estabelecendo um território de igualdade nas obras que resultam desta prática

“Não é preciso saber resolver equações para pintar um quadro, mas a verdade é que pode dar muito jeito. A matemática está presente em qualquer ato criativo, por mais livre e caprichoso que ele aparente ser. E é por entendermos isto que sorrimos ao depararmo-nos com o título desta mostra: Quatro ao Quadrado (42) é uma conta simples, mas complexa”, explica o monitor do Atelier de Pintura da Fundação AFID Diferença, Nuno Lacerda.

“Quatro ao quadrado (42) não é uma soma, é uma multiplicação, uma combinação exponencial de vontade e talento. E se o cálculo parece evidente a quem domina o campo das ciências exatas, deixemo-nos a desfrutar o momento em que não sabemos ainda o que esperar, ou quantas histórias e vidas se escondem sob a frieza nua dos números”, acrescenta.

A par de quatro eventos que terão lugar durante a exposição ao longo do mês de fevereiro, reuniram-se ainda as condições para concretizar uma ideia nascida do primeiro encontro: a elaboração de um painel coletivo com autores das diferentes casas. Esta será também a primeira participação do Atelier de Costura da Fundação AFID Diferença.

Esta exposição é o arranhar da superfície num mundo de sonhos que quer brotar de cada artista. Cabendo ao espetador o gesto de se debruçar e alegrar com cada um. A exposição coletiva será inaugurada a 26 de janeiro, sábado, e ficará patente até 24 de fevereiro na Galeria Artual Bual, na Amadora.

Sobre a Fundação AFID Diferença: 
A AFID – Associação Nacional de Famílias para a Integração da Pessoa com Deficiência celebrou em 2018 33 anos de existência. Ao longo do seu vasto percurso criou também a Fundação AFID Diferença, que por sua vez comemorou 11 anos, uma instituição particular de solidariedade social que se dedica a iniciativas de reabilitação, educação, formação e inserção socioprofissional de pessoas com deficiência. Desenvolve igualmente um conjunto de atividades de apoio à comunidade e serviços de proximidade nos domínios da assistência e solidariedade social, apoio à infância e à terceira idade. É a primeira Instituição da área social, em Portugal, certificada pelas Normas ISO 9001:2008, pela Marca ISS, Nível A e pelo EQUASS Excellence.  

Atualmente, a AFID, na sua globalidade, atende perto de 1500 pessoas – Infância (AFIDKIDS), Pessoas com Deficiência (AFIDREAB) e Pessoas Idosas (AFIDSÉNIOR) - e para as quais trabalham diariamente 211 colaboradores. Trata-se de uma das principais instituições sociais do país – pela dimensão, abrangência e complementaridade dos seus serviços e, sobretudo, pela qualidade impressa na gestão e intervenção técnica. A AFID enquanto associação de famílias mantém o seu objetivo ao nível da representação dos direitos das famílias e das pessoas com deficiência.

Fonte: Sapo

No silêncio da primeira onda

NO SILÊNCIO DA PRIMEIRA ONDA de Rafael Alvarez | BODYBUILDERS & Plural_Companhia de Dança.

​Em palco sete bailarinos com e sem deficiência celebram a diversidade humana lançando o desafio para para um mundo e um palco cada vez mais plurais.

O espectáculo NO SILÊNCIO DA PRIMEIRA ONDA dirigido pelo coreógrafo Rafael Alvarez no âmbito do seu Projecto WAVE, resulta de uma colaboração entre a BODYBUILDERS e a Plural_Companhia de Dança/Fundação LIGA em parceria com a Escola Superior de Dança. 

Esta nova criação da Plural aprofunda o seu percurso pioneiro de mais de 24 anos na Dança Inclusiva, contando com a participação de bailarinos com diversidade funcional, alunos finalistas e diplomados da Escola Superior de Dança, parceiro regular da Plural desde 2000. 

Estreia absoluta // 20 Fevereiro, Quarta-feira_ 21:00
INART - Community Arts Festival
Sala Luis Miguel Cintra
Teatro Municipal São Luiz

Reservas e Informações: Tel. (+351) 213 257 650
bilheteira@teatrosaoluiz.pt
www.teatrosaoluiz.pt



domingo, 23 de dezembro de 2018

Exposição "Olhar sem medo de ver"

Em cada ano uma nova mostra solidária de arte invade a Galeria do verdadeiro espírito de Natal. No ano de 2018, não é exceção, apresentando ao público uma mostra de fotografia, de autoria de Elsa dos Ramos, que convida a “Olhar sem medo de ver” a reabilitação, caminhos e desafios, um mundo que o mundo não vê e não conhece.


A exposição foi inaugurada a 4 de dezembro e estará patente até ao final do mês.

Elsa dos Ramos começou uma vida nova há 14 anos… durante o seu longo processo de reabilitação, captou imagens sobre o trabalho que é realizado no Centro de Medicina e Reabilitação do Sul, junto de pessoas vítimas de acidentes, lesões da medula, acidentes cerebrais vasculares, traumatismos e outro tipo de patologias…

Cada imagem mostra um momento de trabalho e esforço de utentes e profissionais para conseguir pequenas grandes vitórias que fazem toda a diferença na qualidade de vida destas pessoas, na sua independência e na sua autoestima.

A cada imagem, a autora juntou uma frase de alento e respeito, que a todos nos inspira.

Uma exposição de arte solidária patente até 31 de dezembro, que surge em parceria com a EXISTIR - Associação para a Intervenção e Reabilitação de Populações Deficientes e Desfavorecidas.

Fonte: +algarve

sábado, 6 de outubro de 2018

"Um tetraplégico é um cérebro sem corpo". Livro "Cartas do Inferno" de Ramón Sampedro

Após ter visto o filme “Mar Adentro”, sobre a vida do tetraplégico Ramón Sampedro, e a sua luta obcecada pela sua morte assistida, fiquei com muita curiosidade em ler o livro da sua autoria “Cartas do Inferno”, onde nos explica como é viver o seu inferno, mas como tem estado fora de circulação, só agora o consegui encontrar e ler.
Os seus dramas, são na maioria também os meus. Revejo-me quase na totalidade no que escreve. Mostra-nos uma vida dramática e cruel, e a sua luta pelo direito a ter uma “boa morte”, como tantas vezes assinala, foi o que o moveu durante anos. Felizmente consegui-o, a ele agradeço a coragem, o testemunho que nos deixou e o modo claro como o fez.

Destaco algumas das frases do livro que mais me impressionaram:

1. “A falta de liberdade e de movimento é como estar morto e ter consciência do facto.”

2. “O meu sofrimento é a falta de liberdade, e a liberdade não é substituível por coisas ou por histórias.”

3. “Um tetraplégico é um cérebro sem corpo”.

4. “Sobreviver em circunstâncias em que é preciso procurar forças fora de si próprio é sintoma de debilidade mais do que de força. A força ou os recursos psicológicos devemos achá-los sempre dentro de nós próprios.”

5. “Para voar são precisas asas. E para andar, um corpo que nos leve onde os sonhos querem chegar”.

6. “Não posso exprimir o amor à mulher como deseja o meu cérebro. Ela diz que com a minha boca lhe basta. Que lhe basta a minha forma de ser para se sentir plena e satisfeita. Contudo, sinto que tem saudades do meu sexo, da forma que ele tinha, da minha maneira de interpretá-lo e de vivê-lo com outras mulheres, que ela diz continuar a imaginar. Assegura-me que a minha ternura lhe basta para se sentir mulher. Mas a mim, não. Sentimos como mulheres e homens através dos nossos corpos. Muitos não entendem o que significa não entender nada sexualmente.”

7. “Os humanos andam há tanto tempo escravizados que já perderam a dignidade. Entregaram a consciência aos heróis, aos deuses aos chicos espertos. Esqueceram-se que cada um deles é um herói, um deus, um soberano. Quando lhes pergunta se querem ser donos de si próprios, a maioria diz que sim, mas fazem-no a medo. Não se põem de pé para reclamar tal direito. Ficam eternamente ajoelhados. Não se atrevem a pensar, como lhes aconselham os verdadeiros mestres.”

8. “A vida tem de ter um sentido. E tem sentido enquanto esperamos alguma coisa . Quase nunca, ou nunca, sabemos o quê, mas enquanto dispomos de um corpo sensível e vivo que nos possibilita desfrutar do sentido da liberdade que nos dá o seu movimento, teremos sempre a sensação de poder ir de um horizonte ao outro, em busca dessa coisa indefinida é maravilhosa que nos libertará da rotina e do monótono cansaço de lutar para viver de uma maneira normal.”

Assim como o Ramón Sampedro, também eu tenho as minhas cartas escritas na memória sobre o meu inferno, assim como o Ramón, detesto esta vida incompleta, mas ao contrário do Ramón, não desisti da procura de uma vida em pleno. Tudo tenho feito ao meu alcance para a conseguir.

Se não conseguir essa vida digna, assim como o Ramón, vou tentar conseguir a minha “morte boa”. Ou se vive, ou não se vive. Fazer de conta que se vive é morrer todos os dias.

Eduardo Jorge

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Portugal dança pela Esclerose Múltipla

A SPEM lança-lhe um desafio: dance pela EM ao som dos HMB. Esta iniciativa pretende valorizar as capacidades da pessoa com deficiência e sensibilizar a comunidade para a importância da integração social. Veja o vídeo de apresentação da campanha.
Foram criadas 4 coreografias, com a colaboração dos Ritmos Urbanos, adaptadas às diferentes capacidades motoras para que cada coreografia seja inclusiva e ninguém se sinta privado de dançar. Todas as coreografias são animadas pela mesma música: Naptel Xulima, dos HMB – que cederam de forma entusiasta os direitos da sua utilização. Uma música com uma mensagem positiva “Sê livre para viver, não percas tempo a chupar limão”. Veja as coreografias aqui.

Escolha a coreografia que melhor se ajusta às suas capacidades, treine os passos e ritmos, filme e envie o vídeo para coreografias@spem.pt

Os vídeos recebidos vão ser avaliados por um júri que irá eleger os 8 melhores vídeos. Estes serão premiados com bilhetes para eventos culturais, desportivos ou de turismo (adaptado). Por fim, no dia Nacional da Esclerose Múltipla, partilharemos um vídeo final com as várias participações.

Junte-se ao nosso movimento.

Vamos pôr o país a dançar pela Esclerose Múltipla!


Este projeto é cofinanciado pelo Programa de Financiamento a Projetos pelo INR, I.P. 2018 e conta com o apoio da Sanofi Genzyme e dos Ritmos Urbanos.


Fonte: SPEM

sábado, 1 de setembro de 2018

Concurso "Cartaz 3 de Dezembro / Dia Internacional das Pessoas com Deficiência"

As candidaturas à 18ª edição do Concurso "Cartaz 3 de Dezembro / Dia Internacional das Pessoas com Deficiência", cujo prémio tem um valor pecuniário de 1.500 euros, estão abertas até ao dia 15 de outubro.

Este concurso tem por objetivo premiar o trabalho gráfico que melhor represente a mensagem subjacente à comemoração deste dia. Visa celebrar os direitos das pessoas com deficiência e sensibilizar a sociedade para combater os preconceitos e obstáculos que impedem estes cidadãos de exercer os seus direitos e participar ativamente em todos os aspetos da vida política, social, económica, cultural e artística.

Consulte o Regulamento e o Formulário de Candidatura.

Fonte: INR

sábado, 25 de agosto de 2018

INCOMODARTE - Deficiência e Sociedade, Ciclo de Cinema


O Projeto DECIDE –"Deficiência e auto-determinação: o desafio da vida independente", vai organizar nos dias 21, 22 e 23 de setembro de 2018, em Lisboa, um ciclo de cinema com o titulo: INCOMODARTE - Deficiência e Sociedade.

O projeto DECIDE tem como objetivo analisar as condições de vida e inclusão social das pessoas com deficiência em Portugal, à luz das propostas internacionais que se vêm consolidado em torno do conceito de “vida Independente”.

O projeto tem uma duração de 36 meses (junho 2016 – maio de 2019), e conta com uma equipa interdisciplinar – sociologia, psicologia, antropologia –, coordenada por Fernando Fontes, que tem desenvolvido o seu trabalho no quadro dos estudos da deficiência.

O que é a “vida independente”?
A vida independente significa “Todas as pessoas com deficiência terem a mesma escolha, controle e liberdade que qualquer outro cidadão - em casa, no trabalho, e como membros da comunidade” (Barnes e Mercer, 2006: 33)

Resultados esperados:
Os resultados do projeto DECIDE permitirão avaliar as possibilidades e vantagens de uma transformação das condições de vida e de apoio às pessoas com deficiência em Portugal. Analisaremos os desafios à implementação de um modelo de "vida independente" na sociedade portuguesa, de forma a contribuir para uma adequada e informada redefinição das políticas de deficiência em Portugal.

Mais informação sobre o projeto AQUI.

sábado, 18 de agosto de 2018

Abertas candidaturas concurso: PARTIS - Práticas Artísticas para Inclusão Social

As candidaturas ao concurso PARTIS - Práticas Artísticas para a Inclusão Social, promovido pela Fundação Calouste de Gulbenkian, decorrem até ao dia 20 de setembro, e destina-se a pessoas coletivas públicas ou privadas, sem fins lucrativos, legalmente reconhecidas, com sede em território nacional.


A este concurso podem concorrer organizações sem fins lucrativos com projetos que promovam a inclusão social de cidadãos em situação de maior vulnerabilidade social, tendo em vista a promoção do encontro e diálogo entre diferentes - em termos sociais, etários, culturais, entre outros -, e também a igualdade de oportunidades e o reforço da coesão social e territorial.

Os melhores e mais inovadores projetos de integração social pela prática artística, nas áreas das artes visuais, performativas ou audiovisuais serão apoiados, até um máximo de 25 mil euros/ano. As propostas devem ser consistentes, informadas e sustentadas, assentes em parcerias alargadas e passíveis de avaliação.

Mais informação

Fonte: INR

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Abertas candidaturas 5ª edição concurso de fotografia "A Inclusão na Diversidade".

O concurso internacional de fotografia “A inclusão na diversidade” está de volta para mais uma edição, a quinta que completa uma mão cheia de edições que celebram a inclusão, a equidade e a igualdade de oportunidades numa sociedade caracterizada pela diversidade. Participe!

Lançado em 2014 pela Plural&Singular, em parceria com o Centro Português de Fotografia (CPF), local que acolhe a exposição dos vencedores, este concurso de fotografia, em 2018, continua à procura da "inclusão na diversidade" e desafia tanto fotógrafos amadores como profissionais a participar. As candidaturas podem ser entregues por correio ou email até 15 de outubro.

Foram enviadas nestas quatro edições 397 fotografias, quase quatro centenas de imagens que também apontam o dedo à exclusão que ainda teima em existir quer nas questões que digam respeito à deficiência, como também ao género, à orientação sexual, religião, raça e etnia, idade, enfim qualquer questão que dê lugar a atos discriminatórios associados às ‘diferenças’.

O propósito principal deste concurso de fotografia promovido em prol de uma sociedade inclusiva é estimular o “olhar atento” por parte das pessoas ao verdadeiro sentido de inclusão e à presença ou ausência dela no meio que as rodeia, assim como, fazer com que reflitam sobre o que é uma sociedade caracterizada pela diversidade ao mesmo tempo que assinala o aniversário da Plural&Singular e o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, ambos comemorados a 3 de dezembro.

No ano de arranque estiveram 61 imagens em concurso, um número que evoluiu para 85 na 2.ª edição. O resultado da 3.ª edição foi o mais expressivo: 144 fotografias. Mas foi o ano passado, na 4.ª edição, que o concurso de fotografia assegurou o seu lugar internacional: recebeu cerca de 107 fotografias, sendo que metade das candidaturas foram de participantes estrangeiros provenientes de várias latitudes.

Esta 5.ª edição do concurso de fotografia mantém a imagem visual do cartaz elaborado pelo estúdio criativo +1 do cartaz, mas mudou-lhe, mais uma vez, as cores.
O terceiro elemento do júri já foi revelado, mas para os mais distraídos, relembramos que Jorge Falcato, arquiteto e deputado independente do Bloco de Esquerda, é o jurado convidado para avaliar as fotografias enviadas a concurso.

Uma coisa é certa, não vai faltar rigor na avaliação que se espera de Jorge Falcato e ao seu olhar “amador” junta-se, como tem acontecido em todas as edições, o olhar técnico dos dois especialistas que completam o trio de jurados: Sónia Silva, em representação do Centro Português de Fotografia, nomeada presidente do júri, e o fotojornalista do jornal Público, Paulo Pimenta.

Os parceiros de divulgação mantêm-se, mas esta iniciativa continua a aceitar mais entidades que se queiram associar, assim como outros apoios e patrocínios. Aliás, uma das parcerias mais importantes que este ano o concurso de fotografia vai estabelecer é com o Instituto Politécnico de Leiria. Para já mantém-se um pouco de suspense, mas as novidades serão reveladas brevemente.

Aproveita-se para referir que estão disponíveis no site da Plural&Singular as galerias de imagens - de 2014, de 2015, de 2016 e de 2017 - que reúnem as candidaturas das quatro edições. Num concurso dedicado a TODOS, a Plural&Singular dá protagonismo a TODOS e não apenas aos vencedores.
A Plural&Singular volta a lançar um repto a todas as entidades e instituições para participarem e darem a conhecer os projetos que poderão estar por trás das imagens que candidatam. Mais do que ganhar, o objetivo é contribuir para o registo da Inclusão na Diversidade, participando…

Embora esteja patente no regulamento, nota para o facto das fotografias serem avaliadas com base nos seguintes critérios: adequação ao tema do concurso; originalidade; criatividade; composição e podem concorrer todos os fotógrafos, amadores e profissionais, crianças e adolescentes, jovens, adultos e idosos, a título individual ou em representação de alguma entidade.

Por último, sublinhar que os vencedores do concurso são anunciados publicamente com o lançamento da 21.ª edição da revista digital Plural&Singular durante a manhã do dia 3 de dezembro e numa cerimónia a realizar na parte da tarde no Centro Português de Fotografia, no Porto.

Mais informações através do email geral@pluralesingular.pt ou pelo telefone 913077505

Regulamento
Ficha de inscrição
Autorização parental
Cartaz em PDF
Cartaz em JPEG

Fonte e mais informação: Plural&Singular

terça-feira, 10 de julho de 2018

Concurso PARTIS – Práticas Artísticas para a Inclusão Social

O concurso PARTIS – Práticas Artísticas para a Inclusão Social pretende apoiar projetos destinados à integração social através das práticas artísticas.


Os melhores e mais inovadores projetos de integração social pela prática artística, nas áreas das artes visuais, performativas ou audiovisuais serão apoiados, até um máximo de €25 mil euros/ano. As propostas devem ser consistentes, informadas e sustentadas, assentes em parcerias alargadas e passíveis de avaliação.

Podem concorrer organizações sem fins lucrativos com projetos que promovam a inclusão social de cidadãos em situação de maior vulnerabilidade social, tendo em vista a promoção do encontro e diálogo entre diferentes – em termos sociais, etários, culturais, entre outros -, e também a igualdade de oportunidades e o reforço da coesão social e territorial.

Período de candidatura
Submissão de candidatura: até às 12:00 GMT de 20 de setembro
Encontro e sessão de capacitação dos projetos pré-selecionados: dias 3 e 4 de dezembro
Arranque dos projetos selecionados: início de janeiro de 2019

Elegibilidade
Podem candidatar-se pessoas coletivas públicas ou privadas, sem fins lucrativos, legalmente reconhecidas, com sede em território nacional.
As entidades que foram apoiadas em ambas as edições anteriores do PARTIS, na qualidade de promotores, apenas poderão participar nesta terceira edição enquanto entidades parceiras.

Como concorrer
Só serão aceites candidaturas on-line
Faça o seu registo
Antes de submeter o formulário de candidatura, verifique por favor todos os critérios de elegibilidade e leia o Regulamento
A candidatura só será submissível depois de preenchidos todos os campos obrigatórios do formulário (identificados com *) e feito o upload da documentação exigida no Regulamento. No final clicar no botão “submeter candidatura”

De forma a prevenir dificuldades na submissão das candidaturas, evite submeter a sua candidatura nos últimos dias do prazo.

Fonte e mais informações: Fundação Calouste Gulbenkian

terça-feira, 5 de junho de 2018

Exposição “Horizonte à Vista” para derrubar preconceitos

Passados dois anos desde a última parceria da AFID com o Museu Oriente, a Fundação regressa ao espaço cultural em Lisboa para a exposição “Horizonte à Vista”, que ficará patente até 17 de junho.


Uma exposição inspirada nas descobertas dos portugueses a caminho da Ásia e na coragem dos navegadores, o “Horizonte à Vista” é a metáfora certa para aqueles que vivem contra os perigos reais, dificuldades, frustrações, estigmas e preconceitos das pessoas com deficiência.

É este mesmo horizonte que conduz os artistas da Fundação AFID Diferença no seu trabalho diário, no processo de observar, de se darem a conhecer e afirmarem um papel social ativo através da prática artística, vencendo a separação que tantas vezes é inerente à deficiência.

Em destaque estão trabalhos feitos grattage – desenhos riscados numa película de tinta da china, deixando à vista a camada de cores subjacente – e de cadavre exquis – desenhos coletivos onde predomina a cor sobre os traços orientadores em tinta da china, é possível ter um vislumbre da mente destes artistas. É nesse extremo da exposição que se encontram figuras de um imaginário mais ou menos exótico nuns casos, noutros esvoaçantes com peças suspensas, noutros ainda verdadeiramente grotescas.

"É com muita alegria que voltamos a ter a oportunidade de expor os trabalhos dos nossos artistas no Museu do Oriente. A mostra que está a ser preparada para o espaço dedicado às exposições temporárias vai contar com mais de trinta trabalhos, entre Pintura, Desenho, Têxtil e outras técnicas experimentais. Em celebração deste encontro com a cultura oriental, e com a fascinante imagética tradicional dos países asiáticos, o título "Horizonte à Vista" sugere uma viagem sem fim, à descoberta de mundos incríveis e cheios de cor," Nuno Lacerda, responsável pelo Atelier de Pintura do Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) da Fundação AFID Diferença.

A exposição artística “Horizonte à Vista” é inaugurada a 07 de junho e ficará patente até 17 de junho no Museu do Oriente.

Fonte: SAPO

terça-feira, 1 de maio de 2018

Lei não prevê o acompanhamento de pessoas com deficiência em concertos

Raquel Banha, de 21 anos, vai ter de comprar dois bilhetes para assistir ao espectáculo que a banda norte-americana Thirty Seconds to Mars vai dar este ano, em Lisboa. O concerto estava previsto para este mês no Campo Pequeno, mas foi adiado para 12 de Setembro e mudado para a Altice Arena. Mas o problema mantém-se. Por ter mobilidade condicionada, a jovem necessita do apoio permanente de um assistente pessoal, sem o qual não consegue sair de casa. No entanto, a legislação relativa às salas de espectáculo não prevê esta situação, e a Everything is New, promotora do evento, não permite a entrada do assistente sem o respectivo bilhete.


Em Outubro, Raquel Banha recorreu ao Facebook e ao seu blogue para denunciar a situação: “Terei de pagar mais um bilhete por ter uma incapacidade de 94% e não me conseguir deslocar sozinha?”. A Acesso Cultura, uma associação cultural sem fins lucrativos que procura a melhoria das condições de acesso à oferta e espaços culturais, ofereceu-se para ajudar. Tentou sensibilizar a promotora, a quem cabe a decisão de cobrar ou não o segundo bilhete, para o papel fundamental do assistente pessoal, e informou-a também das boas práticas de outras instituições portuguesas, como os teatros Armando Cortez, São Luiz e Dona Maria, onde “o acompanhante não paga”. Não teve sucesso. Ao PÚBLICO, a Everything is New informou de que a sua política é apenas a de “estabelecer um preço especial para as pessoas com mobilidade condicionada, extensível ao acompanhante/assistente”. O preço dos bilhetes passa assim de 55 euros no Campo Pequeno e 50 euros na Altice Arena para 45 euros e 34 euros respectivamente.

No início de Novembro, Raquel apresentou queixa ao Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), por acção discriminatória por parte da promotora. A resposta do INR dizia apenas que o caso já tinha sido reencaminhado para a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), que, até à data desta publicação, nada lhe disse. À Acesso Cultura, que tem reforçado todos os contactos feitos por Raquel Banha, o INR respondeu: “mesmo que a ASAE venha a concluir pela existência de uma situação de discriminação, a consequência será sempre a aplicação de uma das sanções indicadas [consoante as circunstâncias, uma admoestação ou o pagamento de uma coima], não tendo este processo o poder de obrigar a Everything is New, Lda., no caso concreto, a conceder o desconto na aquisição do bilhete para o acompanhante ao espectáculo”. Raquel apresentou também queixa ao Provedor da Justiça, que até ao momento desta publicação informou apenas que o assunto estava a ser analisado.
"Quem é que paga as despesas?"
De facto, não há nada na lei relativa às salas de espectáculos que fale de assistentes pessoais - a medida que permite às pessoas com deficiência terem, com o apoio do Estado, um assistente pessoal que as ajude em actividades várias, como as de higiene, alimentação ou deslocações, foi aprovada em 2017. O problema que Raquel Banha expõe é comum, mas é importante perceber, diz a jovem, que não está patente apenas na cultura. 

“O problema que está aqui a acontecer no concerto irá sempre acontecer em momentos e lugares em que seja preciso pagar”, e não foi previsto, nem está contemplado na lei, alerta Raquel. Na reunião de 5 de Abril sobre a Vida Independente em Portugal, organizada pelo Centro de Vida Independente (uma organização autónoma responsável por divulgar e implementar a filosofia deste programa), Raquel Banha questionou: “quem é que paga as despesas relacionadas com os assistentes pessoais” nestas situações? “Responderam-me que este modelo, que já tem as suas leis e regulamentos, não regulamentou estas situações e que, neste momento, cabe a cada entidade “cobradora” ter a sensibilidade de cobrar ou não o assistente”.


No decreto-lei n.º 129/2017, que institui o programa Modelo de Apoio à Vida Independente, pode ler-se: “Todas as entidades públicas e privadas devem permitir que a pessoa que beneficia da assistência pessoal se faça acompanhar do seu ou da sua assistente pessoal, assegurando o respectivo acesso e permanência junto dela”. Mas o caso de espaços com entrada paga “é uma situação mais delicada”, diz Catarina Duarte, assessora do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, numa resposta por escrito ao PÚBLICO. “Os diferentes projectos de Vida Independente que virão a ser financiados no âmbito das candidaturas ora em curso prevêem uma rubrica específica que cobrirá um conjunto de despesas próprias dos assistentes pessoais, para que os mesmos possam acompanhar os respectivos beneficiários de apoio em determinadas actividades, apresentando, todavia, esta rubrica um plafond máximo”. 

O valor não está definido. Cada Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI) a ser criado no país – são estes centros que contratam os assistentes pessoais e gerem os apoios às pessoas com deficiência neles inscritos – terá disponível uma verba de 115 mil euros, segundo prevê uma portaria de Novembro. Esta verba destina-se a “cobrir, por exemplo, a preparação e acompanhamento dos projectos, custos de funcionamento, rendas e amortizações bem como outras despesas inerentes à actividade”. É, portanto, deste valor que o plafond deve ser retirado, mas a sua gestão é da responsabilidade do CAVI, “não podendo no conjunto das despesas elegível ultrapassar o montante global”.

Fonte: Público

domingo, 22 de abril de 2018

Sobre Rodas - O Musical Inclusivo

Já estão à venda os bilhetes para o espetáculo “Sobre Rodas – O Musical Inclusivo” que pretende, no ano em que a Associação Salvador comemora 15 anos de existência, trazer, mais do que nunca, o tema da inclusão para “cima da mesa”. Todas as receitas revertem a favor da Associação.


De forma descontraída, simples e cheia de humor, este musical pretende, através de um elenco jovem, de muita música e cor, dar mais um passo em direção à inclusão. Estará em cena dia 26, 27 de maio e dia 1, 2 e 3 de junho, às 21h30, no Auditório Senhora Boa Nova, no Estoril. Este espetáculo, através da história de um jovem universitário, pretende consciencializar o público das dificuldades vividas por quem depende de uma cadeira de rodas, mas que escolhe, em cada dia, transformar as suas desvantagens em vantagens!

Os preços para esta peça variam entre os 10 e os 16 euros. Pessoas com mobilidade reduzida terão oferta de ingressos (apenas 21 lugares por sessão). Os bilhetes estão já estão à venda em bol.pt e usando este código (100857131456540) terá a oportunidade de comprar bilhetes com desconto. Quanto mais cedo comprar, maior será o desconto!

SINOPSE
Miguel é um jovem adulto que vê a sua vida dar uma grande volta quando sofre um acidente e fica dependente de uma cadeira de rodas. Apesar de tudo, a sua coragem e força de viver não o impedem de começar uma nova fase da vida: a Universidade. Mas, num mundo que não está preparado para quem use cadeira de rodas, cada desafio superado é uma vitória e a Universidade está cheia deles.
Esta é uma história marcante que pretende retratar as dificuldades de quem vive com uma deficiência motora, mas que ao mesmo tempo não desiste de encontrar uma vantagem em cada desvantagem.
Ao longo do musical serão abordados diversos pontos da vida Universitária como as praxes, os professores, os trabalhos de grupo, entre outros, assim como os temas de acessibilidades, bullying e redes sociais.
A Associação Salvador
➔ Instituição Particular de Solidariedade Social que atua na área da deficiência motora, foi fundada por Salvador Mendes de Almeida em 2003.
➔ A Associação Salvador tem como missão promover a integração das pessoas com deficiência motora na sociedade e melhorar a sua qualidade de vida.
➔ Querem assumir uma postura ativa, responsável e credível na construção de uma sociedade inclusiva, com padrões de justiça e eficácia na integração plena das pessoas com deficiência motora.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Pessoas com deficiência têm de pagar dois bilhetes para ir a um concerto

Raquel Banha tem 21 anos e mobilidade condicionada. A música é, como descreve ao i, uma das suas paixões, e quando soube que uma das bandas que aprecia vinha a Portugal para atuar no Campo Pequeno, apressou-se a comprar bilhetes. E aí começou uma luta contra a discriminação que dura desde outubro.


“Fui encaminhada para os lugares mais caros [nos camarotes, 55 euros], por serem os únicos acessíveis a pessoas com mobilidade condicionada”, conta ao i. Indignada, partilhou a sua história na sua página de Facebook e a associação Acesso Cultura quis ajudá-la.

A associação entrou então em contacto com a Praça do Campo Pequeno, que esclareceu que “tinha havido um erro e que, afinal, havia lugares em camarotes ao preço da plateia [45 euros]”. Mas aí surgiu outro problema: é que Raquel depende 24 horas por dia de uma assistente pessoal e não pode ir ao concerto sem ela. O Campo Pequeno explicou à Acesso Cultura que “a decisão de não obrigar à compra de um segundo bilhete para o acompanhante cabia à Everything is New (EIN)”, a promotora do espetáculo.

A associação escreveu depois à promotora, sublinhando a necessidade de Raquel estar sempre acompanhada, mas até hoje não obteve resposta. Ao i, a EIN sublinha apenas que o erro relativo ao preço dos bilhetes se deveu, como um email da Ticket Line encaminhado ao i pela promotora faz saber, “a uma falha na comunicação entre a Ticket Line e o Campo Pequeno, falha a que a EIN é completamente alheia”. Quanto à questão do acompanhamento por um assistente pessoal, a promotora explica que “a política da EIN é estabelecer um preço especial para as pessoas com mobilidade condicionada, extensível ao acompanhante/assistente”, destacando a sua atuação não discriminatória: “A EIN foi o primeiro produtor a praticar preços mais acessíveis para zonas de mobilidade condicionada aplicáveis ao espetador com mobilidade condicionada e respetivo acompanhante, sem deixar de vender bilhetes para outras zonas da sala, desde que os respetivos acessos estejam em conformidade com as exigências da mobilidade condicionada”.

Falha na lei
É certo que não existe legislação, relativa especificamente às salas de espetáculo, que se debruce sobre os assistentes pessoais, mas o decreto-lei que institui o Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI) – programa nacional que promete independência familiar e institucional às pessoas com deficiência através do apoio de assistentes pessoais –, publicado em outubro, deixa claro: “Todas as entidades públicas e privadas devem permitir que a pessoa que beneficia da assistência pessoal se faça acompanhar do seu ou da sua assistente pessoal, assegurando o respetivo acesso e permanência junto dela.”

“Não se quer privilégios ou estatutos diferentes, mas sim que se assegure a igualdade de oportunidades a todos os cidadãos”, diz Raquel, que questiona porque tem de ser obrigada a pagar um segundo bilhete quando “não existe a opção” de usufruir da experiência sozinha. “Desde há uns anos que toda a gente já sabe que os cães-guia/de assistência podem entrar em qualquer sítio a acompanhar o dono. Aqui não estamos a falar de cães, mas sim de assistentes humanos. Se eu tivesse um cão, não pagaria nada e ele teria o direito de entrar... Mas como essa ajuda não é suficiente e preciso de algo mais eficaz, que neste caso é a ajuda de um assistente pessoal humano, já tenho de pagar. Será que um cão de assistência tem mais direitos do que um assistente pessoal?”, lança Raquel. Quanto a isto, a EIN justifica que “os cães-guia estão abrangidos por legislação específica que a EIN cumpre escrupulosamente”.

Boas práticas
A Acesso Cultura, por sua vez, fez chegar um comunicado ao i a expor o caso. “Procurámos sensibilizar a EIN. Informámos das necessidades específicas das pessoas com deficiência e da sua dependência, em muitos casos, de assistentes pessoais. Informámos ainda das boas práticas seguidas pelas instituições culturais nesta área, também em Portugal, e que preveem um desconto de 50% para as pessoas com deficiência, extensível ao acompanhante; em alternativa, a compra de um bilhete no valor normal, possibilitando a entrada gratuita ao acompanhante. Um telefonema e três emails depois continuamos sem qualquer resposta do lado da promotora do concerto”, lê-se na nota, assinada pela diretora executiva, Maria Vlachou.

As “boas práticas” referidas, nota Raquel Banha ao i, são seguidas noutros espaços culturais. “Já me aconteceu no Jardim Zoológico e no Oceanário, por exemplo”, conta. “Em teatro, por exemplo, já existe mais esta prática de oferecer o segundo bilhete. Ainda no outro dia, no São Luís, aconteceu isso! Foram impecáveis”, continua. “Passa pelo bom senso”, defende Raquel, mestranda em Marketing Digital.

A Acesso Cultura apresentou uma queixa à ASAE e contactou a Inspeção-Geral para as Atividades Culturais (IGAC) sobre a impossibilidade de haver lugares para pessoas com mobilidade condicionada na plateia do Campo Pequeno, mas a IGAC não respondeu. O i tentou saber, junto da ASAE, o estado do processo e se a entidade já recebeu outras queixas semelhantes, mas não obteve resposta. Contactámos também a IGAC à procura de esclarecimentos, mas nada foi avançado.

Sugerido por Tó Silva - Fonte: SOL

sábado, 17 de março de 2018

Aula Aberta DANÇA INCLUSIVA

14 de Abril _15:00 - 17:00 | Centro Cultural de Belém.


Durante esta aula aberta serão partilhadas algumas das linguagens e metodologias que caracterizam a identidade artística e a experiência da Plural Companhia de Dança adquirida ao longo dos últimos 23 anos na criação e produção de espectáculos de dança que integram intérpretes com e sem deficiência, valorizando a diferença como capital humano e artístico e desafiando os limites da Dança Contemporânea numa celebração da Diversidade Humana. 

Esta aula aberta dirigida pelo coreógrafo Rafael Alvarez (Coordenador Artístico da Plural e Professor de Dança Inclusiva da Fundação LIGA) terá como objectivo a partilha e intercâmbio funcionando também como audição informal com vista à potencial integração de novos bailarinos para as actividades da companhia e de novos participantes para as aulas regulares do Atelier de Dança Inclusiva da Fundação LIGA.

Público-alvo | Pessoas com e sem deficiência, com ou sem experiência anterior em Dança e com motivação e disponibilidade para possível integração dos projectos coreográficos da Plural Companhia e das aulas regulares de Dança Inclusiva da Fundação LIGA

Organização | Plural_Companhia de Dança (Fundação LIGA)
Apoio | Centro Cultural de Belém
Inscrições | Participação gratuita mediante inscrição prévia até dia 10 de
Abril.

Os interessados deverão preencher os dados da ficha de inscrição em:
https://goo.gl/forms/rRluzxB09H0eZwiB3

Mais informações | fundacaoliga@fundacaoliga.pt  tel. 21 361 69 10

A Plural é uma companhia de dança pioneira em Portugal no desenvolvimento de projectos inovadores de pesquisa, formação e criação coreográfica no cruzamento entre dança inclusiva e dança contemporânea. Através do seu percurso de mais de 20 anos promove o encontro e colaboração artística entre intérpretes com e sem deficiência, profissionais e não-profissionais numa abordagem pluridisciplinar e numa reinterpretação constante da Diversidade Humana.

Esta companhia é um projeto pioneiro em Portugal na área da Dança Inclusiva promovido pela Casa das Artes da Fundação LIGA tendo apresentado ao longo do seu percurso espetáculos e outros projetos em Portugal, Espanha, Itália, Reino Unido e EUA. A PLURAL aposta desde a sua criação num modelo inovador para desenvolvimento dos seus projetos coreográficos, através da articulação
regular de parcerias e colaborações artísticas com criadores e estruturas de criação e formação em dança, de âmbito nacional e internacional, entre as quais se destacam - Escola Superior de Dança/Instituto Politécnico de Lisboa (parceiro regular desde 2000), Companhia Olga Roriz (2018), KPD and Dancers (EUA/2016), Amalgama - Companhia de Dança (2003 e 2016), CandoCo Dance
Company (UK/2001), Vi-Kap (IT/2001), StopGAP (UK/2004), Danzamobile (ES/2004), Companhia Nacional de Bailado/Teatro Camões (2004). Paralelamente à sua actividade de criação e apresentação de espectáculos de dança inclusiva, a Plural tem vindo a desenvolver diversos projetos de sensibilização e formação em dança inclusiva direccionados a público escolar, estudantes do ensino superior artístico, profissionais e organizações das áreas da dança, educação, saúde e intervenção social.

http://www.fundacaoliga.pt/ - www.vimeo.com/pluralfundacaoliga - 

Enviado por José Pedro Amaral

sexta-feira, 2 de março de 2018

Filme: Passo a Passo

Depois de um grave acidente que o deixou tetraplégico, Ben chega a um centro de reabilitação, pronto a lutar pela sua saúde. Ao mesmo tempo que se vê obrigado a um esforço físico quase sobre-humano, tem de encontrar ânimo para lidar com as frustrações de cada esforço vão.
 

A seu lado, terá uma equipa de técnicos especializados que tudo fará para o ajudar nesta difícil etapa. E um grupo de novos amigos que, tal como ele, ali chegaram para reaprender a usar os seus corpos. Será com estas pessoas, que se tornarão uma espécie de família, que vai dividir os seus dias, entre desespero, impotência, resignação e uma enorme capacidade de superação…

Uma comédia dramática com realização e texto de Grand Corps Malade – pseudónimo artístico do poeta e letrista francês Fabien Marsaud, que também sofreu um grave acidente que quase o incapacitou – em parceria com Mehdi Idir. Os actores Pablo Pauly, Soufiane Guerrab, Moussa Mansaly, Nailia Harzoune e Franck Falise dão vida às personagens.


Fonte: Público

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Exposição “Sem Filtros” apresenta trabalhos na área da deficiência

A Fundação AFID Diferença é uma das instituições presentes na exposição coletiva “Sem Filtros”, que abre portas este sábado às 16h00 na Galeria Municipal Artur Bual, Casa Aprígio Gomes e que estará patente até 15 de março.

A exposição “Sem Filtros” é uma mostra coletiva de trabalhos de pintura, desenho, cerâmica, têxtil, arte decorativa e modelagem de papel assinados por vários artistas das diferentes instituições sociais que desenvolvem trabalho na área da Deficiência do concelho da Amadora.

“Esta é uma excelente oportunidade de ver os excelentes trabalhos produzidos por pessoas diferentes, mas de grande capacidade artística. Estas pessoas são capazes de filtrar o que de bom e mau existe nesta sociedade, muitas vezes pouco filtrada,” afirma Domingos Rosa, presidente do Conselho Executivo da Fundação AFID Diferença.

“Esperamos contar com a vossa presença. Convidamos-vos a ficarem “Filtrados e Infiltrados” na arte, pois irão ser compensados pela cor, brilho, traço, afetos e carinho que todas estas obras nos oferecem,” afirma.

Além da AFID, as instituições Amorama, Cerciama e a Recomeço também terão os seus trabalhos representados nesta mostra artística. A exposição coletiva “Sem Filtros” tem entrada livre e vai estar aberto ao público até ao próximo dia 15 de março.

Fonte: Sintra Noticias

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Deficiência: nesta cidade imaginária, a “inclusão é uma realidade”

Nesta cidade imaginária, as pessoas com deficiência vivem em plena inclusão: são líderes políticos, artistas, barbeiros, automobilistas e até fora-da-lei.


O projecto fotográfico Fora da Caixa, produzido pelo fotógrafo John Gallo para os calendários e agendas da APPACDM - Viseu e do município, tem como objectivo alertar para "a necessária integração" dos cidadãos com deficiência. 

As fotografias narram "estórias em que a inclusão é uma realidade", onde o foco não está sobre a deficiência dos intervenientes, mas sim sobre os seus papéis em sociedade. "Nesta sequência assistimos a um ajuste de contas entre fora-da-lei, espreitamos a produção de um filme mais ou menos underground, surpreendemos dois graffiters pela calada da noite, partilhamos a cela com dois condenados e, entre outras cenas, assistimos a uma corrida ilegal com duas grandes bombas da época", explica Gallo na descrição do projecto. "Este foi um trabalho diferente, muito diferente. (...) 

Feito com o coração, sentido na alma, fundo. Esta é uma causa próxima, não podia deixar de ser solidário", partilhou o fotógrafo no seu blogue. Os calendários e agendas que incluem as fotografias de Gallo podem ser adquiridas através da APPACDM - Viseu; as receitas revertem a favor da associação.

Fonte: Público