segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Gruas de transferência Handi-Move e Sunlift 175 E

Eu, Lídia, e minha grua de transferências Handi-Move temos feito uma parceria perfeita. Cômodo, prático e seguro...melhor impossível nas transferências cadeira/cama e vice-versa. Acho-lhe um senão: se cairmos para o chão e precisarmos dele para nos levantar, não me parece que o consiga, isto porque ao descer a funda, sinto que chega num certo nível e começa a ficar inseguro.


Acontece que pensamos que seu funcionamento seria como as cadeiras de rodas elétricas no que toca a carregamentos das baterias, mas não é o caso. Fomos utilizando o aparelho sem o carregar e bateria foi-se.


Foi dramático ficar sem a nossa "Maria". Ainda estive uns 3 dias a fazer transferências com a tábua, e dia do banho tinha que ter apoio de mais alguém. Felizmente Anditec (empresa onde aparelho foi adquirido) veio trazer-me uma grua "Sunlift 175 E" da Sunrise Medical, com uma funda "handi-sling" para usar enquanto não chega nova bateria para a Handi-move, e adaptei-me muito bem. Recomendo esta funda para quem tem pouco equilíbrio no tronco. Ao contrário da maioria, este modelo deixa-nos o rabiosque livre e não é necessário suspenderem-nos da cadeira de rodas para a introduzir por baixo.

É a mesma coisa? Nem pensar, o Handi-Move é bem mais competente, mas este modelo surpreendeu-me pela positiva

Ida à dermatologista

Depois da crise de feridas e feridinhas que me resolveram visitar nos últimos tempos (já ultrapassadas felizmente), resolvi consultar a minha dermatologista na clinica de Todos os Santos em Lisboa. Depois de me observar chegou á conclusão que deveria continuar a utilizar o creme hidratante "uriage suppléance corps" que tenho utilizado nos últimos anos, já no lugar do "decubal" que misturava em partes iguais com a "vitamina A", e utilizava nas partes mais sensíveis do corpo, e zonas de pressão, receitou-me "xémose créat" da uriage para o substituir.

Para proteger os joelhos em decúbito ventral, depois de experimentar "joelheiras em silicone" e "almofada com círculo central", optei por uma "perneira em pele natural de borrego" com bons resultados por enquanto.

Nos pés aconselha o d'aveia creme pés, mas alternando com o supléance corps.

Foi-me pedido também mobilização, quando acamado, de 2 em 2 horas, o que é impossível, e corte das unhas dos pés devem ser feitos horizontalmente, com a certeza que os cantos das mesmas se encontram acima da pele.

E por fim aconselhou-me a visitar um site que comercializa vestuário amigo da pele:   http://www.skintoskin.eu mas após visita só encontro roupa interior.

Pasteis de Belém com um sabor amargo

A Confeitaria de Belém é frequentada por milhares de pessoas todos os anos que procuram disfrutar dos seus característicos e apetitosos Pastéis de Belém, hoje em dia mundialmente famosos. No entanto, a equipa Lisboa (In)Acessível vai relatar um episódio ocorrido na primeira pessoa, na dita confeitaria, […]

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Patient Innovation, uma plataforma de partilha de soluções para pessoas com deficiência

O projecto Patient Innovation pretende criar uma plataforma e rede social internacional, multilingue e sem fins lucrativos, que junte pacientes e cuidadores e lhes permita partilhar as suas soluções. Se não forem partilhadas, estas estratégias, tratamentos, dispositivos, perde-se o potencial de ajudar a vida de muitas outras pessoas.
Fonte: Associação Salvador

Acessibilidade nos Festivais de Música em Portugal

A equipa Lisboa (In)Acessível foi convidada a participar numa conferência sobre o tema «Mobilidade Reduzida: Infraestruturas, informação e preparação. Uma experiência equivalente à do público em geral?», no âmbito do Talkfest´2014 – O Fórum sobre o futuro dos Festivais […]

"Dis-capacidad y género: Una mirada feminista sobre la construcción social de categorías invalidantes"

Investigación que se basa en la conjugación de dos contructos que configuran relaciones de poder:
discapacidad y género, plasmadas en la identidad de mujeres con discapacidad.

Se ha indagado en éstas cuestiones pretendiendo problematizar los propios sistemas de clasificación y el proceso por el que se evalúa, valora y cataloga a las personas en un cierto grado de discapacidad.

Pretende denunciar las violencias y desigualdades que viven el colectivo de mujeres con discapacidad.

Por último, visibiliza a las mujeres con discapacidad como agentes de cambio social y sujetos con capacidad de autodeterminación.

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Para onde está a olhar?

Olhou bem para a fotografia? Terá feito o que Ema Loja descreve como um olhar fixo, que transforma
o outro num objecto, numa tragédia, e que, como qualquer tragédia, inspira curiosidade ou pena ou um misto de curiosidade e pena? “É muito difícil ser olhado desta forma”, diz ela. “É perturbador.”

Doutorada pela Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação da Universidade do Porto, Ema trabalha no Centro de Estudos sobre Deficiência, na Universidade de Leeds, em Inglaterra. Não gosta de falar na sua experiência pessoal, mas admite ter partido dela para a carreira de investigação.

Aquele olhar, a que os ingleses chamam “gaze”, é uma constante — na rua, no metro, no autocarro, em qualquer lado. “Toda a gente que tem uma deficiência leva com esse olhar”, afiança a investigadora, de 36 anos. Há pessoas que se cruzam, na rua, no metro, no autocarro, com alguém de muletas ou cadeira de rodas e lhes perguntam, sem mais nem menos, o que lhes aconteceu.

Pode não parecer, mas não é uma atitude inofensiva. Uma mulher que Ema entrevistou para um dos seus estudos disse-lhe de uma forma muito directa: “Não me levanto todos os dias a pensar que é uma tragédia estar numa cadeira de rodas. Ando numa cadeira de rodas todos os dias há 15 anos! Isso já não é um problema para mim.” O problema é outras pessoas olharem para ela daquela forma ou ela deparar-se com barreiras que a impedem de se deslocar. “Uma pessoa está confortável, a fazer a sua vida, e, de repente, é apanhada pelo modo trágico, fica presa nele.”

Uma coisa parece-lhe óbvia: “Ninguém se habitua a preconceito e discriminação.” Com maior ou menor resiliência, cada um vai aprendendo a lidar com aqueles olhares. Alguns sentem-se paralisar. Um “tetraplégico, de 20 e poucos anos, estudante do ensino superior, bem parecido, com um BMW, não consegue sair de casa por causa dos olhares.” Outros, com um corpo atrofiado, conseguem.

A investidora pegou no conceito de “ableísmo”, um neologismo derivado do inglês — “able”, traduzível por hábil — referente à discriminação contra pessoas com um corpo diferente. “Que corpo é exemplar da espécie humana?”, questiona. Homem, caucasiano, heterossexual, cristão, elegante. Ora, há muito quem não encaixe nesse padrão — pessoas incapacitadas, mas também de outro género, etnia, orientação sexual, religião, com uns quilos a mais ou uns quilos a menos.

Ema recusa a perspectiva individual, que “domina a ciência e alastra à sociedade”, segundo a qual “a pessoa é deficiente e por isso não consegue participar na sociedade”. Estuda a deficiência numa óptica sociopolítica. O problema, neste prisma, “está na sociedade que é intolerante com pessoas que têm um corpo diferente, que cria uma série de barreiras, de contextos incapacitantes”.

Barreiras físicas e mentais
Basta viajar para perceber a importância dos contextos. A diversidade aprecia-se mal se sai de um avião.

Faz toda a diferença viver em Portugal ou em Inglaterra, por exemplo. “É muito mais fácil a pessoa movimentar-se na via pública, usar transportes públicos, entrar em edifícios”, nota no seu dia-a-dia, em Leeds, onde trabalha com o sociólogo Mark Priestley. “Tudo está mais preparado. As pessoas que têm mobilidade condicionada têm mais oportunidades de participar na sociedade. Isso faz com que a sociedade esteja mais habituada a vê-las e vá alterando as suas atitudes.”

Em Portugal, há 199,53 euros mesais de pensão social de invalidez e 88,27 euros de subsídio por assistência de terceira pessoa — uma prestação destinada a familiares de incapacitados que precisam de apoio permanente e por isso recebem abono com bonificação ou pensão vitalícia. Para que dá?, pergunta-se. Se o incapacitado arranjar um trabalho, o subsídio por assistência é cortado.

Em Inglaterra, “alguém que tenha mobilidade condicionada ou muitas limitações físicas consegue viver sozinho, porque tem apoio do Estado”, contrapõe Ema. Tem um assistente pessoal para higiene íntima, refeições, limpeza de casa, transporte para qualquer lado.

Também por esta falta de assistência diz que as barreiras estão generalizadas em Portugal e só com recursos pessoais e familiares se consegue ultrapassá-las. Já foi pior. Sabe que já foi pior. O país mudou muito desde o 25 de Abril de 1974 e mais ainda desde a adesão à então chamada Comunidade Económica Europeia, em 1986.

Ema começou por tentar perceber estas diferenças. “Quis entender em que ponto estava o movimento associativo em Portugal em comparação com o Reino Unido e com os Estados Unidos, onde movimentos muito fortes levaram a que se começasse a falar sobre as pessoas com incapacidade como pessoas com direitos.”

No Estado Novo, retrata, “as famílias tinham vergonha de ter algum elemento com deficiência”. Tendiam a escondê-lo. O isolamento era imenso. A integração quase nula. Não havia possibilidade de educação adequada, emprego. O movimento associativo ganhou fôlego após a Revolução dos Cravos, impulsionado por ex-combatentes da Guerra Colonial, mas também por amigos e por pais de crianças com algum tipo de incapacidade.

Reivindicaram-se direitos, serviços, prestações sociais. E, com o passar dos anos, conseguiu-se que o país aprovasse leis específicas, algumas ainda longe da prática, como a acessibilidade e a mobilidade para todos. O nível de protecção social mantém--se baixo, o risco de pobreza grande.

Começa tudo na infância. “Muitas vezes a mãe ou o pai tem de desistir de trabalhar para cuidar da criança”, lembra. Subsistem barreiras físicas e mentais que vão fazendo desistir da escola. Sem formação adequada, não se consegue emprego. Fica-se dependente dos magros subsídios do Estado, das vontades da família. “O pequeno grupo que tem um nível de escolarização suficiente para ter um emprego apoia-se muito em recursos financeiros da família ou próprios”, afirma. E mesmo esses, que estão integrados no mercado de trabalho, sentem-se discriminados.

Olhar positivo
Num estudo que fez sobre qualidade de vida e discriminação, aplicou um inquérito a 217 pessoas, a maioria com deficiência física, e deparou-se com 80% a dizerem já ter sofrido algum tipo de discriminação por causa da incapacidade. Noutro estudo, feito a partir de entrevistas aprofundadas a sete pessoas sobre o “ableísmo” no quotidiano, percebeu que “mesmo os que conseguem ter emprego, constituir uma família, viver bem” sofrem, quando mais não seja, com os tais olhares.

Há dois olhares dominantes: o olhar de pena, que corresponde ao modelo religioso, que impulsiona o “ter de ajudar, ter de cuidar”; e o olhar de curiosidade, que se ajusta ao modelo médico, que tenta perceber o que se passou para a pessoa estar numa muletas ou numa cadeira de rodas.

A investigadora menciona outros dois modos de olhar: o olhar como herói, que recai, por exemplo, sobre atletas paralímpicos, e que é um misto de pena e de admiração; e o olhar positivo, que encara o outro como igual, que incorpora a ideia de que os contextos é que são incapacitantes.

Antes do 25 de Abril de 1974, diz, não havia aquele olhar positivo. Esses olhar, ainda minoritário, é fruto do trabalho de sensibilização que foi sendo feito, sobretudo, pelas associações.

Têm perdido força as associações. Julga-as sem “capacidade de diálogo com os políticos”. Não lhe parece que os pressionem. Talvez porque dependam dos apoios do Estado para sobreviver. Nos últimos anos, despontaram grupos nas redes sociais. Há, por exemplo, o (D) Eficientes Indignados, que alarga as preocupações a questões como a sexualidade, e o Lisboa (In) Acessível, que vai lançando petições, por exemplo, para o rebaixamento de passeios na capital.

Estes novos grupos parecem-lhe mais dispostos a adoptar estratégias de pressão. No ano passado, exemplifica, um tetraplégico fez greve de fome para que os grupos parlamentares se comprometessem a apresentar uma lei de promoção da autonomia pessoal. E a (D) Eficientes Indignados convocou uma manifestação.

Um milhão de pessoas vive com algum tipo de deficiência em Portugal. Por que só estavam “umas 20 pessoas” em frente à Assembleia da República na hora agendada pelos (D) Eficientes Indignados?

Ema encontra num instante um conjunto de razões para a fraca adesão a protestos de rua: “A maioria não consegue sair de casa, usar transportes públicos, depende da família para isso. Na maior parte das vezes, vivem em contextos familiares pobres. Não conseguem pagar o transporte para ir à manifestação. E também vivem muito isoladas. Não têm modelos positivos que as façam entender que o problema não está nelas, mas na sociedade, nas barreiras.”

Fonte: Público

ANDST - 25 de ABRIL - concentração junto ao Parque Mayer 15h00

Com voz activa e forte presença reivindicativa queremos chamar a atenção para a injustiça social e o descabimento político de retirarem às pessoas direitos fundamentais, para fazer face aos sistemas de corrupção e má gestão económica e politica!

A maioria dos portugueses atravessam um período de grande dificuldade para suportar os seus encargos mensais: 
  1. centenas de crianças deslocam-se para as escolas sem pequeno-almoço, 
  2. dezenas de milhares de famílias são utilizadores de cantinas sociais ou de apoio alimentar da Paróquia ou centro comunitário, 
  3. centenas de milhares de pessoas não têm acesso aos seus medicamentos nem conseguem suportar os gastos com o pagamento das taxas moderadoras de consultas e de internamentos.
  4. milhares de centenas de pessoas encontram-se em risco de abandonar a sua habitação por falta de pagamento,
  5. pela OCDE o desemprego irá subir para os 18,5% no final de 2014,
  6. mais de 100 mil portugueses emigram todos os anos para o estrangeiro à procura de emprego,
  7. ...
Porquê?
  1. Aumento do IVA, nomeadamente nos bens de 1ª necessidade - entre muitos, EDP e Gás
  2. Redução das pensões e salários
  3. Aumento dos transportes 
  4. elevado desemprego 
  5. Precariedade da lei do trabalho
  6. corte e reduções dos apoios sociais e educativos
  7. encerramentos de escolas, hospitais, maternidades, centros de saúde,etc.
  8. fraca aposta no desenvolvimento económico do primeiro e segundo sector económico
  9. fortes e rígidas penalizações nas dividas à segurança social a às finanças
  10. ...
É urgente a mudança de paradigma político por um mais justo , mais neutro, mais branco. Queremos a humanização da política!!!

Por tal, vem a ANDST convidá-lo para se juntar à Marcha no dia 25 de Abril às 15h00, junto ao Parque Mayer na Av. da Liberdade. 

Contamos consigo para dar voz à humanização de Portugal!

Enviado por email

Pessoas com incapacidade física vão ter coleção de roupa «funcional»

A IMOA, projeto de S. João da Madeira, quer lançar uma coleção de vestuário com peças «acessíveis» e «funcionais» para pessoas com incapacidade ou limitação física com o objetivo de facilitar o dia-a-dia deste público-alvo e a sua autoestima.

«Constatou-se que uma pequena alteração na roupa poderia ter um impacto enorme na qualidade de vida de doentes vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Traumatismo Crânio Encefálico (TCE), entre outras patologias, doenças ou necessidades como pessoas algaliadas», referiu à Lusa Célia Monteiro.

A atual responsável do departamento comercial e relações públicas da IMOA constatou dificuldades, tanto em pessoas com limitações físicas como enfermeiros e cuidadores, quando trabalhava numa instituição do Porto no âmbito do seu mestrado em psicologia clínica.

E eis que uma procura de soluções revelou que o mercado não estava preparado para estas exigências. Essa realidade, aliás, fez cair por terra a ideia de fazer um desfile de moda dedicado a pessoas com deficiência física.

A IMOA nasceu a 14 de fevereiro de 2014, após um ano de testes e investigação, a IMOA, estando para breve - «entre quatro a seis semanas talvez» - a apresentação de uma coleção.

O catálogo terá linha de roupa interior e linha desportiva para ambos os sexos, bem como uma linha de pronto-a-vestir feminina.

As roupas são desenhadas para que sejam funcionais, práticas, com especificidades ao nível dos fechos e caimento por exemplo, mas também com preocupação com o design e a atratividade.

«As pessoas que constituem o nosso público-alvo procuram recomeçar a sua vida depois de perda de autonomia. "Agora sou visto como deficiente", ouvimos. Por isso é que é importante que as peças tenham algum design. Porque o aspeto psicológico, a autoestima, são importantes», referiu Susana Rodrigues, responsável do departamento de criatividade da IMOA.

As roupas vão estar disponíveis para venda online numa plataforma que se encontra em construção e em lojas nacionais. Espanha, Inglaterra e Alemanha são os países europeus já contactados, ao que acrescem contactos com o mercado do Médio Oriente e Ásia.

Os preços das peças serão «acessíveis», garantiram as responsáveis, conscientes de que este público-alvo se depara, normalmente, com muitas despesas devido a tratamentos. Umas calças poderão custar 30 euros, enquanto uma camisola entre 20 e 40.

Outro dos projetos de futuro é lançar um concurso a nível nacional de modelos tanto para pessoas com limitações físicas como para pessoas que não apresentem qualquer incapacidade, dos 18 aos 80 anos, para que sirvam de rosto ao catálogo da IMOA

«São pessoas tão bonitas como as outras. Estamos a criar laços e a levar alegria às pessoas institucionalizadas. A plataforma e a ideia servirão como uma espécie de liga amigos IMOA. É um projeto de amor porque o feedback é muito bom, mas também pelo lançamento de uma empresa num momento de crise».

A IMOA está a trabalhar com fornecedores nacionais porque a par da convicção de que os têxteis e tecnologias portugueses «são de qualidade», as responsáveis querem «criar uma rede nacional» e têm recolhido «muito entusiasmo por parte dos parceiros» que sentem estar a «desbravar terreno no âmbito de uma boa causa».

Fonte: TVI 24

Acessibilidades: Assine a petição inconstitucionalidade no Decreto-Lei nº 53/2014, de 8 de Abril

Com o intuito de Promover a Reabilitação Urbana o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e da Energia, aprovou o Decreto-Lei nº 53/2014, de 8 de Abril.

Este novo Decreto vem, na realidade, isentar todas as construções de espaços públicos, equipamentos colectivos e edifícios públicos e habitacionais, com pelo menos 30 anos (o que significa TODOS os espaços públicos existentes) deixam de ter que se adaptar à população.... A população que se adapte como puder e quiser.
Facto que não se entende, uma vez que o próprio Decreto-Lei nº 163/2006 de 8 de Agosto já previa no seu artigo 10º isenções casuísticas, justamente para precaver as necessidades especiais da Reabilitação.

Revelando-se completamente anticonstitucional, violando a Constituição da República nos seus artº 1º, art 9º, art, 13º, art 18º, art 65º e art 71º e a Lei 46/2006 de 28 de Agosto que Proíbe e pune a discriminação em razão da deficiência, este é o Decreto-Lei nº 53/2014, de 8 de Abril. Com a aplicação deste decreto estamos a regredir, seguramente 20 anos, de aproximação a uma sociedade mais justa para todos.

A TODOS os Portugueses encontra-se reservado o Direito à Petição, plasmado no artigo 52º da NOSSA Constituição da República.
Desta forma convido TODOS OS PORTUGUESES, sem exceção, a unirem esforços procurando retirar a isenção da aplicação do Decreto-Lei nº 163/2006 de 8 de Agosto do Decreto-Lei 53/2014 de 8 de Abril.

Se todos somos obrigados a fazer esforços adicionais e contribuir para o país, então no mínimo temos que ter condições para a cidadania plena e inclusiva. DEVERES sem DIREITOS??? Não obrigada.

Assine AQUI a petição.



Quem protege os mais frágeis?

Como é difícil cumprir os sonhos!
Viver a vida.
O quotidiano dos que têm necessidades especiais.
Como sofrem o impacto da crise e da indiferença.
Os cortes no apoio ao ensino especial.
A revolta e as propostas do Governo.

O maior debate da televisão portuguesa questiona: quem protege os mais frágeis?

Veja AQUI o programa completo com intervenção do nosso amigo Jorge Falcato.

Reformas chorudas dão direito a acesso facilitado em lares sociais

O Diário de Notícias (DN) conta, na edição desta segunda-feira, que há Misericórdias e Instituições
Particulares de Solidariedade Social (IPSS) que passam à frente, nas longas listas de espera de entrada nos seus lares, reformados com uma pensão mais alta, face a outros com uma situação económica mais deficitária.

Esta prática é, aliás, confirmada por Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias. “Sim, isso acontece porque atualmente é a única forma possível de algumas misericórdias terem os idosos menos dotados financeiramente. As misericórdias estão com muitas dificuldades, vivem um problema sério de sustentabilidade”.

Manuel Lemos entende porém que não se trata de “nenhuma imoralidade ou ilegalidade”, salientando que ele próprio tem “dito aos provedores para, depois de uma avaliação da situação das pessoas, e em nome da nossa sustentabilidade, fazerem o equilíbrio nas entradas. Ou seja, que deixem entrar um que tem mais posses e dois com menos. É uma questão de equilíbrio”.

“Se o Estado não concorda, então que pague mais, em vez dos 370 euros que dá por cada idoso em lar que pague 500 euros. Muitos dos utentes dão prejuízo porque as reformas e o apoio do Estado não chegam para pagar as despesas, e nunca se ouviu dizer que a Misericórdia pôs um idoso na rua”, argumento o presidente da União das Misericórdias, em declarações ao DN.

No mesmo sentido, o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, o padre Lino Maia, explica que quando o apoio do Estado e a respetiva reforma do utente não são suficientes, as famílias são chamadas a comparticipar. Acontece que, “inicialmente, aceitam as condições, mas depois deixam de pagar e abandonam a pessoa” e “muitas só voltam para saber se têm direito a herança”.

Ainda assim considera que apostar nos utentes com reformas mais elevadas “significaria a perversão do sector. Há [portanto] que impedir que este seja o caminho”.

Fonte: Noticias ao Minuto

Gays com deficiências: “As pessoas acham que a gente não faz sexo”


Nos cinemas brasileiros desde a última quinta-feira (10), o filme “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” conta a história de Leo
(Guilherme Lobo), um jovem cego que se apaixona pelo colega de escola Gabriel (Fábio Audi). Premiado internacionalmente, o longa coloca em evidência os relacionamentos afetivos dos homossexuais que lidam com limitações físicas em seu dia a dia. Com paralisia cerebral, o ator carioca Pedro Azevedo Fernandes, 22, é um deles.

“Nasci de cinco meses. Na hora do parto, faltou oxigenação no cérebro. Minhas funções cognitivas foram preservadas, minha paralisia não afetou nem fala nem intelecto, só a parte motora”, explica Pedro, que namora há cinco meses o técnico de informática Thiago Matias de Oliveira, 28.

Thiago revela que se encantou com o agora namorado logo que viu uma imagem dele na internet. “Conheci o Pedro pelo Instagram, vi uma foto dele e fiquei apaixonado. Perguntei a um amigo quem era ele e depois nos adicionamos no Whatsapp. Conversamos por quase dois meses”, relata o técnico de informática.

Por conta de suas limitações físicas, Pedro se mostrava reticente nas conversas, mas o técnico de informática não desanimou. “Ele tinha preocupações de me ver o ajudando em algumas necessidades como tomar banho. Dizia que não queria que eu fizesse certas coisas por ele e foi me preparando para tudo. Mas não pensei muito a respeito disso. Sempre fiz tudo por ele de boa”, conta Thiago.

Os receios de Pedro não eram sem motivo e vinham de experiências anteriores. “Eu saia pra balada, ficava com um e outro, mas sentia muito preconceito. As pessoas não se aproximavam por medo, por não saber como lidar. Cheguei a ouvir frases como ‘ele é até bonito, mas não vou ficar com ele porque é cadeirante’”, descreve o ator.

Com o namoro, Thiago também passou a enfrentar situações de preconceito. “As pessoas falam coisas do tipo: ‘Credo, como ele tem coragem de ficar com um cadeirante?’ e ‘Imagina as posições limitadas deles?’. Mas nós tiramos isso de letra, não damos ouvidos a esse tipo de comentário”, diz o técnico, ressaltando, no entanto, que também recebe mensagens de apoio. “As mulheres no geral acham a gente um casal fofo e falam que somos lindos.”

CARA DE COITADO

Hoje com 40 anos, a funcionária pública Selma Rodeguero ficou paralitica aos 17 anos em um acidente automobilístico. Já tendo consciência de que era lésbica, ela só se assumiu no ano seguinte ao que ficou com a deficiência. Também passando por situações de preconceito, Selma sente que o fato de ser cadeirante incomoda mais os outros do que a sua orientação sexual.

“Sou muito bem resolvida, então não estou nem aí. Quero mais que me olhem e saibam que eu sou sapatão. Agora em relação a ser cadeirante é pior, as pessoas acham que a gente não faz sexo, que não consegue fazer nada sozinho. Olham com aquela cara de que a vida acabou. Cara de coitado, sabe?”, desabafa Selma.

Mas Selma rejeita o indesejável título de ‘coitada’, confessando ainda que a sua vida afetiva e sexual é mais do que satisfatória. “A mulher lésbica lida muito bem com isso, impressionante como elas gostam, acho que é o lado materno. Homens são muito encanados com a aparência, mas mulher não.”

Surdo, o educador e artista plástico Leonardo Castilho, 26, convive com esta deficiência desde os oitos de meses de idade. Mas da mesma forma do que Selma, ele não vê essa limitação atrapalhar a sua vida afetiva. “A maioria dos caras se aproximam por eu ser surdo. Eles querem aprender a se comunicar, conhecer outras dimensões”, explica Leonardo, que também não tem problemas em abordar quando está interessado em alguém.

“Tenho uma estratégia. Como sou surdo, a minha fala é parecido com a de um gringo, alguém que fala espanhol. Eles acabam pensando que sou estrangeiro. Mas esclareço, falo que sou surdo e que sei libras. Eles adoram essa diferença em se comunicar”, se diverte Leonardo, relatando o encantamento de seus paqueras com suas habilidades comunicação.

O artista plástico só se relacionou até o momento com pessoas não surdas, um dos seus parceiros até virou intérprete. “Eu abri a porta para ele entrar no mundo dos surdos. Ele se afastou dos amigos ouvintes para desenvolver a libras na comunidade surda. Andava só com os surdos todos os dias”, narra Leonardo.

VIDA SEXUAL ILIMITADA

As limitações físicas interferem inegavelmente na vida sexual de quem tem deficiências físicas, mas isso não os impede de fazer sexo e de ter prazer na cama, como faz questão de ressaltar Selma, que percebeu alguns sentidos ganhando destaque depois do acidente.

“O cadeirante tem tesão, apesar de não ter a sensibilidade física. O prazer vem de outras formas, com o olfato, o tato e a visão. Descobri meu corpo muito mais, tem pontos do corpo que eu só sinto agora. Com toque e muita ternura, dá para se chegar ao orgasmo”, ressalta Selma.

Discreto, Thiago revela que a vida sexual com o namorado cego é amplamente satisfatória. “Só digo que o sexo não é nada limitado”, deixa escapar o técnico de informática. O parceiro Pedro confirma o prazer ilimitado, explicando que os dois estabeleceram uma dinâmica própria na cama. “Ele vai me segurando e me guiando. Eu consigo ser ativo inclusive, mas prefiro ser passivo”, confessa o ator.

Fonte: Alagoas 24 Horas

Edifício para deficientes fechado à espera de apoios da Segurança Social

A Cerci Flor da Vida de Azambuja, instituição que apoia pessoas com deficiência, tem um novo edifício construído na Quinta da Mina, que custou um milhão e 55 mil euros, mas que não funciona por falta de acordos de apoios com a Segurança Social.

Quando o projecto avançou há três anos a segurança social comprometeu-se a financiar parte das despesas da instituição com os utentes, o que não aconteceu até ao momento.

Em causa estão acordos para cerca de quatro dezenas de utentes em centro de actividades ocupacionais e para 12 em valência de lar residencial.

O presidente da Cerci de Azambuja, Carlos Neto, está apreensivo, realçando que até agora a Segurança Social tem dito que vai fazer os acordos mas não se sabe quando.

"Esperemos que cheguem o mais depressa possível para podermos abrir portas e começarmos a gerar retorno financeiro deste investimento", explica o dirigente.

Colocar o edifício em funcionamento é a única maneira de realizar dinheiro para o pagar os 300 mil euros que a instituição teve que pedir de empréstimo à banca para pagar a sua parte da obra. Que foi financiada em 791 mil euros por fundos comunitários. "Todos os meses temos de pagar cinco mil euros de prestação. Isso exige uma gestão muito cuidada", explica Carlos Neto.

Fonte: O Mirante

Mithós-Histórias Exemplares: Carta Aberta a um país adiado

Caros Associados
A quando do aniversário da nossa associação, no dia 11 de Abril de 2014. lançámos o comunicado que passamos a transcrever sobre a atual situação das pessoas com deficiência e suas famílias em Portugal. Agradecemos a vossa reflexão e divulgação:

Carta Aberta a um país adiado

Se o nível de desenvolvimento de uma sociedade se mede pela forma como trata os mais frágeis, então Portugal está no grupo dos subdesenvolvidos, indubitavelmente.
Assistiu-se na passada segunda-feira, dia 7 de Abril, na RTP1, a nada mais que uma fraca tentativa de escamotear a gravidade da situação em que vivem as pessoas com deficiência e as suas famílias.

Cabe a nós, enquanto associação de apoio e defesa das pessoas com deficiência e incapacidade, denunciar publicamente os atropelos à dignidade e direitos desta minoria, cada vez mais excluída.

Os cortes nos subsídios para o Ensino Especial e para as terapias são uma realidade.

O subsídio de educação especial destina-se, de acordo com a lei, a crianças e jovens até aos 24 anos “que possuam comprovada redução permanente da capacidade física, motora, orgânica, sensorial ou intelectual” e que precisem de frequentar estabelecimentos de ensino especial, ou de beneficiar de apoios especializados que não são facultados nas escolas onde estão inseridos. O objectivo deste subsídio, que varia em função do rendimento familiar, é comparticipar os encargos suplementares que estes apoios especiais implicam.

Um dos problemas que surge já à partida é quem avalia essas necessidades, visto que o novo despacho atribui competências reservadas aos médicos aos diretores regionais de educação, não nos parecendo de todo que o diretores regionais estejam avalizados para analisar e e diagnosticar problemas associados ao desenvolvimento ou à deficiência.

O Instituto de Segurança Social suspendeu o pagamento às Empresas que garantiam particularmente alguns apoios especializados, designadamente, apoio psicológico e terapia da fala, a alunos oriundos de famílias em situação socioeconómica desfavorecida, que é a situação em que vivem todas as famílias que se debatem com esta situação. Por outro lado, diz que os novos protocolos têm o objetivo destes serviços serem fornecidos pelas escolas, sendo que são normalmente  disponibilizados pelos serviços do Ministério da Educação e Ciência através de protocolos com os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI), alguns deles com poucos técnicos, chegando cada um a prestar serviço a mais de 18 Agrupamentos, obrigando alunos com Necessidades Educativas Especiais que necessitariam de terapias permanenentes e regulares a terem apenas meia hora de terapia e apoio por semana, chegando em alguns casos a serem os mesmos prestados de duas em duas semanas, obrigando os pais a um esforço financeiro suplementar para garantir aos seus filhos o apoio que necessitam e que está contemplado na lei, sendo, no entanto, apenas permitido às famílias deduzir 30% de despesas com a educação e reabilitação.

O Estado limita-se a dizer que não há redução nos apoios, há é um aumento do número de crianças a necessitar dos mesmos. 

Mais uma vez são as famílias as penalizadas e as crianças e jovens com incapacidade e deficiência os atingidos.

Na Intervenção Precoce assiste-se nalguns locais a uma situação caricata, em que os núcleos de Intervenção Precoce apenas têm ordem para monitorizar os casos e não para intervir ou atuar, chegando os técnicos a prestar apoio às suas expensas.

Temos também que denunciar os cortes cegos que têm sido feitos às bonificações por deficiência, prestação que se destina a crianças e jovens com deficiência com idade inferior a 24 anos, e que, ao contrário do que atualmente está a ser posto em prática, não depende do escalão considerado para atribuição do Abono de Família, tendo à data da criação desta prestação o Estado considerado que a mesma se destina a todas as crianças e jovens com deficiência, independentemente da situação financeira do agregado familiar.

O Estado Português considera que o valor para uma pessoa com deficiência que nunca pôde trabalhar precisa para viver são 176,76 EUR, acrescido de 17, 54 EUR de Complemento extraordinário de solidariedade. 

O Estado Português considera que o valor necessário para pagar a assistência à terceira pessoa é de 88, 37 EUR mensal.

No entanto, caso a pessoa opte pela Institucionalização, o Estado paga 950 euros à Instituição.

Não estamos contra a existência de instituições, que fazem muitas delas um trabalho notável. Insistimos é que a pessoa deve ter o poder de decidir como quer viver, assim como a sua família, e poder optar.

Perante todos estes obstáculos, não será assim de estranhar que as pessoas com deficiência corram mais 25% de risco de pobreza e de exclusão, vivendo já mais de metade desta população abaixo do limiar da pobreza.

A população com deficiência vive muita dela excluída da educação formal e do emprego, com contatos sociais limitados, sofrendo de baixas expectativas e de baixa auto-estima, excluída dos processos legais e políticos, excluída dos cuidados de Saúde, pelos mais diversos motivos, com falta de apoios para suportar os custos associados à deficiência.

Está na altura de lutarmos todos contra o isolamento e a exclusão que esta população sofre. Está na altura de todos juntos encontrarmos soluções que permitam às pessoas com deficiência viver em dignidade.

Está na altura de Portugal e do Estado Português começar a entrar no grupo dos países desenvolvidos, e fazer jus à legislação que produz.

Está na altura de tratarmos as pessoas com deficiência como cidadãos de pleno direito e respeitar as conquistas de Abril! 

A Direção da Mithós-Histórias Exemplares


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Prancha dos Césares permite surf a tetraplégicos

No passado dia 13 de abril, foi a primeira vez que a "Prancha dos Césares" provou o sabor da água
salgada e se fez ao mar com o Salvador, cheio de coragem, a ser o primeiro a experimentar. Confira as fotos e o testemunho do Carlos Nogueira.

"Um sonho de há dois anos, quando um amigo tetraplégico me dizia que adorava ver as fotos das minhas aventuras e que já nem pedia para poder fazer o mesmo..., simplesmente desejava quebrar um jejum de 20 anos de banho de mar... Como é possível, não é?...

Esse jejum quebrou-se há dois anos e o César Lopes lá foi ao banho na Costa de Caparica, e o ano passado repetiu em Carcavelos.

É um gosto vê-lo dentro de água!

Após aquela conversa com o César, senti-me obrigado a encontrar uma solução que permitisse levá-lo, e aos outros "Césares" que por aí estão "escondidos", a sentir a mesma sensação que eu sinto quando apanho uma onda.

Tinha a certeza que não precisava de inventar a roda, bastava-me pesquisar e certamente iria encontrar algo. E assim foi, descobri no Brasil um surfista Otaviano Taiu Bueno, tetraplégico por acidente, que tem uma prancha semelhante. Contactei-o e, de pronto, sem qualquer barreira ou fronteira (assim deveríamos ser todos), forneceu-me informações técnicas sobre a prancha e a cadeira. A partir, deste momento nasceu em mim a determinação para lutar por algo igual.

Como, felizmente, há gente que sabe que há mais mundo para além do seu umbigo, apareceram dois jovens, a Inês Major e o João Carvalho, que me apresentaram à Lufi Surf, que se prontificou de imediato a "shapar" a prancha dos Césares mas, ainda faltava material e a cadeira..., então falei do projeto ao meu amigo Salvador Mendes de Almeida que, sem reservas e através da Associação Salvador, de que é presidente, assumiu todas as despesas relativas à prancha. Contámos ainda com o apoio da Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Lisboa e uma empresa Creative Factory que, de forma exemplar, se disponibilizou a executar a cadeira em fibra de vidro.

Um par de anos de luta que deram frutos no Domingo, 13 de abril de 2014, quando a prancha dos Césares entrou pela primeira vez na água com o Salvador em cima.

Outro projeto que a maioria desconhece e torna o SURF MESMO PARA TODOS, é o ONDAS PARA TODOS que Associação Salvador mantém, com a fabulosa colaboração da Surf Academia e dos seus monitores Augusto Fininho, Igor Cardina, Joana Ferreira e Inês Miguéis (e outros...) e com a Câmara Municipal de Cascais.

Para mim, fica a agradável sensação de ver um amigo sorrir, tal como eu, em cima das ondas e de que vale a pena sonhar e acreditar nas pessoas. Brevemente, vamos arrancar sorrisos ao César Lopes e aos outros Césares!

Aos que tornam possível afirmar que o SURF É PARA TODOS, obrigado! "

Por Carlos Nogueira - Fonte: Associação Salvador

Tetraplégicos recuperam novimentos sem precisar de cirurgia

De acordo com uma pesquisa que foi desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP), em São
Carlos, São Paulo, irá ajudar na restituição dos movimentos em partes do corpo de pessoas tetraplégicas. O estudo foi aplicado em pacientes no Hospital de Clínicas da Universidade de Campinas (Unicamp). Os pesquisadores envolvidos, afirmam que essa é a primeira vez que os impulsos elétricos conseguem recuperar o movimento dos membros sem precisar fazer cirurgia, usando apenas eletrodos que são inseridos na pele.

Um dos beneficiados com a descoberta, o aposentado Marcelo Faria que é tetraplégico, e conta com o auxílio de quatro especialistas para fazer exercícios que possam ajudá-lo a aprender a andar novamente, esse tratamento já dura em média seis anos. Ele conta que, agora já consegue se alimentar sozinho, escovar os dentes, até cantar porque sua respiração melhorou significativamente.

Desde quando ficou tetraplégico, o também aposentado Alexandre Fernandes, não tinha movimentação dos ombros para baixo e também não imaginava se poderia um dia voltar a movimentar-se, até que, há um ano começou o tratamento e melhorou o movimento dos braços. “Os espasmos diminuíram e o movimento dos braços aumentou bastante”, conta.
Bons resultados

Os pacientes foram sujeitos a um estimulo elétrico neuromuscular que foi desenvolvido pelos pesquisadores da USP. Para que chegassem a um resultado favorável, tiveram uma longa jornada de estudos, mais de 10 anos até chegar a conclusão que os impulsos elétricos de baixa intensidade gerados por eletrodos, auxiliam os pacientes a recuperar os movimentos perdidos.

O pesquisador responsável, Alberto Cliquet Junior, explica que, entra pela superfície da pele, vai até a região da medula conhecida como arco-reflexo, a informação volta e quando chega na interface nervo-músculo libera acetilcolina, o que gera contração necessária. Contudo, o estudo revela que os pacientes não precisam mais passar por uma cirurgia para poder colocar os eletrodos no corpo, é necessário somente que o dispositivo seja colocado sobre a pele para que estimule o sistema nervoso.

Fonte: Noticiasbr

domingo, 13 de Abril de 2014

TC acaba com desigualdades nas pensões por acidente de trabalho

As vítimas de acidentes de trabalho com uma incapacidade inferior a 30% e pensões anuais acima de 2910 euros podem, a partir de agora, receber parte dessa prestação de uma só vez. A possibilidade foi aberta pelo Tribunal Constitucional (TC), que declarou inconstitucional uma norma que impedia os beneficiários nesta situação de ter acesso à pensão por inteiro. Na prática, o TC entende que a remição das pensões por acidente de trabalho (ou seja, o pagamento de uma só vez de parte ou da totalidade da prestação) não depende do seu valor, como acontecia até aqui.

Segundo o advogado Fausto Leite, o acórdão publicado na segunda-feira emDiário da República aplica-se tanto às situações futuras como às passadas, cabendo agora aos sinistrados “requerer ao tribunal a remição das suas pensões”. Este é também o entendimento da Associação Portuguesa de Seguradores.

O presidente, Seixas Vale, não tem números concretos sobre o número de beneficiários de pensões abrangidos pela decisão, mas adianta que “é relativamente pequeno”, uma vez que se trata de sinistrados que têm de reunir as duas condições: ter incapacidade reduzida e pensões mais elevadas.

Isso faz com que o impacto na actividade das seguradoras também não seja significativo. “O acórdão tem importância porque clarifica a questão da remição, mas não vai ter praticamente impacto”, referiu ao PÚBLICO, lembrando que a diferença está entre entregar o dinheiro de forma vitalícia ou pagar uma parte num determinado momento.

Também o Instituto de Seguros de Portugal entende que “não é expectável que da intersecção das duas condições em apreço: incapacidade permanente parcial inferior a 30% e pensão anual superior a seis vezes o valor da retribuição mínima mensal garantida, resulte à partida, um universo de sinistrados muito relevante”.

O artigo 75.º da Lei 98/2009 determina que são obrigatoriamente remidas as pensões devidas em caso de incapacidade permanente para o trabalho inferior a 30%, desde que tenham um valor anual abaixo dos 2910 euros (seis vezes o salário mínimo). Além destas, o sinistrado com uma incapacidade igual ou superior a 30% pode requerer a remição parcial da sua pensão, desde que cumpra duas condições: a pensão anual que sobra não pode ser inferior aos 2910 euros e o valor pago de uma só vez não pode ser superior ao que resultaria de uma pensão calculada com base numa incapacidade de 30%.

Porém, quem recebe pensões anuais vitalícias correspondentes a uma incapacidade inferior a 30% e de valor superior a 2910 euros não pode pedir a remição. É o caso, por exemplo, de uma pessoa que teve um acidente de trabalho e viu a sua capacidade reduzida em 20% e a quem foi atribuída uma pensão anual de 3000 euros.

A favor da actualização
A incongruência foi apresentada ao TC pelo Ministério Público. A questão em cima da mesa é, genericamente, a seguinte: faz sentido que os sinistrados com incapacidade superior a 30% possam receber parte da pensão de uma só vez, mas impedir que isso aconteça com pensões de incapacidade inferior só porque ultrapassam os 2910 euros? A resposta do TC foi clara ao declarar que parte do artigo viola o princípio da igualdade.

Os juízes argumentam que, se quem sofre de uma redução de capacidade de trabalho elevada pode escolher receber parte da pensão num montante único (desde que sejam respeitados os limites previstos na lei), “quem sofre de uma redução das capacidades de trabalho menos gravosa deve igualmente poder exercer a sua autonomia de vontade relativamente à pensão vitalícia, desde que se continuem a aplicar os mesmos limites quanto à pensão sobrante”.

No acórdão, o TC lembra ainda que “não é pertinente argumentar com eventuais problemas de gestão das seguradoras”, dado que a natureza do negócio implica que a seguradora aplique parte do capital dos prémios de forma a gerar um rendimento que lhe permita satisfazer as futuras pensões. “A remição ficciona a transferência dessa racionalidade para o sinistrado, através da entrega de um determinado capital”.

A conclusão é que “não se vislumbram motivos razoáveis para a permissão da remição parcial apenas de pensões destinadas a compensar uma incapacidade permanente parcial igual ou superior a 30%”, conclui o acórdão que declarou a norma inconstitucional com força obrigatória geral.

Embora o acórdão ainda não tenha sido publicado oficialmente, o TC também se pronunciou sobre a actualização das pensões relativas a incapacidades abaixo dos 30%, considerando inconstitucional os artigos que impediam a sua actualização, ao contrário do que acontecia com as restantes pensões não obrigatoriamente remíveis. O TC entende que a não actualização das pensões de montante igual ou superior a 2910 euros devidas ao trabalhador sinistrado que tenha ficado com uma incapacidade permanente parcial inferior a 30% “viola o direito à justa reparação do trabalhador sinistrado consignado” no artigo 59.º da Constituição da República.

A decisão também terá efeitos retroactivos, cabendo aos beneficiários requerer a sua actualização. O acórdão só entra em vigor após publicação emDiário da República.

Fonte: Público

Assinatura do Contrato-programa para os Jogos Paralímpicos Rio 2016

O documento tripartido foi assinado pelo Presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude, Augusto Baganha, pelo presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação, José Madeira Serôdio e pelo presidente do Comité Paralímpico de Portugal (CPP), Humberto Santos. Os Secretários de Estado do Desporto e da Juventude, Emídio Guerreiro, e o da Solidariedade e Segurança Social, Agostinho Branquinho, procederam à homologação do documento.

A contratualização agora formalizada visa garantir o financiamento à preparação dos praticantes integrados no programa de preparação Rio 2016, bem como, as respetivas bolsas. O contrato vai ainda permitir desenvolver duas novas dimensões, nunca até então anteriormente apoiadas, designadamente, Esperanças Paralímpicas e Apoio Complementar, as quais são legítimas aspirações do CPP que finalmente vão ser possíveis dinamizar.

"Estamos perante a concretização de um desidrato que o Comité Paralímpico desde há muito vem trabalhando, o qual remete para uma nova visão e uma nova dinâmica, a introdução de novas dimensões, sempre visando a ‘Igualdade, Inclusão e Excelência Desportiva’”, afirmou Humberto Santos, Presidente do CPP, após a assinatura do documento.

O Secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro, ressalvou o facto do "movimento paralímpico ser a exceção aos cortes no sector do desporto" e acrescentou ainda que há a "vontade política" em reduzir as diferenças que existem nos atletas paralímpicos em comparação com o projeto olímpico.

Fonte: Plural & Singular

Santuário de Fátima volta a oferecer uma semana de repouso aos pais com filhos com deficiência

As inscrições, para que os pais que tenham filhos com deficiência em sua casa possam usufruir de uma semana de repouso, devem ser efetuadas até ao dia 15 de junho, junto do Secretariado Nacional do Movimento da Mensagem de Fátima.
O Santuário de Fátima oferece-se para cuidar dos filhos com limitações profundas enquanto os pais usufruem de uma semana de repouso.

Os pais podem optar por acompanhar os filhos e ficar ou, então, por deixá-los ao cuidado de uma equipa devidamente preparada e virem buscá-los no fim do turno.

As inscrições deverão ser remetidas para o endereço postal Santuário de Fátima, Secretariado Nacional do Movimento da Mensagem de Fátima, Apartado 31, 2496-908, Fátima ou para o endereço eletrónico mmf@fatima.pt.

Serão atendidos em primeiro lugar os pais que se encontrem em situações mais graves e que nunca tenham participado nestes encontros.

Após os pedidos, serão enviadas duas fichas que, depois de preenchidas, serão entregues ao referido Secretariado Nacional, através de correio normal ou eletrónico.

Os turnos decorrerão nas seguintes datas:

30/julho-05/agosto;

08-14/agosto;

18-24/agosto;

28/agosto-03/setembro

Fonte: Plural & Singular

Cidadãos com deficiência mental apoiam comunidade

A intenção é formar e integrar os seus utentes no mundo de trabalho, mas também conseguir angariar mais algumas receitas para a sustentabilidade da organização, tornando-a menos dependente dos subsídios estatais.

Lavagem de carros, lavandaria, tecelagem, culinária e hortofloricultura são alguns serviços que esta instituição, criada em novembro de 1976 e que apoia mais de 200 utentes, está a disponibilizar, com preços acessíveis, e que tem despertado o interesse de particulares, empresas e até autarquias.

"Criámos uma estrutura para os utentes na parte profissional, dando resposta às necessidades do cidadão com deficiência após a escolaridade, permitindo potenciar as suas capacidades para poderem, depois, ser integrados no mundo do trabalho", disse António Ramalho, presidente do MAPADI [Movimento de Apoio de Pais e Amigos ao Diminuído Intelectual].

Em 2010 surgiu, segundo o dirigente, o programa Emprego Protegido que despoletou este projeto. "Quando não conseguimos a integração deste jovens no mercado de trabalho, inserimo-los no Emprego Protegido, em duas áreas características da Póvoa de Varzim: a lavandaria industrial e a hortofloricultura, porque somos uma região rural e ao mesmo tempo turística".

Daí passaram para uma vertente culinária, apelidada BocaDoce, um serviço que ocupa cinco utentes, que surgiu em 2012, e que, segundo António Ramalho "permitiu criar uma estrutura de apoio ao Centro de Atividades Ocupacionais, para ocupar os nossos cidadãos com deficiência na área da produção de biscoitos e compotas e esperamos alargar a outras áreas".

Os produtos são vendidos na instituição e Eunice Neves, coordenadora do projeto, realçou que o objetivo é "o crescimento pessoal e social, mas que a grande motivação é execução e venda dos produtos".

Quanto à lavandaria, a coordenadora desta valência, Lígia Rajão, realçou que a instituição faz trabalhos para o exterior, dando como exemplo empresas de restauração, hotelaria, clínicas de reabilitação, lares e alguns particulares do concelho.

"Fazemos todo o tipo de serviços, e todos podem trazer aqui os seus artigos. Por semana, processamos cerca de 600 quilos de roupa, e tempos capacidade e interesse em aumentar", contou.

Na hortofloricultura, são cultivados vários produtos, desde cebolas, alfaces, alho francês, brócolos, além de frutos, que são, depois, vendidos em mercados ou na loja na sede da instituição.

A recente aposta passa por serviços de jardinagem que podem ser contratados para domicílios e empresas. Neste âmbito, os utentes do MAPADI já tratam dos jardins da biblioteca municipal.

Já o serviço de lavagem de viaturas será em breve aumentado e com melhores acessos. As obras serão apoiadas pela Câmara Municipal e vão permitir uma maior divulgação junto da comunidade e uma maior capacidade no número de lavagens.

Raul Oliveira, coordenador do serviço, partilhou que "principalmente os rapazes gostam muito de trabalhar com os carros. Identificam as marcas e os modelos e tratam das viaturas com muita atenção aos pormenores".

Na parte da tecelagem, Helena Castro, psicóloga e coordenadora de formação, lembrou que estes utentes são os únicos na região a trabalharem com os teares artesanais e manterem uma tradição do concelho. "Temos um grupo de jovens que fazem este trabalho, que lhes dá competências para um dia seguirem para o mercado de trabalho".

"Fazemos tapeçarias por encomenda. Os clientes podem chegar, escolherem o tamanho, a cor, as malhas, o tipo de tear que querem. É serviço à necessidade das pessoas que nos procuram", acrescentou.

A procura por todos estes serviços tem vindo a aumentar, mas para António Ramalho, presidente do MAPADI, a maior satisfação prende-se com a mudança e mentalidades no que diz respeito à problemática da deficiência mental.

"O cidadão dito normal que frequenta as nossas instalações acaba por ficar sensibilizado para este tema da deficiência. Conseguimos com isto a inclusão, pois hoje em dia o MAPADI não é visto como um equipamento apenas para deficientes, mas sim para a toda comunidade, que nos trata com muito carinho", concluiu.

Fonte: DN

Empresários produzem roda com sistema de marcha para cadeirantes

A Easy Mob desenvolveu uma cadeira de rodas com sistema de marchas. A empresa levou três anos para lançar o produto no mercado.

A roda tem um sistema de engrenagem que permite ao usuário mudar a marcha, para reduzir o esforço de subir ou descer uma rampa, e tem também um sistema de segurança, que evita acidades num terreno irregular.

Não é fácil para um cadeirante se movimentar numa cidade como São Paulo, com calçadas estreitas, buracos, entre outros obstáculos.

“É isso o que mais dificulta para os cadeirantes e, principalmente, para quem tem menos mobilidade isso dificulta mais ainda, porque você tem que fazer mais força, nem todo mundo está disponível para estar ajudando. Mas a gente vai levando a vida desse jeito, né”, comenta o atleta paraolímpico Rony Stony.

Tecnologia brasileira

O empresário Ricardo Jacob enxergou a oportunidade quando comprou a patente de uma roda com marcha para cadeirantes.

“Eu achei que era uma oportunidade de negócio porque não tinha nada semelhante no Brasil, e segundo o que me entusiasmou foi o fato de ser uma tecnologia totalmente brasileira, desenvolvida aqui”, explica.

Ricardo e seu filho Danilo investiram R$ 100 mil na reforma de um galpão, compra de peças e testes. A marcha é parecida com a de uma bicicleta.

“A mágica é o sistema embutido no cubo de engrenagens. Numa roda convencional, não existe e o aro gira com a roda. Com o nosso sistema engatado, o aro é desacoplado da roda, passa pelo sistema de engrenagens, que reduz o esforço em 50%”, explica Renaud Deneubourg, diretor do projeto.

A roda também tem um sistema de freio que impede a cadeira de voltar durante uma subida. “Tem um sistema embutido no cubo da roda, que evita o retrocesso da roda numa rampa”, diz Renaud.

Para o consumidor final, o par de rodas custa R$ 2,8 mil, mais caro que muitas cadeiras completas. O motivo é a produção pequena, que encarece o custo fixo por unidade. Hoje a empresa faz 20 pares de rodas e fatura cerca de R$ 60 mil por mês.

Clique aqui para assistir o vídeo inserido.

“Esse custo, eu admito, que é alto no começo, para o cadeirante em si. Mas a nossa ideia é, com o volume, ter uma economia de escala e, assim, poder baixar o preço do produto”, afirma Danilo Jacob.

A fábrica fornece a roda com marcha para lojas no Brasil, como a da fisioterapeuta Luciana Visibeli Marques. Ela vende quatro pares por mês.
“As musculaturas de ombro, de cotovelo, de punho, de polegar, de tronco, são musculaturas que, ao longo do tempo, vão sendo lesionadas, e esse tipo de marcha facilita a locomoção dessas pessoas, prevenindo o risco dessas lesões”, comenta a fisioterapeuta.

Willye Alves da Silva também é cliente do empresário Ricado Jacob. Willye levou um tiro durante um assalto em 2010, e ficou paraplégico. “A vida muda em todos os sentidos, tanto na cadeira de rodas, quanto no dia a dia. Agora, para usar a cadeira de rodas em São Paulo é um pouco difícil”, diz.

Durante dois anos, ele usou cadeira tradicional, mas, em 2013, Willye comprou a roda com marcha. O produto deixa o toque mais suave, segundo ele, e evita que a cadeira empine em uma ladeira, por exemplo. Na descida, a marcha atua como um freio motor. Com esforço mínimo, é possível controlar a velocidade da cadeira.
A empresa também já começou a fazer contatos para exportar o produto. “Para isso, fizemos patente mundial na China, Japão, Europa e Estados Unidos, justamente para que a gente tenha um tempo para poder entrar nesses novos mercados”, explica Ricardo.

CONTATOS:

EASY MOB
Contato: Denise Malickas (Analista de Maketing)
Rua Dr. Luiz Magliano, 1986 – conj. 727 – Vila Andrade
São Paulo/SP – CEP: 05711-0011
Telefone: (11) 2105-3491
Site: www.easymob.com.br
E-mail: sac@easymob.com.br

ITA ASSISTIVA
Contato: Luciana Visibeli (Empresária)
Rua Flávio Fongaro, 447 – Jardim do Mar
São Bernardo do Campo/SP – CEP: 09726-430
Telefone: (11) 2758-5667/ (11) 2758- 5672
Site: www.itaassistiva.com.br
E-mail: luciana@itaassistiva.com.br

Fonte: Deficiente Ciente

Pais de deficientes sem apoio pedem ajuda judiciária para recorrer a tribunal

Pais de crianças deficientes, e com carências económicas, começaram nesta sexta-feira a requerer, na Segurança Social, apoio judiciário, para contestarem em tribunal o indeferimento de processos para atribuição do subsídio de educação especial, indicou uma associação do sector.

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação Nacional de Empresas de Apoio Especializado (ANEAE), Bruno Carvalho, disse que os familiares de crianças e jovens deficientes, com menos recursos económicos, entregaram nesta sexta-feira, nos centros da Segurança Social, um pouco por todo o país, 4.500 a 5.000 requerimentos a pedir apoio judiciário, para impugnarem em tribunal os actos administrativos que levaram ao "indeferimento ou devolução" de processos para a atribuição do subsídio de educação especial, sem qualquer justificação.

Segundo Bruno Carvalho, o número de requerimentos poderá ascender aos 10.000 na próxima semana.

O Instituto da Segurança Social (ISS), numa curta resposta enviada à Lusa, alegou, no entanto, que "não se confirma, até ao momento, a entrada de um volume anormal de requerimentos de apoio judiciário", após "apuramento nos Serviços de Atendimento da Segurança Social de maior dimensão espalhados pelo país".

Bruno Carvalho adiantou que os requerimentos visam também responsabilizar directamente as pessoas pelos actos administrativos, como a presidente do ISS, os directores dos centros distritais de Segurança Social e o director da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), bem como obrigar a Segurança Social a responder aos pedidos de subsídio "sem resposta ou cujos processos foram devolvidos para a DGEstE".

Em comunicado, a ANEAE assinala ainda que os casos das famílias que tencionam recorrer aos tribunais referem-se a processos "em que não houve qualquer notificação (a solicitar elementos instrutórios ou informações complementares) da Segurança Social sobre o requerimento de subsídio de educação especial".

Protocolo
Na origem da contenda está um protocolo assinado, a 22 de Outubro, entre o ISS e a DGEstE, que, de acordo com a ANEAE, "exclui milhares de crianças com necessidades de apoios especializados", como terapia da fala, fisioterapia, fisiatria, psicologia clínica, neurologia e pedopsiquiatria.

Nesta sexta-feira, no parlamento, o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, respondeu, quando questionado pelo PS sobre "os cortes" no subsídio de educação especial, que, entre 2011 e 2013, houve um aumento da execução financeira da verba destinada ao apoio à deficiência, apontando que, em 2011, o montante era de 21,5 milhões de euros e que, actualmente, é de 24,5 milhões de euros.

Para Mota Soares, o aumento de verba serviu para que crescesse também o número de famílias cobertas, havendo actualmente 13 mil famílias, depois de, em 2011, terem sido 11 mil.

A 21 de Março, três dias depois de um protesto de pais de deficientes à porta da Segurança Social do Porto, contra "o corte" no subsídio de educação especial, os ministérios da Segurança Social e da Educação asseguraram que "não há qualquer alteração nos critérios de atribuição" do subsídio, "apenas uma maior articulação entre as escolas e o ISS".

Na altura, ambas as tutelas referiram que estavam em processamento cerca de 25 mil subsídios de educação especial.

No dia do protesto no Porto, o presidente da ANEAE, que co-organizou a iniciativa, alegou que "foram feitos cerca de 13 mil requerimentos no país e estão a ser devolvidos 95 por cento dos processos".

Fonte: Público

Algarve: Calendário Regional de Desporto Adaptado arranca no final do mês

O 1.º Calendário Regional de Desporto Adaptado, promovido por várias entidades algarvias, vai
arrancar no próximo dia 30 de abril, com a primeira de seis atividades distintas.

A Direção Regional do Algarve do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), a Câmara Municipal de São Brás de Alportel e o Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul vão desenvolver este programa, em parceria com associações desportivas, clubes, IPSS, autarquias e outros agentes desportivos da região.

Este calendário, composto por seis atividades distintas, abrange ações desportivas para pessoas portadoras de deficiência e ações de cariz formativo para técnicos e demais interessados no trabalho a desenvolver nesta área de intervenção.

O conjunto de ações pretende contribuir também para o bem-estar físico e psicossocial da população envolvida.

No próximo dia 30 de abril, as três entidades acima mencionadas aliam-se à Câmara Municipal de Faro, à Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve e à Associação Existir para realizar a primeira ação.

O objetivo principal passa pela promoção dos desportos náuticos adaptados, contemplando uma ação teórica e outra prática.

A primeira decorre no período da manhã, nas instalações da direção regional do IPDJ, tendo por base uma ação de formação para técnicos e demais agentes, com interesse no trabalho com pessoas portadoras de deficiência.

A segunda componente, de cariz mais prático, terá por base a experimentação das modalidades náuticas (vela, surf e canoagem) no Centro Náutico da Praia de Faro, aberta aos interessados.


Para mais informações e inscrições, os interessados podem utilizar o contacto 289840201 ou os endereços eletrónicos faro@ipdj.pt e desporto@cm-sbras.pt

Fonte: diarionline

Valongo lança em julho serviço de informação para pessoas com deficiência

A Câmara de Valongo vai lançar em julho, em parceria com a Área Metropolitana do Porto e com o Instituto Nacional de Reabilitação, um serviço de informação e mediação para pessoas com deficiência ou incapacidade, confirmou hoje fonte autárquica.

"[O Serviço de Informação e Mediação para Pessoas com Deficiência ou Incapacidade (SIM-PD) é] um serviço que se propõe prestar às pessoas com deficiências ou incapacidade e suas famílias uma informação acessível, personalizada, global e integrada sobre os direitos, benefícios e recursos existentes", refere a minuta deste projeto.

A decisão sobre a abertura deste serviço foi tomada na quinta-feira, por unanimidade, em reunião de Câmara e hoje a área da Ação Social de Valongo confirmou, à Lusa, estar previsto que o SIM-PD abra em julho.

"Queremos encaminhar as pessoas para as respostas que existam e servir de mediador entre as famílias e as instituições do concelho. Na prática é um gabinete de atendimento a munícipes mas vocacionado a pessoas com deficiência ou seus cuidadores. Muitas vezes existe resposta mas as famílias não o sabem, poderemos ajudar e mediar esse processo", explicou a vereadora da Ação Social de Valongo, Luísa Oliveira.

No SIM-PD vão trabalhar técnicos da área das Ciências Sociais e Humanas afetos à autarquia de Valongo que antes terão formação dada pelo Instituto Nacional de Reabilitação (INR).

Apoiar os cidadãos na "procura das soluções mais adequadas à sua situação concreta" e fortalecer "as suas capacidades para assumirem, nas respetivas comunidades, os direitos e deveres cívicos" são alguns dos objetivos deste serviço.

Poderão dirigir-se a este gabinete pessoas com deficiências ou incapacidade e respetivas famílias, técnicos que intervêm na área da prevenção, habilitação, reabilitação e participação comunitária das pessoas com deficiências ou incapacidade, bem como instituições e serviços que desenvolvam qualquer tipo de atividade nestes domínios.

Além do INR, a Câmara de Valongo conta com a colaboração da Área Metropolitana do Porto/Provedoria dos cidadãos com deficiência, entidade à qual caberá, entre outras tarefas, fazer o acompanhamento técnico e avaliação deste serviço.

Fonte: RTP

Casa da Música "ao alcance de todos"

Os palcos da Casa da Música, no Porto, vão estar novamente "Ao Alcance de Todos" a partir de segunda-feira, com uma série de espetáculos que vão reunir músicos da instituição com pessoas com necessidades especiais de diversas origens.

O ciclo "Ao Alcance de Todos", iniciativa que já acontece desde 2007, é mais de "uma semana de inclusão" que confina num determinado período o trabalho realizado pelo serviço educativo da Casa da Música durante o ano inteiro, explicou à Lusa o coordenador, Jorge Prendas.

Assim, estão envolvidos no ciclo participantes tão variados como utentes da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia com demência e doença de Alzheimer, pacientes do Hospital Magalhães Lemos e elementos da Associação dos Deficientes das Forças Armadas.

"Naquilo que são os concertos que vamos apresentar, a integração e a inclusão dão-se a partir da mistura, em que estamos todos no mesmo patamar e no mesmo palco", disse Jorge Prendas.

A 16 e 17 de abril, a Sala 2 da Casa da Música vai receber "Memo", projeto criado a partir das "memórias musicais dos participantes, pessoas com demência, acompanhadas em cena pelos seus cuidadores", criando "um espaço comum para recordações pessoais a revelar", segundo a instituição.

Mais tarde, a 30 deste mês, a sala Suggia acolhe "Curado", projeto também integrado no ciclo "Música e Revolução", que vai reunir músicos da Casa da Música, a Associação dos Deficientes das Forças Armadas e alunos do 12.º ano do Balleteatro, num espetáculo onde, "ainda que visualmente se possa perceber quem é quem, todos têm o seu papel e estão nivelados no mesmo patamar".

"Há coisas que podemos até falar na base emocional. No caso dos deficientes das Forças Armadas, o presidente da delegação do Porto disse-me que, ao fim de 40 anos [sobre o 25 de Abril], pela primeira vez ouviu algumas histórias que nunca tinham sido assumidas pelos seus intervenientes", referiu o coordenador do serviço educativo da Casa da Música.

O ciclo "Ao Alcance de Todos" inicia-se segunda-feira e termina a 30 de abril.

Fonte: RTP

quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Doentes paralisados recuperam mobilidade após implante medular

Quatro homens que estavam paralisados do torso para baixo há mais de dois anos – e cuja situação era considerada irreversível – recuperaram a capacidade de mexer voluntariamente as pernas e os pés (mas não de andar) depois de um dispositivo eléctrico ter sido implantado na sua espinal medula, revelaram terça-feira cientistas nos EUA. Os autores acreditam que um tratamento deste tipo poderá ajudar milhões de pessoas paralisadas na sequência de um traumatismo, incluindo aqueles a quem nem sequer é actualmente proposto um protocolo de reabilitação por o seu caso ser considerado irremediável. 

Os resultados também põem em causa uma ideia-chave acerca das lesões da espinal medula: o facto de o seu tratamento exigir a regeneração dos neurónios danificados ou a sua substituição, por exemplo, por células estaminais. Ambas abordagens têm-se revelado extremamente difíceis – e, no caso das células estaminais, controversas.

“A principal mensagem aqui é que as pessoas com lesões da espinal medula do tipo das destes homens já não precisam de pensar que a sua paralisia é uma sentença para toda a vida”, disse em entrevista Roderic Pettigrew, que não participou no estudo. Pettigrew é director do Instituto Nacional de Imagiologia Biomédica e de Bioengenharia, que faz parte dos Institutos Nacionais de Saúde norte-americanos (NIH, a instância federal que financia a investigação pública nos EUA). “Podem conseguir um certo nível de função voluntária”, algo que o cientista considera ser um “marco” nas pesquisas sobre lesões espinais. O seu instituto financiou em parte o estudo, que foi publicado terça-feira na revistaBrain. A fundação criada pelo actor Christopher Reeve, paralisado na sequência de um acidente de cavalo, também co-financiou estas pesquisas.

A recuperação parcial conseguida por doentes “irrecuperáveis” sugere que os médicos e os terapeutas da reabilitação poderão estar a desistir de ajudar milhões de pessoas paralisadas. É que a terapia física pode simular alguns dos aspectos da estimulação eléctrica fornecida pelo dispositivo agora testado, diz Susan Harkema, especialista de reabilitação neurológica da Universidade de Louisville, que liderou o novo estudo. “Umas das coisas que estes resultados mostram é que o potencial de recuperação dos doentes com lesões espinais é maior do que se pensava, mesmo sem estimulação eléctrica”, explicou numa entrevista. “Hoje em dia, os doentes não beneficiam de reabilitação porque não são considerados um 'bom investimento'. Devemos repensar o que lhes oferecemos, porque a reabilitação pode promover a recuperação de um número muito maior."

Estrela de basebol
O estudo destes cientistas começou com o caso de um único doente paralisado, cujos resultados a equipa de Harkema publicou em 2011. Rob Summers, estrela de basebol universitário, fora atropelado em 2006, ficando paralisado do pescoço para baixo. Em finais de 2009, foi-lhe colocado um implante epidural imediatamente abaixo da zona lesionada. O dispositivo de 72 gramas começou a emitir correntes eléctricas de diversas frequências e intensidades, estimulando os densos fascículos de neurónios da espinal medula.

Três dias mais tarde, Summers pôs-se de pé sem ajuda. Em 2010, deu uns primeiros passos hesitantes.

A sua recuperação parcial tornou-se um fenómeno mediático, mas mesmo os autores do tratamento acharam que a estimulação epidural apenas poderia beneficiar os doentes paralisados que, como Summers, ainda tinham alguma sensibilidade nas extremidades paralisadas. “Partimos do princípio de que os circuitos sensoriais ainda presentes eram cruciais para esta recuperação”, diz Harkema.

Daí que os cientistas tivessem poucas esperanças para dois dos seus três doentes seguintes. É que nem Kent Stephenson nem Andrew Meas tinham qualquer sensibilidade nas pernas. Stephenson estava paralisado desde 2009, na sequência de um acidente de motocross quando tinha 21 anos. Após meses a fazer reabilitação no Colorado, relembra, “disseram-me que nunca tornaria a mexer as pernas, que não havia qualquer esperança”. Mas 11 dias depois de ter começado a receber os estímulos eléctricos produzidos por um dispositivo do tamanho de um baralho cartas – o estimulador RestoreAdvanced, fabricado pela empresa Medtronic e utilizado no controlo da dor –, Stephenson mexeu a sua perna esquerda “paralisada” enquanto estava deitado de costas.

“A minha mãe, que estava presente quando ligaram o estimulador e me disseram ‘levanta a perna esquerda’, desatou a chorar quando consegui”, conta Stephenson. Também eu fiquei com lágrimas nos olhos. Tinham-me dito que nunca tornaria a mexer-me voluntariamente. Os cientistas também não estavam à espera do que aconteceu”, diz Claudia Angeli, do Instituto de Reabilitação Frazer e da Universidade de Louisville, que co-liderou o estudo. “Mas quando Kent se mexeu, pensámos que afinal aquilo talvez estivesse a funcionar.

Enviado por José Mariano - Fonte: Público

domingo, 6 de Abril de 2014

ANA cobra 50 cêntimos por assistência a passageiros com mobilidade reduzida

A taxa de serviço de assistência a passageiros com mobilidade reduzida nos aeroportos de Lisboa, Porto e
Faro, vai aumentar de 0,45 euros por passageiro para 0,50 euros na terça-feira, segundo informação da ANA.

De acordo com a informação disponível na página da ANA - Aeroportos de Portugal na internet, "o valor de 0,50 euros por passageiro embarcado" vai "vigorar nos aeroportos do grupo de Lisboa, no Aeroporto do Porto e no Aeroporto de Faro, a partir do dia 01 de Abril de 2014 inclusive até 31 de Março de 2015".

O valor actual da taxa de serviço de assistência a passageiros com mobilidade reduzida é de 0,45 euros.

A taxa é paga pelas companhias aéreas que utilizam os aeroportos, como contrapartida da prestação do serviço de assistência às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Fonte: SOL