quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Governo vai acabar com as diferenças nos prémios entre os atletas paraolímpicos e os olímpicos

Governo anunciou que, até ao final do ano, uma lei estará pronta para acabar com as diferenças de prémios concedidos a atletas paraolímpicos e olímpicos.

O governo vai acabar com as diferenças nos apoios atribuídos nos prémios de mérito desportivo entre os atletas paraolímpicos e os olímpicos. A garantia foi dada à provedora de Justiça pelo secretário de Estado da Juventude e do Desporto. Num comunicado, a provedor de Justiça explicou que recebeu uma queixa sobre esse tema, o que a levou a contactar o governo, que lhe assegurou que essas diferenças iriam acabar.

No mesmo documento, a provedora de Justiça congratulou a “intenção manifestada” pelo executivo de “alcançar uma equiparação total nos apoios concedidos aos universos olímpico e paraolímpico”.
A provedora de Justiça sublinhou ainda que “a atual diferenciação” pode “configurar uma situação de discriminação com base na deficiência, bem como violar a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”.

José Manuel Lourenço, presidente do Comité Paraolímpico de Portugal, também aplaudiu a medida anunciada pelo executivo. Ao i, disse que esta alteração é “justa” e que “elimina a diferenciação que havia”. “É uma medida que nós aplaudimos e vemos com muita graça”, completou o responsável.

A questão dos prémios de mérito desportivo já tinha sido alvo de aprovação para o Orçamento do Estado de 2017, onde se previa que, nesse ano, os prémios seriam igualados para paraolímpicos e olímpicos. Contudo, a norma não avançou para além do plano de Orçamento e por isso é que o governo tomou agora a decisão de propor esta alteração.

Para o responsável, o anúncio do governo não surpreendeu porque “a própria sociedade vai exigindo que haja este tipo de equiparações”. As mentalidades mudam e “a própria sociedade vai estando mais exigente relativamente àquilo que é a questão dos direitos” e da igualdade de condições para as duas dimensões desportivas.

Nesse sentido, para este caso concreto, José Manuel Lourenço reconheceu que esta mudança “é um sinal muito importante que o governo está a dar no sentido da equidade”. E não considera que a medida tenha chegado tarde, frisando que o que “importa agora é aplaudir a medida que está a ser tomada”. “Não acho que seja relevante dizer que é tarde ou que é cedo; o que importa é sublinhar que a medida está a ser tomada e o mérito tem de ser dado este governo, que está a fazer isso”, acrescentou.

Daqui para a frente, o que vai ser relembrado é esta data, explicou José Manuel Lourenço, referindo que este é um “momento histórico”.

Para além da garantia de que os prémios vão ser igualados, o governo disse também que já foi iniciado o procedimento legislativo que permitirá equiparar os valores dos prémios atribuídos aos universos olímpico e paraolímpico. Segundo o comunicado da provedora de Justiça, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto revelou que “o respetivo procedimento legislativo se encontra em curso e que deverá estar finalizado” ainda este ano.

Verbas para bolsas e preparação são muito importantes
Apesar de se congratular por esta medida, o presidente do comité disse ao i que as verbas atribuídas para bolsas e para a preparação dos atletas são mesmo “determinantes”.

“Os prémios de mérito desportivo, sem dúvida, são muito importantes e não quero desvalorizá-los”, mas os valores utilizados na preparação das missões paraolímpicas são ainda mais importantes, referiu José Manuel Lourenço. Segundo o responsável, estas verbas “permitem criar condições” para que depois, mais à frente, os atletas conquistem “prémios de mérito desportivo”. E dá um exemplo: “Se um atleta em cadeira de rodas não tiver uma cadeira de rodas em condições e não tiver dinheiro para a comprar, jamais vai ganhar uma prova; portanto, nunca vai ganhar o prémio de mérito desportivo.”

O responsável explicou ainda que estas questões englobam um conjunto de situações que incluem o prémio de mérito, que é um reconhecimento do mérito que o atleta obteve no seu desempenho na prova, e a preparação, que ajuda a criar condições para que o atleta possa representar o país.

Contudo, o assunto da igualdade de direitos está longe de ser novo. No ano passado, o assunto voltou à mesa do executivo através de um projeto de lei - apresentado pelo Bloco de Esquerda - que pretendia igualar os valores atribuídos em bolsas e preparação para os atletas participarem nas competições olímpicas. A proposta acabou por ser chumbada em novembro de 2017, depois de o PS ter votado contra e de o PSD se ter abstido.

Na altura, o presidente do comité lamentou que a medida não tivesse sido aprovada, louvando a iniciativa parlamentar. Relativamente às bolsas, as diferenças são notórias: os atletas olímpicos recebem cerca de 30 mil euros anuais para a preparação das competições. Já a verba disponibilizada para os atletas paraolímpicos é de 8750 euros.

No início deste ano foi publicado em Diário da República o Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo, celebrado entre o Instituto Português do Desporto e Juventude, o Instituto Nacional para a Reabilitação e o Comité Paraolímpico de Portugal.

Segundo o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, este contrato “prevê a convergência, no ciclo 2018-2021, das condições dos universos olímpico e paraolímpico, designadamente quanto às bolsas e às verbas disponibilizadas para a preparação desportiva”. Para além de abranger atletas paraolímpicos, o contrato inclui “igualmente as bolsas atribuídas aos treinadores e aos técnicos assistentes/guias”.

José Manuel Lourenço referiu ao i que o contrato engloba um pacote financeiro que permite às entidades fazer a gestão das verbas. Por isso, o responsável prevê que, até 2021, “o valor das bolsas entre o nível de excelência do olímpico e do paraolímpico esteja equiparado”. Contudo, deixa a ressalva de que não existe “nada escrito em termos de legislação” de que o valor de preparação será igual para as duas dimensões desportivas, tratando-se apenas de um cenário hipotético.

Fonte: i

Portugal dança pela Esclerose Múltipla

A SPEM lança-lhe um desafio: dance pela EM ao som dos HMB. Esta iniciativa pretende valorizar as capacidades da pessoa com deficiência e sensibilizar a comunidade para a importância da integração social. Veja o vídeo de apresentação da campanha.
Foram criadas 4 coreografias, com a colaboração dos Ritmos Urbanos, adaptadas às diferentes capacidades motoras para que cada coreografia seja inclusiva e ninguém se sinta privado de dançar. Todas as coreografias são animadas pela mesma música: Naptel Xulima, dos HMB – que cederam de forma entusiasta os direitos da sua utilização. Uma música com uma mensagem positiva “Sê livre para viver, não percas tempo a chupar limão”. Veja as coreografias aqui.

Escolha a coreografia que melhor se ajusta às suas capacidades, treine os passos e ritmos, filme e envie o vídeo para coreografias@spem.pt

Os vídeos recebidos vão ser avaliados por um júri que irá eleger os 8 melhores vídeos. Estes serão premiados com bilhetes para eventos culturais, desportivos ou de turismo (adaptado). Por fim, no dia Nacional da Esclerose Múltipla, partilharemos um vídeo final com as várias participações.

Junte-se ao nosso movimento.

Vamos pôr o país a dançar pela Esclerose Múltipla!


Este projeto é cofinanciado pelo Programa de Financiamento a Projetos pelo INR, I.P. 2018 e conta com o apoio da Sanofi Genzyme e dos Ritmos Urbanos.


Fonte: SPEM

domingo, 16 de setembro de 2018

Aprovada a Lei do Maior Acompanhado

Minha crónica no jornal Abarca

Foi publicado em Diário da República, no dia 14 de Agosto, a Lei nº 49/2018, que cria o regime jurídico do maior acompanhado, eliminando definitivamente os institutos da interdição e da inabilitação previstos no Código Civil. Este novo regime, que entrará em vigor 180 dias após publicação da Lei, ou seja, no próximo mês de dezembro, limita a intervenção judicial permitindo que a pessoa com deficiência adulto, que se encontre impossibilitado de exercer os seus direitos, e de cumprir os seus deveres, devido á sua deficiência, possa manifestar a sua vontade com a ajuda de outrem. 

Há muitos anos que as pessoas com deficiência reclamam a necessidade de substituição de uma Lei ultrapassada criada em 1966, por uma Lei ajustada á realidade atual. Em Fevereiro deste ano, a proposta foi aprovada em Conselho de Ministros. Em Julho, foi aprovada no parlamento em votação final global, com os votos favoráveis de PS, BE, PCP, PEV e PAN e a abstenção do PSD e do CDS-PP. Já no dia 2 de Agosto, foi promulgado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A referida Lei, entre outras alterações vem substituir o atual regime da interdição, pessoa incapaz de gerir os seus bens e suas vidas, e inabilitação, pessoa incapaz de gerir os seus bens. Com a entrada em vigor do novo regime, todas as pessoas antes interditadas ou inabilitadas passarão a ter o estatuto de maiores acompanhados. O que é que isto significa? Que o acompanhamento que lhes é feito deve limitar-se ao necessário, que a sua autodeterminação deve ser preservada, que as capacidades que têm devem ser aproveitadas.

O que está em causa é uma mudança de paradigma. Agora, o tribunal nomeia um tutor ou um curador, consoante se trate de uma interdição ou de uma inabilitação. E o Código Civil indica a ordem de preferência da pessoa a escolher para desempenhar esse papel: o cônjuge (excepto se estiver separado ou for incapaz), os pais, os filhos maiores, preferindo o filho mais velho, a menos que o tribunal entenda que um dos outros dá mais garantias. No novo regime, uma pessoa “pode, prevenindo uma eventual necessidade de acompanhamento”, escolher alguém da sua confiança e celebrar um acordo, a que se chama mandato. No momento em que é decretado o acompanhamento, o tribunal aproveita esse documento, em todo ou em parte. Também pode anulá-lo, se entender que essa é a vontade da pessoa.

Para a Alzheimer Portugal trata-se de substituir o ainda atual regime por um regime mais flexível através do qual se pretende que alguém com capacidade diminuída, em virtude de processo de demência ou por qualquer outra situação que comprometa a faculdade de tomar decisões livres e esclarecidas, não veja a sua autonomia e os seus direitos limitados para além do necessário.

Bem elucidativa da promoção da autonomia é a possibilidade que passa a existir de a própria pessoa escolher por quem pretende ser auxiliada ou representada na gestão dos diversos aspetos da sua vida. Ou seja, escolher o seu acompanhante usando a terminologia da nova Lei.

Prevê-se ainda que a sentença que vier a decretar as medidas de acompanhamento tenha que referir expressamente a existência de testamento vital e procuração para cuidados de saúde e acautelar o respeito pela vontade antecipadamente expressa.

Fontes: INR; Público e Alzheimer Portugal

sábado, 15 de setembro de 2018

Cães de assistência: Fraude à Custa de Pessoas Vulneráveis


Dezenas de famílias dizem-se enganadas pelo fundador da Associação Nacional de Cães de Assistência. Portadores de várias deficiências pagaram milhares de euros por um cão que nunca foi treinado.

Só em quatro meses, “o TripAdvisor das acessibilidades” quadruplicou as queixas recebidas em 2016

Desde o lançamento, em Maio, já foram feitas 290 reclamações oficiais através da aplicação +Acesso Para Todos, da Associação Salvador, denunciando a falta de acesso a estabelecimentos públicos, transportes e estacionamento para pessoas com mobilidade reduzida. O número obtido nestes quatro meses é quatro vezes superior ao total de queixas registadas durante todo o ano de 2016.


A aplicação +Acesso Para Todos — disponível para iOS e Android — é uma iniciativa do projecto Portugal Mais Acessível, que venceu o Prémio Solidário 25 Anos SIC, em 2017. Foi ideia de Ricardo Teixeira, um “amigo” da Associação Salvador, pensada para ser uma “máquina de reclamações”. Tem como objectivo envolver a sociedade na temática das acessibilidades e “facilitar e potenciar o envio de reclamações sobre as situações desconformes com os requisitos legais” para as entidades competentes.

A aplicação gratuita é, no fundo, “o TripAdvisor das acessibilidades”, diz ao P3 Joana Gorgueira, gestora de projecto na Associação Salvador. Os utilizadores são convidados a classificar os locais através de quatro parâmetros obrigatórios: acessibilidade da casa-de-banho, livre circulação interna, entrada no edifício e a existência ou não de estacionamento reservado. Poderão fazê-lo apenas para os efeitos da aplicação, como uma review, ou avançar para a criação de uma reclamação oficial, que a aplicação reencaminha de forma automática para as entidades responsáveis pela fiscalização do cumprimento do Decreto-lei 163/2006 — o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) e as câmaras municipais. A Associação Salvador acompanha o seguimento das queixas, informa os espaços visados pelas denúncias e dá sugestões de como corrigir os problemas.

“Queremos ter uma abordagem construtiva. Muitas vezes é apenas um pequeno degrau que impossibilita uma cadeira de rodas de entrar no local.” Joana Gorgueira explica que é fácil colocar uma cadeira manual num estabelecimento — ainda que o objectivo seja sempre a autonomia do utilizador —, mas, para uma cadeira eléctrica, que pode pesar 200 quilos, um degrau é um obstáculo impossível de ultrapassar. “Por isso, temos tentado sensibilizar os espaços para a ideia de que uma simples rampa pode fazer uma grande diferença na vida das pessoas.”

Em apenas quatro meses, a aplicação já tem quase 1500 utilizadores, mais de 1700 avaliações registadas — das quais aproximadamente 900 são positivas — e 290 reclamações oficiais, quatro vezes o número total de queixas apresentadas durante todo o ano de 2016 (71). “Com esta aplicação, estamos a conseguir pressionar as entidades responsáveis pela fiscalização, que começam já a responder-nos e a dar seguimento às reclamações, coisa que nunca tinha acontecido desta forma”, revela Joana Gorgueira.
Um ano, 25 mil euros e 14 iniciativas de sensibilização
A aplicação +Acesso Para Todos é apenas uma das 14 iniciativas que constituem o projecto Portugal Mais Acessível, que valeu à Associação Salvador um prémio no valor de 25 mil euros. As restantes 13 acontecerão até ao final do ano e são maioritariamente acções de sensibilização para a temática da acessibilidade. A mais recente foi divulgada na última quinta-feira, 6 de Setembro, na página de Facebook da Associação Salvador. A campanha chama-se A Reserva e é sobre a acessibilidade nos estabelecimentos de restauração, um dos assuntos que dão mais origem a queixas, segundo Joana Gorgueira.

O anúncio começa com um telefonema: uma mulher liga para o restaurante para fazer uma marcação e pergunta se há algum inconveniente em irem cinco pessoas de mobilidade reduzida. Do outro lado, respondem prontamente que não. Fica a reserva feita. No entanto, quando o grupo chega ao restaurante, não consegue entrar. “Acontece frequentemente dizerem que o local é acessível e depois a pessoa chega lá e não é”, conta a gerente de projecto da Associação Salvador. “Dizem muitas vezes: ‘Sim, já cá estiveram imensas pessoas com deficiência, que se deslocam em cadeira de rodas. Não tem qualquer problema.’ Mas depois esquecem-se de que há um degrau à entrada. Ninguém quer ser pegado ao colo para entrar num restaurante. Ninguém quer ficar à porta quando decide ir jantar fora com os amigos”, afirma Joana. O objectivo da campanha é, por isso, desmistificar este problema e passar a mensagem de que às vezes é muito fácil tornar estes locais acessíveis. “Não queremos ser extremistas. Sabemos que não é possível tornar tudo acessível, mas muitas vezes a mudança é tão pequena como uma simples rampa num degrau, que faz uma enorme diferença na vida destas pessoas.”

“Oito em cada dez restaurantes portugueses não têm acessos para pessoas com mobilidade reduzida”, pode ler-se no vídeo da campanha. O número é preocupante; no entanto, a estatística apresentada é apenas uma estimativa feita pela associação, que não garante completa fiabilidade. “Não temos [nem existem ainda] dados certos sobre todos os restaurantes que existem em Portugal. A estimativa foi feita a partir de uma amostra de 200 restaurantes de todo o país. A partir da base de dados que temos, este é o balanço que fazemos. Mas se formos analisar o país com detalhe, provavelmente a percentagem ainda será maior”, afirma Joana Gorgueira. “Ainda ontem passámos na Avenida de Roma e na Avenida da Igreja, em Lisboa, e quase todos os locais tinham degrau à entrada. Esta é a realidade que se vive no nosso país, infelizmente em quase todo o lado, e por isso não é difícil prever que estes números possam ser ainda mais graves.”

As restantes iniciativas que constituem o projecto Portugal Mais Acessível serão divulgadas até ao final do ano, altura em que a Associação Salvador fará também um balanço oficial do projecto. A aplicação +Acesso Para Todos, no entanto, vai continuar em funcionamento.


Fonte: Público

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Festa dos Amigos da Associação Salvador


Esta será a 4ª Edição da FESTA DOS AMIGOS da Associação Salvador!

Dia 23 de Setembro (domingo), das 16h às 22h, no Parque de Jogos 1º de Maio da Fundação INATEL, em Alvalade.

A festa é aberta a toda a comunidade, com entrada gratuita, mercadinho, bar e petiscos, música e dança, animação para miúdos e graúdos e muito mais!

É um evento que nos aproxima do público, onde equipa, utentes, parceiros e benfeitores podem estar juntos num ambiente descontraído e onde podemos dar a conhecer a Associação Salvador e o seu trabalho a cada vez mais pessoas.

ENTRADA GRATUITA!

Vende-se grua de transferência usada


Vende-se grua elétrica de aluminio, encartável usada em bom estado.


sábado, 8 de setembro de 2018

Congresso Ataxia, um ilhar pró futuro

Antecipando o dia Internacional das Ataxias que se comemora a 25 de Setembro, A APAHE organiza um congresso, com um grande painel de oradores, onde se destacam as intervenções das equipas de investigação da Machado Joseph, da Universidade do Porto e da Universidade de Coimbra. 


Um grande painel de especialistas em ataxias. 

Entrada Grátis. 

Necessária Inscrição para efeitos logísticos.

Criada a Comissão para a Promoção das Acessibilidades

Dia 7 de setembro de 2018, foi publicado pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, o Despacho n.º 8614/2018 que determina a constituição da Comissão para a Promoção das Acessibilidades, que tem por missão avaliar o diagnóstico da situação atual das acessibilidades nos edifícios, instalações e espaços da administração central, local e institutos públicos.


Assim, ao abrigo do disposto nos n.os 1 e 2 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 125/2017, de 4 de outubro, determino o seguinte:

1 - É constituída a Comissão para a Promoção das Acessibilidades que tem por missão avaliar o diagnóstico da situação atual das acessibilidades nos edifícios, instalações e espaços da administração central, local e institutos públicos que revistam a natureza de serviços personalizados e de fundos públicos.

2 - A Comissão para a Promoção das Acessibilidades apresentará ao Governo um relatório do trabalho efetuado, no prazo de 12 meses após a sua constituição.

3 - A Comissão para a Promoção das Acessibilidades tem a seguinte composição:

a) Ana Rita Vilhena, Fernando Almeida, Rodrigo Ramos e Filipe Lourenço Pereira, em representação do Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social;

b) Maria Isabel Nunes Fernandes e João Simões Silva, em representação do Ministro das Finanças;

c) João Branco Pedro e Alexandra Gesta, em representação do Ministro do Ambiente;

d) Gonçalo Hogan e Manuel Queiroz, em representação do Ministro Adjunto;

e) Humberto Santos, em representação do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P. - INR, I. P.;

f) Teresa Cunha, em representação da Associação Nacional de Municípios Portugueses - ANMP;

g) Vítor Manuel Caliesto Marques, em representação da Associação Nacional de Freguesias - ANAFRE.

O presente despacho produz efeitos à data da sua assinatura.

Fonte: DRE

Praias acessíveis por Carlos Nogueira

Sobre as praias acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida (PMR).


Sou cadeirante e adoro água! Água da praia, do rio, da banheira e, embora devesse beber bastante mais, também gosto de água no copo. Isto para dizer que, sou um utilizador assíduo das nossas praias e quero muito poder ser autónomo na realização deste meu gosto.

Julgo que, pedir condições para poder fruir destes espaços, como vocês os normais, não é coisa descabida. Não acham? Por favor, antes de responderem tenham presente que a linha que nos separa é de facto muito ténue (hoje eu, amanhã nós...).

Todos os anos refiro como excelente exemplo na promoção da autonomia no acesso às praias, o trabalho da Câmara de Cascais em Carcavelos, Tamariz e Conceição. Este ano é diferente, junto a estas a praia Fluvial de Reguengos de Monsaraz onde tudo foi pensado para que sejamos iguais no acesso a um bem que a todos pertence. Ali também temos, como em Cascais, tiralô (cadeira anfíbia com flutuadores), passadeira/esteira na areira, estacionamento, instalações sanitárias e pessoas com formação para nos ajudarem nas idas à água. Mais uma vez, obrigado Senhor Presidente José Calixto pela obra feita!

Sobre este ano, e referindo-me somente aos locais por onde andei, uma palavra de agradecimento à zona litoral do Oeste! Nota-se que estão a fazer muito em matéria de acessibilidade às praias e, na maior parte dos casos, bem feito!

São inúmeras as praias com acessibilidade, umas seguidas das outras, demonstrando que, quando há vontade, tudo é possível, basta olhar, por exemplo, para as prais da Foz do Sisandro, Azul, Peralta, Porto Novo, Santa Rita, Foz do Lizandro, Ribeira d'Ilhas, S. Lourenço e tantas outras. Obrigado!

Chamo a atenção para uma cadeira de banho, da marca JOB com 2 rodas e muito baixa, utilizada em algumas praias que, por não ter flutuadores como os habituais tiralôs, retira qualidade e segurança no acesso à água às pessoas com mobilidade reduzida. Sob pena de darmos passos atrás na acessibilidade ao mar, esta cadeira deveria ser utilizada somente em locais com águas "lisas" (rios, lagoas, piscinas, etc).

Quanto ao Prémio Praia + Acessível, atribuído por um júri nacional composto por um representante de cada um dos seguintes organismos e por um representante do patrocinador da edição do concurso: Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P. que preside; Agência Portuguesa do Ambiente, I.P.; Turismo de Portugal, I.P.; Direcção-Geral da Autoridade Marítima / Instituto de Socorros a Náufragos; Associação Bandeira Azul da Europa, estão lá todos menos os que utilizam as praias, NÓS as pessoas com mobilidade reduzida... Senhores e Senhoras do Instituto Nacional de Reabilitação, isto parece-vos normal e representativo da opinião dos utilizadores da Praia Acessível? A mim não!

Texto de Carlos Nogueira - Fonte: Facebook

A Reserva

MENOS DESCULPAS, MAIS RESPEITO!

Em Portugal a maioria dos restaurantes diz ter acesso para pessoas com mobilidade reduzida.

Mas têm mesmo?


‘A Reserva’ é uma das iniciativas do ‘Portugal Mais Acessível’, o projeto vencedor do Prémio Solidário 25 anos SIC, criado pela SIC Esperança.

sábado, 1 de setembro de 2018

Praias acessíveis galardoadas em 2018

Podem ser consultadas aqui as praias portuguesas galardoadas pelo Programa "Praia Acessível - Praia para Todos!" na presente época balnear.

A informação apresenta-se organizada por concelhos, agrupados por regiões hidrográficas no referente ao território continental (Norte, Centro, Tejo e Oeste, Alentejo e Algarve), e por ilhas, no caso da Madeira e dos Açores.

Mais de dois terços das praias classificadas pelo Programa disponibilizam já, às pessoas com mobilidade condicionada, equipamentos que lhes permitem aceder ao banho e/ou ao passeio na praia: cadeiras de rodas, canadianas e andarilhos anfíbios.

Felicitam-se os municípios responsáveis pelas zonas balneares galardoadas, pela forte capacidade de mobilização que, ano após ano, têm demonstrado no desenvolvimento deste Programa - ao qualificarem e tornarem cada vez mais acessíveis e inclusivas as praias portuguesas dão um contributo valioso para a promoção de Direitos consagrados na Constituição e na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Fonte: INR

Surf adaptado: Há mar e mar, há ir e surfar

Paraplegia, paralisia cerebral ou Trissomia 21, não importa. No mar, em cima de uma prancha, são todos iguais; o radical Garrett McNamara, a antiga campeã nacional Teresa Abraços ou Nuno Vitorino, presidente da Associação Portuguesa de Surf Adaptado, que aos 18 anos sofreu um acidente que o colocou numa cadeira de rodas. Hoje percorrem juntos algumas das melhores praias do país e desafiam todos a surfar pequenas e grandes ondas, tenham seis ou 88 anos, "desde que acompanhados pelo pai".