sábado, 23 de maio de 2015

A deputada Helena Pinto apresentou na AR o projeto de resolução do Bloco de Esquerda pela promoção da autonomia pessoal/vida independente das pessoas com deficiência

Helena Pinto explicou que o projeto de resolução apresentado reflete as preocupações ouvidas na audição que o Bloco organizou com as associações de pessoas com deficiência.

Na intervenção de apresentação, a deputada lembrou que Portugal ratificou em 2009 a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2006 e salientou que com esse ato “assumiu um compromisso que garanta a igualdade de direitos das pessoas com deficiências” e que, para tal “impõem-se políticas públicas que respondam às necessidades específicas dessas mesmas pessoas”.

“O projeto trata de uma questão fundamental 'as políticas públicas devem promover a autonomia pessoal e a vida independente das pessoas com deficiência', este deve ser o princípio e o fundamento das políticas públicas, este é aliás, o garante da igualdade de direitos”, realçou a deputada bloquista.

“As pessoas com deficiência não têm autonomia para concretizar um conjunto de tarefas indispensáveis ao seu dia-a-dia, mas têm a capacidade e o direito de escolher quem querem para os ajudar a ultrapassar essas mesmas dificuldades”, disse e realçou:

“A vida independente é um novo paradigma, que deixa para trás o modelo assistencialista que privilegia na esmagadora maioria das situações a institucionalização”.

“Se atendermos ao valor da comparticipação do Estado em caso de institucionalização que são 951,53 euros e o valor do subsídio para assistência por terceira pessoa que é 88,37 euros, fica claro para todos nós que se privilegia a institucionalização”, enfatizou a deputada.

Lembrando que os problemas com que se confrontam as pessoas com deficiência são muitos e enumerando alguns, Helena Pinto afirmou que o Bloco está a propor apenas “dar um primeiro passo, mas um passo importante, recomendando ao governo que integre os princípios da autonomia pessoal/vida independente nas políticas públicas, contemplando o direito ao pagamento direto para escolha e contratação da assistência necessária à satisfação das suas necessidades”.

A deputada bloquista salientou também que o projeto propõe “a implementação de projetos piloto, que tenham como objetivo o aumento da autonomia e qualidade de vida, envolvendo as associações e movimentos que representam as pessoas com deficiência e que tantos contributos têm dado”.

E concluiu, afirmando: “A nossa vida nas nossas mãos é o seu lema. Nem mais, nem menos a nossa vida nas nossas mãos”.

Noutra intervenção (que pode ver no segundo vídeo inserido abaixo), Helena Pinto lamentou que os “deputados da maioria tenham dito que o governo está a fazer tudo” e criticou: “O governo não mexeu naquilo que é essencial: há ou não há disponibilidade do governo para fazer pagamentos diretos às pessoas para que possam escolher quem eles quiserem e considerarem mais adequado para prestar a assistência”.

"A vida independente das pessoas com deficiência é um novo paradigma"



Audição sobre políticas públicas de apoios às pessoas com deficiência


Fonte: esquerda.net


PCP propõe no Parlamento a criação de um programa para um regime de “Apoio à Vida Independente”

Sr. Presidente
Srs. Deputados

O PCP apresenta hoje, uma proposta que visa a criação de um programa piloto de “Apoio à Vida Independente” para pessoas com deficiência agravada.

Quem contacta com esta realidade específica, sabe que, as pessoas com deficiência, com elevados graus de incapacidade e que necessitam de um apoio permanente e diário, para as mais variadas tarefas do dia-a-dia, estão numa condição de desprotecção social inaceitável.

Referimo-nos a pessoas, que para além de todas as limitações físicas e motoras, não conseguem manter um grau de autonomia que lhes permita uma vida verdadeiramente independente, pelo que necessitam de uma terceira pessoa para as tarefas mais básicas como a alimentação, a higiene pessoal, para se vestirem ou, simplesmente para se deslocarem.

Todavia, os apoios sociais existentes são claramente insuficientes e, particularmente, no caso das pessoas com deficiência que estão empregadas ou à procura de emprego a sua condição é, a de uma completa desprotecção, ou seja, estão sem qualquer tipo de apoio por parte do Estado.

E tudo isto acontece, com o conhecimento da maioria Governamental PSD/CDS, que se demite da resolução deste problema das pessoas com deficiência e com deficiência agravada que necessitam de uma terceira pessoa que cuide de si.

Por diversas vezes, no âmbito do trabalho da Assembleia da Republica, todos os grupos parlamentares foram e são confrontados com contactos directos e indiretos de pessoas com deficiência que, por não conseguirem contratar uma terceira pessoa que as assista, estão institucionalizadas.

Ora, este tipo de institucionalização de pessoas com deficiência em lares de idosos ou outros equipamentos sociais, além de mais caro, é profundamente desumano e não oferece a estas pessoas a dignidade e as respostas a que as mesmas têm direito à luz da Constituição da Republica.

Srs. Deputados

É premente dar uma resposta, encontrar uma solução para este problema, existem hoje vários exemplos de pessoas com deficiência que apenas precisando de alguém que cuide de si durante algumas horas por dia foram obrigadas a sair das suas habitações, estão longe dos seus amigos e familiares, encontrando-se confinados a uma instituição 24 horas por dia.

Interpretando as legitimas expectativas e necessidades de resposta a todo este contexto, um regime de apoio à “Vida Independente” é a proposta do PCP que a ser aprovado, vai permitir melhorar a autoestima e confiança da pessoa com deficiência e; incentivar o desenvolvimento de sistemas e serviços de apoio mais inovadores, flexíveis e personalizados; vai aliviar a pressão sobre os membros da família e outros prestadores informais, que impossibilita em muitas situações o desenvolvimento de uma actividade profissional;
E ainda e muito importante, vai proporcionar às pessoas com deficiência mais oportunidades de participação plena na vida económica e social da comunidade.

Na sua própria habitação, com condições de independência e autonomia, promovendo a inserção na vida profissional das pessoas com deficiência, o PCP propõe que se crie um programa piloto, em articulação e com o envolvimento das organizações das pessoas com deficiência, que vise definir os objectivos, critérios, tipos de respostas, quantidade de apoios, natureza dos apoios e procedimentos, de uma futura prestação social de “Apoio à Vida Independente” para as pessoas com deficiência agravada e reduzida autonomia.

Propomos ainda, a criação de um serviço-piloto de assistentes pessoais com formação nas várias áreas, designadamente na assistência a cuidados de higiene e pessoais, tarefas domésticas e serviços sociais como o apoio no emprego, no acesso a equipamentos de desporto, cultura e lazer e no desenvolvimento da vida social.

Disse.

Em video...


Fonte: PCP

quinta-feira, 21 de maio de 2015

BE apresenta projeto de resolução pela promoção da autonomia pessoal/vida independente das pessoas com deficiência

“A maioria das pessoas que dependem da ajuda de outras pessoas nas atividades da vida diária tal como levantarem-se de manhã, tomarem banho e arranjarem-se, defrontam-se com vidas muito limitadas em instituições residenciais ou casa de familiares. Qual deve ser a política nacional ideal de assistência pessoal que lhes dê o poder para viverem na comunidade como cidadãos iguais e completamente participantes, ocupando o seu justo lugar na família, vizinhança e sociedade, com as suas próprias famílias e empregos?”

“Model National Personal Assistance Policy” - European Center for Excellence in Personal Assistance

Esta é uma pergunta que tem que ter uma resposta clara por parte do Estado enquanto garante da igualdade de direitos entre todos os cidadãos e cidadãs.

Na resposta a esta pergunta está também a responsabilidade sobre o compromisso que Portugal assumiu ao ratificar em 2009 a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2006.

Ratificar esta Convenção não pode ser apenas um ato formal, sem tradução nas políticas públicas que visem alcançar os objetivos ali consagrados e considerados unanimemente como questões de Direitos Humanos e fatores de desenvolvimento social.

Passados 11 anos sobre a publicação da Lei nº 38/2004, de 18 de agosto, que aprova a “Lei de Bases da Prevenção, Habilitação, Reabilitação e Participação das Pessoas com Deficiência”, é necessário confrontar a aplicação desta Lei com os compromissos da Convenção e fazer uma avaliação dos avanços e recuos em relação aos seus princípios e objetivos.

A Convenção é muito clara ao definir que “todas as pessoas com deficiência têm direito a viverem em comunidade, com escolhas iguais às demais”.

Trata-se de considerar que as pessoas com deficiência têm o direito a decidir sobre as suas próprias vidas, numa lógica de vida independente e não numa lógica meramente assistencialista. Deve ser abandonada a perspetiva que privilegia a institucionalização em detrimento da vida em comunidade, a dependência em vez da autonomia, a desigualdade no lugar do respeito pelos direitos e da promoção da cidadania.

As orientações europeias sobre esta matéria vão no sentido de promover a desinstitucionalização das pessoas com deficiência. De acordo com o European Expert Group on the Transition from Instititional to Community-Based Care “isto representa um compromisso de que os fundos da UE não serão usados para perpetuar a institucionalização, mas para desenvolver alternativas baseadas na comunidade”.

Esta perspetiva representa uma alteração de paradigma, um avanço civilizacional, um novo patamar no reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência, privilegiando a sua decisão e as suas escolhas.

Torna-se necessário que esta perspetiva, conhecida como Vida Independente, seja acolhida nas políticas públicas de apoio às pessoas com deficiência, condição que decorre da subscrição da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Atualmente o Estado comparticipa as instituições que acolhem pessoas com deficiência, os lares, com 951,53 euros mensais por utente internado. Se a mesma pessoa estiver na sua casa, o subsídio por assistência por terceira pessoa são 88,37 euros para pagar a quem lhe prestar assistência. Fica evidente como se valoriza a institucionalização em detrimento da vida na família e na comunidade.

As pessoas com deficiência não têm autonomia para concretizar um conjunto de tarefas indispensáveis ao seu dia-a-dia, mas têm a capacidade de escolher quem querem que os ajude a ultrapassar essas dificuldades. Trata-se, em muitas situações, de tarefas do foro íntimo de cada pessoa e a sua escolha deve ser respeitada. Estas tarefas não podem ficar dependentes de familiares, que em muitas situações não reúnem as condições necessárias para as assegurar.

A Vida Independente é aplicada em vários países e consta inclusivamente da Estratégia Nacional para a Deficiência (ENDEF) 2010-2013, “Medida 63 – Desenvolver projeto-piloto que crie o serviço de assistência pessoal”, que tinha como prazo o final do ano de 2013 e nunca chegou a ver a luz do dia. A implementação de um Projeto Piloto pela Câmara Municipal de Lisboa permite-nos entender com maior clareza não só a urgência de multiplicar estas experiências, como a sua exequibilidade. Este projeto, chamado “Projeto Piloto Vida Independente, Vida Digna”, é gerido coletivamente pelos seus utilizadores e pessoas com deficiência organizados num centro de Vida Independente, em que se inclui o apoio ao recrutamento de assistentes pessoais.

O conceito está presente também no Programa Operacional da Inclusão Social e Emprego (POISE 2014-2020), que prevê, no eixo Deficiência - Modelos de Apoio à Vida Independente: “modelos de intervenção que privilegiem a autonomia das pessoas”.

“A nossa vida nas nossas mãos” é o que, legitimamente, reivindicam estas pessoas. Impõe-se que esta perspetiva de Vida Independente seja o centro das políticas públicas, introduzindo o serviço de assistência pessoal, que dependerá unicamente da escolha da pessoa com deficiência. Só assim será garantido “o direito de decisão pessoal na definição e condução da sua vida”, consagrado na Convenção.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo:

A integração dos princípios da Autonomia Pessoal/Vida Independente nas políticas públicas, que contemplem:

1. O direito ao pagamento direto para escolha e contratação da assistência necessária à satisfação das suas necessidades;

2. A implementação de Projetos-piloto centrados na pessoa com deficiência que tenham como objetivo o aumento da autonomia e da qualidade de vida;

3. A participação de associações e movimentos de pessoas com deficiência em todos estes processos.

Assembleia da República, 15 de maio de 2015.

As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,

Fonte: Grupo Parlamentar          Mais informações AQUI

PCP Apresenta Projeto de Resolução na Assembleia da República Sobre Vida Independente

Projeto de Resolução n.º 1471/XII-4ª

Cria um programa piloto para um regime de “Apoio à Vida Independente” para pessoas com deficiência agravada: 

No nosso país, as pessoas com deficiência, com elevados graus de incapacidade e que necessitam de um apoio permanente e diário, para as mais variadas tarefas do dia-a-dia, estão numa situação verdadeiramente dramática. Estamos a falar de pessoas com deficiência que além de uma grande incapacidade, não conseguem manter um grau de autonomia que lhes permita uma vida verdadeiramente independente, pelo que precisam de uma terceira pessoa para as tarefas mais básicas como a alimentação, vestirem-se, tratar da higiene pessoal ou simplesmente para se deslocarem.

Contudo, os apoios sociais são escassos e no caso das pessoas com deficiência que estão empregadas ou à procura de emprego não há lugar a qualquer prestação. Acontece que o problema das pessoas com deficiência, com deficiência agravada e que necessitam de uma terceira pessoa é premente.

Na verdade, fruto da luta das pessoas com deficiência, todos os grupos parlamentares foram confrontados com situações de pessoas com deficiência que, por não conseguirem contratar uma terceira pessoa que as assista, estão institucionalizadas. A institucionalização das pessoas com deficiência em lares de idosos ou outros equipamentos, além de mais caro, é profundamente desumano e não oferece a estas pessoas a dignidade e as respostas que precisam.

Existem hoje vários exemplos de pessoas com deficiência que apenas precisando de um cuidador algumas horas por dia foram obrigadas a sair das suas habitações, afastarem-se dos seus amigos e familiares para ficarem confinados a uma instituição 24 horas por dia.

Hoje no nosso país, o direito a uma vida autónoma, digna e independente é negado a milhares de pessoas com deficiência. A construção de uma sociedade inclusiva, tantas vezes invocada nos discursos de sucessivos governos, exige medidas concretas que permitam às pessoas com deficiência viver com dignidade nas suas próprias habitações e, assim integrando e participando na vida das suas vilas e cidades, junto dos seus amigos e familiares, promovendo a sua autonomia e independência e, desta forma permitir que estas possam continuar a trabalhar sem recorrer ao auxílio da família e que outras consigam aceder ao emprego, aspeto central para a dignidade do ser humano.

Um regime de apoio à “Vida Independente” permite melhorar a auto-estima da pessoa com deficiência e a sua auto-confiança; incentivar o desenvolvimento de sistemas e serviços de apoio mais inovadores, flexíveis e personalizadas; aliviar a pressão sobre os membros da família e outros prestadores de cuidados informais que muitas vezes têm de prestar apoio aos familiares com deficiência, o que impossibilita o desenvolvimento de uma atividade profissional; proporcionar às pessoas com deficiência mais oportunidades de participação plena na vida económica e social da comunidade.

Assim, importa alterar a presente situação de facto e estudar como se poderá concretizar uma prestação social que efetivamente promova a autonomia destas pessoas. Sabendo que não há duas pessoas iguais, que cada um precisa de cuidados específicos que variam muito não só de natureza como de quantidade importa criar um programa piloto que, com as associações representativas das pessoas com deficiência, defina os objetivos, critérios, tipos de respostas, quantidade de apoios e procedimentos para depois se dar corpo legal aos resultados do programa piloto.

Desde já conseguimos apurar que a questão da escolha do assistente pessoal por parte das pessoas com deficiência é um elemento fulcral para esta prestação social uma vez que entre a pessoa com deficiência e o assistente pessoal terá que haver uma relação de confiança e a escolha do assistente terá necessariamente que respeitar a vontade das pessoas com deficiência em função das questões de privacidade que se colocam.

Este programa piloto que visa a criação da prestação social “Apoio à Vida Independente” contribui para manter na sua própria habitação, com condições de independência e autonomia, promovendo a inserção na vida profissional das pessoas com deficiência.

Nestes termos, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os deputados abaixo assinados do Grupo Parlamentar do PCP apresentam o seguinte Projeto de Resolução:

A Assembleia da República recomenda ao Governo, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição da República, que:

1 – Crie um programa piloto, em articulação e com o envolvimento das organizações das pessoas com deficiência, que visedefinir os objetivos, critérios, tipos de respostas, quantidade de apoios, natureza dos apoios e procedimentos, de uma futura prestação social de “Apoio à Vida Independente” para as pessoas com deficiência agravada e reduzida autonomia.

2- Criação de um serviço-piloto de assistentes pessoais com formação nas várias áreas, designadamente assistência pessoal (cuidados de higiene e pessoais), serviços domésticos (tarefas domésticas diárias) e serviços sociais (apoio no emprego, no acesso a equipamentos de desporto, cultura e lazer e no desenvolvimento da vida social).

Assembleia da República, 15 de Maio de 2015
Os Deputados,
RITA RATO; DAVID COSTA; LURDES RIBEIRO; DIANA FERREIRA; BRUNO DIAS; JOÃO OLIVEIRA; MIGUEL TIAGO; JERÓNIMO DE SOUSA; ANTÓNIO FILIPE; FRANCISCO LOPES; JOÃO RAMOS; PAULA SANTOS; PAULO SÁ.

Relatório da auscultação pública projeto-piloto Vida Independente Lisboa



Conheça AQUI as opiniões e os contributos da Comunidade de Pessoas com Deficiência, resultantes do processo de auscultação pública sobre o projecto-piloto de Vida Independente.

Fonte e mais informações: Vida Independente Lx

sábado, 9 de maio de 2015

Rede Brasileira do Movimento de Vida Independente

A Rede Brasileira do Movimento de Vida Independente (Rede MVI-Brasil), criada em 2015, é um movimento político e de ativismo social, apartidário e fundado por pessoas envolvidas com o movimento de vida independente (MVI). A criação do Centro de Vida Independente do Rio de Janeiro (CVI-Rio) em 1988 marca o início do MVI no Brasil, tendo como inspiração o movimento norte-americano de vida independente, originado em Berkeley, na Califórnia, em 1972 por veteranos da Guerra do Vietnã e civis com deficiência.

Nos últimos 25 anos, 23 Centros de Vida Independente foram criados também pautados pela filosofia de vida independente, mas considerando as particularidades regionais (alguns continuam atuando, outros não). Em 1995, foi fundado o Conselho Nacional dos Centros de Vida Independente (CVI-Brasil) pelas seguintes entidades: CVI-Rio (RJ), CVI-Maringá (PR), CVI-Belo Horizonte (MG), CVI-Santos (SP), CVI-Paulista (SP), CVI-Aracaju (SE), CVI-Macaé (RJ) e Corde/Recife (PE), cujo principal objetivo era articular e apoiar os CVIs existentes, além de incentivar a criação de outros. Importante registrar que, de 1996 a 2009, foram criados os seguintes: CVI-Araci Nallin (SP), CVI-Curitiba (PR), CVI-Campinas (SP), CVI-São Luís (MA), CVI-Guimarães (MA), CVI-Espírito Santo (ES), CVI-Angra dos Reis (RJ), CVI-Brasília (DF), CVI-Niteroi (RJ), CVI-BA (BA), CVI-Resende (RJ), CVI-Londrina (PR), CVI-Cascavel (PR), CVI-Florianópolis (SC), CVI-Amazonas (AM) e CVI-Itagibá (BA).

A Rede MVI-Brasil é mais uma etapa neste processo que tem como característica fundamental a luta pela cidadania e inclusão social da pessoa com deficiência, sob o paradigma do “modelo social”, baseado nos princípios de autonomia e independência deste grupo populacional. A Rede MVI-Brasil irá direcionar a sua atuação em conformidade com os princípios e preceitos inscritos na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Desde logo, deixamos claro que aRede MVI-Brasil não interfere nas atividades dos CVIs que continuam ativos, os quais respondem e se responsabilizam integralmente por suas ações. Ademais, este movimento não representa a continuidade do CVI-Brasil, instituição que está sendo formalmente extinta em razão das dificuldades para o cumprimento dos seus objetivos estatutários.

A proposta de criação da Rede MVI-Brasil surge da constatação de que uma nova forma de ativismo social e político ganhou força nos últimos anos. Dadas as atuais facilidades de comunicação, as novas tecnologias, as redes sociais e outros recursos disponíveis, acreditamos ser possível atuar e interferir no debate público que envolve as pessoas com deficiência por meio de tais ferramentas. Nesse sentido, o principal objetivo da Rede MVI-Brasil é monitorar o processo político, em âmbito nacional, que diz respeito ao desenvolvimento da legislação e políticas públicas relacionadas às pessoas com deficiência. Para tanto, dentre as ações a serem realizadas estão as seguintes:
Manutenção de um banco de e-mails, de contatos telefônicos e de um grupo na internet para troca de informações sobre temas ligados à cidadania das pessoas com deficiência;
Utilização da internet e das redes sociais para divulgação de posicionamentos ou manifestos públicos relativos à legislação, políticas públicas ou congêneres;
Articulação com outros movimentos sociais, órgãos públicos e representantes institucionais para disseminação e encaminhamento das posições políticas consensuadas pela Rede.
Intercâmbio e articulação com organizações internacionais de pessoas com deficiência para identificação e dialogo com iniciativas de boas práticas e defesa de direitos.

A composição da Rede MVI-Brasil se dá nas seguintes categorias: a) fundadores; b) convidados (pessoas de notório saber com atuação na área da deficiência). A Rede MVI-Brasil é um movimento horizontal, sem diretorias ou dirigente máximo. Seu método de deliberação é a busca do consenso progressivo, por meio do debate construtivo. O detalhamento dos procedimentos para que a Rede MVI-Brasil emita, por exemplo, um manifesto público sobre determinado tema, política pública ou legislação será definido no seu regimento interno, a ser elaborado pelos membros fundadores.

Ao longo da história do movimento de vida independente no Brasil, como não poderia ser diferente, percalços e dificuldades coexistiram com êxitos e conquistas. Sem desconsiderar a trajetória pregressa, o que parece ser mais importante na conjuntura atual é o início de uma nova etapa no MVI brasileiro. A proposta de criação da Rede MVI-Brasil está imbuída deste espírito e quer contar com o apoio daqueles que, independentemente dos anseios particulares ou desdobramentos políticos de sua atuação, em algum momento se sentiram e ainda se sentem tocados pela filosofia original deste movimento que perpassa outros movimentos e dá alicerce para uma efetiva inclusão social, por isso deve continuar sendo disseminada.

Mijar num hospital privado fica caro

Consulta estava marcada e foi paga, mas foi necessário esvaziar a bexiga com urgência, nada como cobrar esse serviço à parte e bem pago. Só faltou cobrarem também o estacionamento da cadeira de rodas enquanto estive deitado na maca.


Que diferença para o serviço público de saúde… Será que é por isso que o privado continua a dar milhões de lucro e o público prejuízo?


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Não sou um saco de batatas. Sou um tetraplégico

Abaixo a minha nova crónica no Jornal Abarca.

Vem sozinho? Sim. Ah, então não sei como vou pô-lo na marquesa. Cada vez que vou realizar um exame de diagnóstico é esta a lenga-lenga que ouço. Ao chegar na clínica e verificarem que não consigo realizar as transferências sozinho para as macas/marquesas, é inevitável não ficar sujeito a este tipo de comentário.

Encoste aí a cadeira que eu já venho. Tenho de ir ver se arranjo alguém para me ajudar. Eu sozinha não consigo. Geralmente aparecem-me duas mulheres e 1ª coisa a fazerem é começar a tentar manobrar e empurrar a minha cadeira de rodas elétrica. Só ouço gemidos e cadeira obviamente não sai do lugar. Parecem umas baratas tontas de volta de mim. Tento explicar que cadeira de rodas é eletrica, muito pesada, que também tenho uns 60 quilos...desistem e vão chamar mais alguém.

Chego a ter uma pessoa em cima da marquesa, outra a pegar-me nas pernas, e outra a empurrar-me o rabo. Até parece que isso é suficiente. Tento mais uma vez explicar o melhor método de transferência, mas se não somos ouvidos não é fácil. Um drama. Olho para a bancada e já me vejo a bater com o rabo com toda a força naquele material duro. Até arrepia.

Última vez que isso aconteceu foi 5ª feira última. Ao entrar na clínica para realizar a ressonância, bombeiros avisam que vão esperar-me na ambulância,   imediatamente a recepcionista atira: "esperem, quem vai transferi-lo para a marquesa?" Ainda atiro, "olhe, se viesse sozinho como seria"? Ah, nesse caso logo se via.

Até no CMR Alcoitão, um centro que praticamente só recebe pessoas com mobilidade reduzida, existem dificuldades. Vejam aqui: http://tetraplegicos.blogspot.pt/2011/07/um-raio-x-no-cmr-de-alcoitao.html

Certa vez num hospital particular sou encaminhado pelo médico para uma sala de tratamentos, enfermeira ao verificar que não conseguia transferir-me sem ajuda, imediatamente liga para o médico e solicita a sua ajuda. Boa maneira de resolver o assunto.

Já me aconteceu de tudo. No inicio da lesão era muito complicado passar por estas situações, chegava a sentir-me culpado do trabalho dado e reboliço que criava, mas com o passar do tempo fui-me acostumando. Agradável continua a não ser, mas já não me sinto culpado. Pelo contrário, encaro como sendo uma obrigação das entidades criarem condições para que seja atendido com a melhor qualidade possível, inclusive transferirem-me como pessoa e não como sendo uma mercadoria.


É de lamentar que estes espaços continuem a não preparar os seus recursos humanos para saberem transferir dependentes com as técnicas adequadas e munirem-se de equipamentos que os auxiliem, como por exemplo gruas, tábuas de transferência, ou outro dos vários equipamento disponíveis no mercado.

Tire as suas dúvidas sobre o conceito de Vida Independente

Conferência Internacional realizada em Dezembro de 2013 pela Câmara Municipal de Lisboa em colaboração com o movimento (d)Eficientes Indignados.


Se ainda continua a ter dúvidas sobre o significado de Vida Independente, não deixe de aceder ao documento disponibilizado AQUI.

Fonte: vidaindependentelx

Eduardo Jorge fez-se ouvir na Assembleia da República

O Bloco de Esquerda promoveu em 28 de abril, às 16 horas, na Assembleia da República, uma audição pública focada na temática do projecto de Vida Independente.

Foram abordadas futuras políticas dirigidas a pessoas com deficiência.

"Na generalidade, o conceito de Vida Independente é caracterizado pela possibilidade da pessoa com deficiência poder decidir se quer ir viver para uma instituição ou ficar na sua casa dispondo, assim, da verba que o Estado iria transferir para a instituição. Com esta verba poderá contratar um cuidador/a podendo assim, ter respostas de acordo com as suas necessidades específicas e poder usufruir de uma liberdade individual não compatível com a vida numa instituição" afirmou Eduardo Jorge, perante os eleitos do Bloco de Esquerda onde figuravam entre outros Helena Pinto, Mariana Mortágua e José Soeiro.
Além de Eduardo Jorge usaram da palavra Jorge Falcato e Manuela Ralha, conhecidos activistas desta causa, com um longo historial reivindicativo, além de Associações e particulares ligados ao tema em debate.

Esta iniciativa do BE deveu-se a um trabalho conjunto da Comissão Coordenadora de Abrantes, da Coordenadora Distrital de Santarém e do Grupo Parlamentar na Assembleia da República.

Fonte: Jornal Abarca Fotos: Jorge Santiago

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O BE convida-nos a debater Vida Independente na Assembleia da República, dia 28, 16h

Dias atrás recebi em minha casa a Sra Deputada do Bloco de Esquerda (BE) Helena Pinto, que se fez acompanhar pelo Coordenador Distrital de Santarém Carlos Matias, Armindo Silveira porta-voz do BE de Abrantes, e também Duarte Arsénio e José Dias, dois amigos que estimo muito.

Vieram mostrar a sua solidariedade pela nossa luta sobre o direito a uma Vida Independente e disponibilizarem-se para nos apoiar. Desse encontro saiu uma vontade efetiva do BE em trabalhar para a melhoria das políticas públicas de apoio às pessoas com deficiência.

Primeiro passo dado pelo BE será a realização de uma audição pública no próximo dia 28 de Abril, às 16h na Assembleia da República em Lisboa, onde se pretende debater uma nova visão sobre Vida Independente.

Relembro que assim como o BE, todos os outros partidos com assento parlamentar têm sido informados e convidados a participarem na nossa luta. Até ao momento a única resposta positiva foi por parte do BE, fato que agradeço, assim como não poderia deixar de agradecer todo o apoio dado pelo seu porta-voz em Abrantes, Armindo Silveira que desde o primeiro dia abraçou esta causa, tendo inclusive apresentado uma moção na Assembleia Municipal de Abrantes, aquando da minha viagem de protesto em cadeira de rodas entre a Concavada e o Ministério da Solidariedade Emprego e Segurança Social em Lisboa.

Destaco e agradeço a amabilidade do BE em disponibilizar-me gratuitamente transporte adaptado.

Como podem verificar o convite  está endereçado a todos nós. Não deixem de comparecer e convidar os amigos.

Siga o evento AQUI

sábado, 18 de abril de 2015

Chegou o resultado da ressonância magnética

Os suores continuam em abundância. O estranho é que nos últimos tempos só surgem no lado esquerdo do corpo. Iniciam na testa e na cabeça e vão descendo corpo abaixo encharcando a roupa. Outra curiosidade é que só transpiro quando estou sentado na cadeira. Chego à cama, deixam-me em paz. Andar na rua nestes dias frios com a roupa molhada é mesmo muito desagradável. Corpo arrefece de tal maneira que é muito complicado estabilizar a temperatura. Estou mesmo farto desta situação.
Médicos não conseguiram até ao momento descobrir as razões desta sudorese. Já realizei todos os exames e análises solicitados, mas nada. Resta-me realizar uma ressonância magnética, mas ao marca-la, clínica questionou-me sobre eventuais materiais contidos no meu corpo. Expliquei que me introduziram placas e parafusos com a finalidade de restaurar vértebras cervicais destruídas no acidente em 1991. Responderam-me que sem uma autorização do hospital onde fui operado especificando o tipo de material utilizado e responsabilizando-se pelo exame, não realizam a ressonância.

Requisitei meu processo clínico ao hospital de São José (onde me restauraram coluna), mas no mesmo não consta o tipo de material utilizado. Questiono o hospital, mas ninguém me consegue informar e resolver o problema, o que significa que nenhuma clínica me realiza o exame. Nenhuma se responsabiliza por possíveis danos causados. Segundo os técnicos há a possibilidade do material se deslocar com a realização da ressonância.

Lembrei-me que anos atrás publicitei no Tetraplégicos o surgimento de uma nova tecnologia nesta área. Contatei a clínica que disponibiliza a nova técnica e enviei-lhes processo clínico do hospital que me intervencionou, e após análise aceitaram realizar a ressonância. Trata-se da clínica Remagna (http://www.remagna.pt/) no Montijo que realiza ressonância aberta.

Segundo a clínica, ressonância aberta é:

A aquisição de imagens por RM Aberta é um procedimento de diagnóstico médico, avançado, que cria imagens detalhadas das estruturas internas do corpo humano, sem o uso de radiação X. A RM Aberta é capaz de produzir imagens anatómicas, através de um poderoso magneto (Iman), ondas de radiofrequência e um computador. Os equipamentos de RM Aberta ajudam os médicos a diagnosticar, de forma precoce, doenças ou qualquer outra patologia.

A diferença entre uma RM Aberta, como a nossa, e uma RM Fechada é apenas isso mesmo, uma é fechada como um “Túnel” em forma de donuts, onde o cliente é colocado, a outra é aberta em todos os 4 lados do equipamento. O design de uma RM Aberta, oferece aos clientes maior conforto, reduzindo de forma significativa os estado de ansiedade e claustrofobia.

Tem como vantagens:

Conforto;
Baixo ruído;
Não claustrofóbica;
Possibilidade de acompanhantes;
Compatibilidade com próteses;
Música ambiente.

Sendo assim a única diferença que existe entre a ressonância convencional e a aberta, é isso mesmo, uma é realizada num equipamento aberto e a outra não. E claro, os riscos pelos vistos para mim mantêm-se. Então porque razão é a única clínica que aceita realizar o exame? Realizo o exame…não realizo..

JÁ ESTÁ. RESSONÂNCIA REALIZADA.

Aconteceu a ressonância. Dia 05/03 lá me apresentei meio tímido na clínica. Ainda tentei esclarecer algumas dúvidas, mas a naturalidade com que me respondiam fez-me parar de questionar e lá enfrentei o "bicho de frente".

Até a música ambiente tive direito. Pelo meio ouvia através do microfone o técnico a questionar-me se estava tudo bem. 1 hora depois vem o que queria ouvir: "já está Eduardo". Pensei cá  para mim, desta também já me safei. E safei mesmo, até que enfim tenho uma  ressonância magnética. Neste caso aberta.

CHEGOU O RESULTADO.

Relatório foi-me enviado para casa. Entre outras coisas acusa: "De destacar contudo uma franca alteração do sinal do parênquima medular entre a metade do corpo de C5 e a transição de C7-D1, com um aspecto predominantemente quístico e que se estende por 38mm no diâmetro crânio caudal, com 9mm no diâmetro antro posterior, traduzindo extensa área lesional do parênquima medular, com aspecto de degenerescência/mielomalácia, apenas com muito fina lamina periférica de parênquima medular."

É importante verificar de que quisto se trata. Fui encaminhado pela fisiatra  para a neurologia. Aguardo consulta.

Escaras: Novidades das minhas meninas

(17/1) Primeiro surgem-me suores sem parar, depois reabre a ferida no ísquio e aparece uma nova no pé esquerdo, por último uma gripe. Nada que um tetraplégico não conheça, mas surgir tudo ao mesmo tempo é muito azar. Foi o que me aconteceu. A gripe esteve como mostra o vídeo abaixo, mas o mucosolvan perlonguets em cápsulas, anti-inflamatório e antibiótico, felizmente já ajudaram a resolver.

A ferida do pé iniciou assim...

…uns dias depois complicou-se e surgiu necrose, após 8 dias de tratamento com hidrogel, daflon 500 e antibiótico melhorou um pouco.
A persistente do rabiosque está quase resolvida, problema é que no dia do banho volta sempre a sair a crosta protetora, o que tem complicado e muito.

Nisto tudo, o pior é não poder ir trabalhar e suportar os monótonos dias passados na cama. Por indicação médica tenho estado de cama. Assim evito a pressão nas feridas o que facilita a cicatrização. Meus dias baseiam-se em ficar deitado em decúbito lateral esquerdo durante a manhã, tarde toda em decúbito ventral, noite outra vez do lado esquerdo e dormir de ventral, e assim sucessivamente.

 Semana que vem vou iniciar levantos para a cadeira de rodas, mas sempre com o suporte de pé na horizontal para evitar pressão no  pé e verificar a reação, e próxima terça feira vou ver o que me diz a médica em Alcoitão.


Nova ida ao médico

Ontem, dia 21/1, mais uma ida à médica em Alcoitão. Visto as melhoras serem pouco significativas, vou iniciar novos tratamentos. Ferida do pé passa do hidrogel para ulcerase e a do isquio passa a ser tratada só com betadine em penso. Receitaram-me também novo antibiótico (ciprofloxacina) e claro, continuar na cama.

Mas nem tudo são más notícias, os incómodos suores que surgiam sempre que me levantava para a cadeira, ontem desapareceram. Espero que de vez.

Situação em 19 de Fevereiro

Isto não tem estado fácil. A fase menos boa continua. Depois de várias idas ao CMR Alcoitão e outros tantos tratamentos a ferida do rabiosque continua a dar muito trabalho o que me obrigou a ficar mais uns dias de cama, já a ferida do pé está a melhorar.

Os suores também voltaram em força. Desta vez somente no lado esquerdo, mas o suficiente para encharcar a roupa. Até agora não conseguimos saber o porquê.

              Em 18 de Abril situação é esta...

A ferida do pé foi vencida. Vejam imagem abaixo


Já a do rabo, não há maneira de me dar sossego. Continua o abre e fecha, melhora e piora...já experimentamos todo o tipo de tratamento, mas insiste em não cicatrizar de vez. Como podem verificar na imagem abaixo, a ferida está localizada numa área intervencionada anos atrás. Talvez esse facto esteja a dificultar as melhoras.

Nem a utilização de uma nova almofada antiescaras me está a valer...


Os suores no lado esquerdo do tronco continuam. Tem sido muito difícil suporta-los. Ficamos sem saber se a sua origem advém desta ferida ou de algum problema na coluna.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Audição na Assembleia da República apreciação petição "Criação de legislação sobre residências e melhoria dos cuidados prestados a Pessoas com Deficiência Motora Severa"

SUPERA - Sociedade Portuguesa de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade, submeteu eletronicamente no site do parlamento pelas 17h00 do dia 5 de fevereiro de 2015, com o total de 5445 subscrições, a Petição sobre a "Criação de legislação sobre residências e melhoria dos cuidados prestados a Pessoas com Deficiência Motora Severa".

Esta Petição foi criada com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência, tornando-os o mais independentes possível, pois todos os cidadãos têm esse direito: ter acesso a uma Vida Independente.

A SUPERA foi informada, no dia 12 de março de 2015 pela da Comissão de Segurança Social e Trabalho, de que esta Petição Coletiva foi admitida no dia anterior, tendo-lhe sido atribuído o nº 473/XII/4ª e que esta se encontra nesta Comissão Parlamentar para efeitos de apreciação e parecer, nos termos regimentais.

No passado dia 9 de abril de 2015, pelas 17h30, foram ouvidos vários membros dos Órgãos Sociais da SUPERA, na qualidade de primeiros subscritores, e um membro do Movimento (d)Eficientes Indignados, convidado pela SUPERA, numa audição na sala 3 da Assembleia da República para efeito da apreciação da referida Petição.

Pessoas ouvidas:
David Pinheiro Fonseca (Presidente da SUPERA)
Márcio Martins (Vogal da SUPERA)
Abel Trigo (Vogal da SUPERA)
João Henriques (Suplente da SUPERA)
Jorge Falcato (Movimento (d)Eficientes Indignados)
Pelos Deputados:
• Jorge Machado (PCP) - Relator desta Petição
• António Cardoso (PS)
• Maria da Conceição Caldeira (PSD)
Na generalidade, os Srs. Deputados presentes mostraram interesse e concordaram com as pretensões da Petição. O Sr. Deputado Jorge Machado, relator da Petição, referiu que o relatório final está praticamente concluído e será brevemente enviado à Presidente da Assembleia da República para que seja agendada o quanto antes a apreciação da Petição em Plenário.
A SUPERA agradece a presença da Interprete de Língua Gestual Portuguesa Alexandra Ramos que possibilitou a total participação do Presidente da SUPERA - David Fonseca na audição, assim como toda a disponibilidade e colaboração do Eduardo Jorge, da Manuela Ralha e do José Magalhães Reis.
Aos interessados, importa referir que podem visualizar a Petição no seguinte link: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=pessoas-def-motora.
Cordiais cumprimentos,
Márcio Martins
Membro da Direção da SUPERA
Fonte: http://supera.org.pt/…/45-iniciativas-supe…/122-audicao.html

Reunião de constituição do Centro de Vida Independente de Lisboa

A continuação do processo e o êxito do Projecto-Piloto de Vida Independente, dependem em primeiro lugar da adesão e empenho das pessoas com deficiência. O Centro de Vida Independente, estrutura composta e dirigida por pessoas com deficiência, será o gestor do dia-a-dia do projecto.

É altura de constituir o CVI, tomar uma série de decisões que ficamos de tomar e avançar na prestação de assistência pessoal a quem precisa.

Se tem uma deficiência, convidamo-lo(a) a participar na primeira reunião que irá realizar-se na próxima 6ª Feira, dia 17 de Abril, das 18h00 às 20h00. Terá lugar no Espaço Municipal da Flamenga, Rua Ferreira de Castro, Bairro da Flamenga, Marvila.

Este espaço situa-se perto do Centro Comercial da Bela Vista.

Existem duas carreiras da Carris, a 794 (Estação do Oriente – Terreiro do Paço) e a 793(Estação Roma/Areeiro – Marvila) com acessibilidade a cadeira de rodas que têm uma paragem junto ao Centro Comercial.

A estação de Metro Bela Vista tem uma saída acessível mas não dá directamente para o caminho de acesso ao local da reunião. Para chegar a essa rua tem de se sair da estação de metro, virar à esquerda até encontrar uma entrada do parque de estacionamento e aí apanhar o elevador para o Centro Comercial. Não é muito prático mas é o único caminho possível em cadeira de rodas.

Em frente ao local da reunião existe um parque de estacionamento com muitos lugares.

domingo, 5 de abril de 2015

O problema voltou. Nem a uretrotomia e nem a cistostomia me valeram

Afinal o problema continua. Primeiro foi a uretrotomia que não resolveu nada, depois foi a cistostomia que não correu bem e esta última 5ª feira aconteceu o inesperado. Entupiu a sonda, e voltou o sofrimento. Foi impossível desobstruí-la. Foi uma enorme desilusão.

Pelos vistos tudo o que passei e foi feito,  foi em vão. Nunca pensei e nem ninguém me informou que esta situação podia ocorrer, afinal nem um mês passou após a realização da cistostomia/suprapúbica. Sendo assim não valeu a pena todo o caminho percorrido até aqui.

É impossível não ficar desiludido. Nunca pensei que voltaria a passar por todo este sofrimento outra vez, e desta maneira. Febre, sudorese, dores insuportáveis, vómitos…ou seja, disreflexia.

Voltei a ser medicado com antibiótico e amanhã, dia 06/03, lá estarei mais uma vez no hospital CUF 
Descobertas na tentativa de obter respostas.

CONSULTA NA CUF DESCOBERTAS 6/03

Segundo o urologista minha bexiga é das que não acalma facilmente. Removeu o cistocateter obstruído substituindo-o por um nº 18, primeiro era nº 16,  e aconselhou-me um esvaziamento diário da bexiga através de cateter. 

Segundo ele, o cistocateter está introduzido na parte superior da bexiga, o que significa que a bexiga só é drenada quando está completamente cheia, o que faz com que não seja esvaziada por completo ficando resíduos no seu interior que só o cateter através da uretra pode recolher, ou seja, ao contrário do cistocateter a sonda introduzida pela uretra vai alcançar o fundo da bexiga facilitando o seu esvaziamento na totalidade.

Ao esvaziar a bexiga através do cateter se se verificarem resíduos, aconselha a realização de uma lavagem da bexiga.

Só sei que os suores persistem e desconforto é grande. Entretanto a conselho do amigo José Magalhães Reis voltei aos chás. Vejam a sua mensagem:

"Se tiveres possibilidades, anda algumas semanas a beber chá com pés de cereja e barbas de milho.Neste momento, para ti, em vez de fazeres 50/50, usa 70% de barbas de milho e o resto de pés e cereja. As barbas de milho são diuréticas."

E acrescenta: "Quando quiseres lavar a bexiga, usa durante 3 ou 4 dias, 1 litro por dia desse chá mas só com as barbas de milho. Vais ver a cor da urina.."


Informação completa AQUI.


sábado, 28 de março de 2015

Atualização imediata do subsídio mensal vitalício para pessoas com deficiência


(...) "o subsídio mensal vitalício para pessoas com mais de 24 anos, criado em 1980 (DL 170/80, 29/05/80; Decreto Regulamentar 24/87, 03/04/87). De qualquer forma estes apoios sempre ficaram muito aquém das reais necessidades das famílias e pessoas com deficiência. A título de exemplo, atente-se ao montante do subsídio mensal vitalício que em 1987 ascendia a 7.500$00 (cerca de 37€), montante significativamente baixo se atendermos ao valor mínimo (para trabalhadores serviço doméstico) do salário mínimo nacional neste mesmo ano, que se cifrava nos 17.500$00 (cerca de 87€) (DL 69-A/87, 9/02/87).Esta situação mantém-se ainda em 2009. Actualmente o valor desta prestação ascende a 176,76€(Portaria 511/2009, 14/05/2009), situando-se o salário mínimo nacional nos 450,00€(DL 246/2008, 18/12/2008)"(...)

Fernando Fontes - Pessoas com deficiência e políticas sociais em Portugal: Da caridade à cidadania social in Revista Crítica de Ciências Sociais, 86, Setembro 2009: 73-93

Hoje o salário mínimo tem o valor de 505€. Se em 1987 o valor do subsídio já era baixo, correspondendo a 43% do salário mínimo, hoje, sendo 35%, é uma esmola miserável. Exigimos a actualização desta e de outras prestações sociais, como a pensão social de invalidez, que são verdadeiros insultos à comunidade das pessoas com deficiência.

Temos direito a viver.

Fonte: (d)Eficientes Indignados

terça-feira, 24 de março de 2015

Admitida: Petição sobre a “Criação de legislação sobre residências e melhoria dos cuidados prestados a pessoas com deficiência motora severa”

Admitida a Petição sobre “Criação de legislação sobre residências e melhoria dos cuidados prestados a pessoas com deficiência motora severa”.


A SUPERA - Sociedade Portuguesa de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade foi informada, pela da Comissão de Segurança Social e Trabalho, de que a Petição sobre a “Criação de legislação sobre residências e melhoria dos cuidados prestados a pessoas com deficiência motora severa” foi admitida em 11-03-2015, tendo-lhe sido atribuído o nº 473/XII/4ª e que esta se encontra nesta Comissão Parlamentar para efeitos de apreciação e parecer, nos termos regimentais.

Na nota de admissibilidade, enviada por esta comissão, constam as seguintes conclusões:

1. Do exame da petição, decorre a apreciação de que o objeto da mesma está bem especificado e que o seu texto é inteligível, bem como de que estão presentes os requisitos formais, não se verificando qualquer causa de indeferimento liminar, pelo que parece ser de admitir a petição;

2. A presente petição é assinada por 5445 subscritores;

3. Por conter mais de 1000 assinaturas, a petição será publicada na íntegra no Diário da Assembleia da República, e é obrigatória a audição dos peticionários, eventualmente representados pelo 1.º subscritor e
4. Por ser subscrita por mais de 4000 cidadãos, a petição deve ser apreciada em Plenário.

Enviado por Márcio Martins

domingo, 22 de março de 2015

Botas antiescaras

Minha nova aquisição. A ferida do pé não me permite andar com calçado normal. Tenho tido sorte com os produtos da Sanitized, mas estas botas poderiam ser mais apresentáveis...


Indicado para pessoas que permanecem muito tempo na mesma posição.

Fecha com fita de velcro.

Dimensões: 25x12 cm.

Para números entre 36 e 39.

Cor: Azul escuro.



Fonte e mais informações: medicalshop

sexta-feira, 20 de março de 2015

Comissão Direitos Sociais CM Lisboa aprova Projecto-Piloto de Vida Independente


A 27 de Fevereiro foi aprovado por unanimidade na Comissão Permanente de Direitos Sociais da Assembleia Municipal de Lisboa, um parecer sobre o Projecto-Piloto de Vida Independente.

Poderá aceder à totalidade do documento aqui

quinta-feira, 12 de março de 2015

Levarei a Vida Independente à conferência "A importância da diferença no projeto ser pessoa"

O Departamento de Educação Especial vai levar a efeito no dia 18 de março pelas 15h30m uma Conferência Intitulada "A importância da diferença no projeto ser pessoa", que se enquadra no Plano Anual de Atividades. 

Tem como objetivos sensibilizar para a diversidade das problemáticas inerentes às necessidades educativas especiais e fomentar a reflexão e a partilha de estratégias com a finalidade de melhorar a intervenção com os alunos NEE.

quarta-feira, 11 de março de 2015

A cistostomia (suprapúbica) que deveria ter corrido melhor

Como a realização da uretrotomia não resolveu a estenose (estreitamento da uretra), a alternativa teria de ser a cistostomia (supra-púbica) VEJA AQUI. Foi marcada a cirurgia em ambulatório para as 12h30 do dia 5/3/2015. Eram 11h30 e já preparado para dar entrada no bloco operatório recebo a visita da anestesista que me questiona se tinha ido à consulta da especialidade, respondo que não. Então não está em jejum? Respondo-lhe mais uma vez que não e acrescento que tinha sido informado pela equipa médica que poderia alimentar-me, visto cirurgia ser realizada com anestesia local.

De seguida sou informado pelo urologista que tinha havido um imprevisto e propunha que voltasse 8 dias depois, neste caso já em jejum. Respondo que entre mais uma viagem e aguardar, preferia aguardar. Nesse caso só posso realizar-lhe a cistostomia após as15h, disse ele. O que veio a acontecer às 17h55, hora que também chamo a ambulância. Solicito o transporte de imediato porque ao contrário das informações dadas anteriormente que ficaria 3 horas na sala de recobro, desta vez o médico avisa que posso viajar logo após a cirurgia.

A cirurgia durou uns 20 minutos, acordei relativamente bem, e ainda no bloco sou informado que tinha corrido tudo como planeado. Ao chegar á sala de recobro enfermeira oferece-me sumo, água, bolachas…escolhi bolachas integrais e uma garrafa de água. Ingeri uns goles de água e algumas bolachas e o estômago reagiu bem. Devido ao atraso do transporte só saí do hospital pelas 21h.

Ainda dentro de Lisboa e nos primeiros solavancos surge-me um quadro terrível: vómitos, suores frios abundantes, dor de cabeça etc. Foi uma viagem terrível. A cada movimento mais brusco, parecia que me arrancavam as entranhas. Até a luz me fazia diferença. Ainda pedi para as desligarem, mas o socorrista negou-se invocando que corriam o risco da polícia os multar. Chego a casa tinha à minha espera a senhora que me apoia nos fins-de-semana, trocou-me a roupa molhada de suor por outra seca, e visto o médico ter-me dito que poderia pernoitar de ventral (barriga para baixo) como sempre o faço, tento, mas ao pressionar o abdómen (região da cirurgia) contra o colchão tudo piorou e tive de optar por outra posição. Escusado será dizer que a noite foi em claro e muito complicada.

Pelas 6h da manhã de 6ª feira senhora fez o favor de vir da sua casa virar-me. 8h30 entra ao serviço a minha cuidadora da semana. Verificamos a temperatura, resultado foi febre alta. Contato o meu médico que me ministrou antibiótico e antipirético, mas temperatura continuava alta e nada de abrandar. Receitou-me mais um antibiótico e felizmente na 2ª feira a temperatura voltou ao normal. 5ª, 6ª, sábado e domingo foram dias de muito sofrimento, mas também de boas noticias, a ferida do calcanhar e isquío continuaram a melhorar.

Existiram várias situações estranhas: foi a primeira vez que realizo uma cirurgia com anestesia que me informam que não era necessário realizar análises e nem estar em jejum; porque razão as horas de recobro passaram de 3 para zero minutos?; da anestesia local prevista passei para a geral e ninguém me avisar atempadamente e o facto de me informarem que não era necessário nenhum cuidado especial como por exemplo instruções mudança do penso, retirar ponto…indicação para tomar antibiótico, analgésico, etc.

Conclusão: embora não me tivessem solicitado análises antes da cirurgia, por minha iniciativa realizei-as na 4ª feira anterior à intervenção, resultados chegaram-me na 2ª feira e indicavam uma infeção urinária, desequilíbrio nas plaquetas e proteína C reactiva, nitritos positivos, hemoglobina +, etc, ou seja, fui intervencionado com infeção e adquiri outra com a cirurgia.

Por fim quero deixar agradecimentos à minha cuidadora por se ter prontificado a ficar comigo todo o dia e noite de 6ª feira e senhora que me apoia no fim-de-semana, pela sua presença durante o dia e noite de sábado e dia de domingo, e muito especialmente ao enfermeiro/vizinho pelo apoio imprescindível e incondicional que me tem facultado sempre que a coisa aperta.

Asistencia sexual a personas con diversidad funcional: relato en primera persona

...Que importante es que nos animemos a hablar de estas cosas. Hace no mucho tiempo la sexualidad y la discapacidad eran un tabú en nuestra sociedad. He leído los comentarios de todos ustedes y creo que es importante que como persona con discapacidad me haga cargo de seguir el debate y ofrecer mi punto de vista, el cual no es mas que eso: Un simple punto de vista.

Antes que nada quiero contarles que en mi caso, siendo una persona con una discapacidad adquirida, producto de una lesión medular, he tenido que redescubrir entre otras tantas cosas mi sexualidad desde los 20 años. Digo desde porque hasta hoy continuo conociendome y redescubriendome.
La primera vez que tuve una relación sexual después de mi lesión fue con dos "cenicientas de saldo y esquina" (sic). No cabe otro calificativo para aquellas dos mujeres que una noche en Montevideo, 14 meses después de mi accidente, me ayudaron a dar el primer paso contra uno de mis mayores fantasmas post lesión: El sexo.

Nunca me gusto pagar por amor, pero con 21 años, una lesión medular cervical c-7 y mucha incertidumbre imagine que la "exigencia" de dos profesionales del sexo (juro que me hicieron 2 x 1) no me generaría tanta presión. Tenia miedo de "fallar" (el maldito ego del macho) con una amiga o una novia. Era virgen otra vez y debía aprender todo de nuevo. Lo desconocido, muchas veces, ademas de interrogantes produce miedo y mas aun si de sexo se trata.

Me era necesario atravesar esa instancia. De hecho, tuve la enorme suerte de no tener que volver a pagar hasta hoy, pero ante las necesidades (son psiquicas y fisicas), si en algún momento hiciera falta, lo volvería a hacer.
Si hubiese podido trabajar en mi redescubrimiento con una asistente sexual lo hubiese hecho. Probablemente hubiese sido la terapia mas divertida, pero también una de las mas importantes junto a kinesiologia y la terapia ocupacional. Alguien dijo "el sexo es salud" y vaya que tenía razón. El sexo en rehabilitación es bastante tabú. Muchas personas cuando son externadas no tienen idea de como comenzar o recomenzar su vida sexual . Muchas veces porque no se les informa, muchas otras porque la vergüenza no les permite asesorarse y esto se debe a la ausencia de una terapia de abordaje sexual en todos sus contenidos teóricos y prácticos. En muchos casos la información llega a través de un par (no siempre con la misma patología) que desde lo vivencial nos trasmite su experiencia (muchas veces sin un aval profesional) "evacuando" las dudas. Pero claro, acá comienza el lío (si es que no comenzó aun porque estamos hablando de sexo y discapacidad). Leí comentarios que hablaban de prostitución y ese es uno de los puntos en donde quiero detenerme. Tanto prostitutas como taxi boys no están formados en el abordaje de patologías como autismo, Síndrome de Down , parálisis cerebral o retraso madurativo entre otras tantas discapacidades. Las personas que padecen estas patologías desde su nacimiento muchas veces quedan marginadas de una vida sexual por la ausencia de terapias de abordaje sexual puro. Ellos también son personas con necesidades sexuales. Atraviesan los mismos estadios en donde la necesidades sexuales se pone de manifiesto.

Prostitutas y o taxiboys muchas veces no acceden a tener relaciones con muchas personas con discapacidad por la apariencia o las conductas de los potenciales "clientes" o tampoco acceden por desconocer la manera de relacionarse con por ejemplo, un adolescente con TGD.

Seria un paso adelante como sociedad incluir sexualmente a las personas con discapacidad. No todas las personas con discapacidad tienen la suerte de poder tener una pareja, amigo con derechos, filito, etc. Y no por ser lindos o feos, sino que por el simple hecho de ser "discapacitados"????? No seamos hipócritas entre los que tenemos alguna discapacidad diciendo que "todos tenemos las mismas capacidades de conquistar a alguien" porque seria como tapar el sol con la mano. Tampoco podemos esperar que "quienes nos ven iguales o diferentes abran sus mentes" porque hay discapacidades y discapacidades. Por ejemplo, una persona con lesión medular no tiene las mismas dificultades para relacionarse interpersonalmente que una persona con parálisis cerebral severa, pero a la hora de la sexualidad todos somos seres sexuales con necesidades de satisfacción como cualquier hijo de vecino.

Ojala que este debate siga. Ojala que en un futuro exista esta modalidad de "asistentes sexuales" en los centros de rehabilitacion, tanto para hombres como para mujeres. Aclaro esto porque alguien interpreto que el tema en el articulo se planteaba como una" nececidad masculina". Evidentemente esa "lectura" fue todo lo machista que el articulo no es, ya que lo que se busca con esta asistencia sexual (asistentes hombres y mujeres) es poder abordar la sexualidad ( necesidades fisicas y mentales) de hombres y mujeres con discapacidad cualquiera sea su sexo.

Por favor separemos genitalidad y sexualidad. Todas las personas tenemos derecho a la sexualidad por el simple hecho de ser seres sexuales. Las personas con discapacidad pueden ser heteros, gays, lesbianas o bisexuales porque también son seres sexuales. La sexualidad se vive como necesidad de búsqueda de placer."Nuestro psiquismo mejora y nuestro autoestima es mayor cuando podemos vivir con otra persona nuestra sexualidad" sic. "El sexo es lo que nosotros tenemos, la sexualidad es algo que nosotros somos". Ana Freud.

Alexis Padovani

Starlock star cushion: minha nova almofada antiescaras

Tempos atrás apresentei AQUI as almofadas antiescaras Starlock Cushion.

Há vários anos que utilizo almofadas marca ROHO mas como ultimamente os problemas de pele têm surgido com grande frequência, resolvi experimentar esta marca, designadamente a almofada starlock 7,5cm - star cushion e até ao momento estou a gostar. 

Sinto-me melhor posicionado na cadeira e ao deitar-me não costuma existir nenhum sinal de pele vermelha, embora  seja cedo para avaliar, o enfermeiro que me acompanha acha que a ferida do isquio tem melhorado com mais rapidez.

Esta almofada está disponível com células de 5cm, 7,5cm, 10cm e 12,5cm de altura para ir de encontro às várias necessidades de posicionamento. A tecnologia CELL LOCK (bloqueio individualizado de ar em cada célula) permite resolver facilmente problemas de utilizadores com posicionamento assimétrico. Esta tecnologia permite também isolar individualmente cada célula de ar e personalizar a almofada sem ser necessário gastar dinheiro extra numa almofada customizada; possibilita ainda proteção redobrada em casos de danos acidentais nas células (se as células danificadas estiverem bloqueadas, apenas estas células perdem ar e não toda a almofada ou determinado compartimento). 

A bomba de ar insufla ar nuns compartimentos localizados na base da almofada, permitindo ajustar o posicionamento de uma forma personalizada, ao mesmo tempo que aumenta a estabilidade. A capacidade de isolar o fluxo de ar entre as diferentes células permite aumentar a estabilidade e customizar posicionamento do utilizador. A válvula azul de segurança garante que as alterações efetuadas não serão alteradas acidentalmente. A capacidade de isolar o fluxo de ar entre as células garante estabilidade e ajuda nas transferências, postura e controlo de tronco. 

A Starlock Cushion garante também a integridade da pele através da baixa pressão e baixas forças de torção e fricção no contacto com a almofada. Ultraleve, pesa apenas 1,36kg. Disponível em tamanho pediátrico e de adulto. Equipada com cobertura, bomba de ar e kit de reparação. Design de alta qualidade, material ignífugo e composto por um molde de fibras de neopreno sem aplicação de latex.

Fonte e mais informações: Mobilitec

Queremos uma politica de Vida Independente e não institucionalizaçao

O ministro Mota Soares aparece mais uma vez com sacas de dinheiro ás costas. É à farta. Milhões e mais milhões de euros vindos direitinhos dos fundos europeus.
Para quê? Para construir mais instituições e lares residenciais, “um programa específico para a exclusão social, destinado a apoiar equipamentos sociais para deficientes, como é o caso de lares, com um montante financeiro disponível de 2500 milhões de euros.”
Isto acontece quando a própria União Europeia definiu orientações claras para a aplicação destes fundos: a desinstitucionalização. (ver nota final)

Os nosso governantes não devem ter percebido muito bem as instruções de Bruxelas. Leram que era preciso reforçar a política de institucionalização (os amigos construtores civis agradecem) É a nova política do betão, agora não para auto-estradas, mas para internar pessoas com deficiência
“Pedro Mota Soares falava durante a inauguração de um lar residencial para pessoas com deficiência, da CerciPeniche, no concelho de Peniche.

Trata-se de um investimento de 1,2 milhões de euros, com capacidade para 24 utentes”
Façamos umas contas simples, que nem entram em consideração com os custos de funcionamento e manutenção do edifício: 1.200.000€ a dividir por 24 dá 50.000€ Estes 50.000€ dividimos por 120 e temos 416€. Como o estado comparticipa cada internamento com 950€, chegamos à conclusão que este investimento daria para pagar a estes 24 utentes 1.361€ durante dez anos. Teriam dinheiro de sobra para contratar os seus assistentes pessoais e seriam donos das suas vidas e muito mais felizes.
Esta política tem de ser invertida. O dinheiro é para investir nas pessoas, não em tijolos.

Nota: De acordo com o European Expert Group on the Transition from Institutional to Community-Based Care, pela primeira vez os novos regulamentos da política de coesão e investimento da UE, aprovada em Dezembro de 2013 pelo Conselho e o Parlamento Europeu, incluem referências específicas ao apoio à “transição dos cuidados em instituições para cuidados de base comunitária”.
Estes peritos destacam que “isto representa um compromisso de que os fundos da UE não serão usados para perpetuar a institucionalização, mas para desenvolver alternativas baseadas na comunidade”.  Por: (d)Eficientes Indignados

Construção de equipamentos para pessoas com deficiência financiada a 100%
O ministro da Solidariedade e da Segurança Social anunciou esta terça-feira que a construção de equipamentos na área da deficiência vai ser comparticipada a 100 por cento, considerando este financiamento fundamental para a sustentabilidade das instituições. "Uma das medidas que tomámos quando iniciámos funções foi aumentar a dotação financeira para a construção destes equipamentos de 75% para 95% e mais recentemente conseguimos aumentá-la para 100% porque, enquanto resposta social, é uma prioridade, porque tem sido a área mais esquecida nos últimos anos", afirmou Pedro Mota Soares. 
Ainda segundo o ministro foram reforçados os números de acordos de cooperação da Segurança Social com instituições sociais, entre as quais as da área da deficiência, tendo atingido os 13 mil acordos assinados, contra os 12.500 que existiam em 2011. "Conseguimos, no final de 2014 e mais especialmente no início de 2015, reforçar em 370 a rede de acordos, chegando quase a cinco mil novas respostas sociais num investimento que no ano de 2014 foi de 14 milhões de euros", disse. 

O ministro anunciou que, no quadro dos novos fundos comunitários, vai existir um programa específico para a exclusão social, destinado a apoiar equipamentos sociais para deficientes, como é o caso de lares, com um montante financeiro disponível de 2500 milhões de euros. Pedro Mota Soares falava durante a inauguração de um lar residencial para pessoas com deficiência, da CerciPeniche, no concelho de Peniche. Trata-se de um investimento de 1,2 milhões de euros, com capacidade para 24 utentes, que vai criar 12 novos postos de trabalho. 

No concelho, inaugura ainda esta terça-feira o lar do Centro de Dia da Serra d'el Rei, um investimento de 900 mil euros, a que acrescem mais 160 mil na aquisição do terreno e de mobiliário. O lar, destinado a pessoas idosas ou dependentes de terceiros, vai ter 24 camas e vai abrir 13 novos postos de trabalho O investimento é comparticipado em 37,5% pelo Estado e 25% pelo município. Ambos aguardam a assinatura do acordo com a Segurança Social para entrarem em pleno funcionamento e receberem utentes. O ministro adiantou que deverão ser celebrados até ao final deste mês.

Fonte: (d)Eficientes Indignados e CM

A alegria da Isa Barata

INAUGUREI HOJE A ÉPOCA de AVENTUREIRA de 2015!!!
 
Andei no 781 sózinha que vai do Prior Velho até ao Cais Sodré - demora mais de 1h
Por isso nem deu para sair do bus, tinha que regressar a casa pois tinha que chegar antes das 18h30...e CONSEGUI wink emoticon

Eram 18h25 quando cheguei a casa e acreditem que soube lindamente passar a tarde a ver o Sol e apreciar os ditos "normais" nas suas rotinas diárias...

Senti-me abençoada e agradecida! Pois o jovem condutor foi super simpático e para me presentear só me cobrou uma viagem wink emoticon

Esta foi a 1ª aventura de muitas mais que se adivinham...mi aguardem!

quarta-feira, 4 de março de 2015

A minha cistostomia/suprapúbica

Primeiros os problemas.


Qual é o tetraplégico que tem uma boa relação com a sua bexiga? É o que dá ter bexiga neurogénica...Eu e a minha andamos sempre ás "turras". Como gostar da dita se está sempre a pregar-me partidas? Tem-me feito sofrer muito. Idas ao hospital de urgência ás tantas da madrugada. De uns tempos para cá resolveu obstruir-se por tudo e por nada. E ás tantas da madrugada....Ainda tento resistir umas horas a sofrer, mas nunca mais como nas primeiras vezes que aconteceu. Chegava a ficar noites inteiras a sofrer horrores á espera de horas decentes para chamar enfermeiro, pior são as dores de cabeça insuportáveis. Nunca tive na vida dores tão intensas. É de loucos. Cabeça parece que vai estourar. Problema maior é que são dores agudas continuas. Não existe um minuto ou segundo de alivio, e não adianta tomar medicação, porque nada resolve.

Além da dor de cabeça, surge em simultâneo sudorese, hematúria, tensão arterial a subir sem parar...tudo propício ao surgimento de uma disreflexia. Só se resolve a situação desobstruindo a bexiga. Mas ultimamente até introduzir a sonda/cateter para esse fim é um drama. Horas a tentar e nada de conseguir chegar á bexiga através da uretra. Sai sangue, sofro eu e o profissional, e a coisa não funciona. Como não quero mais passar por situações idênticas e sofrer o que tenho sofrido, fui consultar a equipa médica que me tem acompanhado, e conselho foi realizar uma uretrografia para verificar a real situação da uretra, geralmente quando se está horas a insistir, ou seja a enfiar e a tirar a sonda/algália/cateter na tentativa de conseguir chegar á bexiga, corre-se o risco de traumatizar a uretra, fazer falso trajeto, ou outros problemas, e geralmente estes possíveis traumatismos só recuperam após um mês, como habitualmente não damos descanso á uretra durante esse período de tempo, a dita nunca recupera o seu estado normal, que é o que tem acontecido com a minha.

Esta uretrotomia vai possibilitar verificar o estado real da minha uretra. Mas de qualquer modo, a equipa médica é da opinião que devo descansar a uretra durante pelo menos um ano, e isso só é possível se eu permitir a realização de uma cistostomia supra-púbica, que consiste na realização de uma incisão cirúrgica por cima da púbis (por baixo do umbigo) que permitirá a passagem da sonda até á bexiga e assim drenar a urina. Os contras da supra-púbica é a possibilidade de criar irritação/alergias no orifício de entrada da sonda, risco de sair urina pelo pénis, e também a mudança da sonda/algália ter sempre de ser realizada por um urologista, e como vantagens não traumatizar a uretra, e com o pênis liberto da sonda, existir mais facilidade a nível sexual.

Foi uma complicação para conseguir uma clinica/hospital que realizasse a uretrotomia. Único lugar que encontrei foi a Clínica CUF de Torres Vedras. Irei realizar o exame próximos dias, e depois é aguardar resultados e perante os mesmos decidir o que fazer.

Resultado da uretrotomia

Já está realizada a uretrotomia. Entre a uretrotomia e a suprapúbica optou-se pela primeira, escolha deveu-se ao facto da suprabúbica não resolver a estenose da uretra. Assim resolveu-se o problema do estreitamento que impedia a passagem da sonda/algália, e nada impede que possa também vir a optar pela suprabúbica caso venha a ser necessário e ou o deseje.

Cirurgia correu muito bem. Devido a ser submetido a anestesia geral tinha algum receio do pós operatório, da última vez que isso aconteceu passei por um mau bocado. Desta vez felizmente não sofri consequências de maior. Correu tudo tão bem que tive alta um dia mais cedo e a recuperação tem sido impecável.

Segundo o Drº Paulo Vale cirurgia correu dentro do previsto, embora tenha encontrado complicações, o problema estava a prolongar-se até ao esfíncter, mas conseguiu resolver o problema. Ainda bem.

Embora este problema esteja ultrapassado, mais surgirão de certeza no futuro, isto porque vou continuar algaliado. E porquê? A história do costume. Porque não tenho que me realize o esvaziamento através de cateter de X em X horas. Facto que impediria maioria dos problemas urinários que muito trabalho e sofrimento me tem causado. Algália é sempre a última alternativa. É um corpo estranho dentro do nosso organismo que só causa problemas, levando mesmo á falência do sistema urinário, o que significa hemodiálise.

Se o direito a uma Vida Independente existisse nada disto aconteceria. Teria de certeza alguém que me substituísse nessas funções. Filosofia é essa mesmo, alguém que substitua os meus braços, mãos e pernas.

Sendo assim vou aguardar. Além de continuar a luta que iniciei pelo direito a uma Vida Independente pouco mais posso fazer. Valha-me o apoio do médico, este é dos nossos, quando na maioria dos casos resolvem os problemas optando pela via mais fácil para eles, que é pela algaliação em drenagem contínua da urina, o Drº Paulo Vale trabalha ao contrário.

Foi também uma decepção para ele ao ponto de afirmar que doentes dele não usam algália. Só dois o fazem. E olhem que ele tem um grande universo de doentes com problemas idênticos aos nossos...foi o primeiro médico a tratar os lesados medulares vindos da guerra do ultramar. Tem muita experiência e respeito por nós. Mas que mais pode fazer?

Outra alternativa seria o neuroestimulador de Brindley. Mas...

Problemas não terminaram e lá vou realizar a cistostomia

Segundo o urologista a estenose na uretra tinha sido eliminada com a realização da uretrotomia, mas acontece que as dificuldades para introduzir a sonda, através da uretra continuam o que me traz muito sofrimento, na última mudança foram precisas várias tentativas e durante quase uma hora. Não é agradável para mim e nem para o técnico de saúde, daí desta vez optar por realizar a cistostomia/supra-púbica (vídeo abaixo) pelo menos durante um período suficiente que permita estabilização da uretra, ou quem sabe consiga ter direito a um assistente pessoal que me esvazie a bexiga com cateter de X em X horas.

  

Outro problema foi encontrar uma clínica onde me pudessem realizar a substituição da sonda, isto porque esse procedimento só pode ser realizado por um urologista. Mais perto que encontrei foi o Hospital Particular de Santarém.

Amanhã, dia 05 de Março, lá estarei na CUF Descobertas á disposição do médico para proceder realização da Cistostomia.

E a Cistostomia não correu como desejado

Como a realização da uretrotomia não resolveu a estenose (estreitamento da uretra), a alternativa teria de ser a cistostomia (supra-púbica). Foi marcada a cirurgia em ambulatório para as 12h30 do dia 5/3/2015. Eram 11h30 e já preparado para dar entrada no bloco operatório recebo a visita da anestesista que me questiona se tinha ido à consulta da especialidade, respondo que não. Então não está em jejum? Respondo-lhe mais uma vez que não e acrescento que tinha sido informado pela equipa médica que poderia alimentar-me, visto cirurgia ser realizada com anestesia local.

De seguida sou informado pelo urologista que tinha havido um imprevisto e propunha que voltasse 8 dias depois, neste caso já em jejum. Respondo que entre mais uma viagem e aguardar, preferia aguardar. Nesse caso só posso realizar-lhe a cistostomia após as15h, disse ele. O que veio a acontecer às 17h55, hora que também chamo a ambulância. Solicito o transporte de imediato porque ao contrário das informações dadas anteriormente que ficaria 3 horas na sala de recobro, desta vez o médico avisa que posso viajar logo após a cirurgia.

A cirurgia durou uns 20 minutos, acordei relativamente bem, e ainda no bloco sou informado que tinha corrido tudo como planeado. Ao chegar á sala de recobro enfermeira oferece-me sumo, água, bolachas…escolhi bolachas integrais e uma garrafa de água. Ingeri uns goles de água e algumas bolachas e o estômago reagiu bem. Devido ao atraso do transporte só saí do hospital pelas 21h.

Ainda dentro de Lisboa e nos primeiros solavancos surge-me um quadro terrível: vómitos, suores frios abundantes, dor de cabeça etc. Foi uma viagem terrível. A cada movimento mais brusco, parecia que me arrancavam as entranhas. Até a luz me fazia diferença. Ainda pedi para as desligarem, mas o socorrista negou-se invocando que corriam o risco da polícia os multar. Chego a casa tinha à minha espera a senhora que me apoia nos fins-de-semana, trocou-me a roupa molhada de suor por outra seca, e visto o médico ter-me dito que poderia pernoitar de ventral (barriga para baixo) como sempre o faço, tento, mas ao pressionar o abdómen (região da cirurgia) contra o colchão tudo piorou e tive de optar por outra posição. Escusado será dizer que a noite foi em claro e muito complicada.

Pelas 6h da manhã de 6ª feira senhora fez o favor de vir da sua casa virar-me. 8h30 entra ao serviço a minha cuidadora da semana. Verificamos a temperatura, resultado foi febre alta. Contato o meu médico que me ministrou antibiótico e antipirético, mas temperatura continuava alta e nada de abrandar. Receitou-me mais um antibiótico e felizmente na 2ª feira a temperatura voltou ao normal. 5ª, 6ª, sábado e domingo foram dias de muito sofrimento, mas também de boas noticias, a ferida do calcanhar e isquío continuaram a melhorar.

Existiram várias situações estranhas: foi a primeira vez que realizo uma cirurgia com anestesia que me informam que não era necessário realizar análises e nem estar em jejum; porque razão as horas de recobro passaram de 3 para zero minutos?; da anestesia local prevista passei para a geral e ninguém me avisar atempadamente e o facto de me informarem que não era necessário nenhum cuidado especial como por exemplo instruções mudança do penso, retirar ponto…indicação para tomar antibiótico, analgésico, etc.

Conclusão: embora não me tivessem solicitado análises antes da cirurgia, por minha iniciativa realizei-as na 4ª feira anterior à intervenção, resultados chegaram-me na 2ª feira e indicavam uma infeção urinária, desequilíbrio nas plaquetas e proteína C reactiva, nitritos positivos, hemoglobina +, etc, ou seja, fui intervencionado com infeção e adquiri outra com a cirurgia.

Por fim quero deixar agradecimentos à minha cuidadora por se ter prontificado a ficar comigo todo o dia e noite de 6ª feira e senhora que me apoia no fim-de-semana, pela sua presença durante o dia e noite de sábado e dia de domingo, e muito especialmente ao enfermeiro/vizinho pelo apoio imprescindível e incondicional que me tem facultado sempre que a coisa aperta.