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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Vida Independente: Precisamos do seu apoio

SEM ENTRARMOS EM QUALQUER POLITIZAÇÃO, a votação das propostas de resolução apresentadas pelas bancadas parlamentares do BE e do PCP, sobre Vida Independente e Serviços de Assistência Pessoal para as pessoas com deficiência, é já na próxima sexta-feira! 

Neste sentido, apelamos a TODOS os cidadãos portugueses, quer tenham ou não partido, que enviem um e-mail durante o dia de hoje e amanhã a todos os grupos parlamentares ressalvando a importância e a necessidade destas propostas serem votadas favoravelmente! 

Assista à apresentação das propostas aqui;




Para quem concordar com o texto abaixo, entre aspas, pode copiar e colar no seu e-mail. Será mais simples para todos mas, quem quiser dizer algo mais, força!
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"Venho por este meio apelar que os Deputados do vosso Grupo parlamentar atentem à votação que irá ser realizada sobre as propostas de resolução apresentadas pelas bancadas parlamentares do BE e do PCP, sobre Vida Independente e Serviços de Assistência Pessoal para as pessoas com deficiência, já na próxima sexta-feira. Hoje, por quem já necessita, amanhã, quem sabe?".
*****************
VERDES - pev.correio@pev.parlamento.pt
PCP - gp_pcp@pcp.parlamento.pt
PS - gp_ps@ps.parlamento.pt
PSD - gp_psd@psd.parlamento.pt
CDS/PP - gp_pp@pp.parlamento.pt
BE; gp_be@be.parlamento.pt
O meu obrigado à Sara Baptista e à Guida Correia Pires pelos seus textos!

Enviado por José Magalhães Reis

sábado, 23 de maio de 2015

A deputada Helena Pinto apresentou na AR o projeto de resolução do Bloco de Esquerda pela promoção da autonomia pessoal/vida independente das pessoas com deficiência

Helena Pinto explicou que o projeto de resolução apresentado reflete as preocupações ouvidas na audição que o Bloco organizou com as associações de pessoas com deficiência.

Na intervenção de apresentação, a deputada lembrou que Portugal ratificou em 2009 a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2006 e salientou que com esse ato “assumiu um compromisso que garanta a igualdade de direitos das pessoas com deficiências” e que, para tal “impõem-se políticas públicas que respondam às necessidades específicas dessas mesmas pessoas”.

“O projeto trata de uma questão fundamental 'as políticas públicas devem promover a autonomia pessoal e a vida independente das pessoas com deficiência', este deve ser o princípio e o fundamento das políticas públicas, este é aliás, o garante da igualdade de direitos”, realçou a deputada bloquista.

“As pessoas com deficiência não têm autonomia para concretizar um conjunto de tarefas indispensáveis ao seu dia-a-dia, mas têm a capacidade e o direito de escolher quem querem para os ajudar a ultrapassar essas mesmas dificuldades”, disse e realçou:

“A vida independente é um novo paradigma, que deixa para trás o modelo assistencialista que privilegia na esmagadora maioria das situações a institucionalização”.

“Se atendermos ao valor da comparticipação do Estado em caso de institucionalização que são 951,53 euros e o valor do subsídio para assistência por terceira pessoa que é 88,37 euros, fica claro para todos nós que se privilegia a institucionalização”, enfatizou a deputada.

Lembrando que os problemas com que se confrontam as pessoas com deficiência são muitos e enumerando alguns, Helena Pinto afirmou que o Bloco está a propor apenas “dar um primeiro passo, mas um passo importante, recomendando ao governo que integre os princípios da autonomia pessoal/vida independente nas políticas públicas, contemplando o direito ao pagamento direto para escolha e contratação da assistência necessária à satisfação das suas necessidades”.

A deputada bloquista salientou também que o projeto propõe “a implementação de projetos piloto, que tenham como objetivo o aumento da autonomia e qualidade de vida, envolvendo as associações e movimentos que representam as pessoas com deficiência e que tantos contributos têm dado”.

E concluiu, afirmando: “A nossa vida nas nossas mãos é o seu lema. Nem mais, nem menos a nossa vida nas nossas mãos”.

Noutra intervenção (que pode ver no segundo vídeo inserido abaixo), Helena Pinto lamentou que os “deputados da maioria tenham dito que o governo está a fazer tudo” e criticou: “O governo não mexeu naquilo que é essencial: há ou não há disponibilidade do governo para fazer pagamentos diretos às pessoas para que possam escolher quem eles quiserem e considerarem mais adequado para prestar a assistência”.

"A vida independente das pessoas com deficiência é um novo paradigma"



Audição sobre políticas públicas de apoios às pessoas com deficiência


Fonte: esquerda.net


PCP propõe no Parlamento a criação de um programa para um regime de “Apoio à Vida Independente”

Sr. Presidente
Srs. Deputados

O PCP apresenta hoje, uma proposta que visa a criação de um programa piloto de “Apoio à Vida Independente” para pessoas com deficiência agravada.

Quem contacta com esta realidade específica, sabe que, as pessoas com deficiência, com elevados graus de incapacidade e que necessitam de um apoio permanente e diário, para as mais variadas tarefas do dia-a-dia, estão numa condição de desprotecção social inaceitável.

Referimo-nos a pessoas, que para além de todas as limitações físicas e motoras, não conseguem manter um grau de autonomia que lhes permita uma vida verdadeiramente independente, pelo que necessitam de uma terceira pessoa para as tarefas mais básicas como a alimentação, a higiene pessoal, para se vestirem ou, simplesmente para se deslocarem.

Todavia, os apoios sociais existentes são claramente insuficientes e, particularmente, no caso das pessoas com deficiência que estão empregadas ou à procura de emprego a sua condição é, a de uma completa desprotecção, ou seja, estão sem qualquer tipo de apoio por parte do Estado.

E tudo isto acontece, com o conhecimento da maioria Governamental PSD/CDS, que se demite da resolução deste problema das pessoas com deficiência e com deficiência agravada que necessitam de uma terceira pessoa que cuide de si.

Por diversas vezes, no âmbito do trabalho da Assembleia da Republica, todos os grupos parlamentares foram e são confrontados com contactos directos e indiretos de pessoas com deficiência que, por não conseguirem contratar uma terceira pessoa que as assista, estão institucionalizadas.

Ora, este tipo de institucionalização de pessoas com deficiência em lares de idosos ou outros equipamentos sociais, além de mais caro, é profundamente desumano e não oferece a estas pessoas a dignidade e as respostas a que as mesmas têm direito à luz da Constituição da Republica.

Srs. Deputados

É premente dar uma resposta, encontrar uma solução para este problema, existem hoje vários exemplos de pessoas com deficiência que apenas precisando de alguém que cuide de si durante algumas horas por dia foram obrigadas a sair das suas habitações, estão longe dos seus amigos e familiares, encontrando-se confinados a uma instituição 24 horas por dia.

Interpretando as legitimas expectativas e necessidades de resposta a todo este contexto, um regime de apoio à “Vida Independente” é a proposta do PCP que a ser aprovado, vai permitir melhorar a autoestima e confiança da pessoa com deficiência e; incentivar o desenvolvimento de sistemas e serviços de apoio mais inovadores, flexíveis e personalizados; vai aliviar a pressão sobre os membros da família e outros prestadores informais, que impossibilita em muitas situações o desenvolvimento de uma actividade profissional;
E ainda e muito importante, vai proporcionar às pessoas com deficiência mais oportunidades de participação plena na vida económica e social da comunidade.

Na sua própria habitação, com condições de independência e autonomia, promovendo a inserção na vida profissional das pessoas com deficiência, o PCP propõe que se crie um programa piloto, em articulação e com o envolvimento das organizações das pessoas com deficiência, que vise definir os objectivos, critérios, tipos de respostas, quantidade de apoios, natureza dos apoios e procedimentos, de uma futura prestação social de “Apoio à Vida Independente” para as pessoas com deficiência agravada e reduzida autonomia.

Propomos ainda, a criação de um serviço-piloto de assistentes pessoais com formação nas várias áreas, designadamente na assistência a cuidados de higiene e pessoais, tarefas domésticas e serviços sociais como o apoio no emprego, no acesso a equipamentos de desporto, cultura e lazer e no desenvolvimento da vida social.

Disse.

Em video...


Fonte: PCP

quinta-feira, 21 de maio de 2015

BE apresenta projeto de resolução pela promoção da autonomia pessoal/vida independente das pessoas com deficiência

“A maioria das pessoas que dependem da ajuda de outras pessoas nas atividades da vida diária tal como levantarem-se de manhã, tomarem banho e arranjarem-se, defrontam-se com vidas muito limitadas em instituições residenciais ou casa de familiares. Qual deve ser a política nacional ideal de assistência pessoal que lhes dê o poder para viverem na comunidade como cidadãos iguais e completamente participantes, ocupando o seu justo lugar na família, vizinhança e sociedade, com as suas próprias famílias e empregos?”

“Model National Personal Assistance Policy” - European Center for Excellence in Personal Assistance

Esta é uma pergunta que tem que ter uma resposta clara por parte do Estado enquanto garante da igualdade de direitos entre todos os cidadãos e cidadãs.

Na resposta a esta pergunta está também a responsabilidade sobre o compromisso que Portugal assumiu ao ratificar em 2009 a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2006.

Ratificar esta Convenção não pode ser apenas um ato formal, sem tradução nas políticas públicas que visem alcançar os objetivos ali consagrados e considerados unanimemente como questões de Direitos Humanos e fatores de desenvolvimento social.

Passados 11 anos sobre a publicação da Lei nº 38/2004, de 18 de agosto, que aprova a “Lei de Bases da Prevenção, Habilitação, Reabilitação e Participação das Pessoas com Deficiência”, é necessário confrontar a aplicação desta Lei com os compromissos da Convenção e fazer uma avaliação dos avanços e recuos em relação aos seus princípios e objetivos.

A Convenção é muito clara ao definir que “todas as pessoas com deficiência têm direito a viverem em comunidade, com escolhas iguais às demais”.

Trata-se de considerar que as pessoas com deficiência têm o direito a decidir sobre as suas próprias vidas, numa lógica de vida independente e não numa lógica meramente assistencialista. Deve ser abandonada a perspetiva que privilegia a institucionalização em detrimento da vida em comunidade, a dependência em vez da autonomia, a desigualdade no lugar do respeito pelos direitos e da promoção da cidadania.

As orientações europeias sobre esta matéria vão no sentido de promover a desinstitucionalização das pessoas com deficiência. De acordo com o European Expert Group on the Transition from Instititional to Community-Based Care “isto representa um compromisso de que os fundos da UE não serão usados para perpetuar a institucionalização, mas para desenvolver alternativas baseadas na comunidade”.

Esta perspetiva representa uma alteração de paradigma, um avanço civilizacional, um novo patamar no reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência, privilegiando a sua decisão e as suas escolhas.

Torna-se necessário que esta perspetiva, conhecida como Vida Independente, seja acolhida nas políticas públicas de apoio às pessoas com deficiência, condição que decorre da subscrição da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Atualmente o Estado comparticipa as instituições que acolhem pessoas com deficiência, os lares, com 951,53 euros mensais por utente internado. Se a mesma pessoa estiver na sua casa, o subsídio por assistência por terceira pessoa são 88,37 euros para pagar a quem lhe prestar assistência. Fica evidente como se valoriza a institucionalização em detrimento da vida na família e na comunidade.

As pessoas com deficiência não têm autonomia para concretizar um conjunto de tarefas indispensáveis ao seu dia-a-dia, mas têm a capacidade de escolher quem querem que os ajude a ultrapassar essas dificuldades. Trata-se, em muitas situações, de tarefas do foro íntimo de cada pessoa e a sua escolha deve ser respeitada. Estas tarefas não podem ficar dependentes de familiares, que em muitas situações não reúnem as condições necessárias para as assegurar.

A Vida Independente é aplicada em vários países e consta inclusivamente da Estratégia Nacional para a Deficiência (ENDEF) 2010-2013, “Medida 63 – Desenvolver projeto-piloto que crie o serviço de assistência pessoal”, que tinha como prazo o final do ano de 2013 e nunca chegou a ver a luz do dia. A implementação de um Projeto Piloto pela Câmara Municipal de Lisboa permite-nos entender com maior clareza não só a urgência de multiplicar estas experiências, como a sua exequibilidade. Este projeto, chamado “Projeto Piloto Vida Independente, Vida Digna”, é gerido coletivamente pelos seus utilizadores e pessoas com deficiência organizados num centro de Vida Independente, em que se inclui o apoio ao recrutamento de assistentes pessoais.

O conceito está presente também no Programa Operacional da Inclusão Social e Emprego (POISE 2014-2020), que prevê, no eixo Deficiência - Modelos de Apoio à Vida Independente: “modelos de intervenção que privilegiem a autonomia das pessoas”.

“A nossa vida nas nossas mãos” é o que, legitimamente, reivindicam estas pessoas. Impõe-se que esta perspetiva de Vida Independente seja o centro das políticas públicas, introduzindo o serviço de assistência pessoal, que dependerá unicamente da escolha da pessoa com deficiência. Só assim será garantido “o direito de decisão pessoal na definição e condução da sua vida”, consagrado na Convenção.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo:

A integração dos princípios da Autonomia Pessoal/Vida Independente nas políticas públicas, que contemplem:

1. O direito ao pagamento direto para escolha e contratação da assistência necessária à satisfação das suas necessidades;

2. A implementação de Projetos-piloto centrados na pessoa com deficiência que tenham como objetivo o aumento da autonomia e da qualidade de vida;

3. A participação de associações e movimentos de pessoas com deficiência em todos estes processos.

Assembleia da República, 15 de maio de 2015.

As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,

Fonte: Grupo Parlamentar          Mais informações AQUI

PCP Apresenta Projeto de Resolução na Assembleia da República Sobre Vida Independente

Projeto de Resolução n.º 1471/XII-4ª

Cria um programa piloto para um regime de “Apoio à Vida Independente” para pessoas com deficiência agravada: 

No nosso país, as pessoas com deficiência, com elevados graus de incapacidade e que necessitam de um apoio permanente e diário, para as mais variadas tarefas do dia-a-dia, estão numa situação verdadeiramente dramática. Estamos a falar de pessoas com deficiência que além de uma grande incapacidade, não conseguem manter um grau de autonomia que lhes permita uma vida verdadeiramente independente, pelo que precisam de uma terceira pessoa para as tarefas mais básicas como a alimentação, vestirem-se, tratar da higiene pessoal ou simplesmente para se deslocarem.

Contudo, os apoios sociais são escassos e no caso das pessoas com deficiência que estão empregadas ou à procura de emprego não há lugar a qualquer prestação. Acontece que o problema das pessoas com deficiência, com deficiência agravada e que necessitam de uma terceira pessoa é premente.

Na verdade, fruto da luta das pessoas com deficiência, todos os grupos parlamentares foram confrontados com situações de pessoas com deficiência que, por não conseguirem contratar uma terceira pessoa que as assista, estão institucionalizadas. A institucionalização das pessoas com deficiência em lares de idosos ou outros equipamentos, além de mais caro, é profundamente desumano e não oferece a estas pessoas a dignidade e as respostas que precisam.

Existem hoje vários exemplos de pessoas com deficiência que apenas precisando de um cuidador algumas horas por dia foram obrigadas a sair das suas habitações, afastarem-se dos seus amigos e familiares para ficarem confinados a uma instituição 24 horas por dia.

Hoje no nosso país, o direito a uma vida autónoma, digna e independente é negado a milhares de pessoas com deficiência. A construção de uma sociedade inclusiva, tantas vezes invocada nos discursos de sucessivos governos, exige medidas concretas que permitam às pessoas com deficiência viver com dignidade nas suas próprias habitações e, assim integrando e participando na vida das suas vilas e cidades, junto dos seus amigos e familiares, promovendo a sua autonomia e independência e, desta forma permitir que estas possam continuar a trabalhar sem recorrer ao auxílio da família e que outras consigam aceder ao emprego, aspeto central para a dignidade do ser humano.

Um regime de apoio à “Vida Independente” permite melhorar a auto-estima da pessoa com deficiência e a sua auto-confiança; incentivar o desenvolvimento de sistemas e serviços de apoio mais inovadores, flexíveis e personalizadas; aliviar a pressão sobre os membros da família e outros prestadores de cuidados informais que muitas vezes têm de prestar apoio aos familiares com deficiência, o que impossibilita o desenvolvimento de uma atividade profissional; proporcionar às pessoas com deficiência mais oportunidades de participação plena na vida económica e social da comunidade.

Assim, importa alterar a presente situação de facto e estudar como se poderá concretizar uma prestação social que efetivamente promova a autonomia destas pessoas. Sabendo que não há duas pessoas iguais, que cada um precisa de cuidados específicos que variam muito não só de natureza como de quantidade importa criar um programa piloto que, com as associações representativas das pessoas com deficiência, defina os objetivos, critérios, tipos de respostas, quantidade de apoios e procedimentos para depois se dar corpo legal aos resultados do programa piloto.

Desde já conseguimos apurar que a questão da escolha do assistente pessoal por parte das pessoas com deficiência é um elemento fulcral para esta prestação social uma vez que entre a pessoa com deficiência e o assistente pessoal terá que haver uma relação de confiança e a escolha do assistente terá necessariamente que respeitar a vontade das pessoas com deficiência em função das questões de privacidade que se colocam.

Este programa piloto que visa a criação da prestação social “Apoio à Vida Independente” contribui para manter na sua própria habitação, com condições de independência e autonomia, promovendo a inserção na vida profissional das pessoas com deficiência.

Nestes termos, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os deputados abaixo assinados do Grupo Parlamentar do PCP apresentam o seguinte Projeto de Resolução:

A Assembleia da República recomenda ao Governo, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição da República, que:

1 – Crie um programa piloto, em articulação e com o envolvimento das organizações das pessoas com deficiência, que visedefinir os objetivos, critérios, tipos de respostas, quantidade de apoios, natureza dos apoios e procedimentos, de uma futura prestação social de “Apoio à Vida Independente” para as pessoas com deficiência agravada e reduzida autonomia.

2- Criação de um serviço-piloto de assistentes pessoais com formação nas várias áreas, designadamente assistência pessoal (cuidados de higiene e pessoais), serviços domésticos (tarefas domésticas diárias) e serviços sociais (apoio no emprego, no acesso a equipamentos de desporto, cultura e lazer e no desenvolvimento da vida social).

Assembleia da República, 15 de Maio de 2015
Os Deputados,
RITA RATO; DAVID COSTA; LURDES RIBEIRO; DIANA FERREIRA; BRUNO DIAS; JOÃO OLIVEIRA; MIGUEL TIAGO; JERÓNIMO DE SOUSA; ANTÓNIO FILIPE; FRANCISCO LOPES; JOÃO RAMOS; PAULA SANTOS; PAULO SÁ.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Tire as suas dúvidas sobre o conceito de Vida Independente

Conferência Internacional realizada em Dezembro de 2013 pela Câmara Municipal de Lisboa em colaboração com o movimento (d)Eficientes Indignados.


Se ainda continua a ter dúvidas sobre o significado de Vida Independente, não deixe de aceder ao documento disponibilizado AQUI.

Fonte: vidaindependentelx

Eduardo Jorge fez-se ouvir na Assembleia da República

O Bloco de Esquerda promoveu em 28 de abril, às 16 horas, na Assembleia da República, uma audição pública focada na temática do projecto de Vida Independente.

Foram abordadas futuras políticas dirigidas a pessoas com deficiência.

"Na generalidade, o conceito de Vida Independente é caracterizado pela possibilidade da pessoa com deficiência poder decidir se quer ir viver para uma instituição ou ficar na sua casa dispondo, assim, da verba que o Estado iria transferir para a instituição. Com esta verba poderá contratar um cuidador/a podendo assim, ter respostas de acordo com as suas necessidades específicas e poder usufruir de uma liberdade individual não compatível com a vida numa instituição" afirmou Eduardo Jorge, perante os eleitos do Bloco de Esquerda onde figuravam entre outros Helena Pinto, Mariana Mortágua e José Soeiro.
Além de Eduardo Jorge usaram da palavra Jorge Falcato e Manuela Ralha, conhecidos activistas desta causa, com um longo historial reivindicativo, além de Associações e particulares ligados ao tema em debate.

Esta iniciativa do BE deveu-se a um trabalho conjunto da Comissão Coordenadora de Abrantes, da Coordenadora Distrital de Santarém e do Grupo Parlamentar na Assembleia da República.

Fonte: Jornal Abarca Fotos: Jorge Santiago

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O BE convida-nos a debater Vida Independente na Assembleia da República, dia 28, 16h

Dias atrás recebi em minha casa a Sra Deputada do Bloco de Esquerda (BE) Helena Pinto, que se fez acompanhar pelo Coordenador Distrital de Santarém Carlos Matias, Armindo Silveira porta-voz do BE de Abrantes, e também Duarte Arsénio e José Dias, dois amigos que estimo muito.

Vieram mostrar a sua solidariedade pela nossa luta sobre o direito a uma Vida Independente e disponibilizarem-se para nos apoiar. Desse encontro saiu uma vontade efetiva do BE em trabalhar para a melhoria das políticas públicas de apoio às pessoas com deficiência.

Primeiro passo dado pelo BE será a realização de uma audição pública no próximo dia 28 de Abril, às 16h na Assembleia da República em Lisboa, onde se pretende debater uma nova visão sobre Vida Independente.

Relembro que assim como o BE, todos os outros partidos com assento parlamentar têm sido informados e convidados a participarem na nossa luta. Até ao momento a única resposta positiva foi por parte do BE, fato que agradeço, assim como não poderia deixar de agradecer todo o apoio dado pelo seu porta-voz em Abrantes, Armindo Silveira que desde o primeiro dia abraçou esta causa, tendo inclusive apresentado uma moção na Assembleia Municipal de Abrantes, aquando da minha viagem de protesto em cadeira de rodas entre a Concavada e o Ministério da Solidariedade Emprego e Segurança Social em Lisboa.

Destaco e agradeço a amabilidade do BE em disponibilizar-me gratuitamente transporte adaptado.

Como podem verificar o convite  está endereçado a todos nós. Não deixem de comparecer e convidar os amigos.

Siga o evento AQUI

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Reunião de constituição do Centro de Vida Independente de Lisboa

A continuação do processo e o êxito do Projecto-Piloto de Vida Independente, dependem em primeiro lugar da adesão e empenho das pessoas com deficiência. O Centro de Vida Independente, estrutura composta e dirigida por pessoas com deficiência, será o gestor do dia-a-dia do projecto.

É altura de constituir o CVI, tomar uma série de decisões que ficamos de tomar e avançar na prestação de assistência pessoal a quem precisa.

Se tem uma deficiência, convidamo-lo(a) a participar na primeira reunião que irá realizar-se na próxima 6ª Feira, dia 17 de Abril, das 18h00 às 20h00. Terá lugar no Espaço Municipal da Flamenga, Rua Ferreira de Castro, Bairro da Flamenga, Marvila.

Este espaço situa-se perto do Centro Comercial da Bela Vista.

Existem duas carreiras da Carris, a 794 (Estação do Oriente – Terreiro do Paço) e a 793(Estação Roma/Areeiro – Marvila) com acessibilidade a cadeira de rodas que têm uma paragem junto ao Centro Comercial.

A estação de Metro Bela Vista tem uma saída acessível mas não dá directamente para o caminho de acesso ao local da reunião. Para chegar a essa rua tem de se sair da estação de metro, virar à esquerda até encontrar uma entrada do parque de estacionamento e aí apanhar o elevador para o Centro Comercial. Não é muito prático mas é o único caminho possível em cadeira de rodas.

Em frente ao local da reunião existe um parque de estacionamento com muitos lugares.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Greve de fome. Como tudo começou e aconteceu

Agora que comuniquei o inicio de mais uma batalha pelo direito a uma Vida Independente, neste caso o reinicio da greve de fome, deixo um resumo de como tudo começou e aconteceu em 2013:

 - Comunicação da greve de fome para 7 de Outubro de 2013 http://tetraplegicos.blogspot.pt/2013/10/greve-de-fome-pelo-direito-uma-vida.html




- O endereço eletrónico disponibilizado pelo Governo para recolha de contributos para elaboração da suposta Lei sobre Vida Independente http://tetraplegicos.blogspot.pt/2013/10/participe-na-elaboracao-legislacao-vida.html





Um ano depois como nada tinha sido feito, voltei à luta, desta vez realizando uma viagem em cadeira de rodas até a Lisboa

- Comunicação da viagem para 23 de setembro de 2014  http://tetraplegicos.blogspot.pt/2014/08/concavada-lisboa-em-cadeira-de-rodas.html








Minhas últimas entrevistas à comunicação social 






Porquê a greve de fome


 Ao contrário do Estado a Câmara Municipal de Lisboa ouviu nossos apelos e põs mãos à obra

- Realizou uma conferência internacional sobre Vida Independente em Lisboa

- Criou um projecto-piloto sobre Vida Independente

Comunicação do reinicio da greve de fome 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Voltarei à greve de fome: Dignidade ou morte

A minha luta pelo direito a uma Vida Independente teve inicio com a greve de fome que levei a cabo, em frente à Assembleia da República, no dia 07 de Outubro de 2013, suspendi-a porque na altura me foi prometido pelo Sr Secretário de Estado Agostinho Branquinho, que as minhas reivindicações iriam ser aceites, e que o Governo iria dar início ao processo legislativo sobre Vida Independente com a finalidade de fomentar a autonomia das pessoas com deficiência, e por fim à política de institucionalização compulsiva como única alternativa existente no nosso país, levando ao nosso desenraizamento social e afectivo, mas como um ano depois nada tinha sido feito, no dia 23 de Setembro de 2014 resolvi realizar uma viagem de 180 km em cadeira de rodas, (Concavada a Lisboa) com a finalidade de entregar no Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social uma carta aberta (comunicado abaixo) onde relembro o Sr Secretário de Estado sobre o prometido e não cumprido e exijo respostas, como não obtive nenhuma resposta até ao momento, a não ser o conhecido comunicado publicado no site do Governo no dia do inicio da minha viagem, não me resta outra alternativa que não seja reiniciar a greve de fome interrompida em Outubro de 2013, e é isso que irá acontecer em breve..

Carta aberta/ultimato entregue no Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, na minha chegada a Lisboa, no dia 25 de Setembro, após 3 dias de viagem em cadeira de rodas.

Exmo Sr. Secretário de Estado da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Agostinho Branquinho.

Como deve estar recordado, há quase um ano, anunciei que iria entrar em greve de fome até ter garantias que iria ser iniciado um processo legislativo que garantisse uma Vida Independente às pessoas com deficiência que, tal como eu, necessitam de apoio para cumprir as tarefas do dia-a-dia.

Por proposta sua, reuni consigo, estando presentes também representantes do Movimento (d)Eficientes Indignados (MDI). Nessa reunião explicámos o conceito de Vida Independente. Sublinhámos os pontos que consideramos indispensáveis para desenvolver uma política que promova a autonomia e o direito a uma vida digna fora das instituições, tais como o pagamento directo às pessoas com deficiência da quantia necessária à contratação dos assistentes pessoais e a liberdade na escolha da pessoa que presta assistência.

Defendemos uma política em que a pessoa com deficiência seja dona sua própria vida, com a possibilidade de decidir onde, como e com quem viver. Uma política que inverta a tendência institucionalizadora seguida até aos dias de hoje pelos sucessivos governos.

Não estamos sozinhos nesta pretensão. A Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada por Portugal, é clara na recomendação da implementação da Vida Independente. E, como sabe, esta é também uma orientação da Comunidade Europeia para a aplicação dos fundos do próximo quadro comunitário de apoio.

Após a referida reunião, interrompi a greve de fome que estava disposto a prosseguir até às últimas consequências, porque Vexa me garantiu que o processo de redacção de uma lei de Vida Independente/Assistência Pessoal começaria no final de Janeiro, com a participação do MDI e demais representantes da comunidade das pessoas com deficiência.

“Nada sobre nós sem nós”, velho slogan que continuo a reafirmar.

Em Janeiro de 2014, nem uma reunião que estava prevista para a primeira semana teve lugar. Teve de ser o MDI a solicitá-la e ocorreu apenas a 27 de Fevereiro. Nessa reunião assisti a uma alteração de posições da Secretaria de Estado. Fomos informados, numa clara violação dos compromissos assumidos, que nada mais passaria pela colaboração com MDI e que já estava decidido apenas promover a formação de Assistentes Pessoais sem que tivéssemos sequer sido informados dos conteúdos dessa formação. A Secretaria de Estado revelou a sua incapacidade para colaborar com as organizações de pessoas com deficiência, impondo a sua vontade, não aceitando nem propostas nem críticas às suas decisões.

O conceito de Vida Independente foi resultado de muitos anos de luta pelo direito a viver de uma forma digna. Foi uma conquista das pessoas com deficiência. Não é admissível que a implementação de uma política de Vida Independente seja feita contra ou ignorando a Comunidade de pessoas com deficiência. Muito menos num País democrático.

Está em causa em o direito à autodeterminação de cidadãos portugueses.

Está em causa acabar com o internamento compulsivo de milhares de portugueses, fechados contra a sua vontade em lares para idosos ou outras instituições residenciais.

Sejamos sérios: Estas instituições recebem por pessoa internada 950 euros mensais. Pagos pelo Estado. Recebem ainda até 85% do rendimento da pessoa internada. Todos os estudos existentes demonstram que a Vida Independente sai mais barata ao Estado, gera mais emprego, e aumenta a satisfação e qualidade de vida dos utentes.

A quem interessa manter esta situação? Haja coragem de enfrentar estes interesses.

Somos contribuintes. O Governo pode usar o nosso dinheiro para nos encarcerar, mas não pode usá-lo para nos dar independência e uma vida digna? Que interesses está a proteger?

Sabemos que uma mudança desta envergadura precisa de tempo. Mas essa é mais uma razão para não estarmos parados. Temos que dar passos concretos.

Tenho o direito de exigir:

1. Um projecto-piloto de Vida Independente, à escala nacional, que abranja pelo menos 100 pessoas com necessidade de assistência pessoal, a entrar em funcionamento no prazo máximo de 6 meses.

2. Constituição no prazo de um mês de um grupo de trabalho constituído por mim, o MDI e outros representantes da Comunidade de pessoas com deficiência para definir os detalhes necessários à concretização deste projecto-piloto.

Isto parece-lhe pedir muito? Acha difícil? Acha demais? A mim não me parece. Especialmente considerando que acabei de fazer 180 km numa cadeira de rodas, pondo em risco a minha vida para lhe entregar esta carta.

Caso isto não seja cumprido, farei mais. E sei que seremos muitos mais a fazer muito mais.

Atentamente
Eduardo Jorge

PS: A partir deste momento e até ao inicio da minha greve de fome, este espaço passará a dar prioridade ao assunto, ou seja, servirá para vos dar conta de todos os passos sobre o reinicio da greve de fome, que acontecerá em data a anunciar brevemente.

No lado direito, em “Mais Noticias”, poderá aceder a outras notícias.