quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Câmara de Lisboa juntou-se à luta de muitos cidadãos com deficiência por uma vida independente e lançou um projecto-piloto

Com uma greve de fome junto ao Parlamento e uma viagem de 180 quilómetros numa cadeira de rodas, o tetraplégico Eduardo Jorge tornou-se o rosto da luta pelo direito das pessoas com deficiência a uma vida independente. O apelo que fez ao Governo para que lançasse um projecto-piloto nessa área ficou sem resposta, mas a Câmara de Lisboa vestiu a camisola e lançou uma iniciativa com a qual promete alternativas à institucionalização.

“É uma pedrada no charco”, avalia Jorge Falcato, o técnico municipal que assumiu a coordenação do Projecto Vida Independente, defendendo que está em causa “uma mudança radical no que é habitual fazer”. Até ao dia 3 de Fevereiro está aberto “um período de auscultação da Comunidade de Pessoas com Deficiência para recolher opiniões e sugestões” sobre a proposta camarária, que foi recentemente apresentada pelo vereador dos Direitos Sociais da Câmara de Lisboa, João Afonso.

Na prática, aquilo que a câmara pretende fazer é concretizar um projecto-piloto que envolva, por um período mínimo de dois anos, cinco a dez pessoas “com deficiência, com limitações físicas que impeçam a realização autónoma de tarefas da vida diária”. A essas pessoas será dada a oportunidade de contratarem, com verbas disponibilizadas pelo município, assistentes pessoais que lhes dêem o apoio de que necessitam em casa, evitando a institucionalização.

A ideia, como se pode ler no documento disponível para consulta no endereço lisboasolidaria.cm-lisboa.pt, é que este projecto-piloto “seja promovido e gerido colectivamente pelos futuros utilizadores e outras pessoas com deficiência com mais experiência, organizadas num Centro de Vida Independente (CVI)”. No entendimento da câmara, esse centro “deve ser uma organização sem fins lucrativos, constituída e dirigida por pessoas com deficiência”.

Aquilo que se propõe é que o CVI assuma funções como o apoio ao recrutamento dos assistentes pessoais, à identificação das suas necessidades de formação e à gestão da relação laboral entre o utilizador e o assistente. A esta estrutura deverá também caber a definição e gestão dos “aspectos colectivos da prestação de assistência pessoal”, nomeadamente em relação aos “valores de referência, processos de pagamentos de impostos e contribuições e seguros de trabalho”.

A câmara compromete-se a ceder as instalações necessárias à prossecução do trabalho do CVI. Além disso, atendendo a que, “para muitas pessoas com deficiência, a mudança para uma habitação própria é um passo indispensável para a emancipação”, o município promete disponibilizar aos participantes no projecto que tenham essa necessidade habitações, devidamente adaptadas para os receber.

De acordo com os cálculos da câmara, a contratação dos assistentes pessoais “não deverá ultrapassar os 13 mil euros anuais por utilizador”, verba que, segundo o vereador João Afonso, está assegurada. “O projecto-piloto vai existir”, garante o autarca dos Cidadãos por Lisboa, acrescentando que a sua expectativa é que no próximo Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a 3 de Dezembro de 2015, se tenha já passado da teoria à prática.

Questionado sobre se a autarquia não está com esta iniciativa a assumir aquilo que competiria ao Governo, o vereador responde: “Sim, está. Este é um modelo possível daquilo que o Governo devia fazer.” “A câmara está a dar um empurrão. Às vezes, o que custa é dar o primeiro passo”, acrescenta depois, notando que “talvez seja mais fácil a quem está na base” fazê-lo.

Mudar a qualidade de vida
Para João Afonso, ficar de braços cruzados e não dar o contributo possível para “as pessoas terem a possibilidade da livre escolha, independentemente da sua condição física”, não era uma opção. “Não podemos continuar a achar normal que uma pessoa que é institucionalizada receba 950 euros e que uma que fica em casa com a família receba 88 euros [para pagar a assistência por 3.ª pessoa]”, critica o autarca.

Tanto João Afonso como o coordenador do projecto-piloto agora lançado sublinham que esta ideia da vida independente é tudo menos nova, tendo já sido posta em prática com sucesso em vários pontos do globo, designadamente na cidade espanhola de Barcelona. Já em Portugal, lamenta-se, no documento que está em auscultação pública, que a orientação política oficial tenha passado "pela delegação das responsabilidades do Estado nas famílias que integram pessoas com deficiência, ou pela sua institucionalização”.

Para Jorge Falcato, a iniciativa vai permitir, através de “uma mudança radical naquilo que é habitual fazer”, que “a qualidade de vida” das pessoas envolvidas “aumente radicalmente” mas também pela própria metodologia.

“Normalmente, impõem-se soluções, mas os técnicos não sabem tudo sobre a vida das pessoas nem sobre as suas necessidades”, constata o coordenador do projecto-piloto, sublinhando a importância dos dois meses de auscultação da proposta e das três sessões públicas sobre a mesma, que prevê realiza,r e também o papel que terá o CVI.

“Tenho esperança neste primeiro projecto pela vida independente. É fantástico que alguém tenha tomado a iniciativa”, diz por sua vez Eduardo Jorge. Em Setembro, o tetraplégico viajou de Abrantes para Lisboa numa cadeira de rodas para exigir ao Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social o lançamento de um projecto-piloto a nível nacional e a criação de um grupo de trabalho para o concretizar. Hoje continua à espera de uma resposta e promete realizar uma nova greve de fome se ela não chegar. 

Fonte: Púbblico

Universidade do Minho volta a adaptar brinquedos para crianças com necessidades especiais

"O que costumamos fazer é pedir brinquedos a fábricas, que oferecem esses brinquedos, e adaptamos para que eles possam ser usados por crianças com algumas necessidades especiais", explicou o diretor do departamento de eletrónica industrial, da Universidade do Minho, em Guimarães.
A iniciativa já dura desde 2006, mas, tal como explicou à Lusa Fernando Ribeiro, foi obrigada a parar porque em 2012 e em 2013 não conseguiram angariar brinquedos. "Nos dois últimos anos não conseguimos brinquedos porque as empresas não deram e este ano optámos por pedir às pessoas brinquedos usados e estamos a adaptá-los", explicou Fernando Ribeiro.

Neste ano, angariaram, para já, cerca de 60 brinquedos, que perto de uma dúzia de alunos e dois docentes estão agora a adaptar para que possam ser usados por crianças com necessidades especiais.
São brinquedos eletrónicos, que tenham componentes como luz, movimento ou som que possam ser adaptadas.

"O que fazemos é abrir esses brinquedos, vamos à placa eletrónica onde ligamos um interruptor externo, com fios próprios para poderem ser usados, por exemplo, com a cabeça do boneco", adiantou o responsável. Segundo Fernando Ribeiro, o trabalho deste alunos e docentes não passa só pela adaptação, já que alguns dos brinquedos chegam-lhes às mãos a precisar de outros cuidados.

"Alguns brinquedos veem avariados e temos de os reparar, outros têm várias funções e nós, com o mesmo botão, fazemos com que ele percorra as várias funções porque senão só daria ou som ou luz", exemplificou. Os brinquedos foram recolhidos, praticamente porta a porta, por agrupamentos de escuteiros, que depois os fizeram chegar ao grupo de Robótica.

Para selecionar as instituições sociais que vão receber estes brinquedos, contam com a ajuda de uma entidade parceira, a Saluslive, que faz a ponte e faz chegar os brinquedos a quem mais precisa. Fernando Ribeiro adiantou que a adaptação dos brinquedos foi feita entre os dias 10 e 12 de dezembro, e que a entrega deverá ocorrer na próxima terça e quarta-feira, 16 e 17 de dezembro por instituições de cidades da região do Minho, como Guimarães, Barcelos ou Braga.

Fonte: Noticias ao Minuto

BPI entrega 500 mil euros a 25 instituições

No âmbito da quinta edição do Prémio BPI Capacitar, o BPI entregou no, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, 500 mil euros a 25 instituições para apoiar projectos que promovem a melhoria da qualidade de vida e a integração social das pessoas com deficiência ou incapacidade permanente.

O primeiro prémio foi entregue à Associação Nomeiodonada para um projecto pioneiro na Península Ibérica na área dos cuidados continuados e paliativos pediátricos. Com este Prémio, a Associação irá equipar “O Kastelo”, proporcionando bem-estar, qualidade de vida e apoio psico-social a crianças com doenças ou processos crónicos e incuráveis, dignificando assim a sua condição.

O BPI distinguiu ainda outras 24 instituições com Menções Honrosas, atribuindo donativos num total de € 400.000. A selecção da instituição vencedora com o 1º Prémio e das Menções Honrosas – entre 264 candidaturas – baseou-se na qualidade técnica e sustentabilidade dos projectos apresentados.

Criado em 2010, o Prémio BPI Capacitar, um dos maiores prémios de responsabilidade social em Portugal, tem como objectivo apoiar e dar visibilidade a projectos de inclusão social que possam fazer a diferença na sociedade, através de um donativo e sem qualquer contrapartida que não seja a própria execução do projecto. No total das cinco edições, o BPI Capacitar já apoiou 81 projectos com donativos totais de 2,5 milhões de euros, contribuindo para melhorar o dia-a-dia de mais de 20 mil pessoas.

A propósito deste Prémio, o presidente do BPI, Fernando Ulrich, elogiou as instituições premiadas: “são elas que fazem a parte mais importante no apoio à inclusão social de pessoas com deficiência.” E acrescentou: “o BPI contribui para que estas instituições continuem a fazer o seu trabalho e o possam melhorar, para que o seu exemplo frutifique. O Prémio BPI Capacitar foi criado em plena crise e, desde aí, o esforço de responsabilidade social do Banco foi crescente. Em 2013 foi lançado o Prémio BPI Seniores dirigido a instituições que desenvolvem projectos de apoio a pessoas com mais de 65 anos e que no início de Outubro doou 500 mil euros a 27 instituições.”
O Júri da 5ª edição do Prémio BPI Capacitar foi constituído por: António Seruca Salgado (Ex-Administrador do Banco BPI) – Presidente do Júri; Clara Costa Duarte (Professora de Economia na Universidade Nova de Lisboa); António Soares Franco (Empresário); Ana Louseiro (Técnica de Educação Especial e Reabilitação) e Rui Lélis (Ex-Administrador do Banco BPI).

BPI Capacitar beneficia 25 projectos de inclusão social

1º Prémio:
• Associação Nomeiodonada

Com a verba recebida do Prémio BPI Capacitar, a Associação Nomeiodonada irá equipar o “Kastelo”, uma unidade pioneira que visa prestar cuidados continuados e paliativos às crianças com doenças ou processos crónicos e incuráveis. A ideia é proporcionar bem-estar, qualidade de vida e apoio
psico-social à criança, dignificando assim a sua condição.

O projecto inclui uma residência para os pais, uma zona lúdica ao ar livre e uma horta biológica, promovendo o envolvimento familiar.

Menções Honrosas
Para além do 1º Prémio, o BPI Capacitar distinguiu outras 24 instituições com menções honrosas.
No total, foram distribuídos € 400.000 às seguintes entidades: Centro Social e Cultural de S. Pedro de Bairro, em Vila Nova de Famalicão; O Fio de Ariana – Educação e Terapia, CRL, no Porto; Associação Histórias para Pensar, em Oeiras; Associação dos Escoteiros de Portugal, em Lisboa; Cresaçor – Cooperativa Regional de Economia Solidária, CRL em Ponta Delgada; Centro Helen Keller, em Lisboa; Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Armamar, em Armamar; APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, em Coimbra; Associação Algarvia de Pais e Amigos de Crianças Diminuídas Mentais, em Faro; Associação Jorge Pina, em Lisboa; AAMA – Associação de Actividade Motora Adaptada, em Lisboa; CRIA – Centro de Recuperação e Integração de Abrantes, em Abrantes; ASSOL – Associação de Solidariedade Social de Lafões, em Oliveira de Frades; APEC – Associação Promotora de Ensino dos Cegos, em Lisboa; Castêlo da Maia – Ginásio Clube, na Maia; Cercimac – Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Macedo de Cavaleiros, CRL, em Macedo de Cavaleiros; OASIS – Organização de Apoio e Solidariedade para a Integração Social, em Leiria; ANIP – Associação Nacional de Intervenção Precoce, em Coimbra; EMDIIP – Equipa Móvel de Desenvolvimento Infantil e Intervenção Precoce, em Oeiras; Associação Escola de Judo Ana Hormigo, em Castelo Branco; Pais-em-Rede, em Faro; Espaço t – Associação para o Apoio à Integração Social e Comunitária, no Porto; Associação de Paralisia Cerebral de Viseu, em Viseu; Academia de Patinagem de Guimarães – Associação APGUI, em Guimarães.

Fonte: Local.pt

Maioria do «chumba» apoios a crianças deficientes

A maioria PSD/CDS-PP aprovou no parlamento um projeto de resolução social-democrata pela promoção da autonomia e inclusão social dos jovens, mas rejeitou propostas da oposição sobre subsídios de educação especial para crianças e jovens deficientes.

A proposta do PSD obteve a abstenção de toda a oposição em três pontos, nomeadamente aquele relativo à «promoção da mobilidade jovem, seja para efeitos de intercâmbio, estudo ou trabalho, reconhecendo o papel do programa Erasmus+», mas teve votos contra de comunistas e "Os Verdes" no referente a «animador de juventude, em harmonia com a condição do ‘youth worker', incluindo tal profissão no Catálogo Nacional das Profissões».

Já os textos de PCP e BE relacionados com subsídios de educação especial em defesa de crianças e jovens deficientes foram «chumbados» por PSD e CDS-PP, apesar dos votos favoráveis de toda a restante oposição.

PS, PCP e BE apresentaram projetos de lei com medidas fiscais de apoio aos pequenos e médios agricultores, mas a maioria rejeitou-os igualmente. O documento do PS obteve votos favoráveis dos bloquistas e a abstenção de PCP e PEV. O texto comunista teve a abstenção dos socialistas, tal como a proposta ecologista.

Outros projetos de resolução de PS, PCP e BE, relativos à dinamização e promoção da sustentabilidade do Sistema Científico Nacional foram «chumbados» pelas bancadas social-democrata e democrata-cristã, enquanto a proposta de lei do Governo para proteção social dos tripulantes de navios registados na Madeira «passou», com maioria e PS favoráveis e PCP, BE e PEV a absterem-se.

A resolução do PSD, que recomenda ao executivo de Passos Coelho e Paulo Portas medidas para minimizar o impacto ambiental do ruído de veículos automóveis junto ao Mosteiro da Batalha foi aprovada com voto favorável de PS, contrário do PCP e PEV e a abstenção do BE no primeiro ponto, enquanto o segundo ponto mereceu a unanimidade dos diversos grupos parlamentares.

Uma iniciativa do BE no mesmo sentido, preconizando medidas urgentes, foi rejeitada pela maioria, apesar dos votos favoráveis da restante oposição.

As resoluções de PS, PCP e BE sobre apoio à pesca por arte-xávega (com redes de cerco) foram todas chumbadas pela maioria.

Fonte: TVI24

sábado, 13 de dezembro de 2014

Tradição indígena faz pais tirarem a vida de crianças com deficiência física

Um assunto da maior importância: o direito à vida. Você acha certo matar crianças recém-nascidos por causa de alguma deficiência física?

Pois saiba que isso acontece no Brasil e não é crime. A Constituição, nossa lei maior, assegura a grupos indígenas o direito à prática do infanticídio, o assassinato de bebês que nascem com algum problema grave de saúde.

Para os índios, isso é um gesto de amor, uma forma de proteger o recém-nascido, mas tem gente que discorda.

Um projeto de lei que pretende erradicar o infanticídio já foi aprovado em duas comissões na Câmara Federal e agora vai para votação no plenário.

Do outro lado, os antropólogos defendem a não interferência na cultura dos índios. Os repórteres do Fantástico foram investigar essa questão sobre a qual pouco se fala. E descobriram que a morte desses recém-nascidos mudou para pior o mapa da violência no Brasil.

A cidade mais violenta do Brasil fica no interior do estado de Roraima. Chama-se Caracaraí e tem só 19 mil habitantes.

De acordo com o último Mapa da Violência, do Ministério da Justiça, em um ano, 42 pessoas foram assassinadas por lá. Entre elas, 37 índios, todos recém-nascidos, mortos pelas próprias mães, pouco depois do primeiro choro.

A partir de uma porteira, o Fantástico entrou na terra dos ianomâmis, uma área de 9,6 milhões de hectares, maior do que Portugal. Lá, vivem 25 mil índios em 300 aldeias numa floresta inteiramente preservada.

O filho de uma mulher ianomâmi vai fazer parte da próxima estatística de crianças mortas logo após o nascimento. Há duas semanas, ela começou a sentir as dores do parto, entrou na floresta sozinha e horas depois saiu de lá sem a barriga de grávida e sem a criança.

Os agentes de saúde que trabalham lá disseram, sem gravar, que naquela noite aconteceu mais um homicídio infantil, o infanticídio.

O infanticídio indígena é um ato sem testemunha. As mulheres vão sozinhas para a floresta. Lá, depois do parto, examinam a criança. Se ela tiver alguma deficiência, a mãe volta sozinha para a aldeia.

A prática acontece em pelos menos 13 etnias indígenas do Brasil, principalmente nas tribos isoladas, como os suruwahas, ianomâmis e kamaiurás. Cada etnia tem uma crença que leva a mãe a matar o bebê recém-nascido.

Criança com deficiência física, gêmeos, filho de mãe solteira ou fruto de adultério podem ser vistos como amaldiçoados dependendo da tribo e acabam sendo envenenados, enterrados ou abandonados na selva. Uma tradição comum antes mesmo de o homem branco chegar por lá, mas que fica geralmente escondida no meio da floresta.

O tema infanticídio ressurge agora por ter se destacado no Mapa da Violência 2014, elaborado com os dados de dois anos atrás.
O autor do levantamento feito para o Ministério da Justiça, o pesquisador Júlio Jacobo, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, não tinha ideia da prática.

“E aí, então, comecei a pesquisar efetivamente com as certidões de óbito. Registravam que crianças de cor ou raça indígena, de 0 a 6 dias de idade. E começamos a ver que realmente era uma cultura indígena meio não falada, meio oculta”, diz o pesquisador.

O secretário de Segurança Pública de Roraima, Amadeu Soares, explica por que o seu estado aparece, pela primeira vez, entre os mais violentos do Brasil.

Fantástico: Por que no ano de 2012 teve essa evolução, esse número tão grande?

Amadeu Soares: Porque foi o ano que a Secretaria Especial começou a fazer o trabalho de registro desses infanticídios.

E foi assim que Caracaraí, no interior de Roraima, se transformou no município mais violento do Brasil. São 210 homicídios para cada 100 mil habitantes. A média nacional é 29 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Pituko Waiãpi é um sobrevivente. Ele nasceu há 37 anos numa aldeia waiapi, localizada no interior do Amapá. Tinha paralisia infantil e estava condenado ao sacrifício.

“A minha família não aceitava por causa da deficiência. Então, a Funai me tirou de lá”, conta.

O garoto cresceu entre os homens brancos e, aos sete anos, foi levado de volta para a tribo.

“Uma assistente social não entendia do costume da aldeia. Ela não sabia que ele não podia mais voltar e o mandou de volta”, conta Silvia Waiãpi, irmã de Pituko.

O garoto vivia carregado pela mãe, pai ou irmão mais velho.

“E aí um dia minha mãe cansou de me carregar e deu para o meu pai. Quando foi na hora de atravessar o rio, meu pai começou a ameaçar que eu não servia para nada, que eu merecia ser morto. A minha mãe escutou isso e gritou que não era para ele fazer isso comigo”, conta Pituko.

“A minha mãe o deu para um dentista e a única palavra que ele sabia falar em português era: ‘Embora. Embora. Embora’”, diz a irmã.

Ele só voltou a ver os pais quando tinha 21 anos.

“A minha mãe sentou do meu lado e disse: ‘Meu filho, tu lembra daquele tempo que aconteceu?’. Eu falei: ‘Lembro’. Aí ela perguntou: ‘Você tem raiva dele?’. ‘Eu, não. Eu gosto do meu pai’. Isso é cultura de vocês. Quem sabe vocês estavam fazendo o certo e eu não estava sofrendo mais”, conta Pituko.

“Como é que é carregar um deficiente físico nas costas sem cadeiras de rodas? No meio do mato?”, comenta a irmã de Pituko.

A irmã de Pituko explica: para o seu povo, o infanticídio não é um ato cruel.

“Era um ato de amor. Amor e desespero. Porque você não quer que um filho seu continue sofrendo. Você quer que ele sobreviva, mas não se não há como?”, diz ela.

“Não se pode atribuir a isso qualquer elemento de crueldade. Se uma pessoa começa já no nascimento conter deformações físicas ou incapacidades muito grandes, você vai ter sempre em si um marginal”, avalia o antropólogo João Pacheco.

Na visão do antropólogo, este garoto é um exemplo do que seria um marginal na comunidade indígena. Ele sofre de um problema neurológico.

“Essa criança nasceu, segundo informações, sem nenhum sinal de qualquer tipo de deficiência. Eles não rejeitaram ela, mas ao mesmo tempo ela não fica como as outras crianças. Fica mais escondidinha”, explica Tiago Pereira, enfermeiro da Secretaria deSaúde Indígena.

Por não ter percebido a deficiência, a mãe deu de mamar ao filho.

Esta é uma cena da maior importância na vida de um pequeno ianomâmi. Quando a mãe amamenta o filho, é como se tivesse dando a ele a certidão de nascimento, é que ele está sendo aceito por ela e pela comunidade.

Os índios acreditam que só durante esse ritual o bebê se torna um ser vivo e, graças a essa primeira mamada, Kanhu Rakai, filha de Tawarit, está viva hoje.
“Se tivesse anotado de pequeno, poderia estar enterrado”, afirma Tawarit Makaulaka Kamaiurá, pai de Kanhu Rakai.

Quando nasceu, a família, que faz parte da etnia kamayurá, não notou que Kanhu Rakai desenvolveria qualquer problema.
“Ela nasceu normal. Depois de cinco anos, ela começou a ir enfraquecendo mais”, conta Tawarit.

Kanhu Rakai tinha distrofia muscular progressiva, uma doença degenerativa que dificulta cada dia mais os movimentos da garota, e os pais se sentiam pressionados pela comunidade para matar a criança.

Fonte: Fantástico (G1)

Nos dias de hoje o infanticídio (prática que resulta na morte de crianças) ainda é uma realidade em algumas tribos indígenas. Esse assunto, por ser polêmico, é contestado, e em alguns casos, tratado como inverdade ou apenas casos isolados. Em outras situações, há pesquisadores que defendem que o infanticídio faça parte da cultura indígena e por isso deve ser mantido. O papel deste documentário não é fazer um julgamento de valor sobre as práticas nas culturas indígenas. QUEBRANDO O SILÊNCIO se propôs a escutar e a registrar as manifestações de indígenas que não querem mais praticar o infanticídio e, por isso desejam ser ouvidos e receber ajuda. No momento que o índio se manifesta, a sociedade tem a obrigação de interagir com ele e trazer soluções e alternativas para o infanticídio.

Dirigido pela jornalista indígena Sandra Terena, este documenário é resultado de mais de dois anos de entrevistas em diversas regiões do país, como o Alto Xingu, por exemplo. Por ter a direção de uma realizadora indígena, optou-se propositalmente em ouvir apenas os relatos de índios que sentiram na pele o sofrimento causado pelo infanticídio.




Fonte: Deficiente Ciente

O Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul não tem meios para manter-se a funcionar com qualidade

A única unidade pública de fisioterapia no sul do país pode fechar as portas a qualquer momento. Responsáveis da Ordem dos Médicos, do Conselho Distrital do Algarve, alertam que o Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul "vive sob ameaça de encerramento, com o depauperamento dos recursos humanos e técnicos".

A denúncia, feita esta quarta-feira, pretende revelar "publicamente a situação" para, assim, "sensibilizar o poder político para o desastre que será para o Algarve e outras regiões do Sul do país perderem o centro", lê-se numa missiva enviada às redações. O Expresso contactou os responsáveis pela Administração Regional de Saúde do Algarve e aguarda uma resposta.

Localizado em São Brás Alportel, o Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul está vocacionado para tratar doentes com lesões medulares, traumatismos crâneo-encefálicos, acidentes vasculares cerebrais e outras patologias do foro neurológico, reumatológico, ortopédico, cardiovascular e pneumológico. Abrange, sobretudo, os utentes de reabilitação prolongada dos distritos de Faro e de Beja.

O centro "tem capacidade para 54 camas de internamento e prevista uma média anual de 3200 consultas externas e 44 mil sessões de hospital de dia", consta na informação institucional divulgada na página da unidade na internet. Custou 3,5 milhões de euros e tem sido gerido em modelo de parceria público-privada. Fonte: Expresso

Conselho Diretivo da ARS Algarve garante contratação de mais profissionais para o Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul

Em resposta à preocupação da Ordem dos Médicos relativamente, ao estado do Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul, onde foi convocada esta quarta-feira, uma conferência de imprensa, denunciando a falta de pessoal e até de medicamentos, Arminda Lopes, diretora do CMFR, referiu que aquela unidade já perdeu duas certificações, desde que o CMFR, passou para a gestão da ARS-Algarve em Novembro de 2013.

O Conselho Diretivo da ARS Algarve IP, confirmou em comunicado "que não existe qualquer risco de encerramento, nem se verifica a diminuição da qualidade de serviços prestados no Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul" em São Brás de Alportel.

Este organismo público adianta no mesmo comunicado que a avaliação dos utentes face ao serviço que lhes é prestado no Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul é "muito positiva".

A ARS, exemplifica com o Relatório de Inquérito aos Consumidores uSPEQ, relativo ao terceiro trimestre deste ano, no que diz respeito à capacidade de resposta do serviço do Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul, com 100% dos inquiridos a responderam positivamente com «concordo» e «concordo completamente».

Mais é acrescentado, que os 100% de respostas positivas estavam ligadas a questões importantes como: «No CMRSul obtive de que necessitava, quando necessitava» ou «Existe pessoal suficiente e disponível para responder às minhas necessidades».

O Conselho Diretivo da ARS Algarve IP diz aguardar, a todo o momento, a autorização "excecional" da tutela para proceder a contratações urgentes de profissionais de Saúde para reforçar a equipa já existente no Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul, nomeadamente 3 médicos fisiatras, 18 enfermeiros e técnicos de diagnóstico e terapêutica, assistentes operacionais, assistentes técnicos, psicólogos e técnicos de Farmácia.

A ARS informa ainda que o facto de, neste momento, o Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul, se deparar com a redução de profissionais em determinadas áreas de atuação, "deve-se aos mecanismos burocráticos que, se por um lado existem para que a transparência e a igualdade de oportunidades se afirmem na Administração Pública Portuguesa, por outro podem dificultar a contratação urgente que muitas vezes é necessária para a resolução de problemas surgidos repentinamente, sobretudo num setor específico e sensível como é o da Saúde", situação que sendo temporária, não põe em causa a qualidade dos serviços prestados. Fonte: Algarve Primeiro



segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Minha licenciatura. O sonho virou realidade.

Com a chegada da minha deficiência, houve sonhos que ficaram adiados, a continuação dos estudos foi um deles, mas felizmente não perdi a capacidade de continuar a achar que era possível, e a prova disso foi ter acabado de realizar a minha licenciatura em Ciências Sociais/Serviço Social. Só aguardava a saída da nota de estágio, o que aconteceu semana passada.

Sabia que só precisava de uma oportunidade, essa oportunidade surgiu em 2011 quando pude trabalhar e com isso ganhar dinheiro para fazer face ás despesas escolares. 3 anos depois o sonho tornou-se realidade. Infelizmente só foi possível alcançá-lo aos 52 anos, mas isso é só um pormenor. Após terminar o curso não lhe dei muita importância, a não ser um grande alívio e a sensação de dever cumprido, achei que não tinha realizado nada de especial, que era minha obrigação, mas ao pegar e ler o certificado de licenciatura, senti que é algo mais que isso, é o culminar de muito trabalho e um sonho realizado.


Terminei com a média final de 13 porque o valor das notas nunca foi a minha prioridade, minha preocupação maior foi conseguir ultrapassar os meus limites e dar sempre o máximo. Estudar, trabalhar de 2ª a sábado e ser tetraplégico dá mesmo muito trabalho. O mais difícil foi conseguir entregar os trabalhos a tempo (não falhei um), pois ficar a estudar até ás tantas da manhã para mim estava fora de questão, a cama limitava-me muito, só conseguia estudar em decúbito lateral esquerdo e só podia ficar nessa posição máximo de 4 horas. Época de exames também era muito complicado, tinha de aproveitar todos os minutos.


Lembro-me de alguns episódios demonstrativos das dificuldades que refiro. Não foram poucas as vezes que debilitado e só após tratamento médico consegui ir aos exames, profissional de saúde a sair de casa e taxi á minha espera para partir...o último episódio foi chegar à porta do edifício a faltarem 10 minutos para iniciar um exame e depois de sentado na cadeira de rodas verificamos que faltava o encosto, ali fico eu à chuva a aguardar que me trouxessem o encosto (20 km de casa). Resultado foi uma molha e impedido de entrar na sala de aulas, lá argumentei que problema foi da cadeira, professora deixou-me entrar mas com o aviso de que me descontaria os 25 minutos. Entrei, frio quase me paralisava, mas concentrei-me e o resultado do exame foi positivo.


Como estava sempre a acontecer-me problemas inerentes à minha tetraplegia, e nunca sabia quando surgiam e se esses problemas eram impeditivos de estudar, geralmente tentava ter tudo em dia, pois não eram poucas as vezes que algo me acontecia e ficava impedido de estudar na véspera ou dia dos exames e entrega dos trabalhos. Minha estratégia era nunca deixar nada para trás e tentar adiantar serviço. Folgas nem pensar.


Num outro dia de calor insuportável, num trajecto de uns 2 Kms já em Abrantes, que nalguns casos percorria sozinho, o calor era tanto que os sentidos começaram a faltar-me, a minha sorte foi conseguir pedir ajuda a tempo e uma garrafa de água gelada despejada no pescoço e cabeça fez milagres. A falta de material adaptado (e-books) também foi difícil de ultrapassar, mas com ou mais dificuldade tudo se foi ultrapassando.


Sem dúvida que o meu sucesso deveu-se em grande parte devido à ajuda de colegas maravilhosos como a Sandra Freitas, Michele Rodrigues Coelho, Sara Lopes, Sara Dias, Célia Silva, Ana Paula Cruz, Cláudia Figueiredo e tantos outros, assim como professores que jamais esquecerei como é o caso de Lúcio Sousa, Fátima Sousa, José Fontes, Rosana Albuquerque, Maria do Céu Brandão...


Inscrevi-me sempre em 5 cadeiras por semestre. Das 30 cadeiras só uma não consegui ultrapassar e tive de a deixar para o ano seguinte, foi Introdução ao Direito, maioria deixa-a para o último ano, mas á 2ª tentativa resolvi-a, alcancei um 10 que me soube a 20. Nota que voltei a repetir numa outra UC. A minha nota máxima foi alguns 17.
Há muitos colegas que já estão a realizar mestrados e pós-graduações, eu neste momento sinto-me incapaz de tal, foi muito desgastante, mas futuramente se houver dinheiro e sanidade mental...agora a prioridade é realizar o estágio profissional, o que está prestes a acontecer. Enquanto isso vou matando saudades de algumas coisas, como é caso de ver 'porcarias" na TV, até disso já tinha saudades e de um domingo sem fazer nada.


Valeu a pena tantos sacrifícios. Este curso abriu-me novos horizontes e vivi experiências maravilhosas, algo que não pude fazer na juventude. Serviço Social foi algo que sempre almejei, sinceramente já me sentia trabalhador social de coração, só precisava da teoria e isso aconteceu. Ou seja, mais um objetivo cumprido.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Livro "Unidos no Amor Contra a Indiferença" para venda

A nossa amiga Isa Barata mostra mais uma vez o seu lado solidário, desta vez presenteou-me com metade das receitas da apresentação do seu livro, Unidos no Amor Contra a Indiferença, em Abrantes, e mais 17 exemplares do livro autografados para venda, e receitas a reverterem para mim. Segundo ela, é uma maneira de colaborar nas despesas que tenho tido nessas minhas andanças do ativismo pelos nossos direitos.

E como com ela não há mas, ou nãos. Dá e toca a aceitar. Foi o que fiz e mentiria se não dissesse que veio mesmo a calhar. Já vendi 3 livros e tenho mais 14 disponíveis para vender a 10€ cada. 

Tudo sobre o livro AQUI

Caso queiram adquiri-lo contactem-me através de msg ou e-mail tetraplegico@gmail.com 

Obrigado Isa Barata

Cinema com entrada livre para pessoas com mobilidade reduzida em Abrantes

Se tem mobilidade reduzida e vive no concelho de Abrantes, a Associação Palha de Abrantes convida-o a assistir gratuitamente e com direito a transporte, no dia 20 de dezembro, às 21h, ao filme:
"A Terra dos Carecas", um misto de comédia negra, sátira social e drama distópico. 

A história passa-se na Nova Zelândia, num futuro próximo, e a narrativa gira à volta de uma lei polémica que o primeiro ministro neozelandês faz passar sem explicação, tornando a calvície num crime punido por lei..

Informação completa em: www.palhadeabrantes.org
Edifício Carneiro
Rua de S. Pedro
2200-398 Abrantes
241 372 515

À da Cristina "dama de companhia"

- Precisa ausentar-se mas tem pessoas ou animais a cargo?
À da Cristina cuida-os

- Precisa de resolver algumas questões burocráticas?
Finanças
Segurança social
Câmara
Junta de Freguesia
Smas
Edp
outros
À da Cristina irá por si

-Tem um compromisso marcado e gostava de ter companhia
À da Cristina irá consigo

-Conversar fazia-nos bem
À da Cristina fá-lo-à consigo

À da Cristina tem veículo próprio e levá-lo-à onde desejar

- Tem fios por trabalhar?
À da Cristina tricota e crocheta
https://www.facebook.com/artesanatoadacristina

Gosta de fotografar mas tem algumas dúvidas?
À da Cristina partilhará o que sabe

Mas afinal Quem é À da Cristina?
.Um ser que ama dar e receber
.De sorriso constante
.Filha, mãe e avó
.Vibra na partilha do conhecimento
.Gosta de ouvir histórias e conta-as através da sua paixão, a fotografia
.Dizem-na, solidária, generosa, amiga do seu amigo, bem humorada

E porque, fundamentalmente, acredita que o hoje pode vir a ser melhor

É assim o sentido de À da Cristina, dama de companhia
Um conceito com que espero fazer frente à vida por viver nos meus 56 anos de idade

1º p.s. - as coisitas menos boas ficam por confessar
2º p.s. - vivo perto de Almada mas vou até ao fim do mundo.

Ajude o Nelson a adquirir uma carrinha adaptada

Apoie na angariação de fundos para a aquisição de uma carrinha adaptada, para dar mobilidade ao Nelson Fernandes.
De 1 de Dezembro de 2014 a 1 de Fevereiro de 2015.

NIB: 003507020002900180083 da Caixa Geral de Depósitos.

Percursos Optimizados para Pessoas com Mobilidade Reduzida

Somos um grupo de alunos do Instituto Superior Técnico que no âmbito da cadeira de Empreendedorismo pretendemos desenvolver software com base em rotas GPS que auxilie pessoas com mobilidade reduzida a planear e identificar os seus percursos.

Por este motivo gostariamos que realizar um questionário aos desportistas que pratica os vários desportos integrados na vossa associação.

Neste link: http://goo.gl/forms/WuqRfhkGu9 encontra-se o questionário em formato digital que gostaríamos de aplicar, se possível pessoalmente, aos vossos associados.

Com os melhores cumprimentos,
Luís Rodrigues

Enviado por Mithós

Cadeira de rodas para mundo subdesenvolvido

Feita com materiais de bicicleta, cadeira tem alavancas para terrenos irregulares.
A acessibilidade é uma das maiores críticas ao espaço urbano das grandes cidades do mundo subdesenvolvido. A falta de rampas de acesso, as calçadas esburacadas e o transporte público precário dificultam a vida de quem precisa da cadeira de rodas para se locomover. Foi pensando nas necessidades e dificuldades de cadeirantes do mundo subdesenvolvido que Amos Winter, do Laboratório de Mobilidade do MIT, criou a Leveraged Freedom Chair (algo como cadeira de liberdade alavancada).

A cadeira de rodas projetada para terrenos esburacados foi construída com materiais leves e aproveitados da estrutura de bicicletas. A ideia dos criadores é que ela possa ser reparada em qualquer lugar que arrume bicicletas. O design simples também possibilita que o equipamento seja construído por qualquer um que tenha acesso ao projeto.

As alavancas acima das rodas servem para dar impulso extra na hora de subir ladeiras e aumentar a velocidade quando em lugares planos. A cadeira é testada por usuários em países do terceiro mundo e está um pequeno lote deve ser fabricado na Índia em breve.

Fonte: Turismo Adaptado

Dificuldades em adquirir Produtos de Apoio 1ª parte

Minha última crónica no Jornal Abarca...

Acabou de sair a lista homologada dos produtos de apoio a serem atribuídos em 2015 (despacho 14278/2014 de 26 de Novembro de 2014). Produtos de Apoio são por exemplo: cadeiras de rodas, fraldas, próteses, material em braille, etc., produtos esses atribuídos através do Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio, denominado SAPA, criado pelo Decreto-Lei n.º 93/2009, de 16 de abril, que deveria contribuir para a realização de uma política global, integrada e transversal de resposta às pessoas com deficiência ou com incapacidade temporária, de forma a compensar e atenuar as limitações de atividade e restrições de participação decorrentes da deficiência ou incapacidade temporária através, designadamente da atribuição de forma gratuita e universal de produtos de apoio de uma forma simplificada.

Mas isso continua a não acontecer, não posso esconder que após a realização da vigília em frente á Assembleia da República, onde chamamos a atenção para as inúmeras falhas existentes no SAPA, existiram melhoras, mas não suficientes. Os Produtos de Apoio são atribuídos através dos Centros de Emprego, Centros Distritais da Segurança Social, Ministério da Educação e Hospitais, em todos os casos o processo para os adquirir consiste em conseguir uma prescrição médica do produto a adquirir, 3 orçamentos, declarações de não divida às finanças e Segurança Social e atestado de incapacidade multiuso.

Os problemas…

- Para adquirir o atestado multiuso temos de conseguir relatórios clínicos referentes aos últimos 6 meses e uma consulta no médico de família, que por sua vez nos encaminha para uma junta médica a quilómetros de distância, com a agravante do atestado custar €50, e os serviços dificilmente cumprirem os 60 dias impostos por lei para a sua emissão;

- Conseguir uma consulta gratuita num prescritor autorizado, que na sua maioria significa fisiatra, temos primeiro de conseguir uma consulta na nossa médica de família e verificar se a mesma concorda em nos encaminhar para o especialista autorizado a prescrever o produto;

- A atribuição dos produtos de apoio no concelho de Lisboa, é diferente. Rege-se pela Lei da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. O SAPA passou a ser SGPA-Serviço de Gestão de Produtos de Apoio e está a cargo da SCML que exige comprovativo de rendimentos para aceitar o processo. Vá-se lá entender… Governo informa que é gratuito e universal, mas a SCML não concorda, já nas ilhas também existem procedimentos diferentes no que toca á atribuição de produtos de apoio. Um só país, leis diferentes;

- As pessoa com incapacidade temporária têm também direito aos Produtos de Apoio, mas para adquirir o Atestado de Incapacidade Multiuso, têm que desembolsar os €50 já mencionados acima e aguardar no mínimo 2 meses para a sua emissão, para já não mencionar que certos processos chegam a demorar 2 ou mais anos a serem analisados, ou seja, recuperam e o produto de apoio virá depois.

São só alguns exemplos do mau funcionamento do SAPA. Muitos mais problemas há a assinalar. Irei dá-los a conhecer nas próximas colunas.

Sobre este assunto foi publicada recentemente a Portaria nº 192/2014 de 26 de Setembro, que veio criar uma base de dados, que segundo o Governo, permitirá a desburocratização, a desmaterialização e a simplificação do SAPA, assim como o controlo da possível duplicação de atribuição de produtos de apoio, garantindo uma melhor gestão de pagamentos de prescrições a serem financiadas, tal como permitir a troca eletrónica de informação entre as entidades integrantes do SAPA, mas muito mais há a fazer, todos sabemos disso.

Fonte: INR

CM de Lisboa lança projeto de vida independente



No dia em que se assinala o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, 3 de dezembro, o vereador dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, João Carlos Afonso, apresentou nos Paços do Concelho um projeto-piloto para a vida independente das pessoas com deficiência.

A debater este projeto, que pretende abrir à Comunidade um período de consulta e reflexão sobre a vida independente no que diz respeito à criação de melhores condições de vida para as pessoas com deficiência, estiveram presentes associações/organizações ligadas à temática e membros do CMIPD- Conselho Municipal para Pessoas Com Deficiência.

Vida Independente é uma abordagem consagrada na Convenção Internacional para os Direitos das Pessoas Com Deficiência, defendida pela União Europeia e prevista na Estratégia Nacional para a Deficiência.

O Movimento Vida Independente (designação do movimento internacional de direitos civis de pessoas com deficiência), exige o mesmo grau de autodeterminação, de liberdade de escolha e de controlo sobre a vida quotidiana de todos. Isto inclui a oportunidade de fazer escolhas sobre onde morar, com quem viver e como viver e permite a contratação de um assistente pessoal em detrimento de uma institucionalização.

Sendo um dos pressupostos do projeto a autonomização de pessoas com deficiência, para a sua viabilização e implementação, o pelouro da Habitação e Desenvolvimento Local da autarquia irá constituir uma bolsa de fogos municipais, para utilização transitória, a vigorar durante o prazo de execução do projeto-piloto.

O vereador, João Afonso, salientou a importância desta iniciativa referindo “ que a Câmara Municipal de Lisboa pode e deve dar um importante contributo, dinamizando este projeto para que possa permitir, conceber, testar e afinar um sistema de apoio à Vida Independente dos cidadão portadores de deficiência, na cidade de Lisboa”.

Conheça AQUI o projecto e dê a sua colaboração

Fonte: CM Lisboa

Mota Soares anuncia investimento de 450 milhões no apoio à deficiência

O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social anunciou que cerca de 450 milhões de euros dos fundos comunitários ‘Portugal 2020’ serão aplicados na criação de novas respostas na área da deficiência.

Estas respostas visam privilegiar a autonomia das pessoas com deficiência e evitar a sua institucionalização, através da prestação de cuidados e serviços nas suas próprias casas, explicou Luís Pedro Mota Soares, nas comemorações do Dia das Pessoas com Deficiência, organizadas pelo Instituto Nacional de Reabilitação.

Segundo o ministro, que considerou “prioritário o reforço das respostas sociais” nesta área, está prevista a criação de uma rede de cuidados para cuidadores, a criação de uma rede de reabilitação de proximidade para crianças e jovens com deficiência e a criação de um modelo de intervenção integrada para as situações de diagnóstico duplo.

“Queremos um aumento do número de respostas das instituições cuidadoras e da sua qualificação” e “medidas de qualificação e apoio ao emprego, formação e capacitação”, explicou Mota Soares acrescentando que se pretendem “mais vagas em centros de atividades ocupacionais, em lares residenciais e um serviço de apoio domiciliário mais abrangente, para que se possa dar um apoio maior a estas famílias”.

À margem das comemorações, o ministro afirmou que, ao longo deste ano, foram celebrados 81 novos acordos de cooperação com este objectivo e actualmente existem “cerca de 12.000 vagas com um número recorde de comparticipação”, num total de 65 milhões de euros anuais.

Fonte: SOL - Enviado por Cristina Fernandes

Pais não percebem cortes no apoio a crianças deficientes

Está instalada a confusão no ensino especial. Pais e professores dão conta de critérios pouco transparentes por parte da tutela, que além de gerarem ansiedade nas famílias não permitem perceber por que motivos algumas crianças têm apoio e outras não. A isto junta-se escolas sem actividades extracurriculares adaptadas, que leva as famílias a terem de ir buscar os filhos mais cedo.

David Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Docentes de Educação Especial, admite que a desvantagem destas crianças tem vindo a agravar. O docente estima que este ano tenham sido colocados menos 400 professores nesta área, quando nada sugere que o número de crianças com necessidades especiais tenha diminuído "Temos casos de professores que ficaram responsáveis por 25 crianças", denuncia.

A Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social, que representa instituições com contrato com o Estado para fornecer apoios como terapia da fala ou ocupacional a escolas sem técnicos, já apontou para uma redução de 40% nas crianças apoiadas através dos chamados Centros de Recursos para a Inclusão. Este ano, a tutela passou a indicar nominalmente que crianças devem receber apoios, o que excluiu alguns alunos. Queixas de pais terão motivado a alteração, mas não houve explicação às famílias que perderam os apoios, diz Judite Paulo, da associação Pais em Rede.

TERRA DE NINGUÉM Desde 2008 que o ensino especial tem nova legislação. Pressupõe o acompanhamento individualizado dos alunos, que no 1.º ciclo têm direito à escola "a tempo inteiro", ou seja, horário até às 17h30, 30% ocupado com actividades de enriquecimento curricular (AEC) como modalidades desportivas ou artísticas. Nas aulas, podem estar em turmas normais ou em unidades multideficiência (turmas especiais), devendo em ambos os casos ter acompanhamento de professores de Educação Especial. Neste período, os técnicos da escola ou dos CRI fazem a sua intervenção, garantindo as horas de terapias. Se aqui a cobertura das crianças nunca foi ao encontro das perspectivas dos educadores nesta área, que defendem a intervenção precoce, Rodrigues salienta que nas AEC o cenário tem vindo a deteriorar-se. São contratadas pelas autarquias e associações de pais e, em algumas escolas, não aceitam crianças com deficiência pois os técnicos não têm formação para tal.

"Pedagogicamente são um pouco terra de ninguém, porque não é a direcção da escola que contrata ou supervisiona", explica. E se há escolas com este problema, outras nem AEC oferecem. É o caso da sua filha, de 10 anos: quatro dias por semana sai às 13h30. Está num ATL mas nas famílias com crianças com necessidades especiais, isso nem sempre é possível: "Muitos ATL, pelo simples facto de serem no segundo andar sem elevador, não admitem crianças de cadeira de rodas", explica.

No ano lectivo 2013/2014 a tutela contabilizou 65 mil alunos com necessidades especiais na escola pública. Foram apoiadas por 5300 professores, 1362 técnicos contratados e 1769 técnicos de CRI. Este ano ainda não há dados. O i procurou um esclarecimento por parte da tutela, sem resposta até ao fecho da edição.

Fonte: i

PSP de Santarém assina protocolos com instituições de apoio aos deficientes

O Comando Distrital da PSP de Santarém e as instituições que localmente trabalham na área da deficiência e reabilitação celebraram 8 protocolos locais em Santarém, no dia 3 de dezembro, no âmbito do Programa Especial SIGNIFICATIVO AZUL.

O Programa Especial SIGNIFICATIVO AZUL visa contribuir para a segurança de pessoas com deficiência intelectual e/ou multideficiência.

Nesse sentido, assinaram o protocolo local no Comando Distrital de Santarém as seguintes entidades: Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA), APPACDM – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Santarém, Casa João Manuel APPACDM do Cartaxo, ACRESCER – Associação de Pais e Amigos com necessidades Educativas Especiais de Tomar, Centro de Recuperação Infantil de Torres Novas (CRIT), Centro de Recuperação Infantil Ouriense (CRIO), Centro de Ensino e Recuperação do Entroncamento (CERE) e Centro de Integração e Reabilitação de Tomar (CIRE).

A 3 de dezembro assinalou-se o Dia Mundial das Pessoas com Deficiência instituído pelas Nações Unidas desde 1998, data que a PSP materializa com a assinatura destes protocolos que pretende contribuir para a defesa da dignidade, dos direitos e o bem estar das pessoas com deficiência.

Estes eventos são o culminar de ações de formação que abrangeram cerca de 600 profissionais da PSP e das diferentes instituições que operam nesta área. Esta formação pretende preparar a segunda fase, que permitirá a realização de ações de sensibilização pela PSP aos profissionais das instituições, às pessoas com deficiência; e aos familiares das pessoas com deficiência; incrementar ações de formação operadas pela PSP aos profissionais das instituições e reuniões informais para troca de informação; e visitas e ações de formação pelos profissionais e clientes das instituições (que assinaram este protocolo local) aos polícias.

Esta iniciativa decorre do protocolo nacional assinado no dia 6 de Setembro de 2013, que juntou a Polícia de Segurança Pública, a Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social, (FENACERCI), o Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. (INR) e a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).

Fonte: O Ribatejo - Enviado por Jorge Damas

A cura da Lesão Medular

Cientistas americanos dizem ter desenvolvido uma droga que pode incentivar os nervos na medula espinhal a crescer e reparar lesões. O estudo com ratos, divulgado na publicação científica Nature, permitiu a recuperação dos movimentos e controle da bexiga. A droga funciona ao perturbar a "cola pegajosa" que impede que as células nervosas cresçam durante uma lesão.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

«Um Olimpo diferente»: os atletas esquecidos

Todos os anos trazem medalhas para Portugal. Em apenas nove Jogos Paralímpicos, conquistaram 88 medalhas, das quais, 25 foram de ouro, 31 de prata e 35 de bronze.

São atletas paralímpicos, que ao mais alto nível têm representado, lá fora, as cores da bandeira nacional, mas o país tem-se esquecido deles.

1ª parte.



2ª parte.

Vida Independente: Apresentação Projeto Piloto na CM de Lisboa

Porquê Vida Independente?
Em Portugal, a orientação política no que diz respeito à criação de melhores condições de vida para as pessoas com deficiência, tem passado pela delegação das responsabilidades do Estado nas famílias (…) ou pela institucionalização. Embora há muitos anos se fale da necessidade de promover a autonomia destas pessoas não foram criadas condições para isso. É geralmente de um dos elementos do agregado, muitas vezes a mãe, que desiste da vida profissional para assumir o papel de cuidador. A única alternativa existente é o recurso ao internamento. O facto de o Estado comparticipar as instituições residenciais com 950 € mensais por utente, quando a mesma pessoa com deficiência, se permanecer em casa, tem direito a 88 € para pagar a assistência de um cuidador é bem revelador desta orientação institucionalizadora. 
A inversão desta tendência passa por uma solução nunca adoptada no nosso país, a implementação de um sistema baseado na filosofia da vida independente. É este o objectivo do projecto-piloto que o Pelouro dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa vai apresentar, para conceber, testar e afinar um sistema de apoio à Vida Independente.

Este Projecto-Piloto para a Vida Independente será apresentado no próximo dia 3 de Dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, às 18h00, pelo Vereador dos Direitos Sociais, João Carlos Afonso.

VIDA INDEPENDENTE

Vida Independente é uma abordagem consagrada na Convenção Internacional para os Direitos das Pessoas com Deficiência, defendida pela União Europeia e prevista na Estratégia Nacional para a Deficiência.
Vida Independente é o nome do movimento internacional de direitos civis de pessoas com deficiência. O Movimento Vida Independente exige o mesmo grau de autodeterminação, de liberdade de escolha e de controlo sobre a vida quotidiana para todos. Isto inclui a oportunidade de fazer escolhas e tomar decisões sobre onde morar, com quem viver e como viver. Permite a escolha pela contratação dum assistente pessoal em detrimento duma institucionalização.

Fonte: Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa

Vida Independente. Minha entrevista à Plural & Singular

O que representam 180 quilómetros percorridos de cadeiras de rodas entre Concavada, em Abrantes, e Lisboa? É o preço da visibilidade que um tetraplégico português quer dar a uma causa que se tornou quase uma questão de vida ou de morte. É o preço que arriscou pagar por uma luta que não é só dele, mas de todos os que, como ele, procuram que o Estado faça jus ao artigo 19.º da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência que ratificou em 2009.

Plural & Singular (P&S) - Depois do descanso merecido e de um maior distanciamento, que balanço faz da viagem de protesto que completou a 25 de setembro?
Eduardo Jorge (EJ) – Um balanço positivo, principalmente por ter conseguido chegar ao destino sem nenhum problema de maior.

P&S – Que momentos lhe marcaram mais?
EJ – Foram muitos. Vivi emoções inesquecíveis e momentos ímpares. Mas destaco o momento em que senti o apoio das primeiras pessoas ao sair da minha casa, o carinho do povo do Tramagal e do grupo que me esperava no Rossio ao Sul do Tejo. Pensei: afinal não estou sozinho.

P&S – Como foi o apoio que teve ao longo do percurso?
EJ – Não consigo explicar por palavras. A solidariedade por parte das pessoas comoveu-me. Houve pessoas que me acompanharam a pé durante algum tempo, de bicicleta durante vários quilómetros, de cadeira de rodas…o grupo de utentes do Centro de Apoio Social da Carregueira, presentes na berma da estrada com cartazes de incentivo, a senhora com idade avançada que me entregou um envelope fechado que continha 20 euros, o José Dias que se disponibilizou para cuidar de mim durante a noite de 24 para 25, as autarquias do Tramagal, Abrantes, Alpiarça, Almeirim e Alverca do Ribatejo que
tudo fizeram para ajudar, as pizzas oferecidas pela Pizza-Massas de Almeirim, a comidinha e miminhos trazidos pelo casal Fátima e Davide Susca, o inesquecível bolo de chocolate e ginjinha oferecida pela Anabela Fernandes, outros mimos trazidos pela Cristina Miguel, Sara Dias, bolos de noiva pelas colegas Lúcia e Luísa, visita do João Ramalho em circunstâncias muito especiais, carta entregue pelo casal Carraço, a calorosa e animada receção da Mithós em Vila Franca de Xira, etc., etc. ,etc.

P&S – Como foi a chegada a Lisboa?
EJ – Foi um grande alívio. Uma sensação de missão cumprida. E muito reconfortante verificar que alguns amigos me aguardavam.

P&S – Em termos práticos, O seu protesto surtiu o efeito que pretendia? Que desenvolvimentos trouxe à luta pela Vida Independente?
EJ – Sim, o objetivo era entregar no Ministério e Solidariedade e Segurança Social uma carta aberta e isso aconteceu. Desenvolvimentos somente a publicação de um comunicado por parte do governo onde informa que estão a trabalhar na criação da figura dos Assistentes Pessoais para pessoas com deficiência.

P&S – E agora, qual é o próximo passo?
EJ – Aguardar durante os seis meses que dei ao governo para cumprir promessas. Caso não cumpra o prometido vou voltar à greve de fome e desta vez até morrer.

Leia a reportagem completa na 9ª edição da Plural & Singular.

Dez praias no mundo muito acessíveis para utilizadores de cadeira de rodas

Muitos locais em todo o mundo oferecem praias acessíveis para cadeirantes, mas que muitas vezes pode ser difícil encontrá-los. Alguns oferecem acesso através de passarelas ou rampas e algumas cadeiras de rodas de praia, ainda são oferecidas para alugar. A seguir está uma lista das melhores praias acessíveis ao redor do mundo.
Califórnia, EUA
Localizado na costa oeste dos Estados Unidos, Califórnia possui um dos litorais mais bonitos do mundo. Muitas pessoas estão familiarizadas com os pontos quentes, como Santa Mônica e Malibu. Aqueles oferecem passarelas e rampas, mas estão lotados na maior parte do tempo, devido à sua popularidade como um destino de viagem. Outra coisa que Santa Mônica oferece é uma mistura eclética de pessoas. Outras praias, como Rehab Point, em Oxnard, apresentam um caminho pavimentado que é de aproximadamente 900 metros de comprimento. O caminho em torno das dunas de areia oferecem excelentes vistas sobre o oceano ao longo do caminho.
Virgínia, EUA
Localizado do outro lado do país, o estado da costa leste da Virginia possui algumas das praias mais pitorescas para serem vistas. Virginia, em particular, é bastante popular como destino turístico. Calçadões abrangem grande parte do terreno, tornando a viagem mais fácil e conveniente. Existem alguns níveis, sobre a plataforma de estacionamento que oferecem acesso direto ao calçadão. Várias praias na Virgínia também oferecem aluguel de cadeira de rodas de praia, mas não se esqueça de ligar com antecedência para reservar-las. A Virginia ainda pode oferecer o uso gratuito de cadeiras de rodas de praia que foram usados no seu programa piloto de alguns anos atrás. Só são duas certifique-se de reservar com antecedência.
A- One Pattaya Beach Resort, Tailândia
Um dos destinos turísticos mais populares. Pattaya oferece luxo e qualidade em cada turno. Toda a propriedade está ligada por rampas que se estendem sobre a água que liga a propriedade enorme. Todos os quartos são acessíveis e a praia oferece rampa ao calçadão de acesso. Este é um dos poucos resorts na Tailândia que tem acessibilidade.
Sirens Resort, Loutraki, Grécia
Sirens oferece uma das melhores experiências de viagem de cadeira de rodas do mundo. Este resort mediterrâneo está equipado com quartos para deficientes, bem como chuveiros que oferecem rolo no acesso. A propriedade dispõe de passarelas com uma largura que torna o acesso ao mar mais fácil. Ele também tem a distinção de ser um dos únicos resorts no mundo que oferece acesso direto ao mar. Uma rampa prolonga-se para o mar. Sim, ele realmente é tão épica quanto parece! Você pode rolar para a direita para o oceano para uma experiência de imersão total, mas eu não recomendo fazê-lo em uma cadeira motorizada, a menos que você queira um choque.
Freedom Shores, Isla Aguada, México
Um veterano de guerra que foi ferido na Guerra do Vietnã criou este resort. Este desenvolvimento foi todo trabalhado tendo em mente os usuários de cadeira de rodas. Acesso à praia é possível através de um grande passeio projetado especificamente para turistas com deficiência. Muitas outras regalias, como mergulho e táxis locais foram feitas para transportar cadeiras de rodas.
Hanauma Bay, Honolulu
Esta praia está localizada na ilha havaiana de Oahu. Eles oferecem o uso gratuito de suas cadeiras de rodas de praia especialmente equipados para utilizadores com necessidades especiais. A areia molhada ou seca é fácil de navegar com estas cadeiras especiais. O resort também aqui é mais do que acolhedor com quartos e passagens acessíveis.
Cancun, México
Além de oferecer algumas das paisagens mais impressionantes do planeta, Cancun é uma das praias mais acessíveis para cadeirantes. Abundância de calçadões estão localizados ao longo da praia, e os resorts oferecem caminhos largos (espaço suficiente para você e as iguanas que são abundantes no México) e acesso privado à praia. Guarda-sol ainda podem ser alugados por uma pequena taxa, se você quer passar o dia na areia sem assar como uma lagosta.
Key Largo, FL, EUA
A praia é acessível através de rampas e passarelas de madeira. No entanto, um dos fortes apelos para esta área para viajantes com deficiência é a capacidade de mergulhar. Algumas empresas locais especializaram-se em equipar cadeiras de rodas para experiências subaquáticas. Barcos possuem elevadores para facilitar a transferência on e off, tornando esta uma ótima maneira, segura para explorar a vida marinha subaquática.
Praia Manly, Austrália
A partir de uma viagem pelo continente você vai desembarcar na praia de Manly. Muito acessível com uma infinidade de cafés, restaurantes e lojas, há muito o que ver e fazer além de apenas passar o tempo na praia em si. Não deixe de comer uma pizza. No entanto, se relaxar à beira-mar está na agenda, então não é um bom caminho entre Manly e Shelley.
Toscana, Itália
Esta grande região italiana tem várias praias acessíveis. As rampas e passarelas são abundantes neste caminho turístico com as quatro melhores praias mais acessíveis na Toscana sendo a Praia Alcione, Bagno Auroria, Fossa Maestra, e Stella del Mare. Alguns deles oferecem chuveiros e vestiários. Muitos dos resorts na Toscana oferecer quartos acessíveis também. Certifique-se de ligar com antecedência para verificar a disponibilidade ou você pode ser reservado em um quarto regular, mesmo se você solicitou um quarto acessível online.
Fonte: Cadeirante Life

Porto discute a acessibilidade em espaços culturais ‘muito para além das rampas’

A Livraria Lello e Irmão não possui recursos de acessibilidade para uma visitação total, mas é possível entrar para apreciar sua beleza interna.

A acessibilidade vai “muito para além de rampas e casas de banho adaptadas”, considera a Acesso Cultura, associação que este mês promove no Porto um curso que regista a inscrição de profissionais de várias instituições da cidade.

A Acesso Cultura é uma associação cultural que promove a melhoria das condições de acesso, físico, social e intelectual, aos espaços culturais e à oferta cultural.

Arquitectura, design inclusivo, suportes para cegos, materiais de comunicação, linguagem simples, páginas de Internet acessíveis são os temas do curso “Acessibilidade: uma visão integrada”, que, após 2 edições em Lisboa, pela primeira vez chegou ao Porto.

“Estas formações têm vindo a ser desenvolvidas mais no Sul. No Porto sentia-se uma lacuna e havia procura por parte dos profissionais da cultura que querem tornar o seu trabalho mais acessível, promovendo a participação cultural de todos”, descreveu a vice-presidente da Acesso Cultura, Inês Rodrigues.

No Porto, esta iniciativa registou a inscrição de profissionais de entidades como o Centro Português de Fotografia, a Casa do Infante, o Museu Militar, a Fundação de Serralves, o Museu de Aveiro ou a Iris Inclusiva.

“O que queremos dizer com visão integrada é que a acessibilidade num espaço cultural é mais do que as rampas. O conceito de acessibilidade e de inclusão deverá fazer parte da acção, do pensamento, da prática de todos os departamentos que compõem aquela instituição”, explicou a directora executiva da Acesso Cultura, Maria Vlachou.

Consultora em gestão e comunicação cultural, Maria Vlachou é uma das formadoras do curso, enquanto Inês Rodrigues, que também trabalha no Centro Português de Fotografia, é uma das formandas.

Ambas partilham a convicção de que “existe uma necessidade cada vez maior de partilhar com os profissionais da cultura e com as suas tutelas o conceito alargado de acessibilidade”, reflectindo-se naturalmente o edifício, ou seja as barreiras arquitectónicas, mas ainda mais e na maior parte das vezes com custos mais baixos, “o design, a comunicação, os serviços”.

Paralelamente a este curso, decorre hoje outro sobre “Gestão de páginas de Facebook” e a 1 de Dezembro realiza-se uma sessão sobre “Websites e documentos digitais acessíveis”, que vem lembrar que os portais na Internet são as principais “portas de entrada” das instituições, pelo que devem também ser acessíveis a pessoas com deficiência.

“Tornar os nossos ‘websites’ e os documentos que partilhamos na Internet mais acessíveis não implica gastar mais dinheiro, implica termos alguns conhecimentos básicos sobre o que funciona e não funciona, para podermos dialogar melhor com os webdesigners e para nós próprios sabermos criar documentos acessíveis antes de os partilharmos online“, descreve o programa.

Além de Maria Vlachou, são formadores, entre outros, o arquitecto Pedro Homem Gouveia, que na câmara de Lisboa coordena o Plano de Acessibilidade Pedonal, Peter Colwell, técnico de acessibilidade na Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), e Norberto Sousa, formador e consultor de acessibilidade Web e digital.

“Chegar ao dia em que as pessoas com necessidades especiais serão visitantes e espectadores autónomos nas nossas instituições culturais, tal como todos os outros, e que farão cada vez mais parte das equipas das mesmas”, é o objectivo da Acesso Cultura ao promover estas iniciativas.

Fonte: Turismo Adaptado

sábado, 29 de novembro de 2014

Lista homologada de Produtos de Apoio para 2015

Despacho nº 14278/2014 define a lista dos Produtos de Apoio a prescrever em 2015.

Veja-a AQUI

Vejo poucas alterações a não ser a designação dos níveis de prescrição. Os prescritores passaram a ser conhecidos por:

- Equipa Multidisciplinar com Médico de qualquer especialidade;
- Médico de Qualquer Especialidade;
- Fisiatra, Cirurgião Vascular;
- Fisiatra;
- Equipa Multidisciplinar com Fisiatra ou Enfermeiro de Reabilitação
ou Terapeuta Ocupacional ou Fisioterapeuta;
- Equipa Multidisciplinar com Fisiatra;
- Equipa Multidisciplinar com Docente de Educação Especial ou
Terapeuta da Fala ou Psicólogo;
- Equipa Multidisciplinar com Ortopedista ou Fisiatra, etc., etc.

Densidade Fracturada por Tó Silva

Tó Silva, foi um dos vencedores do passatempo da obra "Densidade Fracturada", de João de Almeida.

Fonte AQUI


U.Porto distinguida pelo apoio prestado ao Estudante com Deficiência

O Grupo de Trabalho para o Apoio a Estudantes com Deficiências no Ensino Superior (GTAEDES), organismo que conta com a colaboração do Serviço de Apoio ao Estudante com Deficiência da Universidade do Porto, é o vencedor da edição 2014 do Galardão da Inclusão, na categoria Acessibilidades, iniciativa que distingue anualmente instituições/empresas que tenham se destacado nesta área.

A escolha foi feita através do Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID) e da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria (IPL).

O galardão será entregue durante a V Gala da Inclusão, que vai decorrer a 6 de dezembro, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria. Promovido pela Câmara Municipal de Leiria e pelo Instituto Politécnico de Leiria (IPL), este evento tem como objetivo primordial o de chamar a atenção da sociedade civil para a problemática da diferença.

Como e habitual, a V Gala da Inclusão inclui a entrega dos brinquedos recolhidos para crianças com necessidades especiais no âmbito da campanha “Mil Brinquedos Mil Sorrisos”. A sétima ediçaõ desta iniciativa teve início no dia 10 de novembro e terá como destinatários as Equipas locais de Intervenção Precoce (ELI) do Alentejo e Algarve. Todos os brinquedos serão adaptados antes de serem oferecidos.

Sobre o GTAEDES

O Grupo de Trabalho para o Apoio a Estudantes com Deficiências no Ensino Superior é um grupo de trabalho que completou este ano dez anos de existência, tendo a Universidade do Porto como elemento fundador. Deste grupo resultaram várias campanhas nacionais sobre a frequência de estudantes com deficiência no ensino superior, uma tentativa de conhecimento e avaliação da qualidade de inclusão de estudantes com deficiência no Ensino Superior e também a Biblioteca Aberta do Ensino Superior (BAES).

O organismo esteve ainda na base da criação – coordenada pela U.Porto – de uma base de dados nacional com informação em suporte acessível que resultou/e resulta ainda de um trabalho em parceria e cooperação entre várias instituições do ensino superior nacionais.

Fonte: U. Porto

Concelho Mais Acessível de Portugal

No âmbito da 1º edição do Prémio Concelho Mais Acessível, o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), I.P. vem divulgar, nos termos da alínea e) do n.º 1 do artigo 5.º do Regulamento do Prémio, a lista das candidaturas melhor classificadas nas três categorias do Prémio.
Categoria I - Edificado (Propriedade Municipal) / Espaço Público
Beja - Projeto Integrado de Beneficiação da Baixa de Beja;
Ílhavo - Qualificação Urbana do Casco Antigo da Cidade de Ílhavo;
Lousã - Lousã Acessível.

Categoria II - Lazer/ Património/ Turismo
Barcelos - Torre Medieval;
Batalha - Museu da Comunidade Concelhia da Batalha;
Lousã - Lousã Acessível.

Categoria III - Transportes/ Comunicação/ Tecnologia
Odivelas - Odivelas: Um Território para Todos;
Torres Vedras - Porta-a-Porta - Transporte Mobilidade Condicionada;
Viana do Castelo - Viana para Todos.

Informa-se que a divulgação do primeiro classificado decorrerá nas comemorações nacionais do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, no dia 3 de dezembro, no Auditório 1, da Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações, em Lisboa.

O Prémio Concelho Mais Acessível é uma iniciativa do INR, I.P. que visa premiar as intervenções e iniciativas municipais, relevantes e inovadoras, que tenham por objetivo a garantia da acessibilidade nos territórios municipais, a todos os/as cidadãos/cidadãs, em especial aqueles/as com necessidades especiais e/ou mobilidade condicionada.

Fonte: INR

Dia internacional das pessoas com deficiência em Cascais

O Dia Internacional/Europeu das Pessoas com Deficiência é assinalado em Cascais em dois momentos: de manhã na Escola Básica 2, 3 e Secundária Frei Gonçalo de Azevedo os alunos vão ser convidados a participar na ação “Ser diferente por um dia”, à tarde há arte, dança e debate, no Palácio da Presidência da República.
De manhã, o desafio é que quem não seja portador de deficiência possa experienciar as dificuldades de quem tem de enfrentar diversas limitações no seu dia-a-dia como andar de cadeira de rodas, usar bengala, canadianas ou ser invisual. Com início às 10h30, a ação decorre na Escola Secundária Frei Gonçalo de Azevedo, em São Domingos de Rana, sendo possível escutar os testemunhos do Coronel Lopes Dias, Vice-Presidente da Direção Nacional da ADFA (invisual), Francisco Janeiro, Presidente da Direção da Delegação de Lisboa da ADFA (deficiente motor), Guedes da Fonte, Secretário da Direção Nacional da ADFA (deficiente motor) e ainda de uma enfermeira paraquedista de guerra.
Estarão presentes Carlos Carreiras, Presidente da Câmara Municipal de Cascais, José Arruda, Presidente da Direção Nacional da Associação de Deficientes das Forças Armadas, e David Sousa, Diretor do Agrupamento de Escolas Frei Gonçalo de Azevedo.
À tarde, a partir das 15h00, com o Alto Patrocínio de Maria Cavaco Silva, decorre no Palácio da Presidência da República, na Cidadela de Cascais, uma iniciativa do Centro de Informação Europeia Jacques Delors (CIEDJ) e da Fundação LIGA, que tem o apoio da Câmara Municipal de Cascais, reconhecida pelas suas boas práticas na área da deficiência.
Celebrar o Dia Internacional/Europeu das Pessoas com Deficiência reforçando os direitos destes cidadãos é o objetivo desta iniciativa, cujo programa arranca com a inauguração da exposição coletiva de artes plásticas “Unidos na diversidade pelos direitos de cada UM”, mostra que nasceu a partir do trabalho realizado pelo CIEJD junto de cidadãos com deficiência da Fundação Liga.
Segue-se um momento de dança, com a atuação do Plural Núcleo de Dança Contemporânea, que envolve a participação ativa de artistas com deficiência e que tem por tema os princípios da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
“Uma Europa para todos” é o tema do debate destinado a estimular a reflexão sobre as questões relativas à deficiência e que vai incidir sobre três dimensões:
• Local - onde se discutirá um caso de boas práticas no concelho de Cascais;
• Nacional - através da perspetiva do trabalho do Observatório dos Direitos da Deficiência e Direitos Humanos;
• Europeia - para a qual foi convidado um representante da Comissão Europeia.
Moderado pelo Centro de Informação Europeia Jacques Delors, o debate contará com a alocução inicial de Maria Cavaco Silva e o encerramento pelo Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras. Como oradores contam-se representantes da Câmara Municipal de Cascais, do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas e da Direcção-Geral da Justiça da Comissão Europeia (DG JUST). Será ainda endereçada a todas as entidades participantes uma mensagem do Diretor da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia.
Entidades parceiras: Museu da Presidência da República, Câmara Municipal de Cascais, Associação Nacional de Arte e Criatividade de e para Pessoas com Deficiência (ANACED), Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Cascais (CERCICA) e do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos.
Sobre o dia Internacional das Pessoas com Deficiência | O dia 3 de dezembro/ Dia Internacional/Europeu das Pessoas com Deficiência assinala anualmente os direitos destes cidadãos e procura sensibilizar a sociedade para a promoção da sua participação ativa em todos os aspetos da vida política, social, económica, cultural e artística. Assim como para a necessidade de se criarem oportunidades junto da sociedade, que promovam a divulgação dos direitos humanos das pessoas com deficiência e o combate à discriminação e à intolerância.
Sobre o Observatório da Deficiência e dos Direitos Humanos (ODDH) | O Observatório da Deficiência e Direitos Humanos visa acompanhar o desenvolvimento das políticas para a deficiência em Portugal e nos países de língua oficial portuguesa. Constituindo-se como uma plataforma de encontro entre a academia, o movimento associativo da deficiência e organismos públicos de administração central e local, tem por missão promover processos participados e sustentados de monitorização e promoção dos direitos humanos das pessoas com deficiência, contribuindo para a identificação de boas práticas e para o desenvolvimento de propostas que visem a implementação da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, no espaço da lusofonia.
Sobre o Centro de Informação Europeia Jacques Delors (CIEJD) | é um serviço orientado para os cidadãos e integrado na Direção-Geral dos Assuntos Europeus do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Assegura, neste contexto, a informação, promove o conhecimento e estimula a participação do cidadão no processo de construção da União Europeia. O CIEJD é, também, o organismo intermediário no contexto da Parceria de Gestão assinada entre o Governo Português e a Comissão Europeia, assegurando a gestão e a monitorização de atividades de informação, desenvolvidas por terceiros, sobre a união Europeia.
Sobre a Fundação LIGA | Dinamizando recursos especializados para apoiar as pessoas, contribuindo para o reconhecimento da diversidade humana, a Fundação tem como prioridade criar competências de excelência para o suporte às necessidades específicas da Pessoa, essenciais para o pleno e equitativo exercício dos seus Direitos Fundamentais. A LIGA assegura, ainda, a tutela cívica a pessoas dependentes, para lá do tempo de vida daqueles de quem dependem e apoia o fortalecimento da comunicação entre os cidadãos e entre os diversos sectores da vida ativa, sob uma nova forma de diálogo civil contribuindo para a humanização e sustentabilidade da sociedade portuguesa.

PROGRAMA “Ser Diferente por um dia”, Escola Frei Gonçalo de Azevedo
10h30 | Receção de Entidades
 10h40 | Sessão de Abertura (auditório da Escola), intervenções:
• Diretor do Agrupamento de Escolas Frei Gonçalo de Azevedo, Professor David Sousa
• Presidente da Direção Nacional da Associação de Deficientes das Forças Armadas(ADFA), Comendador José Arruda
• Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras
 10h50 | Apresentação da Ação de Sensibilização "Ser Diferente por Um Dia", Assistente Social da ADFA, Ana Machado
 11h05 | Testemunhos
 Vice-Presidente da Direção Nacional da ADFA, Coronel Lopes Dias (cego)
 Presidente da Direção da Delegação de Lisboa da ADFA, Francisco Janeiro (amputado)
 Secretário da Direção Nacional da ADFA, Guedes da Fonte (Paraplégico)
 Enfermeira Paraquedista de Guerra
 11h30 | Debate
 11h45 | Experimentar a Diferença - utilização por parte de alunos de várias dificuldades de se ser diferente
Cadeira de Rodas (4)
Bengala (4)
Canadianas (4)
Vendas (4)
Cão Guia (1)
12h30 | Encerramento
Fonte: CM Cascais