segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A Europa e a Educação Inclusiva

Há mais de 60 anos iniciou-se nos países nórdicos um movimento educativo que se designou por “normalização”. Este movimento, partindo da análise dos resultados educativos que crianças e jovens tinham em instituições especializadas – as chamadas “escolas especiais”, propunha que se normalizasse a vida destas crianças e jovens.

Normalizar, ao contrário do que algumas opiniões mais apressadas quiseram interpretar, não é tornar as pessoas “normais” (as condições de deficiência continuam a existir), mas sim a de proporcionar a estas pessoas condições “normais”, isto é em tudo semelhantes às que dispõem as pessoas que não têm uma condição de deficiência, de desenvolvimento, de autonomia e de participação. É este o movimento inspirador da “integração escolar” isto é aquele que inspira as primeiras experiências de educação das crianças e jovens com condições de deficiência na escola regular.

Muito tempo passou sobre estes esforços pioneiros e temos hoje a evidência de que é possível e desejável que os alunos com mais dificuldades não sejam separados, segregados, ostracizados em estruturas de ensino “especiais”.

Separados dos seus colegas que frequentam a escola regular, estes alunos acabam por ficar “longe da vista e longe do coração”.

A partir daqui numerosas declarações e convenções patrocinadas por organizações internacionais tais como a UNESCO, a OCDE e a ONU publicaram textos bem claros sobre o direito à educação inclusiva que os alunos com condições de deficiência têm. Citaria a este respeito só um dos artigos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (art. 24.º, 2. b), ratificado por Portugal (71/2009 e 72/2009), que afirma “(deve ser assegurado que) As pessoas com deficiência possam ter acesso a um ensino primário e secundário inclusivo, de qualidade e gratuito, em igualdade com as demais pessoas nas comunidades em que vivem”.

No seguimento de todo um grande e permanente esforço legislativo, o Conselho de Ministros da Conselho da Europa, aprovou a 16 de Outubro passado uma recomendação aos estados membros “assegurando a plena inclusão de crianças e jovens com deficiência na sociedade”. O documento pode ser consultado na íntegra aqui.

Bom, qual é a novidade que este documento nos trás? Na verdade e em termos puramente legislativos nada de muito diferente do que se encontra escrito sobre o assunto no nosso país. Havemos de regressar à sua análise para falar das inovações. Interessa agora realçar que Portugal, fruto de um trabalho continuado que nos devia orgulhar e que nos destaca pela positiva face a muitos outros países europeus, adoptou e acarinhou uma política de educação inclusiva nas escolas públicas. Só assim se explica que cerca de 95% de alunos com deficiência sejam educados no local certo para os educar: a escola regular – alguém poderia pensar que o local mais adequado é um hospital ou outra estrutura que não seja uma Escola?

Este esforço continuado é, sem dúvida, um dos aspectos mais diferenciadores pela positiva do nosso sistema educativo. Quer isto dizer que tudo o que se passa é bom e positivo? Claro que não. Estamos a falar de sistemas humanos e não da corte celestial… Muitos aspectos deste modelo inclusivo poderiam funcionar muito melhor se:

a) os recursos proporcionados às escolas fossem os necessários para responder às necessidades de todos os alunos que as apresentam;

b) houvesse uma clara política de promoção do sucesso de todos em lugar da satisfação com o sucesso da maioria;

c) a escola fosse apoiada, pela formação e pelos recursos materiais e humanos, para melhorar as suas práticas de equidade e de inclusão, etc. etc.

Existem presentemente grandes carências no nosso sistema de apoio aos alunos com dificuldades. O primeiro passo para se empreender uma sincera melhoria neste sistema é termos o que ainda não temos: dados objectivos sobre os recursos instalados e seu funcionamento.

Recentemente um responsável do Governo disse que a Inspecção-Geral da Educação está a monitorizar estes processos mas a avaliação tem de ser feita para além dos parâmetros estritamente administrativos que aquela pode fazer.

É pois bem-vinda esta recomendação do Conselho da Europa. Ela confirma que Portugal foi percursor em matéria de inclusão educativa e que está no caminho certo. Esperamos agora que os responsáveis governativos tenham lido a fábula da tartaruga e da lebre e que saibam que a distância até à meta não se cobre com palavras, com “novos” conceitos de inclusão, mas sim com políticas inclusivas claras, apoiadas e lúcidas.

Por: Professor universitário, presidente da Pró-Inclusão - Associação Nacional de Docentes de Educação Especial.

Fonte: Público

A sexualidade na deficiência não é tabu

A sexualidade na deficiência não tem, nem pode ser, um tabu pela simples razão de que nós, pessoas com deficiência, apesar de sofrermos de deficiência física, sensorial ou intelectual, não perdemos os instintos, muito menos os sexuais. No sexo feminino, existe um ponto quase certo entre pessoas com deficiência e pessoas ditas normais que é a vaidade, mas as semelhanças não se ficam por aqui. A sexualidade também está na lista porque a deficiência não é claramente sinónimo de impotência mas é uma forma de desenvolver novos métodos para sentir prazer e de igual modo sentir-se desejada. 

Segundo um testemunho que encontrei num site na internet, a psicóloga e consultora de órgãos públicos, Ana Rita de Paula, parou de andar aos oito anos devido a uma síndrome neurológica progressiva. Por causa desta doença, hoje não come, nem escreve sozinha, mas isso não a impede de ter relações. Ela diz o seguinte: “o meu namorado é negro e eu sou tetraplégica. Ambos enfrentamos preconceitos mas isso uniu-nos ainda mais. Estamos juntos há 26 anos e nenhum tipo de deficiência pode afectar o desempenho sexual da mulher, desde que a mesma se sinta desejada.” Um psicólogo e especialista em sexualidade humana, chamado Fabiano Puhlmann Di Girolamo, diz que apenas pessoas que possuem algum tipo de lesão na medula correm o risco de perder a sensibilidade. Uma das pacientes de Puhlmann, por exemplo, é uma mulher tetraplégica, ou seja, que não possui movimento nos quatro membros, mas isso não a impede de trabalhar, estudar, apaixonar-se e de ter sido mãe de gémeos. O sexo feminino deve estar atento aos seus pontos erógenos, que variam de pessoa para pessoa. De acordo com o especialista em sexualidade, aqueles que sofreram lesão medular perdem parcialmente ou totalmente a sensibilidade dos órgãos genitais, podendo atingir o chamado paraorgasmo, uma sensação de prazer que não chega a ter todas as propriedades de um orgasmo. Para isso, a mulher deve descobrir áreas do corpo que antes não eram tão exploradas como, por exemplo, os mamilos.

Relativamente ao sexo masculino possui uma sexualidade focada no órgão genital. Apesar da possibilidade de manter a erecção presente quando sofre de alguma paralisia, o homem perde o controle da ejaculação. Quando a lesão é incompleta, é possível que consiga ejacular normalmente através da relação sexual ou estimulado por procedimentos mecânicos. Nos homens que tiveram lesão completa, um número pequeno (1% a 5%) pode conseguir ejacular. Como é óbvio, uma pessoa que não possua qualquer tipo de deficiência pode interessar-se por uma pessoa com deficiência seja ela qual for mas enfrentará problemas com familiares e amigos, principalmente com os familiares; isto porque podem não aceitar, no início, que alguém que esteve sempre aos seus cuidados esteja apaixonado(a) podendo no futuro, como é natural, distanciar-se do seu convívio diário com a sua família, visando levar uma vida de casal de namorados, sair, passear, divertir-se. 

Apesar do não aceitamento da sua família, muitos relacionamentos a dar resultado pelos motivos que acima referi. Da mesma forma, pode não haver uma resistência de aceitação muito grande por parte da família da pessoa sem deficiência, ocorrendo boicotes ao relacionamento de forma subtil ou até mesmo evidente. O psicólogo Fabiano Puhlmann diz num artigo o seguinte: “imagine aquela mulher com deficiência física severa, com um certo grau de dependência geral dos pais, os quais não se colocam directamente namoro, mas inventam regras impossíveis de serem compridas, como a proibição do namoro em casa, falta de colaboração no transporte, chegando à chantagem financeira (…).” Os que conseguem ultrapassar as dificuldades atrás descritas provam a toda a gente, isto é, família e amigos que são capazes de amar e ser amados e, aos familiares, provam que o relacionamento que estão a ter está a fazer bem aos filhos que eles tanto amam.

No decorrer deste artigo coloquei duas questão sobre este tema que é muito pertinente a dois amigos meus, um do sexo masculino e outro sexo feminino. As questões foram exactamente iguais: o que achas sobre a sexualidade na deficiência? Achas que na escola se devia falar sobre a sexualidade na deficiência? As respostas foram... a masculina: “acho que é um tabu, que a maioria das pessoas pensa nisso mas não fala por acharem que os deficientes são incapacitados ao ponto de não praticarem actos sexuais! Acho que o sexo é uma necessidade humana, e se os deficientes são seres humanos têm necessidades sexuais que têm ser satisfeitas como toda a gente”. Resposta à segunda questão: “acho. Não só para quebrar o tabu mas para abrir a mente dos próximos cidadãos”.

Agora, a feminina: “a sexualidade na deficiência pode ou não pode estar condicionada. Se for uma lesão que impede certas coisas (como nas relações sexuais), tem de se ultrapassar isso tem de se arranjar uma maneira simples de ultrapassar os obstáculos. Mas acho que não há muita diferença entre sexualidade na deficiência ou sem ser na deficiência. Somos todos iguais independentemente das nossas características físicas e psicológicas.” Segunda questão: “Acho que a escola devia falar sobre a sexualidade na deficiência, sem dúvida. Não só para as pessoas com deficiência mas também como um abrir de olhos para os que não são. É importante a muitos níveis igualar os alunos em termos de aprendizagem e em termos de conhecimento para além de português, biologia e história. Isto para dizer à nossa sociedade que qualquer pessoa com qualquer tipo de deficiência pode usufruir da actividade sexual como uma pessoa dita normal.”
Volto a dizer o que disse no meu último artigo: somos todos diferentes, mas ao mesmo tempo todos iguais.

Por: Francisco Taveira - Correio do Minho

Entrega da petição pelo fim da proibição de prescrição de medicamentos nos hospitais

Exmo(a). Sr(a).

Queremos entregar a petição “Criar e Aprovar o Estatuto do Doente Crónico, tal como a Tabela Nacional de Incapacidade e Funcionalidades da Saúde” no dia 25 de Maio, na Assembleia da República.

Queremos entregar a petição «Petição pelo fim da proibição de prescrição de medicamentos nos hospitais» (http://www.peticaopublica.com/?pi=medicame), que conta com mais de 4000 subscritores, no início do mês de Dezembro.

O seu apoio é fundamental. Ajude-nos a divulgar esta petição que é para TODOS, doentes crónicos e seus familiares. O seu apoio é fundamental. Envie este email aos seus amigos. Gostaríamos de ultrapassar os 5 mil subscritores para mostrar a nossa inequívoca vontade em alterar o estado das coisas.

A prática levada a cabo pelas administrações hospitalares é de extrema gravidade não só porque colide com as boas práticas clínicas, violando inclusive as normas de orientação clínica, mas também porque não respeita as especificidades individuais dos doentes.

Existem hospitais que, para uma determinada doença, não querem dar a melhor e a mais adequada medicação aos doentes.

Existe desigualdade entre doentes, consoante o hospital em que estão a ser tratados.

Não podemos aceitar que substituam todos os medicamentos por um único, o mais barato.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Stephen Hawking escreve breve versão de sua longa vida

O físico britânico Stephen Hawking, 71, não só sobreviveu muitas décadas além do seu prognóstico médico inicial como o fez por tempo suficiente para escrever suas próprias memórias.
Com o inspirado título “Minha Breve História” (motivado pelo best-seller que projetou Hawking para a fama, “Uma Breve História do Tempo”), o pequeno livro, de 144 páginas, não é a obra detalhista e exaustiva que um fã do cientista poderia esperar.

Por outro lado, já há ao menos duas biografias dele bastante completas (por Kristine Larsen e Leonard Mlodinow).

A virtude de “Minha Breve História” é trazer a perspectiva da primeira pessoa a uma incrível história de superação e sucesso intelectual.

Sobre isso, Hawking é modesto. Ele só menciona sua “crescente dificuldade”, sem detalhar sua convivência de décadas com a esclerose lateral amiotrófica, doença neurodegenerativa que mata em poucos anos (o caso de Hawking é incomum, e ele é o mais longevo do mundo a receber esse diagnóstico).

Infância

Hawking conta sobre sua infância, pouco conhecida, e revela detalhes curiosos, como o fato de que só aprendeu a ler na “extremamente tardia idade de oito anos” e de sua paixão por trens de brinquedo e, mais tarde, aeromodelos. As fotos que acompanham o texto são um dos destaques da obra.

“Meu objetivo sempre foi construir modelos que funcionassem e que eu pudesse controlar”, conta. Esse desejo de compreender como as coisas funcionam seria a motivação básica para perseguir uma carreira em física e cosmologia, segundo ele.

Hawking estava fazendo seu doutorado quando recebeu seu diagnóstico. “A percepção de que eu tinha uma doença incurável que provavelmente me mataria em poucos anos foi um tanto chocante. Como algo assim poderia acontecer comigo?”

“No entanto, enquanto estive no hospital, um menino morreu de leucemia na cama à minha frente, o que não foi algo bom de ver. Era óbvio que havia pessoas em situação pior do que a minha.”

Resultado: Hawking optou pela vida. Casou-se duas vezes, teve três filhos, mergulhou na pesquisa e fez a famosa previsão de que buracos negros emitem radiação.

“Acho que a maioria dos físicos teóricos concordaria que a minha previsão de emissão quântica de buracos negros está correta, embora ela ainda não tenha me valido um Prêmio Nobel, porque é muito difícil verificá-la experimentalmente.”

Sua história traz uma mensagem importante, que Hawking sabe resumir bem. “Tive e tenho uma vida completa e prazerosa. Acredito que pessoas com deficiência devem se concentrar nas coisas que a desvantagem não as impede de fazer, e não lamentar as que são incapazes de realizar. No meu caso, consegui fazer quase tudo o que queria.”

O físico se esquiva dos rumores de que sofria abuso físico de sua segunda mulher, que antes trabalhava como sua enfermeira. “Meu casamento com Elaine foi apaixonado e tempestuoso. Tivemos nossos altos e baixos, mas o fato de Elaine ser enfermeira salvou minha vida em diversas ocasiões.”

No fim, o livro se concentra, de forma resumida e talvez impenetrável para quem nunca leu sobre seu trabalho, nas contribuições que ele deu à física. “Fico feliz se acrescentei algo ao nosso conhecimento do Universo.”

Fonte: Deficiente Ciente

Software criado na UFRN ajuda pessoas que perderam movimentos

Autonomus permite tarefas simples a pessoas que perderam movimentos.Programa de computador foi desenvolvido há cerca de dois anos e meio.

Um exemplo de como a ciência pode transformar vidas. O projeto Autonomus, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, permite que pessoas que perderam os movimentos dos braços e das pernas possam executar tarefas simples, apenas com uso de um programa de computador.

O projeto vem sendo desenvolvido por pesquisadores da UFRN há cerca de dois anos e meio. No experimento, uma espécie de tiara, que possui pequenos dispositivos eletrônicos, é utilizada para captar os impulsos eletromagnéticos vindos do cérebro, sendo estes transferidos para um computador que contém um software, que é responsável pela realização das atividades. Assim, é possível, por exemplo, que uma pessoa que não tem os movimentos dos membros possa mudar o canal da TV usando apenas a visão.

O projeto já tem resultados. Dona Marlene, uma das pacientes que utiliza o programa, sofre há três anos de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa que provoca a perda da força muscular. Com o projeto, pessoas como ela podem realizar essas tarefas simples. “Eu acho que ela nem acreditava, porque até para a equipe do professor foi uma surpresa, poder ligar uma TV só com o piscar de olhos”, diz Marilene Andrade, irmã de Marlene.

De acordo com o professor de fisioterapia Wagner Henrique Souza, qualquer paciente que tenha as funções cognitivas preservadas pode utilizar o programa, o que aumenta ainda mais o grupo de possíveis pacientes que podem ser beneficiadas. “Qualquer paciente que tenha as funções cognitivas preservadas, mas não tenham condições de controlar os seus membros, como tetraplégicos ou ainda pessoas com lesão medular, podem também fazer valer esse projeto”, explica o professor.

O projeto também busca viabilizar o processo de educação. Em parceria com a Secretaria de Educação à Distância da UFRN, o Autonomus permite que pacientes com limitações motoras possam ter acesso à universidade. “O Autonomus permite libertar o paciente dessa limitação física, mas também nos dá outra parte importante, que é permitir que o indivíduo deixe de ser apenas um paciente e possa também ser um aluno. Na UFRN nós desenvolvemos um universo virtual juntamente com a Secretaria de Educação à Distância que permite que esse tipo de paciente possa ter essa interação e o acesso à educação”, disse o pesquisador.

O programa Autonomus é distribuído gratuitamente pelo Laboratório de Inovação Tecnológica da UFRN. O endereço do site para o download do programa é o www.lais.huol.ufrn.br. A tiara com os sensores deve ser comprada. O valor médio do equipamento é de R$ 1.500. A adaptação do sistema é feita com o auxílio de um fisioterapeuta.

Fonte: Ser Lesado

Câmara de Vila Real de Santo António contrata 20 pessoas com deficiência

A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António anunciou a contratação de 20 pessoas portadoras de deficiência ou incapacidade, ao abrigo de um programa governamental de apoio a contratos de emprego e inserção.

O presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, Luís Gomes, disse à agência Lusa que a contratação destas pessoas foi feita no âmbito do Plano Local de Emprego, criado pelo município e pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) para combater o desemprego, através da promoção de políticas ativas de emprego e estímulo ao empreendedorismo.

Questionado sobre a comparticipação da autarquia no programa de apoio à contratação de pessoas com deficiência, Luís Gomes disse não conseguir «detalhar as percentagens», mas adiantou que «há uma parte financiada pelo Estado e outra pela Câmara, sendo a do Estado superior à do município».

A câmara referiu num comunicado que, com a contratação destas pessoas, «a autarquia passa a integrar mais de uma centena e meia de pessoas portadoras de deficiência nos seus mais variados setores (como é o caso da área cultural, desportiva, administrativa ou da manutenção de espaços verdes)».

«Os novos contratos foram desenvolvidos em parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional, através das Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho, nomeadamente a Associação de Beneficência Mão Amiga, a Cruz Vermelha e a Santa Casa da Misericórdia de Vila Real de Santo António», acrescentou o município.

Segundo a Câmara, os «beneficiários dos contratos auferem uma bolsa de ocupação mensal no valor do Indexante de Apoios Sociais mais subsídio de alimentação e seguro de acidentes pessoais, por um período de 12 meses».

Fonte: TVI24

Petição Salvem o Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian

Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar a petição: «Salvem o Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian» no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N71380

Pessoalmente concordo com esta petição e cumpro com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade.

Agradeço que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação através de um email para os vossos contactos.

Obrigado.

Enviado por Isa Barata

The Rolling Dance Chair: Cadeira de rodas para dançar

The Rolling Dance Chair é o projecto de vida de Merry Lynn Morris

Uma professora norte-americana inventou uma cadeira que faz com que crianças com incapacidades motoras e/ou mentais consigam dançar. Para já, existe apenas um modelo no mundo.

Quando Merry Lynn Morris tinha 12 anos, o pai, Bill, sofreu um acidente de viação muito grave, que o deixou em coma, com mazelas cerebrais, na vista, na anca e no joelho. A paralisia parcial que tomou conta do seu corpo confinou-o, na maior parte do tempo, a uma cadeira de rodas.

A única altura em que Bill Morris demonstrava felicidade e evolução na sua condição era no salão de baile, onde fazia um tratamento à base de movimentos de dança, com o objectivo de exercitar o corpo. Merry Lynn cresceu com essa memória, dos tempos difíceis que o pai passou, mas também daquela terapia peculiar, que trouxe alguma alegria ao progenitor.

Agora, passados vários anos, Merry Lynn é professora de dança na Universidade do Sul da Flórida, nos EUA, e, ao aproveitar o conhecimento que tem na área com a experiência de vida que acumulou, criou uma cadeira que, actualmente, ajuda crianças com incapacidades motoras e mentais a dançar.

Designada de The Rolling Dance Chair, difere de qualquer outra cadeira pelo facto de o controlo ser a própria pessoa que se senta nela. Ou seja, se o utilizador se inclinar para a frente, a cadeira avança, e assim sucessivamente com as outras direcções. Além disso, é composta por um acento sintético transparente, rotativo, que permite à pessoa rodar sobre si mesma. A Rolling Dance Chair pode ainda ser controlada remotamente, com a funcionalidade “tilt” de um “smartphone”.

A ideia de Merry Lynn só pôde ser materializada com a ajuda do departamento de engenharia da Universidade do Sul da Flórida, que pegou no conceito da professora e no financiamento proveniente de várias parte do país e tornou-o realidade. O único problema é que, para já, só está disponível um modelo.

Fonte: Crianças a Torto e a Direito  Enviado por José Mariano

Cadeiras de rodas ocupam parque de estacionamento para sensibilizar lisboetas

Mais de 50 cadeiras de rodas ocuparam esta segunda-feira um parque de estacionamento na praça do Saldanha, em pleno centro de Lisboa. O objetivo foi o de sensibilizar a população para a ocupação indevida dos lugares de estacionamento destinados a quem tem mobilidade reduzida.

domingo, 3 de novembro de 2013

Vende-se veiculo usado adaptado

Exmos. Senhores,
Venho por este meio informar que disponho de um Fiat Punto de caixa automática de 2003, com 70.000 Km e em ótimo estado, com revisões feitas na Fiat.

Dispõe de adaptação, com acelerador e travão manual à esquerda e com punho ao volante. Sou portador de deficiência motora (Tetra Paresia) devido a um acidente que tive em 1982, e procuro um comprador para este veículo devido ao facto de a minha condição física, sobretudo ao nível dos membros superiores, se estar a agravar. Essa condição faz com que a partir de agora e a conselho médico, me deva deslocar em cadeira elétrica para a qual este carro não dispõe de espaço suficiente, sendo este o motivo principal para que agora o esteja a por à venda.

Acreditando que haverá pessoas numa situação similar à minha e que não têm acesso a um veículo adaptado(pelo elevado preço de aquisição de um novo), tomei pois a liberdade de vos contactar para tentar vender o meu automóvel, que está em excelentes condições, a quem dele verdadeiramente necessite.

Considerando ainda, os custos associados à adaptação de um veículo, penso que esta poderá ser uma boa oportunidade para quem procure adquirir um carro em muito bom estado e a um preço bastante acessível.

A quantia que proponho é de 2.500€, pelo que vos peço a maior e melhor divulgação possível, caso entendam fazer com que este correio electrónico possa tornar o sonho de alguém realidade.

Obrigado pela atenção dispensada.

João Nascimento
Contacto telefónico: 96 118 07 58
Joao.nasc@netvisao.pt

Enviado por Isa Barata

sábado, 2 de novembro de 2013

Pessoas com deficiência: Contribua para uma vida independente

O INR, I.P. convida os utilizadores do seu site, a participarem, através dos seus contributos, num processo aberto de reflexão sobre as questões da Vida Independente vidaindependente@inr.msess.pt 
tendo em vista adoptarem-se medidas de política que favoreçam a autonomia das pessoas com deficiência.

Mais informações AQUI

Fonte: INR

5º Encontro Nacional de técnicos e pessoas com deficiência que enquadram a sua actividade nas práticas artísticas

Exmo. Sr. ou Sr.ª:

A Associação Nacional de Arte e Criatividade de e para Pessoas com Deficiência, ANACED, Instituição Particular de Solidariedade Social que promove anualmente iniciativas de inclusão que dão visibilidade às reais potencialidades das pessoas com deficiência e que visam contribuir para o alcance de uma sociedade na qual todos se sintam respeitados e reconhecidos nas suas diferenças, organiza no próximo dia 14 de Novembro, no Auditório da Companhia Farmacêutica GlaxoSmithKline, sito na Rua Dr. António Loureiro Borges, n.º 3, Arquiparque – Miraflores, o EN’Arte – 5º Encontro Nacional de técnicos e pessoas com deficiência que enquadram a sua actividade nas práticas artísticas, este ano sobre o tema O papel do Teatro no contexto da Inclusão: novas oportunidades fora de portas.

Muitos acreditam que o teatro para uma pessoa com deficiência só tem utilidade e função como terapia ocupacional ou reabilitação.
No entanto, a produção artística de uma pessoa com deficiência pode ser tão boa quanto a de qualquer outra pessoa. Logo, encarar a produção ou intenção artística de uma pessoa com deficiência como fazendo parte somente de um processo de reabilitação ou de inclusão social, são atitudes que podem ceifar o potencial artístico da mesma.

É, pois, pertinente criar um espaço de debate reflexivo, entre actores com e sem deficiência, encenadores, produtores, técnicos, professores, estudantes e demais interessados, que partindo do tema e das questões, Que tipos de respostas existem para as pessoas com deficiência/doença mental que querem praticar esta expressão artística? Será que sem uma formação académica os actores com deficiência/doença mental podem aspirar à profissionalização e inserção no mercado de trabalho? Qual a abertura dos espaços culturais para integrarem nas suas programações espectáculos realizados por pessoas com deficiência/doença mental? possa conduzir a um conhecimento mais alargado desta realidade de forma a aumentar a intervenção na construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva.

Neste sentido, vimos por este meio convidá-lo (a) a participar neste Encontro, e a enriquecê-lo com o seu contributo.

Para aceder ao Programa (Paineis e Workshop Prático) e à Ficha de Inscrição, clique aqui: http://anacedarte.wix.com/anaced#!enarte/cb04.

A inscrição é gratuita e deve ser enviada à ANACED até ao dia 12 de Novembro, através do e-mail (anaced@net.sapo.pt), por correio (Rua do Sítio ao Casalinho da Ajuda, 1349-011 Lisboa) ou por fax 21 364 86 39.
Com os melhores cumprimentos,

A Direcção da ANACED
ANACED
Associação Nacional de Arte e Criatividade de e para Pessoas com Deficiência
Rua do Sítio ao Casalinho da Ajuda
1349 -011 Lisboa
Tels. 21 363 68 36 – 21 361 69 10
Fax 21 364 86 39
Visite-nos em http://anacedarte.wix.com/anaced

Enviado por email

1.ª Conferência Mundial sobre Sexualidade e Deficiência

Portugal é o palco da 1.ª Conferência Mundial sobre Sexualidade e Deficiência que se realiza de 6 a 8 de maio de 2014 em Lisboa.
Estão abertas as inscrições para apresentação de artigos, comunicações, workshops e preparação de painéis sobre vários temas que relacionam a sexualidade com a deficiência e que serão abordados nesta conferência organizada pela Inter-Disciplinary.Net.

Os resumos das respetivas participações deverão ser submetidos até 6 de dezembro de 2013 e a apresentação completa deve ser entregue até 14 de março de 2014 para os seguintes emails: Colette Balmain: cb@inter-disciplinary.net; Rob Fisher:sd1@inter-disciplinary.net

Fonte: Plural&Singular