quinta-feira, 31 de março de 2011

Novo fármaco abre a porta a reverter casos de tetraplegia


Uma droga capaz de regenerar as células da medula espinhal, abriu a porta para reverter estados de tetraplegia, de acordo com resultados preliminares de um ensaio clínico.

O medicamento foi testado em 48 pessoas, das quais 66% com lesões cervicais passaram da perda total do movimento para a recuperação de parte da mobilidade motora.

O cientista canadiano Michael Fehlings apresentou pela primeira vez o ensaio, com base na utilização da proteína B-210, criado na Universidade de Montreal para a farmacêutica Bioaxone e comercializado como "Cethrin" no congresso científico para a coluna Global Spine Congress realizado em Barcelona.

O estudo, realizado em oito centros de pesquisa nos EUA e Canadá, mostrou resultados "muito encorajadores" para mudar radicalmente o tratamento para pessoas que estão paralisadas em conseqüência de acidentes de carro ou de lesões desportivas, explica o neurocientista Europa Fehlings Imprensa.

O especialista em paralisia, com mais de 300 artigos científicos publicados, explicou que a droga usada no estudo, cujos resultados se publicarão nos próximos meses na revista Journal of Neurotrauma ", tem uma proteína fabricada por tecnologia de DNA recombinante .

É uma proteína que bloqueia uma molécula chamada Rho e impede que as células da medula óssea, destruídas ou gravemente feridas em um trauma, se podem regenerar.

No experimento, foi utilizada uma única dose da droga foi injetada durante a cirurgia para a regeneração óssea, e continuou a evolução do paciente por um ano, todos entre 2005 e 2007.

Por exemplo, o coordenador do estudo clínico mostrou o vídeo de um paciente com paralisia severa que não podia mover braços e mãos e não podia sustentar-se em qualquer posição.

"Depois de um ano, ele recuperou o uso das mãos, pode mover-se em uma cadeira e começou a caminhar com o auxílio de uma estrutura."

Nas lesões baixas, houve um baixo nível de regeneração, explicou, no entanto, nas vertebras cervicais conseguiram-se níveis muito significativos de melhoras.

O ensaio de fase I / II, verificou a segurança e viabilidade do tratamento, e o próximo passo serão estudos aleatórios com grupos de controle e um protocolo rigoroso..

"Vimos que a droga é segura e viável, e isso é muito animador, porque é a primeira vez que um recombinante é usada para promover o crescimento de fibras nervosas. Agora temos que fazer com que realmente funciona para um grande número de pacientes" observou Fehlings.

Fonte: europapress.es Noticia enviada por: Francesc Xavier Rotllan

Hospital de Cascais, Garcia de Orta, Vila Franca de Xira e do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio campeões em reclamações


Os estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) receberam uma média de cinco reclamações por hora, durante o ano passado. Ao ritmo de cerca de 135 por dia, registaram um total de 49.197 queixas em 2010. Mas foi a primeira vez, em 25 anos, que se verificou uma diminuição no número de reclamações dos cidadãos que recorrem às unidades de saúde públicas. Um sinal de que os serviços estão a fazer esforços para melhorar "a acessibilidade, a comunicação/relacionamento com os cidadãos e as próprias condições estruturais e organizacionais", conclui a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) no Relatório do Gabinete do Utente ontem divulgado no seu site .

O número de reclamações nos hospitais públicos e nos centros de saúde tem vindo a aumentar gradualmente desde que, em 1986, a então ministra da Saúde, Leonor Beleza, criou os gabinetes do utente. Mas no ano passado verificou-se o contrário - as queixas diminuíram sete por cento (menos 3582), face a 2009. Resultados positivos que se devem, em parte, ao trabalho de avaliação de cariz pedagógico e de acompanhamento, pela IGAS, da actividade desenvolvida pelos gabinetes do utente, que "contribuiu para sensibilizar os responsáveis pelos serviços e instituições do SNS no sentido de adoptarem metodologias destinadas a melhorar a qualidade dos serviços prestados e o grau de satisfação dos cidadãos/utentes", refere o relatório.

Olhando para os números, percebe-se que a taxa de reclamações é muito superior nos hospitais por comparação com os centros de saúde. Se, nos hospitais, a taxa é de 1,48, nos centros de saúde fica-se pelos 0,55 por mil (o que significa que há uma reclamação por cada dois mil actos).

O tempo de espera continua a ser a principal causa de crítica nos hospitais, seguida dos problemas no atendimento e dos "cuidados desadequados". Nos centros de saúde do Norte, do Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo, a maior parte de reclamações esteve associada a "doentes sem cuidados" (sobretudo devido à falta de médico de família), enquanto no Algarve o tempo de espera foi o motivo mais frequente de crítica. Quatro hospitais públicos obtiveram taxas de reclamações superiores a 2,5 por mil, em 2010. Neste conjunto, a unidade que mereceu mais queixas foi o Hospital de Cascais, seguida do Garcia de Orta (Almada), Vila Franca de Xira e do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio.

Fonte: Público

Técnica de mapeamento da medula espinhal pode melhorar tratamento de lesões


Técnica de mapeamento da medula espinhal pode melhorar significativamente o tratamento de lesões na coluna. É o que sugere estudo de pesquisadores da Queen’ s University, no Canadá.

A pesquisa liderada por Patrick Stroman foi dirigida precisamente para o mapeamento das áreas acima e abaixo da lesão da medula espinhal a fim de melhor determinar a natureza exata de uma lesão e a eficácia do tratamento subsequente.

Quando a pesquisa médica avançar a um ponto onde os médicos sejam capazes de ultrapassar uma lesão na medula, a técnica de mapeamento da coluna de Stroman vai ser a chave para localizar com precisão a lesão a ser superada.

A técnica consiste em capturar várias imagens da medula espinhal usando um sistema de ressonância magnética convencional. A captura de imagens é repetida a cada poucos segundos durante vários minutos. Durante as retiradas das imagens, as sensações de temperatura na pele são variadas, permitindo que áreas da medula espinhal que respondem às mudanças de temperatura sejam detectadas na ressonância magnética.

Durante sua pesquisa, Stroman descobriu ainda que os níveis de atenção têm impacto no processamento da informação na medula espinhal. Ao examinar as diferenças no funcionamento da medula espinhal em pessoas que eram atentas ou distraídas por uma tarefa, ele foi capaz de ver mudanças no nível de atividade da medula espinhal captadas pelo aparelho de ressonância magnética.

"O efeito da atenção é uma das razões pela qual, quando você esta praticando esportes e você se machuca, você muitas vezes só toma consciência da lesão após o jogo, quando a sua atenção e foco mudam", explicou Stroman. "Nós já sabíamos que o nível de atenção de uma pessoa afeta o processamento da informação no cérebro, mas esse achado nos tornou conscientes de que o nível de atenção tem de ser devidamente controlado na pesquisa que visa mapear com precisão a função da medula espinhal."

A pesquisa de mapeamento da medula espinhal de Stroman tem implicações importantes para aqueles com lesões na medula espinhal que sofrem de dor crônica.

A pesquisa também se aplica a quaisquer condições, incluindo esclerose múltipla, fibromialgia e condições congênitas, onde a função da medula espinhal é afetada.

Fonte: Isaúde

Após 13 anos, tetraplégica deixa hospital


Karina Aparecida Chicória, 27, ficou tetraplégica aos 14 anos, após levar uma facada na nuca que atingiu a coluna cervical.

Ela chegou a tentar o suicídio, ao mover o pescoço para tirar o respirador. Aprendeu a usar a boca para pintar e para navegar na internet.

Ela viveu por 13 anos no HC (Hospital das Clínicas) de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) e era considerada a mais antiga moradora da instituição. Veja seu relato:

Faltava quatro meses para meu aniversário de 15 anos. Me lembro bem da data de quando tudo aconteceu, 13 anos atrás. Estava na casa de uma amiga, que cuidava de uma bocada de drogas.

Outra colega, a Cirley, que queria visitar o namorado na cadeia, me pediu para ficar no lugar dela. Em troca, me daria R$ 80.

Eu aceitei. Eu tinha 14 anos, era uma época que eu estava meio revoltada, com más companhias. Nunca havia experimentado droga, só maconha, nem vendido.

Ela me deu 28 papelotes de cocaína. Vendi um deles, mas depois percebi que havia perdido um.

Tive então uma ideia. Sabia que as meninas abriam os papelotes, pegavam um pouco de cada e refaziam um outro para vender e ganhar dinheiro. Pensei em fazer isso para repor a perda.

Estava terminando [o serviço] quando chegou o dono da droga. Ele ficou furioso com a Cirley e ela, brava comigo porque perdeu o emprego. Eu estava encostada no portão quando senti um negócio passar no meu pescoço. Era ela [a Cirley], que veio por trás e me deu uma facada na nuca. Antes de cair, eu a vi com a faca.

A NOTÍCIA

Minha cirurgia durou oito horas. Depois, foram 18 dias em coma e seis meses no CTI. No dia seguinte [à cirurgia], acordei com minha mãe me chamando. Eu me lembrava de tudo. Só xingava e queria me vingar da menina.

Três meses depois veio a notícia. A médica veio e disse que eu ia ficar tetraplégica. Perguntei: "o que é isso?"

Ela disse que eu perdi os movimentos do pescoço para baixo e que ficaria dependente de um respirador. Eu perguntei até quando. Ela respondeu: "Até quando Deus quiser".

Só chorava. Era conversar comigo que eu chorava. Foi assim uns quatro meses.

Até que o médico me deu uma bronca. "Já te expliquei várias vezes o que você tem e não é para você ficar chorando. Essa é a última vez que você vai chorar." E não chorei mais, só quando ficava muito triste.

VIDA NO HOSPITAL

Fiz muitos amigos aqui. É uma segunda família. E muita gente já aposentou.

Voltei a estudar --parei na 3ª série. Agora, já conclui o ensino fundamental. Também aprendi a pintar com a boca. Fiz oito quadros.

A internet me ajuda também. Tenho Orkut, MSN.

Converso com os pacientes novos, com os acompanhantes. Até o cantor Belo, meu ídolo, já veio me visitar.

SUICÍDIO

Há dois anos, entrei numa depressão feia, até tentei me matar. Tentei tirar o respirador à noite, mexendo o pescoço. Só que não consegui.

Acho que Deus falou: "Vou dar um susto nela, para ela acordar pra vida." Porque no outro dia, estava dormindo e o respirador saiu sozinho, sem eu querer.

Quando as enfermeiras chegaram, estava perdendo a consciência. Pedi perdão a Deus, vi que não queria morrer, eu queria viver.

CASA

Hoje [ontem] me despedi dos meus amigos do hospital [Ela volta hoje para casa].

Planejei como seria a festa de despedida: as fotos projetadas em um telão, a música de fundo. Teve até convite.

Eu não via a hora de ir para casa. Tudo graças ao respirador que o Estado enviou, à ajuda do pessoal do HC e também porque minha mãe poderá ficar comigo.

SONHO

Quero continuar estudando, terminar o ensino médio. No começo, queria fazer enfermagem. Agora estou pensando em jornalismo, porque no hospital criei um jornal mural. Meu desejo era ir para casa. E esse é o primeiro sonho que estou realizando.

Fonte: Folha.com

Brasil - Lesão medular

quarta-feira, 30 de março de 2011

Velejadores adaptados elogiam príncipe Carlos


O príncipe Carlos de Inglaterra visitou ontem o Clube Naval de Cascais, onde conversou com jovens com limitações físicas que integram a equipa de vela adaptada e que elogiaram a simpatia do príncipe de Gales.

Eram 14h15 quando Carlos chegou à Marina de Cascais - de helicóptero vindo de Évora e sem a sua mulher, Camila, duquesa da Cornualha -, onde era aguardado por algumas dezenas de curiosos.

Um primeiro elogio ao sol e ao bom tempo, e o príncipe juntou-se ao presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, e ao presidente do Clube Naval de Cascais, José Matoso, e durante cerca de 20 minutos esteve à conversa com jovens praticantes de vela adaptada.

Bruno Pereira, 24 anos, é paraplégico e mostrou-se "muito contente" por ter conhecido o príncipe pessoalmente e pelo interesse que demonstrou na prática desportiva adaptada.

"É importante tê-lo aqui para divulgar a vela adaptada. Ele foi muito simpático e acessível, falei-lhe dos campeonatos em que já participei em Inglaterra e ele estava bastante interessado", disse.

Também Pedro Reis, de 18 anos, ficou surpreendido com a simpatia de Carlos e confessou estar nervoso enquanto conversava com o Príncipe de Gales.

"Estava bastante nervoso até porque pensava que ele era mais sisudo e antipático, mas afinal foi bom conversar com ele porque foi muito simpático", afirmou o jovem.

O velejador olímpico português Gustavo Lima marcou também presença no encontro com o príncipe Carlos, uma visita que o desportista viu como uma "inspiração para todos os jovens e uma forma de mostrar que a vela é acessível a todos".

A visita ficou ainda marcada pelo descerrar de uma placa que regista a presença do Príncipe de Gales no Clube Naval de Cascais.

Seguiu-se uma pausa descontraída em que o príncipe cumprimentou alguns elementos do executivo camarário de Cascais e também do Clube Naval.

No final da visita de menos de uma hora, o príncipe Carlos cumprimentou alguns dos curiosos, portugueses e turistas ingleses, que o esperavam também à saída.

"É muito simpático", "não vou lavar mais a minha mão" e "espero que tenha tudo de bom" foram alguns dos comentários ouvidos na despedida do príncipe, aplaudido no momento da partida.

Fonte: Dnoticias.pt

Turismo Acessível: Portugal ao alcance de todos


Que o nosso país é encantador, já sabemos. Nunca é demais elevar as suas qualidades, também o reconhecemos, mas queremos que conhecer Portugal seja acessível a todos. E todos significa incluir também pessoas com mobilidade reduzida. O nosso país está preparado para as receber. Conheça outras maneiras de o explorar. Para quem precisar e para quem nos visitar.

A ideia de um país sem barreiras é a génese da Agência de Viagens "Accessible Portugal". Apresentamos-lhe a primeira agência de viagens, em Portugal, vocacionada para pessoas com mobilidade reduzida. Criada em 2005, já viu o seu trabalho reconhecido, aquando da atribuição do Prémio Turismo de Portugal, em 2008, na categoria de Serviços. Surpreenda-se com a diversidade de serviços que poderá encontrar, que incluem circuitos longos e curtos, percursos nocturnos e temáticos, escapadinhas e…aventura.

Aqui não vai encontrar limites, se o sonho for, por exemplo, andar de avião, fazer um voo de parapente ou um salto Tandem. As possibilidades estão para além daquilo que vê no site; basta contactar a agência. O mesmo acontece com o equipamento que possibilita a mobilidade ou com o transporte. Está tudo ao alcance de quem precisar, por todo o país. Em http://www.accessibleportugal.com está tudo isto e muito mais.

Já conhece o portal "Portugal Acessível"? Concebido pela Associação Salvador, este site que, em 2009, obteve uma Menção Honrosa na Categoria Serviços na 5ª edição dos Prémios Turismo de Portugal, reúne informação de grande utilidade. Se acha que este assunto não lhe diz respeito, corrija o erro, pois este portal não foi apenas pensado para pessoas incapacitadas. Aqui encontrará restaurantes, alojamentos, praias, espaços culturais e de lazer para fazer o seu roteiro, sem esquecer os transportes que vai precisar de utilizar para as deslocações.

De referir é também a possibilidade de consultar legislação, ajudas técnicas, associações relacionadas com a Deficiência Motora, fornecedores de rampas e muito, muito mais, que deve explorar e passar a palavra. Passatempos e notícias relacionadas estão também disponíveis. Entre em http://www.portugalacessivel.com
e explore o que lhe apresentámos.

São projectos como este que tornam Portugal num país ao alcance de todos. Orgulhe-se destas iniciativas. Divulgue-as e, sobretudo, utilize-as!

Fonte: Descubra Portugal

Pesquisa Social Sobre Deficiência: Abordagens Metodológicas e Instrumentos de Investigação

Pesquisa Social Sobre Deficiência: Abordagens Metodológicas e Instrumentos de Investigação

Workshop Para Jovens Investigadores
Fundação Calouste Gulbenkian
6 Maio 2011
14h30

Apresentação Pública do Projecto DRPI-Portugal
9h30 - 13h30

Fonte e informação completa: Universidade de Évora

Cem jovens deficientes de saída


Estruturas de apoio existentes não são suficientes para dar resposta ao número de jovens com deficiência que vão sair das escolas nos próximos cinco anos.

Mais de uma centena de jovens vão sair das escolas do concelho nos próximos cinco anos e as estruturas de apoio existentes, como os Centros de Actividades Ocupacionais (CAO), não serão suficientes para dar resposta a estes jovns e às suas famílias.

Foi esta a conclusão retirada do levantamento feito, junto das escolas do concelho, por Mário Carvalho, presidente da direcção da Seara do Trigo, uma instituição particular de solidariedade social (IPSS) que presta serviços terapêuticos, pedagógicos e assistenciais a 70 jovens portadores de deficiência mental.
Ora, só a Seara do Trigo tem já vinte jovens em lista de espera para entrar no CAO, o que significa que se nada for feito para aumentar a capacidade de resposta da actual rede de apoio, as listas de espera das instituições vão crescer.
"Fiz um trabalho que não me competia: pediinformação às escolas do concelho sobre quantos jovens com necessidades educativas especiais vão sair da escola em breve", explica Mário Carvalho. "Dei conhecimento ao Governo Regional do levantamento que fiz e a resposta que obtive foi que nessa legislatura não havia perspectivas disso (investimento em novos CAO)", conta.

O presidente da direcção da Seara do Trigo deixa, no entanto, o alerta: "não podemos perspectivar apenas o período da legislatura - é preciso trabalhar para os que vierem. É preciso ver para a frente - ter visão".
A maior parte dos hovens aos quais a Seara do Trigo dá apoio residem em Ponta Delgada, mas a verdade é que a instituição recebe também alguns jovens de outros concelhos.

Mário Carvalho defende que é necessário, não só um novo CAO em Ponta Delgada, mas também na Lagoa. Na sua opinião, o ideal seria que o novo Centro de Actividades Ocupacionais surgisse nas Capelas, "para que os jovens a zona norte do concelho não tenham de se deslocar para Ponta Delgada, ficando mais perto das suas casas e das suas famílias".
"No Centro de Actividades Ocupacionais, os jovens estão ocupados durante o dia com diversas actividades, promovendo o seu bem-estar e a sua autonomia", diz.
Na Seara do Trigo, os jovens têm acesso a actividades ocupacionais úteis, mas também a actividades lúdico-recreativas, educação física, atletismo, natação, futsal, língua gestual, psicomotricidade, musicoterapia, fisioterapia, hidromassagem, desenvolvimento pessoal e social, serviço de psicologia e serviço social.
Residência em 2012

A direcção da Seara do Trigo gostaria de estar em condições de inaugurar em 2012 a nova residência para jovens adultos portadores de deficiência, mas isso não é certo.
Como adiantou o presidente da instituição, "o projecto está na fase das especialidades, devendo ficar pronto até fim de Junho", e em 2012 a direcção da instituição gostaria de ter a obra concluída.

A residência, com capacidade para 18 pessoas, será construída em terreno, cedido pelo Governo Regional, nos Valados.
"Os pais desses jovens não são eternos e, como tal, é necessária uma residência para os acolher", diz.

Fonte: Deficiente Fórum

Pobreza: 2010 foi o "pior ano em Portugal"

A Assistência Médica Internacional (AMI) revelou que 2010 foi o "pior ano em termos de pobreza em Portugal" nos registos da fundação, com os pedidos de apoio a aumentarem 24 por cento face a 2009.

Segundo um comunicado divulgado hoje pela organização, o número de pedidos nos nove centros sociais da fundação aumentou 40 por cento nos últimos cinco anos.

Em 2010, recorreram a estes espaços de Chelas, Olaias, Cascais, Almada, Porto, Vila Nova de Gaia, Coimbra, Funchal e Angra do Heroísmo mais de 12300 pessoas, um "valor sem precedentes".

No entanto, o comunicado aponta as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto como as zonas mais afetadas pelo flagelo da pobreza e da exclusão social e indica que, do total de pessoas apoiadas no ano passado, 45 por cento reside na Grande Lisboa (onde existem os centros sociais de Olaias, Chelas, Almada e Cascais) e 40 por cento no Grande Porto (abrangido pelos centros de Porto e Vila Nova de Gaia).

A maioria dos cidadãos (69 por cento) que recorreram aos centros sociais da AMI está em idade ativa, enquanto 23 por cento tem menos de 16 anos e 18 por cento tem mais de 65 anos.

"A pobreza registada pela AMI em Portugal atinge sobretudo mulheres desempregadas, entre os 16 e os 65 anos, residentes nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto", acrescenta a organização.

A acompanhar a tendência de aumento da pobreza nos dois grandes centros urbanos está a evolução do número de sem-abrigo, que "não param de aumentar em Portugal".

Em 2010, 1821 pessoas nesta condição recorreram à AMI e, de entre elas, 701 fizeram-no pela primeira vez, o que representa um aumento de 12 por cento face a 2009.

A AMI sublinha que o número de mulheres nesta situação representou já 29 por cento dos sem-abrigo que procuraram a organização pela primeira vez, registando-se neste caso uma "agudização de 16 por cento em 12 anos".

Os dados referem ainda que os abrigos noturnos de Lisboa e do Porto acolheram no ano passado um total de 129 homens.

Fonte: Sapo Noticias

Vila Franca de Xira: Concelho Acessível


O Município de Vila Franca de Xira concluiu, em Outubro de 2010, os Planos Local (realizado na zona central de Vila Franca de Xira) e Municipal (nos núcleos urbanos das restantes freguesias) de Promoção da Acessibilidade, realizados com o apoio do Programa Operacional do Potencial Humano (POPH) Eixo 6: Cidadania, Inclusão e Desenvolvimento – Tipologia 6.5: Acções de Sensibilização e Promoção de Boas Praticas.

No âmbito do desenvolvimento destes Planos, foram promovidas diversas acções de sensibilização, nomeadamente junto da população escolar, destacando-se um Concurso de Fotografia destinado a alunos do 3º Ciclo e do Ensino Secundário; um Peddy-Paper destinado aos alunos dos 2º e 3º Ciclos, reforçando a percepção das dificuldades das pessoas portadoras de deficiência em relação às várias barreiras


arquitectónicas que encontram na cidade; sessões de sensibilização destinadas a um público-alvo que ia desde o Jardim-de-infância até ao Ensino Secundário, dinamizadas por técnicos do Instituto das Cidades e Vilas com Mobilidade; e a edição de um livro de colorir, dedicado à questão das acessibilidades, que foi distribuído às crianças do concelho.

Paralelamente, funcionou o Conselho Consultivo, formado por diversos serviços municipais, pelas 11 Juntas de Freguesia e por diversos parceiros, cuja participação se considera central para a compreensão das intervenções ao nível da acessibilidade para todos e todas.

Em Março de 2011, os Planos de Promoção de Acessibilidade foram aprovados em Reunião de Câmara, ficando, a partir daí, operacionalizáveis para os serviços municipais e para os parceiros deste processo. Vila Franca de Xira tornou-se, assim, um dos 30 municípios pioneiros nesta área.

Através destes instrumentos, a Autarquia de Vila Franca de Xira conseguirá eliminar progressivamente as barreiras arquitectónicas, sociais e psicológicas que tanto prejudicam a vida dos cidadãos com mobilidade reduzida, contribuindo para uma maior inclusão social e igualdade de oportunidades - garantindo um futuro sustentável e justo, sem barreiras.

Poderá consultar os documentos que se seguem, contribuindo também para um Concelho Acessível: CM Vila Franca de Xira

0,5% do seu IRS pode ajudar a construir uma rampa para o Guilherme


Para consignar 0,5% do seu IRS à Carolina, ao Duarte, ao Guilherme e a tantas outras pessoas com deficiência motora que necessitam da nossa ajuda para melhorar a sua qualidade de vida:

Basta assinalar com um X "Instituições Particulares de Solidariedade Social ou Pessoas Colectivas de Utilidade Pública" no Quadro 9 do Anexo H do seu impresso de IRS, e colocar o NIPC da Associação Salvador - 506 723 364 (conforme imagem acima)!

NÃO TEM QUALQUER CUSTO PARA SI.

Para saber como funciona a consignação do IRS clique aqui.

terça-feira, 29 de março de 2011

Censos 2011 - Associação Portuguesa de Deficientes denuncia "omissões graves"

Para a APD, apesar do “investimento considerável” aplicado na elaboração dos Censos 2011, o trabalho do Instituto Nacional de Estatística, em curso desde o início de março, volta a comportar “omissões graves”. À semelhança de anteriores auscultações da população, afirma o presidente da Associação, ouvido pela agência Lusa, o XV Recenseamento Geral da População e o V Recenseamento Geral da Habitação não vão permitir “apurar com clareza qual o universo das pessoas com deficiência em Portugal e qual o seu enquadramento”.

“A nossa expectativa era que estes Censos pudessem ajudar a corrigir as deformações de informação que os Censos anteriores trouxeram, mas a forma como foram definidos não o vai permitir”, nota Humberto Santos. “Não vamos saber o que são pessoas com deficiências e pessoas cuja fragilidade lhes traz um conjunto de limitações, deixando assim de poder contar com um instrumento fundamental como este pretenderia e deveria ser”, acrescenta.

Entre as “omissões graves” detetadas pela Associação Portuguesa de Deficientes está, por exemplo, a impossibilidade de aclarar o número de pessoas portadoras de deficiência que se encontram empregadas ou desempregadas, assim como aquelas que recebem apoios sociais. Tão-pouco quantas pessoas vivem em instituições.

“Um facto irreversível”

Por outro lado, reforça Humberto Santos, fica por estabelecer a separação entre pessoas portadoras de deficiência e os cidadãos que viram as suas capacidades reduzidas com a idade. Ainda mais grave, no entender da APD, é o facto de não existir qualquer pergunta sobre deficiências orgânicas – casos dos doentes renais, dos hemofílicos e de deficiências resultantes de doenças do foro oncológico.

Segundo o presidente da APD, a questão das deficiências orgânicas foi levantada no final de 2010 durante uma conferência internacional que contou com a participação de elementos do INE: “Não há nenhuma pergunta sobre as questões das deficiências orgânicas e, na altura, foi-nos dito que era um facto, mas que era um facto irreversível porque já não havia nada a fazer”.

Humberto Santos lamenta que a APD nunca tenha sido ouvida sobre a elaboração das perguntas dos Censos, embora tenha feito chegar ao INE as suas inquietações. “Quando nós nos fizemos ouvir, foi-nos dada informação de que o assunto estava a ser tratado com o Instituto Nacional de Reabilitação. Infelizmente, no final do ano passado, percebemos que não estava previsto a auscultação das associações representativas deste grupo”, adianta.

“Tudo é feito em bastidores herméticos onde a sensibilidade, a opinião, a experiência de um conjunto de atores sociais infelizmente não é minimamente tida em consideração”, critica o responsável.

Perguntas foram “amplamente discutidas”

Confrontado com as críticas, o Instituto Nacional de Estatística sublinha que as perguntas preparadas para os Censos 2011, “sobre o tipo de dificuldades que as pessoas sentem”, resultaram de uma “estreita articulação com o Instituto Nacional de Reabilitação (INR)”. Numa resposta por e-mail ao site da RTP, o Serviço de Comunicação e Imagem do INE argumenta ainda que as questões são “as que mais se coadunam com as propostas do Washington Group on Disability Statistics das Nações Unidas, que tem como finalidade a utilização de uma metodologia internacionalmente comparável”.

“As questões foram amplamente discutidas na secção do Conselho Superior de Estatística que acompanha os Censos 2011 e na qual o INR esteve sempre envolvido, na qualidade de instituição oficial que acompanha e coordena tecnicamente as matérias relacionadas com a deficiência”, prossegue o INE, acrescentando que “foi no âmbito desta análise que se considerou que a opção tomada era a melhor possível para este tipo de operação estatística”.

“No final de 2010”, assinala, por último, o Instituto, “o processo de impressão dos muitos milhões de questionários dos Censos 2011 estava já em fase de conclusão”.

Fonte: RTP Online