segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Erro médico deixa jovem tetraplégica

Segundo o CM, uma operação ao coração, que seria simples, deixou Maria do Céu, 17 anos, incapacitada. A jovem, de Valbom, Gondomar, respira agora através de um tubo colocado na traqueia e é alimentada por uma sonda.

A cirurgia, realizada no Hospital de S. João, no Porto, no passado dia 21 de fevereiro, destinava-se a fechar um pequeno buraco de dois centímetros que a jovem tinha no coração. Segundo contou o pai, Manuel Brito, o cirurgião deu "uma taxa de sucesso de 99,9%". Só que durante a cirurgia algo não correu bem e Maria do Céu terá ficado sem oxigénio no cérebro, acabando por sofrer um acidente vascular cerebral. Desde então, a jovem, ainda internada, não fala e só consegue respirar coma ajuda de um tubo colocado na traqueia, sendo alimentada por uma sonda. A família admite recorrer aos tribunais.

De um momento para o outro, a vida de Maria do Céu, aluna com excelentes notas que estaria agora no 12.o ano, e que ambicionava ser advogada, ficou interrompida e presa a uma cama de hospital.

Exoesqueleto Rex Bionics

1º exoesqueleto mãos livres Rex Bionics



Mais informação: Rex Bionics

Enviado por José Mariano

Concurso Arte e Criatividade para pessoas com deficiência

Entre os dias 15 e 17 de outubro são aceites as candidaturas para participar no Concurso Arte e Criatividade, promovido pela Câmara Municipal de Almada.

Este concurso está aberto a trabalhos individuais e coletivos de pintura, desenho, escultura, cerâmica, tapeçaria, barro, madeira, colagens, etc., de pessoas com necessidades especiais e/ou portadoras de deficiência, residentes ou não no Concelho de Almada.

Podem concorrer pessoas singulares com necessidades educativas especiais e /ou portadoras de deficiências, individualmente ou em grupo, ou pessoas coletivas cujo objeto social seja o apoio a cidadãos com necessidades educativas especiais e /ou portadoras de deficiências, com residência/sede, ou não, no Concelho de Almada.

Prémios:

Serão premiados os três melhores trabalhos individuais por cada grupo etário e os três melhores trabalhos coletivos, respetivamente, com:

200 euros para cada 1.º classificado
175 euros para cada 2.º classificado
150 euros para cada 3.º classificado

Para aceder ao Regulamento e à Ficha de Inscrição do Concurso, p.f. contacte: Divisão de Ação Sociocultural da Câmara Municipal de Almada

– DASC pelo telefone 212 738 107 ou pelo email acborges@cma.m-almada.pt

Fonte: Plural & Singular

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A minha vida é a minha mensagem

Bento Amaral: "A minha vida é a minha mensagem"

Olhar de Norberto Sousa sobre as acessibilidades em Lisboa

Norberto Sousa aceitou o nosso desafio de responder de forma pertinente a questões relativas às condições de acessibilidade em Lisboa. Perfil de Norberto Sousa (NS) Norberto Sousa é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, inglês-alemão, formador e consultor de acessibilidade web e digital, a instituições como o Museu da Batalha e o Banco de Portugal. […]

A autodeterminação das pessoas com deficiência será mesmo um “remar contra a maré”?

Por mais que se proclame em relação às pessoas com deficiência o seu direito a uma vida
independente, tão inserida na comunidade e tão capaz de assumir decisões quanto possível, muitas das medidas que actualmente estão a ser propostas, entre nós, a nível oficial, nos sectores da educação, do apoio social ou da inserção profissional têm sido caracterizadas por uma orientação totalmente oposta. A notícia que no dia 24 de Setembro, foi publicada no jornal PÚBLICO sobre a criação de “assistentes pessoais para deficientes” é um exemplo claríssimo desta atitude que podemos considerar como limtadora da liberdade e dignidade desta população.

O movimento designado por auto-determinação (o self advocacy movementiniciado nos anos 60 nos E.U. em estreita ligação com a luta pela defesa dos direitos humanos) é hoje uma orientação difundida na generalidade dos países em que se valoriza a inclusão das pessoas com deficiência. O seu principal objectivo consiste em promover medidas que permitam que estas pessoas tenham o poder de falar por si próprias, de tomar decisões sobre a sua vida e de solicitar os serviços de apoio que considerem necessários para poder funcionar da forma mais realizada possível no âmbito familiar, social, profissional e cultural.

Ao longo dos anos em que estive diretamente envolvida na educação especial, acompanhei o rápido progresso verificado em inúmeros países (e também entre nós) na aplicação desta perspectiva nos programas educativos e naqueles que visavam, de forma particular, a inserção dos jovens na vida activa.

Ao discordar do projecto que agora foi apresentado e ao concordar com os argumentos que o contestam por parte do Movimento (d)Eficientes Indignados, não pretendo afimar que as pessoas com limitações graves de diversas ordem não precisem, em diferentes situações, da intervenção de pessoas que os ajudem o que, muitas vezes, implicará a disponibilidade de meios financeiros para o conseguir. E, nesse caso, algumas dessas pessoas (certamentre não todas) poderão, eventualmente, precisar de alguma preparação para tal. Mas, para a garantir haverá certamente muitas outras soluções, diferentes da que foi proposta, mais simples de organizar e, sobretudo, tal como acontece com a generalidade das situações em que não existem condições de deficiência, definidas caso a caso, e com a direta participação por parte de quem requere essa ajuda ou de suas famílias.

Criar uma nova profissão, definir a respectiva formação, carreira, vencimento e forma de avaliação e, com tudo isto, evitar que seja a pessoa que precisa de ajuda a ter meios financeiros para contratar quem a possa ajudar, parece ser um caminho totalmente contrário daquele que visa a autonomia e a autodeterminação que são pressupostos fundamentais da valorização e dignificação das pessoas em causa.

Professora aposentada, ligada à Rede Inclusão Ana Maria Bernard da Costa

Fonte: Público

O Universo de Stephen Hawking

Stephen William Hawking, CH, CBE, FRS, FRSA (Oxford, 8 de janeiro de 1942[1]) é um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge (posto que foi ocupado por Isaac Newton)[2]. Depois de atingir a idade limite para o cargo, tornou-se professor lucasiano emérito daquela universidade.[3]

Hawking tem uma distrofia neuromuscular, semelhante à esclerose amiotrófica lateral, cuja condição se agravou ao longo dos anos, e o deixou quase que completamente paralisado.

Acessibilidades: Viver em Lisboa é uma aventura!


Testemunho de vida Texto escrito por Carla Oliveira & Editado por Lisboa (In)Acessível O meu nome é Carla Oliveira e tenho 38 anos. Estou a terminar uma Licenciatura em Contabilidade e Administração e ao mesmo tempo estou a trabalhar num call center em part-time para conseguir suportar as despesas. Ando de cadeira de rodas eléctrica […]

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Livro: É Possível Acreditar

“É Possível”, um convite a acreditar

A doença que tem acompanhado o Rui Bernardino, a ataxia de Friedreich, limitou-lhe os movimentos e prendeu-o a uma cadeira de rodas, quando este tinha apenas vinte anos de idade. Porém, nunca conseguiu limitar-lhe a capacidade de sonhar. Hoje, com 36 anos de idade, o Rui continua a acreditar que “é possível”. O livro de que hoje se fala é a prova disso mesmo. Como revela a editora, "É possível" é um livro de 108 páginas, que relata episódios verídicos, mais ou menos caricatos, de um percurso de vida, desde o nascimento até aos dias de hoje. O livro partilha a alegria e a tristeza.

A personagem principal é Rui Bernardino. Dotado de uma personalidade fortíssima, embora por vezes ingénuo, Rui revela a forma muito própria como vem lidando com uma vida condicionada pela cadeira de rodas. O livro destaca os pilares principais deste percurso: o tio Tó, também portador de ataxia de Frierdeich e a principal referência do Rui, Miguel Abrantes, o melhor e fiel amigo até aos dias de hoje, e a esposa Michelly Abreu. "Como os últimos são os primeiros", ela é sem dúvida a sua maior força.

Este livro é inspirador. Ele mostra que ser feliz só depende da nossa atitude, além de motivar todos os leitores a encontrarem o que de melhor têm para dar aos outros.
Todo o caminho do Rui é cheio de "coisas" diferentes. Hoje com um grau de incapacidade de 95%, sente as suas forças renovadas pela filha e pelos "ares" da cidade. O melhor ainda está, certamente, por vir!”.

A sessão de lançamento do livro de Rui Bernardino e de Cláudia Cambraia será no dia 18 de Outubro, sábado, às 17h30, no ISCAC – Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra.

Contamos com a vossa presença.
CONTACTO
Rui Bernardino
Telefones: +351 966 449 878 / 239 095 214

E-mail: ruibernardino1@gmail.com

Enviado por email

Arte inclusiva: Actividades Artísticas, Culturais e de Formação

Para este mês de OUTUBRO propomos-lhe diversas sugestões artísticas, culturais e de formação, esperando contribuir para momentos de enriquecimento, partilha e lazer. Não deixe de ir a espectáculos, de visitar exposições, de participar, e sobretudo de conhecer o que lhe propomos

ESPECTÁCULOS

Cyrano de Bergerac de Edmond Rostand
Primeiros Sintomas

Rios do Sono
Circolando
Ciclo O Rivoli Já Dança

EXPOSIÇÕES

(IN)Diferenças
Cercioeiras

As Minhas Cores
Exposição Individual de Pintura de João Paulo Silva
Espaço t

Lind’ Mundo, Aka Om

Exposição Inclusiva "Liberdades"
Cercidiana

ACTIVIDADES CULTURAIS

VIII Festival de Expressões "Liberdades"
Cercidiana

Festival O Gesto Orelhudo
d’Orfeu Associação Cultural e Câmara Municipal de Águeda

FORMAÇÃO

Oficina de Formação Teatral
Da ideia ao objecto – A Identidade
ANACED

Workshop de Teatro Gestual
Background

Curso Comunicação Acessível
Acesso Cultura

Ateliês e Workshops de Artes Plásticas

CONCURSOS

Concurso Arte e Criatividade
Câmara Municipal de Almada

1º Concurso de Pintura ao Arte Livre
Pelouro da Cultura da Junta de Freguesia da Misericórdia

IX Concurso Mãos com Arte
Cercimarco

12ª edição do Concurso “Escola Alerta!”
Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P.

LIVRO

O Sabor está na Diferença
Cercioeiras

ESTE MÊS NÃO DEIXE DE...requisitar uma das Exposições Itinerantes da ANACED

Para consultar o Programa, p.f. clique aqui:

http://anacedarte.wix.com/anaced#!programa-de-difuso/c1bxf

Os conteúdos e produto divulgado são da exclusiva responsabilidade da ANACED.

ANACED
Associação Nacional de Arte e Criatividade de e para Pessoas com Deficiência
Rua do Sítio ao Casalinho da Ajuda
1349 -011 Lisboa
Tels. 21 363 68 36 – 21 361 69 10
Fax 21 364 86 39
anaced@net.sapo.pt
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Ensina karaté a pessoas com deficiência

No Monte da Caparica, na margem Sul do Tejo em Lisboa, há um mestre de karaté que dá aulas a alunos com deficiência. Chama-se José Chagas, mestre naquela modalidade há mais de 25 anos. "Ele é um herói. Gosto mesmo muito dele. É uma pessoa muito simpática. Adoro aprender karaté com ele." A afirmação é feita por Mafalda ao Correio da Manhã. A dificuldade de locomoção contrasta com o sorriso da aluna, uma dos 15 jovens, entre os 16 e 30 anos, que tem aulas com José Chagas no Externato Zazzo.

Entre os vários problemas de saúde, são realidades neste estabelecimento de ensino alunos com autismo, paralisia cerebral, trissomia 21 e deficiência motora. As paredes são nuas e frias. Os rostos de alegria contrastam com a escuridão dos 50 metros quadrados onde os miúdos treinam. A iluminação é improvisada por seis pequenas janelas junto ao teto.

Inserção social

José Chagas é o principal protagonista. Para ele, é apenas mais um dia que chega. Pai de duas filhas, reside no concelho de Almada. Aceitou dar aulas de karaté a pessoas com deficiência há já dois anos.
Mestre da modalidade há mais de 25 anos, é um dos principais membros da KPS (Karate-do Portugal Shotokan), uma das organizações da modalidade em Portugal. Chagas diz que as aulas são "mais do que um treino". "Aqui, ensino a modalidade de karaté de igual forma à que ensino às pessoas ditas 'normais'", afirma. A arte é transmitida aos alunos com uma perspetiva de inserção social e de modo a melhorar as capacidades psicológicas.

Foi a KPS que proporcionou um dos melhores momentos na vida aos jovens alunos do Externato Zazzo: a presença no Europeu de karaté realizado no MEO Arena, em fevereiro. "Foi incrível. Tantas pessoas a olharem para nós. Não conseguíamos ver as bancadas de tantos flashs que existiam e de tanta alegria que sentíamos. O nosso mestre acabou por chorar também. Foi o melhor momento da minha vida", confessou Mafalda.

Casos de sucesso

Durante a aula a que o CM assistiu, José Chagas foi um homem inconformado, sempre disposto a melhorar qualquer detalhe na aprendizagem dos jovens atletas. "Dar aulas a pessoas com mobilidade reduzida tem sido um desafio na carreira e vida pessoal", sublinha. "Temos uma aluna que é a Sara e que no início das sessões não conseguia esticar o braço mais de 30 centímetros. Agora, consegue fazer movimentos a 100 por cento", revela Chagas. "A Helena também era outra rapariga que, quando entrou, tinha bastantes dificuldades de entender o que eu lhe dizia. Agora, já nos entendemos perfeitamente", refere o mestre.

Fonte: CM

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Ai a bexiga...avancemos para a suprabúbica

Começou assim...

Resultado da uretrografia

Perante este resultado acima, está decidido, vou realizar a suprabúbica para descansar a uretra.

Como isto está cada vez pior e acabei de passar por outra crise, amanhã vou realizar a ecografia reno-vesical e 4ª feira próxima vou a consulta ao urologista Drº Rogério Gouveia, para iniciarmos o processo.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

1ª parte: 180 km em cadeira de rodas pelo direito a uma Vida Independente


Como vos conseguir passar tudo o que vivi nestes 3 dias de viagem? Foram tantas as emoções, acontecimentos, momentos bons e menos bons...adoraria contar-vos tudo, tipo estarmos juntos, em cavaqueira, como acontece com as crianças que saem pela primeira vez da proteção dos pais e chegam com muitas novidades para contar. Mas não pode ser e também não sei se teriam pachorra para me ouvirem. Por esse facto, vou tentar resumir a viagem em 3 partes, cada uma delas corresponderá a um dia de jornada.

Mas primeiro que tudo tenho de agradecer do fundo do meu coração á Cristina Fernandes minha cuidadora desde o primeiro minuto, ao Sr João motorista da carrinha de apoio e ao Sr Manuel Feijão, que me emprestou a carrinha.

DIA 23, PRIMEIRO DIA

Felizmente ao levantarem-me não surgiu a habitual queda de tensão daquelas que nos tiram até a força para respirar. Mas ao chegar á rua e começar a falar para a imprensa presente, estava a ver que não conseguia falar mais que um minuto seguido, mas consegui, e 1ª etapa estava resolvida. Sentir o apoio e carinho das pessoas que estavam a apoiar-me na saída da minha casa em Concavada, e o abraço do Mário Murcho (também em cadeira de rodas) foi um grande estímulo. Na localidade seguinte, Pego, existiam poucos apoiantes á beira da estrada, em compensação no Rossio ao Sul do Tejo foi a surpresa total, tinha um grupo a aguardar-me e a polícia apareceu pela primeira vez. Sentir aquele calor humano e verificar que afinal teria a proteção da polícia foi muito importante. A dúvida sobre se teria proteção ou não por parte das autoridades e se me obrigariam a circular pela esquerda da via pública, como informava parecer das Estradas de Portugal, estavam a preocupar-me.


No Rossio, o João Nisa inicia corrida ao meu lado. Soube mesmo bem ter alguém para conversar e para minha surpresa acompanhou-me durante vários quilómetros. Em Tramagal primeiro banho de emoções. Espantoso. Era gente por todo o lado. Estavam desde o inicio até ao final da localidade. Foi a minha primeira paragem para ser recebido pelas entidades locais, neste caso Sr presidente da Junta de Freguesia e Dra Celeste Simão, vereadora da ação social e educação, da CM de Abrantes, entreguei-lhes um documento onde resumidamente explicava o porquê da minha passagem pela sua localidade e realizei uma pequena palestra sobre o assunto aos presentes. Em troca fui presenteado com um galhardete representativo da localidade por parte do executivo local e um terço oferecido pela Elsa.
Se já me sentia confiante para enfrentar a grande jornada, mais ainda fiquei. Foi como se uma barreira psicológica fosse ultrapassada de vez. E lá continuei a viagem com o João Nisa em marcha ao meu lado e a acompanhar-me de carro a Guida Correia Pires, Jorge Pereira, Jorge Damas, Vitor Ferreira e José Lopes Peres que me acompanhou desde a Concavada, e grande apoio prestou nas minhas transferências na troca das cadeira de rodas, subi-las e desce-las dos veículos até a Almeirim, onde terminei a viagem do 1º dia..
Mas nem tudo foram rosas, além do frio que sentia, ao chegar a Santa Margarida, aconteceu o primeiro imprevisto. O motor da cadeira de rodas aqueceu em demasia e não foi possível continuar. Foi necessário transferirem-me para outra cadeira de rodas que só circula a 4 km/h. A cadeira mais potente foi transportada pela carrinha de apoio até ao Centro de Apoio Social da Carregueira onde ficou a recarregar as baterias e arrefecer os motores. Foi esse o sistema utilizado durante o resto do trajeto. Ia alternando a utilização das cadeiras. Última mudança aconteceu em Alpiarça e foi a CM que a foi buscar á estrada e fez o favor de carregar as baterias.

A primeira refeição aconteceu perto do miradouro de Almourol. A sandes saboreada à beira da estrada, com o Tejo como cenário de fundo soube muito bem. Ainda por cima apareceu a Carolina Marques com uns miminhos trazidos diretamente da sua Duplo Deleite. Nesta altura o frio, dor no braço direito, pescoço e nos ouvidos era cada vez maior.
 Próximas emoções fortes aconteceram na Carregueira. E que emoções…foi comovente a maneira como fui recebido pelos utentes do Centro de Apoio Social da Carregueira. Estava previsto não realizar paragens durante a viagem, a não ser as programadas, mas teve de acontecer, era o mínimo que poderia fazer para agradecer. Até direito a cartazes com incentivo eu tive, e no final da localidade lá estavam mais uma vez à beira da estrada a desejar-me boa sorte. Escusado será dizer que as lágrimas não me deixaram durante largos minutos.
Em Alpiarça tínhamos o executivo da CM à nossa espera com a cadeira de rodas já carregada e algumas lembranças (garrafa de vinho tinto Quinta dos Patudos já foi aberta).
Durante o percurso os agentes das autoridades iam-se substituindo, mas a partir da Chamusca deixaram de me acompanhar. Só os voltei a ver em funções, a partir do Porto Alto/Samora Correia. Muita falta me fizeram entre Alpiarça e Almeirim. Percorri os 8km de distância já durante a noite, numa cadeira sem luz, com muito frio e trânsito muito complicado. Houve até momentos de solidão. Cheguei a Almeirim completamente de rastos. Foram momentos muito difíceis. Felizmente a recepção foi muito calorosa e a CM de Almeirim pela voz do Sr vereador Joaquim Sampaio, tinha à nossa espera o átrio de entrada do Salão Nobre da CM para pernoitarmos. No dia seguinte recebemos a visita do Srº presidente que nos foi desejar boa sorte. Soube mesmo bem não ficar na rua ao frio, assim como soube muito bem a sopinha quente e pizzas trazidas pelo casal Fátima Henriques Figueiredo/Davide Susca e PizzaMassas. Assim como os bolinhos trazidos por duas ex colegas da faculdade que aproveitaram para me aquecer com a sua capa académica e uma massagem realizada pela enfermeira Pascal.

Para melhor podermos aceder á internet o casal Dr Hélder e Dra Ana Poupino, trouxeram duas pens de internet móvel novinhas em folha com internet ilimitada. Os primos Gracinda e marido, e neta Cláudia Constantino, foram também incansáveis no apoio. Que bem soube no dia seguinte tê-los ao acordar...a luz do local que estávamos impossibilitados de desligar e teve de ficar ligada a noite toda, barulho assustador do sistema de ar condicionado e a preocupação de estarmos despachadinhos antes de funcionários da autarquia começarem a chegar ao local para iniciar dia de trabalho, condicionou-nos, mas permitiu-nos dormir umas 4 horas. Cristina Fernandes dormiu no chão, e costas acusaram esse facto. De manhã estava cheia de dores.
Foi muito agradável ter recebido a visita no meio do trajeto do professor António Carraço e esposa,  Dra Lurdes Botas, já mencionada Carolina Marques, Fátima e marido de entre outros amigos, assim como o apoio do Armindo Silveira na véspera da partida.
Antes de iniciar a viagem tentei preparar o organismo para a viagem. Tomei antibiótico para a bexiga, trabalhei de maneira diferente o treino intestinal, etc., mas tudo poderia acontecer. Sentir a primeira etapa realizada, o 1º objetivo cumprido, mesmo de rastos, foi uma sensação fantástica. Umas barrinhas de Herbalife oferecidas pela Isa Barata, e uns pedacinhos de chocolate também fizeram milagres quando a força começava a desaparecer.

Continua...

Eduardo Jorge