quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Novidades sobre a minha luta pelo direito a uma Vida Independente

Existem novidades que vos quero comunicar sobre a minha luta por uma Vida Independente iniciada em Outubro de 2013. No último dia do mês de Junho, iria ficar mais uma vez sozinho, era impossível manter a minha cuidadora por questões financeiras. Avisei várias Entidades que isso iria acontecer, mas que ser institucionalizado compulsivamente num lar de idosos, numa qualquer cidade do nosso país não aceitaria. Depois de várias reuniões, troca de emails e telefonemas, e quase um ano depois o Estado resolveu contratar e disponibilizar-me uma assistente pessoal. Está comigo desde o dia 15 deste mês de Julho de 2014 e realiza 8 horas diárias. Basicamente realiza atividades que o Apoio Domiciliário da minha área não tinha condições de o fazer.

Ainda não é o desejado e nem suficiente, pois continuo sem apoio durante as restantes horas do dia, assim como nos feriados, fins-de-semana, noites, acompanhar-me a consultas, compras, lazer, faculdade e sempre que me acontece um imprevisto daqueles que bem conhecemos. Não está a ser fácil, pois ainda ontem fiquei repentinamente sem a luz elétrica, e ficar ali impotente na cama, sem conseguir ir ligar o quadro, ou verificar o que se passava foi complicado. Mas a luta continua. Irá haver novidades nos próximos dias. Tenciono voltar à carga com mais uma ação de rua, neste caso darei continuidade ao protesto iniciado no dia 6 de outubro, em frente à Assembleia da República, isto porque me foi prometido na altura pelo Srº Secretário de Estado Agostinho Branquinho, que iria ser criada uma lei sobre Vida Independente e muitas outras coisas. Promessas que me levaram a suspender o protesto. Certo é que suspendi a greve de fome, mas praticamente nada foi feito neste 11 meses já passados. Na última reunião que estive presente no Ministério do Trabalho e Solidariedade Social, juntamente com o Governo e Movimento (d)Eficientes Indignados, verifiquei que a vontade real de criar a dita Lei, e avançar com o projeto prometido perante várias testemunhas, incluísse anuciado na imprensa (AQUI) sobre a Vida Independente não existe. Muita conversa e pouca ação. Chegaram ao cúmulo de afirmar que como não existimos juridicamente lhes estávamos a criar problemas institucionais, visto não representarmos oficialmente as pessoas com deficiência, como é o caso dos parceiros deles, APD, ACAPO, ADFA, Humanitas...Quanto a mim, não me sinto representado por nenhuma das instituições mencionadas, e nem tenciono representar ninguém. Simplesmente tento exercer a minha cidadania como cidadão de plenos direitos.

Se realmente não existo juridicamente neste momento, o mesmo acontecia quando iniciei a greve de fome e esse facto na altura não constituiu entrave para me prometerem numa reunião tida na Assembleia da República, que iria ser criada a Vida Independente, assim como eu e Movimento (d)Eficientes Indignados seriamos parte integrante do processo. Ficou bem claro, e aceite pelas partes, que nada iria ser decidido sem a nossa concordância. Se na altura não lhes criou problemas esse facto, porque razão agora acontece? Má fé? Creio que sim. Mas cá estou para continuar o que não foi terminado na altura. Proximamente saberão o que irá ser feito. Vontade e determinação não me falta e não costumo deixar as coisas pelo meio...

Quero esclarecer, que em todas as reuniões tidas com membros do Governo, e equipa de técnicos que me iam visitando para tentarmos encontrar uma solução para o meu caso, ficou sempre bem claro da minha parte que não era esta a solução desejada por mim, visto somente me apoiarem durante 8 horas diárias, e durante os dias úteis, assim como sempre frisei que não é somente o meu caso a necessitar de resolução, mas também o de milhares de dependentes que se encontram na mesma situação, ou em situações ainda bem piores que a minha pelo pais fora.

Destaco que a postura do INR-Instituto Nacional para a Reabilitação em todo o processo foi desoladora, basicamente se limitavam a enviar-me emails com teores "disparatados" e sem nexo. Nada que me surpreenda. Deixo-vos o último desses emails:

"Na sequência do email n.º 6236/2013/P.1567/UCGP deste Instituto, enviado a V.Ex.ª a 3 de dezembro de 2013, informa-se que a Unidade de Desenvolvimento Social e Programas de Intervenção social do Centro Distrital de Santarém, informou do seguinte: “A habitação onde reside é alugada, tem boas condições de habitabilidade e está organizada de forma funcional para o Eduardo”, e que também está devidamente informado quanto às estruturas residências que acolhem pessoas com estas incapacidades físicas e respetivos requisitos que permitam a admissão das mesmas.
Estamos ao dispor para qualquer outro esclarecimento que considere pertinente.
Com os melhores cumprimentos,
 O Conselho Diretivo do Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P."


Aproveito para agradecer a disponibilidade e boa vontade demonstrada pela equipa de técnicos envolvida neste processo, chefiada pela Dra Paula Morais, diretora da Unidade de Desenvolvimento Social e Programas de Intervenção social do Centro Distrital de Santarém, assim como ao meu assistente social Dr Francisco Faria.


Eduardo Jorge

terça-feira, 22 de Julho de 2014

Vários sites relacionados com lesão medular.

Vários sites relacionados com lesão medular.

Veja-os aqui.

Muita informação num só lugar.

Acessibilidades na Fundação Calouste Gulbenkian e no Oceanário de Lisboa


Um grupo de cinco alunos finalistas do curso de Gestão do Lazer e Animação Turística, da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, decorrente de uma reunião com a Associação Salvador e por indicação desta, desafiou as três dinamizadoras do Lisboa (In)Acessível a acompanhá-los numa visita turística à Fundação Calouste Gulbenkian e ao Oceanário […]


Quer saber quais são as condições de acessibilidade que pode encontrar na Fundação Calouste Gulbenkian e no Oceanário de Lisboa? Então, este POST foi feito a pensar em si! No passado dia 5 de Julho pudemos verificar estas condições, com grupo de estudantes de Gestão do Lazer e Animação Turística, da Escola Superior de Hotelaria […]

Triciclo pode levar tetraplégicos para as mais altas montanhas

Com a tecnologia dando passos gigantes, podemos esperar revoluções na vida de pessoas com
necessidades especiais. Uma das grandes vantagens do avanço tecnológico é o desenvolvimento de adaptações para deixar a vida dessas pessoas, mais parecidas com as de alguém que pode utilizar as pernas e os braços. No mundo dos esportes, pessoas com pernas amputadas podem correr com pés e pernas ortopédicas, do mesmo modo que alguém com pernas e pés verdadeiras. É desse modo que a tecnologia esportiva ajuda na inclusão social das pessoas com necessidades físicas especiais.

Nessa mesma onda do desenvolvimento da tecnologia, foi criado um triciclo que pode ser adaptado para pessoas que são paraplégicas ou tetraplégicas. Porém, a pequena empresa chamada Outrider – constituída de três melhores amigos – não tem capital o suficiente para realizar a produção do veículo. Portanto, a Kickstarter está realizando um crowd funding para arrecadar o dinheiro que eles precisam para fazer com que esse projeto saia do papel.

O Horizon – como chama a máquina – é um triciclo elétrico com uma suspensão completa, que pode andar em qualquer tipo de chão. Christopher J. Werner é um atleta paraplégico que testou a nave e disse “Enfim uma máquina que me faz sentir como o batman saindo da sua caverna!”. Chris quebrou o pescoço quando tinha 17 anos e desde então não tinha conseguido andar de bicicleta, “como fazia tanto no colégio”. Quando Chris contatou o pessoal da Outrider, o projeto avançou imensamente, pois segundo Jesse Lee, um dos fundadores da empresa, “Nosso lema é: se um recorde existe, quebre-o. Se não existe, registre-o”.

O triciclo vem com diversas adaptações, mas o que mais se destaca é a versatilidade na hora de dirigi-lo. Independente de que trauma o deficiente sofreu, é possível adaptar o triciclo, tornando-o uma peça revolucionária na indústria esportiva. O Horizon pode chegar a picos altíssimos, através de solos variados, e também aguentar horas antes de ter que ser recarregado. Isso acontece por que o motor – que é opcional, pois o usuário pode optar por pedalar se quiser – é elétrico.

O Horizon é um projeto com grande potencial na indústria esportiva, mas precisa da ajuda de investidores. Se você curtir a ideia e puder doar dinheiro, nem que seja um dólar, faça parte desse movimento, que você estará ajudando alguém – que teoricamente não poderia andar de bike- a fazer parte daquela sensação de liberdade, ao sair pedalando a sua magrela por aí.
Fonte e mais informação: Hiperactivos

Luva que ensina a tocar teclado para tratar paralisia

Pesquisadores da Georgia Tech construíram uma luva sem fio que pode melhorar a sensação e
habilidade motora em pessoas com paralisia por lesão medular. O equipamento “ensina” o movimento dos dedos através da música. Toque Mobile Music foi utilizado com sucesso por indivíduos com movimento limitado em suas mãos.

A luva se conecta a um computador ou leitor de MP3 que é programado com uma música específica para o teclado. Como as teclas do aparelho são iluminadas a luva envia uma vibração ao dedo correspondente, indicando onde e quando tocar. Dessa forma, o usuário aprende os padrões de digitação apropriados para uma determinada música e o cérebro vai se ambientando com os movimentos. O sistema pode ser usado em teclados musicais de baixo custo permitindo acessibilidade par quem precisa.

O objetivo não é fazer os pacientes se tornarem músicos e sim permitir que os pacientes com lesão medular possam melhorar a sensação e o movimento de suas mãos. "Depois de usar a luva, alguns participantes foram capazes de sentir a textura de suas roupas pela primeira vez, desde o dia da sua lesão", disse Markow, uma das pesquisadoras. Ela acredita que a vibração pode estar desencadeando atividades no córtex sensorial, o que produz uma renovação da sensibilidade na atividade cerebral em áreas adormecidas do córtex motor.

Fonte: BlogdoJSilva

Acessibilidades na Fundação Culturgest

A convite da Acesso Cultura, dois elementos do Lisboa (In)Acessível e um amigo, os três com mobilidade reduzida, participaram numa visita guiada aos bastidores da Fundação Culturgest no dia 21 de Junho, pelas  15.45h. Esta visita esteve integrada na semana “Portas abertas” promovida pela Acesso Cultura entre os dias 16 e 22 de Junho de […]

Conheça a inacreditável história da mulher saudável que sonha em se tornar paraplégica

Ficar preso em uma cadeira de rodas para o resto de suas vidas é uma ideia horrível para a maioria das pessoas.


Certamente este não é o caso de Chloe Jennings-White. Uma química, de 57 anos de idade, de Salt Lake City, Utah. Ela tem um desejo “não tão convencional” de se tornar uma paraplégico (pessoa paralisada da cintura para baixo). Sua vontade deixa boa parte das pessoas em estado de choque.

Chloe vive a vida de uma pessoa com deficiência. Ela se movimenta em uma cadeira de rodas e usa muletas longas que travam o joelho para capacitá-la a andar com elas. Porém, quando precisa ir para cima ou para baixo em um lance de escadas, ela simplesmente se levanta, tira os suspensórios e anda como uma pessoa normal.

Como a maioria das pessoas paralisadas, ela adora atividades ao ar livre, só que em vez de usar o equipamento especializado para permitir tais atividades, ela faz caminhadas de 12 horas na floresta, anda por encostas perigosas, escala montanhas, tudo como uma pessoa normal. Chloe Jennings-White não possui nenhuma deficiência: ela só gosta de se sentir assim.

Em 2008, os médicos a diagnosticaram com TIIC (Transtorno de Identidade de Integridade Corporal), um distúrbio psicológico grave que faz com a pessoa se sinta mais feliz como se fossem amputados ou paraplégicos. Para resistir aos impulsos de danificar a espinha cumprindo seu desejo de tornar-se paralisada, os médicos sugeriram que ela usasse uma cadeira de rodas e aparelhos especiais. Ser capaz de passar a maior parte de seu tempo como um paraplégico foi um alívio enorme para Chloe, mas ela admite que às vezes fantasia sobre sofrer um acidente para danificar realmente suas pernas.

Desde que ela era uma garotinha, Chloe sonhava em ficar paralisada da cintura para baixo. Ela tinha uma tia que tinha se tornado paraplégica em seus 20 anos em decorrência de um acidente de bicicleta. Então, com nove anos, ela subiu em sua bicicleta e circundou um palco de madeira com uma altura considerável e se jogou de lá, com a única intenção de lesionar sua coluna. Ela só tinha um enorme desejo de ser como a tia Olive, e não sabia o que havia de errado nisso. Quando ela tinha 10 anos de idade, Chloe descobriu que pedaços duros de madeira amarrados com bandagens imobilizavam ambas as pernas, e isso a fez se sentir muito melhor, pois podia fingia ser paraplégica e realizar seu desejo.

Chloe estudou química na Universidade de Cambridge e foi enquanto trabalhava no Instituto de Pesquisa de Stanford que o TIIC realmente começou a tomar conta dela. Ainda assim, ela conseguiu controlar seus impulsos, até que desenvolveu fibromialgia (dor e sensibilidade nos músculos, tendões e articulações), com 31 anos.

A doença a obrigou a desistir de atividades que amava fazer, como jogar tênis, mas também, finalmente, deu-lhe uma desculpa para usar os suportes na perna em público. Ela nunca disse a ninguém sobre seus desejos estranhos, pensando que iriam considerá-la louca. Ela mesma achava que ela era louca só de pensar nessas coisas. Não contou nada até resolver ser honesta sobre seus impulsos estranhos com sua parceira, Danielle, que começou a ir à terapia com Chloe. Ela, então percebeu que não havia ninguém para culpar por aquilo que ela tinha: era apenas seu cérebro que funcionava de maneira diferente.

Chloe Jennings-White começou a usar uma cadeira de rodas para resistir ao desejo de se tornar paraplégica, o que ajudou muito, mas não acabou com seu desejo de um dia perder a sensibilidade em suas pernas. Ela até perguntou a um médico sobre alguma cirurgia que poderia fazer isso acontecer. Ele disse a ela que encontrar um cirurgião disposto a cortar sua medula espinhal era provavelmente impossível, mas alguns médicos podiam ser capazes de proporcionar isso cortando seu nervo ciático.

Por enquanto, ela continua a viver como uma paraplégica, gastando cerca de 12 horas por dia em uma cadeira de rodas, saindo dela apenas quando vai fazer esportes como caminhar no verão e praticar esqui no inverno. Ela sofreu um acidente de esqui grave em 2006 que danificou sua coluna vertebral até certo ponto e os médicos disseram a ela que, se continuasse a praticar esqui e caminhadas, realmente se arriscaria ficar a paralisada. Infelizmente, isso só a motivou a continuar fazendo as atividades.

“O sofredor TIIC”, diz ela, “recebe todos os tipos de comentários irritados de pessoas que me consideram uma fraude, mas eles não compreendem plenamente a minha condição. Usando a cadeira de rodas, apesar da minha capacidade de se mover como uma pessoa normal, salvou minha vida.”


Fonte: Jornal Ciência

Manual de Boas Práticas Artísticas e Culturais – A Arte Pertence a Todos

Exmos. Senhores,
É com grande satisfação que a ANACED, com o co-financiamento do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P., no âmbito do seu Programa de Financiamento a Projectos, apresenta a 4ª Edição revista e aumentada do Manual de Boas Práticas Artísticas e Culturais – A Arte Pertence a Todos.

Desde 2010, que a ANACED convida as Instituições de Solidariedade Social e as Entidades Culturais Nacionais, que têm procurado criar um conjunto de oportunidades de participação para a população com deficiência, a descreverem Projectos bem sucedidos que foram ou que estão a ser desenvolvidos em Portugal com o intuito de facilitarem a inclusão social destas pessoas.

Dos 202 projectos recebidos ao longo destes quatro anos, reveladores de uma crescente inclusão das pessoas com deficiência através da Arte, comprovada pelos bons resultados obtidos com a realização dos mesmos, foram seleccionados para ilustrar os capítulos 3 e 4 deste Manual, os que a ANACED considera terem mais impacto como exemplos de Boas Práticas.

Trata-se de projectos que contribuem para o desenvolvimento motor e intelectual das pessoas com deficiência, permitindo-lhes desenvolverem ideias, sensações, capacidades, imaginação e criatividade, possibilitando-lhes a experiência de auto-realização e estimulando-os, através do contacto com a realização dos outros, à vivência em comunidade, para que possam apropriar-se dos espaços sociais, como autores das suas histórias de vida.

Este Manual encontra-se disponível, para consulta, no site da ANACED em :

http://anacedarte.wix.com/anaced#!boas-praticas-artisticas-e-cul/c12du

Com os melhores cumprimentos,

ANACED
Associação Nacional de Arte e Criatividade de e para Pessoas com Deficiência
Rua do Sítio ao Casalinho da Ajuda
1349 -011 Lisboa
Tels. 21 363 68 36 – 21 361 69 10
Fax 21 364 86 39
Nif: 502471263
Visite-nos em http://anacedarte.wix.com/anaced
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Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão inaugurou a nova ala destinada à reabilitação de sequelas provocadas por AVC

No próximo dia 7 de Julho, às 11:30 o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Pedro
Santana Lopes, inaugurou a nova ala do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), destinada à reabilitação de sequelas provocadas por AVC, patologia que tem levado cada vez mais utentes a procurarem este Centro, nos últimos cinco anos.

Segundo dados divulgados pela Sociedade Portuguesa de Neurologia, uma em cada seis pessoas irá sofrer um AVC ao longo da vida, sendo que esta é a maior causa de incapacidade a longo prazo, uma vez que cerca de 50 por cento das pessoas que sobrevivem a um AVC ficam com limitações importantes que comprometem a sua qualidade de vida.

De acordo com um estudo de benchmarking clínico recentemente efectuado pelo CMRA, os acidentes vasculares cerebrais são a principal causa de internamento neste Centro, com indicadores a aumentar exponencialmente nos últimos cinco anos. Conclui-se também que os doentes chegam ao CMRA com um nível de Independência Funcional Motora na Admissão cada vez mais baixo, apresentando na alta um nível de Independência cada vez mais elevado.

Uma realidade que leva a actual Administração da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no âmbito da sua intervenção crescente na área da Saúde, a investir no alargamento da resposta terapêutica a este problema, já tratado no CMRA com tão bons resultados, contribuindo assim para um reforço da resposta às necessidades crescentes da população.

Sobre o CMRA

O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, inaugurado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa em 1966, foi o primeiro criado em Portugal para a reabilitação de pessoas com incapacidade motora e cognitiva, apostando desde logo na formação de pessoal especializado. Nas últimas três décadas, a Santa Casa tem mantido a aposta na diferenciação técnica e científica dos seus profissionais, na modernização das instalações e equipamentos de diagnóstico e terapêutica e no desenvolvimento de abordagens inovadoras.

Fonte: SCML

Tetraplégica americana desenvolve um nariz nas costas depois de um tratamento com células estaminais

Uma norte-americana submetida a um ensaio clínico com células estaminais acabou por desenvolver um segundo nariz… Nas costas. Os testes, conduzidos há oito anos, destinavam-se a doentes tetraplégicos, a quem foram implantadas amostras de tecidos nasais cujas células se deveriam diferenciar (ou seja, desenvolver-se noutro sentido que não o original) em neurónios que iriam reparar, ainda que de forma ténue, as lesões na coluna dos pacientes. 
O tratamento acabou por dar certo em alguns casos – eram 20 no total, os que se submeteram a este ensaio clínico – mas, noutros, não surtiu efeito. E, no caso daquela paciente, evoluiu para algo estranho: a doente parecia ter uma evolução favorável, tendo recuperado alguma sensibilidade nas costas, mas ao fim de algum tempo, começou a sentir dores fortes. Médicos de um hospital no Iowa (EUA) observaram-na e constataram que as células estaminais implantadas, em vez de se diferenciarem nos neurónios pretendidos, acabaram por dar origem, justamente, àquilo para o qual estavam talhadas, o desenvolvimento de um nariz. Não era um órgão completo, mas tinha células nasais e cartilagens já formadas. 
Os especialistas trataram então de remover o estranho apêndice das costas da paciente, e perceberam que não havia risco cancerígeno, uma das contra-indicações que tem sido observada em alguns destes testes com células estaminais.
Alguns tratamentos – poucos ainda, para o que se tem investido na última década nesta área – foram aprovados pelas autoridades de saúde norte-americanas, enquanto outros ainda estão em teste. Há mais de dez anos que as células estaminais são vistas como o futuro da medicina, pela possibilidade, ainda teórica na maior parte dos casos, de elas se poderem desenvolver nos tecidos que estão em falta ou danificados nos pacientes. Daí a miríade de doenças que os investigadores na área prometem tratar assim, das neurológicas à diabetes, passando pelas doenças motoras. 
Mas a evolução na eficácia e no controlo da evolução destas células não tem permitido avançar. A revista britânica New Scientist refere vários processos judiciais nos EUA. Um homem de 50 anos que pretendia tratar uma doença de Parkinson acabou por desenvolver um tumor cerebral devido a um implante de células estaminais, por exemplo. Apesar das aprovações aos tratamentos existentes serem poucas, algumas clínicas e centros de investigação privados já usam as células para uma lista extensa de tratamentos. O risco é grande pelo desconhecimento de efeitos secundários, incluindo ter um nariz onde ele não é chamado.
Fonte: Sol

Apresentação de embarcação adaptada no Porto Santo

O Clube Naval do Porto Santo conjuntamente com a Associação Portuguesa de Deficientes - Delegação da Região Autónoma da Madeira e a Associação Sem limites apresentam um kayak adaptado, de modo a promover a canoagem adaptada para pessoas com necessidades especiais.
Esta iniciativa visa o apoio à modalidade desportiva de canoagem, procurando torná-la inclusiva e acessível a todos através do recurso a equipamentos adequados a pessoas com necessidades especiais que, neste caso específico, se traduz na primeira embarcação deste tipo na Ilha do Porto Santo.
Na ocasião será assinado o protocolo de cooperação entre a APD e o Clube Naval do Porto Santo no âmbito da campanha 'Dê uma tampa à indiferença' que visa a recolha de tampinhas plásticas naquele espaço, passando a ser um ponto de recolha oficial.
O evento está agendado para o próximo dia 23 de Julho, entre as 16 e as 16h30, nas instalações do Clube Naval do Porto Santo.
Fonte: Dnoticias.pt

quinta-feira, 3 de Julho de 2014

Empresas usam indevidamente apoios na contratação a deficientes

Este e outros dados constam do relatório preliminar "Monitorização dos Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência em Portugal", que é apresentado hoje, em Lisboa, no âmbito da terceira conferência anual da Associação Europeia de Estudos da Deficiência, que decorre nos dias 03 e 04 de julho no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.

Em declarações à agência Lusa, uma das autoras do relatório, Paula Campos Pinto, que teve por base 60 entrevistas a pessoas com deficiência, com idades entre os 12 e os 70 anos, disse ter concluído que "há uma utilização indevida dos apoios existentes" dados pelo Estado para incentivar a contratação destas pessoas.

"Os incentivos que existem, que o Estado tem vindo a desenvolver, de medidas de apoio ao emprego para as pessoas com deficiências, são muitas vezes portas de entrada das pessoas para o mercado de trabalho, mas assim que esses incentivos terminam, não existe muitas vezes a vontade, por parte das entidades, empregadoras de manter esses postos de trabalho", apontou Paula Campos Pinto.

Como consequência, estas pessoas "acabam por ter uma situação muito precária no mercado de trabalho", considerou a investigadora.

"Saltam de estágio em estágio, de curso de formação em curso de formação, sem nunca conseguirem uma inclusão económica plena, uma estabilidade profissional na carreira, como é ambição de qualquer um de nós", sublinhou Paula Campos Pinto.

Nesse sentido, a investigadora entende ser importante que o Estado repense a forma como estes apoios estão a ser disponibilizados às empresas, crie medidas mais restritivas que obriguem a algum grau de compromisso por parte dos empregadores e fiscalize a sua aplicação.

Entende também que é obrigação do Estado dar o exemplo, ativando a lei das quotas e criando o número de lugares disponíveis para pessoas com deficiência também na função pública.

No que diz respeito à função pública, a investigadora apontou que há também bons exemplos, nomeadamente ao nível das autarquias, "que têm feito um trabalho importante na inclusão social e na criação de postos de trabalho para pessoas com deficiência", admitindo, no entanto, que no Estado central "às vezes há mais dificuldades".

Além da área laboral, também a participação social e do acesso aos serviços de apoio revelaram ser os principais domínios onde as pessoas com deficiência sentem "experiências de negação ou violação de direitos" de forma mais frequente.

Relativamente à participação social, 83% das 60 pessoas inquiridas disseram que a sua vida "é fortemente marcada por experiências de segregação e isolamento social", muito por conta das dificuldades de acesso aos edifícios, via pública ou sistemas de transporte.

Por outro lado, em matéria de serviços de apoio, as pessoas inquiridas apontaram que os apoios a uma vida independente são insuficientes, o que "contribui para o isolamento e exclusão social".

Fonte: Noticias ao Minuto

Carlos Leitão: Um acidente de mota virou-lhe a vida do avesso

Carlos Leitão tem 48 anos e é natural da Chainça, concelho de Abrantes. Vítima de um grave acidente de mota em Abril deste ano sofreu lesões na coluna que o deixaram tetraplégico. Sem memória do que aconteceu, acordou para uma luta diária que trava com o apoio da família.

O dia 18 de Abril mudou o rumo da família Leitão. O acidente ocorreu pelas 22h00 no que se pensa ter sido um despiste no cruzamento entre a Avenida do Paiol e a Avenida Engenheiro Avelino Amaro da Costa, junto ao Hospital de Abrantes. Ninguém sabe o que aconteceu. A primeira pessoa a chegar ao local encontrou-o deitado no chão e chamou o INEM. Quando foi socorrido já não sentia as pernas.

Assistido no Hospital de São José, em Lisboa, regressou a Abrantes no dia 29 de Junho. O percurso de recuperação é lento e, para além da necessidade de aumentar a massa muscular, Carlos enfrenta agora uma pneumonia que tem dificultado as coisas. Nestes dois meses realizou uma operação à medula e duas traqueostomias, procedimento que tem auxiliado na respiração.

Toda a família tenta manter a esperança de que esta fase seja ultrapassada para que possa haver transferência para a Clínica de Reabilitação de Alcoitão, onde será seguido de perto por médicos especializados e fará fisioterapia.

O acidente de Carlos abalou todos os que lhe eram próximos. “Na vida nunca pensamos nestas coisas, são inesperadas. Pensamos que o dia de amanhã será sempre melhor e que vamos ultrapassar as coisas difíceis, mas não é verdade, ainda ficaram piores” diz Fátima Leitão, esposa de Carlos.

O prognóstico médico refere meses ou até anos para que possa volta para casa. “Após dois meses numa cama, a ver-se cada vez pior, ligado às máquinas devido às dificuldades em respirar, cada vez pensa mais no assunto. É complicado perceber toda a situação e aceitar que não se vai voltar a andar. Com a ida para Alcoitão existe esperança de que a força de vontade aumente. Estar com pessoas na mesma situação é diferente”, explica Fátima.

Iniciativas solidárias para ajudar a família

As dificuldades financeiras são outra fonte de preocupações. Antes do acidente, Carlos trabalhava na fundição do Rossio ao Sul do Tejo. Com dois filhos, um menor de 13 anos e uma rapariga de 19, que entrou este ano na universidade, a situação é delicada. O agregado vai subsistindo graças ao salário de Fátima.

Para ajudar esta família estão a ser organizadas várias iniciativas de solidariedade. No sábado, 5 de Julho, decorre no largo da igreja da Chainça uma festa solidária. Com início marcado para as 15h30, haverá quermesse e tascas. Poderá ainda ser feita a inscrição para um Passeio de Bicicletas pelas 16h00. A noite será de música com F&M às 19h30 e DJ BROE às 23h00, revertendo as receitas em prol de Carlos Leitão. Quem quiser contribuir, no dia da festa, com bens alimentares ou bolos para venda, deverá contactar o número 962 265 191.

Em paralelo existe uma campanha de recolha de material de plástico para a obtenção de uma cadeira de rodas e a possibilidade de fazer donativos através do NIB: 0035 0620 7569 3327 43015.

Fonte: O Mirante

Marco de Canaveses: Praia Fluvial de Bitetos – “Praia Acessível, Praia para Todos”

A Praia Fluvial de Bitelos, de Marco de Canaveses, vai receber o galardão “Praia Acessível - Praia para Todos”, revelou a autarquia deste concelho.
Em nota publicada no seu site oficial, a Câmara de Marco de Canaveses refere que “de 27 de junho a 8 de setembro de 2014, a praia estará à disposição dos marcoenses e de todos os visitantes, designadamente dos cidadãos com mobilidade reduzida, dado que o areal receberá, e uma vez mais, o programa ‘Praia Acessível - Praia para Todos’”.
“Refira-se que o projeto, com forte pendor humanitário, tem como principais objectivos tornar acessíveis as praias portuguesas a pessoas com mobilidade reduzida, sensibilizar o público em geral para este problema e dar a conhecer às pessoas portadoras de deficiência as praias com acessibilidade e promovê-las como destino de férias”, lê-se na nota da autarquia.
Outro dado apontado pela Câmara marcoense prende-se com o objetivo de “criar uma resposta social, de utilização temporária, fornecendo conforto para pessoas com mobilidade reduzida, fomentando o convívio e a animação cultural e a ocupação do tempo livre”.
Os responsáveis da Câmara acrescentam, ainda, que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) classificou a Praia Fluvial Bitetos, localizada na freguesia de Alpendorada, Várzea e Torrão, como “Água Balnear Interior”, com qualidade excelente.
Para a época balnear de 2014, a Praia Fluvial de Bitetos foi dotada de Assistência a Banhistas com a presença de dois nadadores-salvadores, Posto de Praia constituído pelos materiais e equipamentos homologados pelo Instituto de Socorros a Náufragos, Sinalização e delimitação da zona balnear, chuveiro, infraestruturas de apoio como bar e instalações sanitárias, ecopontos para separação de resíduos, rampas de acesso à praia e estacionamento sinalizado.
A Praia Fluvial de Bitetos funcionará todos os dias, inclusive ao fim de semana, entre as 9h30 e as 19h30, até 8 de setembro.
Fonte: Plural & Singular

sábado, 28 de Junho de 2014

Dança de pai e filha em cadeira de rodas comove o mundo

Um pai que dança com a filha de 12 anos numa cadeira de rodas. Eis o conteúdo singelo deste vídeo do Youtube que já vai em mais de cinco milhões de visualizações e que está a comover o mundo.

Os protagonistas das imagens são Mike Carey, um camionista de Dallas, nos EUA, e a sua filha McKenzie que vive agarrada a uma cadeira de rodas devido a uma doença rara. Ao som da música “The Climb” de Miley Cyrus, os dois encantam a assistência num concurso de beleza para crianças.
McKenzie participa em concursos deste tipo desde os seus 5 anos e, quando a doença mitocondrial de que sofre lhe começou a afectar seriamente os movimentos e a fala, o pai entrou em acção. Este camionista passou a dançar com a filha e a sua cadeira de rodas em palco. Depois disso, a menina já venceu 20 destes concursos.
Não poderia estar mais desinteressado das vitórias, não poderia querer saber menos das derrotas. Se puder fazer a diferença neste mundo através destes vídeos, hei, fá-los-ei para sempre“. É o que diz Mike Carey em declarações à revista People.
Eu só faço o que faço e actuo com ela para lhe arrancar um sorriso. Ela adora dançar com o papá“, diz ainda este pai que é um exemplo para o mundo.
A minha filha tem 12 anos – a maioria dos miúdos com esta doença nem chegam ao seu 13.º aniversário. Não vou perder um único dia a ser negativo quando não sei quanto tempo ela tem de vida. Porquê transformar a vida numa confusão negativa quando se pode ser positivo e fazer a diferença?” Outra declaração de Mike Carey quase tão inspiradora quanto o vídeo.
Os pais de McKenzie têm uma página de recolha de fundos que já angariou mais de 100 mil dólares, segundo a People. Este dinheiro ajuda a família a pagar os tratamentos e a aquisição do equipamento de apoio de que a menina precisa.
Pode ainda visitar a página oficial de McKenzie.
Fonte: flagra,pt

Gaia: Prémio “Praia + Acessível 2013”

O concelho de Vila Nova de Gaia foi distinguido com o galardão “Praia + Acessível 2013” e a bandeira “Praia Acessível - Praia para Todos” já foi hasteada na Praia do Senhor do Padrão.
Na cerimónia, que decorreu na última sexta-feira, o presidente da câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, revelou que este município está a elaborar um plano de acessibilidades para TODOS, cuja implementação implica obras na via pública, criação de acessos às passadeiras, desnivelamentos de passeios, entre outras intervenções que visam uma cidade com mobilidade para todos.
“Não fazia sentido que, tendo como prioridade tornar a cidade acessível a todos os cidadãos, não renovássemos uma prática de acessibilidades nas praias”, disse o presidente da câmara.
De acordo com nota pulicada no site da autarquia de Gaia, zona balnear gaiense que acolheu a bandeira “Praia Acessível - Praia para Todos” é composta por Miramar e Aguda, na freguesia de Arcozelo; Canide Norte, na freguesia de Canidelo, Valadares Sul e Senhor da Pedra, na união de freguesias de Valadares e Gulpilhares.
O presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), José Madeira Serôdio, recordou que este galardão “visa premiar o trabalho extraordinário desenvolvido pelas câmaras municipais”.
Recorde-se que o INR lançou este ano o Prémio Concelho + Acessível, com o objetivo de distinguir os “concelhos que desenvolvem um trabalho muito bom, que tem permitido a acessibilidade para todos em cada vez mais cidades”.
Fonte: Plural & Singular

Associação Salvador - Convite dias radicais 2014

Caros(as) amigos(as), 


A Associação Salvador tem o prazer de o(a) convidar a participar num dos seguintes grupos de dias radicais:

Grupo I - Dias 10,11 e 12 de Julho
Grupo II - Dias 16, 17 e 18 de Julho

Os dias radicais destinam-se exclusivamente a pessoas com defîciência motora. Em casos excecionais, poderá ser considerada a participação de um acompanhante (caso a pessoa seja mais dependente).

A participação nos dias radicais tem um custo de 30€. Os dados para pagamento serão fornecidos posteriormente apenas às pessoas selecionadas.

Notas importantes: 

- Na seleção dos participantes daremos prioridade:
1) A pessoas que nunca participaram em atividades organizadas pela Associação Salvador;
2) A "amigos" da Associação Salvador, com a anuidade do “Cartão Amigo” em dia;
3) A pessoas que se desloquem em cadeira de rodas;
4) À ordem de chegada das pré-inscrições.

- Na seleção dos participantes iremos considerar 2/3 de pessoas residentes no distrito de Lisboa e 1/3 de pessoas residentes fora deste distrito.

​- Cada participante pode inscrever-se apenas num dos grupos.

- A Associação Salvador suportará os custos de alojamento para as pessoas que residam fora do distrito de Lisboa (analisaremos caso a caso).

- Para os participantes residentes em Lisboa, a Associação Salvador tentará garantir estacionamento gratuito no ponto de encontro em Lisboa, mas não consegue garantir o transporte adaptado desde sua casa.

Os interessados em participar deverão preencher o formulário de pré-inscrição até ao próximo dia 29 de junho. Para consultar o programa provisório e aceder ao formulário de inscrição clique aqui. 

Apresse-se a fazer a sua pré-inscrição porque as vagas de que dispomos são limitadas (15 lugares por grupo)!

Obrigado.

A equipa da Associação Salvador 

Associação Salvador | Av. Fontes Pereira de Melo 14, 9º | 1050-121 Lisboa | Tel. 213 184 851 |info@associacaosalvador.com | www.associacaosalvador.com

Places4All: Porque existem espaços para todos

Todas as localidades oferecem pontos de interesse e diferentes experiências de turismo e lazer, proporcionando simultaneamente condições aos seus residentes para que possam fazer a sua vida quotidiana. No entanto, coloca-se a seguinte questão: será que as localidades garantem a mesma igualdade de oportunidades […]

sábado, 21 de Junho de 2014

Petição: Criação de legislação sobre residências e melhoria dos cuidados prestados a Pessoas com Deficiência Motora Severa

Exma. Presidente da Assembleia da República 

A SUPERA - Sociedade Portuguesa de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade vem ao abrigo do direito do artigo 52º da Constituição da República Portuguesa e nos termos do artigo 1º da Lei nº 43/90 de 10 de agosto, alterada pela Lei nº 6/93 de 1 de março e pela Lei nº 15/2003 de 4 de Junho e Lei nº 45/07 de 24 de Agosto apresentar como primeiros Signatários a presente Petição para a criação de legislação sobre residências e melhoria dos cuidados prestados a Pessoas com Deficiência Motora Severa. 
A Petição será subscrita por um conjunto de cidadãos portugueses, na sua categoria de pessoas singulares ou coletivas, que estarão infra devidamente identificada, pelo documento de identificação. 

Nos termos e com os seguintes fundamentos: 
A pretensão desta Petição Pública Coletiva é a defesa de direitos fundamentais das Pessoas com Deficiência Motora Severa que precisam de residências adaptadas às suas capacidades e/ ou de apoios para contratar cuidadores. 
As entidades/ associações do nosso país não estão preparadas nem têm as condições necessárias para receber Pessoas com Deficiência Motora. Esta problemática há muito que foi identificada e deve ser discutida na Assembleia da República, podendo ser este o ponto de partida para o aumento da qualidade de vida e da possibilidade destas Pessoas exercerem a sua cidadania. 

Assine aqui a petição.

Tem-se como objetivo a criação de legislação sobre: 
1. Criação de residências para Pessoas com Deficiência Motora Severa; 
2. Adaptação de residências nas instituições já existentes para Pessoas com Deficiência Motora Severa; 
3. Criação de condições para que as várias associações/ instituições tenham cuidadores a prestar serviços na própria residência do cliente/ utente; 
4. Criação de subsídios para Pessoas com Deficiência Motora Severa, para que estas possam contratar um cuidador nas suas residências. 

As residências referidas nos pontos 1 e 2 devem conter: 
• Todas as condições de Acessibilidade Arquitetónica, quer no seu exterior como interior; 
• Se necessário, quarto com sistema inteligente (Domótica), capaz de auxiliar a realização de várias tarefas; 
• Sistema de climatização, para proporcionar a temperatura adequada a estas Pessoas; 
• Privacidade; 
• Espaço para convívio para receber visitas; 
• Acesso à internet; 
• Planos de atividades individuais adequados às suas capacidades/ limitações com: Atividades de Lazer; Atividades Socioculturais; Formações. 

As residências referidas no ponto 2 devem conter: 
• Um setor específico e adequado às capacidades dos utentes/ clientes com limitações Motoras Severas. 

Nos apoios referidos nos pontos 3 e 4: 
• Os cuidadores das entidades/ associações devem possuir toda a formação adequada à prestação dos serviços em causa; 
• Os serviços prestados devem ir ao encontro das necessidades específicas das Pessoas com Deficiência Motora Severa, proporcionando assim qualidade de vida; 
• A Pessoa com Deficiência Motora Severa deve ter o direito de escolher uma entidade ou uma pessoa a título individual para lhe prestar os serviços. 

De referir e salientar que as Pessoas com Deficiência Motora severa estão neste momento: 
• Em entidades vocacionadas para Pessoas com outro tipo de deficiência, Lares e/ ou Serviços de Cuidados Continuados; 
• Em casa, onde muitas vezes não têm os cuidados necessários ou os familiares têm de abdicar das suas vidas para prestarem os cuidados mínimos; 
• Excluídos do acesso à Educação e vida Profissional por falta de apoio na prestação de cuidados. 

Ora, num Estado que se diz de Direito Democrático, as condições económicas não podem jamais condicionar o acesso dos cidadãos a direitos constitucionalmente consagrados, sob pena do risco da sua exclusão da comunidade. 

De acordo com o artigo 71.º da Constituição da República Portuguesa: 
«1 - Os cidadãos físicos ou mentalmente deficientes gozam plenamente dos direitos e estão sujeitos aos deveres consignados na Constituição, com ressalva do exercício ou do cumprimento daqueles para os quais se encontrem incapacitados. 

2 - O Estado obriga-se a realizar uma política nacional de prevenção e de tratamento, reabilitação e integração de deficientes, a desenvolver uma pedagogia que sensibilize a sociedade quanto aos deveres de respeito e solidariedade para com eles e a assumir o encargo da efectiva realização dos seus direitos, sem prejuízo dos direitos e deveres dos pais e tutores. 

3 - O Estado apoia as associações de deficientes.» 

Assim, os cidadãos abaixo assinados, no exercício do direito de petição legalmente consagrado, solicitam à Assembleia da República a criação de legislação sobre a criação residências ou adaptação de residências em entidades já existentes, para Pessoas com Deficiência Motora Severa bem como a criação de subsídios para que estas possam contratar cuidadores. 

Esta petição foi disponibilizada on-line em 9 de junho de 2014. 
SUPERA - Sociedade Portuguesa de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade.

Corte nos abonos de família com crianças deficientes é ilegal, diz Provedoria de Justiça

A forma como o Instituto da Segurança Social tem cortado a alguns pais, com filhos deficientes, a
bonificação do abono de família é “ilegal”. Quem o diz é a Provedoria da Justiça, após ter analisado várias queixas que lhe chegaram.

Em nove casos analisados em pormenor, a provedoria constatou que os serviços fundamentaram a recusa dos abonos ou a sua continuidade com base na avaliação negativa de peritos médicos do Sistema de Verificação de Incapacidades quando a lei exige que a avaliação seja feita por “equipas multidisciplinares de avaliação médico-pedagógica”, refere um parecer da provedoria que não é vinculativo e ao qual o PÚBLICO teve acesso. “Esta actuação dos serviços é manifestamente ilegal”, sublinha no documento o provedor adjunto, Jorge Miranda Jacob.

A provedoria diz ter sido confrontada com “um número significativo de queixas que denunciam uma actuação dos serviços” em “clara violação com o diploma” que regula a bonificação por deficiência. Não é a primeira vez que o provedor de Justiça, José de Faria Costa, critica os critérios usados na atribuição das bonificações. Aliás, já considerou que a legislação é inadequada. Face às irregularidades detectadas, o provedor adjunto considera as decisões “inválidas”. Em dois casos, a recusa foi feita por os serviços considerarem que não foi feita prova da deficiência quando o médico da criança o atestou.

“Não se compreende como podem os serviços considerar que a prova não foi feita ou não foi apresentada”, destaca o provedor adjunto.

Jorge Miranda Jacob sublinha que a “lei não dá qualquer competência aos serviços para avaliarem a certificação médica da deficiência”.

De acordo com o parecer da provedoria, o instituto tomou igual decisão relativamente “aos seus funcionários abrangidos pelo regime de protecção social convergente”.

Em Janeiro de 2013, os serviços cortaram a bonificação do abono relativo à filha de uma funcionária do Centro de Viana do Castelo. A mãe apresentou prescrições médicas relativas à deficiência e, mesmo assim, a Segurança Social cessou a bonificação.

Noutro caso, foi cessada a bonificação no abono de uma criança com uma deficiência permanente. Os serviços consideraram-na, afinal, “não-permanente” sem justificação. “A lei dispensa a renovação anual da prova de deficiência se esta for permanente”, diz o parecer.

Instituto diz que pedidos de bonificação já foram diferidos
O Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social remeteu para o instituto justificando que a questão não é política. E o instituto admitiu, em resposta ao PÚBLICO, que ao longo dos anos “foram diversas as orientações dos serviços que criaram algumas vicissitudes nesta área de que os casos referidos são exemplo”.

Dos nove casos, contudo, sete já apresentaram documentação e foram, entretanto, diferidos e dois aguardam a apresentação da documentação por parte dos requerentes, segundo aquele instituto.

Aliás, aquela entidade sublinhou que “após uniformização de orientações em 2013 e, em estreita colaboração com a Provedoria da Justiça, foi solicitada a reavaliação dos processos em causa, solicitando aos requerentes os comprovativos que justifiquem o acréscimo de encargos decorrentes da situação de deficiência resultantes de apoio pedagógico ou terapêutico”.

Fonte: Jornal Público

Seminário: Inclusão a importância da Educação em Aljustrel

Exmo.(s) Sr.(s)

O Núcleo de Aljustrel vem por este meio convidar V/ Exas a participarem no Seminário que se irá realizar no próximo dia 24 de Junho no Auditório da Biblioteca Municipal de Aljustrel.

Cumprimentos

A Coordenação

logotipoPeRA

Jardim da Rampa
7600-091 Aljustrel
Telm.: 925 129 340

Robot que consegue sentir: Uma esperança para tetraplégicos

Nos Estados Unidos o próximo passo é dar aos robôs o sentido do tato, o poder do toque. E já conseguiram mesmo uma imitação rudimentar da pele humana. É um avanço determinante nas interacções físicas entre as máquinas e os seres humanos.

Veja aqui o video.

Henry Evans está a aconchegar a roupa da sua cama pela primeira vez em 10 anos. Evans ficou tetraplégico e mudo depois de uma apoplexia. Agora só consegue mexer um dos dedos, de uma das mãos, e mesmo assim tem grandes limitações. Mas hoje Evans tem a ajuda de um interface informático, que o deixa controlar um robot com uma aptidão rara: este robot consegue sentir! o que está a fazer. Tem o sentido do tato.

Graças a um computador que lê em voz alta o que ele vai escrevendo, Evans recorda como foi a primeira vez que ele e o robot tiveram esta interação física.

«Com esta pele sensível ao toque consigo sentir o robot a controlar a sua força, usando só a necessária e suficiente para uma qualquer tarefa. Percebi logo que não me iria magoar. Pelo contrário, é como se agisse tendo a noção de que eu estava presente», conta Henry Evans.

O designer Charles Kemp explica: a maior parte dos robôs foi pensada para trabalhar em fábricas, em linhas de produção. Não teve em conta uma interação segura com humanos. E portanto, para tornar os robôs human-friendly, Charlie teve de se inspirar na Natureza.

Os organismos biológicos, os animais, os insetos, todos eles têm tato por todo o corpo. Todo o seu corpo é sensível ao toque. Ora, os robôs não tinham essa capacidade. E portanto, muni-los de sensores era uma prioridade. Não bastava dar-lhes olhos, não bastava dar-lhes ouvidos. Era preciso pele», justifica Charles Kemp, professor de Engenharia Biomédica do Instituto de Tecnologia da Geórgia.

E é a pele artificial deste robot que o torna único, permitindo-lhe sentir o que está a fazer. Os sensores da pele reportam a um programa informático que reconhece o meio envolvente e a posição em que o braço mecânico se encontra.

«A cada momento, o robot modela o braço e a forma como ele está a contactar com o Mundo. Com isso consegue prever o que vai acontecer se se mover nesta ou naquela direção. E com mais um bocadinho de boa matemática, ele decide: "isto é o melhor que posso fazer para me aproximar do meu objetivo sem abusar da força"», explica Charles Kemp.

Kemp diz que o sucesso da interação humana passa por saber gerir o esforço de contacto. O braço em si é flexível, tal como um braço humano¿ e quando encontra um obstáculo, calcula a pressão que tem de aplicar para chegar ao seu objetivo, sem destruir o que está à volta.

O robot está agora em processo de upgrade: vão-lhe dar a capacidade de mapear o mundo que o rodeia à medida que o explora.

Ainda há muita pesquisa pela frente, mas Kemp acredita que esta tecnologia irá um dia melhorar dramaticamente a qualidade de vida de pessoas como Henry Evans.




Fonte: TVI24

Chute de exoesqueleto é, mais uma vez, oferta de baú misterioso de salvação

Em um rápido esbarrão com o filósofo Mário Sérgio Cortella, dias atrás, ele me aconselhou a nunca questionar esperanças, apenas respeitá-las e tentar entendê-las.

Assim, preciso admitir que a também rápida, rapidíssima, papa-léguas demonstração da roupa robótica, usada por um paraplégico, que encostou em uma bola em plena abertura da Copa do Mundo, pode abrir uma nova era de possibilidades.

O exoesqueleto, supostamente comandado por sinais do cérebro, oferece promessas futuras de mais conforto, mais mobilidade e mais independência para pessoas com deficiência física. A tecnologia tem potencial para destrancar sonhos guardados no campo do impossível.

Dito isso, o cutuque na bola -visto por alguns superatentos-, que consumiu R$ 33 milhões de dinheiro público, traz consigo elementos controversos para um arrazoado respeito e aceitação.

Vendido como “cura”, o exoesqueleto se posicionou com a imponência de um avião que abriria fronteiras jamais cruzadas, sobrepôs-se à necessidade de entender a diversidade humana e a urgência de promover inclusão no planeta de hoje, de amanhã e de vários séculos.

É emocionante ver. É gostoso imaginar. É prazeroso acreditar. Porém, mais uma vez, um baú misterioso que guarda salvações foi aberto diante daqueles que sensivelmente se agarram em quaisquer fios de gelatina.

O experimento propagou o andar como algo estritamente motor, bastando vestir um suporte para que o corpo de um lesado medular saia saracoteando como pinto no lixo.

A realidade é brutalmente mais complexa. Ficar em pé e dar uns passinhos, a Rede Sarah de Reabilitação já consegue com êxito há décadas, e de forma mais clara do que o que foi exibido.

Um paraplégico voltar a andar vai implicar intercorrências em um sistema circulatório debilitado, em ossos enfraquecidos, em um tecido dérmico sujeito a feridas.

Tratar de dentro para fora, como os experimentos com células-tronco e estimulação elétrica têm tentado, com menos holofotes, é rumo bem mais certo.

A melhoria da qualidade de vida para os “presos a cadeiras de rodas” -como arrotou ao vivo o narrador Galvão Bueno-, exige uma atenção contínua, plural e menos espetaculosa.

Toda sorte e incentivo à ciência, a todos os corações a esperança e um bocadinho mais de cuidado e respeito com a realidade.

Porto: Igreja dos Clérigos terá acessos para pessoas com deficiência

A Igreja dos Clérigos, um dos maiores ex-libris culturais e patrimoniais da cidade do Porto, vai ter, após as obras que estão em curso, acessos para pessoas com deficiência, garantiu esta semana a Irmandade responsável pelo imóvel.
Além das pessoas com deficiência a Igreja dos Clérigos contava com barreiras que podiam, de alguma forma, dificultar o acesso a pessoas com idade avançada.
Mas a Irmandade responsável quer que esta Igreja seja um exemplo na eliminação de barreiras arquitetónicas, tornando-se, ao mesmo tempo, um exemplo de inclusão.
Terminadas as obras em curso, a entrada dos visitantes na Igreja dos Clérigos será feita pela porta da Rua da Assunção, local onde vai ser instalado um elevador e rampas de acesso a pessoas com mobilidade reduzida.
Estas infra-estruturas vão permitir a TODOS que visitem os quatro pisos da Igreja dos Clérigos.
Fonte: Plural & Singular

Tetraplégico: 1° tentativa de transferência sem tábua, lesão C5 e C6 incompleta

Região do Tâmega e Sousa vai ter provedor do cidadão com deficiência

De acordo com a fonte, o vereador Fernando Peixoto, portador de deficiência física, que assumirá o cargo em cerimónia pública a realizar na sexta-feira, em Celorico de Basto, procurará "contribuir para a coordenação de políticas municipais que promovam a inclusão, em articulação com os agentes públicos responsáveis".
Recomendações aos órgãos competentes, promoção de ações de formação e sensibilização, emissão de pareceres sobre legislação existente e receção de queixas dos cidadãos são algumas da tarefa que serão confiadas ao titular.
Fonte: Sapo Noticias