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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Cama Flex, serve para dormir e ficar em pé

Olá Eduardo, meu nome é Marcos e sou do Brasil tenho 44 anos e também sou tetra desde 1991.

Há uns 6 anos você me orientou sobre a osteoporose e fui ao ortopedista e ele detectou um grau avançado dela nos femurs. Já fiz uso de Aclasta e agora estou a fazer uso de Forteo.
Transformei a cama de dormir em uma cama ortostática, ou seja, serve para dormir e ficar em pé. Sei do risco de fraturas ao ficar em pé mas espero que os medicamentos me ajudem a evitá-las.
Obrigado pelas dicas, segue um link do vídeo da engenhoca.


Feliz 2016

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Forsteo: Medicamento para osteoporose


Conheço este medicamento desde que chegou ao mercado, mas noto que ainda é pouco divulgado. Estou impossibilitado de o tomar porque é muito agressivo para meus frágeis rins.

EMEA recomenda Forsteo para o tratamento da osteoporose induzida por glucocorticóides

O Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP), da Agência Europeia do Medicamento (EMEA), recomendou a aprovação do Forsteo (injecção de teriparatida [origem rADN]), da Eli Lilly, para o tratamento de homens e mulheres com osteoporose induzida por glucocorticóides e com elevado risco de fracturas.

A teriparatida actua ao estimular a formação de novo osso, ao aumentar o número e a acção das células construtoras de osso chamadas osteoblastas.

A opinião emitida pelo comité terá de ser ratificada pela Comissão Europeia antes da nova indicação ser considerada como aprovada.

O fármaco, conhecido como Forteo nos Estados Unidos, foi aprovado para comercialização originalmente em 2003 para o tratamento da osteoporose em mulheres pós-menopáusicas, e recebeu alargamento da indicação para o tratamento de homens com risco aumentado de fracturas em 2007.

A osteoporose induzida por glucocorticóides refere-se à perda óssea associada com a utilização crónica de medicação com glucocorticóides. Estes medicamentos são frequentemente prescritos para doenças inflamatórias, tais como, artrite reumatóide e doença pulmonar obstrutiva.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Densitometria...Osteoporose e os Bifosfonatos

Lemram-se? Afinal resultados da nova densitometria (na imagem) mostram resultados negativos. Nesse caso Protelos nada adiantou.
De qualquer maneira ficarei mais uns meses a fazer mesma medicação. Depois veremos se resultados continuam a ser negativos.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Osteoporose - Será que necessita mesmo de suplementos de cálcio?


Existem informações que devem de ser bem explicadas às pessoas, para que estas estejam devidamente esclarecidas nos momentos de decisão, evitando erros. Sabe de que são formados os seus ossos? E em que consiste a osteoporose?

A maioria das pessoas responderia que os ossos são constituídos por cálcio, e a osteoporose é a deficiência óssea, devido à falta de cálcio. Errado!

Os ossos são constituídos por uma matriz ("esponja") proteica, que posteriormente é mineralizada, ou seja, sem uma boa quantidade e qualidade de proteínas não conseguimos ter ossos saudáveis.

Outra correção a fazer é a esta ideia generalizada, de que a osteoporose é igual à falta de cálcio nos ossos. Pois bem, os ossos são constituídos por vários minerais, não só cálcio, como o crómio, enxofre, ferro, flúor, fósforo, magnésio, potássio, selénio, zinco e outras. Afinal não é só o cálcio que pode estar em défice.

Então, resumidamente, a osteoporose define-se como a falta de mineralização da matriz óssea.

Causas / tipos de osteoporose:

Existem duas causas: a menopausa e a derivada da velhice. A primeira está dependente de hormonas femininas e pode acontecer nos anos que precedem e nos que seguem a menopausa. A segunda é assistida por volta dos 65 anos, onde atinge ambos os sexos, e é vitamina D dependente (já passo a explicar).

Ou seja, simplificando, na causa relacionada com a menopausa temos um aumento da perda óssea, e na derivada da velhice existe uma diminuição da formação do osso.

Fontes alimentares ricas em cálcio:

Vegetais de folha verde (brócolos, couves, espinafres), frutos secos (amêndoas, nozes), queijos, iogurtes, leite. Atenção que o leite não é a única, nem a melhor fonte de cálcio, por exemplo, 100gr de couve portuguesa tem cerca de 227 mg de cálcio, enquanto a mesma quantidade leite meio-gordo tem cerca de 112 mg de cálcio.

Fator-chave: vitamina D

Temos de ter especial atenção com o aporte de vitamina D. Esta é responsável pela absorção (intestinal) e incorporação no tecido óssea do cálcio, magnésio e potássio, também é fundamental para a concentração muscular, produção de energia aeróbia (necessita de oxigénio) e função imunitária.

A vitamina D é conhecida também por calciferol e as suas principais formas é a vitamina D2 (ergocalciferol: origem vegetal) e a vitamina D3 (colecalciferol: origem animal).

A vitamina D2 é fornecida pela alimentação ( peixes - arenque, salmão, bacalhau - folhas verdes escuras, ovos carne, leite) e a vitamina D3 é sintetizada na pele através da ação de raios ultravioleta (UVB), a partir do colesterol, para a deposição de minerais no esqueleto.

O controlo e regulação do cálcio faz-se do seguinte modo: quando existe uma diminuição de cálcio no sangue, a hormona paratiroideia é ativada, havendo um "desgaste" do osso, libertando o cálcio para o sangue. De seguida o rim ativa a vitamina D3 que limita a excreção urinária do cálcio, aumentando a sua absorção e promovendo a deposição no osso.

A vitamina D é então um factor-Chave quando falamos em problemas de saúde óssea, e cada vez mais, associados à prevenção de certos tipos de cancros, como o da próstata, mama, cólon e ovário e ainda como tratamento de doenças de pele, como a psoríase.

Vitamina D e exposição solar

* A exposição solar é importante que aconteça, desde da criança até ao idoso, sem protetor solar, mas como tudo, deve ser feita com moderação. Em Portugal cerca de 15 minutos de exposição solar diária, sem proteção, nos meses de verão é suficiente para um excelente aporte de vitamina D. Contudo nos meses de Outono à Primavera não existe tanta facilidade em produzir vitamina D a partir do sol, pois os raios solares são muito oblíquos, mas aproveite os dias de mais sol para, por exemplo, passear perto do mar ou ler um livro numa esplanada, durante um tempo superior a 30 minutos. Estar dentro do carro a apanhar sol não conta, pois os vidros não deixam passar os raios.
* Não existe intoxicação de vitamina D, a partir do sol, pois é um mecanismo de produção muito bem auto-regulado.
* Sem aporte de vitamina D suficiente absorvemos apenas 15% do cálcio alimentar, se estivermos na presença de um bom aporte esta percentagem triplica.
* Os protetores solares, mesmo os de factor 8, bloqueiam a passagem dos raios em cerca de 95?.
* As pessoas mais carenciadas são: Os bebés a amamentar (o leite materno é muito pobre em vitamina D, e normalmente as crianças estão híper-protegidas do sol), crianças (pela proteção solar constante), idosos (devido ao seu isolamento) e pessoas hospitalizadas de longa duração.
* Doenças de fígado ou rins podem inibir a produção de vitamina D, pois estes são órgãos essenciais para a cativação da mesma

Um estudo recente do 'British Medical Journal' mostrou um risco elevado, de 31%, de Doença cardiovascular em mulheres que faziam a suplementação em cálcio. Este estudo alerta-nos para a atenção que devemos ter em descobrir a origem exata do problema, por exemplo um baixo aporte da vitamina D, impedindo o transporte e deposição do cálcio aos ossos, havendo então a deposição nas artérias.

É possível fazer uma análise ao sangue e dosear os níveis de vitamina D, nomeadamente de vitamina D3 ou colecalciferol, mas existe um problema é que o Serviço Nacional de Saúde não comparticipa e ronda os 13€. Porquê ? Não seria essencial despistar a origem de um problema que afecta milhares de pessoas em Portugal que são as doenças ósseas?

Finalizando, atenção para estas associações culturais do "osso e o cálcio", e muito cuidado nas automedicações na compra de suplementos de cálcio, poderá estar a agravar um problema ou a criar outro. Alerte o seu médico quando este lhe prescrever um suplemento de cálcio se não poderia fazer outro despiste, como por exemplo o doseamento da vitamina D no sangue.

Temos que estar informados minimamente para podermos questionar os profissionais, e assim perceber melhor tudo o que se passa connosco. Não se esqueça que quem vai ingerir o suplemento ou o medicamento é você e não o médico. Tal como Michel de Montaigne citou " É coisa preciosa, a saúde, é a única, em verdade, que merece que em sua procura empreguemos não apenas o tempo, o suor, a pena, os bens, mas até a própria vida; tanto mais que sem ela a vida acaba por tornar-se penosa e injusta".

Se tem dúvidas ou quer sugerir temas, pode contactar Neide Rangel através deste endereço: info@nutricaoesaude.com.pt

Fonte: Expresso

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Posicionamento de Pé e Osteoporose

Clique na imagem para amplia-la.Neste relatório, encontra-se os resultados da minha última Densitometria Óssea.

Perante eles, uma reputada especialista em reabilitação, acrescentou que eu poderia fazer sem problema algum verticalização, porque, segundo ela, tem pacientes (senhoras) com mesmo grau de osteoporose, e que elas aguentam sem problema, os seus pesos sem fracturas ósseas.
Uma outra especialista, mais acostumada a lidar com pacientes lesados medulares, perante esta afirmação, acrescentou que a colega não deve entender nada de lesão medular. Pois muito diferente é uma pessoa ter andado a suportar seu peso a vida toda, e o meu caso, que há 20 anos não testo o meu esqueleto fazendo verticalização (posicionamento de pé).

Se alguém está nas mesmas condições, por favor mandem-me se puderem informações para o mail do blogue: tetraplegicos@gmail.com

Próximo dia 01 de Julho, vou ter um encontro com uma equipa multidisciplinar e experimentar cadeiras de rodas mais uma vez, desta vez a pedido da minha seguradora, e embora minha decisão continue a ser de não fazer posicionamento de pé, desejo ouvi-los com toda a tenção e interesse.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Osteoporose

Como não existem estudos, sobre a acção de medicamentos da classe dos Bisfosfonatos no tratamento da osteoporose, nos pacientes com lesão medular, eu e minha fisiatra resolvemos fazer nós próprios a nossa experiência.

Fui sujeito a uma Densitometria Óssea em Agosto de 2009. Nessa mesma data suspendi ingestão do medicamento. Neste caso Adronat 70 mg (Ácido Alendrónico) que tomava uma vez por semana, e ficou combinado que voltaria a repetir exame 7 meses depois.
Fi-lo recentemente e esta semana estive no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão a mostrar resultados e compara-los.
Praticamente nada se alterou a nível ósseo. Ou seja: estive 7 meses sem tomar nenhum medicamento, e osteoporose não avançou e nem regrediu.

Perante isso, resolvemos alterar medicamento. Passarei a tomar Protelos (Ranelato de Estrôncio) em saquetas uma vez ao dia. Somente tenho que ter cuidado com algumas reacções adversas. Neste caso alguns utilizadores deste medicamento tiveram reacções alérgicas graves.

Daqui uns meses repetirei a Densitometria e veremos. Perante isto, verticalização ficará adiada.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Densitometria Óssea...Osteoporose...Tetraplegia...

Alguns dos atentos e fiéis leitores do TETRAPLÉGICOS, devem ter lido o que escrevi sobre minhas dúvidas, de dar continuidade ou não, ao meu posicionamento de pé, numa cadeira de rodas de verticalização.

Como tenho um enorme grau de osteoporose. Há o perigo de meus ossos não suportarem o peso do meu corpo, e fracturarem.
Eu, e minha médica fisiatra, optamos por fazer alguns testes durante 7 meses. Alteramos a medicação e alimentação.

Fui fazer uma nova Densitometria Óssea.Iremos compara-la com a que realizei em Agosto de 2009 e verificar se houve alterações, e se houve, esperar que sejam positivas. Só desejo, que sejam o suficiente para que eu possa fazer verticalização sem correr perigo.

DENSITOMETRIA ÓSSEA é um exame feito através de um aparelho capaz de determinar a massa óssea de alguns ossos do nosso corpo, verificando assim a quantidade de perda óssea e o risco de fractura. Também ajuda a detectar a baixa densidade óssea antes de ocorrer fractura, a confirmar um diagnóstico de osteoporose numa pessoa que já teve uma fractura, a determinar a taxa de perda óssea quando o teste é feito anualmente, e a controlar os efeitos do tratamento em controlos anuais.

OSTEOPOROSE é uma doença causadora do enfraquecimento dos ossos, que pode levar a fracturas espontâneas ou com pequenos esforços.

Normalmente, a parte interna do osso parece uma esponja. Com a osteoporose é como se os buracos na esponja começassem a ficar maiores e mais numerosos. Os ossos ficam com a sua resistência diminuída e muito mais sensíveis a fracturas.

A osteoporose progride sem sintomas ou dor até que ocorra fractura, geralmente na bacia, coluna ou punho.

Para quem tem dúvidas sobre estado do seu esqueleto ósseo este é o exame aconselhado. Somente convém saber sua altura e peso.

Exame em pessoas sem dificuldade de mobilidade é-lhes pedido que substituam a sua roupa por um roupão. Nós basta-nos mostrar-lhes a nossa dificuldade em trocar de roupa, que pormenor é ultrapassado. Em cima do aparelho, afastam-nos calças e ou outra peça de vestuário para baixo, para que botões, fechos e fivelas de metal não intercedam com exame.
Mais informações sobre Densitometria Óssea e Osteoporose no site dos Médicos de Portugal

sábado, 8 de agosto de 2009

POSICIONAMENTO PÉ

Quinta-feira fiz outra sessão posicionamento pé. Desta vez cheguei aos 80 graus inclinação com cadeira rodas de verticalização e durante 50 minutos. Felizmente sem queda de tensão ou qualquer outro problema. Foram minutos saboreados e vividos como se fossem os últimos da minha vida naquela posição. Das outras vezes momentos foram vividos num misto de dúvida, incerteza, alegria, choro e muito medo.
Desta vez afastei todas as inquietudes e vivi-os em pleno. Falei com colegas, olhei bem pessoas e tudo o que me rodeava ao pormenor, fechei os olhos e senti o vento no rosto que me pareceu bem diferente do que sinto estando sentado e até andar mentalmente andei.
Todos me continuam a sublinhar os prós e contras da verticalização. Nos contras tenho bem presente a grande probabilidade de fracturas ósseas. Principalmente o fémur e todas as consequências que dai resultam. Nem sei que fazer.

Minha médica pediu-me uma decisão. Prometi-lhe que este fim-de-semana em casa pensaria e que inicio semana lhe daria uma resposta definitiva.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

CONTINUAÇÃO MINHA TENTATIVA FAZER POSICIONAMENTO DE PÉ



Esta sexta-feira continuei treino de verticalização com cadeira rodas. Fisioterapeuta Tiago elevou cadeira desta vez até 70 graus de elevação (como podem reparar na foto) e durante 14 minutos pude ver o que me rodeava numa perspectiva que nunca mais esquecerei. Embora minha verticalização não fosse total , é bem diferente para melhor do que visualizar o mundo da posição de sentado como fiz estes longos anos.
Embora continue expectante e muito preocupado em relação resposta meus ossos, o que neste momento me interessa é que me senti lindamente e como muito bem fisioterapeuta sublinhou ao ver-me emocionado é que na vida devemos arriscar, e neste momento esquecer o que poderia ter dado errado e sim avançar para próxima etapa.