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domingo, 22 de setembro de 2024

“Denúncia de Estacionamento” está mais fácil.

Circular em cadeira de rodas pelas ruas das nossas cidades é uma perigosa aventura. Na maioria das vezes a única alternativa é fazê-lo utilizando a via pública e correr o risco de ser atropelado. Juntamente com a falta de rebaixamento dos passeios, os veículos estacionados indevidamente nos passeios e não só, continua a ser um dos grandes impedimentos à livre circulação de quem se desloca em cadeira de rodas.
Outra grande dificuldade é conseguir estacionamento em vagas reservadas para pessoas com deficiência, e quando é finalmente encontrado um lugar, deparamo-nos geralmente com o lugar ocupado por veículos sem cartão de estacionamento visível emitido pelo IMT. No caso do estacionamento no passeio, impedindo a passagem de peões, a sanção a aplicar será somente uma coima, no caso da ocupação indevida de lugar reservado a pessoas com deficiência, para além da coima haverá também a perda de dois pontos, e sanção acessória de inibição de conduzir de um a doze meses, mas parece-me que a fiscalização não tem sido suficiente para inibir a má prática.

Para denunciar estes atropelos á lei, já existe a aplicação "Denúncia de Estacionamento" disponível em todo o território nacional e de fácil utilização. Se encontrar um veículo mal estacionado, e pretenda apresentar uma queixa às autoridades só é necessário descarregar a aplicação para o smartphone no “Google Play Store”, preencher um formulário através da aplicação com a data e o local onde se encontra o veículo mal estacionado, que a aplicação deteta o modelo e marca através da matrícula, por fim anexar imagens do veículo, e a denúncia segue para a PSP, GNR ou Polícia Municipal que se encontre mais perto do local da ocorrência, que a autoridade dará seguimento às queixas dos cidadãos por esta via, de acordo com o estipulado no nº 5 do artigo 170º do Código da Estrada, evitando a deslocação à esquadra para proceder à identificação do denunciante, por se possível fazê-lo através da Chave Móvel Digital que para efeitos legais, substitui a nossa presença. Para que a queixa seja aceite é obrigatório a identificação. Não são aceites denúncias anónimas.

Por falar em estacionamento indevido não resisto a relatar um caso que me aconteceu recentemente: Ao tentar estacionar numa vaga reservada a pessoas com deficiência, verifico que o lugar se encontra ocupado por uma viatura não identificada com o cartão de estacionamento para pessoa com deficiência. Vejo o condutor a entrar no veículo sem nenhuma dificuldade aparente, estando por perto, pergunto-lhe se tem cartão de estacionamento. Sai do carro com um movimento brusco, tira um cartão da carteira idêntico aos emitidos pelo IMT, em tom de voz alterada pede para olhar bem, e ao entrar no veículo acrescenta que lhe custou dinheiro numa papelaria, e que para o aborrecer ainda mais só faltava eu dizer que era ilegal. Impossível tentar-lhe explicar que o cartão deve ser solicitado ao IMT, e que deve ser colocado em local visível no interior do veículo. E lá fiquei eu como sendo o infrator.

A minha crónica no Jornal Abarca

sábado, 27 de janeiro de 2018

Estacionamento: Bom exemplo do El Corte Inglês

O El Corte Inglés, em Lisboa, para garantir que os lugares de estacionamento reservados para as Pessoas com Deficiência são de facto respeitados, decidiu implementar um sistema que passa por trancar os lugares com correntes e disponibilizar um contacto telefónico para que o lugar seja disponibilizado por um segurança. Muitos condutores continuam a não compreender que um cidadão com mobilidade reduzida, particularmente aqueles que usam uma cadeira de rodas, necessitam de um espaço mais amplo para saírem do carro.


As coimas para esta infração vão dos 60 aos 300 euros, o condutor perde dois pontos na carta por pontos e pode ficar inibido de conduzir entre 1 e 12 meses. Publicada em Diário da República no dia 7 de julho de 2017, a Lei mudou e entrou em vigor no dia 8 de julho de 2017. Ainda que seja um parque de estacionamento de um Centro Comercial, os condutores têm que cumprir a lei aplicável referente ao Código da Estrada, agora alterado. Se assim não fosse, circular em sentido contrário, não respeitando os sinais de trânsito do parque, por exemplo, poderia ser considerado normal. Seria o caos!

O que falta agora?
Agora seria importante alterar os WCs para Pessoas com Deficiência de forma a facilitar o seu uso. Os equipamentos dos WCs existentes inviabilizam, na maioria dos casos, o seu uso, quer porque os sanitários estão muito altos e são muito estreitos, as barras laterais são complexas e também estão a uma altura elevada, existem barras frontais que dificultam ainda mais o acesso, o lavatório tem barras por baixoimpedindo a aproximação de quem está numa cadeira de rodas e, em alguns casos, o secador de mãos é inacessível ou porque está num canto sem acesso ao lado do lavatório ou porque está a uma altura impeditiva.

Os WCs devem ser simples, sem obstáculos. Fica um exemplo


 
Fonte: Minuto Acessível

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

6 mil condutores não respeitaram lugares para pessoas com deficiência

No ano passado, seis mil condutores foram autuados por não respeitarem os lugares de estacionamento para pessoas com deficiência. Os números foram avançados pela GNR esta terça-feira, durante a apresentação dos resultados do "Programa de Apoio a Pessoas com Deficiência" (PAPcD), na Escola da GNR, em Queluz.


O programa, que resulta da cooperação entre a Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social (FENACERCI) e a Guarda Nacional Republicana (GNR), foi criado a 3 de dezembro de 2014, e tem como principais objetivos prevenir e evitar situações de negligência, abuso, violência e maus-tratos contra pessoas com deficiência, assim como sensibilizar a população para os direitos de igualdade das pessoas com deficiência. 

A operacionalização deste programa é garantida através do número nacional de emergência (112) e através do número nacional de emergência para surdos, designado "SMS-Segurança" (96 10 10 200), que permite aos surdos ou pessoas com dificuldades auditivas enviarem uma mensagem escrita. Segundo os dados apresentados pela GNR, durante o ano passado, o SMS-Segurança foi utilizado por 247. 

O projecto PAPcD "é o cumprimento dos direitos dos grupos mais vulneráveis da nossa sociedade e, por isso, exige um trabalho de cooperação que diminua as distâncias e aproxime as oportunidades", afirmou Julieta Sanches, presidente da FENACERCI e mãe de uma deficiente intelectual severa. A presidente da FENACERCI deixou um desafio ao Governo "no sentido de serem garantidos os apoios ao aprofundamento deste projecto", sendo necessário "mais recursos de formação, informação e sensibilização para prevenir situações de violência doméstica, maus-tratos e abuso às pessoas com deficiência". 

Já Ana Sofia Antunes, secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, que é cega, também esteve presente na sessão e destacou o trabalho conjunto de duas organizações "com culturas e funções diferentes, mas que trabalham para melhorar e garantir as condições de segurança de pessoas com deficiências visuais, surdas e deficientes motoras". Fonte: CM

No Público: GNR multa 3199 condutores por estacionarem carro em lugares para deficientes

Desde Julho de 2017 que é considerado contra-ordenação grave estacionar em lugar reservado a veículos de pessoas com deficiência.

A GNR multou mais de 3000 condutores por estacionarem o carro em lugares reservados a pessoas com deficiência, no segundo semestre de 2017, altura em que isto passou a ser considerado uma contra-ordenação grave, indicou nesta quinta-feira a corporação. Numa nota, a Guarda Nacional Republicana avança que detectou, no segundo semestre do ano passado, 3199 condutores que ocuparam lugares reservados a pessoas com deficiência.

Desde Julho de 2017 que é considerado contra-ordenação grave estacionar em lugar reservado a veículos de pessoas com deficiência. A GNR recorda que o estacionamento nestes locais apenas pode ser feito por quem seja portador do cartão de estacionamento para pessoas com deficiência, o que pode ser solicitado aos serviços do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) da área da residência.

Segundo a GNR, quem cometer esta infracção incorre numa coima de entre 60 a 300 euros e perde dois pontos na carta.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Agência da Caixa Geral de Depósitos discrimina cidadãos com deficiência

Agência da Caixa Geral de Depósitos de Santa Maria da Feira interpreta criativamente o seu próprio estatuto para incumprir com lei que obriga entidades públicas a disponibilizar lugares de estacionamento para pessoas com deficiência. Bloco pretende saber se esta é a posição oficial do banco público ou se o caso "é um lamentável equívoco".


Em setembro de 2017, um cidadão dirigiu-se por escrito à agência da Caixa Geral de Depósitos de Santa Maria da Feira, solicitando que esta disponibilizasse um lugar de estacionamento para pessoas com deficiência.

Em resposta, a Caixa informou o queixoso que se recusava a desenvolver qualquer iniciativa nesse sentido, uma vez que o banco não era uma “entidade pública”, obrigadas por lei a estas diligências, mas sim “uma sociedade comercial anónima de capitais exclusivamente públicos, dedicada ao negócio bancário, em igualdade de circunstâncias com as demais instituições de crédito a atuar em Portugal”.

Acontece que os próprios estatutos(link is external) da Caixa Geral de Depósitos referem que esta é uma sociedade anónima “de capitais exclusivamente públicos” acrescentando que o banco se rege “pelo regime jurídico do setor público empresarial e demais normas aplicáveis atenta a sua natureza de empresa pública”.

Ou seja, o banco público está obrigado a cumprir a Lei n.º 48/2017, de 7 de julho(link is external), aprovada devido a uma proposta do Bloco de Esquerda (Projeto de Lei n.º 320/XIII/2ª(link is external)), que veio estipular que “as entidades públicas que não disponham de estacionamento para utentes devem assegurar a disponibilização na via pública de lugares de estacionamento reservados para pessoas com deficiência”.

Os deputados bloquistas Moisés Ferreira e Jorge Falcato já confrontaram o Governo com o assunto, por via de uma pergunta, considerando ser “inaceitável que o banco público discrimine ativa e conscientemente pessoas com deficiência”. O Bloco pretende ainda ver clarificado se a resposta dada por esta agência reflete a posição da Caixa Geral de Depósitos “ou se esta se tratou de um lamentável equívoco que está disposta a alterar”.

Fonte: Esquerda.net

sábado, 8 de julho de 2017

Estacionar em lugar de deficientes passa a contraordenação grave a partir de hoje

A partir de sábado quem estacionar em lugar reservado a veículos de pessoas com deficiência incorre numa contraordenação grave, segundo uma lei publicada esta sexta-feira em Diário da República.

A lei da Assembleia da República, que entra em vigor no dia seguinte à sua publicação, estabelece como contraordenação grave a paragem e o estacionamento em lugar reservado a pessoa com deficiência condicionada na sua mobilidade. Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), contraordenações graves são punidas com coima e com sanção acessória. Aquando da prática de uma contraordenação grave, na sua generalidade, são retirados dois pontos da carta de condução.

Uma outra lei, também publicada esta sexta-feira em Diário da República e que entra em vigor a 5 de agosto, estabelece a obrigatoriedade de as entidades públicas assegurarem lugares de estacionamento para pessoas com deficiência.

De acordo com a lei da Assembleia da República, as entidades públicas que disponham de estacionamento destinado a utentes devem assegurar a disponibilização de lugares de estacionamento gratuitos para pessoas com deficiência, em número e características que cumpram as normas técnicas para melhoria da acessibilidade das pessoas com mobilidade condicionada. As entidades públicas que não tenham estacionamento para utentes devem assegurar a disponibilização na via pública de lugares reservados para pessoas com deficiência.

Em maio o parlamento aprovou dois projetos do BE que agravavam as multas para o estacionamento abusivo em lugares reservados a deficientes e obrigava as entidades públicas a ter estacionamento gratuito para estas pessoas. Os textos finais dos projetos do Bloco de Esquerda foram aprovados por unanimidade pela Assembleia da República.

A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência determina que “os Estados Partes tomem medidas eficazes para garantir a mobilidade pessoal das pessoas com deficiência com a maior Independência possível”.

Fonte: Observador

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Cartão de estacionamento para pessoas com deficiência agora via online

A partir do portal IMT (IMTonline) pode agora proceder ao pedido de emissão do cartão de estacionamento para pessoas com deficiência, condicionadas na sua mobilidade.

Este procedimento pode ser realizado de forma presencial ou através de via eletrónica, http://www.imtonline.pt/ , com a possibilidade de carregamento pelo utilizador da documentação requerida pelo IMT, facilitando desta forma o acesso à emissão do referido cartão.

Esta forma alternativa de procedimento surge na sequência da implementação das Medidas Simplex+2016, relativas à desmaterialização de processos e integrada na Medida #140, no âmbito das quais, o IMT simplificou o processo relacionado com a emissão do cartão de estacionamento para pessoas com deficiência condicionadas na sua mobilidade.

Aceda às instruções em http://www.imt-ip.pt/sites/IMTT/Portugues/Paginas/IMTHome.aspx ou consulte o Manual de Apoio ao Utilizador.

Fonte: INR

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Contra-ordenação grave a quem estacionar em lugares de deficiente

O parlamento aprovou esta sexta-feira dois projetos do BE que agravam as multas para o estacionamento abusivo em lugares reservados a deficientes e obriga as entidades públicas a ter estacionamento gratuito para estas pessoas.

Os textos finais dos projetos do Bloco de Esquerda foram aprovados por unanimidade pela Assembleia da República.

Para os bloquistas, a melhor forma de "acautelar os direitos destas pessoas" e garantir que "não continuam a ser alvo de abuso" é "consagrar com força de lei a obrigatoriedade de que as entidades públicas destinem lugares de estacionamento gratuitos para pessoas com deficiência".

Com a lei, estipula-se que as entidades públicas que não disponham de estacionamento para utentes devem assegurar a disponibilização na via pública de lugares reservados para pessoas com deficiência.

Noutra lei, altera-se o Código da Estrada para que passe a ser considerada "uma contraordenação grave a paragem e estacionamento em lugares reservados a pessoa com deficiência" por "quaisquer outros veículos que não os conduzidos por pessoa habilitada para tal".

A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência determina que "os Estados Partes tomem medidas eficazes para garantir a mobilidade pessoal das pessoas com deficiência com a maior Independência possível".

Fonte: RR

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Estacionar em lugar reservado a pessoas com deficiência passa a ser contra-ordenação grave

A Assembleia da República aprovou, por unanimidade, os projectos de lei do BE que agravam a penalização de estacionamento em lugar para pessoas com deficiência e a obrigação de as entidades públicas assegurarem lugares gratuitos para estes utentes. As propostas vão ser agora discutidas em comissão.

No plenário desta sexta-feira, os deputados aprovaram uma alteração ao Código da Estrada que passa a considerar como contra-ordenação grave a paragem e estacionamento em lugar reservado a veículos de pessoas com deficiência. No projecto bloquista é defendido que a reserva de estacionamento “é a única maneira de garantir a estas pessoas o referido direito à mobilidade” e que “a ocupação indevida destes espaços de parqueamento é uma prática recorrente e não é reconhecida ainda pela generalidade da população como uma prática gravemente atentatória de um direito que limita a liberdade de circulação de quem necessita desse espaço”. 

Noutro projecto do BE que mereceu consenso na generalidade é a obrigação das entidades públicas que dispõem de estacionamento para utentes garantam lugares gratuitos para pessoas com deficiência. Foi também aprovado por unanimidade um projecto de resolução do PCP que propõe a realização de um levantamento dos lugares de estacionamento reservados a pessoas com deficiência existentes nas instituições ou entidades públicas. 

A bancada comunista propõe que as entidades públicas passem a assegurar lugares para pessoas com deficiência e que o Governo desenvolva uma campanha pública de sensibilização e esclarecimento, “com vista a dissuadir os comportamentos de utilização indevida destes lugares de estacionamento reservados”.

Nas votações desta manhã, o plenário assistiu a um resultado algo inusitado. Um projecto de resolução do PAN sobre o regime geral de gestão de resíduos obteve os votos contra de todas as bancadas e não foi votado favoravelmente pelo proponente já que o único deputado desde partido se encontra ausente por baixa médica.

Fonte: Público

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Centenas de condutores continuam a dificultar a vida a pessoas com deficiência

Entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro, a GNR realizou uma operação de âmbito nacional com o objetivo de prevenir e acabar com o estacionamento em locais que condicionam a mobilidade de pessoas com deficiência.


Os militares começaram por sensibilizar cerca de 4500 cidadãos para o problema, alertando para os constrangimentos provocados a pessoas com estas dificuldade pelo estacionamento abusivo – em locais reservados, nas passadeiras e nos passeios.

Depois, a GNR fiscalizou 1865 condutores – destas situações, foram detetadas 343 infrações, das quais 247 foram por estacionamento indevido.

A operação contou com a ajuda da Associação Salvador, inserida no “Programa de Apoio a Pessoas com Deficiência” (PAPcD).

Fonte: Sol

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

GNR realiza operação para prevenir "estacionamento abusivo em vagas pessoas com deficiência"

Objetivo é que condutores não estacionem em locais que condicionam a mobilidade dos portadores de deficiência.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) realiza entre hoje e domingo uma operação de âmbito nacional com o objetivo de prevenir e eliminar o estacionamento abusivo em locais que condicionam a mobilidade dos portadores de deficiência.

Em comunicado, a GNR indicou que a operação "100 Barreiras" vai ser dividida em duas fases, sendo que nos primeiros três dias os militares promovem ações de sensibilização junto da população, especialmente a condutores de veículos automóveis.

O objetivo, segundo a GNR, é alertar para os constrangimentos causados pelo estacionamento abusivo em locais reservados, nas passadeiras e nos passeios.

Nos dois últimos dias (sábado e domingo), os militares vão realizar ações de fiscalização no interior de localidades para combater o "estacionamento abusivo".

Esta operação conta com o apoio e colaboração da Associação Salvador, uma instituição particular de solidariedade social que atua na área da deficiência motora.

A GNR lembra também que no sábado comemora-se o "Dia Internacional das Pessoas com Deficiência".

"Neste âmbito a Guarda implementou o "Programa de Apoio a Pessoas com Deficiência" (PAPcD), visando a promoção dos direitos e garantias de condições de vida dignas às pessoas com deficiência", é referido no comunicado.

Fonte: DN

sábado, 20 de agosto de 2016

Assine e divulgue a petição: Abuso relativamente ao estacionamento em lugares reservados a pessoas com deficiência


Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar a petição: «Abuso relativamente ao estacionamento em lugares reservados a pessoas com deficiência » no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT82641

Pessoalmente concordo com esta petição e cumpro com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade.

Agradeço que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação através de um email para os vossos contactos.

Obrigado.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

"5 Minutos": Estacionar em zonas indevidas prejudica pessoas com deficiência

Um vídeo divulgado nas redes sociais, pretende alertar a população para a forma como os condutores estacionam em lugares impróprios, prejudicando a circulação das pessoas com mobilidade reduzida.

Nas imagens é possível ver carros estacionados em cima do passeio e quando os condutores regressam têm uma mensagem no vidro - “bati no seu carro” - e um número de telefone.

Depois de contactarem a pessoa em causa, é pedido que aguardem um pouco no local. Minutos depois aparece uma pessoa numa cadeira de rodas a explicar as dificuldades que encontra devido ao mau estacionamento.

As desculpas multiplicam-se mas a mensagem principal é transmitida.

“Seis em cada 10 condutores admite que estaciona indevidamente, dificultando a vida de quem tem dificuldade em deslocar-se, bem como estacionam indevidamente nos lugares de deficientes, sendo que na maioria das vezes referem que foi apenas "5 minutos". Fizemos este filme para tentar mudar as mentalidades de quem acha que 5 minutos não afeta a vida de ninguém”, pode ler-se na descrição do vídeo.



Ricardo Teixeira é um dos promotores da iniciativa da agência de publicidade Havas e da produtora Krypton, juntamente com a Associação Salvador, e explica que “em todo o lado há lugares de estacionamento para pessoas com deficiência que estão ocupados indevidamente”, realçando que “as pessoas não têm noção do estorvo que provocam no dia de uma pessoa” que necessita daquele lugar.

“Infelizmente estas situações são mesmo regulares”, garante ao Notícias ao Minuto.

Através dos comentários e partilhas é visível perceber que a recetividade do vídeo é bastante positiva, mas os promotores querem mais. Pretendem mudar as mentalidades dos portugueses e ajudar a que as pessoas com deficiências não tenham este entrave no dia a dia.

Fonte: Noticias ao Minuto

domingo, 31 de janeiro de 2016

Hospital de Gaia passou a cobrar estacionamento a cidadãos com deficiência

O Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho assume que desde outubro as pessoas com deficiências motoras passaram a pagar parque de estacionamento, porque "incapacidade física não significa insuficiência económica". "O facto de ser deficiente físico não quer dizer que não tenha capacidade para pagar", disse hoje à Lusa Belmiro Rocha, vogal do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Gaia, reagindo a uma denúncia de um utente da unidade.

Para o responsável, "ser deficiente físico não significa ser insuficiente económico" pelo que desde que o parque de estacionamento do hospital foi concessionado no ano passado que todos, sem excepção, estão sujeitos ao pagamento, embora com os "primeiros 15 minutos gratuitos". Belmiro Rocha lembrou que, efectivamente, antes da nova gestão do parque "as pessoas com incapacidade não pagavam", mas explicou que "tal era uma excepção" pois não existiam lugares de estacionamento específicos para deficientes mais próximos das unidades de saúde. "Aquilo era uma míngua para as dificuldades que tínhamos", recordou.

Com as obras no centro hospitalar, foi necessário entregar a construção e gestão de um novo parque a uma empresa privada que criou mil lugares de estacionamento, "25 dos quais para pessoas com incapacidade que estão distribuídos nos diversos pavilhões". "Não queremos criar uma situação de exclusão das pessoas. Têm o acesso garantido. Tinham antes quatro lugares, passamos a 25 lugares", realçou o responsável.

Belmiro Rocha frisou que "de acordo com a legislação" foram criados os "lugares em proximidade dos pavilhões" para pessoas com incapacidades, mas garantiu que "ao fim de um ano de utilização" do parque será feita uma avaliação sobre "se será necessário alguma alteração ao contrato inicial" com a empresa com a concessão.

O vogal do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Gaia reagiu desta forma ao alerta de um utente que esta sexta-feira, à Lusa, relatou que "os deficientes motores" são agora "obrigados a pagar estacionamento", o que antes não se verificava. Vitor Cardoso contou que numa visita ao hospital, e "ao contrário da norma habitual", foi "obrigado a pagar o estacionamento" depois de lhe ter sido informado que para a empresa privada agora a gerir o parque "os deficientes motores não representam nenhum grupo de excepção".

"Ora sendo o parqueamento automóvel fora do hospital muito longe das instalações hospitalares, resulta que os deficientes são obrigados e sem alternativa a estacionar dentro do hospital", criticou o utente para quem a situação é uma "vergonha" e mais uma "barreira criada aos cidadãos com dificuldades especiais".

Fonte: Público