quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Segurança Social detecta falhas nos “bancos” que emprestam Produtos de Apoio

Chamam-se Bancos de Produtos de Apoio. Emprestam, alugam ou vendem cadeiras de rodas,
andarilhos, canadianas, camas com ajustamento manual e muitos outros produtos para pessoas com deficiência ou com uma incapacidade temporária ou não. O Instituto da Segurança Social quis saber com funcionavam, para, eventualmente, criar uma rede nacional de bancos. O retrato acaba de ser publicado: em 152 instituições que prestaram informação, cerca de metade dizem que não têm serviços de higienização dos produtos.

O relatório Bancos de Produtos de Apoio, Levantamento Nacional, 2014, refere o seguinte: “70 referem não realizar a higienização dos produtos em Banco, 84 não possuem serviços de manutenção e 104, serviços de reparação. Esta realidade, que surge como preocupante na qualidade dos serviços prestados e dos materiais disponibilizados, deve ser tida em conta na eventual elaboração de normativos relativos a Bancos de Produtos de Apoio.”

Os bancos são, na sua maioria, geridos por parceiros das autarquias locais e entidades sem fins lucrativos, como associações, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e delegações da Cruz Vermelha Portuguesa, prossegue o relatório. A maioria (95) fornecem os produtos gratuitamente — além dos já referidos, há os colchões e coberturas de colchões para prevenir úlceras de pressão, as almofadas, as cadeiras de banho e urinóis, só para dar mais alguns exemplos de objectos que podem melhorar a qualidade de vida de pessoas com certas incapacidades. Mas que custam caro.

Há também 64 bancos que alugam os produtos. E 18 que tanto disponibilizam os produtos de apoio gratuitamente como os alugam (por vezes, em função da situação socioeconómica dos beneficiários ou do tipo de produto que está em causa).

Cinco só emprestam e três vendem. “Uma das entidades com Banco de Produtos de Apoio refere que a atribuição/comparticipação permanente dos produtos de apoio é realizada apenas quando não é possível a sua obtenção através dos serviços de saúde ou segurança social pertencentes à administração central”, lê-se no documento.

Nos casos das instituições que alugam, os preços praticados variam muito: uma cama, por exemplo, pode custar 5 euros por mês ou 35 (valor máximo mencionado). Um andarilho pode ir dos 2,5 euros aos 10. Uma cadeira de rodas dos 2,5 aos 35. Os regulamentos das instituições definem por vezes os preços mínimos e máximos em função do rendimento dos utentes e seus agregados.

Queixas de falta de apoio
Existe em Portugal o Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio (SAPA) que gere o financiamento das comparticipações deste produtos quando eles são prescritos por unidades de saúde e centros especializados. Este ano, o orçamento incial do SAPA era de 11,3 milhões de euros, distribuídos pelos ministérios da Saúde, Educação e Emprego e Segurança Social. As pessoas com deficiência ou incapacidade têm de apresentar candidaturas a estes apoios e relatórios médicos e aguardar por luz verde para uma comparticipação (que pode ir até 100%).

José Reis, presidente da Comissão Nacional das Organização de Deficientes, garante que nem toda a gente que precisa consegue a comparticipação que lhes permite adquirir (ou substituir) os equipamentos de que precisam. E que a sua organização já tem recebido queixas.

Os Bancos de Produtos de Apoio funcionam como uma resposta alternativa ao sistema de comparticipações — e são caracterizados, em geral, por um “forte envolvimento da comunidade”, como nota o relatório da Segurança Social.

Além dos recursos humanos neles envolvidos, há referências a muitos voluntários, funcionários das autarquias, técnicos de IPSS, familiares dos utentes a trabalhar nestas estruturas. Em alguns casos, as próprias autarquias envolvem-se e apoiam com subsídios. Certo é que uma grande heterogeneidade de práticas e alguma informalidade, até, parece caracterizar este ramo — ao ponto de haver instituições que cedem, emprestam ou alugam produtos de apoio, mas que não se consideram um banco.

Em suma, a Segurança Social entende que muitas instituições têm potencial para integrar uma eventual rede de apoio. Mas acrescenta: “Se se viesse a pensar na constituição dessa rede nacional teria de se equacionar regulamentação específica na área”.

Fonte: Deficiente Fórum

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Azores For All

A Cresaçor lançou uma nova página na internet para que as pessoas com deficiência também saibam o que podem fazer para passar o tempo.

A cooperativa de economia solidária Cresaçor lançou esta semana uma nova página na internet para promover o turismo inclusivo nos Açores, disponibilizando informações sobre atividades lúdicas e desportivas para pessoas com necessidades especiais e turistas em geral.

“Neste site há atividades de animação para qualquer turista, mas também para pessoas com necessidades especiais, desde canoagem, passeios pedestres com ‘joellette’ [cadeira especial]… Há informação sobre acessibilidades, nomeadamente, sobre alojamento, restauração e equipamentos de apoio”, afirmou Manuela Soeiro, responsável pelo turismo na Cresaçor, em declarações à Lusa.

Passeios pedestres, passeios de jipe ou bicicleta, jogos tradicionais portugueses e golfe rústico açoriano são outras das atividades possíveis de serem praticadas por pessoas com necessidades especiais e que constam da página http://azoresforall.com/pt, que tem versão em português e inglês.

Para Manuela Soeiro, esta iniciativa da Cresaçor surgiu para colmatar a “falta de informação fidedigna” na região especificamente direcionada para pessoas com necessidades especiais, um “nicho de mercado que importa apostar e desenvolver”.

“Para mim, o que está a falhar é a parte da promoção e o que temos de fazer nesse momento é promover os Açores. Já existe recursos, uma série de infraestruturas que estão adequadas e que faz com que o cliente possa vir cá”, referiu Manuela Soeiro, acrescentando que os Açores podem captar turistas com necessidades especiais dos EUA, Canadá ou Espanha.

Segundo disse a responsável pelo turismo na Cresaçor, este público-alvo “viaja com os familiares, no inverno e têm grande poder económico, mas são muito exigentes”.

Em 2005, a Cresaçor, com sede na ilha de São Miguel, criou uma empresa de animação turística e tornou-se membro da ENAT — European Network of Accessible Tourism para impulsionar a democratização do turismo nos Açores e promover atividades de recreio e lazer acessíveis a todos.

A Cresaçor, em parceria com a Associação de Juventude da Candelária, possui um posto de ecoturismo na freguesia das Sete Cidades, ilha de S. Miguel, denominado “Loja Eco-Atlântida”, que tem por finalidade o desenvolvimento local, a promoção do ecoturismo e a disponibilização de informação turística sobre os Açores.

Fonte: Turismo Adaptado

Cadeira de rodas criada especialmente para crianças

Se o corpo de uma criança é menor que o de um adulto, por que a cadeira de rodas usada por eles é a mesma? No mundo, hoje, 20 milhões de pessoas precisam de cadeiras de rodas e não têm acesso à elas. Deste número, 5 milhões são crianças. Pensando nisso, foi desenvolvido oWheelchairs for Hope, projeto que deu à luz uma cadeira de rodas especial, perfeita para as crianças com deficiência e dificuldades de mobilidade.
A cadeira é feita com um plástico leve e apresenta design diferenciado, além de custo reduzido (US$ 100). Mas o mais importante é que ela traz medidas perfeitas, que seguem as diretrizes daOrganização Mundial da Saúde, para fornecer suporte a crianças de 5 a 9 anos.

Estima-se que 1 milhão dessas cadeiras de rodas poderão ser produzidas nos próximos 7 anos, proporcionando mais qualidade de vida às crianças deficientes. Confira algumas imagens.

Fonte: hypeness

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Tenho a grua de transferências avariada. E agora?

Minha grua de transferências avariou. Loja fechada para férias até dia 25. Na cama não quero ficar. Tentei aluguer de uma idêntica e contato empresas que publicitam aluguer:  "Prós Avós", avisam-me que só alugam na região Norte. Quis saber as razões, quem me atendeu informa que vai passar o telefone ao patrão, patrão informa que só têm uma grua, mas que até dia 30 está alugada, outra razão para não alugar fora daquela região é devido aos custos serem maiores.
Ligo para a "Sul Care", sou interrompido pela telefonista a pedir para falar mais devagar porque era alemã e não entendia português. Perguntei, desta vez quase a soletrar, informa-me que só alugam material ortopédico na região do Algarve, pergunto porquê, e pede mais uma vez para falar devagar, fi-lo e respondeu que alugar para outros lugares seria muito caro. Disse-lhe que dinheiro não seria problema porque seguro pagaria, volta a pedir para falar devagar, mas a vontade era pouca para alugar a grua. Agradeci e desligo.

Tento A "Loja do avô", informam-me que não alugam material ortopédico, pergunto porque razão o publicitam no seu site, responde que só alugam uma cadeira de rodas.

Ligo para a "Idade", avisam que alugam, mas que vão passar para a Dra que me informa que neste momento não têm nenhuma grua, e mesmo que a tivessem a funda/cesta não seria a adequada para carregar tetraplégicos. Entretanto empresa vendedora do material já me ligou a avisar que vai encomendar uma nova bateria e um carregador ao fornecedor. E enquanto grua não funcionar? Da última vez que avariou (2 vezes em 6 meses) substituíram-me a avariada por uma grua Sunlift 175 E da Sunrise e com uma cesta/funda não tão prática mas muito competente também. Agora encontram-se de férias...lá terei eu de pedir ajuda a dois para realizar transferências através da tábua. Tensão arterial não me tem permitido grandes esforços.

Tudo isto para dizer que os Produtos de Apoio que Estado tanto complica na atribuição, são fundamentais nas nossas vidas. Nossas vidas já são complicadas o suficiente sem eles, imaginem sem. Eu fico desesperado. É a diferença entre ficar acamado, poder circular na cadeira de rodas, e continuar a minha vida. Quem diz grua, diz cadeira de rodas, tábua de transferências, etc

Eduardo Jorge

Chris Medina. Amor incondicional. A deficiência é só um pormenor. Não deixe de ver esta arrepiante história de amor

Arrepiante esta história de amor. Isto sim é amor. 




Em tempos escrevi isto sobre o assunto.

Hotéis Vila Galé em Lisboa e Coimbra e hotel Eva em Faro inacessiveis

Após vinte anos sem cruzar o Atlântico rumo à Europa decidi viajar de férias para Portugal e Espanha,
visitar amigos, relaxar um pouco, sempre tomando todo cuidado de reservar hospedagem em hotéis onde estivessem estampadas garantias de acessibilidade para usuários de cadeiras de rodas. Aliás, maioria da rede hoteleira internacional com divulgação através da internet destaca plena condição de acessibilidade a pessoas com deficiência, sem, contudo, atentar para o fato de que a condição de pessoa com deficiência física apresenta variáveis específicas, e para que essas pessoas utilizem as instalações ditas adaptadas dos seus quartos, apartamentos, ou suítes, alguns aspectos essenciais devem ser considerados.

Nesse sentido, os espaços internos desses aposentos devem ser planos, lineares e com vãos livres para circulação da cadeira de rodas, suficientemente adequados às transferências da cadeira de rodas para a cama e vice-versa. Os banheiros ou “casa de banhos”, da mesma forma, devem garantir acesso a cadeiras de rodas, inclusive, com espaços para manobras de transferências do cadeirante para a bacia sanitária (vaso sanitário), sendo também indispensável à disposição de ducha higiênica instalada ao lado deste, princípio básico de higiene pessoal inexistente nos hotéis do “Velho Continente”.

O mais grave foi a constatação da existência de banheira em todos os banheiros, mesmo naqueles supostamente reservados e anunciados acessíveis às pessoas com deficiência, inclusive para deficientes físicos usuários de cadeiras de rodas. Um imenso contrassenso. Quando se questiona tal absurdo, respondem, prontamente, que seguem o definido padrão no continente. Padrão de quê? Quem definiu, deliberou? Instalação de banheira em aposentos acessíveis à usuários de cadeiras de rodas é simplesmente inconcebível, não há como justificar. Não é possível a existência de padrões, normas ou similares, sem a observância do óbvio, ou que se proponha ouvir os mais interessados, pessoas com deficiência e suas representações político-institucionais.

Onde estão e como se colocam as representações do movimento social organizado do Velho Continente? De que valem os artigos da Convenção da ONU sobre Direitos das PcD nesse contexto?

No hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa, o banheiro dos quartos reservados ao uso de pessoas com deficiência confirma absoluta inadequação a tal fim. A bacia sanitária localizada próximo de uma banheira, não há espaço suficiente para manobra de transferência do cadeirante para o sanitário, barras fixas mal instaladas impedem a liberdade de movimento, inexiste ducha higiênica, o piso é sobremaneira escorregadio, reluzente, luxo dispensável, uma ameaça eminente de queda, tanto do cuidador como do próprio deficiente. Ao buscar informação na recepção do hotel para saber se havia outra opção mais adequada e disponível, seus funcionários da recepção não foram nada solícitos, o mesmo acontecendo ao solicitar ajuda do gerente, que se mostrou indiferente.

Observei a presença de vários cadeirantes hospedados no Vila Galé Ópera, alguns tetraplégicos e com visível acentuado grau de dependência funcional para atividades cotidianas, como banho e demais rotinas doarias de cuidados pessoais. Imaginava as dificuldades enfrentadas por seus cuidadores/acompanhantes para dar conta delas. Destacava-se alto nível do equipamento de mobilidade usado pela maioria, fruto de importantes avanços da inovação tecnológica, porém, vulneráveis ao enfrentamento de embates em ambientes desprovidos do básico para higiene, conforto e bem estar dessas pessoas.

Em Coimbra, mais uma vez em unidade do Vila Galé, embora as instalações fossem as mesmas, houve envolvimento da gerência, que por empatia, sugeriu uso do SPA do hotel, onde havia melhores condições de acessibilidade. Improváveis decisões entre pessoas daquela realidade. Por isso, melhor que os ambientes estejam adequados as necessidades de todos os hóspedes.

O hotel Eva, em Faro, no Algarve, também não oferece condições adequadas de acessibilidade nos banheiros dos quartos, apartamentos e suítes. Como nos demais hotéis anteriormente citados, o piso escorregadio, quando o recomendado são os de textura antiderrapante, a bacia sanitária muito mal posicionada, sem ducha higiênica, percebe-se total desconhecimento acerca da existência de cadeira higiênica e seu papel nesse cenário, além da presença equivocada de banheira, o que tornava os banhos e higiene pessoal após evacuação, desafio para dois acompanhantes, o Marcos, um dos meus irmãos e o Toninho, meu cuidador pessoal. Da mesma forma inacessíveis para cadeirantes o uso da pia, no banheiro, causando transtorno e exigindo improvisos inimagináveis para escovação dos dentes e higiene oral, procedimentos fundamentais da saúde bucal.

Ao fazermos check-in no Eva e chegarmos ao quarto reservado, constatamos total inadequação do ambiente, o que foi amenizado pela gerência, oferecendo ocupação de uma suíte, porém, com as mesmas condições inacessíveis para banho e higiene pessoal. Sem opção, relaxamos e optamos por mais espaço, além de vista frontal para a marina de Faro. Nada que ocultasse a inadequação, apenas mascarando a falta de acessibilidade para hóspedes cadeirantes.

Em Sevilha, na Espanha, as instalações ditas acessíveis para pessoas com deficiência ainda são bem piores. A bacia sanitária fica envolta por duas barras fixas com projeções laterais, o que obriga a pessoa a usar espaço deveras restrito, impossibilitando procedimentos de transferência dela para outros componentes e áreas do banheiro. Sem ducha higiênica, ainda nos recomendaram evitar uso de jato d’água, alegando risco de infiltração nos quartos do andar abaixo. Destacava-se a presença de banheira deveras propensa a acidentes com comprometimento da pele das costas, região sacrococcígea, nádegas, causadores de lesões que evoluem para escaras ou úlceras de decúbito. Na banheira há um tipo de cadeira giratória para uso do cadeirante, sem que se tenha avaliado a distância excessiva e a presença de superfície pontiaguda dos azulejos da sua borda.

Como foi difícil manter bom nível de higiene em ambientes tão hostis, inadequados. Não tenho dúvida que podemos contribuir muito para que empresários da rede hoteleira da Europa ofereçam melhores condições de acessibilidade para pessoas com deficiência em seus hotéis. É importante destacar que todos os hotéis mencionados são de gabarito quatro estrelas imaginem o que se passa nos de menor gabarito!

É fato incontestável que estamos alguns passos a frente nesse aspecto, no Brasil, graças ao delimitado na NBR 9050 ABNT, salvo raras exceções que, quando detectadas, não poupamos críticas construtivas para que se adéquem.

Apesar de todos os desafios enfrentados os ganhos foram muitos, é nosso direito desfrutar benefícios advindos do vivenciar novos ares, como as demais pessoas. Temos mesmo de nos fazer presentes constatando o inadequado, propondo melhorias inclusivas, acessíveis e acolhedoras para pessoas com e sem deficiência. Essa é nossa função político-social, abrir caminhos, derrubar barreiras, desconstruir para construir um mundo melhor para todos, aqui e alhures.

Fonte: Turismo Adaptado

Primeiro treinador do mundo em cadeira de rodas treina o Manchester United

Um jovem de 22 anos, tem atrofia muscular e nunca jogou futebol em competição. Mas é o primeiro homem preso a uma cadeira de rodas a treinar num clube profissional, o Manchester United. Sohail Rehman sempre foi adepto do clube, até que recebeu uma carta, em Abril de 2013, de Alex Ferguson, treinador que na altura estava a terminar a aventura de 27 anos a orientar o United. “Parabéns. Nunca me deixa de surpreender o esforço que as pessoas colocam no jogo”, foi uma das frases que leu. 

Esta quarta-feira, ficou um pouco mais perto de o cumprir um dos seus sonhos - treinar um dos grandes. Os 'red devils' anunciaram a contratação de Sohail Rehman como treinador das camadas jovens do clube. O jovem, hoje com 22 anos, entrou para a história. É o primeiro treinador numa cadeira de rodas a orientar jogadores sem deficiências físicas num clube profissional. “É de loucos. Agora vou poder ir ao centro de treinos e ver os jogadores. É uma sensação estranha”, confessou, ao falar ao Sunday Express.

Fonte: CM

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Abordagem e manuseamento de pessoas que se deslocam em cadeira de rodas

A Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD), pretende levar a cabo várias ações de formação sobre a "Abordagem e manuseamento de pessoas que se deslocam em cadeira de rodas".
Produtos de Apoio, manusear uma cadeira de rodas manual e elétrica, posturas e transferências e posturas e movimentos adequados às transferências serão os temas abordados pela fisioterapeuta e vice-presidente da FPDD, Cristina Marques, nestas ações dirigidas a todos aqueles que por motivos profissionais se deparem com o acompanhamento a pessoas em cadeira de rodas.

As formações poderão realizar-se nas instalações do Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian (CRPCCC), que gentilmente cedem o espaço, ou nas instalações da entidade que requer a formação, em dia, data e hora a determinar.

Os interessados devem enviar um email para info@fpdd.org. com a indicação do nome, entidade, profissão, numero de pessoas a inscrever, contacto telefônico, e-mail, morada e local escolhido para a formação.

Fonte: Plural & Singular

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Lista das praias acessíveis em 2014

Em 2014, Portugal conta com 194 praias galardoadas com a bandeira “Praia Acessível, Praia para
Todos!” Relativamente a 2013, registou-se um acréscimo de galardões atribuídos às praias, passando de 179 para 194. Este aumento justifica-se pelo empenho crescente dos municípios na preparação das suas zonas balneares, promovendo a igualdade de oportunidades no que diz respeito ao usufruto destes espaços por pessoas com deficiência e/ou mobilidade condicionada.

No total das 194 zonas balneares galardoadas, 171 localizam-se no Continente, 14 na Região Autónoma dos Açores e 9 na Região Autónoma da Madeira, apresentando a seguinte distribuição:

- 159 dizem respeito a zonas balneares costeiras;
- 35 correspondem a zonas balneares de interior;
- 118 dispõem de cadeiras anfíbias.

O Galardão “Praia Acessível – Praia para Todos”, resulta de uma parceria entre o Turismo de Portugal, o Instituto Nacional para a Reabilitação e a Agência Portuguesa do Ambiente. O principal objetivo é dotar as zonas balneares de um conjunto de condições que permitam o uso universal, sem pôr em causa a idade, as dificuldades de locomoção ou mobilidade.

As condições que determinam a atribuição do galardão praia acessível, residem na existência de:

- acesso pedonal fácil;
- estacionamento ordenado com lugares para as viaturas ao serviço das pessoas com deficiência;
- acesso à zona de banhos por nível, por rampa ou com recurso a meios mecânicos;
- passadeiras no areal, sanitários e posto de socorros acessíveis;
- existência de nadador-salvador.

Paralelamente a este projeto, o Turismo de Portugal tem vindo a desenvolver um conjunto de iniciativas que visam a promoção do Turismo Acessível e a disseminação de boas práticas que conduzam, cada vez mais, a um Turismo com todos e para todos. O Programa “Praia Acessível, Praia para Todos!” teve início em 2004, mas só foi lançado definitivamente no terreno em 2005, tendo gerado crescente adesão por parte das autarquias, embora se encontre ainda longe de alcançar o objetivo final pretendido: tornar todas as praias, costeiras e interiores, acessíveis e passíveis de serem fruídas por todos.

Consulte aqui a lista de praias acessíveis em 2014.

Fonte: Beachcam

Tabela Nacional de Funcionalidade da saúde

O Gabinete do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde aprova, através do despacho nº 10218/2014, de 8 de agosto, a implementação experimental da Tabela Nacional de Funcionalidade.

A implementação da referida tabela dirige-se ao doente crónico adulto, com idade compreendida entre os 18 e os 64 anos, submetido a plano terapêutico e/ou de reabilitação, nas seguintes situações:
Internamento por doença pulmonar obstrutiva crónica num serviço de pneumologia dos estabelecimentos hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS)
Internamento por insuficiência cardíaca avançada num serviço de cardiologia ou de cirurgia cardiotorácica dos estabelecimentos hospitalares do SNS;
Internamento por psicose funcional, sem causalidade orgânica identificada, num serviço de psiquiatria dos estabelecimentos hospitalares do SNS;
Dependência no domicílio e a receber cuidados prestados por uma unidade de cuidados na comunidade de um agrupamento de centros de saúde;
Internamento numa unidade de convalescença ou de média duração e reabilitação da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

O período de adaptação dos serviços à tabela decorre de outubro a dezembro de 2014 e o período experimental de implementação de janeiro a junho de 2015.

A Tabela Nacional de Funcionalidade foi elaborada pela Direção-Geral da Saúde de acordo com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde da Organização Mundial de Saúde, com o objetivo de adotar políticas de saúde e sociais de acordo com a funcionalidade da pessoa com doença crónica e não apenas de acordo com a sua incapacidade.

Para saber mais consulte:

Despacho n.º 10218/2014 - PDF - 236 Kb

Fonte: INR

Max-E: Kit para movimentação eléctrica de cadeira de rodas

Kit para movimentação eléctrica de cadeira de rodas Max-E Cadeira não incluída. Comandado por uma caixa de controlo para programar as características de marcha e controlo do motor.


O Max-E é comandado através de uma caixa de controlo, que permite programar as características de marcha e controlo do motor, de acordo com as suas necessidades individuais.


Mais informmações: AAT

domingo, 10 de agosto de 2014

A luta pelo direito à Vida Independente vai continuar

Algumas das cidades e localidades que estarão envolvidas na minha próxima ação pelo direito à Vida Independente:

Concavada/Abrantes, Pego, Rossio ao Sul do Tejo, Tramagal, Santa Margarida da Coutada, Arrepiado, Carregueira, Chamusca, Vale de Cavalos, Alpiarça, Almeirim, Benfica do Ribatejo, Casa Cadaval, Salvaterra de Magos, Benavente, Porto Alto, Vila Franca de Xira, Alhandra, Sobralinho, Alverca do Ribatejo, Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria e por último Lisboa.

Se vive em alguma delas e quer juntar-se á ação, deixe comentário com o seu contato ou entre em contato comigo através de tetraplegicos@gmail.com ou https://www.facebook.com/nos.tetraplegicos

Eduardo Jorge


"Nada é Impossível", relato de uma viagem que é um elogio à amizade

"Nada é Impossível" é o título de um documentário que relata a caminhada de centenas quilómetros que dois amigos fizeram até Santiago de Compostela.
A história de uma viagem que é acima de tudo um elogio à amizade. Justin Skeesuck e Patrick Gray são amigos desde os tempos da escola, uma doença degenerativa colocou Justin numa cadeira de rodas.

Veja a reportagem em video, AQUI.