domingo, 11 de setembro de 2022

A minha cadeira de rodas

Estamos sempre juntos. Ela acompanha-me para todo o lado. Sem ela seria muito mais difícil viver. Arriscaria afirmar que não viveria. Diria que não me revejo sem ela. É as minhas pernas e uma extensão de mim. Com ele liberto-me, sou muito mais feliz, sinto-me mais forte e menos frágil.
 
Somos inseparáveis. Estou deitado, mas ela está ali, ao alcance da minha vista a dizer presente, sempre por perto. Tenho-a como adquirida, sempre pronta para mim e disponível. E se falhar? Esse é um dos meus maiores medos. Já aconteceu furar o pneu, e claro o meu dia parar por ali. Tudo para. Fico totalmente dependente e desprotegido. Para o mudar é uma grande logística. Tirar-me da cadeira o que não é possível longe de casa, mudar o pneu e voltar a colocar-me na cadeira. Mas onde se muda um pneu fora de casa? Numa oficina? Que oficina? A oficina tem camaras de ar e pneus para a minha cadeira de rodas elétrica? Claro que não. E uma oficina de bicicletas? Claro que também não tem. Ando com uma camara de ar na mochila? Convém, mas para que me serve se não sei onde a mudar ou reparar? Já passei por algumas situações dessas, a última no centro de Lisboa e não tive alternativa senão entrar no carro e vir para casa.

E se a cadeira de rodas falha numa qualquer rua longe de casa? E se for num restaurante ou outro espaço idêntico? Chamar os bombeiros não é alternativa porque respondem que não são taxistas, os taxistas nada podem fazer porque a minha cadeira é pesadíssima e mesmo em modo manual precisa de muita força braçal para subir uma simples rampa, e nem todos os táxis adaptados a conseguem transportar. Também são ainda muito poucos os táxis adaptados disponíveis. Um pesadelo. Tento não pensar no assunto, mas é difícil não o fazer de vez em quando. E se…

Não é só o falhar. Sem ela a vida para. O emprego, o dia-a-dia, a vida passa a ser muito mais limitada. São as minhas pernas que deixam de funcionar. Não consigo fazer nada sem ela. Fica tudo em suspenso. É assustador e uma sensação de desconforto e impotência enorme. Perco o controlo da minha vida. Deveria ter outra com estas caraterísticas para a substituir em caso de falha, deveria, mas não tenho. Tenho, mas é muito básica. Não reúne condições para o meu dia-a-dia. O Estado e as seguradoras só atribuem nova cadeira caso se prove que a anterior já não funciona. Falhar significa passar a viver na cama com tudo o que isso implica.

E concertá-la? Arranjá-la significa solicitar apoio ao Estado ou seguradora e aguardar dias e dias por uma resposta. Pagar o conserto resolve? Agiliza o processo, mas há que a fazer chegar a uma empresa da especialidade, o que significa contratar uma transportadora e aguardar orçamento e na maioria dos casos semanas para a ter de volta. Até lá, a vida mantêm-se em suspenso. As seguradoras ainda não se lembraram deste tipo de negócio porquê? Ou já existe este serviço no mercado e eu desconheço? Parece-me que não.

O mesmo se passa com o carro adaptado. Avariar significa deixar de circular. Pois as oficinas não possuem veículos adaptados para substituição. Se a minha carrinha avariar fora de casa a minha seguradora não possui nenhum veículo adaptado para me trazer de volta a casa, mas o valor do seguro é pago por mim como se o tivesse. Assistência em viagem termina por aí. Rebocar o veículo. Alugar no mercado um carro com as carateristicas do meu também não é possível porque não existe. Solução é ficar por casa até o meu se encontrar apto.

Ou seja, ficar sem cadeira de rodas, ou sem veículo adaptado, significa parar de viver. Tudo se torna muito mais difícil sem essas ferramentas fundamentais na minha vida. É frustrante saber que assim é. Há que pensar que nunca avariam para que tudo seja mais fácil. Mas eles também deixam de funcionar, porque já me aconteceu. Pior é que eu sei disso.

Minha crónica no jornal Abarca

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Parabéns, Srª. Secretária de Estado da Inclusão

Infelizmente não costuma ser hábito dirigir elogios à nossa Secretária de Estado da Inclusão. Desta vez vou fazê-lo e estou muito satisfeito por isso. Primeiro porque existe uma razão, e segundo porque gosto mais de elogiar/agradecer do que fazer o contrário.

Na sua página do Facebook em:  https://www.facebook.com/inclusaoanasofiaantunes a nossa Secretária de Estado criou um hábito que muito aprecio e deveria ser prática em espaços idênticos. Responde aos comentários dos seus seguidores. Interage, existe, diz presente, estou aqui, li, vi, mas o mais importante é a confirmação que lhe chega o que escrevemos. Deveria ser normal, mas infelizmente não o é. Estes espaços têm de existir principalmente para esse fim. Chega de espaços impessoais, com a única finalidade de promover os seus autores, e geridos por empresas. Agora é esperar que o bom exemplo se estenda ao endereço de email, gabinete.seinc@mtsss.gov.pt conta destinada ao envio dos nossos pedidos, muitas vezes em desespero e sem tempo para aguardar, e não voltar a ter como resposta “o seu email foi encaminhado para o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR)”. Fica a sugestão. E já agora a prática ser adotada pelo INR, e pelos seus balcões da inclusão, pois dificilmente se consegue obter uma informação por telefone. Recordo que muitas pessoas com deficiência somente conseguem utilizar o telefone como meio de contato. Envie email é ordem ouvida do outro lado da linha. Como se isso fosse possível.

Agora a notícia triste. Pelo menos para mim. Reproduzo a publicação da Senhora Secretária de Estado na referida página: “Teve lugar, no passado dia 13 de julho, a conferência de apresentação dos resultados finais da Avaliação Intercalar do Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI), estudo realizado pelo ISCTE e coordenado pelo Professor Luís Capucha. Os resultados desta avaliação são inequívocos: com uma taxa de resposta aos inquéritos de avaliação de 88% dos destinatários de AP, mais de 80% destes reconhecem a melhoria da sua qualidade de vida e a promoção da sua autonomia, menor dependência da família, melhoria das suas relações afetivas, da sua auto-estima e das suas relações familiares. Relativamente à avaliação do modelo de AP em concreto, concluímos que 52% dos respondentes concordam com o atual modelo de recrutamento de AP’s, 25% defendem um modelo misto e 8% pretendem assumir o recrutamento totalmente a seu cargo. Já quanto à gestão contratual e administrativa do AP, 61% dos destinatários desejam manter o modelo, 15% gostariam de que as responsabilidades fossem repartidas e 7% defendem a gestão exclusiva pelo destinatário. Quanto à gestão financeira da relação com o AP, 66% dos destinatários pretendem manter o modelo como está, 9% pretende gerir pagamentos com o CAVI num modelo Misto, enquanto 8% desejam assumi-los por inteiro.”

Questionário que fiz questão de responder e divulgar. Encontro-me sem sombra de dúvida nos 8% que responderam às duas questões, e surpreende-me a maioria dos inquiridos aprovarem o modelo atual. Nada neste modelo de Vida Independente me agrada e está de acordo com a sua filosofia original. Será que os resultados obtidos se devem à falta de conhecimento do que é realmente a filosofia de Vida Independente? Se é o caso, aproveito para deixar o site do Centro de Apoio à Vida Independente (https://vidaindependente.org/). Ou reforça a minha ideia que continuamos a achar que vale mais pouco do que nada, e a nos contentarmos com migalhas. Dignos de esmola. Não temos direito a mais. Há que mudar a maneira de pensar. Direitos são direitos, pertencem-nos, não se mendigam.

Sobre a minha última crónica onde apresentei o Programa de Intervenções em Habitações, que procura dar resposta a necessidades específicas de acessibilidade de pessoas com deficiência, em resposta também na sua página do facebook a vários comentários de insatisfação dos seus seguidores pela maneira como o programa está a ser gerido, informa que o prazo para apresentar as candidaturas foi prolongado. É o mínimo que se pode fazer depois da enorme confusão que se tornou este programa.

A minha última crónica no jornal Abarca

sábado, 23 de julho de 2022

"Cadeira de rodas não transporto": histórias de quem denuncia discriminação em TVDE

Na SIC Noticias mais uma vez a discriminação contra pessoas com deficiência. Lourenço Madureira Miguel filmou um momento em que foi insultado por um condutor de uma plataforma de TVDE. O caso não é único: conta também que muitas viagens que pede acabam por ser canceladas quando diz que tem uma cadeira de rodas ou quando o motorista o vê. Também Diana Niepce já se viu obrigada a fazer queixas por discriminação à polícia e reclamações junto das empresas.

Este episódio não é desconhecido aos protagonistas deste artigo: pedem uma viagem de TVDE (transporte individual e remunerado de passageiro em veículo descaracterizado) e, com o telemóvel na mão, vão olhando para a aplicação que mostra, no mapa, o veículo a aproximar-se do local. O carro está finalmente a aparecer no horizonte, mas o motorista não parou.

Lourenço Madureira Miguel, de 21 anos, utiliza frequentemente os serviços de transporte das aplicações na cidade de Lisboa. Uma doença rara está a tirar-lhe progressivamente a mobilidade e tem de se deslocar em cadeira de rodas. Pretende continuar a fazer uma vida “o mais parecida com aquilo que era antes de ficar doente” e, por isso, recorre aos serviços de TVDE para ir para a faculdade, onde estuda Medicina, para os tratamentos médicos, ou até mesmo para almoços e jantares com amigos.

A cada dia, o jovem faz “garantidamente” três a quatro viagens. Em 2021, foram mais de 600 viagens através de TVDE – um número que já ultrapassou este ano. Lourenço considera que foi discriminado por mais de um terço dos motoristas que lhe foram atribuídos.

“Muitas vezes, quando estou no hospital, mando uma mensagem a dizer ‘estou de cadeira de rodas’ e respondem ‘cadeira de rodas não transporto’. Começam a andar na direção contrária, para eu ter de cancelar a viagem (e não cancelarem eles, porque são penalizados) e até já iniciaram a viagem como se eu estivesse lá dentro”, denuncia, ressalvando que o segundo cenário aconteceu “muito poucas vezes”.

Também já aconteceu o motorista cancelar a viagem depois de Lourenço ter esperado mais de dez minutos pela chegada do veículo. “Dizem que chegaram, que não me viram e que estiveram muito tempo à espera. Já me aconteceu passarem à porta de minha casa, abrirem a janela e dizerem simplesmente ‘cadeira de rodas nem pensar, não sujo o carro por viagens dessas’. E vão embora”, prossegue o jovem. Tanto a Uber como a Bolt têm uma tarifa de cancelamento, paga pelo passageiro, que depende do tempo a partir do qual a viagem foi aceite pelo motorista.

“No último mês tive de começar a dizer que era discriminação pura e punível por lei, ameaçando fazer uma queixa formal”. Numa dessas situações, o motorista acabou por aceder e transportar o jovem, mas “completamente contrariado” e a insultá-lo.

Cansado destas situações, Lourenço decidiu gravar e expôs a situação nas redes sociais: “Eu não discrimino, eu sei bem ver as coisas. Você não vê que aquilo [cadeira de rodas] é um peso bruto? Você pode usar aquilo para se transportar de um lado para o outro, não é para pôr dentro do carro e tirar do carro. No seu carro está bem, agora no Uber não. O Uber não esta aqui para ser o seu criado”, ouve-se o motorista dizer.

Lourenço tem muito mais histórias para contar. Em todas elas há um ponto comum, que surge também nos relatos de Diana Niepce, de 37 anos. Coreógrafa, bailarina e escritora – e também ativista – Diana recorre às plataformas de TVDE para se deslocar até ao trabalho “porque os transportes públicos não são acessíveis”. “Viajo muito de Uber nacional e internacionalmente, porque viajo muito também com os meus espetáculos”, afirma, lembrando que já assistiu e foi também vítima de episódios de discriminação.

“Aquilo que me costuma acontecer, e ocorre muito mais do que uma vez, é [os motoristas] chegarem ao pé de mim, olharem para mim, abanarem a cabeça e irem embora”. Apesar das histórias que vai somando, Diana considera ser “uma privilegiada da deficiência” por ser “mulher, branca, jovem, caso contrário acredito que iria sofrer muito mais – mas muito mais – situações destas”.

A situação mais recente que passou – e que partilhou nas redes sociais como forma de denúncia – aconteceu esta semana: “Eu ia para o ensaio, tinha a minha equipa à espera e ia dar um workshop de dança. O senhor da Bolt mandou-me mensagem a dizer ‘olá (com um smile)’ e disse ‘estou a caminho’. Eu respondi. Ele chegou, parou ao meu lado, eu apontei para ele parar o carro numa zona mais acessível para mim e quando eu estava a chegar perto do carro ele arrancou. Mandei uma mensagem a dizer que ia fazer queixa por discriminação. Ele continuou a conduzir, ficou à espera que eu cancelasse a viagem – que é o que eles fazer para me cobrar a tarifa – e depois acabou por cancelar-me a viagem. Disse que não me viu.”

Segundo a lei n.º45/2018, as empresas que gerem plataformas de TVDE são obrigadas ao “transporte de cães-guia de passageiros cegos ou passageiras cegas, e em cadeiras de rodas ou outros meios de marcha de pessoas com mobilidade reduzida, bem como de carrinhos e acessórios para o transporte de crianças”.

A SIC Notícias enviou questões sobre estas denúncias a três empresas de TVDE a operar em Portugal – a Uber, a Bolt e a Free Now. A Uber afirma que “não tolera qualquer discriminação” e que “os motoristas que utilizam a aplicação Uber concordam em transportar utilizadores com deficiências e devem cumprir as leis da acessibilidade”. Já a Free Now admite ter recebido denúncias por discriminação e diz defender “ativamente princípios de inclusão e diversidade, promovendo ações e iniciativas de sensibilização para este efeito”. A Bolt não respondeu até à publicação deste artigo.

“Só alguém normal me pode fazer sentir deficiente": reclamações e denúncias à polícia

Lourenço admite que odeia reclamar, mas não pode deixar passar estas situações em branco. Foram várias as reclamações que apresentou junto das empresas em questão. “Isto tornou-se revoltante. Faço denúncias atrás de denúncias e já me aconteceu receber aquela mensagem de ‘Nós reprovamos essas atitudes, blá blá blá’ e dois ou três dias depois aparece-me o mesmo motorista, exatamente com a mesma postura”, reclama.

Diana vai mais longe e apresenta regularmente queixas formais na polícia por discriminação. “Estas situações não ocorrem assim tão frequentemente, mas ainda ocorrem. Cada vez que ocorrem, eu tenho de ir à polícia, tenho de apresentar queixa, tenho longas contestações em torno das aplicações que vêm com respostas protocolares porque infelizmente nem conseguem ter a capacidade de compreender o que é sentir-se marginalizado ou descriminalizado por causa de uma condição.” A falta de meios nas autoridades e a dificuldade em aceder aos dados do motorista em causa faz com que os processos fiquem "em água de bacalhau".

A resposta das empresas é, segundo a coreógrafa, diferente. Diana afirma que a Uber tem uma política melhor que a da Bolt, e conta a história que a levou a tirar essa conclusão: “Estava a levantar-me para passar para o carro e o motorista decidiu agarra-me no rabo, quando eu tinha dito que não precisava de ajuda nenhuma. Fiquei ofendida, como é óbvio”, lembra. O motorista disse que não a ajudava a pôr a cadeira no carro e, depois, acabou por interromper a viagem e “atirou a cadeira e os sacos para o chão”. “Deixou-me no meio do caminho. Obrigou-me a sair do carro comigo a chorar e a ter de chamar outro TVDE. O Uber seguinte viu a situação, também reportou e a Uber foi muito mais eficiente.”

“Só alguém normal é que me pode fazer sentir deficiente, isso acontece quando me faz sentir mal com a minha condição. É isto que me acontece com as plataformas”, remata.

Em resposta à SIC Notícias, a Uber não referiu qualquer informação sobre processos em curso ou consequências aplicadas aos motoristas que são alvo de denúncias por discriminação. Por outro lado, a Free Now sublinha que, perante as denúncias, inicia “de imediato processos de averiguação para resolver essas questões” e reforça “as medidas para evitar outra situações no futuro”.

“Contactamos todos os intervenientes de forma a entender em maior detalhe o que de facto aconteceu, não se justificando uma intervenção criminal, colocamos em prática o regulamento interno que pode envolver a suspensão ou mesmo expulsão do motorista”, acrescentam, sublinhando que a abordagem da empresa “é primeiramente educativa com o objetivo de mudar comportamentos de forma sustentada e não através da aplicação exclusiva de sanções em momentos pontuais”.

Serviços adaptados “não estão muitas vezes disponíveis”

Em dezembro de 2020, a Uber anunciou a criação do Uber Assist: um projeto em parceria com a Associação Salvador que “permite que pessoas com deficiência física, intelectuais e sensoriais, e que não precisem de veículos adaptados, façam viagens com motoristas que receberam formação específica para o efeito”.

Catarina Oliveira tem 33 anos, é nutricionista e consultora na área da diversidade e inclusão. Vive no Porto e não costuma usar as plataformas de TVDE porque – “felizmente” – tem carro. Uma experiência que correu mal há três anos, fez com que deixasse de recorrer a esta forma de mobilidade. Na altura, um motorista disse-lhe que não levava a cadeira de rodas. "O meu irmão passou-se, o senhor percebeu que estávamos a ficar revoltados e que ia haver consequências e começou a dizer que podíamos tentar colocá-la na mala do carro. Mas eu respondi: 'quem não quer ir agora sou eu'. Pedi ao meu irmão a minha cadeira e saí do Uber", lembra. Mais recentemente, experimentou a plataforma Uber Assist e “já correu bem”.

“A última vez que usei foi no São João, mas antes disso tinha ido para o aeroporto de Uber e o senhor foi impecável. Claramente notei que foi uma pessoa que tinha alguma formação no sentido de não pegar na minha cadeira sem eu pedir, eu disse que não precisava de ajuda para a transferência e ele não ficou aborrecido”, lembra Catarina.

Mas o Uber Assist nem sempre é uma opção. Diana sublinha que para poder utilizar um destes veículos tem de reservar, o que “não é eficiente”. Também Lourenço destaca que esta opção “não está muitas vezes disponível”.

A empresa afirma que “o Uber Assist está disponível em todo o território nacional, contudo a disponibilidade de serviço está sempre sujeita a disponibilidade de motoristas na zona e horários em questão”, sublinhando que este projeto é “um passo decisivo para contribuir para uma mobilidade mais inclusiva através da Uber”.

A Free Now destaca ser "a única plataforma que exige uma formação específica aos motoristas antes de iniciarem a atividade com a plataforma", que inclui "boas práticas e de inclusão". Além disso, tem também um serviço dedicado a acessibilidade reduzida, o qual aconselham aos utilizadores optarem. “No entanto, estes obedecem aos mesmos princípios de procura e oferta do restante mercado podendo, por momentos, não estar disponíveis. No caso de os serviços de mobilidade reduzida não estarem disponíveis, aconselhamos o passageiro a notificar previamente o motorista, de forma a garantir que as condições inerentes à viatura permitem o transporte em conformidade e segurança”, respondem.

A notificação prévia ao motorista pode levar a situações em que a viagem acabe cancelada, como já aconteceu a Lourenço.

Fonte: SIC Noticias

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Abertas candidaturas programa acessibilidades em habitações

Vamos aproveitar? Inclui também rampas, elevadores, adaptação WC...1.000 habitações é muito pouco, mas há que tentar.

Depois da apresentação do Programa Acessibilidades 360º - Intervenção nas Vias Públicas, no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), que visa a promoção da acessibilidade para pessoas com mobilidade condicionada no acesso e utilização do espaço público, mediante aplicação, designadamente, das Normas Técnicas de Acessibilidade previstas no anexo do Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de agosto, com o objetivo de garantir intervenções na melhoria das acessibilidades nos espaços públicos de circulação e mobilidade numa área mínima total de 200.000 m2, e Programa de Intervenção nos Edifícios Públicos, promoção da acessibilidade para pessoas com mobilidade condicionada no acesso aos serviços públicos, e com o objetivo de apoiar a intervenção em, pelo menos, 1.500 edifícios públicos da Administração Central e Serviços Públicos das Autarquias, surge a vez das adaptações nas habitações de cidadãos com deficiência.

Estão a decorrer as candidaturas ao Programa de Intervenções em Habitações até 31 de julho do corrente ano. Este programa visa melhorar as acessibilidades para pessoas com deficiência, em habitações, em todo o território de Portugal continental, e com o objetivo de apoiar intervenções, em, pelo menos, 1.000 habitações. O apoio financeiro por tipo de intervenção e por valor unitário (valores sem IVA incluído), até ao limite máximo de 10.000,00 € (dez mil euros) por habitação a intervencionar. O montante financeiro disponível no presente Aviso N.º 3/C03-i02/2022 é de 10.000.000,00 € (dez milhões de euros), sendo que a respetiva implementação decorre entre 2022 e 2025, salvo esgotamento da dotação em período anterior.

Os interessados em concorrer devem garantir que se encontram registados no balcão2020, requisito obrigatório para permitir a formalização da candidatura a efetuar através da submissão de formulário eletrónico no portal para submissão de candidaturas (“PRR - SIGA”), até ao dia 31 de julho de 2022. A receção das candidaturas pode ser prolongada ou cancelada, em função da dotação disponível. Este investimento está em plena conformidade com a Estratégia Europeia sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência 2021-2030.

Por habitação consideram-se todas as frações autónomas, apartamentos, moradias, desde que registadas separadamente, devendo ter saída própria para uma parte comum do edifício ou via pública. São consideradas partes comuns passíveis de serem servidas por percursos acessíveis, átrios, caixas de escadas, elevadores, lugares de estacionamento ou boxes dedicados, garagens, incluindo área adjacente ao edifício necessária para tornar a sua cota de soleira acessível. 

São Beneficiários Finais as Câmaras Municipais/Municípios (executores física e financeiramente da intervenção), para atuação junto dos destinatários finais, no caso pessoas com deficiência com um grau de incapacidade igual ou superior a 60% devidamente atestado e que reúnam as condições necessárias, enquanto: Proprietários das habitações alvo da intervenção, ou membros do seu agregado familiar e que com ele coabitem; Arrendatários das habitações alvo da intervenção, ou membros do seu agregado familiar e que com ele coabitem. 

Caso esteja interessado consulte a sua Câmara Municipal e obtenha mais informações em Instituto Nacional para a Reabilitação: https://www.inr.pt/programa-acessibilidades-360-intervencoes-em-habitacoes e https://recuperarportugal.gov.pt/wp-content/uploads/2022/04/Aviso_PIH_-alterado28_04_2022-2.pdf e através do endereço eletrónico: inr-piep.prr@inr.mtsss.pt

Minha crónica no jornal Abarca

sábado, 4 de junho de 2022

Webinar SAÚDE EFICIENTE

Webinar SAÚDE EFICIENTE


A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) promove uma conversa aberta acerca do acesso à saúde das pessoas com deficiência.

9 junho 2022
21h às 22horas
Via zoom

Aguardamos com expetativa a sua presença.

Junte-se a nós, SPLS!

Turismo Inclusivo nos Açores

Foi num encontro sobre turismo inclusivo promovido pela Associação Salvador, que conheci a CRESAÇOR – Cooperativa Regional de Economia Solidária, CRL fundada em 2000, com sede na Ilha de São Miguel, nos Açores, mas as suas áreas de intervenção abrangem todo o território da Região Açores. Nasceu no âmbito do Projeto de Luta Contra a Pobreza e pela criação de um programa para o desenvolvimento das empresas de inserção sócio-profissional dos Açores.

Em 2014 a CRESAÇOR, cria Azores for All uma agência de turismo inclusivo, como referem no seu site em: https://azoresforall.com/pt/ porque estamos convencidos de que uma viagem inesquecível começa bem antes da partida, no momento da escolha do destino, através de informações acessíveis e completas, onde os pormenores fazem toda a diferença. A equipa Azores for All reúne profissionais apaixonados pelo turismo acessível, totalmente disponíveis para ouvir as necessidades dos seus clientes e propor, em vários idiomas, as melhores soluções para umas férias inesquecíveis nos Açores.

Oferecemos informações, serviços e atividades adaptadas aos residentes e turistas que com, ou sem deficiência visitam os Açores. Trabalhamos com grupos particulares, agências de viagem e operadores turísticos. Somos uma empresa de animação turística e operador marítimo-turístico pioneira na implementação e promoção do turismo social e inclusivo nos Açores.

A ilha de São Miguel, onde atuamos, é a maior ilha do arquipélago, com 62,1 quilómetros de comprimento e 15,8 quilómetros de largura máxima. A mais populosa e desenvolvida das 9 ilhas do arquipélago, dispõe das melhores infraestruturas turísticas e serviços em geral, nomeadamente, no que às acessibilidades diz respeito. Azores for All oferece assistência em todas as fases da viagem, providencia transfers a partir do aeroporto em carrinha adaptada, aconselha alojamento em hotéis que correspondem às necessidades pessoais dos clientes, organiza atividades e passeios adaptados, incluindo percursos pedestres, com joelette. Uma cadeira de todo-o-terreno mono-roda, que permite a prática do pedestrianismo e o acesso a áreas montanhosas ou pisos irregulares, a todas as pessoas com mobilidade reduzida. Os nossos passeios de joelette normalmente são realizados nas Sete Cidades, na zona da baía do silêncio, garantindo uma viagem memorável e sem limitações.

A Azores For All - Sete Cidades é um espaço dedicado ao desenvolvimento local, à promoção do Ecoturismo das Sete Cidades e à comercialização dos produtos de Economia Solidária com o selo de garantia CORES. Também oferece passeios de canoa e de bicicleta, passeios pedestres e de jipe, jogos tradicionais portugueses, tours adaptados e diversas informações de interesse local, e para além da joelette também disponibiliza para aluguer cadeira de rodas anfíbia e rampa telescópia. Mais informação através do email: turismoinclusivo@cresacor.pt

O ano passado desloquei-me à Ilha da Madeira, só o fiz, porque tive o apoio da Madeira Acessivel By Wheelchair, além de prepararem a viagem ao pormenor, visitando os espaços, etc, também me disponibilizaram veículo adaptado, cadeira de rodas sanitária, cadeira de rodas elétrica todo o terreno…Sem a certeza que tudo estaria preparado para me receber não arriscaria. As agências de viagens e os hotéis ainda confundem tudo e têm um grande caminho a percorrer. Não entendem que não basta disporem de barras laterais nos WCs e sanitas alteadas, e garantirem com toda a certeza que o quarto é adaptado. Para alguns será o suficiente, para mim e muitos outros nas mesmas circunstâncias, não reúne as mínimas condições. Não é a primeira vez que respondem com certeza absoluta que o quarto é adaptado, e ao chegar deparo-me com uma banheira e um banco rotativo. A deceção é total. Impossível tomar banho sem cadeira de rodas sanitária, a cama articulada também faz toda a diferença e poucos hotéis a têm. Neste caso fico muito contente por poder contar com a Azores for All. Assim, arrisco.

Minha crónica no jornal Abarca

domingo, 15 de maio de 2022

Hot Wheels lança cadeira de rodas telecomandada de brincar inspirada em Aaron "Wheelz" Fotheringham

A Hot Wheels lançou um brinquedo novo que promete inspirar os mais jovens com deficiências motoras: uma cadeira de rodas telecomandada, que incluiu um boneco sentado na mesma e ainda uma rampa para realizar truques.


O brinquedo foi feito em parceria com Aaron “Wheelz” Fotheringham, cinco vezes campeão do mundo de motocross em cadeira de rodas e atleta paralímpico. Nascido com espinha bífida, o atleta utiliza uma cadeira de rodas a tempo inteiro desde os oito anos. Tanto a cadeira de rodas do brinquedo como o próprio boneco foram feitos à imagem de Aaron Fotheringham.

Ao crescer, eu não tinha um brinquedo destes“, afirmou à CNN Aaron Fotheringham, “O brinquedo dá mesmo aquela sensação de liberdade.” Durante a apresentação, o atleta confessa ter visto várias crianças de cadeiras de rodas “a divertirem-se”.

O campeão mundial espera que o novo brinquedo da Hot Wheels mude a perceção pública em relação às cadeiras de rodas, ao mostrar que um aparelho médico posso ser utilizado de um modo aventureiro e divertido.

Estamos entusiasmados pelo nossa recente colaboração com Aaron ‘Wheelz’ Fotheringham e a nossa primeira cadeira de rodas telecomandada, reforçando o objetivo de inspirar as crianças a quebrarem limites e perseguirem os seus sonhos independentemente dos desafios pessoais que enfrentem”, disse o diretor de design da Hot Wheels, Gerry Cody.

À venda por 50 dólares — cerca de 48 euros — o brinquedo é capaz de atingir os 10 quilómetros por hora. Além disso, é capaz de um mortal com recurso à rampa que acompanha o novo kit da Hot Wheels, conta a CNET.

Veja o video AQUI

Fonte: Observador.pt


“Quebra Degraus”: Associação Salvador quer acabar com a exclusão de pessoas com deficiências motoras

A Associação Salvador tem uma nova campanha, intitulada “Quebra Degraus”, que pretende abrir caminho para uma mudança efectiva, que acabe com a exclusão social e o isolamento de milhares de pessoas com deficiência motora em todo o País.


Assinada pela Partners e com produção da 78, a acção publicitária alerta para a necessidade urgente de uma mudança na área das acessibilidades, protagonizado pela bailarina e coreógrafa com deficiência motora Diana Niepce.

«Estamos em pleno século XXI, todos os dias surgem invenções, novas tecnologias e quebram-se mais barreiras. Mas e os milhares de pessoas que continuam isoladas entre quatro paredes? Durante o confinamento, o mundo inteiro teve oportunidade de sentir na pele aquilo pelo qual as pessoas com deficiência motora passam diariamente, durante uma vida inteira. Agora que retomámos a vida normal, vão voltar a deixar-nos para trás?», diz, em comunicado, Salvador Mendes de Almeida, presidente e fundador da Associação Salvador.

Maioritariamente digital, a campanha terá também uma forte presença televisiva, com spots nos principais canais generalistas e por cabo, no ano em que, pela primeira vez, se assinala de forma oficial o Dia Nacional das Acessibilidades, a 20 de Outubro.

Veja o video AQUI

Fonte: sapo.pt

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Marcha Pela Vida Independente 2022

No dia 5 de maio, celebra-se o Dia Europeu da Vida Independente, que recorda a importância da luta para garantir que esta seja uma realidade para todas as pessoas com deficiência. Hoje lançamos o cartaz com os vários locais onde estaremos nas ruas no sábado seguinte, dia 7 de maio!



Numa iniciativa nacional, coletiva, que envolve várias instituições, federações e associações, estaremos presentes, a partir das 15h, em:

- Lisboa (Avenida da Liberdade, em frente ao Tivoli)
- Porto (Avenida dos Aliados, em frente à Câmara Municipal), apenas em forma de concentração
- Vila Real (Avenida 5 de outubro, junto à estação)

Vamos marchar, lado a lado, pelo direito à Vida Independente!
Pela dignidade humana!
Pelo reconhecimento do nosso empoderamento!
Pelo respeito das nossas decisões!
E, principalmente, pela nossa Liberdade!

Mais informações aqui

Marcelo pede "completa implementação" de Convenção sobre Pessoas com Deficiência

O Presidente da República alertou esta quinta-feira no Observador para o que ainda falta fazer para uma “completa implementação” da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência das Nações Unidas, sem deixar de salientar os progressos nesta matéria.


Numa mensagem publicada esta quinta-feira no sítio oficial da Presidência da República na internet, Marcelo Rebelo de Sousa pede “mais e melhores oportunidades de emprego, acessibilidades, físicas ou tecnológicas, e o apoio à vida independente enquanto condição para o pleno exercício da cidadania e da participação política dos cidadãos com deficiência”, considerando que estes “são ainda desafios que exigem o empenho de todos os portugueses”.

O chefe de Estado divulgou esta mensagem para assinalar o Dia Europeu da Vida Independente, data em que se celebra “a inclusão e os direitos humanos” e “a igualdade de oportunidades para todos os europeus, para todos os portugueses, sem constrangimentos de qualquer espécie”, escreve.


É por isso importante sublinhar o muito que já foi feito em Portugal pela defesa dos direitos dos cidadãos com deficiência, lembrando igualmente o que há ainda por fazer pela completa implementação da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”, acrescenta.

Portugal ratificou em 2009 a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência das Nações Unidas, segundo a qual “os Estados Partes se comprometem a assegurar e promover o pleno exercício de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência, sem qualquer tipo de discriminação por causa de sua deficiência”, através de “medidas legislativas, administrativas e de qualquer outra natureza”.

Este convenção tem como propósito “promover, proteger e assegurar o exercício pleno e equitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente” e estabelece como princípios gerais, entre outros, “o respeito pela dignidade inerente, a autonomia individual, inclusive a liberdade de fazer as próprias escolhas, e a independência das pessoas” e “a plena e efetiva participação e inclusão na sociedade”.

Fonte: observador

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

“Os direitos não deviam ser mendigados”

Eduardo Jorge, que tem lutado pelos direitos das pessoas com limitações, desde que um acidente o atirou para uma cadeira de rodas, após receber o prémio Personalidade do Ano Vida, atribuído por O MIRANTE, garantiu que vai lutar sempre que os seus direitos não estiverem a ser salvaguardados.


Eduardo Jorge, tetraplégico que luta pelos direitos das pessoas com deficiência, foi o primeiro premiado a subir ao palco do Convento de São Francisco, em Santarém. Na sua intervenção disse que receber de O MIRANTE o prémio Personalidade do Ano Vida é “uma honra e um estímulo para continuar a luta pelos direitos iguais”, dedicando a distinção a “todos os que não têm voz e são excluídos”.

O galardoado, que perdeu a mobilidade aos 28 anos, na sequência de um acidente de automóvel, lembrou que “viver não é só respirar” e que para poder viver com dignidade tem travado uma “luta diária, titânica, por direitos que não deviam ser mendigados”.

“O MIRANTE olhou para mim não pela minha incapacidade mas pelo que sou. A deficiência é o que nos distingue mas não podemos ser menorizados pela nossa incapacidade”, disse o gerente do restaurante O Algaz, do Centro de Apoio Social da Carregueira, concelho da Chamusca, onde trabalha como técnico social. Acreditando que “podemos ter uma sociedade mais justa e igual”, Eduardo Jorge garantiu que voltará à luta sempre que os seus direitos não estiverem a ser cumpridos.

Depois de passar anos como utente num lar de idosos e de ter estado em frente à Assembleia da República dentro de uma gaiola Eduardo Jorge informou-se dos seus direitos e, em conjunto com outros cidadãos na mesma situação, conseguiu que fosse implementado o “Vida Independente”. Um projecto que actualmente abrange cerca de 900 cidadãos com limitações que permanecem nas suas casas apoiados por cuidadores escolhidos por si e pagos pela Segurança Social durante 36 meses.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Atestados médicos de incapacidade passados sem presença da pessoa com deficiência

Os atestados médicos de incapacidade multiusos vão passar a ser emitidos por via informática e em determinadas patologias a atribuição poderá ser feita sem avaliação presencial, segundo decreto-lei aprovado, esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, informa o JN.


O decreto-lei que altera o regime de avaliação de incapacidade das pessoas com deficiência foi hoje aprovado em Conselho de Ministros, com vista a uma "agilização de procedimentos no âmbito da emissão do atestado médico de incapacidade multiúso", passando a ser possível a emissão por via informática.

Passa também a ser permitido que a "atribuição destes atestados possa ser efetuada sem a avaliação física presencial do requerente quando estejam em causa determinadas patologias", apesar de não esclarecer quais, graças à aprovação de um regime transitório e excecional de emissão dos atestados médicos pelas juntas médicas de avaliação das incapacidades das pessoas com deficiência.

Em fevereiro, a secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência anunciava, no parlamento, que o Governo estava a preparar um novo regime para a emissão dos atestados médicos de incapacidade, que traria a possibilidade de fazer avaliações sem a presença da pessoa com deficiência. Também nessa altura, Ana Sofia Antunes disse que outra das alterações passaria pela "emissão de atestados médicos de incapacidade multiúsos automáticos".

Em finais de outubro, o parlamento aprovou dois projetos de lei do Bloco de Esquerda e do PCP pela reposição do princípio de avaliação mais favorável nos processos de revisão ou reavaliação de incapacidade por junta médica.

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Quem quer ir à neve?

“Quem quer vir à neve? 04 a 08 de ABRIL/2022 


Aproveitem esta viagem, não deixem para depois. Nós vamos levar-vos, cuidar de todos, e vai ser muito bom e divertido

A parte mais incrível desta viagem é que todos vão poder subir às montanhas, estar lá em cima, mesmo sem fazerem esqui.

Todos podem desfrutar daquela inesquecível paisagem, almoçar lá em cima nas montanhas com os colegas e amigos, apalpar a neve, brincar, tirar fotografias e fazer vídeos, é maravilhosa a sensação.

NÃO PERCAM!! “