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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Governo avança com mais 800 camas na rede de cuidados continuados

Diminuiu a transferência de doentes para Unidades de Cuidados Continuados. A região que tem maior procura destas unidades é a de Lisboa e Vale do Tejo. O problema é que esta região é também a que menos unidades oferece.

Veja a reportagem em video.

O secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, garante que o governo vai avançar com mais 800 camas na rede de cuidados continuados. O processo está nas mãos das Administrações Regionais de Saúde (ARS).

“Ainda ontem emiti uma nota informando as ARS de que vão, tão cedo quanto possível, iniciar o processo de contratação de 800 camas, de forma a cumprirmos no prazo. Portanto, até ao fim do ano teremos as camas que dissemos que iriamos ter”, refere Leal da Costa.

Neste momento, Portugal tem cerca de seis mil camas na rede de cuidados continuados, mas até ao final do ano a meta são as sete mil unidades. Numa primeira fase, as Instituições Particulares de Solidariedade Social vão ter prioridade na apresentação de propostas.

sábado, 4 de maio de 2013

Governo permite reconversão de unidades de cuidados continuados em lares

O Governo alterou a lei de forma a permitir que, em casos excepcionais, edifícios e instalações criadas para funcionar como unidades de cuidados continuados sejam reconvertidos em lares de idosos, já a partir deste mês de Maio.

A rede nacional de cuidados continuados visa dar resposta a pessoas em situação de dependência com necessidades de reabilitação, em convalescença ou com patologias em fase avançada ou terminal.

“Há misericórdias que estão desesperadas porque nunca mais conseguem abrir unidades de cuidados continuados já prontas e que vieram ter comigo, pedindo que ao menos as deixassem abrir lares de idosos. Diligenciei junto do secretário de Estado da Segurança Social [Marco António Costa], que foi inexcedível, e a legislação foi alterada. Mas acho que só duas ou três misericórdias vão optar por essa solução. A maior parte continua a querer ter cuidados continuados, foi para isso que os edifícios foram construídos”, explicou ao PÚBLICO Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas. Esta solução, defendeu, é um “mal menor que não resolve nada”, porque “de um lar as pessoas nunca mais saem, a filosofia é muito diferente dos cuidados continuados”.

Na legislação agora revista, e publicada nesta terça-feira em Diário da República, foi introduzida uma cláusula que permite que os edifícios e instalações criados para servir de unidades de cuidados continuados sejam afectos a “estruturas para alojamento e residência de pessoas idosas”, mas apenas “em situações excepcionais e mediante autorização prévia do membro do Governo responsável pela área da saúde”.

A construção destas instalações foi financiada pelas administrações regionais de saúde no âmbito da rede de cuidados continuados (programa Modelar). A mudança é justificada, na portaria assinada pelo secretário de Estado adjunto e da Saúde, Fernando Leal da Costa, com o envelhecimento demográfico da população e as alterações no padrão epidemiológico e na estrutura social e familiar, que originam “novas necessidades em saúde, para as quais urge dar resposta”.

Manuel Lemos lembra que mais de 20 unidades de cuidados continuados estão há já algum tempo prontas a abrir portas. O ministro da Saúde disse que durante este ano seriam abertas mais de mil camas. Há cerca de duas semanas, porém, ao alargamento da rede ficou condicionado à prévia autorização de Leal da Costa, “dada a necessidade de se proceder a uma reapreciação dos compromissos financeiros para 2013”.

Fonte: Público

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Residência e Unidade de Cuidados Continuados de Elvas


Residência e Unidade de Cuidados Continuados de Longa Duração e Manutenção da Cruz Vermelha Portuguesa de Elvas.

Esta proporciona uma excelente alternativa de habitação assistida para seniores e dependentes que poderão desfrutar de alojamento, em quarto duplo, individual ou suite (53 camas no total); alimentação; assistência médica, de enfermagem e psicológica; fisioterapia; animação sócio-cultural; apoio social; terapia ocupacional e da fala; lavandaria; actividades de lazer e desportivas, entre outros serviços.

As instalações destacam-se pelos elevados padrões de qualidade, conforto e segurança, de acordo com as práticas e normativos legais. Todos os quartos estão equipados com TV; roupeiros; telefone; sistema de aquecimento e arrefecimento; e o edifício dispõe de ginásio; salas de refeição e convívio; pátios interiores e exteriores, com espaços ajardinados; rede wireless e serviço de cofre.

Com capacidade para 20 utentes, a Unidade de Cuidados Continuados CVP vai prestar cuidados de saúde que previnam e retardem o agravamento de situações de dependência, respondendo, assim, às necessidades de uma população cada vez mais envelhecida.

Contactos

Delegação de Elvas da Cruz Vermelha Portuguesa

Telefone 268 639 350

Fax 268 639 359

Telemóvel 967 568 685

Email delvas@cruzvermelha.org.pt

Fonte: CV

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cuidados Continuados: Trás-os-Montes vai contar com mais 131 camas


No distrito de Vila Real serão criadas, em Boticas, mais 30 camas. No de Bragança, o concelho capital de distrito e Mirandela receberão 101. No total foram aprovados 19 projectos para a região Norte, um investimento na ordem dos 42 milhões de euros que permitirá a criação de mais de 730 lugares em unidades de convalescença ou de internamento de média e longa duração.

Inserido num pacote de 19 projectos previstos para toda a Região Norte, estão três que vão trazer para Trás-os-Montes mais de uma centena de lugares na Rede de Cuidados Continuados, estando previsto um investimento na ordem dos oito milhões de euros, confirmou fonte “ON.2 – O Novo Norte” (Programa Operacional Regional do Norte) que, no dia 19, aprovou mais um pacote de investimentos.

Fonte: A Voz de Trás-os-Montes

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Rovisco Pais com unidade de cuidados continuados de convalescença

O secretário de Estado da Saúde, Oscar Gaspar, visitou na última sexta-feira o Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro - Rovisco Pais (CMRRC-RP), na Tocha, para inaugurar a Unidade de Cuidados Continuados de Convalescença (UCCC) na tipologia de convalescença. Esta UCCC, com 30 camas, destina-se a doentes de AVC e de Ortopedia que necessitam de reabilitação intensiva.

Pioneira na forma como aborda a prestação de cuidados continuados a vítimas de AVC's ou em recuperação de pós-cirurgia do aparelho locomotor, a UCCC pretende afirmar-se, também, pelo curto tempo dos internamentos.
Trata-se, segundo Manuel Teixeira Veríssimo, presidente do Conselho de Administração do CMRRC-RP, de uma tendência geral na prestação de cuidados de Saúde, a qual, para além da diminuição dos custos, traz claras vantagens para os doentes. O médico adiantou que “só são internados os pacientes com capacidade de reabilitação”.
O utente será avaliado antes de ser admitido, durante a fase de recuperação e até que seja atingida a margem de progressão prevista, em que deixa de fazer sentido continuar internado, e é depois submetido a um trabalho de reabilitação intensivo e diário, de acordo com as suas possibilidades e com a prescrição clínica, até que os objetivos definidos sejam alcançados. Trata-se do processo que permite obter resultados em menos tempo e, assim, diminuir o período de internamento.
Manuel Teixeira Veríssimo congratulou-se ainda com o facto da construção daquela unidade ter sido concluída antes do prazo previsto e sem qualquer derrapagem do custo e frisou que a inauguração é como “um passo na consolidação” do Rovisco Pais. Enalteceu ainda a importância da parceria entre o Centro de Medicina de Reabilitação e a Unidade de Missão de Cuidados Continuados.
Oscar Gaspar regozijou-se com “o dinamismo e a capacidade de iniciativa” evidenciados pelo Rovisco Pais e João Moura, presidente da Câmara de Cantanhede, agradeceu o empenho posto na consolidação do Centro de Medicina de Reabilitação por Júlio Oliveira, presidente da Junta de Freguesia da Tocha, e pelos médicos José Tereso e Santana Maia, anterior líder do Rovisco Pais.
Através da assinatura de um contrato-programa, englobado num conjunto de outros ao nível da região Centro, cujo valor é de quase 946 milhões de euros para 19 unidades de saúde, o governo assegura ao CMRRC-RP uma comparticipação financeira de quatro milhões e meio de euros.

Fonte: Independente de Cantanhede

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Unidades para crianças com doenças mentais graves

As crianças e adolescentes com doenças mentais graves, como a esquizofrenia, vão passar a ser tratados em unidades mais adequadas às suas necessidades e a receber apoio em casa. Esta semana foram assinados os protocolos para as primeiras 17 experiências-piloto que iniciam a rede de cuidados de continuados de saúde mental para jovens e adultos.

Álvaro Carvalho, o coordenador da rede, avança que os projectos de apoio domiciliário e as novas unidades dão respostas diferenciadas a doentes com vários tipos de incapacidades e de dependências.

O Dia Mundial da Saúde Mental, que se assinalou esta semana, foi o pretexto para apresentar as novas medidas. São a última etapa da reforma no sector, que aposta na retirada dos doentes dos hospitais psiquiátricos, a sua integração na comunidade e aumento da autonomia e reabilitação. O apoio será garantido por equipas multidisciplinares, cujos profissionais terão formação contínua, e os cuidados serão avaliados e auditados.

As doenças mentais graves atingem entre 50 a cem mil portugueses, mas nem todos precisam de cuidados continuados. Álvaro Carvalho disse ao DN que "durante um ano e meio vai vigorar uma fase de projectos-piloto. E posteriormente, existirá um concurso para a entrada de novas unidades na rede. A criação de respostas em cada tipologia de apoio dependerá sempre do orçamento". Tal como acontece, por exemplo, na área da droga e do álcool, "o financiamento vai depender dos jogos sociais na área da saúde. E tal como na rede geral, a Segurança Social irá comparticipar em função da situação económica e de dependência de cada doente".

Depois do decreto-lei, publicado em Janeiro, sairá nos próximos dias uma portaria com a definição dos vários tipos de unidades. Por um lado, será a primeira vez que serão criados cuidados ao domicílio de saúde mental e que, além do controlo da medicação, têm como objectivo ajudar o doente a desempenhar as tarefas do dia-a-dia.

Mas Álvaro Carvalho destaca a oferta a criar na área da infância e adolescência. "Até aqui poucas unidades existiam e eram muito semelhantes as comunidades terapêuticas, que não seriam a melhor resposta." Apesar de reconhecer que estas novas unidades são muito caras e que há falta de recursos e experiência, explica que "se vai dar início primeiro aos domicílios e às respostas na saúde mental, através das unidades de treino de autonomia", concluindo: "Só depois vamos investir nas unidades para jovens com problemas de comportamento." Até agora, os apoios a estes doentes dependiam das instituições de solidariedade social, deixando de fora o sector privado, que agora passa a integrar a rede.

No ano passado, havia 836 doentes a serem acompanhados nas 55 unidades espalhadas no País. Não existiam, por exemplo, cuidados domiciliários ou unidades residências intermédias (apoio moderado). Além destes , "havia cerca de mil doentes em tratamento em unidades do sector público e outras fora da rede, como as das ordens religiosas, por exemplo, e que agora podem concorrer.

Ao contrário do que aconteceu com a rede de cuidados continuados , "já existe um grande conhecimento e experiência nestas áreas. Objectivo é aumentar a autonomia dos doentes, que antes tinham internamentos prolongados e depois logo mandados para as famílias", refere o responsável. E admite que o Governo tem um maior compromisso de assistência, recorrendo a equipas multidisciplinares, com psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, técnicos de reabilitação, entre outros.
Fonte: Deficiente-Fórum

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Cuidados continuados... 1200 à espera de internamento

Doentes de Lisboa chegam a esperar seis meses. Aguardam-se mais mil camas este ano

Há 1200 doentes portugueses à espera de uma vaga para internamento da rede nacional de cuidados continuados integrados neste momento. O tempo de espera pode chegar aos seis meses na região de Lisboa, "que, sozinha, concentra metade dos doentes à espera no País", diz ao DN Inês Guerreiro, coordenadora da rede.

Os recursos, sejam eles camas, unidades e pessoas formadas, têm crescido desde que o programa começou em 2006, mas os objectivos em termos de camas disponíveis estão abaixo de 50% do previsto para 2013 e, no caso dos cuidados paliativos, estão em 30%.

O principal problema "está nas unidades de longa duração, onde os doentes ficam mais de três meses e até podem ficar até ao final de vida", refere. Por essa razão, as vagas são ainda poucas para a procura, também ela crescente. Nestas unidades, as camas destinam-se a pessoas que têm problemas crónicos, incapacitantes e que impossibilitam a independência do doente, que tem de estar sob o olhar atento dos técnicos.

No País existem 1200 pessoas à espera mas, "só na região de Lisboa, a espera após referenciação é tão elevada. No Norte, onde temos o dobro das camas, a espera pode chegar a dois meses, mas também ser de menos do que isso", realça Inês Guerreiro. No caso dos cuidados paliativos há menos pessoas em espera - cerca de 40 - mas há casos onde se supera um mês ou mais. Ainda assim, admite que "ainda há muitas pessoas que não são referenciadas para a rede".

A coordenadora da rede espera que haja "mais mil camas de cuidados continuados este ano, cerca de 200 em Lisboa". Ao mesmo tempo, o reforço dos cuidados domiciliários ajudará a desanuviar estas unidades de longa duração, missão que os centros de saúde também têm vindo a reforçar.

As dificuldades de resposta, porém, não se devem apenas a camas a menos ou unidades em falta. Inês Guerreiro refere que "os hospitais deviam referenciar estes doentes para estas unidades logo 48 a 60 horas após entrarem no hospital. Estão demorar muitas vezes entre 15 e 20 dias", refere.

Apesar de neste momento já existirem equipas de gestão de alta em todos os hospitais, ainda tem de se combater esta que "é uma questão cultural" e que atrasa a resolução de um problema. Depois do pedido, ainda é necessário dar alguns passos, como a assinatura de um consentimento informado para o internamento.

Inês Guerreiro sabe ainda que "há muitas pessoas a quererem receber apoio em casa, mas os próprios familiares não têm disponibilidade ou não querem, mesmo quando podem aceder a cuidados domiciliários. As famílias têm de aprender a cuidar dos seus mais velhos e a deixar estas respostas para quem não tem mesmo família ou tem condições mais difíceis".

Além do reforço de equipamentos estipulado, que a ministra Ana Jorge decidiu antecipar de 2016 para 2013, o Governo tem investido na formação de profissionais nestas áreas. Até 2013, espera-se que haja mais de mil enfermeiros e médicos formados só na área dos cuidados paliativos. 52 das 144 equipas domiciliárias já estão treinadas para o efeito.
Fonte: Deficiente-Fórum

terça-feira, 27 de julho de 2010

Hospital de Abrantes Vai ter Cuidados Continuados

O hospital de Abrantes, inaugurado há 25 anos, está a ser objeto de trabalhos de modernização de serviços e requalificação das instalações, num investimento de 4 milhões de euros (ME).

As intervenções em curso na unidade – que integra o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), conjuntamente com os hospitais de Tomar e Torres Novas -, estão centradas na melhoria dos serviços de urgência e zona de triagem e na reinstalação dos serviços farmacêuticos do piso 10 para o piso térreo.

João Vaz Rico, gestor do hospital desde 2007, disse à agência Lusa que, a curto prazo, será instalada uma unidade de cuidados continuados de convalescença com capacidade para 47 camas, no piso 10 do hospital, integrada na Rede Nacional de Cuidados Continuados, num investimento global de 1,8 ME.

Segundo Vaz Rico, até ao final do ano vão avançar outros investimentos na requalificação física da unidade e no reforço da qualidade da prestação de serviços, como nos casos do internamento, pediatria, alimentação e dietética.

O gestor da unidade hospitalar – dotada de 192 camas e 740 colaboradores dependentes – sublinhou outro “investimento de fundo”, na ordem dos 1,4 ME, que resultará da construção de uma nova cozinha e de um novo restaurante/refeitório.

Desde outubro de 2007 que, por deficientes condições a cozinha do hospital de Abrantes está encerrada na sequência de uma inspeção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), funcionando desde então através de um sistema em que as refeições chegam já embaladas, sendo depois preparadas e distribuídas no refeitório e nas enfermarias.

O montante global de investimentos, que ronda os 4 ME, é justificado pelo gestor com a “necessidade da melhoria do estado das instalações e dos serviços de atendimento”, sublinhando a integração no CHMT de três unidades hospitalares, que “apresentam diferentes idades entre si”.

“O projeto que esteve na origem deste hospital remonta à década de 1970, sendo que hoje temos outras necessidades e temos de adaptar os espaços a novas funções, nomeadamente com a adequação de estruturas para uma resposta cabal ao aumento médio de esperança de vida, mas também de doenças crónicas”, disse.

“Temos de ultrapassar esta barreira de sermos uma unidade hospitalar com 25 anos para as outras, de Tomar e Torres Novas, inauguradas há sete e dez anos”, advogou.

Vaz Rico disse ainda que os novos serviços ded receção e urgência e respetiva zona de triagem entrarão em funcionamento terça feira, 27 de julho, depois da colocação de tetos falsos e novo sistema de ventilação.

Fonte: Jornal i

sábado, 6 de fevereiro de 2010

MANUEL JACINTO

Como mudou estado de espírito de Manuel Jacinto! Parece outro. Só lhe fez bem livrar-se daquela asfixia psicológica.

Até que enfim se livrou daquela teia, supostamente criada por uma funcionária do Centro de Cuidados Integrados de Silves onde se encontrava internado e que estava a deixa-lo num estado lastimável.
Somente alguém muito forte como ele poderia aguentar aquele sofrimento e desgaste diário. É um alivio ve-lo fora dali.

Porventura quanto a cuidados físicos estaria ali bem mais protegido, mas sua alma, auto-estima, dignidade e orgulho estavam a ser postos no último patamar.
Mesmo assim espero que seja feliz com o que tem na sua nova etapa da vida.

Centro emprestou-lhe uma cama articulada, com promessa de no futuro atribuírem-lhe uma em definitivo. Seus filhos e família criaram restantes condições na sua casa, e lá está ele já em definitivo a morar no seu Rogil, junto de seus amigos de sempre e até a fazer planos para trabalhar.

Ti-nó-ni, espero que este sofrimento todo que passou, lhe sirva de exemplo para alguma coisa.
Você merece ser feliz! Tem é que querer.

Restante história do nosso amigo, aqui.

domingo, 31 de janeiro de 2010

CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS DE SAÚDE MENTAL

Decreto-Lei n.º 8/2010, de 28 de Janeiro- Cria um conjunto de unidades e equipas de cuidados continuados integrados de saúde mental, destinado às pessoas com doença mental grave de que resulte incapacidade psicossocial e que se encontrem em situação de dependência.

Os problemas de saúde mental, aliados a situações de demência que, em parte, resultam do aumento da esperança média de vida e do envelhecimento da população, importam severas consequências para a vida das famílias.

Assim, são criadas estruturas multidisciplinares de cuidados continuados integrados de saúde mental, adaptadas às características de grupos etários específicos, em articulação com a rede nacional de cuidados continuados integrados (RNCC) e com os serviços locais de saúde mental (SLSM), previstos no Decreto-Lei n.º 304/2009, de 22 de Outubro, tendo também presente a Lei de Saúde Mental, aprovada pela Lei n.º 36/1998, de 24 de Julho, passando a prestação de cuidados de saúde mental a ser assegurada por equipas e unidades multidisciplinares habilitadas a responder, de forma coordenada, aos aspectos médicos psicológicos, sociais, de enfermagem e de reabilitação.

Estas estruturas multidisciplinares que prestam cuidados continuados integrados de saúde mental são de três tipos: equipas de apoio domiciliário, unidades sócio-ocupacionais e unidades residenciais.

As equipas de apoio domiciliário actuam nos domicílios, auxiliam na supervisão e gestão da medicação e asseguram o apoio regular nos cuidados pessoais e nas actividades da vida diária, gestão doméstica e financeira, compras, confecção de alimentos, tratamento de roupas, manutenção da habitação, utilização dos transportes públicos e outros recursos comunitários.

As unidades sócio-ocupacionais localizam-se na comunidade e têm como destinatários pessoas com moderado e reduzido grau de incapacidade psicossocial, com disfuncionalidades na área relacional, ocupacional e de integração social. Estas unidades têm por finalidade a promoção da autonomia, a estabilidade emocional e a participação social, com vista à integração social, familiar e profissional.

Por último, as unidades residenciais, que apresentam diferentes níveis de intensidade, localizam-se preferencialmente na comunidade e asseguram a prestação de serviços médicos e sociais, são de quatro tipos: as residências de treino de autonomia, as residências autónomas de saúde mental, as residências de apoio moderado e as residências de apoio máximo.

Fonte: Blogue Escritos Dispersos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS

São os cuidados de convalescença, recuperação e reintegração de doentes crónicos e pessoas em situação de dependência. Estas intervenções integradas de saúde e apoio social visam a recuperação global, promovendo a autonomia e melhorando a funcionalidade da pessoa dependente, através da sua reabilitação, readaptação e reinserção familiar e social.

Quem são os destinatários dos cuidados continuados integrados?

-Todos os cidadãos que deles necessitem, nomeadamente:
-Pessoas de todas as idades com dependência funcional;
-Pessoas com doença crónica;
-Pessoas com doença incurável em estado avançado e em fase final de vida.

Os cuidados continuados integrados têm custos para os utentes?

Os tratamentos de saúde são assegurados sem custos para o cidadão. Apenas os custos relativos aos cuidados de apoio social são cobrados, quando se justificar, em função dos rendimentos do utente.
O internamento em unidades de convalescença e em unidades de cuidados paliativos não tem custos para o utente. Nos casos de permanência em unidades de internamento de média e de longa duração os custos dependem da capacidade económica de cada utente e família.

O que é a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI)?

É o conjunto estruturado de unidades (internamento e ambulatório) e equipas que prestam cuidados continuados de saúde e de apoio social a pessoas em situação de dependência com falta ou perda de autonomia.
Quais são os objectivos da RNCCI?

-Prestar cuidados continuados integrados a pessoas em situação de dependência;
-Investir no desenvolvimento de cuidados de longa duração, promovendo a distribuição
equitativa das respostas a nível territorial;
-Qualificar e humanizar a prestação de cuidados;
-Potenciar os recursos locais e apoiar a criação de serviços comunitários de
proximidade;
-Ajustar ou criar respostas adequadas à diversidade que caracteriza o envelhecimento
individual e as alterações de funcionalidade.

Quem presta os cuidados continuados integrados?

A prestação dos cuidados de saúde e de apoio social é assegurada pela RNCCI através de unidades de internamento e de ambulatório e de equipas hospitalares e domiciliárias:

-Unidades de internamento: unidades de convalescença, unidades de média duração e
reabilitação, unidades de longa duração e manutenção e unidades de cuidados
paliativos;
-Unidades de ambulatório: unidade de dia e de promoção de autonomia;
-Equipas hospitalares: equipas de gestão de altas, equipas intra-hospitalares de
suporte em cuidados paliativos;
-Equipas domiciliárias: equipas de cuidados continuados integrados, equipas
comunitárias de suporte em cuidados paliativos.

Onde são prestados os cuidados continuados integrados?

A RNCCI é formada por um conjunto de instituições públicas e privadas que prestam cuidados continuados no local de residência do utente e, quando tal não for possível, em locais especificamente equipados para o efeito.

A Rede Nacional para os Cuidados Continuados Integrados está implementada ao longo de todo o território de Portugal Continental. Saiba onde encontrar as nossas Unidades e Equipas, aqui.