sexta-feira, 6 de maio de 2016

Câmara Municipal de Tomar terá novos acessos para pessoas com deficiência

Foi aprovada em reunião de câmara a proposta do vereador das obras públicas, Rui Serrano (PS), que contempla o melhoramento das condições de acesso ao edifício da Câmara Municipal de Tomar.


Como tal, será feito um investimento na montagem de um sistema mecânico de elevador nas traseiras do edifício de forma a que pessoas com mobilidade reduzida possam aceder aos três pisos do edifício.

Este projeto, proposto pelo vereador socialista, tem como base algumas queixas apresentadas por vários cidadãos, nomeadamente por Laura Nunes, uma utente do CIRE.

De acrescentar que a Câmara Municipal estava alegadamente impedida de colocar rampas de acesso ao balcão único, situado na fachada do edifício, devido à não-autorização da Direção Geral de Património Cultural por se tratar de um edifício histórico.

Fonte: Tomar TV

Está na fila? Deficientes, grávidas e idosos vão ter sempre prioridade

Está à espera de ser atendido numa seguradora ou num banco? Aguarda pela sua vez no supermercado, numa loja, num restaurante? Pessoas com deficiência, grávidas e idosos passam a ter direito, consagrado na lei, a atendimento prioritário. É pelo menos esta a intenção do Governo, expressa num projecto de decreto-lei que diz que todas as entidades “públicas e privadas, singulares e colectivas que prestem atendimento presencial ao público” passam a ter de garantir essa prioridade.

Um cliente que não veja respeitado esse direito pode pedir a “presença de autoridade policial”, para garantir que ele se cumpre. E pode apresentar queixa. Estão previstas multas que podem variar, nos seus limites máximos, entre os 1000 e os 2000 euros (conforme a entidade infractora seja uma pessoa singular ou colectiva).

A intenção é que tenham de ser atendidos, antes dos demais clientes, “pessoas com deficiência ou incapacidade; pessoas idosas; grávidas; pessoas acompanhadas de crianças de colo”, ou seja, com “crianças até aos dois anos”, explicita o diploma enviado pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social a vários parceiros, para auscultação.

Actualmente, a legislação já prevê, para os serviços da administração central, regional e local e institutos públicos, que idosos, grávidas e pessoas com deficiência ou com crianças ao colo tenham que ser atendidas primeiro. Mas não existe “qualquer quadro sancionatório em caso de incumprimento”, lembra o preâmbulo da proposta que, uma vez ouvidos os parceiros, irá a Conselho de Ministros.

Mais: esta obrigatoriedade não se aplica a todos os serviços públicos (o sector público empresarial e as parcerias público-privadas, por exemplo, estão de fora). E muito menos existem regras para o sector privado. O que tem criado ambiguidades, diz José Reis, presidente da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes: “Muitas pessoas que deviam ter prioridade não têm. Temos vindo a abordar esta situação junto da secretária de Estado da Inclusão, por isso é uma boa notícia se estão a avançar, não conhecemos a proposta.”

O Governo pretende que a obrigação do atendimento prioritário abranja todos os sectores (só casos muito particulares ficam de fora, como “as entidades prestadoras de saúde” quando o atendimento se faz em função de critérios clínicos).

O projecto lembra que no sector privado já há vários exemplos em que idosos, grávidas e pessoas com deficiência têm direito a ser atendidas primeiro. Mas o facto, diz, é que em geral estes cidadãos estão desprotegidos.

“A igualdade de oportunidades, definida pela ONU como ‘o processo pelo qual os diversos sistemas da sociedade e do meio envolvente, tais como serviços, actividades, informação e documentação, se tornam acessíveis a todos e, em especial, às pessoas com deficiência’, implica por parte dos Estados um compromisso com medidas de política que garantam a efectividade desse princípio”, argumenta o ministério.
É preciso que se aplique

José Reis diz que o mais importante “não é haver multas” previstas para os infractores — “O mais importante é continuar a sensibilizar a opinião pública para os direitos das pessoas com deficiência”, que constituem “um universo muito grande de pessoas” que passam muitas vezes invisíveis. E garante que não é assim tão incomum que numa fila de espera não se dê prioridade a quem visivelmente tem uma deficiência ou incapacidade.

A presidente da direcção nacional da Associação Portuguesa de Deficientes, Ana Sesudo, tem outra experiência. Diz que, no seu caso, na maioria das vezes, é-lhe dada prioridade. Mas tem observado alguns retrocessos nas práticas de algumas entidades privadas. “Há supermercados que tinham filas prioritárias e que as substituíram por filas onde colocaram uma placa onde se lê: ‘Dar prioridade é uma questão de civismo.’” Na prática, deixaram de ter filas prioritárias. Por isso, aplaude a intenção do Governo.

Ana Sesudo lembra, contudo, que Portugal tem muitas leis muito avançadas que não são cumpridas. Espera que “com esta seja diferente”. Admite que, para isso, importa que as pessoas façam queixa, se os seus direitos são desrespeitados. Mas sublinha que muitas pessoas não fazem porque sentem que as queixas dão trabalho e não têm consequências.

Também contactada pelo PÚBLICO, a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal faz saber que já emitiu parecer sobre esta proposta em sede do Conselho Nacional de Consumo. Em resposta por escrito, Ana Vieira, secretária-geral, diz que a confederação “acolhe as preocupações subjacentes a um diploma desta natureza, não deixando de se levantarem problemas de aplicação prática e logística em certo tipo de estabelecimentos". Considera também que “é importante estabelecer as coimas de forma proporcional à dimensão das empresas”.

“Vemos como positiva a uniformização do regime contra-ordenacional entre público e privado (o público não estava até agora sujeito a coimas) e o período previsto de entrada em vigor de 120 dias, o que permite um prazo razoável para sensibilizar e divulgar o novo regime”, acrescenta Ana Vieira.
Poucas queixas

Os dados disponíveis indicam que serão poucas as reclamações relativas ao incumprimento das regras que nos serviços da administração pública já dão prioridade de atendimento a deficientes. O relatório à Assembleia da República do provedor de Justiça, relativo a 2015, refere, no capítulo sobre a actividade da Linha do Cidadão com Deficiência (800 20 84 62), que das 615 questões colocadas no ano passado, apenas dez estavam relacionadas com o “atendimento prioritário”.

De resto, as queixas que as pessoas com deficiência apresentam em Portugal por discriminação — seja de que tipo for — são na sua maioria arquivadas,como sublinhava há dias o comité das Nações Unidas que esteve a avaliar como aplica Portugal a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

De acordo com Observatório da Deficiência e Direitos Humanos português, em 2014 foram apresentadas 353 queixas ao abrigo da Lei da Não Discriminação (Lei 46/2006), tendo a maioria (59%) sido arquivada. O observatório alerta, de resto, para o “elevado desconhecimento, por parte das pessoas com deficiência, e respectivas organizações, sobre os seus direitos”.

Fonte: Público

Um dia em cadeira de rodas na Póvoa de Santa Iria

Repetindo o que fizemos no passado dia 26 se setembro em Vila franca de Xira, a Mithós-Histórias Exemplares convida-vos a vir participar nesta ação de sensibilização que vai decorrer dia 21 de Maio na Póvoa de Santa Iria. É nosso objetivo espalhar esta ação por todas as autarquias do Concelho, querendo demonstrar a todas as pessoas, as dificuldades que as pessoas com mobilidade condicionada têm em se deslocar pelas ruas da cidade.

Tendo como titulo ‘’UM DIA EM CADEIRA DE RODAS’’, esta ação não tem apenas como objetivo alertar as dificuldades das pessoas em cadeiras de rodas, mas todas aquelas que por motivos vários sentem dificuldades em sobrepor ou contornar obstáculos que se encontram na via pública. (pessoas em cadeiras de rodas, com canadianas, pais com cadeiras de bebés, idosos com mobilidade condicionada, etc.)

Vamos contar com o apoio da Ortobest, que nos vai emprestar algumas cadeiras de rodas para quem quiser experimentar as dificuldades que vamo-nos deparando pelo caminho. Vamos abordar obstáculos como: as passadeiras, passeios irregulares, postes, cantoneiras, etc.

Como referimos em cima, esta é uma ação de sensibilização apenas com o objetivo de alertar para as dificuldades das pessoas com mobilidade condicionada. O percurso terá inicio às 10H junto à PSP e terminará no Largo da Estação, por volta das 12h30/13h. Iremos passar pelo Palácio Municipal (Quintinha) e Centro de Saúde da Póvoa. 

Visto a localização do percurso terminar na zona mais baixa da Cidade, caso seja necessário ajuda para algum dos participantes regressar ao ponto de partida, teremos ajuda de uma viatura da CERCIPOVOA.

Enviado por email

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Mais um prémio para "O que é isso de Vida Independente?" Documentário onde sou protagonista

Vera Moutinho, jornalista do PÚBLICO, venceu o Prémio Dignitas na categoria de Jornalismo Digital pela reportagem O que é isso de vida independente. O Primeiro Prémio Dignitas foi entregue a um trabalho da jornalista da SIC Miriam Alves.

A reportagem O que é isso de vida Independente, que esta semana recebeu também uma menção honrosa nos Prémios AMI - Jornalismo contra a Indiferença, conta a história de Eduardo Jorge, tetraplégico após um acidente em 1991, e da sua luta por uma existência autónoma. O activista chegou a fazer greve de fome e a dirigir-se ao Parlamento em cadeira de rodas, num percurso de 180 quilómetros entre Abrantes e Lisboa.

O documentário foi ainda exibido na TVI24 e está disponível numa versão legendada em inglês.

A reportagem Impossível é só um exagero para difícil, da jornalista da SIC Miriam Alves, venceu o Primeiro Prémio Dignitas, acumulando com o prémio na categoria de Televisão. O trabalho acompanha uma colónia de férias organizada pela Associação de Actividade Motora Adaptada que testa um novo modelo no qual os monitores das crianças cegas são crianças que vêem da mesma idade.

O Júri atribuiu ainda uma Menção Honrosa na categoria Televisão à reportagem Corpo sentido de Mafalda Gameiro da RTP.

Na categoria de Rádio o vencedor foi Pedro Mesquita, jornalista da Renascença, pela reportagem O Extraordinário Mundo de Irina. No trabalho, Irina, de 17 anos, fala na primeira pessoa sobre o autismo e o seu percurso até à integração na escola e na sociedade.

A reportagem Semear a Mudança da jornalista Cláudia Pinto, publicada na Notícias Magazine, venceu na categoria de Imprensa. O texto debruça-se sobre a instituição BIPP – Soluções para a Deficiência, que promove a inclusão de jovens com deficiência no mercado de trabalho.

Por fim, na categoria de Jornalismo Universitário, o prémio foi entregue ao aluno Tomás Albino Gomes, da Escola Superior de Comunicação Social, pelo trabalho A Genética do Amor.

O Prémio Dignitas, que se encontra na oitava edição, é uma iniciativa da Associação Portuguesa de Deficientes e recompensa anualmente trabalhos jornalísticos dedicados ao tema da deficiência, nomeadamente aqueles que valorizem "a dignidade das pessoas com deficiência,os seus direitos humanos e a sua inclusão social".

O Júri desta edição foi constituído por Humberto Santos, da Associação Portuguesa de Deficientes, Anabela Lopes, da Escola Superior de Comunicação Social, António Belo, da Amnistia Internacional, Paulo Neves, Professor no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, e David Rodrigues, Presidente da Direção da Associação Pró Inclusão.

A entrega dos prémios está marcada para o dia 3 de Maio na Assembleia da República, numa cerimónia com início às 9h30.

Fonte: Público

Secretária de Estado promete mais respostas sociais para pessoas com deficiência

A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência anunciou ontem, em Setúbal, que o Governo está a preparar um conjunto de respostas sociais para pessoas com deficiência que deverão ser conhecidas dentro de duas semanas.

“Definimos um conjunto de prioridades ao nível daquelas que serão as revisões de acordos existentes para respostas sociais da reabilitação, do acolhimento e das residências, que deverão ser conhecidas nas próximas duas semanas”, disse Ana Sofia Antunes.

A secretária de Estado falava aos jornalistas depois de ser recebida na Câmara de Setúbal e de uma visita à APPDA (Associação Portuguesa para as perturbações do desenvolvimento e Autismo) e ao novo Balcão da Inclusão do Centro Distrital da Segurança Social de Setúbal. Este balcão é um dos seis que já existem em diversos pontos de Portugal, no âmbito da iniciativa “Percursos pela inclusão”, em que se propõe conhecer melhor as respostas sociais existentes em todo o país.

Confrontada com a intenção da APPDA de construir uma nova unidade de apoio a crianças autistas, que permita também o acompanhamento destas crianças ao fim de semana, Ana Sofia Antunes esclareceu que o novo Quadro Comunitário de Apoio Portugal 20/20 não contempla a construção de novos equipamentos sociais.

“Neste momento, estamos a procurar enquadramento financeiro para conseguirmos, do nosso lado, dar esta resposta, encontrar os financiamentos, na medida em que não poderá ser através do novo quadro comunitário de apoio”, disse, assegurando, no entanto, que “terá de haver dinheiro, porque se trata de uma área prioritária para o XXI Governo Constitucional”.

A secretária de Estado defendeu, no entanto, que muitas crianças portadoras de deficiência que estão institucionalizadas deveriam estar nas salas de aula, devidamente apoiadas. “Vão ver-me sempre lutar pelas soluções que são pela inclusão e não pela segregação. Aquilo que eu disse na APPDA é que de um ano lectivo para o outro, de repente, duplicámos o número de crianças que estão em sala de aula apenas 20% do seu tempo curricular. E não me queiram convencer, porque não é verdade, que 72% das crianças com necessidades educativas especiais não conseguem estar mais do que 20% [do seu tempo] na sala de aula”, justificou.
Elogios a Setúbal

A governante elogiou o esforço pela inclusão que encontrou em Setúbal. “O município está a fazer um trabalho adequado em prol da inclusão e tem um número muito significativo de instituições que asseguram um apoio de retaguarda que mais ninguém pode prestar.”, disse Sofia Antunes. A secretária de Estado foi acompanha pela presidente da Câmara, Maria das Dores Meira, e foi recebida no Centro Distrital de Segurança Social pela nova directora, Natividade Coelho. A visita contou também com a presença da presidente do Instituto de Segurança Social, Ana Clara Birrento.

Fonte: Setúbal em Rede

quarta-feira, 27 de abril de 2016

ONU pede a Portugal que dê mais autonomia a pessoas com deficiência

O Comité da ONU dos Direitos das Pessoas com Deficiência manifesta preocupação pela forma como as pessoas com deficiência são tratadas em Portugal e pede que o Código Civil seja revisto e harmonizado.

Esta e outras recomendações do Comité das Nações Unidas dos Direitos das Pessoas com Deficiência figuram de um documento com 11 páginas, redigido na sequência da avaliação de Portugal sobre a aplicação e cumprimento das normas estabelecidas pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Uma comitiva, liderada pela secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, foi ouvida em março, tendo sido essa a primeira vez que Portugal foi submetido ao processo de monitorização desde que ratificou a convenção, em 2009.

Comité das Nações Unidas manifesta preocupação pela forma como as pessoas com deficiência são tratadas

Agora, o Comité das Nações Unidas manifesta preocupação pela forma como as pessoas com deficiência são tratadas em Portugal, em matérias que vão desde a justiça, saúde, educação, transportes ou acesso a uma vida independente, além de preocupação com a forma como a crise afetou a vida destas pessoas.

No que diz respeito à Justiça, o Comité diz-se preocupado com o facto de o Código de Processo Penal declarar inimputáveis as pessoas com deficiência psicossocial e que "não se respeitem as suas garantias processuais no curso dos procedimentos penais".

Por isso, pede que Portugal "retire da legislação penal o critério de perigosidade e as medidas preventivas e de segurança relacionadas com isso, nos casos em que uma pessoa com deficiência psicossocial seja acusada de ter cometido um crime".

Pede também que seja revista a legislação penal para garantir que "todas as pessoas com deficiência tenham as garantias do devido processo, incluindo a presunção de inocência".

Outro aspeto que preocupa o Comité tem a ver com as pessoas com deficiência declaradas legalmente incapacitadas e que são alvo, "contra a sua vontade, de processos de interrupção de gravidez, esterilização, investigação científica, terapia eletroconvulsiva ou intervenções psicocirúrgicas".

ONU pede que o Código Civil seja revisto e harmonizado de modo a garantir que as pessoas com deficiência possam casar, adotar ou ter a custódia dos filhos

A forma como as pessoas com deficiência são vistas pela lei portuguesa traz "profunda preocupação" ao Comité, que questiona como é que ainda existe um "grande número de pessoas com deficiência submetidas ao regime de tutela total ou parcial" e que, por causa disso, estão "privadas do exercício de certos direitos, como o direito ao voto, a casar, a formar família ou a gerir bens e propriedades".

Pede, por isso, que o Código Civil seja revisto e harmonizado de modo a garantir que as pessoas com deficiência possam casar, adotar ou ter a custódia dos filhos.

Sobre a crise e as medidas de austeridade, o Comité sublinha "os esforços" feitos por Portugal para mitigar o impacto das medidas nas pessoas com deficiência, mas diz-se preocupado com o facto de não haver qualquer tipo de apoio para pessoas que "se veem obrigadas a viver em situação de indigência ou pobreza extrema", por não terem rede familiar ou acompanhamento.

Nesse sentido, pede a Portugal que "reveja com urgência" as medidas de austeridade, ofereça serviços de apoio à vida independente, intensifique os esforços para melhorar o direito a um nível de vida adequado e à proteção social.

Quer também que Portugal recorra aos Fundos Estruturais Europeus ou outros para minimizar o impacto das medidas de austeridade nas crianças com deficiência, melhorando o apoio dado às famílias.

Por outro lado, o Comité afirma-se preocupado com o facto de não haver uma política nacional para a vida independente e pede a Portugal que adote uma estratégia nacional, onde seja incentivada a vida em comunidade em vez das instituições.

Fonte: JN

"5 Minutos": Estacionar em zonas indevidas prejudica pessoas com deficiência

Um vídeo divulgado nas redes sociais, pretende alertar a população para a forma como os condutores estacionam em lugares impróprios, prejudicando a circulação das pessoas com mobilidade reduzida.

Nas imagens é possível ver carros estacionados em cima do passeio e quando os condutores regressam têm uma mensagem no vidro - “bati no seu carro” - e um número de telefone.

Depois de contactarem a pessoa em causa, é pedido que aguardem um pouco no local. Minutos depois aparece uma pessoa numa cadeira de rodas a explicar as dificuldades que encontra devido ao mau estacionamento.

As desculpas multiplicam-se mas a mensagem principal é transmitida.

“Seis em cada 10 condutores admite que estaciona indevidamente, dificultando a vida de quem tem dificuldade em deslocar-se, bem como estacionam indevidamente nos lugares de deficientes, sendo que na maioria das vezes referem que foi apenas "5 minutos". Fizemos este filme para tentar mudar as mentalidades de quem acha que 5 minutos não afeta a vida de ninguém”, pode ler-se na descrição do vídeo.



Ricardo Teixeira é um dos promotores da iniciativa da agência de publicidade Havas e da produtora Krypton, juntamente com a Associação Salvador, e explica que “em todo o lado há lugares de estacionamento para pessoas com deficiência que estão ocupados indevidamente”, realçando que “as pessoas não têm noção do estorvo que provocam no dia de uma pessoa” que necessita daquele lugar.

“Infelizmente estas situações são mesmo regulares”, garante ao Notícias ao Minuto.

Através dos comentários e partilhas é visível perceber que a recetividade do vídeo é bastante positiva, mas os promotores querem mais. Pretendem mudar as mentalidades dos portugueses e ajudar a que as pessoas com deficiências não tenham este entrave no dia a dia.

Fonte: Noticias ao Minuto

Meio século de Alcoitão

O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão completa 50 anos a 20 de Abril. Em meio século de vida foram muitas as pessoas que passaram por estas salas e corredores, desde utentes a funcionários. 

Um exemplo é o de Emília Farinha, que trabalha aqui há quatro décadas. Começou na escola de formação e foi fisioterapeuta até há dez anos, altura em que passou para a direção do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. 

Entre os utentes atuais há muitas histórias de determinação e autonomização, como a de Sérgio Teixeira.

Assista AQUI à reportagem em vídeo

Conheça a primeira Barbie humana tetraplégica

Jin Britney, de 26 anos, é uma finlandesa paralisada do pescoço para baixo que não deixa sua condição física lhe impedir de viver da forma que mais lhe agrada, por mais que isto possa parecer um tanto inusitado para as pessoas ao seu redor. A jovem é a mais nova mulher a entrar na onda de pessoas que se vestem de acordo com personagens infantis, no caso, a boneca Barbie. "Amo ficar linda e a Barbie é definitivamente minha inspiração", contou ao jornal "Daily Mail".
Todos os dias, Jasmin gasta um tempo razoável para colocar a rotina de beleza em prática. "Eu acordo às 9h e às 10h minha assistente da escola chega. Somos como irmãs. Ela me ajuda com tudo, faz meu cabelo e maquiagem. Leva 45 minutos e, depois, estou pronta para ir para a escola", contou.

A finlandesa buscou inspiração na Barbie para se manter forte e enfrentar a paralisia por si própria, mas também por sua família, que ficou devastada após o acidente que a deixou tetraplégica aos 9 anos de idade. "Percebi que teria de ser forte não somente por mim, mas por eles. Então, busquei em minhas bonecas e nos contos de fadas uma inspiração", disse.
Jasmin fraturou a coluna em um atropelamento que quase tirou sua vida e a deixou dependente de um tubo que liga a garganta ao pulmão para ajudá-la a respirar. "Minha vida mudou quando tinha 9 anos, então publico fotos para inspirar outras pessoas com lesões na coluna ou outros problemas. Eu me recuso a acreditar que não andarei novamente".

Ser a primeira Barbie humana tetraplégica a ajuda com a autoestima e também serve de consolo em meio às adversidades. "Vestir-me igual a Barbie é o que me faz seguir em frente".

Fonte: Marie Claire

Macedo de Cavaleiros: Praia fluvial Fraga da Pegada recebe prémio acessibilidade

A praia fluvial Fraga da Pegada, concelho de Macedo de Cavaleiros, recebeu o prémio de “Praia+Acessível” pelas condições proporcionadas a pessoas com deficiência, dá conta a câmara local em nota publicada no seu site.

Esta é a praia fluvial com mais bandeiras azuis da Europa, ficando situada na albufeira do Azibo.

A distinção é da responsabilidade do Instituto Nacional para a Reabilitação, Agência Portuguesa do Ambiente e Turismo de Portugal e o prémio atribuído foi uma cadeira de rodas.

A Fraga da Pegada é a mais antiga das praias fluviais deste espaço de veraneio e educação ambiental do distrito de Bragança, em que se inclui também a praia da ribeira grande.

Ambas foram projetadas, segundo vinca a autarquia, “a pensar também nas pessoas com deficiência, procurando atenuar as suas dificuldades em usufruir destes espaços.”

Aliás, toda a zona disponibiliza estacionamento próprio, posto de socorro adaptado, banhos acompanhados, painéis informativos específicos, inclusive em braille para pessoas com deficiência visual.

No seu site a câmara conta como decorreu a cerimónia de entrega do prémio na passada semana, uma sessão que contou com a secretária de Estado para a Inclusão, Ana Sofia Antunes.

A governante felicitou os Municípios de Loulé (Praia de Vila Moura – 1º classificada) e de Macedo de Cavaleiros pelo “excelente trabalho na promoção da acessibilidade para todos às suas praias”.

“As praias são um incomparável património de Portugal e as políticas de inclusão devem ser exploradas cada vez mais. Um turismo inclusivo, não é exclusivo das pessoas com deficiência. Estas serão sempre as grandes beneficiárias, mas acima de tudo é um trabalho para todas as pessoas, independentemente das suas características físicas”, referiu Ana Sofia Antunes.

Já o presidente da câmara de Macedo de Cavaleiros, Manuel Duarte Moreno, evidenciou as características das praias da Albufeira do Azibo, onde garantiu que “se tem realizado um grande trabalho focado nas pessoas com deficiência, procurando atenuar as suas dificuldades em usufruir destes espaços”.

Fonte; Plural&Singular

sexta-feira, 22 de abril de 2016

O que é isso de Vida Independente, documentário sobre o meu dia-a-dia foi distinguido

A reportagem multimédia O que é isso de Vida Independente, da jornalista do PÚBLICO Vera Moutinho, recebeu uma menção honrosa por “aliar o domínio técnico à capacidade de mostrar momentos de rara intimidade”.

O trabalho conta a história de Eduardo Jorge, tetraplégico após um acidente em 1991, e da sua luta por uma existência autónoma. O activista chegou a fazer greve de fome e a dirigir-se ao Parlamento em cadeira de rodas, num percurso de 180 quilómetros entre Abrantes e Lisboa.

O júri do 18.º Prémio AMI – Jornalismo contra a Indiferença foi constituído este ano pelos jornalistas Catarina Gomes e Pedro Miguel Costa, vencedores da edição anterior; Maria José Mata, representante da Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa; Francisco Lemos e o presidente da AMI Fernando Nobre.

Fonte: Público

domingo, 17 de abril de 2016

Barreiras arquitectónicas em espaços públicos não serão abolidas até 2017

A secretária de Estado para a inclusão alertou hoje, em Torres Vedras, que Portugal não vai conseguir abolir barreiras arquitetónicas e ter acessos para todos nos edifícios públicos até 2017, prazo estipulado na lei.


"O decreto-lei 163 de 2016 implicava ter acessibilidades para todos os espaços e equipamentos públicos até finais de 2017. Não será fácil cumprir o que está estabelecido nesta lei. Ainda temos um longo caminho a percorrer", afirmou Ana Sofia Antunes.

A governante considera que não basta "alargar as metas temporais para que se resolva o problema", defendendo que "é importante que exista a consciência" para municípios e administração central do Estado executarem as medidas dentro da disponibilidade de recursos financeiros.

Ana Sofia Antunes lembrou que a lei prevê também a criminalização para quem não adotar as medidas.

Para a responsável, "a supressão de barreiras arquitetónicas ainda não se estendeu a todos os pontos do território nacional", alertando que a sua existência poderá contribuir para pessoas com mobilidade condicionada "se isolarem e se fecharem em casa".

A Secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência falava durante o VII Fórum da Rede CIVITAS de Portugal e Espanha, que é presidida pela câmara de Torres Vedras do lado português.

No encontro, as 31 cidades que integram a rede assinaram um acordo, que estabelece um novo paradigma de mobilidade, comprometendo-se a implementar medidas, entre as quais a melhoraria da acessibilidade para todos, dando prioridade às ciclovias e ao transporte público.

Outras medidas passam por introduzir sistemas inteligentes de transporte para terem transportes mais sustentáveis, mais económicos e mais saudáveis, reduzir o tráfego para reduzir o risco de sinistralidade, diminuir as emissões de dióxido de carbono e criar políticas de mobilidade adequadas às necessidades reais dos cidadãos.

No acordo, a rede insta a Comissão Europeia a apoiar o financiamento destas medidas, a repensar o mecanismo de financiamento a estas cidades e a financiar as redes CIVINET.

A Rede CIVITAS é associação constituída em 2009, após a conclusão do programa europeu CIVINET, com o objetivo de dar continuidade aos trabalhos realizados no âmbito do projeto europeu CIVITAS, relacionados com a Segurança Rodoviária e Mobilidade Sustentável.

Os seus objetivos são promover a melhoria da mobilidade sustentável nas cidades, promover o intercâmbio das melhores práticas e planos de mobilidade sustentável, reduzir o consumo de energia e realizar projetos de promoção da mobilidade sustentável.

Fonte: Dnoticias.pt

Projeto criado por alunos de 13 anos vai ajudar deficientes motores

Os alunos da Escola São Gonçalo de Torres Vedras criaram uma máquina que vai permitir mudar a vida de milhares de deficientes motores. 

Com este protótipo vão poder usar o teclado de um computador, fazer chamadas no telemóvel ou mudar de canal de televisão de forma autónoma. 

O acessório criado por alunos entre os 13 e os 15 anos foi testado em pacientes da região e, até já há empresas interessadas.

Veja AQUI a reportagem em video.