segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O meu telemóvel, internet e voz com descontos para pessoas com deficiência

Não sei explicar porquê, mas nunca me dei bem com os telemóveis. Devido a esse facto nunca precisei de comprar nenhum. Serviam-me perfeitamente os que meus afilhados deixavam de utilizar e tinham por lá encostados. Tarifários obrigatórios também nunca aderi. Mas a vinda para o lar obrigou-me a aderir a um tarifário e adquirir finalmente um modelo que servisse minhas necessidades.
Devido à falta de movimentos finos nas mãos, tinha de possuir teclado normal. Ecrã tátil nem pensar. Não consigo utilizar nenhum aparelho assim. Além de não conseguir teclar num teclado virtual minúsculo, o não possuir sensibilidade nalgumas partes das mãos faz com que o simples pegar no equipamento ative ou desative mil funções. Problema foi encontrar um modelo sem ecrã tátil e com Wi-Fi. Não encontrei nenhum no mercado. O jeito foi adquirir um modelo sem Wi-Fi. Comprei um telemóvel modelo ZTE R28. Devido facilidade de manuseamento e ser à prova de água.

DESCONTOS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Aproveitei as vantagens oferecidas pela Vodafone a pessoas com deficiência (50% de desconto) e escolhi o tarifário Red que me permite telefonar para todas as redes gratuitamente por €12,82 mensais.
No que toca à internet escolhi um sistema que me permite levar a internet comigo para onde desejar o Vodafone Connect prime 6 (R216z) 
 • 4G (Velocidade download até 150Mbps)
• Wi-Fi (Partilha internet até 10 utilizadores/equipamentos)
• Autonomia: 8 horas
e o tarifário ON + GB por €15, já com os respetivos 50% de desconto por possuir mais de 60% de incapacidade. Ou seja, poupei €30 nos dois serviços e estou muito satisfeito com ambos.

Já partilhei essa informação no TETRAPLÉGICOS, mas aproveito mais uma vez para relembrar que a MEO também oferece descontos para pessoas com deficiência e tanto a Vodafone, como a MEO possuem serviços especiais na tentativa de responder às necessidades de cada um de nós. Pelo que sei, a única operadora que nunca nos ofereceu e nem oferece descontos foi a NÓS.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Açores já possui Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio

O Decreto Regulamentar Regional n.º 13/2015/A, que cria o Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio na Região Autónoma dos Açores (SAPA-RAA) a pessoas com deficiência ou incapacidade temporária foi hoje publicado em Diário da República.

O diploma visa assegurar às pessoas com deficiência ou incapacidade a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a sua integração familiar, social, escolar e profissional.

Este sistema abrange os produtos de apoio prescritos em consulta através das Unidades de Saúde de Ilha, dos Hospitais EPER do Serviço Regional da Saúde ou dos centros de referência dotados de equipas técnicas multidisciplinares.

O SAPA-RAA, que entra em vigor quinta-feira, 13 de agosto, pretende realizar uma política global, integrada e transversal de resposta às pessoas com deficiência ou com incapacidade temporária, de forma a compensar e atenuar as limitações de atividade e restrições de participação decorrentes dessa deficiência ou incapacidade temporária.

Aceda AQUI ao Decreto.

EU: Desde a nossa realização da vigília em frente à Assembleia (AQUI) que nos debatemos por um sistema único de atribuição de produtos de apoio. Não se entende o porquê de tanto os Açores como a Madeira não possuírem o direito à atribuição gratuita e universal de Produtos de Apoio como acontece no Continente. Ambos portugueses, mas submetidos a leis diferentes...

Finalmente acabou de ser aprovado um Decreto que regulamenta a atribuição dos referidos PA na Ilha dos Açores. Mas pelo que me apercebi não são mencionados os valores disponibilizados para o efeito, assim como é de lamentar que exista a possibilidade dos PA serem comparticipados financeiramente pelas pessoas com deficiência, pois exceptuando os residentes na área metropolitana de Lisboa, os PA são de atribuição gratuita e universal para todos, assim como estranho a lista homologada não ser a mesma que vigora no Continente. 

Resta-nos aguardar por um SAPA também para a Ilha da Madeira e uma lei igual para todos os portuguesas, habitem eles no Algarve, Ilhas ou Lisboa. Pois, para tratamento desigual já nos basta a Santa Casa de Misericórdia de Lisboa. A atribuição dos produtos de apoio no concelho de Lisboa, é diferente. Rege-se pela Lei da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. O SAPA passou a ser SGPA-Serviço de Gestão de Produtos de Apoio e está a cargo da SCML que exige comprovativo de rendimentos para aceitar o processo. Vá-se lá entender… Governo informa que é gratuito e universal, mas a SCML não concorda, já nas ilhas também existem procedimentos diferentes no que toca á atribuição de produtos de apoio. Um só país, leis diferentes

domingo, 9 de agosto de 2015

Resposta do INR à minha ida para o Centro de Apoio Social da Carregueira

Exmo. Sr. Eduardo Jorge,

Na sequência do correio eletrónico de V. Exa de 9 de julho, que muito agradecemos, vimos manifestar o nosso respeito pela manifestação da sua autodeterminação e dignidade com que sempre se apresentou pelos valores em que acredita, designadamente pela igualdade de oportunidades e valorização das pessoas, em particular das pessoas com deficiência, valores comuns para a prossecução da missão do INR,I.P.

Informamos ainda que na esteira do que tem sido a atuação deste Instituto, continuam a ser envidados esforços no sentido de se tornar efetiva a possibilidade de escolha por parte das pessoas com deficiência no que concerne à sua inclusão na sociedade, bem como a oportunidade de plena participação na vida pública em condições de igualdade com as demais pessoas.

Desejamos-lhe rápida recuperação e sucesso para o novo desafio profissional.

Com os melhores cumprimentos,
P’Conselho Diretivo
UCGP - Unidade de Coordenação e Gestão de Parcerias
inr@inr.msess.pt
Av. Conde de Valbom, 63 | 1069-178 Lisboa
Tel: (+351) 217 929 500 | Fax: (+351) 217 929 596 | Website: www.inr.pt

EU: O INR é uma entidade pública responsável pela área da deficiência cuja missão é promover os direitos das pessoas com deficiência. Nas minhas reuniões tidas com o Governo fez-se sempre representar pelo seu presidente, Drº José Serôdio, por isso o assunto Vida Independente não  lhe é estranho, mas assim como o Governo, limita-se a prometer e não cumprir.  

Reação da APD à minha institucionalização

Exmo. Senhor Eduardo Jorge,

O Secretariado Executivo da Direcção Nacional da Associação Portuguesa de Deficientes lamenta que tenha sido obrigado a tomar uma decisão contrária à sua vontade e que decorre da ausência de medidas tomadas pelos sucessivos governos de Portugal que assegurasse a autonomia e independência dos cidadãos com deficiência.

Temos a firme convicção de que nos voltaremos a cruzar na luta pela promoção e defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

Com os melhores cumprimentos

O Secretariado Executivo da
Direcção Nacional
O Vice-Presidente
Ricardo Silva


Associação Portuguesa de Deficientes
Largo do Rato, 1B - 1250-185 Lisboa
Tele: Geral: 213889883/4; Directo: 210965791; Fax: 213871095;
info-sede@apd.org.pt APD Lisboa APD - Associação Portuguesa de Deficientes | Facebook

Organização Não Governamental, fundada em 1972, com Estatuto de Utilidade Pública. Agraciada com o Prémio Direitos Humanos 2009 e e com o título de Membro-Honorário da Ordem do Mérito da República Portuguesa em 2014.

EU: Referem que nos voltaremos a cruzar na luta pelo direito das pessoas com deficiência. Estão equivocados, que me lembre nunca responderam positivamente aos vários convites que lhes enderecei. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

A adaptar-me à nova casa...

Cá estou eu a conhecer os cantos á minha nova casa. Como previa esta nova etapa da minha vida não tem sido fácil. 1º dia foi o mais difícil e o momento que mais mexeu comigo pela negativa foi a entrada no refeitório para jantar. Durante o dia estive a arrumar a "casa"com a ajuda dos meus afilhados e não houve tempo para pensar ou sentir.

Mas ao deitar sentia-me perdido, com a cabeça "oca", sem forças sequer para raciocinar. Não me recordo de alguma vez ter passado por algo do género. Foi muito estranho. Desejei como nunca a chegada da meia noite para me virarem e refugiar-me no sono. Felizmente consegui. Acordei algumas vezes durante a noite mas consegui repousar o suficiente para acordar com outras forças. O segundo dia serviu para explorar com outros olhos todo o espaço e começar a criar rotinas. Momento das refeições já foi encarado com outra naturalidade, assim como o meu relacionamento com o espaço. No 3º dia comecei a aceitar a mudança.

Depois do forte impacto emocional causado pela institucionalização, o processo de adaptação tem evoluído dentro da normalidade. Embora a instituição tudo esteja a fazer para me proporcionar uma adaptação em pleno, continua a ser complicado para mim, pois a perda do vínculo afectivo com as pessoas que faziam parte do meu círculo social e da minha comunidade, assim como o meu desenraizamento e a sensação de perda de identidade, e de estar a sofrer uma punição continuam presentes.

 Mas também sei que já tinha uma história antes de entrar para a estrutura residencial. Agora é dar continuidade a essa história e aos meus desejos e ambições. Não vim para aqui, para ver passar os dias sem perspectivas de futuro. Quero continuar a sentir-me útil, por isso já comecei a definir objectivos e metas a atingir.

Bem sei que as necessidades funcionais de uma estrutura residencial e as necessidades individuais dos seus clientes nem sempre são coincidentes e compatíveis. No que toca ao Centro de Apoio Social daCarregueira (CASC) sinto-me tratado com muito respeito e carinho por todos. Um dos exemplos que comprovam esse respeito acontece quando solicito algo, pedem-me que seja eu a guia-los e não o oposto. É muito bom sentir que respeitam a minha individualidade. E não se passa somente comigo, noto o mesmo procedimento por parte dos colaboradores com todos os outros idosos.

No CASC, o “cuidar” não se resume somente a uma prestação de serviços, envolve também uma relação afectiva assente no interesse e consideração por nós enquanto pessoas.

Além do factor bem cuidar, existe a vantagem do espaço ser novo e possuir excelentes condições. O CASC possui duas valências: Apoio Domiciliário já existente há alguns anos e estrutura residencial com capacidade para 53 idosos recentemente inaugurada. Maioria dos quartos que compõem a estrutura são individuais. São quartos amplos com wc adaptado e privativo, ar condicionado, camas e colchões adequados e possuem duas portas, sendo uma delas de vidro com acesso ao espaço exterior.

Quanto á alimentação embora não seja dos mais exigentes, posso adiantar que possui sabor e as sopas não costumam ser o que sobra do almoço com o acréscimo de uma grande  quantidade de água como geralmente acontece neste género de instituição. Uma certeza tenho, não encontraria melhor Instituição que esta para me receber, por isso resta-me olhar em frente e continuar a minha história e luta. 

A minha despedida

Foi muito estranho entrar no recinto e ver tanta gente amiga à minha espera. Nunca pensei que 70 e tal amigos se dessem ao trabalho de se irem despedir de mim. Foi inesquecível. Um momento muito emotivo que ficará para sempre no meu coração. Alguns percorreram centenas de quilómetros para estarem presentes como foi o caso da Cristina, Mário, Maria, Eduardo Carrêlo, Sara Batista.


 Esteve tudo perfeito. Obrigado a todos os presentes, à União das Freguesias de Alvega e Concavada pelas lembranças e Vina Mourato e Sónia Guerreiro pelo trabalho despendido na organização, assim como a todos que colaboraram para este almoço de homenagem.

Em video...


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Tetraplégico de Abrantes confessa-se vencido pelo sistema

Eduardo Jorge, o tetraplégico de Abrantes que se tem destacado na luta pela implementação do processo legislativo da Vida Independente, vai ser institucionalizado no Centro de Apoio Social da Carregueira (CASC), concelho da Chamusca, no próximo dia 21 de julho.

Num longo texto publicado no seu blog pessoal, o próprio explica que se viu praticamente obrigado a tomar esta decisão contra a sua vontade, depois de vários anos a lutar pelo direito dos cidadãos portadores de deficiência permanecerem nas suas casas e ambientes familiares.

"Sinto-me como se estivesse a fazer algo muito errado, a desiludir alguém, a entregar os pontos e a dar-me como vencido", desabafa Eduardo Jorge, que explica que não pode continuar a viver sozinho 16 horas por dia, num estado de saúde frágil que necessita de acompanhamento permanente.

Além da dependência, o CASC ofereceu emprego a Eduardo Jorge, que inicia funções no próximo dia 1 de agosto, deixando assim de prestar serviço na União das Freguesias de Alvega e Concavada, concelho de Abrantes, onde terminou um estágio de inserção profissional.

No texto, Eduardo Jorge agradece a "humanidade" e a forma como tem sido tratado e acompanhado pelos responsáveis do CASC, que conheceu aquando da sua viagem de protesto a Lisboa.

Recorde-se que, em setembro de 2014, este tetraplégico de 52 anos cumpriu uma viagem de 180 quilómetros por estradas nacionais em cadeira de rodas entre a aldeia onde reside, Ribeira do Fernando, Concavada, concelho de Abrantes, e o Ministério da Solidariedade Social, em Lisboa.

Na capital, e acompanhado por outros cidadãos ligados ao movimento (d)Eficientes Indignados, Eduardo Jorge entregou um manifesto onde são reivindicadas alterações legislativas que permitam às pessoas com deficiência e necessidade de assistência permanecer em casa, contratar o seu próprio assistente e escapar ao internamento em lares de idosos.

"Estou a viver um turbilhão de sentimentos e sensações, pior de tudo é esta sensação de não estar a fazer o certo", escreve ainda o autor, para quem "é difícil não sentir uma sensação de derrota" e de ter sido vencido pelo sistema, uma vez que "é impossível continuar a viver nestas circunstâncias".

"Vou tentar resolver os problemas de saúde que me têm surgido, e criar condições para poder continuar ainda mais forte e convicto", acrescenta ainda Eduardo Jorge, garantindo que não vai desistir de lutar

"Minha grande angústia reside no facto de ainda não ter conseguido, através das ações de luta que me propus, alterar esta politica da institucionalização compulsiva levada a cabo pelo governo. Meu grande dilema não é institucionalização em si, mas o facto de ser obrigado a isso, de não existirem outras alternativas para quem depende do apoio de terceiros", conclui Eduardo Jorge.

Minha despedida

Estão todos convidados


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Vou ser institucionalizado. O sistema venceu?

Há vários dias que procuro em vão palavras para iniciar este texto.

Até agora não surgiram.

Chego a sentir que estou a fugir do assunto, a adia-lo, que não o quero fazer, outras vezes penso que é necessário esperar o momento e o local certo...

mas hoje, dia 01/07/2015, 22h14, ao som do Rui Veloso, deitado como me deixou a Rafaela e até que a Euridice não me venha voltar a posicionar lá pela meia-noite, esboço um tentativa de finalmente começar a escrever.

Isto de deitar cá para fora através da escrita o que vai na alma pelos vistos não é fácil.
Ainda por cima quando se trata de resumir emoções desconhecidas. Estou a viver um turbilhão de sentimentos e sensações, pior de tudo é esta sensação de não estar a fazer o certo, sinto-me como se estivesse a fazer algo muito errado, a desiludir alguém, a entregar os pontos e a dar-me como vencido...neste momento é o que sinto, e magoar os outros, mas principalmente a mim, é algo que quero evitar.

A minha luta pela desinstitucionalização é conhecida por todos, mas eu vou institucionalizar-me dia 21 de Julho próximo. Esse facto está a fazer-me muito mal. É difícil não sentir uma sensação de derrota.

É muito complicado estar nesta posição. Sinto-me muito confuso.

Mas tenho que aceitar de uma vez por todas que continuar a viver sozinho, durante 16 horas do dia, neste estado frágil de saúde que me encontro não posso continuar. Suores persistem, escara idem, intestinos e bexiga não me dão sossego.

É impossível continuar a viver nestas circunstâncias.

Além do factor saúde e impossibilidade de continuar sozinho existiram outros motivos que me levaram a optar por me mudar para um lar. São eles: Uma fantástica e inesperada oferta de emprego que me foi dirigida pelo Centro de Apoio Social da Carregueira (CASC); a impossibilidade de continuar a trabalhar onde me encontro, com contrato após o término do estágio profissional que estou a realizar na União das Freguesias de Alvega e Concavada (UF), e o facto da proposta de emprego me ter sido dirigida por pessoas muito especiais e que têm a minha admiração pela maneira humana como administram a minha futura Instituição. Pessoas essas que conheci aquando da realização da minha viagem de protesto até Lisboa em cadeira de rodas.

Ter um trabalho hoje em dia é um enorme privilégio, ser-se desejado como foi o meu caso é uma sensação maravilhosa. Após adquirir a minha deficiência só tive direito a estágios ao abrigo dos programas de emprego subsidiados pelo IEFP e (contratos de emprego-inserção +) praticamente mendigando…sem dúvida que o factor emprego conta muito, mas não vou deixar de ser obrigado a habitar num lar de idosos.

Vamos aos factos: irei mudar-me para o CASC, no dia 21 próximo, e iniciarei funções a partir do dia 01/08/2015. Estive hoje na Instituição a escolher o quarto e a esclarecer últimas dúvidas.

Agora é preparar a mudança e retribuir com trabalho a confiança que a direcção do CASC depositou em mim.

DESISTI DE LUTAR?

Não, desistir nunca será uma opção, mas as minhas limitações levaram a melhor por enquanto. Vou tentar resolver os problemas de saúde que me têm surgido, e criar condições para poder continuar ainda mais forte e convicto.

Tinha a continuação da greve de fome programada para o passado dia 10/6, mas nestas condições e circunstâncias era impossível realiza-la, facto que me doeu muito e ainda dói.

TRISTEZA

Sair da minha casa e meu ambiente social, onde adoro viver e queria continuar. Separar-me dos meus cães Aramito com 5 anos, e Kiko com 1, assim como das plantas que me foram deixadas pela minha mãe e minha horta, está a ser muito doloroso.

AGRADECIMENTOS

Principalmente à população da Concavada e Ribeira do Fernando, assim como restantes moradores da União das Freguesias por tudo que me ensinaram.

Ficarão para sempre no meu coração.

Cá no fundo existe a esperança de voltar um dia, por isso deixo não um adeus mas um até breve.

Saio com a convicção de dever cumprido. Nunca esquecerei estes quase 4 anos de crescimento e aprendizagem, numa área que quanto a mim não é explorada como deveria ser no percurso académico, pois existe cada vez menos preocupação em promover a dignidade e o valor das pessoas no interior do nosso país, anos esses que me deixam com uma sensação de conquista e vontade de continuar a aprender e desafiar as minhas capacidades, desta vez noutro lugar.

Espera-me um novo desafio que será encarado com enorme orgulho e a mesma determinação e paixão de sempre.

Também não poderia deixar de agradecer ao anterior executivo da Junta de Freguesia da Concavada, assim como aos actuais membros que dirigem atualmente a recém criada União das Freguesias de Alvega e Concavada, pela oportunidade que me deram de trabalhar numa área que tanto prazer me dá (Serviço Social), a todos os meus colegas, Câmara Municipal de Abrantes, Centro de Reabilitação Infantil de Abrantes, principalmente Drº Humberto Lopes, e ainda a Dra Lurdes Botas do Serviço de Emprego de Abrantes pelo excelente trabalho que está a realizar em prol da empregabilidade das pessoas com deficiência no nosso Concelho.

Um obrigado muito especial ao Sr Joaquim Catarrinho pela sua dedicação e carinho ao  cuidar das minhas maleitas físicas e não só durante vários anos, e às minhas cuidadoras Lidia Correia, Euridice Varela e Rafaela Fialho pela paciência que tiveram comigo. Deveria agradecer a muitas mais pessoas, mas o espaço não o permite, sendo assim quero que saibam que ficarão sempre no meu coração. A todos vocês o meu muito obrigado!

Para finalizar quero deixar bem claro que me sinto um afortunado por poder continuar a trabalhar, e sou muito grato a quem me realizou o convite. Minha grande angústia reside no facto de ainda não ter conseguido, através das ações de luta que me propus, alterar esta politica da institucionalização compulsiva levada a cabo pelo nosso Governo. Meu grande dilema não é institucionalização em si, mas o facto de ser obrigado a isso, de não existirem outras alternativas para quem depende do apoio de terceiros, mas principalmente o facto de eu não ter ainda conseguido reverter esta situação através das ações de luta que tenho realizado.

Eduardo Jorge

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Escaras: Novidades das minhas meninas

Atualizações no final da página...

(17/1) Primeiro surgem-me suores sem parar, depois reabre a ferida no ísquio e aparece uma nova no pé esquerdo, por último uma gripe. Nada que um tetraplégico não conheça, mas surgir tudo ao mesmo tempo é muito azar. Foi o que me aconteceu. A gripe esteve como mostra o vídeo abaixo, mas o mucosolvan perlonguets em cápsulas, anti-inflamatório e antibiótico, felizmente já ajudaram a resolver.

A ferida do pé iniciou assim...

…uns dias depois complicou-se e surgiu necrose, após 8 dias de tratamento com hidrogel, daflon 500 e antibiótico melhorou um pouco.
A persistente do rabiosque está quase resolvida, problema é que no dia do banho volta sempre a sair a crosta protetora, o que tem complicado e muito.

Nisto tudo, o pior é não poder ir trabalhar e suportar os monótonos dias passados na cama. Por indicação médica tenho estado de cama. Assim evito a pressão nas feridas o que facilita a cicatrização. Meus dias baseiam-se em ficar deitado em decúbito lateral esquerdo durante a manhã, tarde toda em decúbito ventral, noite outra vez do lado esquerdo e dormir de ventral, e assim sucessivamente.

 Semana que vem vou iniciar levantos para a cadeira de rodas, mas sempre com o suporte de pé na horizontal para evitar pressão no  pé e verificar a reação, e próxima terça feira vou ver o que me diz a médica em Alcoitão.


Nova ida ao médico

Ontem, dia 21/1, mais uma ida à médica em Alcoitão. Visto as melhoras serem pouco significativas, vou iniciar novos tratamentos. Ferida do pé passa do hidrogel para ulcerase e a do isquio passa a ser tratada só com betadine em penso. Receitaram-me também novo antibiótico (ciprofloxacina) e claro, continuar na cama.

Mas nem tudo são más notícias, os incómodos suores que surgiam sempre que me levantava para a cadeira, ontem desapareceram. Espero que de vez.

Situação em 19 de Fevereiro

Isto não tem estado fácil. A fase menos boa continua. Depois de várias idas ao CMR Alcoitão e outros tantos tratamentos a ferida do rabiosque continua a dar muito trabalho o que me obrigou a ficar mais uns dias de cama, já a ferida do pé está a melhorar.

Os suores também voltaram em força. Desta vez somente no lado esquerdo, mas o suficiente para encharcar a roupa. Até agora não conseguimos saber o porquê.

              Em 18 de Abril situação é esta...

A ferida do pé foi vencida. Vejam imagem abaixo


Já a do rabo, não há maneira de me dar sossego. Continua o abre e fecha, melhora e piora...já experimentamos todo o tipo de tratamento, mas insiste em não cicatrizar de vez. Como podem verificar na imagem abaixo, a ferida está localizada numa área intervencionada anos atrás. Talvez esse facto esteja a dificultar as melhoras.

Nem a utilização de uma nova almofada antiescaras me está a valer...


Os suores no lado esquerdo do tronco continuam. Tem sido muito difícil suporta-los. Ficamos sem saber se a sua origem advém desta ferida ou de algum problema na coluna.

Em 6 de julho de 2015

A última vez que vos dei notícias sobre os problemas de saúde que ultimamente me têm acontecido, foi no dia 18/4. Hoje, dia 6/7, deixo-vos uma nova atualização:

Suores excessivos, no lado esquerdo da cabeça, e somente na posição de sentado persistem, felizmente estamos no verão, o que faz com que pelo menos não sofra tanto com o frio. Mas desagradável continua a ser.
Ferida no esquio continua o abrir e fechar. Neste momento estou na fase má. Ontem iniciei heleoterapia, (exposição da ferida ao sol) uma vez por dia, durante 20 minutos, entre as 9 e 10 da manhã, segundo os especialistas durante o verão a melhor altura do dia para o fazer.
Além disso, continuamos a limpar a ferida com soro fisiológico, e de seguida aplicar o hidrogel, numa fase mais avançada substitui-se o hidrogel por uns centímetros de placa de betadine.

Também estou a ser seguido por um neurocirurgião. Sobre o quisto na coluna (AQUI)  é contra a intervenção cirúrgica para o remover. No que toca aos suores e não cicatrização da escara, está a realizar alguns despistes na tentativa de poder saber a sua origem. Último procedimento foi realização de uma zaragatoa (recolha de material na ferida para análise).
Os resultados da primeira recolha das análises acusaram infeção através da bactéria “proteus”. Fui medicado a antibiótico durante 24 dias. Não resultou. Após novas análises verificou-se que era resistente ao antibiótico que tomei durante esse tempo, e o “proteus” continuava a habitar na ferida todo feliz.
Receitou-me novo antibiótico durante mais 24 dias. Termino-o hoje. Mas melhoras não existiram.

No que toca ao cistocateter (AQUI) consegui uma excelente equipa, no hospital de Abrantes, que me acolheram e o substituem de uma maneira nada evasiva. Além disso estão disponíveis para me socorrer caso surjam problemas imprevistos.


Optaram por substituir o cistocater de silicone que sempre utilizei, por uma sonda normal cuja substituição acontecerá mensalmente. Com essas alterações as dores e mal estar que acontecia ao posicionar-me na posição de decúbito ventral melhoraram significativamente. Realmente a outra sonda é muito mais dura e agressiva. Por ser um ato médico estava a ser complicado encontrar um local onde me realizassem a substituição do cistocateter, pelo menos esse assunto ficou resolvido.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A Vida Independente cada vez mais perto em Lisboa

Foi dado mais um importante passo para a concretização da Vida Independente em Portugal. Teve lugar ontem a eleição dos corpos sociais do Centro de Vida Independente, que irá gerir o Projecto-Piloto promovido pela Câmara Municipal de Lisboa.

A actividade do CVI não se esgotará na gestão do referido projecto-piloto. Os objectivos são mais vastos, tal como consta no regulamento interno, também ontem aprovado:

-Fomentar a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência;

-Promover a filosofia de vida independente entre as pessoas com deficiência, público em geral, decisores políticos e administrações central, regionais e locais;
-Contribuir para a criação de Centros de Vida Independente e estimular a solidariedade e estabelecimento de redes entre eles.

Será esta a orientação geral da actividade do CVI e dos seus corpos sociais agora eleitos.

Fonte e mais informações: Vida Independente LX

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Não sou doente para ser obrigado a viajar de ambulãncia

Minha nova crónica no Jornal Abarca.
É isso mesmo, porque razão me obrigam a usar a ambulância como único meio de transporte se não sou doente? Resposta é óbvia. Sou obrigado a fazê-lo porque não existem outras alternativas. Moro numa aldeia (Concavada) a aproximadamente 20 km de Abrantes, nosso Concelho e cidade mais próxima. Escusado será dizer que assim como os demais, também tenho necessidade de me deslocar até lá, visto a maioria dos serviços de saúde, educação, lazer, institucionais e comércio se encontrar por lá.

Mas como viajar sem ser de ambulância, se não existem transportes públicos ou táxis adaptados? Adquirir um veículo adaptado às minhas necessidades está fora de questão por questões financeiras, pois não fica por menos de €65.000 Já se imaginaram nos tempos de hoje sem um transporte próprio? É difícil só de imaginar, mas com a maioria dos tetraplégicos isso ainda acontece. Connosco acontece isso e muito mais. A sociedade está repleta de barreiras para as pessoas com deficiência, a falta de transportes adaptados é mais uma delas, para nós, o simples sair de casa torna-se um desafio

Mas por aqui até as ambulâncias adaptadas são escassas. Só existe um veículo adaptado na delegação da Cruz Vermelha de Abrantes (20 km minha residência) e mais algumas ambulâncias pertencentes aos Bombeiros Voluntários de Constância (a 30 km de onde vivo). Táxi adaptado mais próximo, fica em Torres Novas, a aproximadamente 60 km da minha residência.

É caso para dizer que são poucos e caros os veículos adaptados. Os preços nas ambulâncias rondam os 0,75 cêntimos por quilómetro e €20 por cada hora de espera, o que faz com que uma simples viagem a Abrantes, cidade mais próxima, custe no mínimo €95, isto sem incluir valor da(s) hora(s) de espera, e preço para não sócios, pois os sócios beneficiam de um desconto de 20%. Já a viagem em táxi adaptado sem incluir valor horas de espera, ronda os €80.

Á dificuldade do preço, junta-se a proibição de viajarmos mais de duas pessoas em simultâneo nas ambulâncias, só permitem que viaje com um acompanhante, e tenho essa “regalia” porque sou dependente. Dividir as despesas por vários ocupantes seria uma maneira de tornar as viagens mais acessíveis financeiramente, mas está fora de questão, não é permitido nas ambulâncias, já o taxista permite-o. Nas ambulâncias, para além do motorista também sou obrigado a ser acompanhado por um socorrista, assim impõe a lei, isto porque supostamente este tipo de veículos só tem como funções o transporte de doentes. Aí, está, utilizo o transporte, sou um doente susceptível de necessitar de cuidados médicos e ponto final.

Mas não posso viajar sem ser num veículo adaptado? Sim, mas é muito mais complicado. Implica ter apoio de alguém que me consiga transferir para um veículo normal, geralmente é necessário mais do que uma pessoa, assim como possuir uma cadeira de rodas elétrica desmontável e de fácil manuseamento, e o veículo possuir um porta bagagens amplo que permita transporte da cadeira. Em cadeira de rodas manual simples, que seria mais fácil manusear e transportar, não consigo sentar-me e conduzi-la.

A juntar a tantos outros, a falta de transporte é mais um dos inúmeros fatores de exclusão das pessoas com deficiência no nosso país, e não se pense que esse fator só existe no interior do país, acontece também na maioria das nossas cidades. Como ter acesso ao emprego, educação etc, se nem de casa podemos sair?

sexta-feira, 26 de junho de 2015

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Últimas noticias sobre o Centro de Vida Independente de Lisboa


Adolf Ratzka – Sócio Honorário do CVI


Aproveitando a sua estadia em Portugal, para participar numa conferência promovida pelas Eurocidades, o Centro de Vida Independente (CVI) reuniu com Adolf Ratzka. Uma oportunidade para esclarecer muitas dúvidas e aprender com a longa experiência de alguém que é uma referência no Movimento Internacional de Vida Independente. Pelo contributo de uma vida na emancipação das pessoas com deficiência, decidiu o CVI que Adolf Ratzka fosse o seu primeiro sócio honorário. Dada a estima e consideração que todos temos por este exemplo de vida e pela pessoa, ficámos muito satisfeitos e honrados com a aceitação da distinção que propusemos. Para quem não está a par da actividade de Adolf Ratzka, aqui deixamos uma breve nota curricular:
Economista na área de Investigação no Royal Institute of Techonology, em Estocolmo, entre 1978 e 1994, foi também Coordenador do CIB (International Building Research and Documentation Council) – Building Non–Handicapping Environments, durante doze anos, tendo neste âmbito organizado conferências internacionais em Praga (1987), Tóquio (1988), Budapeste (1991), Harare (1992) e Montevideo (1992).

Até 1982 fez investigação nas áreas da desinstitucionalização de idosos e pessoas com deficiência, sistemas de assistência pessoal e apoio domiciliário e acessibilidade na habitação e nos edifícios públicos.

Como consultor da SHIA – Swedish Handicapped International Aid Founation, promoveu e concebeu um projecto para a produção de cadeiras de rodas em Manágua, Nicarágua, sendo a maior na América Central e ainda em laboração, desde 1984.

Director e fundador do Instituto de Vida Independente, na Suécia, é ainda Membro do Conselho do Swedish Ombudsman on Disability Issues, desde 1994.

Fundador e membro da Direcção da STIL, Stockolm Cooperative for Independent Living, entre 1984 e 1995, membro do World Institute on Disability, em Oakland, Califórnia, desde 1985. Fundador da ENIL, European Network on Independent Living, é ainda Secretário do Comité para a Vida Independente da Disabled People’s International.


Eleição dos corpos sociais do CVI

Depois de intenso trabalho na definição da futura actividade do Centro de Vida Independente (CVI) tendo-se legalizado a Associação e elaborado o regulamento interno e o manual de procedimentos do serviço de assistência pessoal, chegou a altura de eleger os corpos sociais do CVI. Vamos eleger a Mesa da Assembleia Geral, a Direcção e o Concelho Fiscal. É já na próxima 3ª Feira, dia 30 de Junho às 18h no Edifício Central da CML no Campo Grande nº 25. 

Se tem uma deficiência e quer associar-se ao CVI, é uma boa altura para aparecer. Recordamos que será o CVI que irá gerir o projecto-piloto de Vida Independente promovido pela Câmara Municipal de Lisboa

Junte-se a nós. Quantos mais formos a querer uma mudança na vida das pessoas com deficiência, mais cedo ela terá lugar.


CVI Procura Técnico Oficial de Contas

 
Procuramos Técnico Oficial de Contas (TOC) para ficar responsável pela contabilidade do Centro de Vida Independente. Dada a discriminação que existe no acesso ao emprego, nós fazemos discriminação positiva. Queremos alguém com deficiência.

Caso tenha uma deficiência, esteja inscrito na Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e queira trabalhar connosco, envie email com o seu currículo para vidaindependente.lx@gmail.com.

Fonte e mais informações: Vida Independente LX

domingo, 7 de junho de 2015

Eu e a SUPERA juntos

Foi com muito prazer que recebi em minha casa o David Fonseca, presidente da SUPERA - Sociedade Portuguesa de Engenharia deReabilitação e Acessibilidade.

Veio dar-me a conhecer um projeto impressionante e convidar-me para fazer parte do mesmo. Convite que muito me honrou e aceitei de imediato.


Existirão mais detalhes em breve.

domingo, 31 de maio de 2015

Eu e os cuidadores...

No Jornal Abarca, desta vez escrevo sobre a mudança de cuidador.

Quem é que vai manobrar o meu corpo desta vez? A quem o vou entregar mais uma vez? Estas e outras dúvidas surgem inevitavelmente quando troco de cuidador. Aconteceu mais uma vez. Saiu a Lídia da minha vida, e entrou a Rafaela. Depois de quase 2 anos juntos, a Lídia deixou-me por motivos de saúde. É como se tudo começasse outra vez.

Há situações que nunca me acostumarei, esta é certamente uma delas. Esta mudança é muito complicada. O amigo Falcato, costuma dizer que hoje estamos nas mãos da Maria, amanhã da Joana e dia seguinte da Rita ou da Inês. É da minha intimidade que estou a falar. É o entregar-me inteiro nas mãos de um desconhecido com tudo que isso implica. Trata-se da minha privacidade. Algo que deveria ser só meu mas que sou obrigado a partilhar com outras pessoas. Não se trata de mudar de empregado, colega de quarto ou algo desse género, mas muito mais do que isso. A um empregado ou colega de quarto colocamos limites e mostramos somente o que quisermos, neste caso isso é impossível. Sou obrigado a dar-me e mostrar-me por inteiro. O problema não é explicar tudo outra vez, mas sim esse mesmo, o dar-me na totalidade. E não me refiro somente ao mostrar a minha nudez física, mas também a da alma.

Um simples exemplo: com a anterior cuidadora já tinha tamanho à vontade que quando me colocava na sanita, por ela ficava por perto. Expulsava-a em tom de brincadeira, porque quem gosta de estar acompanhado numa altura dessas? Se tiver opção de escolha, claro que prefiro ficar só. Mas a naturalidade com que ela lidava com esta e outras situações bem mais desagradáveis, dava-me tranquilidade. Claro que a seguir tinha de entrar porque precisava dela para fazer tudo que um dependente não consegue fazer. A confiança mutua levou o seu tempo a criar-se, mas foi-se adquirindo graças a estes pequenos, grandes pormenores.

A saída da Lídia foi muito dolorosa para ela, mas também para mim. Nunca tinha apoiado pessoas com deficiência, segundo ela, futuramente é o que gostaria de continuar a fazer. Fico contente por ter contribuído para esse facto. Significa que as minhas manias, rabugices e muito trabalhinho que dei, não foram suficientes para ficar farta de aturar coxos. Eu também gostei de a ter por perto. A separação do anterior cuidador tinha sido muito traumatizante para mim, assim como o tempo que fui apoiado pelo serviço de apoio domiciliário. Foi muito difícil voltar a confiar num cuidador, ela apareceu na hora certa.

Obrigado por tudo Lídia e desculpa qualquer coisa. Bem-vinda Rafaela.

Aproveito também para agradecer à minha outra cuidadora dos fins-de-semana, Euridice Varela.

Eduardo Jorge

sábado, 30 de maio de 2015

Outras noticias de interesse

AGOSTO


29-8: 19 mil pessoas com deficiência, inscritas nos Centros de Emprego, não arranjam trabalho

28-8: Paguei a uma prostituta para ter relações sexuais com o meu filho

26-8: Designer cria calça jeans adaptada para cadeirantes

25-8: Pedi para meu marido procurar outra, conta jornalista após ficar tetraplégica

25-8: Cerca de 600 deficientes em férias promovidas por Santuário

25-8: Leia Mais:http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-sera-denunciado-na-onu-por-nao-garantir-direitos-de-deficientes,1750112Leia Mais:http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-sera-denunciado-na-onu-por-nao-garantir-direitos-de-deficientes,1750112Leia Mais:http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-sera-denunciado-na-onu-por-nao-garantir-direitos-de-deficientes,1750112Brasil foi denunciado na ONU por não garantir os direitos das pessoas com deficiência

24-8: Associação de apoio à deficiência quer travar anulação de acordos

22-8: Patos e lontras ajudam portadores de deficiência em Miranda do Douro

18-8: Programas dos partidos sem "políticas" para "pessoas com deficiência"

17-8: Braunability MXV é o primeiro SUV de produção com acessibilidade para cadeiras de rodas

Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias

Siga @Estadao no TwitterAssine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no TwitterAssine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no Twitter
16-8: Férias para todos

16-8: Centro de apoio a jovens com doenças raras e com deficiência precisa de bens essenciais

13-8: Tô a fim de um(a) cadeirante!

12-8: Autarcas preocupados com futuro do Centro de Medicina e de Reabilitação do Sul

11-8: Concurso para gestão de Centro de Reabilitação do Sul deve abrir ainda em agosto

11-8: Castêlo da Maia GC vai ter Desporto Adaptado

07-8: Ter um filho com deficiência ou doença grave não é tarefa fácil!

07-8: Mãe é presa nos EUA sob suspeita de prender em jaula filhos deficientes

05-8: Vencer Preconceitos

05-8: Pacientes com paralisia movem as pernas sem cirurgia

04-8: 31 jovens com deficiência mental estão em vias de ficar sem o centro da APPACDM de Viana do Castelo


03-8: Jovens com deficiência protagonizam peças de teatro nos bairros do Porto

02-8: Atletas com deficiência dão 44 medalhas a Portugal nos Jogos Mundiais do Special Olympics

02-8: Mergulho aplicado como terapêutica em pessoas com deficiência


JULHO

31-7: Razões e compromissos por Jorge Falcato

28-7: Pessoas com mobilidade reduzida impedidas de votar

26-7: Mãe de criança deficiente cria blogue

25-7: Acessibilidade urbana no Japão

23-7: França: Tetraplégico em estado vegetativo mantido em vida

23-7: 2.ª edição do concurso de fotografia "A Inclusão na Diversidade"

23-7: Poesia

17-7: Abertas as inscrições para frequentar o Curso de Hipoterapia/Equitação Terapêutica

16-7: O Estado despreza a pessoa com deficiência

16-7: Governo aprova Junta Médica Única para deficientes das Forças Armadas

15-7: Nova York faz 1ª marcha do orgulho das pessoas com deficiência

13-7: Nike reinventa o fecho e cria tênis para pessoas com deficiência

12-7: Dez anos depois de acidente, placa perfura esôfago e mulher de 37 anos morre

11-7: Crianças com paralisia cerebral testam veículo criado para auxiliar pessoas com disfunções neuromotoras graves

10-7: Santa Casa é parceira do SURFaddict para 2015

06-7: Alterações ao Programa de Emprego e Apoio à Qualificação das Pessoas com Deficiência e Incapacidade.

05-7: Praia Fluvial na Aldeia do Mato, Abrantes acessível

04-7: Única equipa portuguesa de futebol em cadeira de rodas elétrica promove modalidade

03-7: VIDEO: "Incontinencia fecal y urinaria; sexualidad y diversidad funcional"

01-7: A vida independente cada vez mais perto




JUNHO


30-6: Junta médica não reconhece dependência de jovem com 100% de incapacidade

29-6: Wheelmap: o mapa-mundo da acessibilidade, para quem depende de uma cadeira de rodas

29-6: A cadeira de rodas é uma parte de você? 

28-6: Barcelos: Ministro Mota Soares elogia “heroísmo resiliente” nas IPSS

28-6: Casais superam deficiência e provam que amor está acima de preconceitos

27-6: "O mais importante é nunca desistir"

27-6: Mergulho Seguro deste ano: "Vê se há água debaixo de água"Um mergulho de cabeça no mar, num local com pouca profundidade, deixou Ricardo Teixeira
26-6: Estudantes criam cadeira de rodas elétrica que sobe escadas

26-6: Louçainha é praia acessível

26-6: Tocha: Rovisco Pais duplicou oferta de convalescença

25-6: Estacionou num lugar para deficientes e teve uma desagradável surpresa

25-6: Elevador de Piscina

25-6: Reabilitação sensório-motora de tetraplégicos através de estimulação elétrica neuromuscular

23-6: Pelo menos 447 pessoas com deficiência estão em situação vulnerável

23-6: São Pedro de Moel é “Praia Acessível”

23-6: Banco de empréstimo para crianças com deficiência

23-6: Boccia: Portugueses ganham cinco medalhas na Polónia

22-6: Rede Sarah de reabilitação, o melhor hospital público do mundo!

20-6: Deficiências são escondidas por "vergonha e medo"

20-6: Barata e moderna, cadeira de rodas infantil ajudará crianças de países pobres

20-6: Doença tirou-lhe mobilidade. Pensão nem dá para sobreviver

19-6: Lançada campanha inédita de inclusão de crianças deficientes na sociedade portuguesa

19-6: Cantanhede: Praia da Tocha com Bandeira Azul e das Acessibilidades

19-6: E se a cor dos sapatos o impedisse de aceder a uma parte de Lisboa?

18-6: Elétricos em Lisboa não são acessíveis

18-6: Do Marquês a Entrecampos. Obras para acessibilidade de deficientes começam em julho

18-6: Comfort Keepers – Cuidados Domiciliários

18-6: Sociedade ainda não é inclusiva para as pessoas com deficiência

17-6: Emprego pessoas com deficiência: O Talento não tem Limites

16-6: CM Cascais reforça serviço de transporte adaptado

16-6: Praia fluvial do Pego Fundo, em Alcoutim acessível

16-6: BioMob, um guia de locais acessíveis

16-6: Governo corrige juros do crédito para pessoas com deficiência

15-6: Governo muda protecção na invalidez e acaba com lista de doenças

12-6: Cidadãos com dificuldades de mobilidade enfrentam poderosos obstáculos físicos

12-6: O exoesqueleto de Miguel Nicolelis, um ano depois

11-6: Praia Fluvial de Pampilhosa da Serra e Praia da Luz hasteiam bandeira Praia Acessível

11-6: Canadá organiza orgia para portadores de deficiência

11-6: Doente em cadeira de rodas paga 50 euros por junta médica feita na rua

11-6: Barcelona cria sistema para avaliação cognitiva de trabalhadores com deficiência cognitiva

11-6: Surf para pessoas com deficiência

09-6: Revista Plural & Singular (dedicada à deficiência)

08-6: Semana Acesso Cultura 2015

08-6: Lego inclusivo

08-6: Portugal é um dos países europeus com melhores resultados ao nível da educação inclusiva

08-6: Programa de Difusão de Actividades Artísticas, Culturais e de Formação da ANACED

08-6: Mestrado em Comunicação Acessível - Regime b-Learning

06-6: Gesto solidário de funcionária de restaurante torna-se viral

05-6: Pensar as acessibilidades é tarefa de todos

05-6: Seminário "Acessibilidade Sustentável - II Encontro Nacional da SUPERA 2015"

05-6: Tribunal Europeu a favor da eutanásia para tetraplégico em estado vegetativo

04-6: Moradores da Póvoa de Santa Iria unidos no apoio à deficiência

04-6: SEF deteve dupla suspeita de explorar deficientes estrangeiros na mendicidade

01-6: Enfermeiro apoia portadores de deficiência

01-6: Reiki ajuda à socialização numa instituição para a deficiência de Bragança

01-06: e-Acessibilidades

01-6: “Pedro Dias – Uma Vida, Um Projecto!
MAIO

31-5: Acessibilidades no Palácio Nacional de Mafra

29-5: Escolas regulares não têm recursos para crianças com deficiência

28-5: Campanha quer reduzir para zero os acidentes de mergulho

27-5: Presidente da República condecora atletas paralímpicos e olímpicos

25-5: Assim como eu

24-5: Video: "Sexualidade e esclerose múltipla"

23-5: Catálogo de obras de Arte produzidas no nosso país por Artistas com necessidades especiais

22-5: Tetraplégico consegue pegar num copo usando o pensamento

22-5: Parlamento Europeu aprova resolução sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência

22-5: Porto discute como evitar "desconforto" no atendimento a pessoas com deficiência

21-5: Só 11 candidatos querem adotar crianças com deficiência

21-5: Direitos dos deficientes

21-5: Amiga de Angélico pede seis milhões de euros

18-5: Cavaco reuniu-se com os Deficientes das Forças Armadas

18-5: Symbol LAB: atualização gratuita disponível – agora ainda mais fácil

17-5: Produtos sanitários para pessoas com mobilidade condicionada

17-5: Igual Habitat - Turismo rural acessível

14-5: "Estado tem dívida com militares deficientes que não será saldada"

14-5: Livro autobiográfico relança debate na França sobre assistência sexual para deficientes

13-5: Vox4all 2.0: nova atualização gratuita – facilidade na pesquisa de símbolos

10-5: Campanha cria hologramas como protetores de vagas de deficientes

08-5: Dia Paralímpico




04-5: Tábua de transferência

04-5: Alvaiázere vai ter lar e centro ocupacional para deficientes

02-5: Açores: Abriu a ATIC – Agência para o Turismo Inclusivo e Cultural

02-05: Novo Site da Associação Nacional dos Deficientes Sinistrados no Trabalho 


ABRIL

30-4: Open Day de Canoagem e Vela adaptada

28-4: Lutaram durante anos para fazer nascer o lar residencial

27-4: Protocolo junta instituições para apoiar crianças com deficiência

23-4: Governo aprova programa de apoio à empregabilidade de pessoas com deficiência

23-4: Associação de surf adaptado quer criar competições para pessoas com deficiência

22-4: Medicamento que poderia restaurar o movimento de pessoas paralisadas ganha status de “promessa extraordinária”

20-4: Direção Geral da Saúde lança Manual Nutrição e deficiência(s)

18-4: Há pessoas impedidas de sair de casa por falta de acessibilidade

17-4: A dor que eles não sentem

17-4: Ciclo de Seminários Educar na e para a diversidade: Tecnologias de Apoio para a Inclusão (TAI)

17-4: IX Jornadas Sociais de Lousada 2015

16-4: Devotees??

16-4: Empresários ainda têm o estigma de contratar pessoas com deficiência

15-4: Área Metropolitana do Porto pode ficar sem Provedor do Cidadão Deficiente

14-4: Pendural ou Triângulo auxiliador

13-4: Lisboa: InArte - Encontros Internacionais de Inclusão pela Arte





30-3: Uma cidade com passeios “de se lhe tirar o chapéu”!

30-3: ARS vai contratar 32 profissionais para o Centro de Reabilitação do Sul

29-3: Misericórdia de Lisboa financia investigação sobre esclerose lateral amiotrófica

27-3: Lisboa: Gulliver apresenta solução para as férias escolares

26-3: Software utilizado por Stephen Hawking lançado gratuitamente

23-3: Instituição de apoio a cidadãos com deficiência abre cantina

24-3: Fim do financiamento ao programa Cuidar dos Cuidadores

20-3: Gondomar: Convenção Multidisciplinar de Educação

18-3: Circular de cadeira de rodas em Espinho

18-3: 80 atores com deficiência levam musical “Jesus Cristo Super Star” ao Coliseu

18-3: Associação denuncia situações que prejudicam crianças com deficiência

17-3: Assistência sexual a pessoas com deficiência

16-3: 10 dicas para a vida sexual de utilizadores de cadeira de rodas

13-3: Japão desenvolve robô capaz de erguer idosos e cadeirantes

05-3: A resiliência em pessoas com lesão medular que estão no mercado de trabalho

04-3: Pessoas com deficiência: como votar nas eleições da Madeira?

04-3: Novo equipamento substitui rampas

03-3: Programa de Actividades Artísticas, Culturais e de Formação da ANACED

01-3: Pais-em-Rede nasce em Braga para apoiar famílias e concretizar a inclusão

FEVEREIRO

12-2: Jovens com deficiência deixam de ser transportados pela Misericórdia do Porto

11-2: Rastreio de Terapia da fala a 6 de Março

5-2: PSD e CDS contra portaria que afasta alunos com dificuldades das escolas

10-2: Lisboa recebe Assembleia Geral e Conferência do Comité Paralímpico Europeu em 2015

17-2: Em Março arranca o YOGA adaptado! Inscreva-se até dia 23

20-2: O Deficientezinho (página de humor)