terça-feira, 31 de maio de 2016

PCP quer plano de acesso aos edifícios públicos avaliado

O prazo de dez anos para que os edifícios públicos construídos antes de Agosto de 1997 fossem adaptados para permitir o pleno acesso de deficientes e pessoas com mobilidade reduzida esgota-se dentro de dez meses e o PCP quer saber o que está ainda por fazer.


Porque parece ser muito, a avaliar pelas queixas que os comunistas receberam durante uma audição pública promovida no Parlamento e também atendendo ao facto de, aparentemente, não ter sido feita qualquer avaliação à segunda fase do Plano Nacional de Promoção da Acessibilidade (PNPA) que decorreu entre 2011 e 2015. Aliás, a primeira fase (2007-2010) teve uma baixa taxa de execução, pois apenas 11 das 68 medidas definidas foram cumpridas. Um exemplo veio até da própria Assembleia da República, onde foi preciso ser eleito pela primeira vez um deputado em cadeira de rodas para serem instaladas rampas e elevadores próprios.

A deputada do PCP Diana Ferreira disse ao PÚBLICO que o partido vai entregar um projecto de resolução em que o Parlamento recomenda ao Governo que o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana elabore, no prazo de pelo menos seis meses, um relatório da situação das acessibilidades a nível nacional, e que o Instituto Nacional de Reabilitação, no mesmo prazo, faça a avaliação das metas atingidas na execução do PNPA. Os comunistas querem ainda que sejam tomadas as medidas para que se cumpram as adaptações que faltam nos edifícios públicos.

“Há naturalmente edifícios que são absolutamente prioritários na intervenção a ser feita para que se garanta o acesso pleno ao exercício de direitos fundamentais, como é o caso dos hospitais, centros de saúde, lares ou escolas e jardins infantis, repartições de Finanças, Segurança Social e autarquias. Também há intervenções urgentes a fazer na via pública, como os constantes obstáculos nos passeios”, defende a deputada comunista. Mas realça que a questão não se fica pelos edifícios, sendo preciso igualmente tratar de problemas tão óbvios como permitir que um surdo faça uma chamada telefónica para o 112 ou que os museus tenham informação em braille, exemplifica Diana Ferreira.

Fonte: Público

domingo, 29 de maio de 2016

Deficientes sem rampa para a Segurança Social

O Serviço de Incapacidades da Segurança Social, na avenida Estados Unidos da América, em Lisboa, não tem rampa que facilite o acesso a pessoas com mobilidade reduzida.


Ou seja, um cidadão de cadeira de rodas que se dirija a este serviço tem a acessibilidade dificultada. A primeira barreira é no passeio, a segunda na entrada do serviço. São alguns os degraus que dificultam a acessibilidade ao serviço público. 

Questionado pelo CM, gabinete de comunicação do Instituto de Segurança Social (ISS) explica que existe um desnível de 1,5 a 2,5 centímetros entre a calçada e a entrada do edifício, frisando que o ISS "está a diligenciar no sentido de remover as restrições à acessibilidade". Para tal, o instituto público vai solicitar à Junta de Freguesia de Alvalade o desnivelamento da calçada. 

O ISS explica que tem vindo a implementar "ações de melhoria nos serviços de atendimento, de forma a reduzir o impacto das barreiras arquitetónicas", além de "promover um atendimento especializado" para os cidadãos com necessidades especiais, dando como exemplo a rede de balcões da inclusão, inaugurada a 21 de abril, nos distritos de Faro, Lisboa, Porto, Setúbal, Vila Real e Viseu.

Fonte: CM

Évora acolhe Semana do Desporto Adaptado da APCE

A 5ª Semana do Desporto Adaptado decorre entre os dias de 30 de Maio e 3 de Junho de 2016 em Évora. Esta semana visa dinamizar a prática do desporto adaptado para crianças e jovens com deficiência, nomeadamente Boccia, Natação Adaptada, Equitação, Remo-Indoor adaptado. É organizada pela Associação de Paralisia Cerebral de Évora (APCE), em parceria com a Câmara Municipal de Évora e outras entidades nacionais e locais. Prevê-se a participação de 100 jovens da APCE, instituições nacionais e de Espanha, bem como dos seniores eborenses.

Tem como objectivos divulgar as modalidades desportivas junto da comunidade; o intercâmbio entre instituições e estabelecimentos de ensino do concelho promovendo o convívio entre os jovens e seniores e a imagem da pessoa com deficiência; desenvolver competências pessoais e sociais, tais como: autoestima, cumprimento de regras e espirito de equipa; desenvolver o gosto pela prática desportiva; e promover a inclusão e a prática da pessoa com deficiência em atividades desportivas, independentemente da sua capacidade e idade.

Das diversas atividades a realizar, destaca-se no dia 30 de Maio o 4º Mini-Torneio de Futebol (das 10 às 12 horas) no EveryBody Evora e a Demonstração de Remo Indoor (entre as 10 e as 12 horas e das 14 às 16 horas) na Praça de Giraldo.

Para dia 31 de Maio está agendado nas Piscinas Municipais o 6º Festival Aquático (entre as 10 e as 13 horas) e o 6º Encontro de Remo Indoor (das 14:30 às 16:30 horas).

O Festival de Equitação Adaptado tem lugar no dia 1 de Junho, entre as 10 e as 13 horas), no Potril do Barrocal e o 5 º Torneio de Boccia decorre a 2 de Junho, entre as 10 e as 12:30 horas e das 14 às 16:30 horas, no Pavilhão do Juventude.

Uma conferência sobre Desporto Adaptado está marcada para 3 de Junho, entre as 10 e as 12:30 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Fonte: CM Évora

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Inquérito internacional "A minha vida depois do desastre de viação"

Exmos./as Srs./as,

A Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), enquanto membro da FEVR, vem divulgar o inquérito “A minha vida depois do desastre de viação” (disponível em http://www.questionpro.com/a/TakeSurvey?id=4385380).

Trata-se de um inquérito de diagnóstico de âmbito internacional, organizado pela Federação Europeia de Vítimas da Estrada (FEVR) e pelo Instituto Belga de Segurança Rodoviária (BRSI),
O objectivo deste inquérito é explorar em detalhe as diversas consequências dos desastres rodoviários e identificar potenciais factores que possam ajudar a aumentar a qualidade de vida dos sobreviventes. Os resultados obtidos com este questionário deverão ajudar a formular recomendações e assim contribuir para mudanças positivas nas políticas públicas.

Poderá obter mais informações na página oficial do estudo aqui: http://www.brsi.be/en/road-safety/international-survey-my-life-after-the-crash (questionário também disponível noutras línguas neste link).

Este inquérito é direcionado a todos aqueles que tenham sofrido um desastre de viação e que, em consequência do mesmo, tiveram de recorrer a tratamento médico hospitalar. A resposta a este inquérito demora aproximadamente 20 minutos e todas as informações serão completamente anónimas, com nenhum outro propósito além desta pesquisa.

Agradecemos desde já toda a divulgação que possam fazer deste estudo.

Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M)
Av. 5 Outubro, 142, R/C Esq.
1050-061 Lisboa

Enviado por e-mail

sábado, 21 de maio de 2016

Vida Independente em Portugal

Em Portugal, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CRPD) não está a ser cumprida. As pessoas com deficiência são impedidos de viver de forma independente, em vários aspectos.

A Convenção assinala que as pessoas com deficiência devem ter o mesmo direito de viver na comunidade e a liberdade de fazer suas próprias escolhas, mas em Portugal, quando eles não têm seus pais ou cuidadores informais (principalmente parentes da família) para dar-lhes assistência, pessoas com deficiência não têm escolha, exceto a institucionalização em lares de idosos.

O artigo 19 da CDPD declara que os Estados que subscreveram a Convenção devem assegurar que: 
a) As pessoas com deficiência têm a oportunidade de escolher o seu local de residência e onde e com quem morar, em igualdade de condições com os outros e não serem obrigados a viver em um determinado lugar escolhido pelos outros; e 

b) As pessoas com deficiência têm acesso a uma gama de serviços domiciliários, residenciais e outros serviços de apoio à comunidade, incluindo a assistência pessoal necessária para apoiar a vida e inclusão na comunidade, e para prevenir o isolamento ou segregação da comunidade. "

No entanto, em Portugal, não há nenhuma oportunidade de escolha, não há assistência pessoal para pessoas com deficiência e serviços de apoio são insuficientes, instável e inadequada. Existem alguns serviços de apoio em casa, que não são o suficiente e não têm livre arbítrio da pessoa em consideração. As pessoas muitas vezes experimentam indignidade e invasão de privacidade, uma vez que eles não podem escolher quem auxilia-los e cada dia uma pessoa diferente aparece com pressa para começar o trabalho e sair. E depois, há a institucionalização, que é financiado pelo Estado e (mesmo assim) pelos pequenos benefícios atribuídos aos próprios deficientes.

Em um documentário , Eduardo Jorge, que tem sido um forte activista pela Vida Independente em Portugal, foi forçado a deixar sua casa e ir para uma instituição, porque ele não tem os recursos financeiros para contratar um assistente pessoal. A instituição recebe uma quantidade fixa do Estado para ter o Eduardo Jorge lá e leva 75% da renda de Eduardo (um montante negociado por Eduardo, como a carga de base anterior era de 90% da renda total).

As instituições podem receber até 970 € por mês a partir do Estado para subsidiar uma pessoa com deficiência (e ainda receber 90% de sua renda), mas as pessoas com deficiência só pode receber 88 € por mês do Estado para ter uma pessoa ajudando-os na sua própria casa .

O movimento de Vida Independente em Portugal ganhou força em 2013, quando Eduardo Jorge começou uma greve de fome à porta do Parlamento Português. Não durou muito tempo desde que o Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social se comprometeram a promulgar uma lei de Vida Independente, que incluiu assistência pessoal. No entanto, o tempo passou e nenhum esforço foi feito para implementar Vida Independente em Portugal. Então, no ano seguinte, Eduardo Jorge viajou 180 km em sua cadeira de rodas, a partir de sua aldeia para o Ministério, em Lisboa, para protestar contra a falta de legislação sobre os direitos das pessoas com deficiência e para entregar uma carta a esse mesmo Ministro.

No dia 3 de dezembro de 2013, o "Dia Internacional das Pessoas com Deficiência", o Movimento Português de pessoas portadoras de necessidades especiais (Movimento (d)Eficientes Indignados) organizou uma conferência internacional sobre Vida Independente, apoiado pelo município de Lisboa, onde Adolf Ratzka foi convidado para falar sobre sua experiência de assistência pessoal na Suécia.

A partir dessa conferência, um projeto piloto sobre Vida Independente foi desenvolvido pela Câmara Municipal de Lisboa, com a consulta pública e a suposição de que ele deve ser gerido por pessoas com deficiência. Então, em 03 de dezembro de 2015, o primeiro projecto-piloto de Vida Independente com base em assistência pessoal começou em Lisboa, financiado pela Câmara Municipal de Lisboa e gerido pelo Centro de Vida Independente.

Este projecto inclui cinco pessoas com deficiência que vivem ou trabalham em Lisboa, durante um período de dois anos, em que os participantes devem contratar seus assistentes pessoais e gerenciar suas horas de assistência. O objectivo do projecto é provar que a Vida Independente é possível e para servir como um guia para a implementação de um projecto nacional financiado pelo Estado e, posteriormente, para uma lei própria de vida independente.

O Centro de Vida Independente é uma associação sem fins lucrativos formado e gerido por pessoas com deficiência, fundada no ano anterior para gerir o projecto-piloto em Lisboa. Além disso, quer promover a filosofia de Vida Independente para o público em geral, pessoas com deficiência e os decisores políticos. Está a trabalhar para replicar o projeto piloto no Porto com o apoio da Câmara Municipal do Porto, e tem vindo a realizar de conferências e sessões de cinema-debate sobre este tema.

Em relação ao ativismo em Vida Independente, em Setembro de 2015 pessoas com deficiência realizaram um protesto na frente do Parlamento Português, organizado pelo Movimento (d)Eficientes Indignados, em que as pessoas estavam vestidas como prisioneiros dentro de uma estrutura de celas de grades, exigindo o direito de Vida Independente, incluindo o cumprimento das leis de acessibilidade e o aumento dos benefícios sociais e pensões.

Desde as eleições em novembro de 2015, o Governo Português, tem, pela primeira vez, um deputado no Parlamento em cadeira de rodas, de um partido de esquerda chamado Jorge Falcato, que tem sido um grande ativista pelos direitos das pessoas com deficiência. No novo governo socialista, que tem o apoio dos partidos de esquerda, tem também uma mulher com deficiência como Secretária de Estado para a Inclusão de Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, que na última conferência sobre o tema no dia 5 de maio declarou que serão abertos concursos públicos a projectos de Vida independente até o final deste ano, apoiados por fundos da União Europeia para o novo quadro comunitário.

As coisas estão avançando e os portugueses com deficiência estão num momento de mudança. Nós mantemos a esperança viva e estamos lutando nesse sentido.

No documentário "O que é isso de Vida Independente?"

A autora do vídeo, Vera Moutinho, jornalista do jornal Português "Público", ganhou o Prémio Dignitas na categoria Jornalismo Digital para o documentário "O que é isso de Vida Independente?", que também recebeu uma menção honrosa na AMI (Assistência Médica Internacional, ONG ) Awards - Jornalismo contra a indiferença.

Escrito por Carla Branco, Centro de Vida Independente, Portugal.

Fonte: Rede Europeia de Vida Independente

04 Formas de fazer transferências, para tetraplégicos!



NÓS: Eu diria que são transferências  para paraplégicos. A velha máxima de que cada caso é um caso, adapta-se perfeitamente a estes vídeos. Eu sou tetraplégico e não consigo realizar essas transferências e nem conduzir cadeira de rodas manual.

Parabéns para o Marcelo, o que ele consegue não é nada fácil.

Jorge Falcato: "Ainda não foi desta que as pessoas com deficiência saíram da situação de miséria"

Jorge Falcato apresenta as propostas do Bloco para a autonomia das pessoas com deficiência e faz o balanço do que foi conseguido no Orçamento do Estado para este ano.

II Conferência Centro de Vida Independente

Decorreu nos Paços do Concelho, no dia 5 de maio, a II Conferência Centro de Vida Independente, promovida pela autarquia, onde se discutiram alguns aspetos mais relevantes para este projeto em Portugal, nomeadamente nas áreas da economia e financiamento, habitação, vida social e familiar.

No dia em que se celebra o Dia Europeu da Vida Independente reuniram-se várias entidades, entre elas o vereador João Afonso, com o pelouro dos Direitos Sociais, a vereadora Paula Marques, da Habitação e Desenvolvimento Local, Ana Sofia Antunes, secretária de estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Diogo Martins, presidente do Centro de Vida Independente (CVI), entre outras.

O vereador João Afonso explicou como tudo começou. “Este é um projeto de rutura, a CML lançou o desafio à comunidade de pessoas com deficiência para se organizarem e com o apoio do município em termos financeiros e de habitação, lançassem um projeto de vida independente em Portugal e assim foi. Provou-se que é possível e que funciona”

Na ocasião, Diogo Martins, presidente do CVI, referiu as mais-valias do projeto: “Nós se não formos vistos não somos reconhecidos como pessoas, não somos reconhecidos como parte integrante e a vida independente faz com que consigamos participar na sociedade de forma ativa, afirma, sublinhando ainda a importância dos assistentes pessoais que “vêm tornar a pessoa autónoma e capaz de fazer a sua própria vida sem estar dependente da família ou amigos”.

Esta iniciativa defende os direitos civis das pessoas com deficiência e pretende dar a estas pessoas uma liberdade de escolha e de controlo sobre o seu quotidiano, permitindo-lhes, entre outras coisas, escolher o sítio onde querem viver ou a contratação de um assistente pessoal, para os auxiliar no dia-a-dia em prol de uma vida mais autónoma.

Fonte: CM Lisboa

Simplex 2016 péssimo para as IPSS

A TEM – Associação Todos com a Esclerose Múltipla chama a atenção que, com a não obrigação da entrega da declaração do IRS por parte dos trabalhadores dependentes, reformados e pensionistas, as IPSS vão ser muito penalizadas. Assim, torna-se mais difícil cada contribuinte consignar 0,5% do seu IRS a favor de uma IPSS.
Por exemplo, a nossa associação não recebe qualquer apoio do Estado ou do Município de Braga por ser uma IPSS jovem (7 anos). É graças à consignação do IRS que conseguimos sobreviver. Atualmente estamos a fazer obras com a consignação do IRS de 2014 que recebemos este ano em Abril.

Os nossos melhores cumprimentos,
O Presidente da direção da TEM
Paulo Alexandre Pereira (Prof. Doutor)

Enviado por e-mail

Dia surf adaptado em Viana do Castelo

A Associação Salvador e a Mobilitas estão a organizar um Dia de Surf Adaptado na Praia do Cabedelo, onde será possível desfrutar de momentos únicos de convívio, surf adaptado e muita animação! 

Haverá ainda a possibilidade de experimentar handbikes e de passear em joelette.
Inscrições AQUI

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Crianças com incapacidades permanentes voltarão a ter apoios especializados

A partir do início do próximo ano lectivo, as crianças e jovens com incapacidades permanentes voltarão a ter os apoios especializados de que necessitam e de que muitos foram privados nos últimos dois anos.

Para garantir que assim seja, os grupos parlamentares do PS, BE e PCP votaram nesta quarta-feira um projecto de resolução no qual se recomenda ao Governo que revogue um protocolo, assinado em 2013, entre a Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e o Instituto de Segurança Social (ISS), que segundo aqueles partidos levou a que centenas ou mesmo milhares de crianças tenham ficado privadas dos apoios de que necessitam, já que as suas famílias deixaram de receber o subsídio de educação especial (SEE), com o qual pagavam aquelas terapias.

Os três partidos tinham, inicialmente, apresentado projectos diferentes, com o BE e o PCP a reclamarem a revogação do protocolo, enquanto o PS apenas recomendava a sua reavaliação, um diferendo que está agora ultrapassado. O projecto de resolução comum deverá ser votado em plenário nesta sexta-feira, estando garantida a sua aprovação.

O subsídio de educação especial, que ronda os três mil euros anuais, destina-se, de acordo com a lei, a crianças e jovens até aos 24 anos “que possuam comprovada redução permanente da capacidade física, motora, orgânica, sensorial ou intelectual” e que precisem de frequentar estabelecimentos de ensino especial, ou de beneficiar de apoios especializados que não são facultados nas escolas onde estão inseridos.

A partir do protocolo de 2013, a proposta de atribuição do SEE a crianças com deficiência passou a ser feita sobretudo pelas escolas no âmbito da sinalização dos alunos com Necessidades Educativas Especiais, um procedimento que é contestado pelos partidos da esquerda parlamentar e que também já foi alvo de críticas por parte da Ordem dos Médicos, por se tratar de realidades distintas.

Segundo as estatísticas constantes no portal da Segurança Social, o número de beneficiários do SEE caiu de 14.571 em 2010 para 9146 em 2014. Ou seja, mais de cinco mil beneficiários foram afastados.

“A revogação do protocolo é essencial para reverter a atitude criminosa que o anterior Governo do PSD/CDS manteve em relação a estas crianças e jovens”, afirmou ao PÚBLICO a deputada do BE, Joana Mortágua, que não tem dúvidas de que o actual Executivo vai responder pela positiva à recomendação do Parlamento. Também Diana Ferreira, do PCP, frisa que a revogação vai “pôr fim a um procedimento completamente injusto e discriminatório e garantir que o subsídio de educação especial chegue a todas as crianças que dele necessitam”.

O PÚBLICO não conseguiu falar com o deputado socialista Tiago Barbosa Ribeiro, que acompanhou este processo na Comissão Parlamentar de Segurança Social, mas um documento a que teve acesso comprova a intenção da Secretaria de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência de rever o protocolo, não só porque este contraria a legislação que enquadra a atribuição do subsídio de educação especial, como por ter levado, deste modo, “ao agravamento da ausência de apoio às crianças com deficiência com repercussões ao nível familiar”.

O indeferimento dos pedidos de atribuição deste subsídio levaram a Associação Nacional de Empresas de Apoio Especializado (ANEAE) a recorrer à justiça, existindo já várias dezenas de sentenças de tribunais administrativos a intimar o ISS a repor aquela prestação. O PÚBLICO está desde Março a tentar que a Segurança Social informe se já procedeu a estes pagamentos, mas ainda não obteve resposta.

Segundo um dos responsáveis da ANEAE, os tribunais que se pronunciaram a favor da reposição do subsídio fizeram-no por considerarem que, por lei, a sinalização das deficiências por via de certificado médico é um imperativo que deixou de ser cumprido depois da assinatura do protocolo de 2013, que, por essa razão, entre outras, violará o diploma de 1981 que regulamenta o pagamento daquelas prestações.

Fonte: Público

Conselho da Europa prepara Estratégia da Deficiência 2017-2023

O Conselho da Europa está a elaborar uma Estratégia da Deficiência para ser implementada no período 2017-2023.

O documento encontra-se em fase consulta pública até 23 de maio e está disponível em http://www.coe.int/t/DG3/DISABILITY/consultation2016_en.asp

No período 2006-2015 o Conselho da Europa desenvolveu o Plano de Ação da Deficiência, e neste sentido a futura estratégia pretende dar continuidade ao trabalho já desenvolvido, introduzindo novas linhas de ação.

O Conselho da Europa está recetivo a receber comentários e contributos ao projeto de Estratégia.

Fonte: INR

II Congresso de Actividades Náuticas para Pessoas com Deficiência

O Instituto do Território, no âmbito da Agência Independente do Desporto e do Mar (AIDEM), está organizar o II Congresso sobre a Prática Inclusiva de Atividades Náuticas no dia 23 de Maio de 2016.

Esta iniciativa conta com os testemunhos de boas práticas nas várias dimensões do fenómeno desportivo náutico para pessoas com deficiência, de Atletas Olímpicos e Paraolímpicos, com ciclos de debate por área de deficiência em conjunto com as federações náuticas. 

Para a organização deste evento o Instituto do Território conta com o apoio da Universidade Lusófona, do Instituto Português do Desporto e Juventude, da Overwan, para além das restantes entidades que integram a AIDEM.

Conheça o programa do Congresso aqui.

Fonte: RPDT