Metropolitano de Lisboa não tem um plano específico de evacuação de passageiros de cadeiras de rodas em situações de emergência

O Metropolitano de Lisboa informou hoje que tem em curso um programa de adaptação das suas infraestruturas a pessoas com dificuldades de mobilidade e que espera ter "100% das estações adaptadas à acessibilidade de pessoas de mobilidade condicionada até 2020".

O esclarecimento surgiu no dia em que uma inspeção da Provedoria de Justiça revelou, num relatório a que a agência Lusa teve acesso, que mais de metade das estações do Metropolitano de Lisboa não estão preparadas para pessoas com mobilidade reduzida.

"O Metropolitano tem previsto, apesar dos atuais constrangimentos económico-financeiros, ter 100% das estações adaptadas a acessibilidade de pessoas de mobilidade condicionada até 2020", lê-se na nota hoje enviada.

A empresa referiu ainda que estão concluídas as obras na estação de Alvalade e que estão já "em fase de conclusão" obras de adaptação a utentes com mobilidade condicionada nas estações do Areeiro, Colégio Militar, Baixa-Chiado e Roma, acrescentando que, entre 2011 e 2012, foram adotadas "medidas que permitiram melhorar os índices de operacionalidade dos acessos mecânicos (elevadores, escadas e passadeiras mecânicas)".

A inspeção da Provedoria da Justiça indica que o Metropolitano de Lisboa não tem um plano específico de evacuação de passageiros de cadeiras de rodas em situações de emergência nem prevê a retirada de passageiros a partir do interior das carruagens ou das galerias.

Sobre esta matéria, a empresa disse que "dispõe de um plano de evacuação de emergência (...) que não contempla apenas a evacuação de passageiros com necessidades especiais, mas abrange todos os seus clientes, dispondo ainda de normas específicas relativas aos diversos tipos de evacuação".

O Metropolitano informou igualmente que é "um dos poucos metros que dispõe de plataformas metálicas motorizadas que são facilmente montadas e que permitem transportar pessoas de mobilidade reduzida" e garantiu que tem "planos de evacuação definidos e amplamente testados" nas estações.

O relatório da Provedoria de Justiça, hoje conhecido e a que a Lusa teve acesso, resulta de uma inspeção feita entre os meses de outubro e novembro do ano passado e foi concluído este mês, tendo já sido entregue à Câmara Municipal de Lisboa e ao Metropolitano de Lisboa, que têm agora cerca de trinta dias para se pronunciarem sobre as conclusões.

A inspeção, determinada pela Provedoria de Justiça, englobou as 46 estações da rede e aponta que "apenas havia acessibilidade em 19 e que 27 não estavam preparadas para pessoas com deficiência ou com mobilidade condicionada", e ainda que 19 não estavam adaptadas e oito tinham o elevador avariado.

Enviado por Luis Carrôlo - Fonte: DN

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