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domingo, 28 de maio de 2023

Cerca de 20 mil alunos vão testar jogo sobre direitos das pessoas com deficiência

Cerca de 20 mil crianças do ensino básico e secundário, da Área Metropolitana de Lisboa, vão testar um jogo de tabuleiro destinado a promover os direitos das pessoas com deficiência, mas que também poderá ser jogado em família.

O jogo faz parte do "Kit Direitos Humanos" e foi desenvolvido por uma equipa de investigadores do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa e a Inovar Autismo-, uma associação de Setúbal, criada em 2016, para promover a plena inclusão das pessoas com autismo e neurodiversidades na sociedade.

À agência Lusa, o responsável pela equipa de investigadores do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES), do ISCTE, adiantou que no decorrer desta e das próximas semanas o jogo vai chegar a 10 agrupamentos de escolas do ensino básico e secundário, dos municípios de Almada, Barreiro e Palmela, o que representa mais de 20 mil alunos.

Trata-se de um "jogo interativo, que visa promover uma visão dos direitos das pessoas com deficiência e das barreiras que essas pessoas enfrentam na sociedade", junto das crianças nas escolas, mas também junto da família, explicou Luís Capucha.

De acordo com o responsável, trata-se, por enquanto, de uma iniciativa piloto, que assenta na convicção de que "grande parte das aprendizagens relevantes" são feitas de forma lúdica, sendo que a estrutura do jogo oscila entre o Jogo da Glória e o Monopólio.

"As pessoas avançam nas casas, mas depois há uma série de cartões que lhes saem e permitem avançar ou ficar retidas, em função da maneira como respondem a questões a respeito da solidariedade, a respeito das barreiras que as pessoas enfrentam, a respeito dos direitos que as pessoas têm à educação, ao emprego, ao rendimento, à vida na Comunidade, etc", explicou Luís Capucha.

Revelou que haverá também uma versão eletrónica e que o jogo é acessível a crianças cegas e surdas.

Admitiu, por outro lado, que o objetivo é que o jogo venha a ser "utilizado de forma sistemática e generalizada" nas escolas, reconhecendo que não basta dar recursos pedagógicos e didáticos, já que "as bibliotecas das escolas estão cheias de produtos de elevado potencial que estão amontoados e não são utilizados".

Luís Capucha disse que a equipa gostaria que o jogo se transformasse numa atividade corrente, não só pela importância de as crianças serem educadas "para o respeito dos direitos humanos e para a compreensão das dificuldades do outro", mas também pelo impacto que isso poderá vir a ter nas respetivas famílias.

"Isto vai ser importante não apenas para as pessoas com deficiência, mas também para muitas outras problemáticas, porque se as crianças têm que decidir entre uma opção que as beneficia só a elas ou uma opção que beneficia mais gente e que é solidária no quadro de uma decisão que eles têm que tomar no momento, perante uma determinada situação, essa aprendizagem pode ser depois transferida para outros setores", destacou.

Luís Capucha referiu ainda que o jogo foi desenvolvido com a ajuda de pessoas com deficiência, "que sentem os problemas mais diretamente", tanto no que diz respeito aos problemas abordados, como também às soluções encontradas, dando como exemplo o problema das acessibilidades, que não afeta apenas as pessoas com deficiência, para defender que uma sociedade acessível é melhor para toda a gente.

Fonte: JN

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Oh mãe, a cadeira dele anda!

No jornal Abarca partilho alguns episódios deliciosos que tive com crianças.

Sai da cadeira! Mãe eu quero ir para ali. Tira-o. Sai daí, eu quero sentar-me. Eu sem saber como agir perante o miúdo com uma birra daquelas, a empurrar e a puxar as minhas pernas em choro continuo, num grande sofrimento, e a mãe a tudo fazer para lhe explicar que eu não podia sair da cadeira e a tentar convencê-lo em vão a sair do pé de mim. Para ele a minha cadeira de rodas era provavelmente um brinquedo a explorar. Isto numa sala de espera de uma clinica daquelas bem silenciosa, onde todos tentam estar sossegadinhos, a falar baixinho e entretidos com o telemóvel ou a folhear revistas com pelo menos um ano de vida.
Claro que passamos a ser o centro das atenções, eu sem saber o que fazer para satisfazer o desejo do menino, a mãe toda atrapalhada a pegar-lhe por baixo dos bracitos, ele suspenso, pernas a estrebuchar, choro cada vez mais alto e sem parar: “quero, quero a cadeira mãeeeeeee!”.

Eu ainda tentei disfarçadamente afastar-me, mas de imediato se apercebeu que a cadeira que ele tanto queria ia desaparecer de vez, o sofrimento ainda foi maior, e a birra agravou-se. Voltei atrás com a ideia, e recuei para o meu canto. Do nada aparece uma funcionária da clinica com uma cadeira manual na direção do miúdo ainda a estrebuchar no colo da mãe, mas nem pensar a hipóteses de ficar com tal cadeira. Bem tentaram. Olha tão bonita! Anda, vês, tem rodinhas. Senta-te! Anda cá. Nada disso. “Não, eu não quero, quero aquela”. E mais uma vez tentou escapar dos braços da mãe. Lá bem ao fundo ainda me pareceu que ouvi alguém sussurrar “coitado do miúdo, o Srº podia deixá-lo sentar-se um pouco na cadeira”! Eu cá para os meus botões, pois, até parece que eu consigo sair da minha cadeira…

Solução, a mãe saiu com ele porta fora, acho que o levou a um cafezinho que se encontrava nos arredores, e eu felizmente entretanto fui chamado para ser atendido, mas sempre com receio que o miúdo aparecesse e lhe continuasse a dar o desgosto de não satisfazer o seu desejo. Acabamos por não nos encontrar mais.

Outro episódio, este felizmente mais tranquilo. Recentemente no jantar de Natal do Centro de Apoio Social da Carregueira, onde trabalho, fico sentado na mesma mesa que a colega Carina e sua encantadora filha Daniela de 4 anos. Sai da mesa para ir escolher nas mesas de apoio o que pretendia comer e ouço em voz alta: “Mãe, olha, olha, a cadeira dele anda”. Viro-me e vejo a Daniela de joelhos na sua cadeira, com o prato de sopa em frente, espantada por ver a minha cadeira a andar. Claro que a Daniela ainda deve estar para descobrir como fiz tal coisa. Porque razão a minha cadeira anda e a dela não? Toda gente sentada em volta das mesas a levantar-se sempre que precisa sair, e eu sou o único a não o fazer e sair tranquilamente sentado. Bem fixe! Cada vez que me via a sair com a minha cadeira que anda, a surpresa no seu rostinho ternurento voltava e, claro dava-me vontade de rir. A mãe ainda tentou explicar-lhe que a cadeira era diferente da dela e fazia parte de mim, mas penso que não lhe interessou nada essa versão, preferia ficar com a dela. A minha cadeira anda, e claro, a dela e dos restantes não andam e isso não é normal.

Mais uma criança, e mais uma situação espontânea. Ao passar por uma mãe e duas crianças, a mais pequena, talvez com uns 5 anos, fixa o olhar em mim e diz baixinho: “mãe, este senhor está doente?”. Ainda esbocei uma tentativa de lhe tentar explicar que nem todas as pessoas que se deslocam em cadeira de rodas estão doentes, que é o meu caso, mas fica para a próxima. Por enquanto provavelmente continuará ingenuamente a pensar que todas as pessoas que vê em cadeira de rodas sofrem e são doentes. Espero que os adultos lhe façam entender que não é bem assim. Que deslocar-se numa cadeira de rodas não é sinónimo de doença.

Fonte jornal Abarca

domingo, 15 de maio de 2022

Hot Wheels lança cadeira de rodas telecomandada de brincar inspirada em Aaron "Wheelz" Fotheringham

A Hot Wheels lançou um brinquedo novo que promete inspirar os mais jovens com deficiências motoras: uma cadeira de rodas telecomandada, que incluiu um boneco sentado na mesma e ainda uma rampa para realizar truques.


O brinquedo foi feito em parceria com Aaron “Wheelz” Fotheringham, cinco vezes campeão do mundo de motocross em cadeira de rodas e atleta paralímpico. Nascido com espinha bífida, o atleta utiliza uma cadeira de rodas a tempo inteiro desde os oito anos. Tanto a cadeira de rodas do brinquedo como o próprio boneco foram feitos à imagem de Aaron Fotheringham.

Ao crescer, eu não tinha um brinquedo destes“, afirmou à CNN Aaron Fotheringham, “O brinquedo dá mesmo aquela sensação de liberdade.” Durante a apresentação, o atleta confessa ter visto várias crianças de cadeiras de rodas “a divertirem-se”.

O campeão mundial espera que o novo brinquedo da Hot Wheels mude a perceção pública em relação às cadeiras de rodas, ao mostrar que um aparelho médico posso ser utilizado de um modo aventureiro e divertido.

Estamos entusiasmados pelo nossa recente colaboração com Aaron ‘Wheelz’ Fotheringham e a nossa primeira cadeira de rodas telecomandada, reforçando o objetivo de inspirar as crianças a quebrarem limites e perseguirem os seus sonhos independentemente dos desafios pessoais que enfrentem”, disse o diretor de design da Hot Wheels, Gerry Cody.

À venda por 50 dólares — cerca de 48 euros — o brinquedo é capaz de atingir os 10 quilómetros por hora. Além disso, é capaz de um mortal com recurso à rampa que acompanha o novo kit da Hot Wheels, conta a CNET.

Veja o video AQUI

Fonte: Observador.pt


sábado, 24 de agosto de 2019

Prestação Social para a Inclusão alargada a crianças e jovens até 18 anos

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira o alargamento da Prestação Social para a Inclusão (PSI) a todas as crianças e jovens com deficiência até aos 18 anos e com uma incapacidade igual ou superior a 60%.


Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo, coube ao secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, explicar esta terceira fase da PSI, uma prestação criada pelo Governo em outubro de 2017, numa primeira fase para as pessoas em idade adulta e, no ano seguinte, um complemento para as situações de pobreza.

Segundo o Ministério do Trabalho e Segurança Social, a "terceira fase da Prestação Social para Inclusão é alargada às crianças e jovens dos 0 aos 18 anos, possibilitando a crianças e jovens que tenham uma deficiência que lhes confira um grau de incapacidade igual ou superior a 60% acederem, mediante requerimento, à componente base desta prestação".

Em termos de valores, detalhou Miguel Cabrita, "o que está em causa é a atribuição de um montante fixo que é correspondente, como noutras prestações sociais, a 50% do valor de referência da componente base de prestação". "Estamos a falar, portanto, de cerca de 136 euros e aplica-se independentemente dos recursos económicos de que a família disponha. Este montante pode ainda ser majorado em 35% nas situações em que as crianças vivam em agregados familiares monoparentais", concretizou.

O secretário de Estado do Emprego garantiu ainda que a PSI é acumulável com outras prestações a que as crianças tenham direito. Com esta terceira fase da PSI, destacou Miguel Cabrita, "foi possível concluir e cumprir integralmente aquilo que estava no programa do Governo" sobre esta prestação, que segundo os números hoje avançados já chega a mais de 95 mil pessoas.

Segundo o executivo, "com a introdução desta alteração, a prestação passará a apoiar a pessoa com deficiência ao longo de todo o seu percurso de vida", ficando assim reforçada a proteção social a pessoas com deficiência, em particular quando esta "é congénita ou adquirida numa fase precoce da vida que possa prejudicar a respetiva formação e os percursos educativos".

(Notícia corrigida - a prestação aplica-se a todas as crianças e jovens até aos 18 anos, em vez de alargada a jovens a partir dos 10 anos)

Fonte: rr

terça-feira, 16 de abril de 2019

O Barreiro tem um baloiço especial para crianças especiais

No intuito de eliminar barreiras e numa aposta clara na inclusão, o município do Barreiro instalou no Parque da Cidade, o primeiro balouço adaptado no concelho pensado para crianças com mobilidade reduzida.


Mas a aposta da câmara é alargar o projecto e por isso tem vindo a criar edifícios mais acessíveis e tem vindo a realizar obra para o rebaixamento de passeios e passadeiras, com guias para invisuais.
Segundo palavras de Frederico Rosa, o presidente da câmara municipal do Barreiro, “Tivemos vários cidadãos, que sem terem filhos com essas necessidades, nos foram fazendo alertas, o que veio fortalecer a nossa convicção de que o caminho é este”.

Frederico Rosa, lança o alerta que a maior batalha que agora se trava tem haver com “a educação das pessoas, e a pedagogia que deve de haver, para que se perceba que este brinquedo é para quem não pode andar nos balouços, já aqui ao lado, e esse é um trabalho que também estamos a fazer”.

Sara Ferreira, Vereadora responsável pelo pelouro da Intervenção Social, Igualdade e Habitação, destacou a importância de um protocolo assinado entre a CMB e a Associação “Vem Vencer”, que permite que através de uma carrinha adaptada, as crianças de todos os agrupamentos de escolas do Concelho, com problemas de mobilidade, possam também acompanhar os colegas em visitas de estudos e outros passeios e atividades. Ter acesso às mesmas oportunidades é a missiva para uma “verdadeira inclusão na escola pública”.

Recorde-se que para além da instalação deste balouço e dos melhoramentos nas acessibilidades do espaço público, como rebaixamento de passeios e passadeiras, já mencionados, o edifício dos Paços do Concelho tem instalada uma cadeira elevatória, com acesso ao 1.º piso, e que os acessos aos Balcões Únicos do Concelho, também contemplam rampas de acesso.

Fonte: guiadacidade.pt

sábado, 19 de janeiro de 2019

INDI, um tablet multi-funcional criado especificamente para Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA)

Conheça o INDI, um tablet multi-funcional criado especificamente para Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA).
O INDI é o dispositivo de comunicação ideal para crianças com perturbações do espectro do autismo não verbal, crianças com Síndrome de Down, Paralisia Cerebral e outras perturbações do neurodesenvolvimento.

Hunter e o sistema INDI (Vídeo em Inglês)
Características:
Colunas poderosas embutidos
Unidades de Controle Ambiental e Infravermelho (IR)
Funções de fácil acesso para plataformas sociais, email e mensagens de texto
Ecrã resistente
Pode vir com o software SNAP+CORE ou com o GRID 3


Para mais informações: info@anditec.pt

Fonte: Anditec

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Cadeira de rodas inovadora leva crianças ao mar

Protótipo fabricado nos EUA, de mobilidade fácil em areia e na água, chegou este verão a Portugal, através da associação More Moving Moments, que por agora colocou 12 cadeiras destas em nove praias, para utilização gratuita por crianças com necessidades especiais.

Adaptar-se era deixar de fazer praia. Inadmissível, pensou a administradora hospitalar Rita Mendes face à (não) solução que os fisioterapeutas apresentavam, em 2017, para o caso do seu filho Manuel (na foto), na altura com seis anos, e criança com um atraso no desenvolvimento e fortes limitações de mobilidade. Quando a família ia à praia, tornava-se cada vez mais difícil para Rita Mendes e o marido andarem com Manuel ao colo, entre a areia e o mar.

Em lugar de se resignar, o casal procurou uma solução - que encontrou no site da associação americana Stepping Stones For Stella. Um avô da pequena Stella tinha desenvolvido um protótipo de uma cadeira de rodas com mobilidade fácil em areia (seca ou molhada) e na água, para a neta usufruir em pleno de um verão de praia. Foi o que aconteceu com Manuel logo no verão de 2017. Os pais encomendaram uma dessas cadeiras e fizeram o teste. Se correu bem? "A foto do Manuel diz tudo", responde Rita Mendes.

A administradora hospitalar sentiu depois a "necessidade de partilhar esta solução" com as famílias que enfrentam o mesmo problema. Num turbilhão de seis meses, foi criada a associação More Moving Moments e concretizado o projeto-piloto de colocar este verão 12 cadeiras de rodas, iguais à encomendada para Manuel, para uso gratuito por crianças em nove areais - praias do Ouro (Sesimbra), do Tamariz (Cascais), da Poça (Cascais), das Moitas (Cascais), de S. Lourenço (Mafra), da Foz do Lizandro (Mafra), da Comporta (Grândola), Tróia-Mar (Grândola) e das Maçãs (Sintra).

Ao chegar a estas praias, explica Rita Mendes, as famílias devem dirigir-se a nadadores-salvadores ou a monitores ao serviço dos municípios, para a requisição das cadeiras de rodas disponibilizadas pela More Moving Moments (dimensionadas para crianças até 27 kg/nove anos). Não há regras de utilização estipuladas, como, por exemplo, um período limite de uso. Por isso, Rita Mendes diz que a associação a que preside "pede às famílias, nadadores-salvadores e aos monitores que promovam uma utilização equilibrada e harmoniosa". O projeto funciona no horário dos concessionários.

A associação Stepping Stones For Stella doou as referidas cadeiras à congénere portuguesa, que teve de obter financiamento para o respetivo transporte, que não é barato - este protótipo não se desdobra. Mas a More Moving Moments quer chegar bem mais longe. "Pretendemos ter, dentro de quatro a cinco anos, todas as praias marítimas cobertas, e com cadeiras já fabricadas em Portugal", diz Rita Mendes. A Stepping Stones For Stella cedeu também o desenho técnico da cadeira, que a More Moving Moments, em colaboração com a Academia e a indústria portuguesas, quer que, além de produzida no País, alcance um tamanho acima, que permita a utilização por adolescentes até aos 15 anos.

Fonte: Visão

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Movimento Filhos sem Voz

O programa de 7 de fevereiro, do 'Linha Aberta com Hernâni Carvalho' foi uma emissão especial dedicadas às super famílias cuidadores que precisam de ganhar voz! 

Assista e conheça estes casos!




Fonte: RTP

domingo, 18 de junho de 2017

Questionário famílias com crianças com NEE

O GAIP está a colaborar com o Projeto Europeu PSI-WELL (envolvendo 6 países) que tem por objetivo:

1) diagnosticar, através de uma pesquisa transversal e nacional, o nível de inclusão social, stress e bem-estar de 1500 famílias de crianças e adolescentes com Necessidades Especiais (NE);

2) Promover, através de Programa de Intervenção social e psicopedagógico, o bem-estar de famílias de crianças/ adolescentes com NE. Como NE, incluem-se também as NEE, mas não só.
Apelamos à vossa colaboração através do preenchimento de um questionário online (20 a 25 minutos para preenchimento) e reencaminhamento para outros pais que possam colaborar com a coleta de dados.

O questionário está disponível em https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfXIlq8PVc5A2qXBGcgfdPk6gW2IwaAZBtVj4H14jdENjdodQ/viewform e o Código de Investigador é “GAIP”.

O Projeto pretende alcançar pais de crianças com NE, ou seja, as crianças que em qualquer momento da sua vida, apresentam dificuldades em satisfazer necessidades de caráter biopsicológico, como por exemplo:

1. crianças em contexto de luto; em contexto de pós divórcio parental, em contexto de hábitos alcoólicos,
2. crianças vítimas de bullying, de qualquer tipo de violência/ discriminação ou exclusão (por ex: obesidade, alteração ou diferenças relativas à orientação sexual),
3. crianças em exposição à pobreza, à falta de higiene ou de cuidado, exposição à exclusão, exposição a qualquer tipo de violência,
4. crianças com patologia crónica (diabetes, paramiloidose, atrite reumatoide, etc), doença oncológica e doença terminal, … etc.

Obrigada,
Danielle Capella
Psicóloga
Mestre em Estudos sobre as Mulheres (FCSH/UNL)
Assistente de Investigação (ISCTE)
Formadora
Tlm: 924290645

Enviado por email

Inaugurado primeiro parque aquático para crianças com deficiência

Proporcionar experiências diferentes a crianças e jovens com limitações físicas pode requerer um esforço extra, assim como custos mais elevados. Muitas vezes, os parques infantis não estão adaptados a todo o tipo de necessidades e acabam por excluir um segmento de público que, por norma, já está privado de aceder aos lugares de entretenimento e lazer comuns. Até agora.

O Morgan’s Inspiration Island (a Ilha Inspiracional de Morgan), na cidade de San Antonio, no Estado americano do Texas, é o primeiro parque aquático pensado para receber crianças com problemas de mobilidade. A abertura está marcada para hoje e, desde passeios de barco a jogos aquáticos, o espaço promete oferecer um leque de atividades que vão tornar-se experiências inesquecíveis.
O parque aquático custou 17 milhões de dólares (aproximadamente 15 milhões de euros) e está totalmente equipado para crianças com mobilidade reduzida - oferece cadeiras de rodas impermeáveis para que o público não danifique os seus equipamentos pessoais, por exemplo. Também tem incorporado um sistema de controlo da temperatura de água - para que os visitantes com sensibilidade ao frio possam usufruir de todas as atividades -, áreas silenciosas para pessoas sensíveis ao ruído e pulseiras de alta tecnologia projetadas para localizar crianças que dispersem.
O Morgan’s Inspiration Island teria sido um sonho absoluto para mim como criança”, diz Srin Madipalli, CEO da empresa Accomamble e doente de Amiotrofia Muscular Espinhal.

“Adoro os recursos da alta tecnologia. Eu tenho pouca função muscular e fico frio rapidamente. Por isso, a maneira como podem mudar a temperatura da água é ideal. Revela um nível brilhante de perceção sobre as necessidades dos diferentes indivíduos, o que é bastante incomum. Normalmente, um parque aquático desta escala pode oferecer um balneário acessível e um elevador para ajudar a entrar na água, mas pouco mais. O facto deste parque aquático ter uma acessibilidade incorporada em cada recurso é verdadeiramente inspirador - e parece muito divertido!”, sublinha.
Mas não é só o facto de ser um projeto inovador que convida a conhecer o Morgan’s Inspirations Island. Também os preços são um motivo tentador: as crianças com necessidades especiais não pagam entrada e, para os restantes visitantes, os preços estão entre os 17€ (para adultos) e 11€ (para crianças).

O parque aquático faz parte do Morgan’s Wonderland - um parque temático em San Antonio, inaugurado em 2010. Para a criação do projeto, os proprietários, Gordon e Maggie Hartman, inspiraram-se na sua filha Morgan, que sofre de limitações a nível físico e cognitivo. Os proprietários descrevem assim o projeto: “Não é um parque de necessidades especiais. É um parque de inclusão.”

Fonte: Visão

sábado, 31 de dezembro de 2016

Universidade do Minho adapta brinquedos para crianças com deficiência

Desde 2006 que o Laboratório de Robótica do Departamento de Eletrónica Industrial da Universidade do Minho dedica uma semana da época natalícia à adaptação de brinquedos eletrónicos para que possam ser usados por crianças com deficiência.


"Transformamos todos os brinquedos que tenham alguma eletrónica e que sirvam para estimular as crianças com necessidades especiais, adaptando-os com uns interruptores grandes que possam ser acionados com a cabeça ou com o pé", explicou à TSF Fernando Ribeiro, professor do Departamento de Eletrónica Industrial da UMinho.

Os brinquedos são doados e recolhidos por um conjunto de instituições que os fazem chegar ao Laboratório de Robótica para serem adaptados por alunos e docentes voluntários, que se encarregam ainda de os distribuir por instituições que acolhem crianças com necessidades especiais, em várias cidades do Minho.

"Para nós é um trabalho simples, que se faz em 10 a 15 minutos (cada brinquedo) e a alegria que eles têm quando recebem estes brinquedos é indescritível", revela Fernando Ribeiro.

Este ano, pela primeira vez, o trabalho de adaptação dos brinquedos pode ser acompanhado pelo público, num dia aberto à comunidade, marcado para esta quarta-feira, na Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães.

Fonte e reportagem em áudio: TSF

domingo, 4 de dezembro de 2016

Problema dos cuidadores é muito importante para Presidente da República

O Presidente da República esteve este sábado numa instituição de apoio a crianças com paralisia cerebral, recebendo uma carta de uma das crianças em que esta pede maior apoio do Estado, missiva que garantiu vir a entregar ao primeiro-ministro.

“Vai ter seguimento, logo na próxima audiência com o primeiro-ministro, dia 8 ou dia 9, entregarei a carta da Francisca. É um problema muito importante de muita gente em Portugal, o problema dos cuidadores familiares, de quem no fundo larga as profissões (...) e estão 24 horas por dia dedicados a uma tarefa”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado falava aos jornalistas no final de uma visita à associação Casa do Tejo - Direito ao Lazer, ligada à Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa (APCL), onde conheceu algumas famílias com crianças deficientes.

Uma das famílias tinha trigémeos e Francisca, uma das filhas, entregou uma carta a Marcelo Rebelo de Sousa explicando a situação familiar, com o Presidente a lembrar posteriormente que em causa estão “crianças que exigem atenção permanente, constante e exaustiva” num problema que “não é de um ou dois portugueses, é de milhares, pais e crianças”.

Fonte: Público

segunda-feira, 13 de junho de 2016

“Quando nos portamos bem vamos para a sala dos deficientes”

A frase de um menino de uma escola com uma unidade de apoio especializado para crianças com deficiência é citada pelo presidente da Associação Pró-Inclusão que considera que estas unidades “são muitas vezes desvirtuadas”, funcionando como instrumentos de segregação

O presidente da associação Pró-Inclusão, David Rodrigues, denunciou recentemente situações de unidades de apoio especializado para crianças com deficiência que funcionam nas escolas como instrumentos de segregação em vez de inclusão.

As unidades de apoio especializado foram criadas como instrumento de inclusão, mas “são muitas vezes desvirtuadas”, afirmou o presidente da Pró-Inclusão -- Associação Nacional de Docentes de Educação Especial na conferência “Necessidades Educativas Especiais, Deficiência e Escolaridade Obrigatória - Quais os Desafios?”, que decorreu na Assembleia da República.

Para David Rodrigues, estas unidades de apoio especializado a crianças com necessidades educativas especiais, que funcionam nas escolas de ensino regular para oferecer uma resposta de qualidade a estes alunos, deviam ser monitorizadas.

“Precisamos de uma monitorização porque não podemos aceitar que existam unidades de ensino de apoio especializado em que os meninos nunca saem da sala de apoio ou saem para ir à educação física ou meninos que vão almoçar a horas diferentes dos outros meninos da escola”, sublinhou o investigador da Universidade de Lisboa.

O presidente da associação contou que esteve recentemente numa escola em que a unidade de ensino especializado funcionava como “prenda para os outros meninos” que se portavam bem e “faziam alguma coisa de bom”.

“Houve um menino que me disse: quando nos portamos bem vamos para a sala dos deficientes”, que tem “computadores, jogos e equipamentos fantásticos”, contou o responsável na sua intervenção na conferência com o tema “Tornar a educação mais inclusiva: dos direitos às opções”.

Para David Rodrigues, estas situações não podem acontecer: “Nós não podemos aceitar isso, porque assim não são unidades de apoio especializado, são unidades de apoio segregado”.
“Eu não posso conceptualizar os recursos de apoios especializados como se fossem uma coisa diferente da escola. A escola deve ser um espaço de inclusão onde os recursos estão ao serviço de todos os alunos”, sustentou.

O investigador sublinhou que se estas unidades não funcionam como “instrumento de inclusão, são completamente inúteis, vide perniciosas”, e devem ser tiradas das escolas regulares, porque “é uma incoerência”.

Contudo, ressalvou, “nós acreditamos que as unidades têm que ser estruturas de inclusão e como tal têm que se manter, reforçar e aprofundar nas escolas”.

“Precisamos de estabelecer parcerias e criar redes comunitárias de articulação com as famílias e a escola deve constituir-se como um espaço de inclusão em que os recursos estão ao serviço dos alunos”, sustentou.

A conferência foi promovida pela Comissão de Educação e Ciência com o objetivo de refletir em “torno dos desafios que se colocam hoje na área da educação especial, da deficiência e escolaridade obrigatória” e “recolher contributos que permitirão apontar novos caminhos no sentido de colmatar eventuais deficiências”.

Fonte: Expresso

domingo, 31 de janeiro de 2016

Campanha #AToyLikeMe convence indústria a criar bonecos com "deficiência"

Bonecas com implante auditivo, andarilhos ou angioma facial. Ou de óculos, de muletas ou de lábios leporinos. Depois de uma campanha lançada por pais a clamar por brinquedos especialmente dirigidos aos filhos portadores de deficiência - um mercado calculado em 150 milhões de crianças -, várias empresas responderam criando linhas limitadas de produtos ou propondo a encomenda online.

Globalmente, a indústria de brinquedos movimenta 120 mil milhões de dólares. Mas não existe nenhuma Barbie de cadeira de rodas, explicou Rebecca Atkinson quando lançou a campanha #ToyLikeMe há quase um ano

A jornalista britânica trabalhou 20 anos na produção de TV e de imprensa e sempre se interessou pela forma como o sector tratava a deficiência infantil. Em abril de 2015, ao reparar na falta de representação destas características na indústria de brinquedos, lançou com outras mães a iniciativa #ToyLikeMe, nas redes sociais Facebook e Twitter.

"A resposta da Playmobil à deficiência era um rapazinho com uma perna partida e um homem idoso empurrado numa cadeira de rodas por uma mulher jovem e loira. O que é que isto dizia às crianças? Que só os idosos precisam de cadeiras de rodas? Que a deficiência infantil se resume a umas semanas com a perna engessada e depois desaparece?", perguntava Rebecca.

"Quando pensei no nível de exclusão que estas grandes marcas estavam a operar, os 'Flautistas de Hamelin' da meninice, fiquei furiosa. Quis fazer alguma coisa. É que eu era uma dessas crianças", explica a jornalista. "Cresci com aparelhos auditivos e nunca me vi representada em lado nenhum. Não havia pessoas surdas na televisão, na banda desenhada que eu lia ou nos brinquedos com que eu brincava".

O caso das Makie Dolls
O resultado da iniciativa foi um movimento viral que envolve milhares de pessoas, que começaram por transformar brinquedos de forma a mostrar alguma deficiência, fotografando-os depois e publicando as imagens na internet, para chamar a atenção para a "deficiência" da indústria.

Atualmente procuram ter um site através de um pedido de crowdfunding.

A Indústria, ou pelo menos parte dela, começou a ouvir. O movimento descobriu uma pequena empresa britânica, a Makie Dolls, que produz bonecos por impressão 3D e que aceita encomendas. A #ToyLikeMepediu-lhe se faziam umas bengalas e uns aparelhos auditivos para as suas bonecas.

A empresa não só aceitou de imediato como em pouco tempo desenvolveu três modelos, um com bengala, outro com aparelho coclear e outro com angioma facial. Está ainda a criar uma boneca em cadeira de rodas.

Petições de milhares
A Playmobil foi o alvo seguinte. Depois de uma petição que obteve 50 mil assinaturas numa semana a empresa aceitou o desafio e está a começar a produção de produtos inspirados em ideias lançadas pelo movimento, que deverão chegar ao mercado em 2016

A Lego recusou a princípio responder ao desafio de outra petição, assinada por 20 mil pessoas, mas o movimento não desistiu e colocou na página das ideias da Lego uma proposta de um Pai Natal numa cadeira de rodas. A Lego acabou por anunciar a criação de um boneco em cadeira de rodas.

Atualmente a campanha #ToyLikeMe é seguida por 30 mil pessoas em 45 países e pretende criar um site que sirva de banco de dados de brinquedos com deficiência ou produtos para crianças portadoras de deficiência, para aquelas pessoas que os procuram poderem facilmente encontrá-los e, eventualmente, encomendá-los.

Para isso, a campanha lançou um pedido de crowdfunding. Pode encontrá-lo aqui.

Fonte: RTP Noticias