quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Santa Casa substitui cheque por entrega direta dos produtos para pessoas com deficiência


As cadeiras de rodas e outros produtos de apoio a pessoas com deficiência e idosos passam a ser entregues diretamente pela Misericórdia de Lisboa aos requerentes

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) já iniciou o processo de atribuição direta de produtos destinados a apoiar pessoas com deficiência e idosos.

Luisa Dias foi a primeira beneficiária a receber uma cadeira de rodas elétrica, no passado dia 16 de Agosto, por meio deste método, em que o requerente passa a receber diretamente o produto a que se candidatou em vez de lhe ser atribuído um cheque para o adquirir. A entrega é feita na presença da empresa fornecedora do produto de apoio e da terapeuta ocupacional do Serviço de Gestão de Produtos de Apoio da SCML - SGPA.

No âmbito do programa de financiamento de produtos de apoio onde a SCML se substitui à Segurança Social na Cidade de Lisboa desde 2003, foram satisfeitas 31 das 140 candidaturas apresentadas até agora, este ano, para produtos como cadeiras de rodas, andarilhos, equipamentos para treino de músculos respiratórios, unidades de oxigénio, almofadas para sentar ou colchões para prevenir úlceras de pressão, entre outras.

Em média, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa recebe 150 candidaturas anuais e com este novo modelo pretende prestar um serviço de maior qualidade e de satisfação dos seus utentes - requerentes.

Ao Serviço de Gestão de Produtos de Apoio da SCML compete a gestão por empréstimo dos produtos de apoio a todos os equipamentos da Misericórdia de Lisboa, bem como a avaliação e gestão dos financiamentos provenientes da Segurança Social para o financiamento dos produtos de apoio a requerentes que residam em Lisboa.

Na avaliação que faz de cada pedido, a SCML segue o princípio do "impacto que o produto de apoio tem na vida do requerente-beneficiário".

O tempo

Ai o tempo...é sobre ele que desta vez escrevo no Vida Mais Livre

Durante alguns anos, a minha vida foi uma grande monotonia. Resumia-se a passar o dia a ver os quatro canais de televisão existentes e a ler, só mais tarde apareceu a internet e TV a cabo, compatíveis com meus rendimentos. Quando havia na programação algo que me entusiasmasse, ficava o dia todo com a expectativa que ia passar uns bons momentos. Parecia que ia ter um grande acontecimento. Se teria algo que me dava prazer, ficava desejoso que chegasse o momento. Minha vida era só isso.

O tempo demorava uma eternidade a passar. Era horrível levantar-me sem ter perspectivas de vida, algo para fazer, objetivos. No inverno, que sair de casa se torna mais difícil, era pior. Nos dias de sol, permitia-me ler na rua, ver e sentir a natureza… atenuava um pouco esse tédio. O telefone também me permitia passar algum tempo em conversa com amigos que estavam na mesma situação que eu, já que, os ditos normais, nunca tinham tempo para conversas.

Achava muito estranho nunca terem uns minutinhos livres para um simples telefonema. Atendiam o telefone e a conversa era sempre a mesma: ando para te ligar há muito tempo, mas o tempo nunca permite, ou desculpa acabei de chegar, e ou ainda estou a fazer isto, falta-me fazer aquilo… Notava-se que lhes estava a tirar seu precioso tempo. Como passava dias inteiros sem ter nada para fazer, de vez em quando, dava-me muita vontade de falar com alguém e, como sabemos [em Portugal], telefone fixo é gratuito… Juntava o útil ao agradável. Mas acabei por desistir de ligar para alguns, e para outros só ligava e ligo se for algum assunto urgente.

Hoje, compreendo-os melhor. Passa-se mais ou menos o mesmo comigo. Nem quero acreditar quando me vejo a responder da mesma forma. Como de há um ano para cá, tenho o privilégio de trabalhar e estudar, o tempo livre deixou de ser o mesmo. Não consigo ligar para todas as pessoas todas as vezes que desejaria, e nessas horas, vem-me logo à memória, o tempo em que acontecia o contrário. Ninguém tinha tempo para mim. TV fico vários dias sem a ligar. Livros para ler vão acumulando e há alturas que já tenho saudades de ver qualquer coisa, e inclusive de não ter nada para fazer… Mas não troco de maneira nenhuma esta minha nova vida pela anterior. Estou a adorar ter voltado ao ativo e é este o lugar pelo qual sempre lutei e quero ficar durante muitos e muitos anos. O menos bom é não poder dar a atenção que meus amigos merecem.

Que me desculpem aqueles a quem não tenho ligado tantas vezes como anteriormente, mas sabem que vou ligando. Não deixem é de me ligar como eu fiz com quem não tinha tempo para mim, e a esses, minhas desculpas.

Uma palavra para os anormais...

Certamente, todos já viram pessoas todas tortas, pessoas que coxeiam tremendamente, que têm braços tortos, que têm os olhos divergentes, que têm orelhas incompletas, que não têm pés, ou mãos, ou pernas, ou braços, até que, em lugar do nariz têm um buraco, que têm os olhos longe um do outro, que não têm olhos… pois, e já pensaram como é bom para a torta, coxa, sem membro andar?; para a de olhos divergentes ver?; para qualquer uma delas ser consciente,pensar, viver, SER FELIZ – ou vocês não pensam, e fazem parte do monte de energúmeros incapazes anormais que não aceitam as diferenças?

É, a tradição de fechar em casa os “diferentes da norma” foi passando, mas a visão que se tem e faz de cada ser humano com diferença não passa!
E, haja um qualquer deficit, serão sempre as diferenças “visíveis” que provocam a exclusão por incompreensão.

Vá lá… PENSE, e não seja "anormal"!!!!!!

Alguém que é coxo, cego ou seja lá o que for, é alguém que não pode levar etiquetas de quem o não conhece – como dizia a uma amiga com deficiência motora (porque, também ela, pela sua juventude, se apresentava como “deficiente”): deficiência não é identidade – faz parte de quem a tem, mas não é a sua principal caraterística!

Porque o normal é Ser* humano! [*verbo]

Fato de surf adaptado

A apresentação do primeiro fato concebido em exclusivo para portadores de deficiência decorreu durante o Festival “Surf at Night”, em Cortegaça.

A SURFaddict - Associação Portuguesa de Surf Adaptado apresentou, no sábado, na praia de Cortegaça, em Ovar, o primeiro fato de surf adaptado do mundo.

Trata-se de um fato concebido em exclusivo para a SURFaddict e adaptado a diferentes tipos de praticantes, tendo sido desenvolvido pela Janga, uma empresa da Figueira da Foz, que o concebeu de acordo com as indicações da associação e dos praticantes de surf adaptado.

“Este fato é mais elástico do que os outros” disse Nuno Vitorino, da Associação Portuguesa de Surf Adaptado, também ele deficiente motor, que explicou, numa reportagem à SIC, que o fato tem ainda uns fechos do lado exterior das pernas para ajudar a vesti-lo, bem como tem a particularidade de estar dotado de velcro na parte interior das coxas e pernas, permitindo que estas fiquem seguras durante a prática desportiva. “Ao segurar as pernas, elas não abrem ao ‘dropar’ as ondas em cima da prancha”, explicou.

Mais uma discriminação em razão da deficiência

Caros amigos, depois de toda a vossa ajuda para adaptar o carro do Hugo assim como ajuda da Oficina do Condutor - Escola de Condução para que podesse ser concluida a carta de condução, a escola marcado o exame de condução que foi previamente tratado com documentação ao ACP do porto, entidade que verificou toda a documentação, dando a mesma por válida e aceitou a marcação do exame de conduçao em carro proprio no dia de hoje as 13.30.
O Hugo e o Instrutor Helder, dirigiram-se ao ACP do Porto e foi recusado a execução do exame com a desculpa de o carro do Hugo não estar munido de 5 lugares.

Contudo:
Nos termos e ao abrigo do disposto no n.o 6 do artigo 2.o do Decreto-Lei n.o 221/95, de 1 de Setembro, e no artigo 2.o do Decreto n.o 39 987, de 22 de Dezembro de 1954:
Manda o Governo, pelo Ministro da Administração interna, o seguinte:

1.o - Os exames de condução só podem realizar-se em veículos licenciados para instrução ou para exames, excepto nos seguintes casos:

a) Exames de indivíduos que, em resultado de exame médico ou psicológico, só possam conduzir determinados tipos de veículos ou veículos adaptados;

a Lei é clara mas o ACP pensa estar acima da lei, devemos tambem referir q o ACP porto não tem instalações sanitarias adaptadas a pessoas com mobilidade reduzida nem possui um elevador, o acesso ao ACP do porto é feito atraves de uma vasta escadaria SEM CORRIMÃO, segundo a legislação portuguesa actual o Decreto-Lei nº163/2006 de 8 de Agosto Artigo 6.º define que no Licenciamento de estabelecimentos as autoridades administrativas competentes para o licenciamento de estabelecimentos comerciais, escolares, de saúde e turismo e estabelecimentos abertos ao público abrangidos pelo presente decreto-lei devem recusar a emissão da licença ou autorização de funcionamento quando esses estabelecimentos não cumpram as normas técnicas constantes do anexo que o integra. A câmara municipal deve, obrigatoriamente, para efeitos do disposto no número anterior, comunicar às entidades administrativas competentes as situações de incumprimento das normas técnicas anexas a este decreto-lei -> não tem acessos não pode estar aberto!

Vamos todos espalhar esta vergonha? Agradecedemos desde já à escola de condução oficina do condutor por desde sempre ter apoiado o Hugo nesta sua cruzada e estar a fazer os possiveis e impossiveis para o Hugo poder concluir a carta de condução!!!!

espalhem a vergonha do ACP amigos!

obrigado -> FORÇA HUGO VAIS CONSEGUIR, NÃO DESANIMES PAH!!!

Conheçam melhor o Hugo Sobre Rodas

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Acessibilidades contribuem para a atratividade da praia da Foz do Lisandro

A bandeira anuncia-a e a prática comprova que a classificação de 'praia acessível' é um dos fatores de atratividade de pessoas com mobilidade reduzida à praia da Foz do Lisandro, na Ericeira, no concelho de Mafra.

Na praia que ostenta o galardão "praia acessível" é visível a aposta na criação de estruturas facilitadoras do acesso a pessoas com menos mobilidade.

Passadiços de madeira facilitam a circulação entre o parque de estacionamento, com cerca de 250 lugares (seis do quais para portadores de deficiência) e o extenso areal onde, dos cerca de vinte chapéus de colmo disponibilizados por cada um dos concessionários, dois são reservados a deficientes.

Condições determinantes na escolha desta praia por parte de instituições como a Associação de Solidariedade e Apoio Social do Pessoal da TAP, que a elegeram para o passeio semanal dos idosos.

"É a [praia] mais acessível, especialmente para nós, que andamos de cadeira de rodas,", reconhece Ermelinda Sousa, de 68 anos, uma das utentes do lar.

Entre cantorias, correrias e banhos no mar, a importância das boas acessibilidades da praia, passa praticamente despercebida às vinte crianças da colónia de férias promovida pela empresa Try-Out.

Mas para os mentores do projeto, que fazem questão de incluir nos grupos crianças com deficiência ou limitações, as acessibilidades são determinantes na escolha da Foz do Lisandro.

"No caso de crianças com cadeira de rodas ou com mobilidade reduzida esta é uma praia que dá boas repostas", afirma João Bexiga, sócio da Try-Out, sublinhando a existência de estruturas como o "parqueamento com lugares disponíveis viaturas de transporte de crianças" ou o facto de todo o passadiço ser " muito acessível" e permitir " caminhar desde o parque de estacionamento até à última concessão, com rampa em todos os acesso ao areal".

Por outro lado, salienta, "no areal, existem viaturas [cadeiras designadas por tiralô] adaptadas para levar as crianças à água o que possibilita que a criança possa tomar banho, à semelhança do que acontece com os outros participantes, reduzindo a exclusão desse participante no campo de férias".

Bastante requisitado, o tiralô disponível oferece, segundo o nadador -salvador Emanuel Severino, "quase sempre satisfação garantida" a quem, sem ele, dificilmente teria oportunidade de usufruir de um banho de mar.

Mas, a cumprirem-se os projetos do concessionário do bar "Limipicos", João Fidalgo, em breve a mobilidade reduzida deixará de ser impedimento para a prática de atividades mais radicais.

"Quando aceitámos este projeto contemplámos algumas atividades de turismo aventura, através da realização de passeios em cadeiras adaptadas ou atividades específicas para esse tipo de pessoas", revelou o empresário que pretende "ainda durante este verão dar início a aulas de surf e depois, durante o inverno implementar passeios de BTT e passeios de cadeiras de rodas".

Para isso está, em parceria com o irmão, engenheiro mecânico, a desenvolver "o projeto de uma bicicleta todo o terreno de quatro rodas" que pretende implementar no próximo inverno.

Até lá, deixa a garantia de que, tanto na praia como no bar, condições não faltam ao espaço onde desde as casas de banho com chuveiros adaptados, à esplanada com amplos corredores, tudo está preparado para tornar a praia verdadeiramente acessível a todos.

Lusa/Fim

Qual é Qual? Novo software adaptado

O Qual é Qual ? é um software adaptado que consiste num conjunto de atividades onde é possível abordar e desenvolver os seguintes conceitos:

. Noção de Igualdade
. Noção de Organização Espacial
. Associação Semântica
. Noção de Categorização
. Discriminação Auditiva por associação de imagem/som
. Identificação de cores

O Software está adaptado às várias interfaces de acesso:

. Rato
. Ecrã Tátil
. 1 ou 2 Manípulos

Faça aqui o download da versão demonstração!

Na aquisição do software terá disponível mais de 40 animações !

Preço de Lançamento:
1 Licença: 34,90 € (iva incluído)
3 Licenças: 83,76 € (iva incluído)
5 Licenças: 122,15 € (iva incluído)

Fonte e informação completa sobre todos os produtos: Anditec

Inverte A Cena: Associação Portuguesa de Jovens Contra o Bullying

Bom dia Somos a Inverte A Cena Associação Portuguesa Contra o Bullying

Vimos por este pedir que divulguem tragam até nós casos da Causa

Vistem o nosso blogue http://inverteacena.blogspot.pt/ Visitem-nos no facebook

Enviem-nos um mail associacaoinverteacena@gmail.com

Escrevam-nos para Rua do Comércio, nº52, 
2350-027 Santarém

Sem outro assunto de momento,

Com os Melhores cumprimentos

Vítor Manuel Lopes Grácio Ferreira - Presidente do Conselho Fiscal

Enviado por e-mail

domingo, 19 de agosto de 2012

Iªs Jornadas em Traumatologia Vértebro Medular

«Cuidar da Pessoa com Traumatismo Vértebro Medular: da Lesão à Integração na Comunidade»; «Adquirir a Autonomia: Área de Cuidados - Eliminação e Sexualidade»; «Abordagem Interdisciplinar à Pessoa com Lesão Vértebro Medular»; «Vivência e Inovação em Equipa», são alguns dos temas em análise nas Iªs Jornadas em Traumatologia Vértebro Medular.

Trata-se de uma organização da Unidade Vértebro Medular do Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, e da Associação Científica dos Enfermeiros (ACE).

Fonte e informação completa: Ordem dos Enfermeiros

Bomba para encher pneus de cadeira de rodas

Encher os pneus das minhas cadeiras de rodas foi sempre um problema. Os da Quickie Salsa então só com compressores e por perto não tenho nenhum aparelho. Os portáteis são caros e nada práticos. A Rumba como viajo com ela vai dando para encher em bombas de gasolina, mas nem sempre calibram como devido, tendo inclusive já rebentado as camaras de ar várias vezes,  umas horas após enchimento dos pneus. Enche-los com as bombas pequenas é uma canseira...

Resolvi comprar e experimentar a da imagem e parece que é bem mais fácil de manobrar e útil. Vamos ver...pelo menos os braços não cansam.

Questões de Ordem Sexual: Análise Qualitativa das Dúvidas Após uma Lesão Medular

Este artigo apresenta e discute os resultados obtidos junto de 35 portugueses com lesão medular adquirida a quem foi perguntado que tipo de questões de ordem sexual gostariam de colocar à equipa clínica que os assiste. 

Através da colheita de dados individual foram elaboradas categorias significativas, que emergiram das percepções dos sujeitos, constituindo, assim, o discurso do grupo que originou a conclusão. 

Este estudo permitiu o acesso a significados que traduziram as necessidades percebidas relativamente a informações de ordem clínica, frequentemente negligenciadas.

João Henriques tomou posse como provedor na Lousã

Foi um salão nobre cheio aquele que aplaudiu, em pé, o novo provedor da Provedoria Municipal das Pessoas com Incapacidade da Lousã, João Henriques, numa cerimónia onde este e o próprio grupo técnico e o recém criado Conselho Consultivo tomaram posse, assinalando a continuidade de um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos anos no concelho.

João Henriques assumiu-se preparado para abraçar este desafio - que já acarinha desde 2006, altura em que se tornou assessor do primeiro provedor das pessoas com incapacidade da Lousã, Ernesto Carvalhinho que, agora passará a coordenar o recém criado Conselho Consultivo - confessando esperar «fazer o melhor», e pedindo «ao grupo técnico criatividade para defender os direitos de todos» e a «colaboração de todos os lousanenses» neste trabalho.

Livro Viajantes Inesperados

Aproveito a dica do Blog Deficiente Ciente que recomenda a leitura do livro “Viajantes Inesperados” do autor Carlo Lepri, lançado pela Editora Saberes. Um livro imperdível que analisa a condição humana e existencial das pessoas com deficiência.

Fonte e informação completa: Deficiente Ciente