quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Concavada a Lisboa em cadeira de rodas pelo direito a uma Vida Independente

O Governo não cumpriu com o prometido, por isso vou voltar a sair á rua. Neste caso sair á estrada.
Acontecerá no dia 23 de Setembro próximo, e irei percorrer em cadeira de rodas a distância entre a Concavada, concelho de Abrantes, localidade onde resido, e Ministério da Solidariedade e Segurança Social em Lisboa. Há um ano atrás realizei com o apoio do Movimento (d)Eficientes Indignados, uma greve de fome em frente da Assembleia da República, cuja finalidade era dizer basta há institucionalização compulsiva por parte do Estado, das pessoas com deficiência, em lares de idosos, como única alternativa de vida.

Mais detalhes aqui: http://tetraplegicos.blogspot.pt/2013/07/a-aventura-de-um-tetraplegico-para.html

Queremos ter direito a comandar as nossas vidas como o fazem restantes cidadãos, e não ser os nossos governantes a fazê-lo por nós. Luto pelo direito a uma Vida Independente. Quero ter direito a trabalhar, estudar, viver no meu bairro, círculo de amigos, perto da minha família, frequentar lugares que escolhi, e não ser obrigado a ser um número, sem voz, num lar imundo e sem condições, a vários quilómetros de distância das minhas referências, com custos financeiros altíssimos para mim e minha família, só porque nasci ou adquiri uma deficiência. Criar-nos condições para vivermos nas nossas casas, fica muito mais barato ao Estado do que a institucionalização.

Realizei a greve de fome pelo direito a uma Vida Independente e digna. Suspendi-a porque numa reunião tida na Assembleia da República, o Senhor Secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, Agostinho Branquinho prometeu entre outras medidas, iniciar os trabalhos de redacção de legislação sobre a Vida Independente no final de Janeiro, com a participação do movimento (d)Eficientes Indignados e demais representantes da comunidade de pessoas com deficiência, mas pouco ou nada aconteceu até ao momento, facto que me leva a voltar a luta. Existiram várias reuniões entre as partes, mas avanços concretos nada.

A viagem que vou realizar entre a Concavada e Lisboa, passará pelas seguintes localidades: Saída de Concavada, dia 23 de Setembro, às 7h, sempre pela estrada nacional 118, passagem pelo Pego às 7h45, Rossio ao Sul do Tejo 8h15, Tramagal 9h, Santa Margarida da Coutada 10h15, Arrepiado 11h45, Carregueira 13h, Chamusca 15h, Vale de Cavalos 16h, Alpiarça 16h45 e Almeirim 17h30, onde vou pernoitar em vigília à frente do edifício da Câmara Municipal local.

Dia 24, saída ás 8h de Almeirim pela estrada nacional 114, Benfica do Ribatejo 9h15, Casa Cadaval 10h, Salvaterra de Magos 11h30, Benavente pela EN 118 12h15, Samora Correia/Porto Alto 13h30, Vila Franca de Xira EN10 14h45, Alhandra 15h15, Sobralinho 15h45 e Alverca do Ribatejo16h, onde vou pernoitar na Praça de São Pedro.

Dia 25 partirei às 5h de Alverca do Ribatejo, Forte da Casa 7h30, Povoa de Santa Iria 7h45, e por último Praça de Londres 10h.

Durante o percurso irei pernoitar na via pública, em vigília, junto á Câmara Municipal de Almeirim no dia 23, e no dia 24 será em Alverca do Ribatejo. Em ambas as noites agradeço se alguém me disponibilizar um quintal, junto a uma torneira, que me permita tomar um banhinho refrescante de mangueira.

Tanto nas noites passadas em Almeirim e Benfica do Ribatejo, como também nas restantes localidades percorridas durante a viagem, se houver alguém que deseje participar activamente nesta luta será muito bem-vindo, basta juntar-se a mim durante o trajecto, ou acompanhar-me nas vigílias mencionadas, ou também ainda através da realização de outras iniciativas que digam respeito ao tema deficiência/Vida Independente. Ao entrar na cidade de Lisboa, seria importante realizarmos uma marcha em conjunto, até ao Ministério da Solidariedade e Segurança Social, que fica na Praça de Londres. Entregaremos em conjunto um documento onde mostraremos a nossa indignação e descontentamento por até ao momento as promessas não terem sido cumpridas, assim como lançaremos um ultimato a exigir respostas concretas no imediato.

VIDA INDEPENDENTE...

O Estado Português subscreveu a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência em 2009. A Convenção é muito clara: (...) “os Estados Partes comprometem-se a:

a) Adoptar todas as medidas legislativas, administrativas e de outra natureza apropriadas com vista à implementação dos direitos reconhecidos na presente Convenção;”

Passaram já 4 anos e o Estado não cumpriu o compromisso que assinou relativamente a inúmeros itens da Convenção, nomeadamente o estabelecido no Art.19º - Direito a viver de forma independente e a ser incluído na comunidade. Neste Artº o Estado Português reconheceu “o igual direito de direitos de todas as pessoas com deficiência a viverem na comunidade, com escolhas iguais às demais” e comprometeu-se a tomar “medidas eficazes e apropriadas para facilitar o pleno gozo, por parte das pessoas com deficiência, do seu direito e a sua total inclusão e participação na comunidade, assegurando nomeadamente que:

a) As pessoas com deficiência têm a oportunidade de escolher o seu local de residência e onde e com quem vivem em condições de igualdade com as demais e não são obrigadas a viver num determinado ambiente de vida;
b) As pessoas com deficiência têm acesso a uma variedade de serviços domiciliários, residenciais e outros serviços de apoio da comunidade, incluindo a assistência pessoal necessária para apoiar a vida e inclusão na comunidade a prevenir o isolamento ou segregação da comunidade;
c) Os serviços e instalações da comunidade para a população em geral são disponibilizados, em condições de igualdade, às pessoas com deficiência e que estejam adaptados às suas necessidades.”

Recordamos ainda que na Lei n.º 38/2004,de 18 de Agosto sobre o regime jurídico da prevenção, habilitação, reabilitação e participação da pessoa com deficiência, no Artigo 7.º - Princípio da autonomia, se define que a “pessoa com deficiência tem o direito de decisão pessoal na definição e condução da sua vida.” O que observamos, passados estes anos é que a política dos sucessivos governos tem-se orientado no sentido da institucionalização das pessoas com deficiência. O Estado em vez de criar condições para as pessoas com deficiência se manterem nas suas residências, no seu enquadramento familiar e social centra a sua intervenção na comparticipação de soluções orientadas para o desenraizamento social e afectivo destas pessoas.

Comparticipa por ex. os lares residenciais com 951,53€ por utente internado e no entanto, se a mesma pessoa estiver em casa, com a sua família, a comparticipação máxima que poderá ter para contratar alguém para o assistir, é de 177.79€. Existe mesmo a situação paradoxal de ser possível financiar com 672,22€ uma família de acolhimento na casa ao lado da família, que nas melhores das hipóteses, tem direito a 177,79€ para cuidar do seu familiar dependente.

É de notar que, quer na situação de internamento em lares quer nas famílias de acolhimento, as pessoas com deficiência ainda têm de comparticipar com parte dos seus magros rendimentos. Esta situação é anacrónica quer do ponto de vista do bem-estar emocional e social da pessoa, quer ainda do ponto de vista da despesa do Estado. Uma solução que passe por pagamentos directos à pessoa com deficiência, dando-lhe meios que lhe permitam escolher entre a permanência na sua residência ou o internamento, poderá, no nosso ponto de vista, ser também uma poupança para as contas do Estado.

O conceito de vida independente é a saída para o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Estado quer na Convenção já referida, quer na legislação nacional existente. Cabe à pessoa com deficiência “o direito de decisão pessoal na definição e condução da sua vida.” Este foi o compromisso assumido pelo Estado Português ao assinar a Convenção. Foi também o próprio Estado que na Estratégia Nacional para a Deficiência 2010-2013 (ENDEF) inscreveu várias medidas que vão nesse sentido:

Medida 63: Desenvolver projecto-piloto que cria o serviço de assistência pessoal.
Medida 64: Executar o aumento da capacidade das residências autónomas (RA).
Medida 66: Executar o aumento da capacidade do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD).

Nenhuma destas medidas, que têm como prazo de execução este ano, foi executada de uma forma expressiva, não havendo sequer notícia do projecto piloto que criaria o serviço de assistência pessoal, um dos pilares da vida independente. Está na altura de passar das boas intenções à prática. É necessária uma lei de promoção da autonomia pessoal/Vida Independente que garanta o direito a uma vida independente para as pessoas com deficiência.

Vida Independente é uma filosofia e um movimento de pessoas com deficiência que trabalham para a auto-determinação, igualdade de oportunidades e respeito por si próprias. Vida Independente não significa que queiramos ser nós a fazer tudo e que não precisamos de ajuda de ninguém ou que queiramos viver isolados. Vida Independente significa que exigimos as mesmas oportunidades e controlo sobre o nosso dia-a-dia que os nossos irmãos, irmãs, vizinhos e amigos, sem deficiência, têm por garantidos. Nós queremos crescer no seio das nossas famílias, frequentar a escola do bairro, trabalhar em empregos adequados à nossa formação e interesses e constituir a nossa família.

Visto sermos os melhores peritos nas nossas necessidades, precisamos mostrar as soluções que queremos, precisamos de estar à frente das nossas vidas, pensar e falar por nós próprios – tal como qualquer outra pessoa. Com este fim em vista nós temos de nos apoiar e aprender uns com os outros, organizarmo-nos e trabalharmos por mudanças políticas que conduzam a uma protecção legal dos nossos direitos humanos e cívicos. Nós somos pessoas comuns partilhando a mesma necessidade de se sentirem incluídas, reconhecidas e amadas.

- ENQUANTO ENCARARMOS AS NOSSAS INCAPACIDADES COMO TRAGÉDIAS , TERÃO PENA DE NÓS.

- ENQUANTO SENTIRMOS VERGONHA DE QUEM SOMOS, AS NOSSAS VIDAS SERÃO VISTAS COMO INÚTEIS.

- ENQUANTO FICARMOS EM SILÊNCIO, SERÃO OUTRAS PESSOAS A DIZER-NOS O QUE FAZER.

Assinem a petição: Criação de legislação sobre residências e melhoria dos cuidados prestados a Pessoas com Deficiência Motora Severa

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Fontes: Adolf Ratzka – Independent Living Institute – 2005; Movimento (d)Eficientes Indignados e
Eduardo Jorge.

Segurança Social detecta falhas nos “bancos” que emprestam Produtos de Apoio

Chamam-se Bancos de Produtos de Apoio. Emprestam, alugam ou vendem cadeiras de rodas,
andarilhos, canadianas, camas com ajustamento manual e muitos outros produtos para pessoas com deficiência ou com uma incapacidade temporária ou não. O Instituto da Segurança Social quis saber com funcionavam, para, eventualmente, criar uma rede nacional de bancos. O retrato acaba de ser publicado: em 152 instituições que prestaram informação, cerca de metade dizem que não têm serviços de higienização dos produtos.

O relatório Bancos de Produtos de Apoio, Levantamento Nacional, 2014, refere o seguinte: “70 referem não realizar a higienização dos produtos em Banco, 84 não possuem serviços de manutenção e 104, serviços de reparação. Esta realidade, que surge como preocupante na qualidade dos serviços prestados e dos materiais disponibilizados, deve ser tida em conta na eventual elaboração de normativos relativos a Bancos de Produtos de Apoio.”

Os bancos são, na sua maioria, geridos por parceiros das autarquias locais e entidades sem fins lucrativos, como associações, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e delegações da Cruz Vermelha Portuguesa, prossegue o relatório. A maioria (95) fornecem os produtos gratuitamente — além dos já referidos, há os colchões e coberturas de colchões para prevenir úlceras de pressão, as almofadas, as cadeiras de banho e urinóis, só para dar mais alguns exemplos de objectos que podem melhorar a qualidade de vida de pessoas com certas incapacidades. Mas que custam caro.

Há também 64 bancos que alugam os produtos. E 18 que tanto disponibilizam os produtos de apoio gratuitamente como os alugam (por vezes, em função da situação socioeconómica dos beneficiários ou do tipo de produto que está em causa).

Cinco só emprestam e três vendem. “Uma das entidades com Banco de Produtos de Apoio refere que a atribuição/comparticipação permanente dos produtos de apoio é realizada apenas quando não é possível a sua obtenção através dos serviços de saúde ou segurança social pertencentes à administração central”, lê-se no documento.

Nos casos das instituições que alugam, os preços praticados variam muito: uma cama, por exemplo, pode custar 5 euros por mês ou 35 (valor máximo mencionado). Um andarilho pode ir dos 2,5 euros aos 10. Uma cadeira de rodas dos 2,5 aos 35. Os regulamentos das instituições definem por vezes os preços mínimos e máximos em função do rendimento dos utentes e seus agregados.

Queixas de falta de apoio
Existe em Portugal o Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio (SAPA) que gere o financiamento das comparticipações deste produtos quando eles são prescritos por unidades de saúde e centros especializados. Este ano, o orçamento incial do SAPA era de 11,3 milhões de euros, distribuídos pelos ministérios da Saúde, Educação e Emprego e Segurança Social. As pessoas com deficiência ou incapacidade têm de apresentar candidaturas a estes apoios e relatórios médicos e aguardar por luz verde para uma comparticipação (que pode ir até 100%).

José Reis, presidente da Comissão Nacional das Organização de Deficientes, garante que nem toda a gente que precisa consegue a comparticipação que lhes permite adquirir (ou substituir) os equipamentos de que precisam. E que a sua organização já tem recebido queixas.

Os Bancos de Produtos de Apoio funcionam como uma resposta alternativa ao sistema de comparticipações — e são caracterizados, em geral, por um “forte envolvimento da comunidade”, como nota o relatório da Segurança Social.

Além dos recursos humanos neles envolvidos, há referências a muitos voluntários, funcionários das autarquias, técnicos de IPSS, familiares dos utentes a trabalhar nestas estruturas. Em alguns casos, as próprias autarquias envolvem-se e apoiam com subsídios. Certo é que uma grande heterogeneidade de práticas e alguma informalidade, até, parece caracterizar este ramo — ao ponto de haver instituições que cedem, emprestam ou alugam produtos de apoio, mas que não se consideram um banco.

Em suma, a Segurança Social entende que muitas instituições têm potencial para integrar uma eventual rede de apoio. Mas acrescenta: “Se se viesse a pensar na constituição dessa rede nacional teria de se equacionar regulamentação específica na área”.

Fonte: Deficiente Fórum

terça-feira, 19 de Agosto de 2014

Azores For All

A Cresaçor lançou uma nova página na internet para que as pessoas com deficiência também saibam o que podem fazer para passar o tempo.

A cooperativa de economia solidária Cresaçor lançou esta semana uma nova página na internet para promover o turismo inclusivo nos Açores, disponibilizando informações sobre atividades lúdicas e desportivas para pessoas com necessidades especiais e turistas em geral.

“Neste site há atividades de animação para qualquer turista, mas também para pessoas com necessidades especiais, desde canoagem, passeios pedestres com ‘joellette’ [cadeira especial]… Há informação sobre acessibilidades, nomeadamente, sobre alojamento, restauração e equipamentos de apoio”, afirmou Manuela Soeiro, responsável pelo turismo na Cresaçor, em declarações à Lusa.

Passeios pedestres, passeios de jipe ou bicicleta, jogos tradicionais portugueses e golfe rústico açoriano são outras das atividades possíveis de serem praticadas por pessoas com necessidades especiais e que constam da página http://azoresforall.com/pt, que tem versão em português e inglês.

Para Manuela Soeiro, esta iniciativa da Cresaçor surgiu para colmatar a “falta de informação fidedigna” na região especificamente direcionada para pessoas com necessidades especiais, um “nicho de mercado que importa apostar e desenvolver”.

“Para mim, o que está a falhar é a parte da promoção e o que temos de fazer nesse momento é promover os Açores. Já existe recursos, uma série de infraestruturas que estão adequadas e que faz com que o cliente possa vir cá”, referiu Manuela Soeiro, acrescentando que os Açores podem captar turistas com necessidades especiais dos EUA, Canadá ou Espanha.

Segundo disse a responsável pelo turismo na Cresaçor, este público-alvo “viaja com os familiares, no inverno e têm grande poder económico, mas são muito exigentes”.

Em 2005, a Cresaçor, com sede na ilha de São Miguel, criou uma empresa de animação turística e tornou-se membro da ENAT — European Network of Accessible Tourism para impulsionar a democratização do turismo nos Açores e promover atividades de recreio e lazer acessíveis a todos.

A Cresaçor, em parceria com a Associação de Juventude da Candelária, possui um posto de ecoturismo na freguesia das Sete Cidades, ilha de S. Miguel, denominado “Loja Eco-Atlântida”, que tem por finalidade o desenvolvimento local, a promoção do ecoturismo e a disponibilização de informação turística sobre os Açores.

Fonte: Turismo Adaptado

Cadeira de rodas criada especialmente para crianças

Se o corpo de uma criança é menor que o de um adulto, por que a cadeira de rodas usada por eles é a mesma? No mundo, hoje, 20 milhões de pessoas precisam de cadeiras de rodas e não têm acesso à elas. Deste número, 5 milhões são crianças. Pensando nisso, foi desenvolvido oWheelchairs for Hope, projeto que deu à luz uma cadeira de rodas especial, perfeita para as crianças com deficiência e dificuldades de mobilidade.
A cadeira é feita com um plástico leve e apresenta design diferenciado, além de custo reduzido (US$ 100). Mas o mais importante é que ela traz medidas perfeitas, que seguem as diretrizes daOrganização Mundial da Saúde, para fornecer suporte a crianças de 5 a 9 anos.

Estima-se que 1 milhão dessas cadeiras de rodas poderão ser produzidas nos próximos 7 anos, proporcionando mais qualidade de vida às crianças deficientes. Confira algumas imagens.

Fonte: hypeness

sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

Tenho a grua de transferências avariada. E agora?

Minha grua de transferências avariou. Loja fechada para férias até dia 25. Na cama não quero ficar. Tentei aluguer de uma idêntica e contato empresas que publicitam aluguer:  "Prós Avós", avisam-me que só alugam na região Norte. Quis saber as razões, quem me atendeu informa que vai passar o telefone ao patrão, patrão informa que só têm uma grua, mas que até dia 30 está alugada, outra razão para não alugar fora daquela região é devido aos custos serem maiores.
Ligo para a "Sul Care", sou interrompido pela telefonista a pedir para falar mais devagar porque era alemã e não entendia português. Perguntei, desta vez quase a soletrar, informa-me que só alugam material ortopédico na região do Algarve, pergunto porquê, e pede mais uma vez para falar devagar, fi-lo e respondeu que alugar para outros lugares seria muito caro. Disse-lhe que dinheiro não seria problema porque seguro pagaria, volta a pedir para falar devagar, mas a vontade era pouca para alugar a grua. Agradeci e desligo.

Tento A "Loja do avô", informam-me que não alugam material ortopédico, pergunto porque razão o publicitam no seu site, responde que só alugam uma cadeira de rodas.

Ligo para a "Idade", avisam que alugam, mas que vão passar para a Dra que me informa que neste momento não têm nenhuma grua, e mesmo que a tivessem a funda/cesta não seria a adequada para carregar tetraplégicos. Entretanto empresa vendedora do material já me ligou a avisar que vai encomendar uma nova bateria e um carregador ao fornecedor. E enquanto grua não funcionar? Da última vez que avariou (2 vezes em 6 meses) substituíram-me a avariada por uma grua Sunlift 175 E da Sunrise e com uma cesta/funda não tão prática mas muito competente também. Agora encontram-se de férias...lá terei eu de pedir ajuda a dois para realizar transferências através da tábua. Tensão arterial não me tem permitido grandes esforços.

Tudo isto para dizer que os Produtos de Apoio que Estado tanto complica na atribuição, são fundamentais nas nossas vidas. Nossas vidas já são complicadas o suficiente sem eles, imaginem sem. Eu fico desesperado. É a diferença entre ficar acamado, poder circular na cadeira de rodas, e continuar a minha vida. Quem diz grua, diz cadeira de rodas, tábua de transferências, etc

Eduardo Jorge

Chris Medina. Amor incondicional. A deficiência é só um pormenor. Não deixe de ver esta arrepiante história de amor

Arrepiante esta história de amor. Isto sim é amor. 




Em tempos escrevi isto sobre o assunto.

Hotéis Vila Galé em Lisboa e Coimbra e hotel Eva em Faro inacessiveis

Após vinte anos sem cruzar o Atlântico rumo à Europa decidi viajar de férias para Portugal e Espanha,
visitar amigos, relaxar um pouco, sempre tomando todo cuidado de reservar hospedagem em hotéis onde estivessem estampadas garantias de acessibilidade para usuários de cadeiras de rodas. Aliás, maioria da rede hoteleira internacional com divulgação através da internet destaca plena condição de acessibilidade a pessoas com deficiência, sem, contudo, atentar para o fato de que a condição de pessoa com deficiência física apresenta variáveis específicas, e para que essas pessoas utilizem as instalações ditas adaptadas dos seus quartos, apartamentos, ou suítes, alguns aspectos essenciais devem ser considerados.

Nesse sentido, os espaços internos desses aposentos devem ser planos, lineares e com vãos livres para circulação da cadeira de rodas, suficientemente adequados às transferências da cadeira de rodas para a cama e vice-versa. Os banheiros ou “casa de banhos”, da mesma forma, devem garantir acesso a cadeiras de rodas, inclusive, com espaços para manobras de transferências do cadeirante para a bacia sanitária (vaso sanitário), sendo também indispensável à disposição de ducha higiênica instalada ao lado deste, princípio básico de higiene pessoal inexistente nos hotéis do “Velho Continente”.

O mais grave foi a constatação da existência de banheira em todos os banheiros, mesmo naqueles supostamente reservados e anunciados acessíveis às pessoas com deficiência, inclusive para deficientes físicos usuários de cadeiras de rodas. Um imenso contrassenso. Quando se questiona tal absurdo, respondem, prontamente, que seguem o definido padrão no continente. Padrão de quê? Quem definiu, deliberou? Instalação de banheira em aposentos acessíveis à usuários de cadeiras de rodas é simplesmente inconcebível, não há como justificar. Não é possível a existência de padrões, normas ou similares, sem a observância do óbvio, ou que se proponha ouvir os mais interessados, pessoas com deficiência e suas representações político-institucionais.

Onde estão e como se colocam as representações do movimento social organizado do Velho Continente? De que valem os artigos da Convenção da ONU sobre Direitos das PcD nesse contexto?

No hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa, o banheiro dos quartos reservados ao uso de pessoas com deficiência confirma absoluta inadequação a tal fim. A bacia sanitária localizada próximo de uma banheira, não há espaço suficiente para manobra de transferência do cadeirante para o sanitário, barras fixas mal instaladas impedem a liberdade de movimento, inexiste ducha higiênica, o piso é sobremaneira escorregadio, reluzente, luxo dispensável, uma ameaça eminente de queda, tanto do cuidador como do próprio deficiente. Ao buscar informação na recepção do hotel para saber se havia outra opção mais adequada e disponível, seus funcionários da recepção não foram nada solícitos, o mesmo acontecendo ao solicitar ajuda do gerente, que se mostrou indiferente.

Observei a presença de vários cadeirantes hospedados no Vila Galé Ópera, alguns tetraplégicos e com visível acentuado grau de dependência funcional para atividades cotidianas, como banho e demais rotinas doarias de cuidados pessoais. Imaginava as dificuldades enfrentadas por seus cuidadores/acompanhantes para dar conta delas. Destacava-se alto nível do equipamento de mobilidade usado pela maioria, fruto de importantes avanços da inovação tecnológica, porém, vulneráveis ao enfrentamento de embates em ambientes desprovidos do básico para higiene, conforto e bem estar dessas pessoas.

Em Coimbra, mais uma vez em unidade do Vila Galé, embora as instalações fossem as mesmas, houve envolvimento da gerência, que por empatia, sugeriu uso do SPA do hotel, onde havia melhores condições de acessibilidade. Improváveis decisões entre pessoas daquela realidade. Por isso, melhor que os ambientes estejam adequados as necessidades de todos os hóspedes.

O hotel Eva, em Faro, no Algarve, também não oferece condições adequadas de acessibilidade nos banheiros dos quartos, apartamentos e suítes. Como nos demais hotéis anteriormente citados, o piso escorregadio, quando o recomendado são os de textura antiderrapante, a bacia sanitária muito mal posicionada, sem ducha higiênica, percebe-se total desconhecimento acerca da existência de cadeira higiênica e seu papel nesse cenário, além da presença equivocada de banheira, o que tornava os banhos e higiene pessoal após evacuação, desafio para dois acompanhantes, o Marcos, um dos meus irmãos e o Toninho, meu cuidador pessoal. Da mesma forma inacessíveis para cadeirantes o uso da pia, no banheiro, causando transtorno e exigindo improvisos inimagináveis para escovação dos dentes e higiene oral, procedimentos fundamentais da saúde bucal.

Ao fazermos check-in no Eva e chegarmos ao quarto reservado, constatamos total inadequação do ambiente, o que foi amenizado pela gerência, oferecendo ocupação de uma suíte, porém, com as mesmas condições inacessíveis para banho e higiene pessoal. Sem opção, relaxamos e optamos por mais espaço, além de vista frontal para a marina de Faro. Nada que ocultasse a inadequação, apenas mascarando a falta de acessibilidade para hóspedes cadeirantes.

Em Sevilha, na Espanha, as instalações ditas acessíveis para pessoas com deficiência ainda são bem piores. A bacia sanitária fica envolta por duas barras fixas com projeções laterais, o que obriga a pessoa a usar espaço deveras restrito, impossibilitando procedimentos de transferência dela para outros componentes e áreas do banheiro. Sem ducha higiênica, ainda nos recomendaram evitar uso de jato d’água, alegando risco de infiltração nos quartos do andar abaixo. Destacava-se a presença de banheira deveras propensa a acidentes com comprometimento da pele das costas, região sacrococcígea, nádegas, causadores de lesões que evoluem para escaras ou úlceras de decúbito. Na banheira há um tipo de cadeira giratória para uso do cadeirante, sem que se tenha avaliado a distância excessiva e a presença de superfície pontiaguda dos azulejos da sua borda.

Como foi difícil manter bom nível de higiene em ambientes tão hostis, inadequados. Não tenho dúvida que podemos contribuir muito para que empresários da rede hoteleira da Europa ofereçam melhores condições de acessibilidade para pessoas com deficiência em seus hotéis. É importante destacar que todos os hotéis mencionados são de gabarito quatro estrelas imaginem o que se passa nos de menor gabarito!

É fato incontestável que estamos alguns passos a frente nesse aspecto, no Brasil, graças ao delimitado na NBR 9050 ABNT, salvo raras exceções que, quando detectadas, não poupamos críticas construtivas para que se adéquem.

Apesar de todos os desafios enfrentados os ganhos foram muitos, é nosso direito desfrutar benefícios advindos do vivenciar novos ares, como as demais pessoas. Temos mesmo de nos fazer presentes constatando o inadequado, propondo melhorias inclusivas, acessíveis e acolhedoras para pessoas com e sem deficiência. Essa é nossa função político-social, abrir caminhos, derrubar barreiras, desconstruir para construir um mundo melhor para todos, aqui e alhures.

Fonte: Turismo Adaptado

Primeiro treinador do mundo em cadeira de rodas treina o Manchester United

Um jovem de 22 anos, tem atrofia muscular e nunca jogou futebol em competição. Mas é o primeiro homem preso a uma cadeira de rodas a treinar num clube profissional, o Manchester United. Sohail Rehman sempre foi adepto do clube, até que recebeu uma carta, em Abril de 2013, de Alex Ferguson, treinador que na altura estava a terminar a aventura de 27 anos a orientar o United. “Parabéns. Nunca me deixa de surpreender o esforço que as pessoas colocam no jogo”, foi uma das frases que leu. 

Esta quarta-feira, ficou um pouco mais perto de o cumprir um dos seus sonhos - treinar um dos grandes. Os 'red devils' anunciaram a contratação de Sohail Rehman como treinador das camadas jovens do clube. O jovem, hoje com 22 anos, entrou para a história. É o primeiro treinador numa cadeira de rodas a orientar jogadores sem deficiências físicas num clube profissional. “É de loucos. Agora vou poder ir ao centro de treinos e ver os jogadores. É uma sensação estranha”, confessou, ao falar ao Sunday Express.

Fonte: CM

quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

Abordagem e manuseamento de pessoas que se deslocam em cadeira de rodas

A Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD), pretende levar a cabo várias ações de formação sobre a "Abordagem e manuseamento de pessoas que se deslocam em cadeira de rodas".
Produtos de Apoio, manusear uma cadeira de rodas manual e elétrica, posturas e transferências e posturas e movimentos adequados às transferências serão os temas abordados pela fisioterapeuta e vice-presidente da FPDD, Cristina Marques, nestas ações dirigidas a todos aqueles que por motivos profissionais se deparem com o acompanhamento a pessoas em cadeira de rodas.

As formações poderão realizar-se nas instalações do Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian (CRPCCC), que gentilmente cedem o espaço, ou nas instalações da entidade que requer a formação, em dia, data e hora a determinar.

Os interessados devem enviar um email para info@fpdd.org. com a indicação do nome, entidade, profissão, numero de pessoas a inscrever, contacto telefônico, e-mail, morada e local escolhido para a formação.

Fonte: Plural & Singular

terça-feira, 12 de Agosto de 2014

Lista das praias acessíveis em 2014

Em 2014, Portugal conta com 194 praias galardoadas com a bandeira “Praia Acessível, Praia para
Todos!” Relativamente a 2013, registou-se um acréscimo de galardões atribuídos às praias, passando de 179 para 194. Este aumento justifica-se pelo empenho crescente dos municípios na preparação das suas zonas balneares, promovendo a igualdade de oportunidades no que diz respeito ao usufruto destes espaços por pessoas com deficiência e/ou mobilidade condicionada.

No total das 194 zonas balneares galardoadas, 171 localizam-se no Continente, 14 na Região Autónoma dos Açores e 9 na Região Autónoma da Madeira, apresentando a seguinte distribuição:

- 159 dizem respeito a zonas balneares costeiras;
- 35 correspondem a zonas balneares de interior;
- 118 dispõem de cadeiras anfíbias.

O Galardão “Praia Acessível – Praia para Todos”, resulta de uma parceria entre o Turismo de Portugal, o Instituto Nacional para a Reabilitação e a Agência Portuguesa do Ambiente. O principal objetivo é dotar as zonas balneares de um conjunto de condições que permitam o uso universal, sem pôr em causa a idade, as dificuldades de locomoção ou mobilidade.

As condições que determinam a atribuição do galardão praia acessível, residem na existência de:

- acesso pedonal fácil;
- estacionamento ordenado com lugares para as viaturas ao serviço das pessoas com deficiência;
- acesso à zona de banhos por nível, por rampa ou com recurso a meios mecânicos;
- passadeiras no areal, sanitários e posto de socorros acessíveis;
- existência de nadador-salvador.

Paralelamente a este projeto, o Turismo de Portugal tem vindo a desenvolver um conjunto de iniciativas que visam a promoção do Turismo Acessível e a disseminação de boas práticas que conduzam, cada vez mais, a um Turismo com todos e para todos. O Programa “Praia Acessível, Praia para Todos!” teve início em 2004, mas só foi lançado definitivamente no terreno em 2005, tendo gerado crescente adesão por parte das autarquias, embora se encontre ainda longe de alcançar o objetivo final pretendido: tornar todas as praias, costeiras e interiores, acessíveis e passíveis de serem fruídas por todos.

Consulte aqui a lista de praias acessíveis em 2014.

Fonte: Beachcam

Tabela Nacional de Funcionalidade da saúde

O Gabinete do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde aprova, através do despacho nº 10218/2014, de 8 de agosto, a implementação experimental da Tabela Nacional de Funcionalidade.

A implementação da referida tabela dirige-se ao doente crónico adulto, com idade compreendida entre os 18 e os 64 anos, submetido a plano terapêutico e/ou de reabilitação, nas seguintes situações:
Internamento por doença pulmonar obstrutiva crónica num serviço de pneumologia dos estabelecimentos hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS)
Internamento por insuficiência cardíaca avançada num serviço de cardiologia ou de cirurgia cardiotorácica dos estabelecimentos hospitalares do SNS;
Internamento por psicose funcional, sem causalidade orgânica identificada, num serviço de psiquiatria dos estabelecimentos hospitalares do SNS;
Dependência no domicílio e a receber cuidados prestados por uma unidade de cuidados na comunidade de um agrupamento de centros de saúde;
Internamento numa unidade de convalescença ou de média duração e reabilitação da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

O período de adaptação dos serviços à tabela decorre de outubro a dezembro de 2014 e o período experimental de implementação de janeiro a junho de 2015.

A Tabela Nacional de Funcionalidade foi elaborada pela Direção-Geral da Saúde de acordo com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde da Organização Mundial de Saúde, com o objetivo de adotar políticas de saúde e sociais de acordo com a funcionalidade da pessoa com doença crónica e não apenas de acordo com a sua incapacidade.

Para saber mais consulte:

Despacho n.º 10218/2014 - PDF - 236 Kb

Fonte: INR

Max-E: Kit para movimentação eléctrica de cadeira de rodas

Kit para movimentação eléctrica de cadeira de rodas Max-E Cadeira não incluída. Comandado por uma caixa de controlo para programar as características de marcha e controlo do motor.


O Max-E é comandado através de uma caixa de controlo, que permite programar as características de marcha e controlo do motor, de acordo com as suas necessidades individuais.


Mais informmações: AAT

domingo, 10 de Agosto de 2014

A luta pelo direito à Vida Independente vai continuar

Algumas das cidades e localidades que estarão envolvidas na minha próxima ação pelo direito à Vida Independente:

Concavada/Abrantes, Pego, Rossio ao Sul do Tejo, Tramagal, Santa Margarida da Coutada, Arrepiado, Carregueira, Chamusca, Vale de Cavalos, Alpiarça, Almeirim, Benfica do Ribatejo, Casa Cadaval, Salvaterra de Magos, Benavente, Porto Alto, Vila Franca de Xira, Alhandra, Sobralinho, Alverca do Ribatejo, Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria e por último Lisboa.

Se vive em alguma delas e quer juntar-se á ação, deixe comentário com o seu contato ou entre em contato comigo através de tetraplegicos@gmail.com ou https://www.facebook.com/nos.tetraplegicos

Eduardo Jorge


"Nada é Impossível", relato de uma viagem que é um elogio à amizade

"Nada é Impossível" é o título de um documentário que relata a caminhada de centenas quilómetros que dois amigos fizeram até Santiago de Compostela.
A história de uma viagem que é acima de tudo um elogio à amizade. Justin Skeesuck e Patrick Gray são amigos desde os tempos da escola, uma doença degenerativa colocou Justin numa cadeira de rodas.

Veja a reportagem em video, AQUI.

Parques de Sintra acessiveis

A Parques de Sintra tem em curso o projeto “Parques de Sintra Acolhem Melhor”, que pretende
melhorar as condições de acessibilidade aos Parques e Palácios sob gestão da empresa e constituí-los como exemplo de boas práticas do turismo acessível e da igualdade de acesso ao Património natural e construído.

Este projeto, com um investimento global de cerca de 2 milhões de Euros ao longo de 2 anos, e cofinanciado pelo Turismo de Portugal em 25%, teve como ponto de partida uma aprofundada investigação sobre as melhores práticas e conta com a consultoria de várias associações nacionais do setor, nomeadamente a ACAPO (Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal), a APS (Associação Portuguesa de Surdos) e a Associação Salvador.

Decorre até junho de 2015 e implicou a integração na empresa de uma bolseira de doutoramento para a investigação das boas práticas, análise de casos de estudo e dos produtos disponíveis no mercado global. Desta forma, foi definida a melhor estratégia e selecionadas as melhores opções de acordo com os impactos pretendidos.

O projeto “Parques de Sintra Acolhem Melhor” pretende melhorar o acesso de uma maior diversidade de visitantes, nomeadamente no que respeita a:

- condições de mobilidade – acesso físico: nomeadamente novos equipamentos e adaptações físicas dos espaços;
- qualidade dos serviços prestados;
- alterações nas plataformas e métodos de comunicação.

Firefly: equipamento elétrico para adicionar à cadeira de rodas manual

O Firefly é um equipamento eléctrico que se pode adicionar à sua cadeira de rodas manual com uma simplicidade suprema.
Usa 4 sistemas de travamento automático (rótulas) para fixação ao chassi (quadro) de sua cadeira, extremamente rápido e fácil, recomendado somente para paraplégico. Ao acoplar o Firefly à sua cadeira de rodas, torna-se numa cadeira de rodas eléctrica, permitindo ao usuário maior alcance e velocidade. Este equipamento extra foi projectado para uso ao ar livre e tem alcance máximo de 30 Km, dado à sua mobilidade pode fazer inversão em qualquer espaço.
Dado ao seu pequeno raio de viragem, pode-se ser usado dentro de casa (não propriamente num T1), mas pode ser usado em centros comerciais, espaços e edifícios públicos bem como em centros de reabilitação. Este equipamento é desenvolvido pela Rio Mobility em San Francisco.

Características:
Montagem e desmontagem ultra rápido e fácil.
A Firefly torna sua simples cadeira de rodas em uma cadeira de rodas eléctrica.
A Firefly encaixa na maioria de todas as cadeiras de rodas manuais.
OF Versão rápido tem a velocidade de 18 ou 12 Km/h.
OS Versão lenta com velocidade máxima de 15 ou 8 Km/h.
Afinação por parafuso as velocidades.

Fonte: As Rodinhas - Mais informações: Rollick

quinta-feira, 7 de Agosto de 2014

Campeonato do Mundo de Boccia Pequim 2014

Decorrerá em Pequim, China, entre os dias 19 e 28 de Setembro de 2014, o Campeonato do Mundo de Boccia.
A seleção nacional, como habitualmente, será um dos grupos mais fortes e candidatos aos lugares mais altos dos pódios em todas as categorias. Basta termos em consideração os resultados obtidos em provas internacionais recentes e os lugares que os nossos atletas ocupam no ranking mundial da modalidade para encararmos a prova com optimismo e confiança.

Conscientes da evolução de atletas provenientes dos quatro cantos do mundo, a nossa seleção tem noção das dificuldades que enfrentará, mas irá certamente encher-nos uma vez mais de orgulho.

Fonte: PCAND

quarta-feira, 6 de Agosto de 2014

Colabore neste estudo

Um amigo pede o nosso apoio para realizar um estudo. Se puderem colaborem preenchendo o questionário abaixo e envia-lo para o endereço de email mencionado.

Eu, Diogo Manuel Roque Baião, aluno do I Curso de Licenciatura de Terapia Ocupacional da Escola Superior de Saúde de Beja, venho por este meio solicitar a sua disponibilidade para participar num estudo sobre a importância da reabilitação física e do desporto em indivíduos que sofreram de lesões encefálicas e medulares, em termos de acessibilidade aos locais onde se pratica desporto e atividade física quer em termos de um acompanhamento técnico adaptado à condição física desta população. 

Aprazia-me garantir desde já o anonimato, bem como a confidencialidade relativamente a quaisquer dados pessoais. É importante cada vez mais defender um maior grau de autonomia e independência funcional por parte destes indivíduos, e seria desde já crucial a sua colaboração.

Para envio do questionário e quaisquer esclarecimentos diogo_baiao_796@hotmail.com

Questionário nº ____
Questionário: Prática Desportiva Adaptada

Idade: _________________                              Género: 1. Masculino          2. Feminino
Onde Reside: ________________________    Vive sozinho/a?____________________

Estado Civil

1. Solteiro/a
2. Casado/a
3. Viúvo/a
4. Divorciado/a
5. União de Facto

Escolaridade

1. Analfabeto
2. Sabe Ler e Escrever
3. Ensino Primário
4. Ensino Secundário
5. Ensino Superior

Qual destes episódios foi o seu?

1. Acidente Vascular Cerebral (AVC)
2. Traumatismo Crânio Encefálico (TCE)
3. Lesão Medular


I - Antes do Episódio


1. Costumava praticar atividade física/frequentar ginásio ou algum tipo de modalidade desportiva? Se Sim, qual ou quais?
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

2. Se respondeu afirmativamente à questão anterior, com que frequência praticava atividade física durante a semana?
_____________________________________________________________________________

3. Antes do episódio, continuava a praticar desporto/atividade física ou já tinha desistido antes de ter acontecido o mesmo?
_____________________________________________________________________________

            3.1. Se já tinha desistido antes do episódio, quais as razões que o/a levaram a abandonar a prática de atividade física/modalidade desportiva?
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
II - Depois do Episódio


4. Atualmente, pratica atividade física/frequenta ginásio ou algum tipo de modalidade desportiva? Se Sim, qual ou quais?
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

            4.1. Se respondeu Sim à questão 4, tem fácil acesso ao local onde pratica atividade física ou não?
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
           
            4.1.1. E tem dificuldades em desempenhar a atividade física? Quais são então essas dificuldades/barreiras? _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

            4.2. Se respondeu Sim à questão 4, gosta de estar envolvido/a na prática de atividade desportiva? Porquê?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

            4.3. Sente que o acompanhamento por parte do técnico do ginásio é adequado e vai de encontro às suas necessidades? Porquê?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

            4.4. Se respondeu Não à questão 4, gostaria ou sente necessidade de praticar atividade física num ginásio ou frequentar um clube desportivo? Porquê?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

            4.4.1. Que dificuldades/barreiras pensa à partida encontrar que possam impedir a participação na atividade física/modalidade desportiva desejada?
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

5. Como se sentiu ao preencher este questionário? Tem algum comentário a colocar sobre as questões ou possíveis sugestões?
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


Obrigado pela sua colaboração!

Atenciosamente,
Diogo M. R. Baião

Banco de produtos de apoio em Leiria

A Câmara Municipal de Leiria decidiu criar um banco de equipamentos dirigido a pessoas com
mobilidade reduzida. O objectivo é servir de promotor e intermediário entre instituições e pessoas que cedam equipamentos, como cadeiras de rodas, canadianas, andarilhos, camas articuladas, que, em devido estado de conservação, vai passar a ser fornecido temporariamente ou em períodos de longa duração a pessoas e a entidades que necessitem. O beneficiário compromete-se assim a realizar a entrega do equipamento ­q­­­­u­an­­­­­do deixar de precisar dele, nas mesmas condições em que foi cedido, ou seja, funcional e bem conservado.

A proposta do Banco de Ajudas Técnicas do município de Leiria, criado pelas necessidades da população leiriense mais fragilizada e com mobilidade reduzida, foi aprovada em reunião de Câmara, na terça-feira.

Fonte: As Rodinhas

terça-feira, 5 de Agosto de 2014

Cadeirantes Life

Segundo os Cadeirantes Life, o video abaixo e seu conteúdo pode ser mais ou menos interessante dependendo do seu e do nosso TESÃO.


Mais informação: Cadeirantes Life

Terapia Celular para Lesão Medular


A Beike tem fornecido terapia celular para muitos pacientes com Lesão Medular desde 2005. O objetivo do nosso tratamento é regenerar as células nervosas danificadas dos paciente, usando transplante com células-tronco. Nossas células-tronco podem gerar uma nova célula entre as células nervosas, acima e abaixo do local da lesão, permitindo que o paciente alivie alguns dos sintomas e recupere algumas funções perdidas. Assim, o nosso tratamento pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Talheres adaptados


Mais informações: helpyness

Projecto Simon. Lisboa prepara dísticos anti-fraude para pessoas com deficiência

Aos cerca de oito mil detentores de dístico de estacionamento para pessoas com mobilidade reduzida
em Lisboa, juntam-se todos os anos mais algumas dezenas, que aproveitam as regalias do cartão mesmo sem terem direito ao uso. Por ser um cartão fácil de falsificar ou mesmo por ser emprestado a familiares do utilizador, é muitas vezes aproveitado por quem não precisa.

Para promover a redução de fraudes no uso cartão de estacionamento em Lisboa, a EMEL - Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa - apresentou ontem o projecto Simon, que pretende promover a acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida. As soluções tecnológicas vão ser implementadas em Lisboa, Madrid e Parma, num projecto piloto, para que depois seja possível criar um sistema único em toda a União Europeia.

"As cidades europeias lutam há muito tempo contra a fraude neste sector. Além da parte financeira, o mais preocupante é que estão a ser retirados lugares a quem realmente precisa", explicou Stephan Wagner, fundador da Locoslab, empresa responsável pela modernização do dístico. De um cartão azul plastificado, o documento vai passar agora a ter um chip identificador, com a tecnologia NFC incorporada, que permite a comunicação entre aparelhos numa distância até dez centímetros. Assim, o condutor pode estacionar no local apropriado e colocar o dístico visível no tablier do carro para que o fiscal, através de um smartphone, possa identificar o cartão como válido. As tecnologias, no entanto, não se esgotam na fiscalização.

O utilizador poderá aceder a uma aplicação que, depois de desenvolvida, terá informações por georreferenciação, o que permite saber quais os locais de estacionamento mais próximos para pessoas com deficiência e a sua especificação (em espinha, paralelo à vias, em parque ou na via pública). A equipa de trabalho está ainda a tentar acrescentar à app informações sobre transportes da Carris com acesso a pessoas que se deslocam em cadeira de rodas.

Nuno Sardinha, do departamento de mobilidade da EMEL, explicou ao i que o objectivo inicial em Lisboa passa por angariar 1500 utilizadores de dísticos para participarem no projecto piloto. "Só assim teremos dados suficientes para provar a validade do projecto e prepará-lo para ser implementado nos restantes países europeus", acrescentou. O responsável lembra que Lisboa está a trabalhar no sentido de melhorar a acessibilidade e é a única cidade do país com todos os lugares de estacionamento disponíveis gratuitamente para pessoas com mobilidade reduzida.

O projecto está a ser desenvolvido em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, cujo plano de acessibilidade conta já com algumas propostas no que respeita à acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida. João Carlos Afonso, vereador com o pelouro dos direitos sociais lembrou que não é a inclinação da cidade que impede a melhoria dos acessos. "Estamos a trabalhar para que todos possam ter o direito fundamental de andar na rua com segurança", salientou.

Fonte: Jornal i

sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

Ser deficiente é fixe!

Minha nova crónica no Jornal Abarca...

Take 1:
Toca o telefone, atendo-o, e do outro lado da linha... Está lá? É o Sr Eduardo Jorge? Sem dar sequer tempo para respostas, a pessoa continua...sou o fulano de tal e estou a ligar-lhe com a finalidade de diminuir o preço da sua fatura telefónica. Quanto paga mensalmente pelo uso do seu telefone?

Take 2: Está? Fala o Sr Eduardo Jorge? Respondo: Sim, diga coisas...Do outro lado da linha sem me permitir mais conversa, continua: parabéns, o seu número de telefone foi sorteado e acabou de ganhar um prémio no valor de €25 que poderá levantar durante o dia de hoje no endereço x.

Take 3: Estou a falar com o Sr Eduardo Jorge? Sim está, respondo. Sua esposa encontra-se? É que estou a ligar-lhe porque durante o dia x, estaremos no endereço x, a realizar um rastreio de...e a oferecer amostras gratuitas do nosso novo produto que tem feito muito sucesso. Estamos a convidar a sua esposa a estar presente.

É comum a todos estes telefonemas, logo que atendo o telefone um som ambiente ensurdecedor, principalmente mistura de várias vozes do outro lado da linha. São somente três exemplos dos vários tipos de telefonemas que recebo variadissimas vezes, durante o ano, a prometer isto e aquilo. Também gosto do telefonema a realizar-nos uma pergunta muito básica, que caso não se responda acertadamente á primeira, de certeza que teremos hipóteses ilimitadas. Tipo: Estamos no verão ou no inverno? Isto num dia escaldante em pleno mês de Agosto.

Como já dizia minha mãe, para grandes males grandes remédios. Logo que do outro lado da linha me permitem responder, utilizo de imediato o truque que aprendi e me resolve sem falhas o problema, ou seja, deixam-me imediatamente em paz, nalguns casos chega a ser tão eficaz que me desligam o telefone de imediato na cara. Querem saber qual é esse truque? Respondo: "Sou uma pessoa com deficiência..." e para compor o quadro ainda mais triste, acrescento que me desloco em cadeira de rodas. Ora aí está o truque meus amigos. Nada como ser "deficiente" e ainda por cima deslocar-se numa "cadeirinha", como geralmente se referem á nossa cadeira de rodas.

Merecem o meu respeito estas pessoas que somente estão a tentar ganhar uns trocos que podem fazer toda a diferença nas suas vidas, mas que são chatinhos lá isso são, por isso nestas horas ser deficiente é fixe e de que maneira. Claro está, que o que faz estas pessoas reagirem desta forma é a imagem que têm de nós, somos "deficientes", somos "coitadinhos", e claro não temos dinheirinho e nem lhes servimos para nada. Ah, e meus amigos "deficientes", podem usar e abusar deste estratagema porque vos garanto que a sua eficácia é garantida e além disso não cobro direitos de autor.




Eduardo Jorge

Deficiente de Vaqueiros que foi destque na imprensa integrada no Centro de Reabilitação Torrejano

Noticia de Abril: D. Ofélia sobe ao Parlamento

Dona Ofélia Marques e sua filha foram as “estrelas” dos noticiários, durante toda a semana passada. Jornais, rádios e televisões deram ampla divulgação ao problema desta mãe e filha, que sofrem na pele desde que o posto de saúde da freguesia de Vaqueiros foi encerrado pela Administração Regional de Saúde.

Quinta-feira passada, no Parlamento, a deputada Idália Serrão “apertou” com o ministro da Saúde. Questionou-o sobre o encerramento do posto de saúde de Vaqueiros e o problema da dona Ofélia e sua filha. O Ministro da Saúde revelou que entre 2001 e 2012 a utente diagnosticada com paralisia cerebral teve 79 consultas nos cuidados primários e no ano passado apenas 4. No mesmo período foi atendida no Hospital de Santarém 42 vezes. O que levou Idália a criticar o ministro por violar os direitos de privacidade da senhora. A deputada de Santarém insistiu com o ministro em respostas para o problema gerado em Vaqueiros com o fecho da extensão de saúde. “Os idosos têm de pagar 20 euros para ir e vir a consulta”, denunciou a deputada.

Mas a maior surpresa veio na sexta-feira. Dona Ofélia e a filha, que nunca tiveram transporte para ir ao médico, de sua casa em Vaqueiros até ao centro de saúde em Pernes, foram convidadas especiais para um encontro em Lisboa, na Assembleia da República, com os deputados do PSD. O transporte até à Assembleia da República foi assegurado pela Junta de Freguesia que nunca antes se tinha mostrado disponível para as levar ao médico. O que teria evitando todo este “drama” mediático-político. Depois disto, “choveram” propostas para a solução do “drama” de dona Ofélia. O ministro da Saúde garantiu consultas médicas ao domicílio. A Segurança Social e a Câmara ofereceram-lhe nova casa em Pernes e ainda uma colocação para a filha numa instituição à escolha. Dona Ofélia recebeu ainda um telefonema do Ministério da Saúde dizendo que a partir daquele ela e a filha ficavam isentas do pagamento das taxas moderadoras. Excelentes notícias, portanto. E pronto, o caso parecia estar resolvido.

Só que, entretanto, existem ainda uns 200 moradores em Vaqueiros que continuam com o posto de saúde encerrado, depois de terem visto também a escola e a Junta de Freguesia de Vaqueiros serem encerradas no último ano. Houve protestos, claro, da população e dos autarcas locais. Ninguém se lembrou que pelo menos podiam ajudar as pessoas no transporte até ao centro de saúde. E dona Ofélia foi notícia, recorde-se, por ter andado a empurrar a filha em cadeira de rodas desde a sua casa em Vaqueiros até ao centro de saúde de Pernes. São cinco quilómetros para cada lado. Dez quilómetros pela estrada nacional nº3.

Entretanto, questionado sobre quando poderá haver médico de família para todos os utentes, Paulo Macedo não se comprometeu com datas, afirmando estar disponível para negociar com os sindicatos para haver um número adicional de utentes por médico de família durante um período delimitado.
“O número de reformados acentuou-se em 2011 e 2012, pelo que a vontade de recrutar todos os médicos não chega para atingir o nosso desiderato de dar um médico de família a todos os utentes”, disse Paulo Macedo. Entre as medidas em curso para dar resposta a esta necessidade, Paulo Macedo referiu a contratação excepcional de médicos reformados, a ampliação da assistência a médicos estrangeiros e o ajuste das próprias listas de espera.

Segundo a diretora do ACES Lezíria, no final de 2013 foi proposta a “possibilidade de agendar em Pernes as consultas dos utentes da localidade de Vaqueiros, de modo a que a Junta pudesse organizar o transporte conjunto dos utentes com dificuldades de obtenção de transporte”, o que, sublinha, “não foi considerado pela Junta”. Paula Rodrigues, disse ainda que o agrupamento da Lezíria necessita da integração de 26 médicos de família para colmatar a carência de clínicos nos nove concelhos do distrito de Santarém que abrange atualmente. Existem 93 médicos distribuídos por uma área total de 3.500 quilómetros quadrados, “sendo que 11 se encontram a aguardar despacho de aposentação”.

Noticia actual: Deficiente de Vaqueiros integrada no Centro de Reabilitação Torrejano

A filha de Ofélia Marques, Patrícia, portadora de paralisia cerebral desde nascença, já está a frequentar o Centro de Actividades Ocupacionais do Centro de Reabilitação e Integração Torrejano (CRIT). Patrícia tem 32 anos e a sua história foi tornada pública em Março deste ano porque, com o encerramento da extensão de saúde de Vaqueiros (concelho de Santarém), em Setembro de 2013, sempre que precisava de ir ao médico, a sua mãe, Ofélia Marques, fazia cinco quilómetros a pé pela movimentada Estrada Nacional 3 até Pernes, onde se situa o centro de saúde e a farmácia mais próximos. Sempre empurrando a cadeira de rodas da filha, de que nunca se separava. Ofélia não tinha dinheiro para táxis e os autocarros não estão adaptados para transportar deficientes.

Depois do assunto ter sido tornado público na comunicação social regional e nacional, a Santa Casa da Misericórdia de Pernes disponibilizou uma casa de residências assistidas na Quinta de São José, em Pernes. Previa-se que a situação durasse apenas dois meses, mas mãe e filha ainda lá se encontram, à espera que a Câmara de Santarém disponibilize uma casa de habitação social para onde possam ir viver. Contactada por O MIRANTE, Ofélia Marques diz que a integração da filha no CRIT tem corrido bem e que está a tentar arranjar emprego em Pernes.

O CRIT desenvolve actividades para jovens e adultos com deficiência grave e profunda, cujas capacidades não permitam, temporária ou permanentemente, o exercício de uma actividade produtiva, procurando promover a sua qualidade de vida.

Fontes: O Ribatejo e O Mirante

Correr o troço do autocarro 728 em Lisboa

O grupo “Corredor do bus”(http://www.corredordobus.com/), encabeçado pelo entusiasta João Campos, tem vindo a realizar diversas corridas nos troços efectuados pelos autocarros da Carris. No passado dia 19 de Julho foi realizada a 15º edição desta original corrida, num dos troços mais extensos da Carris (mais de 22 […]

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Metalu 400: Cadeira elevador para piscinas


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Fonte: Ergométrica

quarta-feira, 30 de Julho de 2014

Nova batalha pelo direito a uma Vida Independente

Passou um ano sobre a minha greve de fome com o apoio do Movimento (d)Eficientes Indignados, junto á Assembleia da República, pelo direito a uma Vida Independente. Somos contra a única alternativa proposta pelo Estado que é a institucionalização compulsiva a todos aqueles que se encontrem dependentes, como é do vosso conhecimento.

Na altura suspendi a greve de fome porque numa reunião tida no mesmo dia, na Assembleia da República, o Sr Secretário de Estado Agostinho Branquinho me prometeu que iriam ser aceites as minhas reivindicações. Quero comunicar-vos que passados quase 12 meses pouco ou nada foi feito por parte do Governo para alterar a situação, o que me leva a voltar a sair á rua com mais uma ação que brevemente vos darei detalhes. Será na última semana de Setembro ou inicio de outubro do corrente ano. Assim como vos darei detalhes sobre o que entretanto foi acontecendo nos bastidores durante todos estes meses de negociações. Mais uma vez o vosso apoio será fundamental. Desta vez a ação deverá prolongar-se por alguns dias e vai exigir mais uma vez muito de mim.


Eduardo Jorge 

Material de apoio a cateterismo e algaliação

 Apoios para cateterismo e algaliação

Suporte afastar os joelhos

Mãos livres
Suporte pénis



Fonte e muito mais informação: Manfred Sauer GmbH

Publicada norma de Turismo Acessível para Estabelecimentos Hoteleiros

 Foi recentemente publicada a Norma Portuguesa NP 4523/2014 Turismo Acessível em
Estabelecimentos Hoteleiros, em resultado do trabalho desenvolvido pela Comissão Técnica 144 – Serviços turísticos, no âmbito da Subcomissão 8 – Turismo Acessível. O acervo normativo nacional passa assim a dispor de um referencial de qualidade que permite a estes empreendimentos turísticos destacarem-se pela prestação de um serviço, que proporciona um turismo para todos.

Segundo informação do portal do Turismo de Portugal, a edição da NP 4523/2014, agora concretizada, permite dar início ao respectivo processo de certificação por parte das empresas que – voluntariamente – a implementarem nos seus serviços.

A presente norma, destinada a promover “boas práticas de serviço em estabelecimentos hoteleiros, tem por objectivo definir um referencial de qualidade em matéria de atendimento inclusivo e de acessibilidade”.

Esta norma define o referencial para que o estabelecimento hoteleiro proporcione” idêntica qualidade de serviço a todos os clientes, designadamente aos clientes com necessidades específicas”.

Pretende-se, ainda, disponibilizar ao sector do turismo um “instrumento de facilitação do encontro entre a “oferta” e a “procura” que forneça a todos os potenciais clientes uma indicação fiável de que são asseguradas condições para os acolher e que são disponibilizadas indicações claras e objetivas ao nível da infraestrutura e do atendimento”.

A referida Norma poderá ser adquirida junto do IPQ – Instituto Português da Qualidade: www.ipq.pt.

Fonte: Publituris

Concurso de fotografia "A inclusão na diversidade"

Para assinalar o aniversário da Plural&Singular e o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência,
ambos comemorados a 3 de dezembro de 2014, este órgão de comunicação, em parceria com o Centro Português de Fotografia, está a promover um concurso de fotografia intitulado "A Inclusão na Diversidade" para captar através de uma imagem o verdadeiro sentido de inclusão ou que denuncie a falta dela.
O tema para este concurso - "A Inclusão na Diversidade" – assenta na ideia que a verdadeira inclusão deverá abarcar, em igualdade de direitos, de cidadania e participação ativa na vida pública, aqueles que são tendencialmente excluídos porque fogem ao padrão da normalidade, como é o caso das mulheres, dos idosos, das crianças, das pessoas com algum tipo de limitação, dos pobres, dos doentes.

Ao promover esta iniciativa, a Plural&Singular, para além de celebrar o seu 2.º aniversário, pretende estimular o “olhar atento” por parte das pessoas ao verdadeiro sentido de inclusão e à presença ou ausência dela no meio que as rodeia, assim como, fazer com que reflitam sobre o que é uma sociedade caracterizada pela diversidade. Desmistificar a deficiência junto das pessoas sem deficiência e combater os atos discriminatórios associados às ‘diferenças’ são outros propósitos importantes deste concurso de fotografia promovido em prol de uma sociedade verdadeiramente inclusiva na diversidade.

As fotografias são avaliadas com base nos seguintes critérios: adequação ao tema do concurso; originalidade; criatividade; composição e podem concorrer todos os fotógrafos, amadores e profissionais, crianças e adolescentes, jovens, adultos e idosos, a título individual ou em representação de alguma entidade.

A entrega de trabalhos decorre entre os dias 28 de julho e 30 de setembro e os vencedores do concurso são anunciados publicamente com o lançamento da 9.ª edição da Plural&Singular durante a manhã do dia 3 de dezembro e numa cerimónia a realizar na parte da tarde no Centro Português de Fotografia, no Porto.

Download do Regulamento e da Ficha de inscrição aqui

Mais informações através do email geral@pluralesingular.pt ou pelo telefone 913077505

Fonte: Plural & Singular

domingo, 27 de Julho de 2014

Bons exemplos de turismo acessível em Portugal

«A acessibilidade é um elemento central de qualquer política de turismo responsável e sustentável. Constitui simultaneamente um imperativo dos direitos humanos e uma oportunidade de negócio excepcional. Acima de tudo, temos que começar a compreender que o turismo acessível não beneficia apenas as pessoas com deficiência ou com necessidades especiais, beneficia-nos a todos».

Taleb Rifai, Secretário-Geral da Organização Mundial de Turismo (OMT).


No passado dia 10 de Julho, as três dinamizadoras do Lisboa (In)Acessível marcaram presença na reunião informal sobre Turismo Acessível e Inclusivo em Portugal (TAIP), realizada na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa (Estrela), entre as 14h30 – 18h30.

Esta iniciativa surgiu a partir de um encontro informal de vários players deste sector, ocorrido na BTL – Feira Internacional de Turismo´2014, e teve a colaboração técnica do Turismo de Portugal.

A reunião foi idealizada com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento e expansão deste sector em Portugal, dando a conhecer a existência de diferentes pessoas e entidades públicas e privadas a actuar neste mercado em franca expansão, e pretendendo a construção de pontes e parcerias entre as mesmas.

Estiveram reunidas mais de 60 pessoas, a título pessoal ou em representação de uma entidade, de entre mais de 40, de variadas áreas de actuação e zonas do país - Agenciamento; Animação Turística; Transportes; Alojamento; Restauração e bebidas; Formação Profissional; Educação; Planeamento Territorial; Autarquias; Consultoria; Associações; Reabilitação; AVD’s; Produtos de Apoio; de Lisboa, Porto, Santa Maria da Feira, Batalha, Algarve e Funchal.

Os presentes foram convidados a apresentar a sua entidade e/ou o seu papel enquanto actores do Turismo Acessível e Inclusivo, e alguns destes aproveitaram a ocasião para o estabelecimento de co-parcerias no sentido de se potenciarem a nível nacional e europeu.

Através deste frutuoso colóquio informal pudemos aperceber-nos da quantidade e diversidade de entidades existentes nesta área, e do óptimo trabalho que tem vindo a ser feito no sentido de melhorar as condições para o usufruto das actividades e espaços turísticos por parte de pessoas com necessidades específicas, antevendo assim uma óptima rampa de lançamento para um futuro breve.

Das entidades que se deram a conhecer destacamos as seguintes pela sua diferenciação, inovação e utilidade:

Cultur´friends: Serviço de rent a car especializado no transporte de pessoas com mobilidade reduzida; inclui também os serviços de aluguer de cadeiras de rodas e scooters eléctricas, acompanhantes especializados, e, a organização de viagens e eventos que promovam o direito ao lazer e à cultura deste público-alvo.
Site: http://tinyurl.com/p52eduh
Facebook: http://tinyurl.com/kqehhhr

Waterlily: Empresa de animação turística que promove actividades de lazer e disponibiliza acompanhamento especializado para populações com necessidades especiais, na área do Grande Porto.
Site: http://www.waterlily.pt/
Facebook: http://tinyurl.com/lgq3a6o

HereWeGo: Uma plataforma de turismo acessível.
Site: http://pt.herewegoapp.com/
Facebook: http://tinyurl.com/nm7bagh

Cerveira Park – Glamour Nature Village: Espaço de Hotelaria caraterizado pela sustentabilidade e óptimas condições de acessibilidade, em Vila Nova da Cerveira (Minho).
Site: http://www.cerveirapark.com
Youtube: http://tinyurl.com/pkpbhnh

Milacessos: Uma cooperativa de serviços e solidariedade social.
Site: http://www.goitsaccessible.pt/
Facebook: http://tinyurl.com/nwolsmk

Município de Santa Maria da Feira: Oferece uma vasta gama de serviços turísticos acessíveis de qualidade.
Site: http://tinyurl.com/ntbc7vp
Facebook: http://tinyurl.com/pgsw7ka

Campintegra: Associação sem fins lucrativos que tem como objectivo a integração sócio-profissional de pessoas com experiência de doença mental e/ou em desvantagem psicossocial, visando o desenvolvimento sustentado (Económico, Social e Ambiental) de actividades de gestão em hotelaria e eco-turismo.
Site: http://www.campintegra.pt
Facebook: http://tinyurl.com/pnrszb6

Fundação Inatel: Fundada em 1935 é hoje tutelada pelo Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, afirmando-se como uma instituição prestadora de serviços sociais.Desenvolve actividade nas áreas do turismo social e sénior, do termalismo, da organização dos tempos livres, da cultura e do desporto populares, com profundas preocupações de humanismo e de qualidade.
Site: http://tinyurl.com/lyl4suy
Facebook: http://tinyurl.com/nlpjden

Após este encontro realizámos uma pesquisa online onde verificámos a real existência de progressos significativos nos últimos anos nesta área do turismo acessível materializados por um conjunto de boas práticas que em seguida explicitamos:

-Conferência “Mind the Accessibility Gap” da Comissão Europeia sobre Turismo Acessível na Europa: principais conclusões (Junho 2014): http ://tinyurl.com/lhth2qq

-Publicada Norma Portuguesa NP 4523/2014 Turismo Acessível em Estabelecimentos Hoteleiros (2014): http://tinyurl.com/lxdcy2p
Guia de Boas Práticas de Acessibilidade na Hotelaria (Maio 2012): http://tinyurl.com/mdte5cb

-Recomendações da Organização Mundial de Turismo (OMT) sobre Turismo Acessível: http://tinyurl.com/kb9cnkb

-Guia de Boas Práticas de Turismo de Habitação e de Turismo no Espaço Rural (Junho 2014): http://tinyurl.com/lnsxur9