segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Campanha a favor de André Castanheiro (6 anos) com paralisia cerebral


Mais informações, aqui.

UM adapta brinquedos para crianças com deficiência


O Grupo de Automação e Robótica da Universidade do Minho, em Guimarães, vai adaptar brinquedos para crianças com paralisia cerebral.

A iniciativa voltará a permitir que as crianças especiais possam brincar com os brinquedos que serão oferecidos no Natal.

A iniciativa realiza-se pela sexta vez consecutiva e promete chegar a mais de 1500 crianças com diferentes níveis de necessidades e/ou deficiências. Diário do Minho

Comissão Municipal para a Deficiência - Oliveira de Azemeis

O projecto da Comissão Municipal para a Deficiência de criação da Bolsa de Empregabilidade INTEGRAR…MAIS surge de uma vontade de envolver toda a comunidade na temática da Deficiência, combatendo barreiras sociais, culturais e profissionais à integração.

Assim, implicando os agentes locais, promotores do Desenvolvimento Local, em questões específicas ligadas à integração das pessoas portadoras de deficiência e incentivando a mudança de atitudes, abrindo caminhos novos à Integração e à Igualdade de Oportunidades para Todos.

Para este projecto contamos com a motivação das empresas e empresários Oliveirenses na criação de condições para a integração profissional das pessoas com deficiência, colaborando desta forma com a Comissão Municipal. Mais, aqui.

Empresas premiadas por integrar deficientes

O Governo Civil do Porto vai premiar, a partir do próximo ano, empresas que contratem cidadãos com deficiência. A distinção de natureza simbólica foi anunciada, sexta-feira, pelo governadora civil, Isabel Santos, no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

O prémio de mérito distrital irá dividir-se em três modalidades: grandes empresas e entidades do sector público empresarial, entidades públicas, como instituições de solidariedade social, e pequenas e médias empresas.

A condição essencial para a candidatura é que as empresas tenham integrado, de Janeiro a Outubro de 2011, pessoas com deficiência com contrato a termo.

Ontem, sexta-feira, ainda sem a atribuição de galardões, Isabel Santos visitou um grupo de empresas que já se destacam na integração de pessoas com deficiência, como a Filinto Mota (Matosinhos), firma do ramo automóvel que há quatro anos empregou Bruno Luz, 27 anos, com deficiência mental.

Em 2006, Bruno conquistou a primeira experiência profissional como "estagiário de lavador". Quatro anos volvidos, passou a trabalhador efectivo, com iguais direitos dos outros funcionários. O administrador da empresa, Mota Santos, fala de uma experiência que o "enche de orgulho". "É o reconhecimento do nosso esforço", frisou.

Para a governadora civil "é importante que estas empresas sirvam de exemplo a outras firmas". Ontem, Isabel Santos também visitou a Nucleocar (Matosinhos), e a Fundação Obra do Padre Luís (Gaia), que também integram pessoas com deficiências nos seus quadros. JN

domingo, 5 de dezembro de 2010

Escara/Úlceras de Pressão...Um Pesadelo!

Desculpem os mais sensíveis publicar estas fotos. Se for impressionável, não clique nelas porque aumentam de tamanho. Mas é chocando que muitas vezes a mensagem passa. Aqui estão fotos reais, de quem teve escaras no inicio do ano. Felizmente neste momento está bem e tive o prazer de receber sua visita.

Já aqui foquei várias vezes o medo que tenho de sofrer com "escaras/úlceras de pressão". Nestes 19 anos de cadeira, tive uma quando do primeiro internamento e outra 10 anos depois. Ambas tiveram que ser tratadas e resolvidas por cirurgia plástica. Neste momento logo que algo diferente surge na pele, cama, massagens e hidratante até restabelecimento.

Prevenção, para mim ainda continua a ser o melhor remédio. Custa ficar de cama? Custa e muito, mas sei que assim resolvo o problema no máximo dentro de 15 dias, e doutra maneira não sei avaliar as consequências.

Livro "Lições de Vida"


Li o livro "Lições de Vida" do Salvador Mendes de Almeida. Valeu pelos depoimentos das pessoas fantásticas que ele nos dá a conhecer. Alguns conhecia-os, mas pormenores das suas vidas desconhecia. Foi muito bom que tenham se dado a conhecer desta forma. Faz-nos bem ler vivências e histórias tão parecidas com as nossas, sentimo-nos acompanhados.

O que menos gostei foi a extensa e repetitiva abordagem que a psicóloga e psicoterapeuta Isabel Empis escreveu. Com todo o respeito que me merece, mas nada do que escreve me diz algo. Fico com a sensação que nada sabe de nós e sobre nós.

De resto, um livro que vale a pena ler. Ali está a realidade.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Cláuidio Poiares


Cláudio Poiares não esconde a satisfação pela "boa ideia" que teve ao criar o seu próprio negócio. Aos 15 anos, tinha acabado o 9.º ano, era atleta federado de canoagem, queria ser professor de Educação Física, pensava casar-se e ter filhos. "Tinha ideias fixas, gostava de planear o meu futuro, tinha tudo delineado", confessa. Um mergulho no rio Douro, num intervalo dos treinos de canoagem, alterou-lhe alguns planos. O pescoço bateu no fundo do rio, percebeu imediatamente o que tinha acontecido. "Uma semana antes tinha visto uma reportagem sobre uma situação semelhante. Percebi que estava lixado." Ficou tetraplégico, dependente para quase tudo, praticamente só mexe a cabeça. Hoje, com 28 anos, é casado e tem um filho de oito anos. Entretanto decidiu estabelecer-se por conta própria, Cláudio Poiares Multimédia é o nome da empresa que criou em 2006. Restaura fotografias antigas, manipula imagens, passa cassetes VHS para DVD, decora vídeos festivos com composições gráficas e músicas. É através de um sensor que tem nos óculos que mexe o rato do computador. Fá-lo com desenvoltura para dar resposta às encomendas de familiares, amigos, amigos de amigos. A melhor publicidade é o passa-palavra. Mesmo assim, não está fácil. "Não dá para ganhar muito dinheiro", adianta.

De 1997 a 2006, desenvolveu o gosto pela fotografia, tirou uma formação em Informática e outra em Multimédia. O centro de emprego forneceu-lhe todo o material para o negócio. "Não acreditava que seria possível, achava que seria muito difícil criar o meu negócio porque em Portugal ninguém ajuda ninguém." Enganou-se. Trabalha em casa, a sua dependência é quase total, a mulher tem o seu emprego, o filho está na escola. Com um apoio financeiro, conseguiu contratar uma empregada que o ajuda durante a semana. Só com essa ajuda pôde morar com a mulher e o filho, deixando a casa dos pais.

É disciplinado, definiu o seu horário. "Trabalho sempre que posso, por vezes também ao fim-de-semana." Gosta de passear à beira-mar, ver filmes, estar com o filho, ver as canoas no rio. O clube de Zebreiros, Gondomar, baptizou um torneio com o seu nome. Cláudio tem mais um projecto nas mãos: está preparado para contar a sua história numa autobiografia. "Na minha situação, tetraplégico, com o meu grau de deficiência, não conheço ninguém que tenha conseguido arranjar emprego." As lembranças não se apagam. "Os primeiros meses foram muito duros e foi muito importante poder realizar-me como homem e como pai." Mais

Discriminação é "mais positiva do que negativa"


A noção que Bento Amaral tinha do tempo mudou. Arranjar-se antes de sair de casa, fazer uma simples assinatura ou pegar num copo passou a ser mais demorado, conta este enólogo de 41 anos que, há 16, ficou tetraplégico após ter batido com a cabeça num banco de areia enquanto apanhava boleia de uma onda.

Apesar de estar numa cadeira de rodas e limitado no movimento dos braços, este enólogo é campeão mundial de vela adaptada.

Hoje, é o responsável pela Câmara de Provadores no Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP). Ou seja, a fiscalização de todos os vinhos passa por ele. Além disso, é professor na Escola Superior de Biotecnologia do Porto da Universidade Católica, precisamente em provas de vinho.

O acidente não impediu o engenheiro alimentar Bento Amaral de terminar o curso, apenas atrasou os estudos um ano. E esteve em Bordéus, em Erasmus. Ao JN, lembra a "dificuldade em arranjar emprego". Fazia trabalhos para a Universidade. E, três anos depois, apresentou, com sucesso, uma candidatura junto de uma empresa de telemanutenção que trabalhava com pessoas deficientes.

Entretanto, há 11 anos, outras oportunidades surgiram, ocupou a vaga aberta no IVDP e começou a dar aulas ao fim-de-semana.
"Sinto mais discriminação positiva do que negativa", garantiu. E é alvo de "mais simpatia" do que se não estivesse numa cadeira de rodas, diz Bento Amaral.

"Hoje em dia, sinto-me totalmente integrado", garantiu o chefe de serviço de prova. "Deixamos de reparar que as pessoas olham para nós", disse ainda. No geral, "estão hoje mais sensibilizadas".

O acidente também não o impediu de encontrar o amor da sua vida. É casado há três anos. E pediu a mulher em casamento a bordo de um helicóptero.

Pelo contrário, a vela "está parada", conta Bento Amaral, com tristeza no olhar e explicando ser impossível conciliar esta e as outras vertentes da sua vida.

Até ao fim de semana anterior ao acidente, praticou vela. Retomou em 2001, graças a um casal de australianos que tinha um barco adaptado. Em 2004, ficou em segundo num campeonato mundial, na Austrália. Em 2005, ganhou o mesmo campeonato em Itália. A partir daí, entrou nos Paraolímpicos e, com Luísa Silvano, qualificou Portugal pela primeira vez na modalidade. Além disso, bateu um recorde mundial de velocidade de esqui adaptado.
Olhando para trás, garante que apenas conseguiu resistir graças ao apoio da família e dos amigos JN

Continuamos a viver de esmolas...


A mobilização da população na recolha de plástico para trocar por uma cadeira de rodas deu os seus frutos. Diana Campos, 25 anos, portadora de Síndroma de Rett, que a impede de andar e falar, foi a beneficiada com este equipamento, que custou perto de oito mil euros. Não é uma cadeira de rodas qualquer. Adaptada às suas necessidades, demorou quase duas horas a ser montada. A jovem deficiente, residente na Fanadia, nas Caldas da Rainha, vai poder ter outro conforto.

A entrega aconteceu na passada quinta-feira, no Centro de Educação Especial Rainha D. Leonor, instituição frequentada por Diana. Madalena Presumido, administradora da Valorsul, que integrou a Resioeste, que havia lançado uma campanha onde se podia trocar o plástico pela cadeira de rodas, elogiou “a mobilização das pessoas, que perceberam que havia um objectivo para o qual se estava a trabalhar”.

“Este tipo de campanhas permite juntar plástico de muita qualidade. Às vezes as pessoas colocam mal as embalagens nos ecopontos ou juntam resíduos orgânicos, o que acaba por contaminar as embalagens e inviabilizar o aproveitamento”, referiu.

Sandra Campos, familiar de Diana, foi a grande impulsionadora da campanha e declarou ter de “agradecer a toda a população, tenha contribuído com uma tampinha ou saco de plástico”. “Esta cadeira vai dar uma volta de 180 graus à vida da Diana, que vai passar a ter mais qualidade a nível de postura corporal”, adiantou.

“Foi uma mobilização rápida, o que prova que é fácil ajudar”, disse. Mais tempo demorou a vir a cadeira dos Estados Unidos. Desde Maio que se estava à espera.

Mas o importador, a empresa Boavista Solutions, esmerou-se na sua preparação e a montagem da cadeira, que demorou cerca de duas horas, teve em conta todos os pormenores.

A técnica do serviço social do Centro de Educação Especial, Leonor Cantante, explicou que “identificou-se a necessidade da cadeira e havia a hipótese de nós internamente conseguirmos aqui um processo de ajudas técnicas pela Segurança Social, que está dependente dos orçamentos anuais e da priorização dos serviços que fazem a avaliação. Podia demorar mais tempo e possivelmente não teria cabimento no orçamento deste ano”.

Mas a instituição acabou por “não ter muito envolvimento na campanha, porque a família conseguiu reunir sinergias para num curto espaço de tempo conseguir a cadeira”. Leonor Cantante considerou ser um “caso raro de mobilização”, já que “o que era suposto acontecer em sete meses acabou por três”. Jornal das Caldas

Deficientes contam com um apoio de 254 milhões

São 254 milhões de euros de financiamento público já atribuídos a projectos de apoio aos deficientes, seja para integração no mercado de trabalho, acessibilidades ou equipamentos. E há 16 mil pessoas envolvidas em acções de orientação e formação profissional.

Na área da deficiência e reabilitação, já foram aprovados 254 milhões de euros à luz do financiamento comunitário, disse, ao JN, Rui Fiolhais, gestor do Programa Operacional Potencial Humano (POPH), que faz um balanço positivo a propósito do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, que hoje, sexta-feira, se assinala.

O apoio a pessoas portadoras de deficiência ou incapacidade é uma das vertentes do POPH. Este representa 37% das ajudas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), cuja vigência vai até 2013, e "tem uma taxa de execução de 30%".

Em Portugal, são 572 milhões de euros para "Cidadania, Inclusão e Desenvolvimento Social". Na área da deficiência, os apoios começaram a ter efeito prático no início de 2008. Uma primeira linha consiste na qualificação profissional, com 130 milhões de euros já aprovados e 16213 formandos.

Outra vertente é a da inserção no mercado de trabalho. Neste caso, são 28 milhões de euros e 2853 pessoas a apoiar. Para formação de 7352 técnicos e profissionais de reabilitação, já foram atribuídos 2,2 milhões de euros.

No programa Arquimedes, que visa qualificar as entidades que trabalham com deficientes, são 4,1 milhões para 127 projectos. E o programa Rampa, para as acessibilidades, tem 21 milhões de euros e 126 projectos aprovados.

Em termos de obra, como lares, residências autónomas, apoio domiciliário e centros de actividades, são 69 milhões para 98 projectos. Prevê a criação de quase quatro mil vagas.

Em Portugal, não há estatística actual sobre a população deficiente. O Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência fala em 900 mil pessoas, baseado num inquérito de 1995. Mas os últimos censos, de 2001, só indicam 636 mil. O próximo censo está previsto para 2011. IN

Amadora - Mobilidade e Acessibilidade – Uma Cidade para Todos


Eliminar as barreiras arquitectónicas existentes, proporcionando uma melhor qualidade de vida aos residentes do concelho, sobretudo à população com dificuldade de mobilidade ou mobilidade reduzida, é o grande objectivo do projecto da Câmara Municipal “Mobilidade e Acessibilidade – Amadora uma Cidade para Todos”.
Criado em Março de 2009, fruto de um protocolo com a Santa Casa da Misericórdia da Amadora (SCMA), o projecto tem apresentado bons resultados e, consequentemente, terá continuidade em 2011. Para tal, o executivo municipal aprovou a transferência de 40 mil euros à SCMA que, através da sua empresa de inserção “Novo Espaço”, procede aos trabalhos de eliminação de barreiras arquitectónicas e adaptações no interior e exterior do edificado. CM Amadora

Pessoas com deficiência de hoje até 12 de Dezembro em Guimarães


É com exposições e actividades desportivas que o Fórum Municipal das Pessoas com Deficiência, órgão informal de debate, consulta e informação que funciona com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães, assinala entre hoje e 12 de Dezembro o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

Hoje, tem início marcado para as 19h15 a entrada no relvado do Estádio D. Afonso Henriques de crianças e jovens daqueles organismos, a acompanhar os jogadores do Vitória de Guimarães no encontro com o Paços de Ferreira a contar para a próxima jornada da Liga Portuguesa.

Domingo, pelas 11h30, há em Pevidém uma prova de atletismo em cadeiras de rodas. De segunda-feira até sexta vão ter lugar nos agrupamentos de escolas actividades/debates sobre o tema “Incluir a Deficiência nos Objectivos do Milénio até 2015 e Mais Além”. Correio do Minho

Figuras públicas posam ao lado de crianças deficientes



Mais de 50 figuras públicas disseram “sim” ao projecto da associação Pais em Rede e deixaram-se fotografar ao lado de crianças e jovens com deficiência. O resultado desse trabalho é mostrado hoje, no Dia Internacional de Pessoas com Deficiência, com o lançamento da Agenda da Inclusão 2011.

Actores, desportistas, escritores e estilistas juntaram-se por pessoas especiais. Cada fotografia tirada com uma criança deficiente abre uma das 52 semanas da agenda da inclusão para o próximo ano.

As fotos são todas a preto e branco, mas os cenários são diferentes. A escritora Alice Vieira foi até aos jardins da Gulbenkian, em Lisboa, enquanto o estilista Augustus recebeu a criança em sua casa.

O trabalho nem sempre foi fácil, admitem, mas acabou por sair bem.

“Ao princípio, não foi muito fácil, porque não são crianças fáceis, mas depois criou-se uma empatia e conseguiu tirar-se uma fotografia”, relata Alice Vieira. Em casa do estilista Augustus, a mais-valia foram os seus dois cães, que conseguiram que a criança se descontraísse. RR