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terça-feira, 2 de novembro de 2021

Cão guia

Infelizmente continua a acontecer com frequência noticias que dão conta de casos de discriminação a pessoas invisuais por parte de plataformas eletrônicas de transporte de passageiros. Segundo a DECO, um desses utentes recorreu às redes sociais para denunciar o problema. Como conta, recentemente, precisou de se deslocar de carro e, por isso, recorreu a uma aplicação de uma destas plataformas. No entanto, o serviço foi-lhe negado por se fazer acompanhar de um cão guia. A situação, segundo diz, é recorrente. Desde 2015 já apresentou várias queixas a estas plataformas.


O transporte de cegos com cães guia não pode ser recusado. O transporte de cães guia de passageiros cegos é obrigatório. A lei estabelece que deve existir igualdade de acesso aos serviços de TVDE. Os utentes não podem, por isso, ser recusados pelos prestadores destes serviços por motivos de discriminação. Caso contrário estes podem ter de pagar uma indemnização, por danos patrimoniais e não patrimoniais, ou sofrer sanções acessórias.

Além disso, os deficientes visuais têm o direito de fazer-se acompanhar dos seus cães guia no acesso a todo o tipo de locais ou serviços, exceto quando o animal apresentar alguma característica ou comportamento que possa provocar receios fundados aos prestadores dos serviços. Estas plataformas têm também o dever de fornecer um serviço que disponibilize veículos de transporte de passageiros com mobilidade reduzida.

Qualquer tipo de discriminação é proibido pela Constituição da República Portuguesa, assim como pela lei que proíbe e pune a discriminação em razão da deficiência e, ainda, pelo próprio regime jurídico da atividade de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica.

Como apresentar queixa? As plataformas eletrónicas de transporte de passageiros devem disponibilizar um botão eletrónico para a apresentação de queixas. Este botão deve estar visível na página online das respetivas plataformas e redirecionar para o livro de reclamações eletrónico. Se for vítima de discriminação por deficiência ou testemunhar uma situação de discriminação, pode também apresentar queixa através de um formulário disponível no portal do Instituto Nacional para a Reabilitação. Ser-lhe-ão pedidos os seus dados, assim como os dados de identificação da pessoa ou entidade que adotaram a prática discriminatória.

Também a Provedoria de Justiça conta com um formulário online para a apresentação de queixas, assim como uma linha telefónica gratuita para cidadãos com deficiência. Disponível todos os dias úteis, entre as 09h30 e as 17h30, esta linha está vocacionada para prestar informações sobre os direitos e apoios que assistem ao cidadão com deficiência, nomeadamente em áreas como a saúde, segurança social, habitação, equipamentos e serviços. Pode, ainda, reclamar através da plataforma Reclamar da DECO. O serviço é gratuito e permite guardar o histórico completo da situação e acompanhar a resolução do caso.

Minha última crónica no jornal Abarca.

sábado, 15 de setembro de 2018

Cães de assistência: Fraude à Custa de Pessoas Vulneráveis


Dezenas de famílias dizem-se enganadas pelo fundador da Associação Nacional de Cães de Assistência. Portadores de várias deficiências pagaram milhares de euros por um cão que nunca foi treinado.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Cães transformam a terapia em momentos de felicidade

Projeto Ladra Comigo nasceu há cinco anos e está presente em 27 lares, escolas e instituições de apoio à deficiência.


Deitado ao lado da Fly, Francisco Rodrigues, de 18 anos, esconde a hiperatividade que torna os seus dias numa correria. Aos 90 anos e, com o auxílio da Gema, João Gonçalves combate o sedentarismo. A paciência e a calma da Fly ensinam Débora Monteiro, de 14 anos, a comportar-se. São apenas três entre os mais de 250 idosos, portadores de deficiência e crianças com necessidades educativas especiais que beneficiam do projeto Ladra Comigo, criado pela geriatra Clara Cardoso e pela psicóloga Catarina Cascais. Para os utentes, uma vez por semana, com a terapia chega também a felicidade em quatro patas.

No Lar de Santo António, na Maia, os mais velhos exercitam com a ajuda da Gema. Sentada no colo do "Senhor João", a cadela de pequeno porte faz as delícias do sénior que, pacientemente, lhe escova os dentes. "É uma boa companhia. Em novo tive uma", conta João Gonçalves, recordando os tempos de menino: "Não havia que comer e os animais passavam muita fome. Tinha pena e alimentava os bichinhos".

Os benefícios da terapia assistida por animais são múltiplos. "Os cães desviam a atenção do utente. É mais fácil pedir a um idoso que vá passear o cão de trela do que lhe pedirmos para andar um pouco a pé. A motivação e a aceitação são diferentes", explica Catarina Cascais.

A sessão de 45 minutos começa e Francisco Rodrigues, de 18 anos, portador de síndrome do X frágil e hiperatividade, muda de comportamento. Beneficia da terapia há pouco mais de um ano, na Associação Lavrense de Apoio ao Diminuído Intelectual (ALADI), em Matosinhos. "É muito complicado manter o Francisco concentrado mas, com os cães, consegue ficar muito tempo sentado. É extraordinário", conta a psicóloga.

Duas sessões por dia
Da ALADI, seguem para a Escola EB 2, 3 Pêro Vaz de Caminha, no Porto, onde o projeto foi implementado com a ajuda da Junta de Freguesia de Paranhos. É a última sessão do dia para as cadelas Fly e Milu. "Os cães não podem ter a mesma carga horária que os humanos. Fazem, no máximo, duas sessões por dia", referiu.

Dentro da sala de ensino especial aguardam cinco crianças. "É a minha Fly", diz, a sorrir, Débora Ribeiro, de 14 anos, portadora de trissomia 21. "A Débora gosta de ensinar os cães e pensa que o está a fazer. No fundo, há um autocontrolo e um reforço da autoestima", revela Catarina Cascais, enquanto a pequena atravessa um túnel com a Fly à espera do outro lado.

Fonte: DN

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Pony Club do Porto: Equitação adaptada

Gostaríamos de vos apresentar o nosso espaço como um destino em termos de experiências a cavalo no Porto com condições para receber indivíduos com mobilidade reduzida ou outro tipo de deficiência física.


Trabalhamos com equitação terapêutica e portanto estamos preparados em termos de póneis /cavalos como de materiais , de acessos para receber pessoas com mobilidade reduzida e ter a possibilidade de usufruir um momento de proximidade com estes animais e possibilidade de fazer uma experiência a montar.


5 ANOS DE PONY CLUB DO PORTO 

Fundar o Pony Club do Porto foi uma oportunidade proporcionada pelos póneis para realçarmos a melhor das nossas virtudes: a solidariedade. Sendo o animal protagonista, este Projeto pretende ser um promotor da inclusão social e do desenvolvimento de crianças, jovens e adultos com necessidades especiais.

A missão humanitária do Pony Club do Porto passa por proporcionar o acesso a práticas de equitação desportiva e terapêutica de forma abrangente , sem fronteiras de ordem social ou económica. Sem preconceitos. Apenas com 5 anos de existência cerca de 200 crianças, jovens e adultos usufruem atualmente dos serviços do Pony Club do Porto.

A estas duas áreas juntaram-se os Campos de Férias de Inclusão que no passado chegarão a mais de 300 participantes divididos pelos períodos de Carnaval, Páscoa, Verão e Natal. As nossas Festas de Aniversário fazem atualmente passar pelas instalações do Pony Club do Porto uma média de 100 crianças por mês.

O Pony Club do Porto orgulha-se de neste momento ser já uma referência no panorama equestre nacional, não só pelos números que acabamos de apresentar, mas acima de tudo pela qualidade, empenho e dedicação que diariamente os seus Técnicos, Professores e Monitores aplicam nas suas atividades e pela ação altruísta e visão de futuro da sua Direção.

Desta forma “O Futuro não é o lugar para onde vamos, mas o lugar que estamos a Criar.”

PONY CLUB DO PORTO

O novo Centro Equestre do Pony Club do Porto está inserido no complexo do Hospital Conde Ferreira, na freguesia de Paranhos, Concelho do Porto. Tem uma área de terreno de 9.553,97m2 com uma configuração perimetral retangular com aproximadamente 87m de profundidade por 98m de largura.

Em termos gerais, o Centro Equestre do Pony Club do Porto apresentará as seguintes estruturas:

- 2 Campos exteriores para trabalho de animais, aulas e provas/apresentações;
- 2 picadeiros cobertos: um para a vertente de equitação desportiva e outro para as sessões de equitação terapêutica;
- 20 boxes para alojar Póneis e Cavalos;
- 1 edifício de apoio com escritórios e sala de direção;
- 1 centro veterinário com box de isolamento e espaço de ferração;
- 1 edifício Multifunções que albergará gabinetes de terapias, uma sala sensorial, camaratas;
- 1 sala Polivalente para formação, conferências, serviço de bar e aniversários;
- Balneários e WC’S;
- Vários espaços de apoio como armazém e garagem;
- Espaço verde envolvente com zona de convívio e Horta Pedagógica.

Se pretenderem saber mais informações estamos disponíveis.

https://www.facebook.com/PonyClubdoPorto/


Enviado por email

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Associação do Porto forma cães de assistência para doar a deficientes

Uma associação de voluntários do Porto forma cães de assistência para pessoas com deficiência, num processo que começa ao 45º dia de vida dos animais e termina entre os 18 e 24 meses, com a entrega gratuita aos candidatos.


Fundada há 16 anos, a Ânimas – Associação Portuguesa para a Intervenção com Animais de Ajuda Social tem equipa multidisciplinar de voluntários que trabalha para proporcionar a pessoas com deficiência um recurso que aumente o seu nível de independência e de autoestima.

Coordenador dos instrutores, a Sebastião Castro Lemos cabe examinar os pequenos cães — neste caso nove cães de raça Golden Retriever oferecidos pelo criador Carlos Costa, e com 45 a 50 dias de vida — para “verificação do caráter que melhor se ajusta àquilo que vai fazer”, explicou à agência Lusa.

Seguindo as regras, que aconselham dever ser o primeiro teste feito por um instrutor desconhecido dos cães e num local estranho para eles, Sebastião Castro Lemos, um a um, testa as reações à procura de um que “não seja nem muito dominante nem muito submisso”, mas cuja “confiança” transmita “equilíbrio”.

Feita a escolha, os cães escolhidos para formação continuarão com o criador até aos três meses de vida, aumentando o seu contacto com “pessoas estranhas”, seguindo depois para uma família de acolhimento “que deve ter todas as faixas etárias”, precisou o coordenador da Ânimas.

Enfatizando o “caráter semelhante” das raças a que recorrem (Labrador e Golden Retriever), explicou que “ambos gostam de aprender”, beneficiando ainda do facto de terem “uma mordida suave”, o que facilita a “entrega de objetos sensíveis sem os partir”.

Já com nome atribuído, ao quinto mês, seguem para uma família de acolhimento, como é o caso da Caji, uma cadela de cinco meses, até novembro a cargo de Rita Gigante.

“O nosso papel é ensinar-lhe as regras básicas, sentar, deitar, ficar, basicamente ser obediente, ser uma cadela tranquila”, disse de um trabalho que visa prepará-la para ser uma “cadela de serviço”.

Dia após dia, a cadela vai aprender a “estar em sociedade, a frequentar espaços públicos, a não se assustar com barulhos ou com pessoas, habituando-se a vários tipos de ambiente”, explicou.

Já Benji, um Labrador de 1,5 anos, aprende por estes dias com Abílio Leite a ser um cão de assistência, preparando-se “para todas as situações possíveis que venha a enfrentar junto da família”, num trabalho que coloca ênfase na obrigatoriedade “de ser um cão sossegado que enfrente as várias situações e que as saiba resolver com calma”.

Numa formação “sempre adaptada ao beneficiário final”, o Benji destina-se a uma criança portadora de sintomas do espetro do autismo, a quem vai tentar ajudar a “eliminar comportamentos de fuga, a parar sempre antes de atravessar uma estrada, a eliminar determinadas estereotipias, a ter um sono mais constante, adormecendo com mais facilidade, bem como levar e ir buscar à escola, ajudando na sua integração”.

“Ele só será entregue na fase adulta (entre os 18 e 24 meses), garantindo assim às famílias que não causará problemas”, vincou o instrutor de um trajeto em que a família só “o conhece quando inicia a fase de acoplamento”, numa gestão de expectativas que visa “não aumentar os problemas” a quem já vive em ansiedade.

Paula Sousa, em Braga, desde o início de maio que tem em casa a Sissi, uma cadela de raça Golden Retriever de dois anos, para a ajudar na gestão de “três filhos gémeos multideficientes” e cuja simples presença “mudou a forma de estar dos filhos” e a sua “interação familiar”, depois de também ela ter sido “submetida ao teste final” para avaliar a compatibilidade com o animal.

Apesar do pouco tempo em família, garante que “a Sissi tem correspondido” e que a sua presença “mudou a dinâmica toda da família”.

A presidente da Ânimas, Liliana Sousa, explicou que a formação destes cães custa “cerca de 20 mil euros”, mas que o facto de estes lhes “chegarem gratuitamente”, o trabalho de formação “ser voluntário” e ainda haver o patrocínio para a alimentação da Royal Canin, faz com que possam ser “cedidos gratuitamente”.

Fonte: Observador

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Cães de assistência

Nina, sit.” A cadela, uma Weimaraner cinzenta de olhos claros, acaba por obedecer e sentar-se. Mostra-se elétrica, imparável, ao ver-se ao ar livre junto ao parque de estacionamento do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, onde Diana Niepce está internada mais uma vez. A jovem vai dando ordens à cadela em inglês, alemão, dinamarquês, não só porque são palavras “mais curtas” e “incisivas”, mas também para evitar que outras pessoas o repitam.


Nina ainda é um projeto de cão de assistência: está em formação há um ano, passa meses na escola a ser treinada para poder ajudar a Diana no seu dia a dia, e ainda deve precisar de mais um ano de treino, realizado pela Associação Portuguesa de Cães de Assistência (APCA), que já formou seis exemplares para pessoas com diferentes patologias clínicas – e está a iniciar a formação de mais oito. O animal veste um colete amarelo fluorescente, onde se pode ler “cão de assistência” e “não tocar”.

Diabetes, autismo, epilepsia e deficiências motoras ou mentais são algumas das situações para as quais estes cães de serviço, ou medical dogs, podem ser treinados. São companheiros de quatro patas que podem realizar tarefas simples, mas essenciais, como abrir e fechar portas, amparar quedas, prevenir ataques epiléticos através da identificação de alterações hormonais, detetar alterações de níveis de glicemia (principalmente as hipoglicemias) em pessoas diabéticas ou até servir de desbloqueadores sociais para crianças com autismo.

Diana Niepce é uma das poucas pessoas em Portugal que tem um destes cães ao seu serviço: a Nina foi-lhe oferecida pela associação através de donativos. Mas nem todos têm essa sorte, o que se torna uma dificuldade quando em Portugal “mais de 70% ou 80% das pessoas não dispõem de condições financeiras para adquirir um cão de assistência”, garante ao Expresso o presidente da APCA, Rui Elvas. É o caso de João Timóteo, de 20 anos, que ficou paraplégico há um.

“Temos neste momento cerca de 350 pedidos aos quais não podemos dar resposta”, esclarece Rui Elvas, explicando que a associação que dirige tem suportado a maioria dos encargos com fundos próprios. Foi por esse motivo – para que cada vez mais pessoas como João consigam aquilo que Diana alcançou – que a APCA tem a correr, até esta sexta-feira, 21, uma campanha de crowdfunding na plataforma PPL, com o objetivo de angariar 2 500 euros em donativos, um valor simbólico que permitirá apenas ajudar algumas pessoas na aquisição de dois, três ou quatro cães. Esta quarta-feira, faltava apenas angariar €104.

A minha vida está cheia de pequenas lutas diárias. Pequenas barreiras que tenho que ultrapassar. Já as ultrapassava sozinha, com força de vontade e disciplina, mas agora posso contar também com a ajuda da Nina. Neste momento, a Nina ainda está a ser treinada, e às vezes vai para a escola durante um mês ou dois, mas o objetivo é que ela me acompanhe no meu dia a dia, tornando-o mais funcional. Porque eu demoro muito tempo a fazer as coisas.

Todas as manhãs levanto-me e vou à fisioterapia. Vou numascooter para pessoas com mobilidade reduzida e ela, quando não está na escola, vem ao meu lado. Todas as pequenas coisas em que a Nina me puder ajudar fazem uma diferença enorme. Como? Bem, no caminho para a fisioterapia, normalmente, tenho uma rampa pequenina que tenho que subir, e depois da rampa há uma porta para empurrar mas que não se segura sozinha... E aí a Nina pode ajudar-me, a amparar as minhas quedas ou a abrir e segurar portas. Ela agora volta para casa (ainda está em treino), mas o objetivo – quando estiver completamente treinada – é que fique comigo na fisioterapia, para ajudar a minha marcha e amparar-me caso eu me desequilibre e caia.

A Nina também está a ser treinada para pôr a roupa na máquina de lavar e a secar ou lavar a loiça – se não roer a esponja, que é o meu maior problema neste momento. Abrir e fechar portas, acender as luzes que estão muito altas, chamar um elevador, pôr produtos, aos quais não chego, no carrinho do supermercado. São coisas que estão fora do meu alcance – algumas delas que fui procurando alcançar através de força de vontade e disciplina.

Disciplina. A disciplina da dança foi-me incutida desde pequenina: sou bailarina e acrobata. Mas mantê-la firme não é fácil, especialmente hoje em que a maioria dos dias não são cor de rosa: é muito difícil recuperar de uma lesão tão grave como a que eu tive.

Porque eu parti o pescoço. E fiquei totalmente paralisada.

Tudo aconteceu num trapézio, esse mesmo que me ensinou a força da mente e da disciplina. Caí de um em março de 2014, fraturei a cervical, mas aos poucos fui aprendendo a levantar-me. No início, foi bastante violento. A ideia de que estás dependente de outras pessoas para fazer a tua vida no dia a dia consegue ser bastante violenta. Os médicos diziam que eu nunca conseguiria andar, que iria ficar um vegetal, deitada numa cama. Tinha 1% de probabilidade de voltar a andar. Agarrei esse 1%. “Ai é, não consigo? Então vais ver.” Toda a minha vida travei esta batalha entre o “eu já consigo fazer isto” e o “eu ainda não consigo fazer aquilo”. Tentava que ganhasse o primeiro. Agora, já consigo mexer os braços e dar pequenos passos com o andarilho, se o piso for completamente liso.

Hoje, é essa mesma disciplina que quero incutir na Nina. A Nina é um cão de assistência ou medical dog, como lhe quiserem chamar. Foi-me oferecida pela APCA, através de donativos. Tive sorte. Se não fosse assim não a conseguiria ter: o treino de um cão de assistência pode ir de sete mil a 12 mil euros e as nossas pensões de invalidez são de 200 euros mensais. Não é fácil, porque a maioria do equipamento ortopédico tem valores estapafúrdios.

Mas eu tive sorte e não estou a suportar os custos do treino da Nina. Ela está em formação há um ano, mas deve precisar de pelo menos mais um. Esta raça é muito bonita, mas não é fácil de treinar: se não lhes dermos ordens eles fazem o que quiserem, facilmente nos dão a volta. São cães irrequietos e muito inteligentes. E eu, estando numa cadeira de rodas, nem sempre consigo travá-la ou controlá-la.

Enfim, se calhar não escolhi a raça mais funcional. Mas não consigo imaginar a minha vida sem a Nina. Dá-me segurança. E veio preencher uma lacuna na minha vida: os nossos amigos, os nossos namorados ou ex-companheiros seguem a vida deles, mas nós estamos muito mais limitados, em casa ou na fisioterapia, passamos bastante tempo em hospitais... E a Nina apareceu com um amor incondicional, que eu não posso exigir dos meus amigos ou das pessoas que me são queridas. Ela está sempre ali para mim.

JOÃO TIMÓTEO, 20 ANOS: “GASTAR MAIS DE SETE MIL EUROS COM UM CÃO É IMPENSÁVEL”

Até junho deste ano eu não sabia que existiam cães de assistência. Claro que já tinha visto no metro pessoas que, por não conseguirem ver, eram guiadas por cães, mas achava que estes existiam apenas para pessoas com cegueira. Conhecer a Diana Niepce abriu-me o pensamento: é muito mais vasta a ajuda que podem dar.

Conheci-a logo no primeiro dia do meu segundo internamento em Alcoitão. Lembro-me bem desse 16 de junho deste ano. Estava a almoçar com a minha mãe e um amigo, e a Diana estava lá a fumar um cigarro e começou a falar connosco. Perguntou-me se eu tinha entrado naquele dia... E falou na cadela. Ela fala imenso na Nina, adora-a, porque encontrou ali um porto de abrigo. Como se fosse uma irmã que sempre esteve presente: tem-na ajudado a fazer aquilo que não consegue, trouxe-lhe outras amizades (como a treinadora, por exemplo)... E a Diana deixou de falar naquilo que antes não conseguia fazer, mas no que passou a conseguir.

Lembro-me perfeitamente de estarmos um dia à entrada de Alcoitão e, de repente, chegar o namorado da treinadora com a cadela. A Diana esboçou de imediato um sorriso enorme, como se fosse chorar. Fiquei com vontade de ter um cão destes, não tanto no sentido de passar a fazer algo que não conseguia, mas por causa da alegria dela. Acho que os maiores entraves não estão muitas vezes no nosso corpo mas na cabeça, nas emoções...

Sempre gostei de desafios, não de facilidades. De repente e sem aviso prévio, a vida colocou-me vários para ultrapassar. Foi a 23 de outubro de 2015. Nesse dia, fui de manhã cedo estudar para a universidade, queria passar a umas 'cadeiras' que tinha deixado para trás. Nessa altura, costumava ficar na faculdade de manhã à noite a estudar e foi o que fiz. Fiquei ainda para a noite, para uma festa que existia na universidade. Não bebi, mas quando regressei a casa estava com sono. Quando voltava, na saída para o Pinhal Novo (onde vivia na altura), passei por uma rotunda. Não me lembro de mais nada, só de acordar em dezembro numa cama de hospital. Aí, soube o que se tinha passado. Tinha adormecido e chocado contra uma paragem de autocarro, num acidente que deixou para sempre a sua marca no meu corpo: uma contusão medular e um traumatismo craniano. Parti o pescoço e fiquei com uma lesão do tronco para baixo.

Logo no primeiro fim de semana em casa, depois de sair do hospital, deparei-me com a primeira dificuldade: não me conseguia vestir. Comecei a testar-me, a procurar formas alternativas de atingir esse objetivo. Depois, vieram as manobras. Como passar com a cadeira de rodas numa passagem estreita? Como chegar a sítios altos? Já consigo muito mais do que há um ano, mas um cão poderia ajudar a simplificar o meu dia a dia. Por exemplo, já me aconteceu passar da cadeira para a cama e deixar a luz ligada. É um grande esforço, que implica que eu tenha que passar novamente para a cadeira, ajeitar as pernas, pôr os pés nos pedais, ir apagar a luz e fazer novamente o processo inverso – só a passar da cama para a cadeira demoro três ou quatro minutos. Mas não desespero: eu não preciso de ser rápido, preciso é de conseguir.

Depois, sair à rua é também um desafio. A calçada portuguesa é muito bonita, mas não é feita para pessoas que andam numa cadeira de rodas. Talvez um cão de assistência me possa ajudar a encontrar os melhores caminhos, mesmo quando voltar a pegar num carro, o que espero voltar a fazer em breve para ir para a universidade. Ir de transportes públicos não é viável (a Cidade Universitária não está adaptada para cadeiras de rodas), por isso quero tentar arranjar um carro e adaptá-lo. Se tenho medo de voltar a conduzir? Não, mas confesso que tenho algum receio daquilo que vou sentir quando pegar num carro.

Um cão de assistência seria aqui uma ajuda preciosa. Pode ajudar-me a estacionar e a ver os ângulos mortos. Pode guiar-me quando estou na cadeira de rodas, para não ficar entalado. É esta a mais-valia destes cães: saberem aquilo de que necessitamos. Não sei como o fazem, mas são treinados para isso. Gostava muito de ter um, embora ainda não tenha enviado o meu pedido à APCA. Tenho primeiro que tratar de um mundo de burocracias, no qual uma pessoa entra quando fica paraplégica: ir à junta médica para determinar o grau de paralisia (e ter direito a uma cadeira de rodas, porque agora ando com uma emprestada), tratar do regresso à faculdade, de adaptar o carro... Além disso, gastar mais de sete mil euros por um cão destes é impensável. Sei que neste momento não o vou conseguir.
OS CÃES DE ASSISTÊNCIA EM PORTUGAL

As raças mais comuns
Golden Retrievers, Labrador Retriever, Pastor Alemão, Jack Russel e Labradoodles são as raças mais comuns para treinar cães de serviço. A APCA é a única entidade certificadora em Portugal de cães de assistência na área dos medical dogs. Além desta, existem a Aguiar da Beira (cães-guia, para pessoas com deficiências visuais) e Animas (cães para surdos, para pessoas com surdez, e cães de serviço, para pessoas com deficiência mental, orgânica ou motora).

Aquisição, treino e certificação
Os valores de aquisição, treino e certificação de um medical dogpodem variar entre os sete e os 14 mil euros, o que faz com que muitas pessoas não tenham possibilidade de os adquirir.
Como sublinha o presidente da APCA, Rui Elvas, em Portugal existe “um acordo com a Segurança Social para os cães-guia, no qual o Estado comparticipa 55% da formação, mas não para os cães de serviço (medical dogs)”, um conceito mais recente que surgiu aquando a publicação do decreto lei 74/2007.
Foi por isso que a Associação fez um pedido para que todos os cães de assistência sejam suportados de forma idêntica: “É injusto que os cães-guia e os de serviço façam a mesma coisa e uns tenham apoio do Estado e outros não. Isto é uma questão de justiça. Todos são cães de assistência.”

Fonte: Expresso

domingo, 27 de setembro de 2015

Pitty, a cadela que arrebata corações

"Minha menina linda! Minha pequenita!", repetiu Carla, vezes sem conta, até se levantar para a abraçar. São este tipo de sensações de bem-estar, onde sai reforçada a autoestima de cada pessoa, que são exploradas nas atividades assistidas por animais.

Em apenas duas sessões, as reações têm sido "maravilhosas", porque "o cão funciona como uma espécie de desbloqueador de emoções", contou, ao JN, Mariana Cúria, que com João Pedro coordena as atividades assistidas por cães com jovens adultos do CIAD.

Ela é técnica, com formação na área tirada em Espanha, ele é treinador que há 18 anos se dedica a aplicar as melhores metodologias de treino nos cães. O trabalho de ambos tem a particularidade de ajudar pessoas com deficiência, ao mesmo tempo que vão resgatando animais de rua.

Como a XS, a Mel e a Surya, que, depois de reabilitadas e treinadas, já participam nas atividades da TeraPets, associação sem fim lucrativos que "tem como principal objetivo aumentar o conhecimento e o estudo científico sobre a área das intervenções assistidas por animais em Portugal", explicou Mariana. Ou como Miss Pitty, que chegou à Associação Animais de Rua, depois de o seu anterior dono, sem-abrigo e toxicodependente, ter sido preso.

"Era um sonho antigo envolvermo-nos num projeto como este. Mostrando que os animais não servem só como companhia, mas também nos podem ser úteis a superar as nossas próprias limitações", explicou Cláudia Martins, membro da Animais de Rua e da família de acolhimento da Miss Pitty.

"Pitty é uma cadela muito dócil, tranquila, com vontade de interagir com pessoas", descreveu João Pedro, referindo que neste tipo de atividades é essencial que "o cão esteja perfeitamente confortável". E Pitty, mesmo tendo dado sinais de estar cansada, com tanto abraço de Carla, não desistiu de interagir.

Todavia, para que seja possível a TeraPets desenvolver estas atividades no CIAD, durante seis meses, é preciso angariar 1560 euros.

Uma meta que pode ser alcançada facilmente: a partir de amanhã, por cada novo seguidor na página do Facebook do Mar Shopping, que organiza, será doado um euro. O que se pretende é que até 31 de outubro seja possível atingir este valor.

Fonte e mais informação: JN

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Inovação, humanidade e cuidado ao serviço de peixe e pato com deficiência

Inovação, humanidade e cuidado são algumas das palavras que traduzem a atitude do dono do peixinho

Pode até parecer mentira ao falar que um peixe precisa de um “colete de salva-vidas” para poder nadar tranquilamente. Mas nesse caso, é a pura verdade.

Essa história é uma das singulares que vemos no dia a dia e que nos faz recuperar a fé na humanidade. Leighton Naylor tem um peixe de estimação chamado Einstein. Ele fez um colete salva-vidas para seu pet depois que ele desenvolveu uma doença que o impedia de nadar.
A doença do pobre Einstein fazia com que ele virasse de ponta-cabeça e afundasse em seu aquário, mas seu dono salvou sua vida. Usando alguns tubos reciclados, fez uma estrutura flutuante para que o peixe conseguisse manter-se imerso, mas sem afundar. É também pelos tubos que Einstein come, porque não consegue atingir a superfície para pegar a ração. 

Ave recebe uma prótese depois de amputar pata deformada

Um pato chamado ‘Buttercup', que nasceu com uma deformação na pata esquerda, o que sempre lhe causou dificuldades nos movimentos, acabou por ser amputado no centro veterinário de aves em Arlington, Tennessee, EUA.

O dono do animal, Mike Garey, um professor de informática, começou a procurar uma alternativa para ajudar a ave a superar as dificuldades de locomoção.

Foi ao contactar a Novacopy, uma empresa especializada em tecnologia 3D, que conseguiu encontrar uma solução. A empresa decidiu ajudar sem qualquer tipo de custos para o dono do animal e construiu uma prótese de silicone para a ave.

Atualmente o pato já tem a sua nova... pata de silicone e adaptou-se facilmente à sua nova forma de andar.

Fonte: CM

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Dog Locomotion - Produtos de Apoio/Ajudas Técnicas para animais


Projectamos e construímos Auxiliares de Locomoção para Animais de Estimação, porque os Animais são a nossa paixão e entendemos que DIGNIDADE, não é uma palavra vã!

A Dog Locomotion surgiu em 2004, fundamentalmente por uma questão de inconformismo e necessidade.

O nosso querido Shih-tzu Benny, animal muito activo apesar dos seus já 11 anos, numa das suas constantes brincadeiras, ao saltar de um sofá e por infortúnio do destino, caiu mal, tendo lesionado a coluna vertebral.

Após uma cirurgia complexa que, dada a gravidade da lesão, infelizmente se veio a revelar infrutífera e depois de exploradas todas as possibilidades de tratamentos alternativos, deparámo-nos com uma situação irreversível, tendo ele perdido completamente a mobilidade dos membros posteriores.

Apesar da sua deficiência, o Benny continuava a ser, com todas as suas novas limitações, um animal muito activo, arrastando-se literalmente para todo o lado. Infelizmente estas suas deslocações, que não conseguíamos evitar, começaram a provocar-lhe feridas de abrasão, com alguma gravidade, nas zonas do corpo em contacto com o chão, que tinham que ser constantemente tratadas sem nunca terem tempo de recuperar na totalidade.

Questionámo-nos e começámos à procura de outras possibilidades de ele se poder locomover, mantendo a sua integridade física, com autonomia e dignidade. Em Portugal não encontrámos à data ninguém que comercializasse, para esta situação, qualquer tipo de dispositivos de locomoção. Encontrámos informação sobre estes equipamentos nos EUA e no Brasil, mas o processamento burocrático da informação necessária, a ideia de que alguém a 5000 km de distância iria fabricar um dispositivo, caindo sobre nós (com ou sem experiência), a responsabilidade pelas medidas tiradas e os altíssimos custos de transporte, deixaram-nos por um lado completamente desmotivados, mas por outro absolutamente inconformados e decididos a fazer alguma coisa.

Deitámos assim mãos à obra e desenvolvemos um pequeno carro extremamente artesanal, dada a nossa total inexperiência, mas que permitiu como que por milagre, que o nosso pequeno Benny pudesse voltar a fazer o que mais gostava, nomeadamente os seus passeios no jardim e voltar a brincar e a correr no areal da praia atrás das gaivotas.

A nossa alegria foi tanta e o incentivo que todos os nossos amigos nos deram, foi de tal modo grande, que decidimos dar forma a este projecto e torná-lo numa realidade.

Já com algumas dezenas de dispositivos feitos ao longo destes últimos anos, fomos constantemente aperfeiçoando a sua construção investindo constantemente em novas tecnologias e materiais e diversificando cada vez mais as suas funcionalidades de acordo com as patologias apresentadas, tendo sido fundamental em todo este processo o precioso auxílio dos médicos veterinários com quem trocámos impressões e que em conjunto com os donos dos animais que amavelmente nos visitaram, nos permitiram partilhar experiências, fundamentais para que pudéssemos evoluir técnica e humanamente, tendo sempre ao nosso lado como embaixador sempre presente desta causa, o nosso querido Benny!

Passados cinco anos em que continuámos a ter o grande privilégio da sua sempre carinhosa e bem disposta companhia, o nosso velhote já com 16 anos bem vividos, deixou-nos com toda a mágoa deste mundo e partiu para um sítio melhor!

A ele, a quem devemos todo este projecto e ao nosso também muito querido Pierrot, que ainda à tão pouco tempo nos deixaram, prestamos a nossa humilde e sincera homenagem, ficando para sempre a nossa eterna saudade!

É por eles e por tudo o que representaram na nossa vida que nos empenhamos com toda a dedicação e carinho na elaboração dos nossos projectos, orgulhando-nos de ter como principal objectivo, melhorar por todos os meios possíveis, a qualidade de vida dos nossos pequenos e sem qualquer dúvida melhores amigos, proporcionando-lhes assim toda a dignidade que merecem!

A todos os que nos incentivaram e contribuíram para que este projecto se tornasse uma realidade e adquirisse a dimensão que hoje tem , o nosso bem-haja!

E-mail: geral@doglocomotion.com
Telefone: 912898974+351965675038
Site: http://www.doglocomotion.com
Facebook: http://www.facebook.com/doglocomotion

Fonte: Dog Locomotion

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Poodle paraplégico jogado em córrego, em SP, precisa de um novo lar

Recebi uma mensagem aflitiva da Maria de Lourdes Seno, sobre o abandono cruel e cobarde de uma cãozinho paraplégico, num ribeiro em São Paulo. Amigo da vida e dos animais como sou, não poderia deixar de me juntar ao seu sofrimento e desespero, na procura de uma solução para o Poodle. Única coisa que posso fazer para tentar ajudar, é divulgar sua mensagem que fica a seguir.

Fui avisada desse coitadinho que chorava dentro desse buraco, não sei quanto tempo estava ali, por sorte, meu amigo passou próximo e ouviu um choro, pensou que era filhote que poderia ter caído.

Mas infelizmente constatamos que é só mais uma maldade humana. O pobrezinho é paraplégico e foi jogado de propósito para morrer a míngua no sol quente e frio a noite, pois não tinha como ele cair ali sozinho. Além disso, tem um lado do corpinho dele que está bem sujo, acredito de ficar deitado desse lado há muito tempo.

Levei-o até a clínica do Dr. Wilson, e o Dr. Lucas me atendeu. O poodle foi medicado, mas só fazendo exames para tentar saber o que aconteceu.

Não tenho como ficar com ele, nem condições financeiras, pois estou passando por dificuldades. Meus resgatados estão sem ração (comendo restos de comida de restaurante), pois tive que pagar a cirurgia do atropelado que socorri na semana passada. Até pedi ajuda pela internet, mas não tive retorno.

Por favor, peço que divulguem. Será que tem alguém que poderia ficar com ele, pois também não sei se vai sobreviver, ele não está comendo, só bebe água. Deixei-o provisoriamente na casa de minha amiga Lourdes Barão, onde já tenho mais 15 animais. Falei que seria por 2 dias, (o marido dela mostrou-se muito irritado com a situação), pois se não conseguir ajuda – infelizmente nem gosto de pensar nisso – mas terei que eutanasiá-lo, pois acredito que só Deus tem o direito de tirar uma vida dessa terra.

Quem puder adotá-lo, ou ajudar de alguma forma, entre em contato pelo telefone (11) 6798-1421.
Fonte e toda a informação: ANDA

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Elvis, o gatinho paraplégico

A Dra Sofia dizia para lhe fazer fisioterapia e eu lá fazia conforme sabia e achava que poderia ser, mas ele cada vez estava pior das patinhas, começaram a ficar muito esticadas e rígidas e até já encovavam para trás.

A Dra Sofia aconselhou-me a fazer uma consulta num colega dela especialista em ortopedia animal e foi ai, através de varias radiografias que se descobriu o problema. O Dr. perguntou-me se ela tinha caído ou sofrido algum traumatismo. Mas não, nunca lhe tinha acontecido nada. E então após alguns minutos ao telefone com um colega de Lisboa e com novas RX ele descobriu que o Elvis já trazia o problema de nascença, mas que com o crescimento a coluna fez pressão e quebrou.

A coluna do Elvis nas primeiras vértebras dobrou-se como um leque e foi ai que ele perdeu a sensibilidade nas perninhas. Ele não sente dor da cintura para baixo.
Até agora tem conseguido fazer xixi e cocó, é claro que tem que ser com ajuda pois não consegue usar a caixa da areia. Eu pego nele e estimulo-o a fazer com umas toalhitas.
É um gato que tem que ter cuidados pelo menos 3 vezes ao dia e fazer alguns tratamentos, fora isso é um gato normal. Gosta de brincar com os outros gatos e é muito maluco.

Fartei-me de chorar no dia em que soubemos o que ele tinha, estava cheia de esperanças e quando o Dr. falou que ele nunca mais ia andar e que o melhor era a Eutanásia eu não quis aceitar.
A eutanásia está fora de questão, pelo menos enquanto ver-mos que ele não está em sofrimento.
Ele agora está bem, tem limitações, precisa de cuidados, mas está bem.
Já tentamos fazer-lhe uma cadeira de rodas, mas com 2 rodas não deu resultado, agora estamos a tentar fazer uma com 4 rodas.

Está é uma doença muito rara, o Elvis teve a infelicidade de ter nascido assim, mas vamos fazer o melhor por ele no tempo que cá estiver.


Fonte e mais sobre o Elvis, no seu blogue: Gato Elvis - A Força de Viver

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Filhote de Avestruz Caminha com Chinelos

Um filhote de Avestruz Africano, que nasceu com os dedos das patas enrolados, ganhou um par de “chinelos” para caminhar, de acordo com a ANDA – Agência de Notícias de Direitos dos Animais. Quando a cria nasceu, num centro de vida selvagem na Cornualha, os tratadores verificaram que tinha nascido com uma deficiência nas patas.

Uma vez que tinha os dedos das patas enrolados, não conseguia andar e acabou por ser abandonado pela mãe. Para o proteger, os tratadores enfaixaram-lhe as patas e ajudaram-nos a aprender a caminhar. Uma vez que a técnica resultou, confeccionaram-lhe uns chinelinhos com 2,5 centímetros de comprimento. Os veterinários do Paradise Park, em Hayle (Inglaterra), explicam que os chinelinhos verdes poderão corrigir os problemas de formação que ameaçavam a sobrevivência desta ave rara.

“O filhote tem evoluído muito bem. Os criadores levam-nos a passear para que as suas pernas fortaleçam”, referiu David Woolcock, curador do parque, citado pelo jornal “Daily Mail”. A ave passou a ser alimentada manualmente pelos veterinários após ter sido recusada pela mãe. A expectativa é que o filhote apresente um desenvolvimento normal e alcance mais de dois metros de altura em apenas alguns meses.
Fonte: JN OS Bichos (Não resisto a uma noticia e imagem destas...)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Associação Bahiana de Equoterapia

Prezado Eduardo,
Sou mãe de dois garotos: Yuri e Hugo. Yuri teve anoxia neonatal, deixando sequelas de moderada a severa. Com muita luta, ele contrariou parecer médico: veio a andar, se formou em publicidade e propaganda, trabalha na petrobras há 10 anos. Hugo formou-se em pedagogia, enfermagem e trabalha na equoterapia (atividade em que se utiliza o cavalo como recurso terapêutico). Ajudando Yuri a crescer... cresci também.

Publiquei dois livros, ambos na segunda edição e Institui a Associação Bahiana de Equoterapia, em parceria com a Polícia Militar da Bahia (Esquadrão de Polícia Montada) e o Exército Brasileiro (19º- Batalhão de Caçadores), onde dedico na assistência social, com o trabalho voluntário as pessoas menos favorecidas.

A entidade é mantida através de doações e,atualmente atendemos 131 crianças carentes, portadoras de deficiências: física, mental, comportamental, motora, visual e auditiva. E uma demanda reprimida de aproximadamente 500 pessoas.

Conheça um pouco da nossa história:

(depoimento de Yuri e meus livros: Minha caminhada e Minha caminhada II - equoterapia cavalgar é preciso!

Associação Bahiana de Equaterapia

Atenciosamente,

Maria Cristina Guimarães Brito
Presidente da Associação Bahiana de Equoterapia e Associação Nacional de Equoterapia (Brasil).