terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Banco de Produtos de Apoio em Santarém

A INCLUIR de Santarém – Associação de Apoio aos Deficientes de Paralisia Cerebral Maria do Carmo Silva Melancia vai assinar o protocolo do Banco de Ajudas Técnicas/Produtos de Apoio da Câmara Municipal de Santarém, no dia 27 de janeiro, no Salão Nobre da Câmara Municipal.

Este protocolo consiste numa rede de parceiros que coloca à disposição da comunidade as ajudas técnicas/produtos de apoio que têm disponíveis. Qualquer cidadão de Santarém que temporariamente necessite de canadianas, cadeira de rodas, bengalas, andarilhos, entre outros produtos pode informar-se sobre as condições de utilização do produto em qualquer entidade parceira e fazer a requisição do produto na entidade que o tem disponível.

Com a assinatura do protocolo a AADPCMCSM – Incluir irá também ser um ponto de informação à comunidade pois irá ter nas suas instalações um gabinete de apoio ao cidadão com necessidades especiais e suas famílias para a obtenção da ajuda técnica/produto de apoio permanente.

Neste dia arranca a campanha de recolha de Ajudas Técnicas/Produtos de Apoio que vai decorrer entre o dia 27 de janeiro a 27 de fevereiro. A população é convidada a doar ao Banco de Ajudas Técnicas/Produtos de Apoio de Santarém todos os materiais de apoio técnico que já não utilize e que de alguma forma considere que vai ser útil a outra pessoa.

Pode entregá-los nas várias instituições parceiras. A AADPCMCSM – Incluir funciona na Av. 25 de Abril, nº 50 A e tem como contacto o n.º 243306196.

Fonte: O Ribatejo

Crédito à habitação a pessoas com deficiência: Nova lei, problemas à porta

Ao fim de vários anos de protestos das associações de deficientes e da DECO, o regime de crédito à habitação para deficientes ganhou autonomia, deixando de estar afeto às condições dos empréstimos dos trabalhadores do setor bancário. O novo regime tenta colmatar os problemas que afetavam quem, até agora, queria contratar um crédito deste tipo. Entre as falhas mais graves, destacavam-se a obrigatoriedade de contratar seguro de vida - tarefa hercúlea para quem vive com uma deficiência - e os entraves à migração do regime geral para o bonificado.

Esta era uma dificuldade colocada a quem, tendo já um crédito à habitação, se via, de um momento para o outro, a braços com uma situação de incapacidade superior a 60%, por exemplo, na sequência de um acidente de trabalho. Com a nova lei, o seguro de vida deixou de ser obrigatório, mas a sua exigência não está interdita, ou seja, os bancos podem, se assim o entenderem, continuar a exigi-lo. E a migração para o regime bonificado passou a ser automática, mas o montante dos juros suportados pelo Estado desceu significativamente.

Bonificado, mas menos
Com o novo enquadramento legal, a bonificação dada pelo Estado limita-se à diferença entre a taxa de referência para o cálculo das bonificações (TRCB) e 65% da taxa de refinanciamento (REFI). A TRCB corresponde ao valor da Euribor acrescido de um spread (margem de lucro do crédito) de 0,5 por cento. O valor da TRCB em vigor no primeiro semestre de 2015 é de 0,679 por cento. Se a isto for descontado 65% do valor da REFI, a bonificação máxima do Estado não ultrapassa atualmente os 0,6465 por cento. 

Ou seja, quem tem uma taxa contratual de, por exemplo, 4%, pagaria, até agora, 0,0325 por cento. A partir de janeiro, quem contrate (ou migre) um crédito com a mesma taxa, pagará 3,3535 por cento. Como, nos últimos anos, os spreads subiram além dos 5%, sendo hoje possível contratar na casa dos 3%, o novo regime acaba por fazer aumentar em muito o montante a cargo do titular do crédito. Em termos práticos, num empréstimo de 100 mil euros a 30 anos, com spread de 4%, o juro suportado pelo cliente atinge, no novo regime, 294,62 euros. No regime anterior, não ia além de 2,71 euros (ver gráficos).

Crédito continua (in)seguro
Até agora, a obrigação de contratar um seguro de vida para aceder ao crédito à habitação para deficientes era responsável por boa parte das dificuldades com que o consumidor era confrontado. Além de serem colocados inúmeros entraves à sua subscrição, quando o seguro era aceite, os prémios eram de tal forma elevados - por vezes, quase tão altos quanto a prestação - que acabavam por inviabilizar a contratação do empréstimo. Numa tentativa de resolver o problema, o seguro deixa de ser obrigatório no novo regime legal. Contudo, como também não é proibido, há motivos para supor que os bancos irão continuar a exigi-lo. 

Basta considerar que atualmente todos o exigem nos créditos ao abrigo do regime geral. Resultado: os cidadãos com deficiência vão continuar a deparar com a mesma dificuldade. Outro aspeto pouco claro na nova lei prende-se com a obrigação, ou não, de os bancos comercializarem crédito para portadores de deficiência. O novo regime define que a migração do regime geral para o regime bonificado é automática, desde que estejam preenchidas as condições necessárias. Passa também a ser permitida a migração para outro banco por parte de quem já é titular de um crédito para deficientes. Não há, porém, nada que indique que todas as instituições bancárias são obrigadas a comercializá-lo.

O seguro de vida deixa de ser obrigatório, mas os bancos podem exigi-lo na mesma, mantendo-se o entrave do regime anterior.

Vender só passados cinco anos
Segundo o novo regime legal, é impossível vender uma casa ou um terreno, comprados ao abrigo do crédito bonificado para deficientes, nos cinco anos a seguir à assinatura do contrato. Quem violar esta disposição é obrigado a devolver as bonificações de que já usufruiu, acrescidas de uma penalização de 10 por cento. Ficam, no entanto, salvaguardados alguns casos excecionais em que a venda é permitida, por exemplo, aumento do agregado familiar ou mobilidade profissional do titular do contrato ou do seu cônjuge. 

Mesmo nestas situações, o produto da venda tem de ser investido na compra ou na construção de uma nova habitação. Ou seja, quem quiser optar pelo arrendamento não o poderá fazer. No caso da mobilidade profissional, esta só é considerada se o novo emprego ficar a, pelo menos, 35 quilómetros do antigo. Não é tida em conta a distância a que fica o local da habitação atual. Apesar de ter aspetos positivos, o novo enquadramento coloca ainda alguns problemas que devem ser resolvidos. A DECO vai, por isso, continuar a acompanhar esta situação, avançando com as propostas de alteração necessárias, de que lhe daremos conta sempre que for oportuno.

Consumidores exigem
Apesar de o novo regime de crédito à habitação para deficientes ser, em si, uma mais-valia, subsistem problemas. A bonificação concedida pelo Estado diminuiu consideravelmente, afetando sobretudo os contratos com taxas mais altas. Esta alteração põe em causa o benefício de contratar um crédito bonificado e, por isso, deve ser revista. Não faz sentido que só possa aceder ao regime bonificado quem for maior de idade.

Os pais de um menor deficiente podem precisar de fazer obras em casa ou de comprar uma habitação nova em função da deficiência do filho, pelo que o regime deveria ser aberto ao agregado enquanto o filho não fizer 18 anos. O facto de o seguro de vida deixar de ser obrigatório não resolve o problema com que os cidadãos deficientes se debatem há anos. Ou se proíbe a sua exigência ou se regulamenta o acesso aos seguros de vida por parte de cidadãos portadores de deficiência. Só assim se pode evitar que a discriminação os impossibilite de beneficiar dos ganhos associados ao regime de crédito específico.

Apesar de a migração passar a ser automática, não é claro que todas as instituições bancárias sejam obrigadas a comercializar este tipo de crédito - um aspeto que é necessário clarificar. Vamos exigir a correção destes problemas à Assembleia da República e dar conta das nossas preocupações ao Banco de Portugal, para que este zele pela justa aplicação do novo regime.

Condições de acesso ao crédito
- Grau de incapacidade igual ou superior a 60%.
- Não ser titular de outro empréstimo bonificado.
- Não haver no agregado familiar outro titular de um empréstimo bonificado.
- Ser maior de idade.
- 190 mil euros como montante máximo do empréstimo.
- Prazo máximo de 50 anos.
- Empréstimo destinado à compra, ampliação, construção ou realização de obras em habitação própria e permanente; compra de terreno para construir casa própria ou para obras de melhoria das acessibilidades do edifício onde fica a habitação.
- Imóvel não pode ser adquirido aos pais, avós, filhos ou netos do cidadão deficiente.
- Impossibilidade de vender o imóvel durante cinco anos, exceto em casos específicos, por exemplo, se o titular falecer ou se o titular, o seu cônjuge ou companheiro ficar desempregado por mais de seis meses.

Fonte: Jornal de Negócios

Portugal vai organizar Europeu de natação adaptada

O Comité Paralímpico Internacional (IPC) atribuiu esta quinta-feira a Portugal a organização do campeonato europeu de natação adaptada de 2016, que irá decorrer no Funchal, anunciou a Federação Portuguesa de Natação (FPN). Para o presidente da FPN, o evento, que decorrerá entre 24 de maio e 04 de junho, poderá ser "um motor de desenvolvimento da prática da prática desportiva e consequente aumento do número de nadadores com deficiência" e uma forma de "afirmar Portugal como organizador de grandes eventos desportivos".

Em declarações reproduzidas pela FPN, António José Silva considera que a prova "servirá também como culminar do processo da inclusão da natação para pessoas com deficiência na sua estrutura organizativa". A prova, que será a última de apuramento para os Jogos Paralímpicos Rio2016, deverá juntar no complexo olímpico de piscinas da Penteada cerca de 500 praticantes e mais de 300 elementos de "staff".

No último Europeu de natação adaptada, realizado em Eindhoven, na Holanda, Portugal conquistou duas medalhas de bronze por intermédio de David Grachat nos 400 metros livres S9 e por Nelson Lopes nos 50 metros costas S4.

A edição de 2015 disputa-se em julho, na cidade escocesa de Glasgow.

Fonte: Sapo Desporto

Dificuldades para pessoas com mobilidade reduzida continuam a existir

Há mais de 20 anos existe uma lei de adaptação dos espaços públicos a pessoas com mobilidade reduzida. O programa da RTP "Sexta às Nove" foi descobrir como cerca de um milhão de pessoas enfrenta dificuldades diárias em deslocações e serviços públicos.

Veja a reportagem em vídeo AQUI

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Está interessado em ir à Serra Nevada com a Associação Salvador?

A Associação Salvador está a avaliar a hipótese de organizar uma viagem à Serra Nevada, onde será possível desfrutar de momentos únicos de convívio e de ski adaptado!

Programa Provisório:
16 de Março - Viagem Lisboa - Serra Nevada
17 a 19 de Março - Aulas de ski adaptado com um monitor por pessoa entre as 10h e as 13h; almoço e tarde livre
20 de Março - Viagem Serra Nevada - Lisboa

O alojamento será num hotel (a definir), em regime de meia pensão, incluindo o pequeno-almoço e o jantar. Gostaríamos de perceber quem estaria interessado em participar neste evento, para decidir se avançamos ou não (dependendo do nº de interessados).

Este evento terá um custo bastante superior ao dos restantes eventos, pelo que a comparticipação solicitada será também superior. Caso esteja interessado em participar, pedimos por favor que responda a um breve questionário, até ao próximo dia 30 de janeiro.

Depois de analisadas a respostas, e caso verifiquemos que existe adesão, entraremos em contacto com as pessoas que referiram estar interessadas, para lhes fornecermos toda a informação sobre o evento.

Melhores cumprimentos,
A Equipa da Associação Salvado

Mais informações: Associação Salvador

Vídeo tocante mostra a deficiência física vista pelos olhos das crianças

As caretas são sempre engraçadas, independentemente de quem as faz. Pais e filhos foram convidados a participar numa actividade organizada pela Noémi Association, uma organização francesa que apoia pessoas com deficiências. Sentados lado a lado com uma parede a dividi-los, os adultos e as crianças tinham que imitar as caretas que apareciam num ecrã colocado à sua frente.

A brincadeira estava a ser divertida para ambos. Mas quando surgiu uma pessoa com deficiência a fazer uma careta, as reacções foram bastante diferentes: As crianças imitaram-na, os adultos não o fizeram e mostraram um semblante triste e abatido. O objectivo? “Ver as diferenças através dos olhos das crianças”, explica a associação. Ou seja, encarar as pessoas que possuem uma deficiência da mesma forma que vemos os outros.


Fonte: SOL

Turismo perde 140 mil milhões por falta de condições para deficientes

Um estudo estima que a nível europeu o turismo esteja a perder 142 mil milhões de euros todos os anos devido «à infraestrutura deficiente, serviços e atitudes em relação aos viajantes com necessidades especiais», indicou a associação Acesso Cultura.

Os dados constam de uma pesquisa realizada recentemente pela Universidade de Surrey, Inglaterra, de acordo com nota remetida às redações pela Acesso Cultura, uma associação cultural que promove a melhoria das condições de acesso, físico, social e intelectual aos espaços culturais e à oferta cultural.

Este estudo será uma das bases para os debates que a Acesso Cultura promove em simultâneo, na quinta-feira, em três cidades portuguesas - Albufeira, Lisboa e Porto - com especialistas e empreendedores da área do Turismo Acessível.

«Os investigadores acreditam que, se os destinos europeus forem totalmente acessíveis, essa procura pode aumentar até 44% por ano, o que resultaria em um adicional de 142 mil milhões de euros no PIB [Produto Interno Bruto] e 3,4 milhões de postos de trabalho para a economia europeia», lê-se na nota.

Entre os aspetos negativos, os inquiridos, de 12 países da União Europeia, apontaram o preço da acessibilidade, no entanto a disponibilização de informação e de assistência médica são considerados obstáculos mais significativos do que a acessibilidade dos locais em si.

Num estudo que também aborda o setor da alimentação e bebidas, a importância da identificação de itinerários e de locais de estacionamento acessíveis, entre outros temas, são apontadas barreiras na fase do transporte, nomeadamente em companhias aéreas, aumentando o grau de dificuldades quando é utilizada uma transportadora de baixo custo.

O estudo citado pela Acesso Cultura fala em «previsão de crescimento de mercado com base no crescimento previsto da população idosa e o consequente crescimento do número de indivíduos com deficiência».

«Perante esta realidade, que oportunidade e que obrigações surgem para as instituições culturais?» é a pergunta que a associação lança nos debates que se realizam das 18:30 às 20:00 com entrada livre.

Em Albufeira, a sessão decorre na biblioteca Lídia Jorge com o diretor-geral do Grupo Pedras (Pedras da Rainha e Pedras d'El Rey), António Almeida Pires, e o diretor do Museu de Portimão, José Gameiro.

Já em Lisboa, no Museu da Cidade, vão estar da European Network for Accessible Tourism (ENAT), Ana Garcia, dos Parques de Sintra Monte de Lua, Nuno Oliveira, e da Cooperativa Milacessos, Pedro Brandão.

Quanto ao Porto, onde o debate decorre na biblioteca Almeida Garrett, são convidados um responsável da Turismo do Porto e Norte de Portugal, António Cândido, responsáveis por projetos ligados à mobilidade acessível como da Places4All, Hugo Vilela, da Cultur´friends, Luís Vaz, e da Waterlily, Olívia Nogueira, uma professora do Curso de Mestrado em Turismo, da Escola Superior de Educação de Coimbra, Eugénia Liam Devile, bem como a provedora municipal dos cidadãos com deficiência, Lia Ferreira.

Fonte: TVI24

sábado, 17 de janeiro de 2015

Escaras: Apresento-vos as minhas meninas

Primeiro surgem-me suores sem parar, depois reabre a ferida no ísquio e aparece uma nova no pé esquerdo, por último uma gripe. Nada que um tetraplégico não conheça, mas surgir tudo ao mesmo tempo é muito azar. Foi o que me aconteceu. A gripe esteve como mostra o vídeo abaixo, mas o mucosolvan perlonguets em cápsulas, anti-inflamatório e antibiótico, felizmente já ajudaram a resolver.

A ferida do pé iniciou assim...

…uns dias depois complicou-se e surgiu necrose, após 8 dias de tratamento com hidrogel, daflon 500 e antibiótico melhorou um pouco.
A persistente do rabiosque está quase resolvida, problema é que no dia do banho volta sempre a sair a crosta protetora, o que tem complicado e muito.

Nisto tudo, o pior é não poder ir trabalhar e suportar os monótonos dias passados na cama. Por indicação médica tenho estado de cama. Assim evito a pressão nas feridas o que facilita a cicatrização. Meus dias baseiam-se em ficar deitado em decúbito lateral esquerdo durante a manhã, tarde toda em decúbito ventral, noite outra vez do lado esquerdo e dormir de ventral, e assim sucessivamente.

 Semana que vem vou iniciar levantos para a cadeira de rodas, mas sempre com o suporte de pé na horizontal para evitar pressão no  pé e verificar a reação, e próxima terça feira vou ver o que me diz a médica em Alcoitão.

Nova ida ao médico

Ontem, dia 21/1, mais uma ida à médica em Alcoitão. Visto as melhoras serem pouco significativas, vou iniciar novos tratamentos. Ferida do pé passa do hidrogel para ulcerase e a do isquio passa a ser tratada só com betadine em penso. Receitaram-me também novo antibiótico (ciprofloxacina) e claro, continuar na cama.

Mas nem tudo são más notícias, os incómodos suores que surgiam sempre que me levantava para a cadeira, ontem desapareceram. Espero que de vez.

Participe por favor

Se sofre de AVC, Lesão Medular e Traumatismo Crânio Encefálico participe e divulgue este estudo pf. Preencha o questionário abaixo e envie-o para: diogo_baiao_796@hotmail.com


Questionário nº ____


Questionário: Prática Desportiva Adaptada

Idade: _________________ Género: 1. Masculino 2. Feminino 
Onde Reside: ________________________ Vive sozinho/a?____________________

Estado Civil
1. Solteiro/a
2. Casado/a
3. Viúvo/a
4. Divorciado/a
5. União de Facto

Escolaridade
1. Analfabeto
2. Sabe Ler e Escrever
3. Ensino Primário
4. Ensino Secundário
5. Ensino Superior

Qual destes episódios foi o seu?
1. Acidente Vascular Cerebral (AVC)
2. Traumatismo Crânio Encefálico (TCE)
3. Lesão Medular

I - Antes do Episódio
1. Costumava praticar atividade física/frequentar ginásio ou algum tipo de modalidade desportiva? Se Sim, qual ou quais?
2. Se respondeu afirmativamente à questão anterior, com que frequência praticava atividade física durante a semana?
3. Antes do episódio, continuava a praticar desporto/atividade física ou já tinha desistido antes de ter acontecido o mesmo?
3.1. Se já tinha desistido antes do episódio, quais as razões que o/a levaram a abandonar a prática de atividade física/modalidade desportiva?

II - Depois do Episódio
4. Atualmente, pratica atividade física/frequenta ginásio ou algum tipo de modalidade desportiva? Se Sim, qual ou quais?
4.1. Se respondeu Sim à questão 4, tem fácil acesso ao local onde pratica atividade física ou não?
4.1.1. E tem dificuldades em desempenhar a atividade física? Quais são então essas dificuldades/barreiras?
4.2. Se respondeu Sim à questão 4, gosta de estar envolvido/a na prática de atividade desportiva? Porquê?
4.3. Sente que o acompanhamento por parte do técnico do ginásio é adequado e vai de encontro às suas necessidades? Porquê?
4.4. Se respondeu Não à questão 4, gostaria ou sente necessidade de praticar atividade física num ginásio ou frequentar um clube desportivo? Porquê?
4.4.1. Que dificuldades/barreiras pensa à partida encontrar que possam impedir a participação na atividade física/modalidade desportiva desejada?
5. Como se sentiu ao preencher este questionário? Tem algum comentário a colocar sobre as questões ou possíveis sugestões?

Obrigado pela sua colaboração

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Projecto-Piloto de Vida Independente em discussão em Lisboa

Está aberto até ao dia 3 de Fevereiro um período de auscultação da Comunidade de Pessoas com Deficiência para recolher opiniões e sugestões sobre as orientações básicas deste projecto-piloto.
Essas orientações estão no documento “Bases para um Projeto Piloto de Vida Independente” (que pode consultar neste link: http://lisboasolidaria.cm-lisboa.pt/documentos/1417640886B6fKJ4zf3Mp69UO4.pdf ).

Para debate, esclarecimento de dúvidas e recolha de contributos serão realizadas mais duas sessões públicas, nas seguintes datas:

23 de Janeiro (6.ª feira), das 14h30 às 17h30
29 de Janeiro (5.ª feira), das 17h30 às 20h00.

Todas as sessões terão lugar nos Paços do Concelho (Sala do Arquivo). As reuniões são abertas, mas é necessária inscrição prévia por telefone (213 588 693) ou email (vida.independente@cm-lisboa.pt).

Apesar do projecto-piloto ser em Lisboa, é importante que seja amplamente participado e discutido para que se torne uma fonte de experiência e dados para uma possível legislação.

No blogue vidaindependentelx.wordpress.com pode acompanhar o desenvolvimento do projecto e dar a sua opinião.

Partilhe e divulgue este projecto!!

Noticia: (d)Eficientes Indignados

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Directório sobre Acessibilidade em Espaços Culturais e Artísticos do Distrito de Coimbra

Sendo missão da ANACED defender o direito de todas as pessoas com deficiência a participar, em condições de igualdade com as demais, na vida cultural, é com grande satisfação que esta associação, com o co-financiamento do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P., no âmbito do seu Programa de Financiamento a Projectos, apresenta o Directório sobre Acessibilidade em Espaços Culturais e Artísticos do Distrito de Coimbra, que dá a conhecer as condições de acessibilidade dos equipamentos culturais que se disponibilizaram para responderem ao questionário elaborado pela ANACED para aferir sobre as mesmas.

Esta publicação, a par das já lançadas em 2012 e 2013, constitui um primeiro passo de um processo dinâmico, no sentido de dar a conhecer as condições de acessibilidade de todos os espaços culturais e artísticos do nosso país, de apontar o caminho para a eliminação das barreiras que impedem a plena fruição do património cultural e de promover a partilha de experiências e conhecimentos entre os diferentes espaços e seus utilizadores.

Para conhecer e dar-nos a sua opinião sobre esta publicação queira, por favor, aceder ao link: http://anacedarte.wix.com/anaced#!sobre-2/c21hz,

Com os melhores cumprimentos,

A Direcção da ANACED

ANACED
Associação Nacional de Arte e Criatividade de e para Pessoas com Deficiência
Rua do Sítio ao Casalinho da Ajuda
1349 -011 Lisboa
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NIFC: 502471263
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Novo implante na medula permite recuperar capacidade de andar

Cientistas suíços criaram um novo material, implantável na espinal medula de um corpo paralisado, que lhe permite recuperar a capacidade de andar. O implante foi testado com sucesso em laboratório em cobaias paralisadas, que recuperaram o movimento dos membros afectados. Está agora previsto o início da fase de testes em humanos.

O dispositivo foi desenvolvido por cientistas da École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL), na Suíça, liderados pela professora Stéphanie Lacour. O implante é incrustado num novo material flexível, extensível e condutor, desenvolvido à base de silício e ouro dispostos em camadas ultra-finas de apenas 35 nanómetros (0.000035 milímetros).

O dispositivo transmite impulsos eléctricos e administra medicação, funcionando como uma “ponte”entre segmentos da espinal medula que tenham sido decepados. O novo material foi baptizado de e-Dura, a partir de dura mater, ou dura, a mais espessa das três membranas, ou meninges, que envolvem o cérebro e a espinal medula.

Devido à sua flexibilidade e elasticidade, o e-Dura não causa inflamação nem é rejeitado pelo tecido da espinal onde é implantado. “A espinal medula expande-se e relaxa”, explica a professora Stéphanie Lacour. “Se tivéssemos um material não deformável, a fricção iria causar inflamação”.

“O nosso implante pode permanecer por períodos de tempo mais longos na espinal e no córtex precisamente porque tem as mesmas propriedades mecânicas da dura mater“, revela Lacour. O resultado da investigação foi publicado esta sexta-feira na revista Science . Os investigadores esperam agora efectuar testes em humanos e desenvolver um protótipo para uso comercial.



Enviado por José Mariano - Fonte: AJB, ZAP

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A Associação Gulliver convida-o para workshop de cozinha

Workshop de cozinha com: Pedro Lobo

Começamos o ano com um novo desafio, a descoberta de alguns segredos da gastronomia portuguesa. A nossa gastronomia com influências Mediterrânicas e também atlânticas como é visível na quantidade de peixe que os portugueses consomem tradicionalmente.

O convite para o Workshop tem como objectivo, o despertar e a descoberta de sabores, cheiros tipicamente portugueses. Para tal, iremos confeccionar um prato e uma sobremesa tipicamente português, contando historias ao redor dos mesmos,partilhando truques e saberes tradicionais entre todos os participantes.

No final da confecção iremos saborear os pratos tradicionais portugueses.

Inscreve-te!!!

Programa:
Domingo

10h00- Encontro – Largo da Luz – Lisboa
11h00 -Workshop de cozinha portuguesa – Espassus 3G
13h00 – Almoço
Reserve o seu lugar até dia 14 de Janeiro.
Inscrições limitadas!

Mais informações: Associação Gulliver

Nelson de Carvalho é o novo presidente do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA)

Nelson Augusto Marques de Carvalho, ex-presidente da Câmara Municipal e ex-presidente da Assembleia Municipal de Abrantes, foi eleito na terça-feira presidente da direção do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA).

Nelson de Carvalho substitui no cargo Humberto Lopes, em mandato válido para um período de quatro anos.

A nova direção do CRIA, com um mandato para quatro anos, integra ainda os nomes de Piedade Pinto e Aníbal Melo na direção, Bruno Tomás, Sónia Alves e Luís Silvério são suplentes da direção, e Bento Henriques preside ao Conselho Fiscal da instituição.

O ex-presidente do CRIA, Humberto Lopes, assumiu a presidência da Assembleia Geral do CRIA.

Fonte: Antena Livre

sábado, 3 de janeiro de 2015

Visita Museu da Eletricidade

Dia 16 de Janeiro, das 10h00 às 14h30,  a Associação Salvador convida-o a participar numa visita ao Museu da Eletricidade e à exposição "7 Milhões de Outros" seguido de almoço no restaurante Café In.
Programa:
9h30 - Chegada ao Museu
9h45 - Início Visita ao Museu + Exposição 7 Milhões de Outros
12h - Fim da Visita
13h às 14h30 - Almoço restaurante Café In

O Museu da Eletricidade é um 10 dos museus gratuitos mais incríveis do mundo, segundo o site internacional de viagens SmarterTravel. A localização geográfica do museu e a vista para o rio Tejo são fatores determinantes para o museu ser considerado “uma maravilha secreta de Lisboa” além de “um bom local para se refrescarem em dias de calor”, segundo os utilizadores do Trip Advisor.

A exposição 7 Milhões de Outros trata-se sobre cada um de nós e sobre todos nós. Nela, é da humanidade que se fala, na sua unidade e na sua diversidade. E também se fala do mundo onde vivemos, da nossa Casa Comum.

Valor de participação:
6 € Para pessoas que têm Cartão Amigo activo
8 € Para os restantes e acompanhantes

Poderão inscrever-se aqui até dia 7 de Janeiro.

Apressem-se a fazer a vossa inscrição, pois temos um limite máximo de 15 participantes (mais os acompanhantes).

Melhores cumprimentos,
A Equipa da Associação Salvador

Ganhe uma PlayStation4 comemorativa dos 20 anos da marca

A PlayStation e a Associação Salvador juntaram-se para uma parceria, no âmbito da qual as unidades da PlayStation®4 20th Anniversary Edition disponíveis para o mercado português serão leiloadas numa plataforma especialmente criada para o efeito. Todos os lucros do leilão reverterão a favor da prática de desporto adaptado promovida pela Associação Salvador.

Com apenas 40 consolas (das 12.300 existentes a nível mundial) disponíveis para leilão, a plataforma online estará aberta para pré-registos a partir de hoje. O leilão decorrerá entre os dias 9, 10 e 11 de Janeiro de 2015, e todas as consolas desta edição limitada da PS4 destinadas ao mercado português serão vendidas exclusivamente desta forma.

Com a celebração desta parceria, a PlayStation destaca a importância e relevância do trabalho desenvolvido pela Associação Salvador em Portugal no combate à exclusão social das pessoas com deficiência motora.

Nesse sentido, a Associação Salvador desenvolve diversos projectos nas áreas da promoção da qualidade de vida, emprego, eventos de convívio, sensibilização em escolas e desporto. A este nível, a Associação Salvador tem desde sempre fomentado a prática regular de actividades físicas, disponibilizando, neste momento, a prática de cardiofitness, ciclismo (handbikes), iniciação ao meio aquático, dança, vela, canoagem, remo, andebol e surf.

Para celebrar esta parceria, foi criado um vídeo especialmente para o efeito, que conta com as participações de Nani, Nuno Gomes, Jorge Gabriel e Rita Pereira, que dão a cara por esta campanha de sensibilização, apelando à participação de todos neste leilão solidário.

A PlayStation®4 (PS4™) 20th Anniversary Edition, uma PS4™ especial que celebra o lançamento da primeira PlayStation a 3 de Dezembro de 1994. A edição está limitada a 12.300 unidades, um número que reflecte a data de lançamento da PS original. Esta PS4 edição limitada, bem como os acessórios incluídos (comando wireless DUALSHOCK®4, suporte vertical e PlayStation®Camera) apresentam-se na cor ‘Original Grey’ e estão incluídos numa embalagem especial e comemorativa.

Fonte: multidesportos.com

Requalificação de trabalhadores da Segurança Social com deficiência do ISS

O Instituto da Segurança Social (ISS) anunciou nesta quarta-feira que apenas dois dos 45 trabalhadores com deficiência foram abrangidos pelo processo de requalificação e informou que foram os próprios que pediram para ser incluídos. Numa nota enviada às redacções, o ISS diz que “de um total de 45 trabalhadores com deficiência potencialmente abrangidos pelo processo de racionalização de efectivos, apenas dois, a seu pedido expresso, foram abrangidos”.

A decisão faz parte da deliberação do Conselho Directivo do ISS, de 29 de Dezembro. Na mesma nota, o ISS assegura ter feito “uma avaliação cuidada dos funcionários portadores de deficiência” e que cumpriu e respeitou “escrupulosamente os princípios e direitos emanados da Lei n.º 38/2004, que, desta forma, protege os direitos laborais”.

Estes funcionários estão incluídos no grupo de 697 trabalhadores que deverão ser colocados em inactividade, no âmbito do regime de requalificação, segundo proposta do ISS, aprovada pelo secretário de Estado da Administração Pública, Leite Martins.

O regime de requalificação prevê a colocação de funcionários públicos em inactividade, a receber 60% do salário no primeiro ano e 40% nos restantes anos, uma medida que tem sido contestada pelos partidos da oposição e pelos sindicatos.

Em Novembro, o jornal Correio da Manhã dava conta de “Funcionários deficientes despedidos”, revelando que oito funcionários com deficiência visual, uma assistente surda-muda e um trabalhador com deficiência intelectual estavam entre os 268 funcionários dispensados pelo ISS no distrito do Porto.

Dias depois, num debate sobre o tema na Assembleia da República, promovido pelo Partido Socialista, o secretário de Estado da Segurança Social assegurava que os trabalhadores com deficiência do ISS que fossem integrados no sistema de requalificação não seriam “vítimas do que quer que seja”.

Segundo Agostinho Branquinho, nessa situação estariam 67 pessoas e o ISS iria ter a “sensibilidade necessária” para lidar com o assunto. Os números eram, contudo, diferentes dos apresentados na altura pela deputada socialista Sónia Fertuzinhos, segundo a qual haveria 353 pessoas com deficiência notificadas no âmbito deste processo.

Fonte: Público

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Físico Stephen Hawking escolhe a Milacessos para passeio acessível em Lisboa

No passado dia 10 de Outubro de 2014, a cooperativa portuguesa de turismo acessível -MILACESSOS em parceria com a Tourism for All e com a Ibercruises, foram escolhidos para receber o distinto Físico Stephen Hawking e o seu grupo de acompanhantes para dar um passeio adaptado pela cidade de Lisboa.
Especialistas em turismo acessível (para todas os perfis de pessoas com mobilidade reduzida, com custos muito reduzidos) a Milacessos procurou ir ao encontro das vontades deste grande nome da física e da sua equipa acompanhante. O grupo esteve muito entusiasmado e os bons resultados desta satisfação foram visíveis.

«Visitamos os Jerónimos, demos um salto aos Pastéis de Belém para um momento "Histórico" - Há mais de 30 anos que o Stephen Hawking não comia um bolo e claro está que não resistiu ao nosso Pastel de Belém. De Belém fomos até ao Rossio para respirar e sentir a nossa Lisboa. Um dia memorável!» referem Pedro Freire e Paula Varela Reis da Milacessos.
Após a visita e o regresso do Físico ao seu destino a Milacessos recebeu a seguinte mensagem desta referência mundial:

"Dear Pedro
I am writing on behalf of Stephen Hawking and his care team that visited Lisbon a couple of weeks ago on our travels back from Tenerife. We just wanted to say how wonderful you all were and thank you for an amazing trip around Lisbon. It was a perfect day and you Maria de Jesus (Jue) and Sonia were great. We couldn't of asked for anything more and. Stephen and his care team enjoyed it immensely and can not wait to return to beautiful Lisbon
Many thanks to you all,
Warmest regards
Stephen and Nikky"

Enviado por Cristina Vaz de Almeida

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

A minha luta chega ao ensino superior

A minha luta como tema para um trabalho de faculdade. O trabalho é referente à UC de Politica Social II do 3º ano de Ciências Sociais/Serviço Social da Universidade Aberta:

“A actuação da Política Social dirige-se à promoção e garantia do bem-estar social. Essa é a finalidade da Política Social. Mas em nenhuma sociedade existe uma concepção unânime de bem-estar social. Deparamo-nos com diferentes percepções da realidade social e do que se entende como necessidade de intervenção na sociedade em nome dessa finalidade. São diferenças que assentam em distintos posicionamentos ideológicos, em diferentes interesses económicos ou sociais, que se traduzem na defesa de diferentes soluções para problemas sociais existentes ou em diferentes percepções na forma como os poderes públicos devem actuar para os prevenir ou evitar. Encontramo-nos, portanto, num terreno normativo. E é neste plano que teremos de situar a actuação dos poderes públicos.” (Pereirinha 2008: 71).

A partir desta afirmação, que revela e realça o conteúdo normativo da Política Social, deve elaborar um comentário crítico onde analisa as respostas sociais integradas na proteção social das pessoas com deficiência face às reivindicações de cidadãos seus destinatários, designadamente através das iniciativas em prol de uma vida independente protagonizadas por Eduardo Jorge e relatadas no blog Nós tetraplégicos

http://tetraplegicos.blogspot.pt/2014/08/concavada-lisboa-em-cadeira-de-rodas.html ; vd.

também http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2014-09-23-180Km-de-cadeira-de-rodas-ate-Lisboa.

Obs.: Eduardo Jorge possui a Licenciatura em Ciências Sociais/Serviço Social, tendo concluído as UC de Política Social I e II).

Para conhecer as respostas sociais, aceda ao guia da proteção social das pessoas com deficiência, disponível na turma ou mediante o seguinte endereço:

http://www4.seg-social.pt/documents/10152/157117/Protecao_social_pessoas_deficiencia.

Sobre a iniciativa protagonizada por Eduardo Jorge, refira-se sinteticamente que a

reivindicação a uma vida independente é baseada, entre outos aspetos, na ausência de respostas sociais adequadas aos cidadãos deficientes que desejam manter-se na sua residência e rejeitam a institucionalização num lar residencial; o apoio monetário a um cidadão que opte pela residência autónoma é considerado muito insuficiente para uma vida digna, sendo um valor inferior ao apoio destinado às instituições de acolhimento. Esta é uma avaliação feita pelas próprias pessoas que sentem necessidades e que as expressam mediante a reivindicação de direitos em prol do seu bem-estar, nem sempre coincidentes com os conceitos e as normas que sustentam as políticas.

Constitui, assim, um estudo de caso muito interessante para analisar a relação complexa entre a definição do que são necessidades sociais, do que é um problema social, que direitos e necessidades devem ser assegurados para garantir o bem-estar social, e a definição de políticas de promoção do bem-estar social.

Permite, assim, analisar as definições de bem-estar social que são expressas por ambas as partes – cidadãos seus beneficiários/destinatários versus poder político/legislador – e refletir sobre os conteúdos normativos da Política Social.

Enviado por Paulo Gonçalves

Fundos estruturais: como podem ser usados na Economia Social?

Antes, fomos a Évora, onde funciona a CerciDiana, uma cooperativa de educação e reabilitação de adultos deficientes, que está, justamente, a preparar a sua candidatura a um projecto para a reabilitação de edifícios.

Outra preocupação crescente nesta cooperativa é o envelhecimento dos deficientes e o facto de, a determinada altura, as famílias não poderem (ou nem sequer existirem) para tomar conta deles.

Por isso é preciso que haja lares residenciais com maior capacidade e, para isso, é preciso dinheiro. A Quinta do Feijão, em Évora, é um dos pólos da CerciDiana, que dá apoio a quase 200 pessoas com incapacidade física ou intelectual, um boa parte deles adultos.

O Congresso da Associação dos Agentes de Viagens, no início de Dezembro, incluiu uma manhã de actividades na Quinta para os participantes, como forma de os sensibilizar para uma realidade que não é possível ignorar.

A CerciDiana tem 115 crianças até aos 6 anos na Intervenção Precoce, quatro dezenas de adultos no CAO, além dos 35 em Formação e, ainda, uma dúzia de deficientes profundos, muitos deles sem família, que estão num lar residencial e, à medida que os dias passam, a preocupação cresce. A CerciDiana não escapa às dificuldades económicas e financeiras que caracterizam estas instituições de solidariedade social. Depois de um período mais apertado, a responsável financeira Angélica Charro considera que é preciso avançar. Nomeadamente para a renovação do edifício para o Centro de Actividades Ocupacionais. Fazer um projecto para candidatar a fundos europeus no âmbito do novo programa para a inclusão da Estratégia 2020, é uma forte probabilidade apenas à espera que sejam estabelecidos critérios, admite a responsável financeira da instituição. São projectos que “têm que cumprir critérios muito rigorosos e às vezes, só perceptíveis pelos especialistas”.

ISEFG forma para melhor gerir
O sector social tem de ser capaz de concorrer e gerir projectos financiados pelos fundos europeus. Em particular com as verbas inscritas no programa operacional Inclusão Social e Emprego. Gerir bem os recursos é importante também para o dia-a-dia destas instituições, chamadas a responder a mais necessidades sociais. A capacitação dos dirigentes é, por isso, uma exigência.

O ISEG, Instituto Superior de Economia e Gestão, está prestes a avançar com uma pós-graduação em Administração de Organizações Religiosas.

Em entrevista à jornalista Filomena Barros, o coordenador do curso António Pimenta de Brito explica o objectivo de formar para gerir, nas instituições ligadas à Igreja. Uma ferramenta que pode facilitar o acesso aos fundos europeus, que constam do programa de inclusão social e emprego, para o período até 2020. O Acordo de Parceria 2020 é, assim, “uma janela de oportunidade”.

Fonte: Rádio Renascença

Deficientes de guerra. A realidade que alguns preferiam esconder

Tudo normal. De cima a baixo. Cabelos brancos, olhos azul do céu, sorriso maroto e andar desembaraçado. Aparentemente. A perna direita é uma prótese. Das melhores que se fazem no mundo, "quer ver?" Esta é uma coisa que fica, como se não vendo, não tocando com as mãos, fosse impossível acreditar que é real. "Mandaram-me para lá puto e fiquei assim, agora têm de me pagar o melhor, não é?"

O melhor, no caso de Carlos Noivo, é feito em Hamburgo e "custa o preço de um Audi". Próteses a que só alguns têm direito, muito poucos, dependendo do grau de deficiência atribuído pela Junta Militar, mais do que da barbárie da sua história. No início era a própria Alemanha que pagava para receber estes amputados e aperfeiçoar uma indústria na qual é mestre, fruto de tantas guerras. Hoje é o Ministério da Defesa que paga a conta.

A guerra terminou há mais de 40 anos, mas para estes soldados a vida é uma eterna batalha. E um homem não chora, pelo menos os de antigamente. Fazem voz grossa, dizem que matam e esfolam, mas são uns corações de manteiga. Desde que não se pressione o gatilho. E o gatilho sabe Deus o que poderá ser. Há os que têm golpes visíveis, escondidos debaixo da roupa ou por trás dos óculos. E os stressados pós-traumáticos, sem uma cicatriz na pele mas desfeitos por dentro. Num e noutro caso quase sempre preferem sofrer em silêncio porque falar é pôr o dedo na ferida e a ferida precisa de sarar, tem de sarar.

São 13 mil só na Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA). E não estão lá todos. Estima-se que tenham ficado 30 mil feridos em combate. E mais 40 a 50 mil homens afectados por stresse de guerra. Tantas décadas depois continuam a chegar à instituição processos e pedidos de ajuda para qualificar combatentes da guerra colonial como deficientes das Forças Armadas. Gente à procura de uma pensão, de uma vida mais digna, se não para si, pelo menos para os seus. O Estado atrasa-se na qualificação e as indemnizações materiais teimam em não chegar. Há casos em que as compensações são atribuídas a título póstumo.

A geração que fechou o Império tem hoje uma média de 67 anos. Já não são miúdos e carregam, além da limitação física, o peso da idade. Com os anos, há combates que o corpo já não consegue travar. O desporto, que era um dos pontos de união, foi substituído pela sesta. Hoje, "muitos ficam em casa", conta o senhor Janeiro, responsável pela delegação de Lisboa. Esta é agora a maior dificuldade: "Fazê-los sair à rua é uma luta." As mulheres, muitas delas ex-enfermeiras, são as suas cuidadoras. Mas estão também a precisar que tomem conta delas. Casas fartas: eles delas, elas deles. Vale-lhes o sentido de humor. Negro, é certo, para exorcizar raivas antigas. E contemporâneas também.

Não é para menos, a realidade é desconcertante: um grupo de ex-combatentes deficientes das Forças Armadas - cegos, paraplégicos, tetraplégicos, amputados - organizou um dia de festa, com piquenique e passeata pela marginal. Enquanto, cá de cima, alguns contemplavam o mar, perto da Parede, concelho de Cascais, passou de carro um presidente de câmara. Pouco depois chegou alguém a pedir para retirar o grupo do local. Porquê? "O senhor presidente diz que dá mau aspecto para o turismo."

Estes militares também preferiam ter o aspecto de pessoas absolutamente normais. "Eu queria mostrar os meus olhos. Não queria andar de óculos escuros", lamentava-se dois dias depois desta conversa o presidente nacional da ADFA, José Arruda. Além de cego dos dois olhos, ficou sem um braço num acidente com uma granada. A última coisa que se lembra de ter visto com olhos foi "uma carta cor-de-rosa" que levava consigo para onde quer que fosse, escrita pela sua namorada, hoje mulher e mãe dos seus dois filhos.

Arruda vai interrompendo a conversa para dizer que não quer falar de si, prefere falar da instituição. "Parecemos todos mal humorados", diz. "Empurraram-nos para a guerra, agora precisamos de atenção." As necessidades destes ex-soldados não são iguais, mas há uma comum a todos: precisam de não ser esquecidos.

O presidente da ADFA (que tem 12 delegações, incluindo Madeira e Açores), sabe isso melhor que ninguém e quer estar em todo o lado, fazer lóbi. "É importante porque quem decide é o poder." E é esta a via sacra dos veteranos, fazer- -se lembrar. Dentro de meia hora estará com o ex-Presidente da República general Ramalho Eanes e entretanto já se certificou de que uma coroa de flores em nome da associação chegará à viúva do almirante Vítor Crespo, que faleceu hoje.

Dois dias antes, o discurso institucional do segundo vice-presidente da ADFA, Lopes Dias, cego, quase caiu por terra à hora de almoço, onde muitos dos associados se juntam numa desordem saudável. Quis desde o início mostrar que a associação é apartidária e "tem o apoio de todos os políticos". Mas a direita e a esquerda vieram à baila mais cedo que o previsto. Falavam abertamente de Sócrates, da manifestação organizada em 2008 que mobilizou milhares de deficientes prestes a perderem direitos conquistados a duras penas, de Salazar e de uma política incompreensível para defender ainda hoje não sabem o quê.

Sorridente, Paula comanda o refeitório: "O que é que vai ser? Carne de porco com esparguete ou bacalhau à Brás?" Sandra recebe e serve as sobremesas. O estômago tem muita importância para estes homens, que comem pelas emoções. Mas qualquer civil pode vir almoçar à sede da ADFA, na Av. Padre Cruz, em Lisboa, na certeza de que além de uma refeição completa vai alimentar-se de uma realidade que vive escondida e é desconhecida da maioria, nesta dimensão. O dinheiro é bem-vindo.

Na ADFA quase todos são voluntários. Mas mais nunca é de mais e aqui é fácil entender porquê. Embora a maioria tenha aprendido a ser tão autónoma quanto possível, há coisas que um cego ou um tetraplégico não conseguem fazer, como cortar um bife, levantar uma colher, um garfo ou uma chávena de café "com cheirinho". São gente que aprendeu a depender da boa vontade dos outros.

Mas não são apenas estes que precisam de ajuda. "Tu tens andado bem, Lopes, tens andado benzinho? Eu sofro muito, já cá não ando a fazer nada." Raimundo foi para Angola e aos 22 anos levou um tiro no meio da testa. Ficou dez meses em coma e 13 sem falar. Agora, já com esta idade, tem medo de não aguentar mais uma intervenção cirúrgica. Os camaradas gozam-no e ele responde: "É, estou parvo em como a bala não fez ricochete!"

As histórias são intermináveis. Mais de 92% dos homens que foram para a guerra eram praças. Muitos não tinham sequer a 4.a classe. Foram estes homens que fizeram a ADFA logo a seguir ao 25 e Abril (14 de Maio de 1974) e conquistaram muitos dos direitos hoje adquiridos não apenas para os deficientes das Forças Armadas, mas também para a sociedade civil.

No entanto, continuam a existir realidades que ultrapassam a ficção. As próteses dos deficientes militares, grande parte pernas e olhos, são compradas através da central de compras públicas do Estado. Ou seja, uma perna ou um olho, que qualquer técnico acredita que deveriam ser tratados como uma impressão digital, exigem o lançamento de um concurso público. Das três casas candidatas, ganha a que oferecer o preço mais baixo. Já houve resultados desastrosos. Um militar recebeu um olho tamanho standard, metido à força dentro da órbita. A operação valeu-lhe uma valente infecção e um internamento que só por sorte não teve consequências mais graves. Mas não foi caso único.

Outro militar contou que está à espera de uma perna há mais de um ano. As próteses, que podem custar, em média, 7 mil euros, têm de ser trocadas de dois em dois anos e muitas vezes têm de ser afinadas. Este engenheiro de 75 anos não quis ser identificado porque há amigos e familiares que até hoje não sabem que não tem um dos membros inferiores. Foi sempre seguido pela mesma casa, porque se trata de um processo "um bocadinho cirúrgico". No seu caso, um desgaste de cinco milímetros estava a provocar-lhe graves problemas de coluna e também na perna boa. Acontece além disso que a prótese que está a usar era a mais barata do concurso e não a feita na casa que sempre o seguiu e já conhece o seu corpo de cor. "Isto não é a mesma coisa que comprar arroz e batatas", diz. As consequências não se fizeram esperar: dores agudas e coxear como nunca. "Há sempre afinações necessárias. Já imaginou o que é entrar numa sala de conferências, tudo em silêncio, e ouvir-se um rec-rec-rec? Não vou levantar o braço e dizer: desculpem, é da prótese."

Este problema ainda não está completamente sanado e é apenas um dos que o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, se comprometeu a resolver definitivamente. Outro tem a ver com a requalificação do estatuto de deficiente das Forças Armadas, nomeadamente naquilo que são os afectados pelo stresse pós-traumático. "Os afectados pelo stresse pós-traumático ficaram esquecidos, mas a verdade é que eclodiu na nossa cabeça algo muito estranho", diz José Arruda. Este algo muito estranho pode levar à depressão e pode levar a matar. Ou apenas a discussões que fazem voar próteses e impropérios até à chegada da GNR, como aconteceu há uns anos na sede da ADFA. Mas nessa altura eram todos bons rapazes.

Calcula-se que ainda existam cerca de 1500 processos por resolver. É preciso eliminar capelinhas, que são muitas. E o trauma de ter morto um camarada com uma G3, na penumbra da noite, porque "era suposto atirar em tudo o que mexesse", e ter ficado coberto com os bocados do seu corpo - continua até hoje a correr para debaixo do chuveiro para se esfregar amiúde -, não se compadece com burocracias. Mas há mais terror: como a do homem ferido que magoava tanto a sua mulher, com palavras, com tortura psicológica, que, quando ficou acamado quis ser ela a "cuidar" dele para, literalmente, lhe "tratar da saúde". E então bateu-lhe ela, maltratou-o, fê-lo "pagar" até morrer. Há franjas que ficaram de fora. Há ex-combatentes com processos pendurados há 12 anos.

A assistente social Ana Machado e a jurista Helena Afonso têm na ADFA um papel muito importante e nem sempre fácil. Ana Machado fica atenta a problemas de inserção, de pobreza, muitas vezes escondidos. E tenta fazer a articulação entre a associação e outras instituições, como a Entreajuda, o banco de bens doados, de medicamentos, bancos alimentares. Agora está a organizar um grupo de voluntariado e a ajuda que procura estende-se a familiares, mulheres, filhos e netos de militares. E é preciso ver que nem todos os ex-combatentes têm pensões atribuídas. Mais um ponto de revolta.

Foram para a guerra, uma guerra que não era sua, vieram de lá sem qualquer conquista, e agora não são tratados como iguais. Estes voluntários à força têm de correr Seca e Meca para provar que estiveram onde estiveram.

Aqui entra Helena Afonso. O seu objectivo é conseguir o melhor para aqueles que a procuram, embora o melhor nem sempre seja fácil. Para ser considerado deficiente militar há dois factores essenciais: ter uma desvalorização de 30% e provar que aconteceu em campanha, ou seja, em contacto com o inimigo.

Só isto já deixa Borges, Silva e Gameiro a discutir. Estão os três numa cadeira de rodas, paraplégicos. Borges é tetra e solteiro. Silva era campeão de basquetebol e foi dado como morto. Gameiro teve um acidente a caminho da guerra, onde nem chegou, e casou com uma mulher onze anos mais nova. Só azares. "Se soubesse o que sei hoje..." Nada os preparou para aquilo e ainda hoje não sabem muito bem o que lhes aconteceu. E acreditam que deviam ser todos tratados como iguais.

Borges está no lar, é bonacheirão, gosta de conversa e de passear. Diz que o lar, instalado e gerido pela Cruz Vermelha, já teve melhores dias, mas não se queixa e não se acomoda. Até onde pode, é ele quem decide, tanto quanto um tetraplégico pode mandar na sua vida.

Borges, que hoje é quem ajuda a mulher, esteve quatro dias na morgue, enrolado num lençol, "totalmente morto". Foi alguém que viu o lenço a bulir ao passar e já ninguém dava nada por ele quando um camarada mandou que lhe dessem uma injecção de morfina e fizessem o que fosse possível. "És um morto-vivo", diz-lhe Silva. Já lá vão 47 anos. Hoje é relojoeiro e não há mecanismo que não conserte.

Gameiro resmunga o tempo todo. "Eles contam estas histórias, eu nem sequer fui à guerra e tenho de viver isto tudo." Mais: "Roubaram-nos tudo." Tudo o quê? "A dança..." E para cúmulo não foi ferido em combate, como se ter-se metido a caminho tivesse sido vontade sua.

E o calvário continua, num tempo que devia, mais que nunca, ser de afecto. Não os deixaram ser miúdos e "agora vamos mais a funerais". No tempo que sobra é preciso ir a juntas médicas, procurar testemunhas do tempo da guerra, fazer requisições para o Ministério da Defesa, ir a médicos, psicólogos, psiquiatras, advogados, Segurança Social. Como no campo de batalha, cada um encontra a sua estratégia de sobrevivência. José Arruda, cego, amputado, corre com a sua personal trainer e, diz quem já viu, ninguém o apanha. Corre porquê? "Corro para ter alento."

Fonte: i

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Assembleia da República pede ao Governo que cumpra a legislação e elimine as barreiras arquitetónicas

A Assembleia da República recomendou ao Governo que cumpra a legislação sobre acessibilidades e elimine as barreiras arquitetónicas dos edifícios públicos, garantindo o direito de todos os cidadãos à mobilidade e à acessibilidade.

A resolução da Assembleia da República (AR) foi publicada esta 3ª feira em Diário da República e recomenda ao Governo que cumpra a legislação de 2006, que aprovou o regime de acessibilidade aos edifícios e estabelecimentos que recebem público, via pública e edifícios habitacionais.

Por outro lado, pede ao Governo que ponha em prática o Plano Nacional de Promoção da Acessibilidade, «através de uma fiscalização mais eficaz e do reforço de medidas sancionatórias que desincentivem a existência de barreiras arquitetónicas».

Nesta resolução, a AR recomenda ao atual Executivo que faça um levantamento, em todo o território nacional, dos edifícios de serviços públicos, ou onde se presta atendimento aos cidadãos, que têm problemas de acessibilidades ou mobilidade para as pessoas com necessidades especiais.

Sugere que o Governo crie uma estratégia de ação, “com um largo envolvimento e participação das autarquias, de associações, movimentos e dos cidadãos em geral, que estabeleça objetivos de curto, médio e longo prazo” para a eliminação de barreiras.

Por último, a AR pede ao Governo que «remeta urgentemente» uma avaliação do grau de cumprimento do decreto-lei de 2006.

Fonte: TVI24

domingo, 21 de dezembro de 2014

Um fim de semana muito especial

Aceitei o desafio da Isabel Barata e inscrevi-me numa das atividades da Associação Gulliver. A atividade aconteceu no sábado, dia 13, e o programa consistiu numa ida a Lisboa,assistir á peça de teatro “Paiaçú” ou Pai Grande na Igreja de São Roque ejantar.


Em boa hora o fiz. O espetáculo foi muito bom, mas o convívio ainda foi melhor. Senti-me em casa. Mas existiram duas situações que me ficaram marcadas.
Findo o evento foi surpreendente presenciar a relativa facilidade com que dois participantes resolveram a questão dos transportes, um manda parar um autocarro acessível pertencente aos transportes públicos de Lisboa e lá vai ele na sua cadeira de rodas elétrica rampa acima para o interior do veículo, e a outra participante chama um táxi adaptado e segue para o seu destino.

 A outra situação que me entusiasmou, e deu imenso prazer, foi no domingo participar numa ida a um supermercado, comprar uns petiscos para o lanche juntamente com um amigo ainda mais dependente do que eu, e a facilidade com que na sua casa realizava as tarefas domésticas.
Não tinha conhecimento que existiam transportes acessíveis em Lisboa e que certos tetras conseguem coisas impensáveis? Claro que sim. Inclusive neste evento tínhamos o António Lourenço, um tetra com lesão alta que fiz questão de parabenizar por manobrar a cadeira de rodas manual, coisa que não consigo e poucos conseguem. No que toca à ida ao supermercado eu próprio o faço sozinho muitas vezes. Estaciono o carro das compras num canto do supermercado e vou e venho com os produtos no colo que despejo no carro. Impossível não ter de pedir ajuda quando é o caso, mas consegue-se. Em casa também não sou de pedir que me façam algo sem eu tentar primeiro.

 Então quais foram as razões que levaram estes factos a mexeram comigo tão intensamente? A força que me transmitiram. O ver os meus amigos a agir com tanta naturalidade, a entreajuda, o acontecer, o ser possível…vivenciar é diferenhte.
Segundo a Gulliver o seu principal objetivo é “… estimular cada cidadão a tornar-se mais proactivo e participativo na sua comunidade, assim como…diminuir o isolamento social involuntário de pessoas.”  No que me  toca, garanto que esses objetivos foram alcançados, pois existiram mudanças em mim e para melhor, principalmente no que toca aos transportes, vivo numa região onde os transportes públicos acessíveis e táxis adaptados são uma miragem, deslocar-me sozinho em Lisboa através dos transportes públicos estava fora de questão, presenciar os meus amigos a faze-lo e daquela maneira, foi muito importante para mim.


Obrigado Associação Gulliver e Isa Barata

Direito de resposta ao artigo "Único centro público de fisioterapia do Algarve pode fechar"

"A notícia publicada na vossa edição online de dia 10/12/14, intitulada "Único centro público de fisioterapia do Algarve pode fechar", informa os leitores de que o Centro de Medicina de Reabilitação do Sul (CMR Sul) - e citamos - "(...)tem sido gerido em regime de parceria público-privado". Esta afirmação não corresponde à realidade, pelo que induz em erro os leitores, prejudicando, assim a imagem institucional do operador que geriu essa parceria.

O CMR Sul foi gerido em regime de parceria público-privado a partir de Outubro de 2006 pela GPSaúde - Sociedade Gestora do CMFR do Sul, SA, detida pela GALILEI SAÚDE, decorrente do Concurso Público internacional lançado em 2005. Essa gestão obteve resultados comprovadamente positivos para o Estado e para os utentes, conforme reconhecido pelas mais diversas entidades, entre as quais Tribunal de Contas, IGAS, ACSS, e Ministério da Saúde.

O CMR Sul tounou-se um Centro de Reabilitação de refência a nível nacional e europeu - um dos poucos centros desta natureza acreditado na Europa do Sul pela CARF (organização intenacional especializada na acreditação de unidades de reabilitação.

O conrato de gestão respectivo findou em Outubro de 2013, tendo a reversão da unidade de saúde para o Estado, concretamente para a ARS Algarve, I.P., ocorrido formalmente no dia 22 de Novembro de 2013. A partir dessa data, o CMR Sul tem sido gerido pelo Estado.

Razão pela qual os problemas referidos na notícia quanto ao funcionamento de Centro, que afectam gravemente os utentes e que levaram, inclusivamente à perda da certificação CARF, não correspondem ao tempo em que o Centro foi gerido em regime de parceria público-privado, mas sim ao período em que a gestão está a cargo da ARS Algarve, I.P.

A Administração da GPSaúde - Sociedade Gestora do CMFR do Sul, SA"

Nota: Na página oficial, consta que o CMRS é gerido em regime de parceria público-privado.
http://www.cmfrsul.min-saude.pt/portal/

Fonte: Expresso


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Câmara de Lisboa juntou-se à luta de muitos cidadãos com deficiência por uma vida independente e lançou um projecto-piloto

Com uma greve de fome junto ao Parlamento e uma viagem de 180 quilómetros numa cadeira de rodas, o tetraplégico Eduardo Jorge tornou-se o rosto da luta pelo direito das pessoas com deficiência a uma vida independente. O apelo que fez ao Governo para que lançasse um projecto-piloto nessa área ficou sem resposta, mas a Câmara de Lisboa vestiu a camisola e lançou uma iniciativa com a qual promete alternativas à institucionalização.

“É uma pedrada no charco”, avalia Jorge Falcato, o técnico municipal que assumiu a coordenação do Projecto Vida Independente, defendendo que está em causa “uma mudança radical no que é habitual fazer”. Até ao dia 3 de Fevereiro está aberto “um período de auscultação da Comunidade de Pessoas com Deficiência para recolher opiniões e sugestões” sobre a proposta camarária, que foi recentemente apresentada pelo vereador dos Direitos Sociais da Câmara de Lisboa, João Afonso.

Na prática, aquilo que a câmara pretende fazer é concretizar um projecto-piloto que envolva, por um período mínimo de dois anos, cinco a dez pessoas “com deficiência, com limitações físicas que impeçam a realização autónoma de tarefas da vida diária”. A essas pessoas será dada a oportunidade de contratarem, com verbas disponibilizadas pelo município, assistentes pessoais que lhes dêem o apoio de que necessitam em casa, evitando a institucionalização.

A ideia, como se pode ler no documento disponível para consulta no endereço lisboasolidaria.cm-lisboa.pt, é que este projecto-piloto “seja promovido e gerido colectivamente pelos futuros utilizadores e outras pessoas com deficiência com mais experiência, organizadas num Centro de Vida Independente (CVI)”. No entendimento da câmara, esse centro “deve ser uma organização sem fins lucrativos, constituída e dirigida por pessoas com deficiência”.

Aquilo que se propõe é que o CVI assuma funções como o apoio ao recrutamento dos assistentes pessoais, à identificação das suas necessidades de formação e à gestão da relação laboral entre o utilizador e o assistente. A esta estrutura deverá também caber a definição e gestão dos “aspectos colectivos da prestação de assistência pessoal”, nomeadamente em relação aos “valores de referência, processos de pagamentos de impostos e contribuições e seguros de trabalho”.

A câmara compromete-se a ceder as instalações necessárias à prossecução do trabalho do CVI. Além disso, atendendo a que, “para muitas pessoas com deficiência, a mudança para uma habitação própria é um passo indispensável para a emancipação”, o município promete disponibilizar aos participantes no projecto que tenham essa necessidade habitações, devidamente adaptadas para os receber.

De acordo com os cálculos da câmara, a contratação dos assistentes pessoais “não deverá ultrapassar os 13 mil euros anuais por utilizador”, verba que, segundo o vereador João Afonso, está assegurada. “O projecto-piloto vai existir”, garante o autarca dos Cidadãos por Lisboa, acrescentando que a sua expectativa é que no próximo Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a 3 de Dezembro de 2015, se tenha já passado da teoria à prática.

Questionado sobre se a autarquia não está com esta iniciativa a assumir aquilo que competiria ao Governo, o vereador responde: “Sim, está. Este é um modelo possível daquilo que o Governo devia fazer.” “A câmara está a dar um empurrão. Às vezes, o que custa é dar o primeiro passo”, acrescenta depois, notando que “talvez seja mais fácil a quem está na base” fazê-lo.

Mudar a qualidade de vida
Para João Afonso, ficar de braços cruzados e não dar o contributo possível para “as pessoas terem a possibilidade da livre escolha, independentemente da sua condição física”, não era uma opção. “Não podemos continuar a achar normal que uma pessoa que é institucionalizada receba 950 euros e que uma que fica em casa com a família receba 88 euros [para pagar a assistência por 3.ª pessoa]”, critica o autarca.

Tanto João Afonso como o coordenador do projecto-piloto agora lançado sublinham que esta ideia da vida independente é tudo menos nova, tendo já sido posta em prática com sucesso em vários pontos do globo, designadamente na cidade espanhola de Barcelona. Já em Portugal, lamenta-se, no documento que está em auscultação pública, que a orientação política oficial tenha passado "pela delegação das responsabilidades do Estado nas famílias que integram pessoas com deficiência, ou pela sua institucionalização”.

Para Jorge Falcato, a iniciativa vai permitir, através de “uma mudança radical naquilo que é habitual fazer”, que “a qualidade de vida” das pessoas envolvidas “aumente radicalmente” mas também pela própria metodologia.

“Normalmente, impõem-se soluções, mas os técnicos não sabem tudo sobre a vida das pessoas nem sobre as suas necessidades”, constata o coordenador do projecto-piloto, sublinhando a importância dos dois meses de auscultação da proposta e das três sessões públicas sobre a mesma, que prevê realiza,r e também o papel que terá o CVI.

“Tenho esperança neste primeiro projecto pela vida independente. É fantástico que alguém tenha tomado a iniciativa”, diz por sua vez Eduardo Jorge. Em Setembro, o tetraplégico viajou de Abrantes para Lisboa numa cadeira de rodas para exigir ao Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social o lançamento de um projecto-piloto a nível nacional e a criação de um grupo de trabalho para o concretizar. Hoje continua à espera de uma resposta e promete realizar uma nova greve de fome se ela não chegar. 

Fonte: Púbblico

Universidade do Minho volta a adaptar brinquedos para crianças com necessidades especiais

"O que costumamos fazer é pedir brinquedos a fábricas, que oferecem esses brinquedos, e adaptamos para que eles possam ser usados por crianças com algumas necessidades especiais", explicou o diretor do departamento de eletrónica industrial, da Universidade do Minho, em Guimarães.
A iniciativa já dura desde 2006, mas, tal como explicou à Lusa Fernando Ribeiro, foi obrigada a parar porque em 2012 e em 2013 não conseguiram angariar brinquedos. "Nos dois últimos anos não conseguimos brinquedos porque as empresas não deram e este ano optámos por pedir às pessoas brinquedos usados e estamos a adaptá-los", explicou Fernando Ribeiro.

Neste ano, angariaram, para já, cerca de 60 brinquedos, que perto de uma dúzia de alunos e dois docentes estão agora a adaptar para que possam ser usados por crianças com necessidades especiais.
São brinquedos eletrónicos, que tenham componentes como luz, movimento ou som que possam ser adaptadas.

"O que fazemos é abrir esses brinquedos, vamos à placa eletrónica onde ligamos um interruptor externo, com fios próprios para poderem ser usados, por exemplo, com a cabeça do boneco", adiantou o responsável. Segundo Fernando Ribeiro, o trabalho deste alunos e docentes não passa só pela adaptação, já que alguns dos brinquedos chegam-lhes às mãos a precisar de outros cuidados.

"Alguns brinquedos veem avariados e temos de os reparar, outros têm várias funções e nós, com o mesmo botão, fazemos com que ele percorra as várias funções porque senão só daria ou som ou luz", exemplificou. Os brinquedos foram recolhidos, praticamente porta a porta, por agrupamentos de escuteiros, que depois os fizeram chegar ao grupo de Robótica.

Para selecionar as instituições sociais que vão receber estes brinquedos, contam com a ajuda de uma entidade parceira, a Saluslive, que faz a ponte e faz chegar os brinquedos a quem mais precisa. Fernando Ribeiro adiantou que a adaptação dos brinquedos foi feita entre os dias 10 e 12 de dezembro, e que a entrega deverá ocorrer na próxima terça e quarta-feira, 16 e 17 de dezembro por instituições de cidades da região do Minho, como Guimarães, Barcelos ou Braga.

Fonte: Noticias ao Minuto

BPI entrega 500 mil euros a 25 instituições

No âmbito da quinta edição do Prémio BPI Capacitar, o BPI entregou no, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, 500 mil euros a 25 instituições para apoiar projectos que promovem a melhoria da qualidade de vida e a integração social das pessoas com deficiência ou incapacidade permanente.

O primeiro prémio foi entregue à Associação Nomeiodonada para um projecto pioneiro na Península Ibérica na área dos cuidados continuados e paliativos pediátricos. Com este Prémio, a Associação irá equipar “O Kastelo”, proporcionando bem-estar, qualidade de vida e apoio psico-social a crianças com doenças ou processos crónicos e incuráveis, dignificando assim a sua condição.

O BPI distinguiu ainda outras 24 instituições com Menções Honrosas, atribuindo donativos num total de € 400.000. A selecção da instituição vencedora com o 1º Prémio e das Menções Honrosas – entre 264 candidaturas – baseou-se na qualidade técnica e sustentabilidade dos projectos apresentados.

Criado em 2010, o Prémio BPI Capacitar, um dos maiores prémios de responsabilidade social em Portugal, tem como objectivo apoiar e dar visibilidade a projectos de inclusão social que possam fazer a diferença na sociedade, através de um donativo e sem qualquer contrapartida que não seja a própria execução do projecto. No total das cinco edições, o BPI Capacitar já apoiou 81 projectos com donativos totais de 2,5 milhões de euros, contribuindo para melhorar o dia-a-dia de mais de 20 mil pessoas.

A propósito deste Prémio, o presidente do BPI, Fernando Ulrich, elogiou as instituições premiadas: “são elas que fazem a parte mais importante no apoio à inclusão social de pessoas com deficiência.” E acrescentou: “o BPI contribui para que estas instituições continuem a fazer o seu trabalho e o possam melhorar, para que o seu exemplo frutifique. O Prémio BPI Capacitar foi criado em plena crise e, desde aí, o esforço de responsabilidade social do Banco foi crescente. Em 2013 foi lançado o Prémio BPI Seniores dirigido a instituições que desenvolvem projectos de apoio a pessoas com mais de 65 anos e que no início de Outubro doou 500 mil euros a 27 instituições.”
O Júri da 5ª edição do Prémio BPI Capacitar foi constituído por: António Seruca Salgado (Ex-Administrador do Banco BPI) – Presidente do Júri; Clara Costa Duarte (Professora de Economia na Universidade Nova de Lisboa); António Soares Franco (Empresário); Ana Louseiro (Técnica de Educação Especial e Reabilitação) e Rui Lélis (Ex-Administrador do Banco BPI).

BPI Capacitar beneficia 25 projectos de inclusão social

1º Prémio:
• Associação Nomeiodonada

Com a verba recebida do Prémio BPI Capacitar, a Associação Nomeiodonada irá equipar o “Kastelo”, uma unidade pioneira que visa prestar cuidados continuados e paliativos às crianças com doenças ou processos crónicos e incuráveis. A ideia é proporcionar bem-estar, qualidade de vida e apoio
psico-social à criança, dignificando assim a sua condição.

O projecto inclui uma residência para os pais, uma zona lúdica ao ar livre e uma horta biológica, promovendo o envolvimento familiar.

Menções Honrosas
Para além do 1º Prémio, o BPI Capacitar distinguiu outras 24 instituições com menções honrosas.
No total, foram distribuídos € 400.000 às seguintes entidades: Centro Social e Cultural de S. Pedro de Bairro, em Vila Nova de Famalicão; O Fio de Ariana – Educação e Terapia, CRL, no Porto; Associação Histórias para Pensar, em Oeiras; Associação dos Escoteiros de Portugal, em Lisboa; Cresaçor – Cooperativa Regional de Economia Solidária, CRL em Ponta Delgada; Centro Helen Keller, em Lisboa; Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Armamar, em Armamar; APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, em Coimbra; Associação Algarvia de Pais e Amigos de Crianças Diminuídas Mentais, em Faro; Associação Jorge Pina, em Lisboa; AAMA – Associação de Actividade Motora Adaptada, em Lisboa; CRIA – Centro de Recuperação e Integração de Abrantes, em Abrantes; ASSOL – Associação de Solidariedade Social de Lafões, em Oliveira de Frades; APEC – Associação Promotora de Ensino dos Cegos, em Lisboa; Castêlo da Maia – Ginásio Clube, na Maia; Cercimac – Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Macedo de Cavaleiros, CRL, em Macedo de Cavaleiros; OASIS – Organização de Apoio e Solidariedade para a Integração Social, em Leiria; ANIP – Associação Nacional de Intervenção Precoce, em Coimbra; EMDIIP – Equipa Móvel de Desenvolvimento Infantil e Intervenção Precoce, em Oeiras; Associação Escola de Judo Ana Hormigo, em Castelo Branco; Pais-em-Rede, em Faro; Espaço t – Associação para o Apoio à Integração Social e Comunitária, no Porto; Associação de Paralisia Cerebral de Viseu, em Viseu; Academia de Patinagem de Guimarães – Associação APGUI, em Guimarães.

Fonte: Local.pt

Maioria do «chumba» apoios a crianças deficientes

A maioria PSD/CDS-PP aprovou no parlamento um projeto de resolução social-democrata pela promoção da autonomia e inclusão social dos jovens, mas rejeitou propostas da oposição sobre subsídios de educação especial para crianças e jovens deficientes.

A proposta do PSD obteve a abstenção de toda a oposição em três pontos, nomeadamente aquele relativo à «promoção da mobilidade jovem, seja para efeitos de intercâmbio, estudo ou trabalho, reconhecendo o papel do programa Erasmus+», mas teve votos contra de comunistas e "Os Verdes" no referente a «animador de juventude, em harmonia com a condição do ‘youth worker', incluindo tal profissão no Catálogo Nacional das Profissões».

Já os textos de PCP e BE relacionados com subsídios de educação especial em defesa de crianças e jovens deficientes foram «chumbados» por PSD e CDS-PP, apesar dos votos favoráveis de toda a restante oposição.

PS, PCP e BE apresentaram projetos de lei com medidas fiscais de apoio aos pequenos e médios agricultores, mas a maioria rejeitou-os igualmente. O documento do PS obteve votos favoráveis dos bloquistas e a abstenção de PCP e PEV. O texto comunista teve a abstenção dos socialistas, tal como a proposta ecologista.

Outros projetos de resolução de PS, PCP e BE, relativos à dinamização e promoção da sustentabilidade do Sistema Científico Nacional foram «chumbados» pelas bancadas social-democrata e democrata-cristã, enquanto a proposta de lei do Governo para proteção social dos tripulantes de navios registados na Madeira «passou», com maioria e PS favoráveis e PCP, BE e PEV a absterem-se.

A resolução do PSD, que recomenda ao executivo de Passos Coelho e Paulo Portas medidas para minimizar o impacto ambiental do ruído de veículos automóveis junto ao Mosteiro da Batalha foi aprovada com voto favorável de PS, contrário do PCP e PEV e a abstenção do BE no primeiro ponto, enquanto o segundo ponto mereceu a unanimidade dos diversos grupos parlamentares.

Uma iniciativa do BE no mesmo sentido, preconizando medidas urgentes, foi rejeitada pela maioria, apesar dos votos favoráveis da restante oposição.

As resoluções de PS, PCP e BE sobre apoio à pesca por arte-xávega (com redes de cerco) foram todas chumbadas pela maioria.

Fonte: TVI24

sábado, 13 de dezembro de 2014

Tradição indígena faz pais tirarem a vida de crianças com deficiência física

Um assunto da maior importância: o direito à vida. Você acha certo matar crianças recém-nascidos por causa de alguma deficiência física?

Pois saiba que isso acontece no Brasil e não é crime. A Constituição, nossa lei maior, assegura a grupos indígenas o direito à prática do infanticídio, o assassinato de bebês que nascem com algum problema grave de saúde.

Para os índios, isso é um gesto de amor, uma forma de proteger o recém-nascido, mas tem gente que discorda.

Um projeto de lei que pretende erradicar o infanticídio já foi aprovado em duas comissões na Câmara Federal e agora vai para votação no plenário.

Do outro lado, os antropólogos defendem a não interferência na cultura dos índios. Os repórteres do Fantástico foram investigar essa questão sobre a qual pouco se fala. E descobriram que a morte desses recém-nascidos mudou para pior o mapa da violência no Brasil.

A cidade mais violenta do Brasil fica no interior do estado de Roraima. Chama-se Caracaraí e tem só 19 mil habitantes.

De acordo com o último Mapa da Violência, do Ministério da Justiça, em um ano, 42 pessoas foram assassinadas por lá. Entre elas, 37 índios, todos recém-nascidos, mortos pelas próprias mães, pouco depois do primeiro choro.

A partir de uma porteira, o Fantástico entrou na terra dos ianomâmis, uma área de 9,6 milhões de hectares, maior do que Portugal. Lá, vivem 25 mil índios em 300 aldeias numa floresta inteiramente preservada.

O filho de uma mulher ianomâmi vai fazer parte da próxima estatística de crianças mortas logo após o nascimento. Há duas semanas, ela começou a sentir as dores do parto, entrou na floresta sozinha e horas depois saiu de lá sem a barriga de grávida e sem a criança.

Os agentes de saúde que trabalham lá disseram, sem gravar, que naquela noite aconteceu mais um homicídio infantil, o infanticídio.

O infanticídio indígena é um ato sem testemunha. As mulheres vão sozinhas para a floresta. Lá, depois do parto, examinam a criança. Se ela tiver alguma deficiência, a mãe volta sozinha para a aldeia.

A prática acontece em pelos menos 13 etnias indígenas do Brasil, principalmente nas tribos isoladas, como os suruwahas, ianomâmis e kamaiurás. Cada etnia tem uma crença que leva a mãe a matar o bebê recém-nascido.

Criança com deficiência física, gêmeos, filho de mãe solteira ou fruto de adultério podem ser vistos como amaldiçoados dependendo da tribo e acabam sendo envenenados, enterrados ou abandonados na selva. Uma tradição comum antes mesmo de o homem branco chegar por lá, mas que fica geralmente escondida no meio da floresta.

O tema infanticídio ressurge agora por ter se destacado no Mapa da Violência 2014, elaborado com os dados de dois anos atrás.
O autor do levantamento feito para o Ministério da Justiça, o pesquisador Júlio Jacobo, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, não tinha ideia da prática.

“E aí, então, comecei a pesquisar efetivamente com as certidões de óbito. Registravam que crianças de cor ou raça indígena, de 0 a 6 dias de idade. E começamos a ver que realmente era uma cultura indígena meio não falada, meio oculta”, diz o pesquisador.

O secretário de Segurança Pública de Roraima, Amadeu Soares, explica por que o seu estado aparece, pela primeira vez, entre os mais violentos do Brasil.

Fantástico: Por que no ano de 2012 teve essa evolução, esse número tão grande?

Amadeu Soares: Porque foi o ano que a Secretaria Especial começou a fazer o trabalho de registro desses infanticídios.

E foi assim que Caracaraí, no interior de Roraima, se transformou no município mais violento do Brasil. São 210 homicídios para cada 100 mil habitantes. A média nacional é 29 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Pituko Waiãpi é um sobrevivente. Ele nasceu há 37 anos numa aldeia waiapi, localizada no interior do Amapá. Tinha paralisia infantil e estava condenado ao sacrifício.

“A minha família não aceitava por causa da deficiência. Então, a Funai me tirou de lá”, conta.

O garoto cresceu entre os homens brancos e, aos sete anos, foi levado de volta para a tribo.

“Uma assistente social não entendia do costume da aldeia. Ela não sabia que ele não podia mais voltar e o mandou de volta”, conta Silvia Waiãpi, irmã de Pituko.

O garoto vivia carregado pela mãe, pai ou irmão mais velho.

“E aí um dia minha mãe cansou de me carregar e deu para o meu pai. Quando foi na hora de atravessar o rio, meu pai começou a ameaçar que eu não servia para nada, que eu merecia ser morto. A minha mãe escutou isso e gritou que não era para ele fazer isso comigo”, conta Pituko.

“A minha mãe o deu para um dentista e a única palavra que ele sabia falar em português era: ‘Embora. Embora. Embora’”, diz a irmã.

Ele só voltou a ver os pais quando tinha 21 anos.

“A minha mãe sentou do meu lado e disse: ‘Meu filho, tu lembra daquele tempo que aconteceu?’. Eu falei: ‘Lembro’. Aí ela perguntou: ‘Você tem raiva dele?’. ‘Eu, não. Eu gosto do meu pai’. Isso é cultura de vocês. Quem sabe vocês estavam fazendo o certo e eu não estava sofrendo mais”, conta Pituko.

“Como é que é carregar um deficiente físico nas costas sem cadeiras de rodas? No meio do mato?”, comenta a irmã de Pituko.

A irmã de Pituko explica: para o seu povo, o infanticídio não é um ato cruel.

“Era um ato de amor. Amor e desespero. Porque você não quer que um filho seu continue sofrendo. Você quer que ele sobreviva, mas não se não há como?”, diz ela.

“Não se pode atribuir a isso qualquer elemento de crueldade. Se uma pessoa começa já no nascimento conter deformações físicas ou incapacidades muito grandes, você vai ter sempre em si um marginal”, avalia o antropólogo João Pacheco.

Na visão do antropólogo, este garoto é um exemplo do que seria um marginal na comunidade indígena. Ele sofre de um problema neurológico.

“Essa criança nasceu, segundo informações, sem nenhum sinal de qualquer tipo de deficiência. Eles não rejeitaram ela, mas ao mesmo tempo ela não fica como as outras crianças. Fica mais escondidinha”, explica Tiago Pereira, enfermeiro da Secretaria deSaúde Indígena.

Por não ter percebido a deficiência, a mãe deu de mamar ao filho.

Esta é uma cena da maior importância na vida de um pequeno ianomâmi. Quando a mãe amamenta o filho, é como se tivesse dando a ele a certidão de nascimento, é que ele está sendo aceito por ela e pela comunidade.

Os índios acreditam que só durante esse ritual o bebê se torna um ser vivo e, graças a essa primeira mamada, Kanhu Rakai, filha de Tawarit, está viva hoje.
“Se tivesse anotado de pequeno, poderia estar enterrado”, afirma Tawarit Makaulaka Kamaiurá, pai de Kanhu Rakai.

Quando nasceu, a família, que faz parte da etnia kamayurá, não notou que Kanhu Rakai desenvolveria qualquer problema.
“Ela nasceu normal. Depois de cinco anos, ela começou a ir enfraquecendo mais”, conta Tawarit.

Kanhu Rakai tinha distrofia muscular progressiva, uma doença degenerativa que dificulta cada dia mais os movimentos da garota, e os pais se sentiam pressionados pela comunidade para matar a criança.

Fonte: Fantástico (G1)

Nos dias de hoje o infanticídio (prática que resulta na morte de crianças) ainda é uma realidade em algumas tribos indígenas. Esse assunto, por ser polêmico, é contestado, e em alguns casos, tratado como inverdade ou apenas casos isolados. Em outras situações, há pesquisadores que defendem que o infanticídio faça parte da cultura indígena e por isso deve ser mantido. O papel deste documentário não é fazer um julgamento de valor sobre as práticas nas culturas indígenas. QUEBRANDO O SILÊNCIO se propôs a escutar e a registrar as manifestações de indígenas que não querem mais praticar o infanticídio e, por isso desejam ser ouvidos e receber ajuda. No momento que o índio se manifesta, a sociedade tem a obrigação de interagir com ele e trazer soluções e alternativas para o infanticídio.

Dirigido pela jornalista indígena Sandra Terena, este documenário é resultado de mais de dois anos de entrevistas em diversas regiões do país, como o Alto Xingu, por exemplo. Por ter a direção de uma realizadora indígena, optou-se propositalmente em ouvir apenas os relatos de índios que sentiram na pele o sofrimento causado pelo infanticídio.




Fonte: Deficiente Ciente