sábado, 31 de março de 2012
Cortes condenam milhares de cidadãos deficientes
A Associação Portuguesa de Deficientes acusa o Governo de “condenar milhares de cidadãos” a não poderem ter uma vida ativa e produtiva ao ter cortado em quase quatro milhões o valor do financiamento em 2012 para ajudas técnicas.
Para o presidente da APD esta redução no valor atribuído para a concessão de ajudas técnicas "é intolerável do ponto de vista social”.
“Significa condenar milhares de cidadãos a não poderem deslocar-se, ouvir, ler, em resumo, ter uma vida ativa e produtiva porque não vão ter acesso, por exemplo, a cadeiras de rodas, próteses auditivas ou software de leitura”, diz a APD.
Contactado pela Lusa, o Ministério da Solidaredade e Segurança Social (MSSS) esclarece que o valor definido para 2012, de cerca de 8,3 milhões de euros, “pode vir a ser reforçado ao longo do corrente ano, caso se justifique e venha a ser devidamente fundamentado pelas entidades”.
Num despacho publicado em Diário da República no passado dia 09 de março é definido que o valor para financiamento de ajudas técnicas durante o ano de 2012 é de 8.301.820,00 euros. Em 2011, estes produtos tiveram direito a um financiamento de 12.154.091,00 euros, o que representa um decréscimo de 3.852.271 euros, menos 31,7 por cento.
Na opinião da APD, trata-se de uma “redução substancial” no valor definido para as ajudas técnicas, realçando ter conhecimento de que “muitas pessoas não conseguiram receber em tempo útil estas ajudas técnicas” durante o ano de 2011.
“Por razões de entropia de funcionamento das entidades que prescrevem ou por razões meramente administrativas, é anunciado que há um valor que não foi atribuído, não foi prescrito, e como não foi prescrito no ano passado, o que se fez foi reduzir o orçamento para este ano”, criticou Humberto Santos, referindo-se à passagem de cerca de 12 milhões em 2011 para mais de oito milhões de euros em 2012.
Segundo o presidente da APD, o Governo não teve a preocupação de tentar perceber por que é que em 2011 sobrou dinheiro, tomando por opção reduzir o valor destinado a estas ajudas, e alertou que isso vai significar que muitas das pessoas que em 2011 não conseguiram aceder a estas ajudas, também não o consigam em 2012.
“Conhecemos quem tenha de se endividar para conseguir aceder a estas ajudas técnicas”, alertou Humberto Santos.
Explicou que muitas vezes as pessoas com deficiência não têm forma de aceder através do Serviço Nacional de Saúde a estas verbas porque quando chegam às respetivas entidades prescritoras ou a verba está esgotada ou, por outro motivo, veem ser-lhes “vedado o acesso a este bem fundamental”.
Relativamente ao facto de o despacho para as verbas atribuídas em 2011 só ter sido publicado em 21 de dezembro do mesmo ano, Humberto Santos apontou que ter “instituições a funcionar sem orçamento real não é um processo saudável”.
Em resposta, o MSSS salienta que “pela primeira vez há um valor definido e um eventual reforço, caso se justifique” e que igualmente pela primeira vez "existe um plano de combate à fraude para que impere uma maior justiça na atribuição destas ajudas técnicas”.
O Ministério lembra que a verba global afeta ao financiamento dos produtos de apoio é fixada anualmente por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pela Segurança Social Emprego e Saúde e que esse despacho não chegou a ser publicado nos anos de 2010 e 2011.
De acordo com o Ministério da Solidariedade e Segurança Social, foi por causa dessa ausência de verba que o atual Governo “regularizou” a situação através da publicação do despacho de Dezembro, onde é definida a verba de cerca de 12 milhões para as ajudas técnicas durante o ano de 2011.
Lusa / SOL
Para o presidente da APD esta redução no valor atribuído para a concessão de ajudas técnicas "é intolerável do ponto de vista social”.
“Significa condenar milhares de cidadãos a não poderem deslocar-se, ouvir, ler, em resumo, ter uma vida ativa e produtiva porque não vão ter acesso, por exemplo, a cadeiras de rodas, próteses auditivas ou software de leitura”, diz a APD.
Contactado pela Lusa, o Ministério da Solidaredade e Segurança Social (MSSS) esclarece que o valor definido para 2012, de cerca de 8,3 milhões de euros, “pode vir a ser reforçado ao longo do corrente ano, caso se justifique e venha a ser devidamente fundamentado pelas entidades”.
Num despacho publicado em Diário da República no passado dia 09 de março é definido que o valor para financiamento de ajudas técnicas durante o ano de 2012 é de 8.301.820,00 euros. Em 2011, estes produtos tiveram direito a um financiamento de 12.154.091,00 euros, o que representa um decréscimo de 3.852.271 euros, menos 31,7 por cento.
Na opinião da APD, trata-se de uma “redução substancial” no valor definido para as ajudas técnicas, realçando ter conhecimento de que “muitas pessoas não conseguiram receber em tempo útil estas ajudas técnicas” durante o ano de 2011.
“Por razões de entropia de funcionamento das entidades que prescrevem ou por razões meramente administrativas, é anunciado que há um valor que não foi atribuído, não foi prescrito, e como não foi prescrito no ano passado, o que se fez foi reduzir o orçamento para este ano”, criticou Humberto Santos, referindo-se à passagem de cerca de 12 milhões em 2011 para mais de oito milhões de euros em 2012.
Segundo o presidente da APD, o Governo não teve a preocupação de tentar perceber por que é que em 2011 sobrou dinheiro, tomando por opção reduzir o valor destinado a estas ajudas, e alertou que isso vai significar que muitas das pessoas que em 2011 não conseguiram aceder a estas ajudas, também não o consigam em 2012.
“Conhecemos quem tenha de se endividar para conseguir aceder a estas ajudas técnicas”, alertou Humberto Santos.
Explicou que muitas vezes as pessoas com deficiência não têm forma de aceder através do Serviço Nacional de Saúde a estas verbas porque quando chegam às respetivas entidades prescritoras ou a verba está esgotada ou, por outro motivo, veem ser-lhes “vedado o acesso a este bem fundamental”.
Relativamente ao facto de o despacho para as verbas atribuídas em 2011 só ter sido publicado em 21 de dezembro do mesmo ano, Humberto Santos apontou que ter “instituições a funcionar sem orçamento real não é um processo saudável”.
Em resposta, o MSSS salienta que “pela primeira vez há um valor definido e um eventual reforço, caso se justifique” e que igualmente pela primeira vez "existe um plano de combate à fraude para que impere uma maior justiça na atribuição destas ajudas técnicas”.
O Ministério lembra que a verba global afeta ao financiamento dos produtos de apoio é fixada anualmente por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pela Segurança Social Emprego e Saúde e que esse despacho não chegou a ser publicado nos anos de 2010 e 2011.
De acordo com o Ministério da Solidariedade e Segurança Social, foi por causa dessa ausência de verba que o atual Governo “regularizou” a situação através da publicação do despacho de Dezembro, onde é definida a verba de cerca de 12 milhões para as ajudas técnicas durante o ano de 2011.
Lusa / SOL
Atestado Incapacidade. Fisco exige atestados que a Saúde adiou até ao final de 2013
É como se agora só pudesse votar se já tivesse o cartão do cidadão. A comparação é feita por Rodrigo Santos, da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), e Paulo Alexandre Pereira, da Associação Todos com a Esclerose Múltipla (TEM). As mesmas associações que contestaram que os utentes do SNS com incapacidade superior a 60%, para ter direito a isenção de taxas moderadoras, tivessem de apresentar o novo modelo de atestado multiusos, emitido desde 2009, – quando tinham atestados de incapacidade permanente ou temporária ainda válidos – denunciam que as Finanças estão a colocar o mesmo entrave.
A ACAPO diz já ter recebido cerca de 100 queixas de associados a quem o atestado do modelo anterior a 2009, na maioria dos casos situações em que era atribuído o grau de incapacidade permanente, foi recusado. Para já, a associação está a aconselhar os associados a tentar fazer prova da incapacidade e a estar atentos às liquidações. “A partir do momento em que seja detectado qualquer prejuízo, apoiaremos os nossos associados no recurso ao contencioso e aos tribunais.”
A Administração Central do Sistema de Saúde determinou, no início do ano, que os atestados emitidos por junta médica anteriores à entrada em vigor do novo modelo, desde que válidos, serviriam para isenção das taxas até ao final de 2013. No caso das Finanças, a dúvida tem pelo menos um mês. Paulo Alexandre Pereira adiantou ao i que a TEM questionou as Finanças no final de Fevereiro, quando chegaram queixas de associados com atestados válidos a quem estava a ser pedido para regularizarem o imposto de circulação automóvel, de que estão isentos. Depois de contactarem as Finanças, eram informados de que teriam de apresentar o atestado multiusos. “No caso da entrega do IRS, as mesmas repartições que não aceitavam os atestados anteriores a 2009 para o selo do carro não estão a aceitar para a declaração do IRS”, diz. No email enviado às Finanças, a 21 de Fevereiro, lê-se a pergunta: “Foi detectado o problema do “selo do carro” e como será com o IRS?” Não obtiveram resposta.
Também Rodrigo Santos, da ACAPO, disse ontem ao i que dia 6 foi enviado um ofício à Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais e Autoridade Tributária e Aduaneira, sem resposta. “Segundo a interpretação que está a ser feita nas repartições e nas entregas recusadas na internet, as pessoas têm de se sujeitar a nova junta médica, pagar a taxa de 50 euros e esperar”, acusa. Santos defende que em nenhum momento desde que foi instituído o novo modelo de atestado ficou legislado que os atestados permanentes ou válidos deixariam de poder ser utilizados. “Estamos de acordo que possa haver uma nova lei e que se possa exigir um novo atestado, mas não concordamos que pessoas com atestados vitalícios tenham de ser sujeitas a nova junta médica.” A TEM adianta que da parte da ACSS houve já a promessa de que a questão da reavaliação dos atestados vitalícios seria equacionada até 2013, ideia reforçada por um parecer no final de Fevereiro da Direcção do Instituto Nacional para a Reabilitação.
Contactado pelo i, o Ministério das Finanças respondeu através da Autoridade Tributária e Aduaneira que diz não ter “competências para a definição e alteração das regras de aferição dos graus (percentagens) de incapacidade, pelo que não devem ser apontadas responsabilidades pela divulgação dessas mesmas regras”. A autoridade refere ainda que o requerimento da ACAPO está a ser analisado.
A ACAPO diz já ter recebido cerca de 100 queixas de associados a quem o atestado do modelo anterior a 2009, na maioria dos casos situações em que era atribuído o grau de incapacidade permanente, foi recusado. Para já, a associação está a aconselhar os associados a tentar fazer prova da incapacidade e a estar atentos às liquidações. “A partir do momento em que seja detectado qualquer prejuízo, apoiaremos os nossos associados no recurso ao contencioso e aos tribunais.”
A Administração Central do Sistema de Saúde determinou, no início do ano, que os atestados emitidos por junta médica anteriores à entrada em vigor do novo modelo, desde que válidos, serviriam para isenção das taxas até ao final de 2013. No caso das Finanças, a dúvida tem pelo menos um mês. Paulo Alexandre Pereira adiantou ao i que a TEM questionou as Finanças no final de Fevereiro, quando chegaram queixas de associados com atestados válidos a quem estava a ser pedido para regularizarem o imposto de circulação automóvel, de que estão isentos. Depois de contactarem as Finanças, eram informados de que teriam de apresentar o atestado multiusos. “No caso da entrega do IRS, as mesmas repartições que não aceitavam os atestados anteriores a 2009 para o selo do carro não estão a aceitar para a declaração do IRS”, diz. No email enviado às Finanças, a 21 de Fevereiro, lê-se a pergunta: “Foi detectado o problema do “selo do carro” e como será com o IRS?” Não obtiveram resposta.
Também Rodrigo Santos, da ACAPO, disse ontem ao i que dia 6 foi enviado um ofício à Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais e Autoridade Tributária e Aduaneira, sem resposta. “Segundo a interpretação que está a ser feita nas repartições e nas entregas recusadas na internet, as pessoas têm de se sujeitar a nova junta médica, pagar a taxa de 50 euros e esperar”, acusa. Santos defende que em nenhum momento desde que foi instituído o novo modelo de atestado ficou legislado que os atestados permanentes ou válidos deixariam de poder ser utilizados. “Estamos de acordo que possa haver uma nova lei e que se possa exigir um novo atestado, mas não concordamos que pessoas com atestados vitalícios tenham de ser sujeitas a nova junta médica.” A TEM adianta que da parte da ACSS houve já a promessa de que a questão da reavaliação dos atestados vitalícios seria equacionada até 2013, ideia reforçada por um parecer no final de Fevereiro da Direcção do Instituto Nacional para a Reabilitação.
Contactado pelo i, o Ministério das Finanças respondeu através da Autoridade Tributária e Aduaneira que diz não ter “competências para a definição e alteração das regras de aferição dos graus (percentagens) de incapacidade, pelo que não devem ser apontadas responsabilidades pela divulgação dessas mesmas regras”. A autoridade refere ainda que o requerimento da ACAPO está a ser analisado.
Fonte: Jornal i
Enviado pela TEM
Candidate-se a embarcar no Veleiro Lord Nelson!
A "The Tall Ships Races 2012 Lisboa" e a APORVELA vão oferecer a uma pessoa com deficiência motora um lugar a bordo do grande veleiro Lord Nelson, no percurso entre Lisboa e Cádiz, integrado na The Tall Ships Races 2012.
Entre todas as candidaturas recebidas, será selecionado pela APORVELA e pela Associação Salvador, o candidato que apresentar os melhores argumentos para a sua participação nesta viagem.
A oferta é para uma pessoa e inclui o alojamento, refeições, transporte de volta de Cádiz para Lisboa em autocarro (aproximadamente 8 horas) e seguro. As datas de embarque e desembarque são, respetivamente, 21 e 28 de Julho. Está previsto que o veleiro saia para o mar a 22 de Julho e a chegada a Cádiz será no dia 25 à noite. Os restantes dias, até ao regresso, serão de festa em Cádiz, mantendo-se o alojamento no veleiro!
Participarão neste percurso no Lord Nelson cerca de 40 pessoas, de entre os quais 6/ 7 portugueses.
A bordo, todos são tripulantes ativos, sendo esperado que participem em todas as tarefas necessárias para a manobra, segurança, limpeza e manutenção do navio, incluindo, por exemplo, subir aos mastros, navegar ao leme, limpar o convés ou ajudar na confeção das refeições.
Caso seja necessário, será atribuído um "buddy", que ajudará o tripulante no que for necessário.
O alojamento e as casas de banho estão completamente adaptados. Há beliches partilhados ao longo de todo o navio.
Requisitos para se poder candidatar:
- Idade compreendida entre os 16 e os 45 anos;
- Ser autónomo na higiene pessoal e alimentação;
- Caso se desloque em cadeira de rodas, a bordo apenas são permitidas cadeiras manuais;
- Saber nadar;
- Ter espírito aventureiro.
Caso cumpra os requisitos acima e esteja interessado em participar, deve preencher o formulário de candidatura até ao próximo dia 13 de Abril.
Cumprimentos,
A equipa da Associação Salvador
Entre todas as candidaturas recebidas, será selecionado pela APORVELA e pela Associação Salvador, o candidato que apresentar os melhores argumentos para a sua participação nesta viagem.
A oferta é para uma pessoa e inclui o alojamento, refeições, transporte de volta de Cádiz para Lisboa em autocarro (aproximadamente 8 horas) e seguro. As datas de embarque e desembarque são, respetivamente, 21 e 28 de Julho. Está previsto que o veleiro saia para o mar a 22 de Julho e a chegada a Cádiz será no dia 25 à noite. Os restantes dias, até ao regresso, serão de festa em Cádiz, mantendo-se o alojamento no veleiro!
Participarão neste percurso no Lord Nelson cerca de 40 pessoas, de entre os quais 6/ 7 portugueses.
A bordo, todos são tripulantes ativos, sendo esperado que participem em todas as tarefas necessárias para a manobra, segurança, limpeza e manutenção do navio, incluindo, por exemplo, subir aos mastros, navegar ao leme, limpar o convés ou ajudar na confeção das refeições.
Caso seja necessário, será atribuído um "buddy", que ajudará o tripulante no que for necessário.
O alojamento e as casas de banho estão completamente adaptados. Há beliches partilhados ao longo de todo o navio.
Requisitos para se poder candidatar:
- Idade compreendida entre os 16 e os 45 anos;
- Ser autónomo na higiene pessoal e alimentação;
- Caso se desloque em cadeira de rodas, a bordo apenas são permitidas cadeiras manuais;
- Saber nadar;
- Ter espírito aventureiro.
Caso cumpra os requisitos acima e esteja interessado em participar, deve preencher o formulário de candidatura até ao próximo dia 13 de Abril.
Cumprimentos,
A equipa da Associação Salvador
Enviado por e-mail
Babysitting para pessoas com necessidades especiais
A Plinc! Babysitting & Events é uma empresa que oferece produtos qualificados de babysitting e eventos sem precedentes no mercado actual dos serviços de cuidados a crianças e jovens.
Serviços para famílias:
Babysitting ao domicílio - Plinc! Family Home é um produto personalizado de babysitting para criançase jovens (e adultos com necessidades especiais).
Serviços para famílias:
Babysitting ao domicílio - Plinc! Family Home é um produto personalizado de babysitting para criançase jovens (e adultos com necessidades especiais).
Dispositivo de Mobilização Robótica Tek
O rapaz no vídeo acima parece estar andando em um Segway. Mas Yusuf Adturkoglu sofreu paralisia depois de cair de um cavalo há cinco anos, e ele agora se move usando um dispositivo incrível criado por cientistas turcos. Ele pode transformar vidas.
Ele se chama Dispositivo de Mobilização Robótica Tek (Tek RMD na sigla em inglês), e não só permite às pessoas que não podem andar um movimento mais independente do que qualquer outro dispositivo, como também os ajuda a ficar em pé sem ajuda dos outros, algo crucial para manter funções básicas de saúde em pessoas com problemas na medula.
Ficar em pé é essencial
Em vez de entrar pela frente como em uma cadeira de rodas normal, quem usa o Tek RMD entra pela parte de trás do dispositivo. Assim eles não precisam se sustentar sozinhos na cadeira, com um movimento que pode ser perigoso – a cadeira pode se mover – e que é difícil de fazer sozinho. Ao prender uma faixa grossa e acolchoada no quadril, Yusuf consegue entrar sozinho e sem esforço no Tek RMD. O dispositivo usa um sistema de suspensão que equilibra seu peso, então você pode ficar em pé apenas se puxando para cima.
Ficar em pé por uma hora ou mais todo dia é importante para quem perdeu o movimento das pernas: sem o efeito de sustentar o peso com as pernas, quem sofre de paralisia pode desenvolver problemas cardiovasculares, ossos frágeis, escaras – sem mencionar a importância psicológica de contato olho-no-olho com outras pessoas.
Independência
No vídeo, Yusuf chama o dispositivo até sua cama usando um controle remoto, sai da cama, vai fazer compras, se guia em uma livraria, e até usa o banheiro de formas que felizmente nem precisamos ver. Mas estas habilidades que muitos de nós tomamos como dadas são essenciais para o bem-estar emocional de quem tem paralisia. Conseguir se agachar e voltar a ficar em pé é algo chave. E enquanto fica em pé, as mãos de Yusef ficaram livres para carregar as compras e fazer o que mais ele precisar.
Dimensões menores
Os fabricantes do Tek RMD diz que este é o dispositivo mais compacto da categoria, o que permite a Yusuf navegar por corredores lotados de mercados, livrarias, e quem sabe até o festival de música Coachella, talvez? Tudo sem esbarrar nas pessoas e coisas ao redor. Os usuários ainda precisam de rampas em vez de escadas, mas o dispositivo elimina a necessidade de cabines de banheiro especiais e outros locais feitos para comportar uma volumosa cadeira de rodas.
Fonte: Gizmodo Brasil
Enviado por José Mariano
Ele se chama Dispositivo de Mobilização Robótica Tek (Tek RMD na sigla em inglês), e não só permite às pessoas que não podem andar um movimento mais independente do que qualquer outro dispositivo, como também os ajuda a ficar em pé sem ajuda dos outros, algo crucial para manter funções básicas de saúde em pessoas com problemas na medula.
Ficar em pé é essencial
Em vez de entrar pela frente como em uma cadeira de rodas normal, quem usa o Tek RMD entra pela parte de trás do dispositivo. Assim eles não precisam se sustentar sozinhos na cadeira, com um movimento que pode ser perigoso – a cadeira pode se mover – e que é difícil de fazer sozinho. Ao prender uma faixa grossa e acolchoada no quadril, Yusuf consegue entrar sozinho e sem esforço no Tek RMD. O dispositivo usa um sistema de suspensão que equilibra seu peso, então você pode ficar em pé apenas se puxando para cima.
Ficar em pé por uma hora ou mais todo dia é importante para quem perdeu o movimento das pernas: sem o efeito de sustentar o peso com as pernas, quem sofre de paralisia pode desenvolver problemas cardiovasculares, ossos frágeis, escaras – sem mencionar a importância psicológica de contato olho-no-olho com outras pessoas.
Independência
No vídeo, Yusuf chama o dispositivo até sua cama usando um controle remoto, sai da cama, vai fazer compras, se guia em uma livraria, e até usa o banheiro de formas que felizmente nem precisamos ver. Mas estas habilidades que muitos de nós tomamos como dadas são essenciais para o bem-estar emocional de quem tem paralisia. Conseguir se agachar e voltar a ficar em pé é algo chave. E enquanto fica em pé, as mãos de Yusef ficaram livres para carregar as compras e fazer o que mais ele precisar.
Dimensões menores
Os fabricantes do Tek RMD diz que este é o dispositivo mais compacto da categoria, o que permite a Yusuf navegar por corredores lotados de mercados, livrarias, e quem sabe até o festival de música Coachella, talvez? Tudo sem esbarrar nas pessoas e coisas ao redor. Os usuários ainda precisam de rampas em vez de escadas, mas o dispositivo elimina a necessidade de cabines de banheiro especiais e outros locais feitos para comportar uma volumosa cadeira de rodas.
Fonte: Gizmodo Brasil
Enviado por José Mariano
Atualização das pensões por acidente de trabalho
Exmo. Senhor
Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social
Praça de Londres, 2
1049-056 LISBOA
ASSUNTO: Atualização das pensões por acidente de trabalho
Exmo. Senhor Secretário de Estado.
Apresentando os meus cumprimentos, volto à presença de V. Exa. depois da reunião havida no INR.IP no passado dia 20 de Fevereiro, para solicitar a V. Exa. uma informação que pretendemos transmitir aos nossos associados, sobre a atualização das pensões devidas aos pensionistas por incapacidade permanente ao morte em acidente de trabalho e de doença profissional.
Como V. Exa. certamente saberá, milhares de pessoas com deficiência, têm como único rendimento a pequena pensão recebida pela entidade responsável, a Seguradora. O aumento generalizado dos bens de consumo indispensáveis a uma existência minimamente digna, tem vindo a degradar seriamente as condições de vida dessas pessoas e das suas famílias.
Recordo que as pensões por acidente de trabalho, não influem no orçamento do Estado ou da Segurança Social.
Passados que são quase três meses do ano, as pessoas com deficiência adquirida em acidente de trabalho, não compreendem o atraso (injustificado) da publicação do diploma legal que atualize as suas pensões.
Solicito-lhe, uma vez mais, por imperativos de justiça social, os seus bons ofícios tendo como objectivo o cumprimento da lei, designadamente do Decreto-Lei 185/2007 de 10 de Maio.
Renovando os meus cumprimentos, subscreve-me
Atentamente
O Presidente da ANDST
Luis Machado
Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social
Praça de Londres, 2
1049-056 LISBOA
ASSUNTO: Atualização das pensões por acidente de trabalho
Exmo. Senhor Secretário de Estado.
Apresentando os meus cumprimentos, volto à presença de V. Exa. depois da reunião havida no INR.IP no passado dia 20 de Fevereiro, para solicitar a V. Exa. uma informação que pretendemos transmitir aos nossos associados, sobre a atualização das pensões devidas aos pensionistas por incapacidade permanente ao morte em acidente de trabalho e de doença profissional.
Como V. Exa. certamente saberá, milhares de pessoas com deficiência, têm como único rendimento a pequena pensão recebida pela entidade responsável, a Seguradora. O aumento generalizado dos bens de consumo indispensáveis a uma existência minimamente digna, tem vindo a degradar seriamente as condições de vida dessas pessoas e das suas famílias.
Recordo que as pensões por acidente de trabalho, não influem no orçamento do Estado ou da Segurança Social.
Passados que são quase três meses do ano, as pessoas com deficiência adquirida em acidente de trabalho, não compreendem o atraso (injustificado) da publicação do diploma legal que atualize as suas pensões.
Solicito-lhe, uma vez mais, por imperativos de justiça social, os seus bons ofícios tendo como objectivo o cumprimento da lei, designadamente do Decreto-Lei 185/2007 de 10 de Maio.
Renovando os meus cumprimentos, subscreve-me
Atentamente
O Presidente da ANDST
Luis Machado
Enviado por email
quarta-feira, 28 de março de 2012
Atestado Médico Multiusos pode vir a ser gratuito
As pessoas com deficiência e os doentes crónicos que necessitam de revalidar os atestados de incapacidade para terem acesso a isenção de taxas moderadoras no SNS podem vir a ser dispensados de pagar 50 euros, como agora acontece.
As autoridades de saúde estão a estudar a possibilidade de efetuar uma alteração legislativa de forma a evitar o desembolso de 50 euros só para revalidar uma incapacidade já atestada por uma junta médica.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Relicário dos Sons: Terapia da Fala
A Relicário de Sons (RdS) é uma empresa de prestação de serviços em terapia da fala e áreas afins, com experiência em contextos clínicos e educacionais. A equipa é assim constituída por profissionais especializados em linguagem e na pessoa, que fazem a ponte entre a universidade e a comunidade: aplicamos no terreno o que testamos em laboratório .
Assim, na sua equipa, a RdS reúne técnicos das seguintes especialidades:
- Terapia da Fala;
- Neuropsicologia;
- Psicologia Clínica;
- Psicologia Educacional;
- Orientação Escolar e Vocacional;
- Mediação Familiar;
- Reflexoterapia (podal e auricular);
- Terapia Ocupacional;
- Psicomotricidade;
- Ensino Especial e Reabilitação, entre outras.
Com a RdS colaboram ainda profissionais de outras especialidades da medicina e das terapias convencionais e alternativas.
Ao longo da sua existência, a RdS tem vindo a desenvolver e a ampliar os serviços prestados. Para responder às necessidades de públicos distintos (indivíduos/instituições; profissionais/não profissionais; etc.), a RdS desenvolveu um conjunto de soluções.
Assim, na sua equipa, a RdS reúne técnicos das seguintes especialidades:
- Terapia da Fala;
- Neuropsicologia;
- Psicologia Clínica;
- Psicologia Educacional;
- Orientação Escolar e Vocacional;
- Mediação Familiar;
- Reflexoterapia (podal e auricular);
- Terapia Ocupacional;
- Psicomotricidade;
- Ensino Especial e Reabilitação, entre outras.
Com a RdS colaboram ainda profissionais de outras especialidades da medicina e das terapias convencionais e alternativas.
Ao longo da sua existência, a RdS tem vindo a desenvolver e a ampliar os serviços prestados. Para responder às necessidades de públicos distintos (indivíduos/instituições; profissionais/não profissionais; etc.), a RdS desenvolveu um conjunto de soluções.
Informação completa: Relicário dos Sons
1º tetraplégico no mundo a ser pai
Em 15 de Junho de 1984, um mergulho mudou definitivamente a vida do sueco Claes Hulting, 58 anos. Ao cair na água, ele bateu a cabeça contra o concreto de uma obra que estava encoberta pela maré. Seu pescoço foi partido na altura da sexta vértebra cervical, o que o deixou tetraplégico.
Hulting era um anestesiologista de 30 anos com casamento marcado para dali a duas semanas. Só não morreu afogado aquele dia porque amigos o resgataram. Foi transportado no mesmo helicóptero em que costumava prestar socorro a vítimas de acidentes e levado ao hospital onde trabalhava. Devido à sua profissão, sabia exatamente o que tinha ocorrido. Ele e sua mulher, Barbro Fogström, também médica, tinham plena consciência dos danos causados pelo choque com a cabeça, e decidiram manter o casamento, cuja cerimônia foi realizada no dia planejado — no hospital.
O acidente representou também uma guinada profissional. Meses depois, de volta ao trabalho, percebeu que não poderia continuar como antes. “Eu precisava me dedicar a pacientes com lesão medular”, lembra. Foi, então, trabalhar em um centro de reabilitação na Austrália e visitou projetos em outros países, até retornar à Suécia com a ideia de fundar um centro de apoio modelo para paraplégicos e tetraplégicos.
Seu objetivo se tornou realidade em 1991, quando a Fundação Spinalis foi aberta em Estocolmo, graças, principalmente, a doações. A instituição já atendeu 1,2 mil pacientes com lesão medular. Eles passam por um programa de três meses e depois fazem visitas periódicas para acompanhamento. “Nós os ensinamos a dirigir, se vestir, ir ao banheiro, fazer sexo, mas, principalmente, os encorajamos a seguir com suas vidas”, descreve. Dos cerca de 140 funcionários da Spinalis, 22 são cadeirantes, que servem de modelo para os pacientes.
O maior exemplo que essas pessoas podem ter, no entanto, parece ser o próprio Hulting. O médico parece ignorar os limites e persegue objetivos com determinação ímpar. Hoje, ele é autor de estudos sobre a saúde de pessoas com paralisia, tem livros publicados (incluindo um sobre culinária, com receitas saudáveis e simples, que podem ser preparadas por seus pacientes) e nunca parou de praticar esportes — sua página no Facebook exibe uma foto dele em uma bicicleta movida com os braços.
Seu maior feito, porém, chama-se Emil, seu filho de 19 anos. Hulting foi o primeiro homem tetraplégico do mundo a se tornar pai, graças a um método que ele mesmo desenvolveu. Foi sobre essas conquistas, sua história e a saúde de pessoas com lesão medular que o médico conversou por pouco mais de uma hora com o Correio, ao visitar Brasília na semana passada, integrando uma comitiva sueca de políticos e empresários que esteve no Brasil.
Como foram os dias após o acidente que o deixou tetraplégico?
Muito difíceis. Eu e minha mulher decidimos manter o casamento, mas muitos foram contra. O CEO do hospital onde eu trabalhava chegou a ligar para meus pais sugerindo que eles me impedissem de me casar. Eu estava intacto do ponto de vista cognitivo, então ele não tinha o direito de fazer tal coisa. Eu poderia ter processado ele, mas não pensei nisso aquela hora. O momento mais importante, porém, aconteceu uma semana depois do casamento. Fazia três semanas que eu tinha sofrido o acidente e chegaram os feriados de verão. Eu queria viajar, mas o hospital não queria me liberar. Como eles não podiam me manter preso, pedi para que amigos com quem eu trabalhava me transportassem de helicóptero até o local onde minha família estaria naquela semana. Foi a viagem mais importante da minha vida, porque finalmente eu senti o peso do que tinha ocorrido. Eu chorei, chorei e chorei. E isso foi muito importante para processar minha dor. Hoje, os médicos receitam pílulas para as pessoas e não as deixam passar por esse processo, mas ele é necessário.
Qual é a abordagem de tratamento feita na Fundação Spinalis, que o senhor fundou?
Hoje, nós temos 40 leitos e já atendemos 1,2 mil pacientes. As pessoas que atendemos fazem primeiro um programa de três meses, em que ficam morando ali. Buscamos ter os melhores profissionais para ensiná-los a retomar suas vidas. Nós os ensinamos a como dirigir, se vestir, ir ao banheiro, fazer sexo, mas, principalmente, os encorajamos a seguir com suas vidas. Dos nossos funcionários, 15% são cadeirantes, e eles acabam servindo de modelo para quem está participando de nosso programa. Depois, os pacientes podem voltar sempre que precisam de ajuda e recomendamos que venham pelo menos uma vez por ano para uma avaliação.
Como encorajar essas pessoas que acabaram de sofrer um grande trauma?
No passado, as abordagens para pacientes com lesão medular focavam principalmente o corpo, os danos físicos. Depois, passamos a nos preocupar com o ambiente, se ele é inclusivo, se os lugares são acessíveis. Hoje, sabemos que é importante nos preocuparmos também com os obstáculos mentais que se criam nesses pacientes. Eles se perguntam: “Será que vou conseguir?”. Precisamos ajudá-los a acreditar que sim, encontrar o que os deixará motivados. Eu não acredito que alguém possa reabilitar outra pessoa. É ela que precisa se reabilitar.
Qual é a maior dificuldade para uma pessoa que acaba de sofrer uma lesão na medula?
É alcançar autonomia, o que exige trabalho. Veja, até hoje eu levo cerca de uma hora e meia entre acordar e terminar de me vestir, incluindo ir ao banheiro, me barbear… Apenas para vestir as meias são cinco minutos, dois minutos e meio para o pé esquerdo e dois minutos e meio para o pé direito. E não há como ser diferente. Eu tenho de saber que será assim e me planejar. É preciso paciência e resistência, mas eu tenho autonomia. No meu dia a dia, consigo realizar sozinho todas as tarefas que preciso cumprir. Se posso ter ajuda, claro que aceito, sem problemas, mas é importante conquistar independência.
Quais outros problemas são mais comuns?
A dor neuropática e a incontinência são problemas para grande parte dos pacientes. Essa dor é diferente da que você sentirá se eu bater em seu braço. Ela é originada no sistema nervoso e é difícil conviver com ela (a manifestação da dor pode dar a sensação de queimação, peso, agulhadas, ferroadas ou choques). O controle da urina e das fezes também é um desafio. Por exemplo, há dois anos, durante uma vigem de avião, defequei em minhas calças. É uma situação constrangedora, que pode ser emocionalmente muito desgastante. E a pessoa precisa estar preparada para lidar com eventos assim.
Chama a atenção como o senhor fala de forma natural sobre assuntos que causam constrangimento nas pessoas.
É assim que devemos abordar esses assuntos, de maneira direta, sem escondê-los.
Como o senhor conseguiu ter um filho?
Estudei muito sobre sexualidade porque, quando sofri o acidente, foi dito para mim que eu não poderia ser pai. Para as mulheres (com lesão medular) não há problema. Elas podem engravidar normalmente. Para os homens, o problema era o acesso ao esperma. A produção de sêmen não se altera e, principalmente depois do viagra, ter uma ereção também não é problema para a grande maioria dos pacientes. Os homens com lesão medular, porém, não têm orgasmo. Cerca de 50% das mulheres têm, mas os homens, não. O que descobrimos foi que, com a ajuda de vibradores, é possível provocar o reflexo da ejaculação. Eu comecei esses estudos e desenvolvi um vibrador, o Ferticare, que ajuda esses pacientes a ejacular e, assim, poder engravidar suas mulheres. Ele é um pouco diferentes dos vibradores convencionais porque pode variar a amplitude e a frequência.
Demorou para a sua mulher engravidar?
Passamos sete anos tentando. Comprei todos os vibradores que encontrei para testá-los em mim mesmo. Hoje, a técnica pode beneficiar 85% dos homens com a medula lesionada. Assim como você, esses pacientes conseguem pressentir que a ejaculação está próxima. Então, com o viagra, garantimos uma ereção satisfatória e fazer o estímulo com o vibrador. Quando o homem sente que está perto de ejacular, pode deixar o vibrador de lado e iniciar a relação com sua parceira, ejaculando dentro dela.
Mesmo sem orgasmo, sexo continua sendo importante para os homens?
Sim. Ele não sentirá o prazer do orgasmo que sentia antes, mas notamos que, simbolicamente, é muito importante, tanto para o homem quanto para sua parceira, ter uma relação sexual com penetração. Por isso, estimulamos a prática.
O que o senhor veio fazer no Brasil?
Vim conhecer melhor o programa de acessibilidade do governo brasileiro. Nosso embaixador no Brasil (Magnus Robach) achou que seria interessante me apresentar às autoridades brasileiras relacionadas a essa iniciativa. Eu me encontrei com sua ministra dos Direitos Humanos (secretária Maria do Rosário) e ela me convidou para vir à Copa do Mundo em 2014. Eu disse que virei, e ela me garantiu que todos os estádios serão acessíveis. Também vim ver se consigo abrir portas a empresas suecas que desenvolvem ótimos produtos para cadeirantes, especialmente cadeiras de rodas e cateteres, que, quando de qualidade, diminuem o risco de infecção urinária, outro problema muito comum em paraplégicos e tetraplégicos.
O senhor mencionou a Copa do Mundo no Brasil. O senhor sabe dos planos do neurocientista Miguel Nicolelis de fazer uma criança tetraplégica dar o ponta pé inicial do evento usando um exoesqueleto conectado ao cérebro? O que o senhor acha de pesquisas assim?
Eu não gosto, porque elas podem dar a sensação de que a cura está próxima, que os pacientes devem esperar por ela. Claro que avanços tecnológicos são muito importantes para nós, mas, há 28 anos, quando sofri o acidente, diziam para mim que a cura estava logo ali na esquina, mas não chegamos à esquina até hoje. A promessa da cura faz com que as pessoas fiquem em casa esperando por ela, presas ao computador, bebendo cerveja. No entanto, o que elas precisam é sair, aprender a viver novamente, conquistar sua independência.
Hulting era um anestesiologista de 30 anos com casamento marcado para dali a duas semanas. Só não morreu afogado aquele dia porque amigos o resgataram. Foi transportado no mesmo helicóptero em que costumava prestar socorro a vítimas de acidentes e levado ao hospital onde trabalhava. Devido à sua profissão, sabia exatamente o que tinha ocorrido. Ele e sua mulher, Barbro Fogström, também médica, tinham plena consciência dos danos causados pelo choque com a cabeça, e decidiram manter o casamento, cuja cerimônia foi realizada no dia planejado — no hospital.
O acidente representou também uma guinada profissional. Meses depois, de volta ao trabalho, percebeu que não poderia continuar como antes. “Eu precisava me dedicar a pacientes com lesão medular”, lembra. Foi, então, trabalhar em um centro de reabilitação na Austrália e visitou projetos em outros países, até retornar à Suécia com a ideia de fundar um centro de apoio modelo para paraplégicos e tetraplégicos.
Seu objetivo se tornou realidade em 1991, quando a Fundação Spinalis foi aberta em Estocolmo, graças, principalmente, a doações. A instituição já atendeu 1,2 mil pacientes com lesão medular. Eles passam por um programa de três meses e depois fazem visitas periódicas para acompanhamento. “Nós os ensinamos a dirigir, se vestir, ir ao banheiro, fazer sexo, mas, principalmente, os encorajamos a seguir com suas vidas”, descreve. Dos cerca de 140 funcionários da Spinalis, 22 são cadeirantes, que servem de modelo para os pacientes.
O maior exemplo que essas pessoas podem ter, no entanto, parece ser o próprio Hulting. O médico parece ignorar os limites e persegue objetivos com determinação ímpar. Hoje, ele é autor de estudos sobre a saúde de pessoas com paralisia, tem livros publicados (incluindo um sobre culinária, com receitas saudáveis e simples, que podem ser preparadas por seus pacientes) e nunca parou de praticar esportes — sua página no Facebook exibe uma foto dele em uma bicicleta movida com os braços.
Seu maior feito, porém, chama-se Emil, seu filho de 19 anos. Hulting foi o primeiro homem tetraplégico do mundo a se tornar pai, graças a um método que ele mesmo desenvolveu. Foi sobre essas conquistas, sua história e a saúde de pessoas com lesão medular que o médico conversou por pouco mais de uma hora com o Correio, ao visitar Brasília na semana passada, integrando uma comitiva sueca de políticos e empresários que esteve no Brasil.
Como foram os dias após o acidente que o deixou tetraplégico?
Muito difíceis. Eu e minha mulher decidimos manter o casamento, mas muitos foram contra. O CEO do hospital onde eu trabalhava chegou a ligar para meus pais sugerindo que eles me impedissem de me casar. Eu estava intacto do ponto de vista cognitivo, então ele não tinha o direito de fazer tal coisa. Eu poderia ter processado ele, mas não pensei nisso aquela hora. O momento mais importante, porém, aconteceu uma semana depois do casamento. Fazia três semanas que eu tinha sofrido o acidente e chegaram os feriados de verão. Eu queria viajar, mas o hospital não queria me liberar. Como eles não podiam me manter preso, pedi para que amigos com quem eu trabalhava me transportassem de helicóptero até o local onde minha família estaria naquela semana. Foi a viagem mais importante da minha vida, porque finalmente eu senti o peso do que tinha ocorrido. Eu chorei, chorei e chorei. E isso foi muito importante para processar minha dor. Hoje, os médicos receitam pílulas para as pessoas e não as deixam passar por esse processo, mas ele é necessário.
Qual é a abordagem de tratamento feita na Fundação Spinalis, que o senhor fundou?
Hoje, nós temos 40 leitos e já atendemos 1,2 mil pacientes. As pessoas que atendemos fazem primeiro um programa de três meses, em que ficam morando ali. Buscamos ter os melhores profissionais para ensiná-los a retomar suas vidas. Nós os ensinamos a como dirigir, se vestir, ir ao banheiro, fazer sexo, mas, principalmente, os encorajamos a seguir com suas vidas. Dos nossos funcionários, 15% são cadeirantes, e eles acabam servindo de modelo para quem está participando de nosso programa. Depois, os pacientes podem voltar sempre que precisam de ajuda e recomendamos que venham pelo menos uma vez por ano para uma avaliação.
Como encorajar essas pessoas que acabaram de sofrer um grande trauma?
No passado, as abordagens para pacientes com lesão medular focavam principalmente o corpo, os danos físicos. Depois, passamos a nos preocupar com o ambiente, se ele é inclusivo, se os lugares são acessíveis. Hoje, sabemos que é importante nos preocuparmos também com os obstáculos mentais que se criam nesses pacientes. Eles se perguntam: “Será que vou conseguir?”. Precisamos ajudá-los a acreditar que sim, encontrar o que os deixará motivados. Eu não acredito que alguém possa reabilitar outra pessoa. É ela que precisa se reabilitar.
Qual é a maior dificuldade para uma pessoa que acaba de sofrer uma lesão na medula?
É alcançar autonomia, o que exige trabalho. Veja, até hoje eu levo cerca de uma hora e meia entre acordar e terminar de me vestir, incluindo ir ao banheiro, me barbear… Apenas para vestir as meias são cinco minutos, dois minutos e meio para o pé esquerdo e dois minutos e meio para o pé direito. E não há como ser diferente. Eu tenho de saber que será assim e me planejar. É preciso paciência e resistência, mas eu tenho autonomia. No meu dia a dia, consigo realizar sozinho todas as tarefas que preciso cumprir. Se posso ter ajuda, claro que aceito, sem problemas, mas é importante conquistar independência.
Quais outros problemas são mais comuns?
A dor neuropática e a incontinência são problemas para grande parte dos pacientes. Essa dor é diferente da que você sentirá se eu bater em seu braço. Ela é originada no sistema nervoso e é difícil conviver com ela (a manifestação da dor pode dar a sensação de queimação, peso, agulhadas, ferroadas ou choques). O controle da urina e das fezes também é um desafio. Por exemplo, há dois anos, durante uma vigem de avião, defequei em minhas calças. É uma situação constrangedora, que pode ser emocionalmente muito desgastante. E a pessoa precisa estar preparada para lidar com eventos assim.
Chama a atenção como o senhor fala de forma natural sobre assuntos que causam constrangimento nas pessoas.
É assim que devemos abordar esses assuntos, de maneira direta, sem escondê-los.
Como o senhor conseguiu ter um filho?
Estudei muito sobre sexualidade porque, quando sofri o acidente, foi dito para mim que eu não poderia ser pai. Para as mulheres (com lesão medular) não há problema. Elas podem engravidar normalmente. Para os homens, o problema era o acesso ao esperma. A produção de sêmen não se altera e, principalmente depois do viagra, ter uma ereção também não é problema para a grande maioria dos pacientes. Os homens com lesão medular, porém, não têm orgasmo. Cerca de 50% das mulheres têm, mas os homens, não. O que descobrimos foi que, com a ajuda de vibradores, é possível provocar o reflexo da ejaculação. Eu comecei esses estudos e desenvolvi um vibrador, o Ferticare, que ajuda esses pacientes a ejacular e, assim, poder engravidar suas mulheres. Ele é um pouco diferentes dos vibradores convencionais porque pode variar a amplitude e a frequência.
Demorou para a sua mulher engravidar?
Passamos sete anos tentando. Comprei todos os vibradores que encontrei para testá-los em mim mesmo. Hoje, a técnica pode beneficiar 85% dos homens com a medula lesionada. Assim como você, esses pacientes conseguem pressentir que a ejaculação está próxima. Então, com o viagra, garantimos uma ereção satisfatória e fazer o estímulo com o vibrador. Quando o homem sente que está perto de ejacular, pode deixar o vibrador de lado e iniciar a relação com sua parceira, ejaculando dentro dela.
Mesmo sem orgasmo, sexo continua sendo importante para os homens?
Sim. Ele não sentirá o prazer do orgasmo que sentia antes, mas notamos que, simbolicamente, é muito importante, tanto para o homem quanto para sua parceira, ter uma relação sexual com penetração. Por isso, estimulamos a prática.
O que o senhor veio fazer no Brasil?
Vim conhecer melhor o programa de acessibilidade do governo brasileiro. Nosso embaixador no Brasil (Magnus Robach) achou que seria interessante me apresentar às autoridades brasileiras relacionadas a essa iniciativa. Eu me encontrei com sua ministra dos Direitos Humanos (secretária Maria do Rosário) e ela me convidou para vir à Copa do Mundo em 2014. Eu disse que virei, e ela me garantiu que todos os estádios serão acessíveis. Também vim ver se consigo abrir portas a empresas suecas que desenvolvem ótimos produtos para cadeirantes, especialmente cadeiras de rodas e cateteres, que, quando de qualidade, diminuem o risco de infecção urinária, outro problema muito comum em paraplégicos e tetraplégicos.
O senhor mencionou a Copa do Mundo no Brasil. O senhor sabe dos planos do neurocientista Miguel Nicolelis de fazer uma criança tetraplégica dar o ponta pé inicial do evento usando um exoesqueleto conectado ao cérebro? O que o senhor acha de pesquisas assim?
Eu não gosto, porque elas podem dar a sensação de que a cura está próxima, que os pacientes devem esperar por ela. Claro que avanços tecnológicos são muito importantes para nós, mas, há 28 anos, quando sofri o acidente, diziam para mim que a cura estava logo ali na esquina, mas não chegamos à esquina até hoje. A promessa da cura faz com que as pessoas fiquem em casa esperando por ela, presas ao computador, bebendo cerveja. No entanto, o que elas precisam é sair, aprender a viver novamente, conquistar sua independência.
Fonte: Deficiente Ciente
Moda para pessoas com necessidades especiais
A pensar nas pessoas que têm necessidades especiais ou corpos menos convencionais, têm surgido nos últimos tempos algumas marcas que pretendem oferecer acessórios e vestuário adequado. A Downs Designs e a Xeni Collection foram criadas por pessoas que lidaram de perto com a dificuldade de encontrar peças adaptadas às suas limitações.
Em 1990, Ann Oliver trabalhava como arquiteta em Londres, quando lhe disseram que tinha esclerose múltipla. Cedo a doença obrigou-a ao uso de uma cadeira de rodas e perdeu uma grande parte da sensibilidade que tinha nas mãos.
Em Março de 2010, depois de uma depressão provocada pela sua condição física, a inglesa sentiu que tinha tido uma “revelação”: ia “usar as perceções” que a doença lhe ofereceu de uma forma “criativa”, explica na página oficial da marca.
Foi assim que surgiu a Xeni Collection. As roupas são especialmente desenhadas para pessoas com esclerose múltipla, lúpus ou artrite, entre outras limitações físicas.
Peças bonitas e sofisticadas
Apesar de já haver roupa especializada para estes doentes, Ann Oliver quer acrescentar ao mercado algo que é pouco explorado: peças que são funcionais mas, ao mesmo tempo, sofisticadas e bonitas.
Alguns dos cuidados que a Xeni Collection tem em conta são, por exemplo, a substituição dos fechos por ímanes no vestuário e um corte especializado para pessoas que passam o seu dia sentadas numa cadeira de rodas. Para o futuro há ainda o projeto de criar uma coleção de joias pensada para pessoas que tenham dificuldade em manusear grampos.
Os preços do vestuário variam entre 250 e 550 libras (300 e 660 euros), preço que a criadora admite não ser muito acessível, mas cuja redução está dependente “do sucesso da empresa”.
Tamanhos especiais para pessoas com síndrome de Down
A verdade é que este é um mercado que se tem expandido e alargado nos últimos anos. Também em 2010, a norte-americana Karen Bowersox’s sentiu a necessidade de criar roupa com medidas adequadas ao corpo de uma pessoa com síndrome de Down. A inspiração partiu do acompanhamento do crescimento da sua própria neta, portadora da doença.
Depois de um largo período de pesquisa, e em conjunto com uma designer de moda, Karen criou um novo tamanho, com oito modelos, adaptado à medida de pessoas com síndrome de Down e que começou a aplicar em peças de roupa básicas. Quando tinham os modelos prontos, ambas percorreram o mundo com o intuito de divulgar o projeto, experimentando o vestuário em várias pessoas.
“Ficámos maravilhadas com as transformações”, admitiu Karen em comunicado, acrescentando que “alguns dos pais [das crianças com síndrome de Down] queriam levar as nossas amostras para casa e estavam prontos para as encomendar ali mesmo”.
A empresa expandiu-se entretanto, e emprega várias pessoas com síndrome de Down. Está ainda a trabalhar de perto com a Sociedade Nacional do Síndrome de Down norte-americana.
“O nosso objetivo é de que as pessoas com síndrome de Down tenham roupas com estilo e que se adequem aos seus corpos únicos”, explicou Karen.
Pode aceder à página oficial da Xeni Collection AQUI e à da Downs Designs AQUI.
Enviado por José Mariano
Em 1990, Ann Oliver trabalhava como arquiteta em Londres, quando lhe disseram que tinha esclerose múltipla. Cedo a doença obrigou-a ao uso de uma cadeira de rodas e perdeu uma grande parte da sensibilidade que tinha nas mãos.
Em Março de 2010, depois de uma depressão provocada pela sua condição física, a inglesa sentiu que tinha tido uma “revelação”: ia “usar as perceções” que a doença lhe ofereceu de uma forma “criativa”, explica na página oficial da marca.
Foi assim que surgiu a Xeni Collection. As roupas são especialmente desenhadas para pessoas com esclerose múltipla, lúpus ou artrite, entre outras limitações físicas.
Peças bonitas e sofisticadas
Apesar de já haver roupa especializada para estes doentes, Ann Oliver quer acrescentar ao mercado algo que é pouco explorado: peças que são funcionais mas, ao mesmo tempo, sofisticadas e bonitas.
Alguns dos cuidados que a Xeni Collection tem em conta são, por exemplo, a substituição dos fechos por ímanes no vestuário e um corte especializado para pessoas que passam o seu dia sentadas numa cadeira de rodas. Para o futuro há ainda o projeto de criar uma coleção de joias pensada para pessoas que tenham dificuldade em manusear grampos.
Os preços do vestuário variam entre 250 e 550 libras (300 e 660 euros), preço que a criadora admite não ser muito acessível, mas cuja redução está dependente “do sucesso da empresa”.
Tamanhos especiais para pessoas com síndrome de Down
A verdade é que este é um mercado que se tem expandido e alargado nos últimos anos. Também em 2010, a norte-americana Karen Bowersox’s sentiu a necessidade de criar roupa com medidas adequadas ao corpo de uma pessoa com síndrome de Down. A inspiração partiu do acompanhamento do crescimento da sua própria neta, portadora da doença.
Depois de um largo período de pesquisa, e em conjunto com uma designer de moda, Karen criou um novo tamanho, com oito modelos, adaptado à medida de pessoas com síndrome de Down e que começou a aplicar em peças de roupa básicas. Quando tinham os modelos prontos, ambas percorreram o mundo com o intuito de divulgar o projeto, experimentando o vestuário em várias pessoas.
“Ficámos maravilhadas com as transformações”, admitiu Karen em comunicado, acrescentando que “alguns dos pais [das crianças com síndrome de Down] queriam levar as nossas amostras para casa e estavam prontos para as encomendar ali mesmo”.
A empresa expandiu-se entretanto, e emprega várias pessoas com síndrome de Down. Está ainda a trabalhar de perto com a Sociedade Nacional do Síndrome de Down norte-americana.
“O nosso objetivo é de que as pessoas com síndrome de Down tenham roupas com estilo e que se adequem aos seus corpos únicos”, explicou Karen.
Pode aceder à página oficial da Xeni Collection AQUI e à da Downs Designs AQUI.
Enviado por José Mariano
Fonte: Boas Noticias
Adaptador de chapéu de chuva para utilizadores de cadeira de rodas
Novo acessório que se aplica na cadeira de rodas para segurar um guarda chuva, deixando as mãos livres do usuário e do acompanhante
Características
Fácil e cómodo de utilizar
Coloca-se de forma simples e rápida sem ser necessário a utilização de ferramentas
Coloca-se nos punhos da cadeira ou nos apoios de braços
Regulável em ângulo
Adapta-se a diferentes tamanhos de tubos (diâmetro mínimo de 19mm a um máximo de 35mm)
Características
Fácil e cómodo de utilizar
Coloca-se de forma simples e rápida sem ser necessário a utilização de ferramentas
Coloca-se nos punhos da cadeira ou nos apoios de braços
Regulável em ângulo
Adapta-se a diferentes tamanhos de tubos (diâmetro mínimo de 19mm a um máximo de 35mm)
Fonte e mais informação: Ergométrica
Nova legislação sobre lares
Portaria n.º 67/2012, de 21 de Março - Define as condições de organização, funcionamento e instalação das ESTRUTURAS RESIDENCIAIS PARA PESSOAS IDOSAS.
Considera-se ESTRUTURA RESIDENCIAL PARA PESSOAS IDOSAS, o estabelecimento para alojamento colectivo, de utilização temporária ou permanente, em que sejam desenvolvidas actividades de apoio social e prestados cuidados de enfermagem.
O Programa de Emergência Social (PES) veio consignar a necessidade de apostar na proximidade e na maximização das respostas sociais existentes, rentabilizando a capacidade instalada.
Ao reconhecer o valor incomensurável da dignidade da pessoa humana, ao impor uma preocupação com o auxílio aos mais vulneráveis, com uma atenção especial sobre os mais idosos, o Programa de Emergência Social (PES) prevê a alteração e a simplificação da legislação e dos guiões técnicos que enquadram as respostas sociais, designadamente as dirigidas a pessoas idosas, adaptando-a à realidade nacional e a um cenário de contenção orçamental.
Ao ter em atenção as entidades da economia social que actuam numa lógica de proximidade, o Programa de Emergência Social (PES) vem permitir maximizar as potencialidades de intervenção dessas entidades, garantindo mais e melhores respostas que correspondam às necessidades das pessoas e das famílias, nomeadamente através do aumento do número de vagas, sem prejuízo das condições de qualidade e de segurança das pessoas.
Neste contexto, a presente Portaria n.º 67/2012, de 21 de Março, vem uniformizar a legislação existente, integrando as respostas residenciais para pessoas idosas sob uma designação comum, e proceder ao ajustamento desta resposta social às exigências de uma gestão eficaz e eficiente dos recursos e a uma gestão da qualidade e segurança das estruturas físicas, prevendo diversas modalidades de alojamento, designadamente, o alojamento em tipologias habitacionais e ou em quartos.
Por outro lado, ao estabelecer as condições de funcionamento e instalação das estruturas residenciais para pessoas idosas vem garantir uma prática harmonizada ao nível das regras orientadoras desta resposta social, qualificando os vários modelos de intervenção existentes, independentemente da natureza do suporte jurídico institucional das mesmas.
São revogados o Despacho Normativo n.º 12/1998, de 25 de Fevereiro, o Despacho Normativo n.º 30/2006, de 31 de Março, e o Despacho Normativo n.º 3/2011, de 16 de Fevereiro.
Considera-se ESTRUTURA RESIDENCIAL PARA PESSOAS IDOSAS, o estabelecimento para alojamento colectivo, de utilização temporária ou permanente, em que sejam desenvolvidas actividades de apoio social e prestados cuidados de enfermagem.
O Programa de Emergência Social (PES) veio consignar a necessidade de apostar na proximidade e na maximização das respostas sociais existentes, rentabilizando a capacidade instalada.
Ao reconhecer o valor incomensurável da dignidade da pessoa humana, ao impor uma preocupação com o auxílio aos mais vulneráveis, com uma atenção especial sobre os mais idosos, o Programa de Emergência Social (PES) prevê a alteração e a simplificação da legislação e dos guiões técnicos que enquadram as respostas sociais, designadamente as dirigidas a pessoas idosas, adaptando-a à realidade nacional e a um cenário de contenção orçamental.
Ao ter em atenção as entidades da economia social que actuam numa lógica de proximidade, o Programa de Emergência Social (PES) vem permitir maximizar as potencialidades de intervenção dessas entidades, garantindo mais e melhores respostas que correspondam às necessidades das pessoas e das famílias, nomeadamente através do aumento do número de vagas, sem prejuízo das condições de qualidade e de segurança das pessoas.
Neste contexto, a presente Portaria n.º 67/2012, de 21 de Março, vem uniformizar a legislação existente, integrando as respostas residenciais para pessoas idosas sob uma designação comum, e proceder ao ajustamento desta resposta social às exigências de uma gestão eficaz e eficiente dos recursos e a uma gestão da qualidade e segurança das estruturas físicas, prevendo diversas modalidades de alojamento, designadamente, o alojamento em tipologias habitacionais e ou em quartos.
Por outro lado, ao estabelecer as condições de funcionamento e instalação das estruturas residenciais para pessoas idosas vem garantir uma prática harmonizada ao nível das regras orientadoras desta resposta social, qualificando os vários modelos de intervenção existentes, independentemente da natureza do suporte jurídico institucional das mesmas.
São revogados o Despacho Normativo n.º 12/1998, de 25 de Fevereiro, o Despacho Normativo n.º 30/2006, de 31 de Março, e o Despacho Normativo n.º 3/2011, de 16 de Fevereiro.
Fonte e mais informação: Escritos Dispersos
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