segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Governo apoia desporto adaptado

Os Secretários de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, e da Inclusão das pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, presidem à sessão de formalização do apoio ao Desporto Adaptado, no âmbito do Programa Nacional de Desporto para Todos.

A comparticipação financeira, que atinge 685 mil euros, montante financiado pelo Instituto Português do Desporto e Juventude e cofinanciado pelo Instituto Nacional de Reabilitação, contempla diversas modalidades, nomeadamente, andebol, atividades subaquáticas, atletismo, basquetebol, canoagem, corfebol, hóquei, judo, orientação, rugby, ténis, ténis de mesa e vela.

O Programa Nacional de Desporto para Todos foi elaborado de acordo com as orientações internacionais do movimento Desporto para Todos e adota a definição consagrada na Carta Europeia do Desporto.

Esta carta entende por desporto «todas as formas de atividades físicas que, através de uma participação organizada ou não, têm por objetivo a expressão ou a melhoria da condição física e psíquica, o desenvolvimento das relações sociais ou a obtenção de resultados na competição a todos os níveis».

Fonte: Governo de Portugal

Futebol em cadeira de rodas elétrica

Apresentação
O Futebol em Cadeira de Rodas Eléctrica é o único desporto colectivo que pode ser praticado por atletas utilizadores de cadeira de rodas eléctrica. A APCC possui no seu seio a primeira equipa (e única) da modalidade em Portugal.

Trata-se de uma actividade desportiva e terapêutica que, além de desenvolver as qualidades desportivas dos participantes (como por exemplo, o controlo de bola ou remate), promove também uma série de outros elementos muito importantes para o dia-a-dia, como condução da cadeira, desenvolvimento do espírito de grupo e criação de amizades com os pares.

Regras
As regras do Futebol em Cadeira de Rodas Eléctrica são muito parecidas com as do Futebol ou do Futsal. Também aqui existem lançamentos de linha lateral, pontapés de baliza, cantos, livres directos e indirectos e penaltis.

Existem, contudo, outras regras pensadas para as especificidades de um desporto praticado com uma cadeira de rodas eléctrica. Assim, são regras especiais:

– o campo de jogo tem as dimensões de um campo de basquetebol;
– as equipas são constituídas por quatro jogadores (um guarda-redes e três jogadores de campo) e os jogadores podem ser rapazes e/ou raparigas de várias idades;
– dois jogadores da mesma equipa não podem disputar a bola contra um adversário (regra do dois contra um);
– dentro da área de baliza, não podem estar mais do que dois jogadores da equipa que está a defender (regra dos três dentro de área).

Treinos: à sexta-feira entre as 10h00 e as 12h00, no Pavilhão Jorge Anjinho.

Equipa
Departamento de Desporto da APCC
Terapeuta Ocupacional Luís Almeida (Treinador)
Psicomotricista José Guilherme (Treinador)

Mais Informações
http://www.fipfa.org – Federação Internacional de Futebol em Cadeira de Rodas Elétrica
http://www.foot-fauteuil.com/v2/ – Federação Francesa de Futebol em Cadeira de Rodas Elétrica
http://www.powersoccerusa.org – Federação Americana de Futebol em Cadeira de Rodas Elétrica
http://www.thewfa.org.uk/fipfa.php – Federação Inglesa de Futebol em Cadeira de Rodas Elétrica

Fonte e mais informação: http://www.apc-coimbra.org.pt/?page_id=278

sábado, 23 de julho de 2016

Ponte em Abrantes sem acesso a mobilidade reduzida

História:
As obras efetuadas na ponte rodoviária sobre o Tejo, em Abrantes, esqueceram a zona pedonal e, sobretudo, quem tem mobilidade condicionada. Os passeios não permitem a passagem de cadeiras de rodas ou de carrinhos de bebé pois não têm largura suficiente entre o gradeamento e o asfalto.

A reabilitação da ponte rodoviária sobre o Tejo em Abrantes envolveu um investimento de 2,9 milhões de euros, tendo como objetivo a melhoria das condições de segurança dos utilizadores dessa importante travessia com uma extensão de 368 metros.

O que diz a Infraestruturas de Portugal:
“Os passeios na Ponte metálica de Abrantes têm 0,60m livres no lado poente e 0,80m livres no lado nascente. Às pessoas com mobilidade reduzida está garantida a travessia sobre o rio Tejo pela Ponte Metálica de Abrantes, utilizando o passeio do lado nascente.

Este passeio possui espaço livre, de modo a permitir a passagem de cadeiras de rodas, cumprindo com o estipulado na legislação (Decreto-Lei n.º 123/97 de 22 de maio) que determina como largura mínima absoluta dos acessos para utilização por pessoas com mobilidade condicionada, precisamente os 0,80m existentes.

Estas larguras são as máximas possíveis, sendo que o espaço livre existente no passeio poente fica limitado aos 0,60m pela presença dos candeeiros de iluminação pública.

A implementação de passeios com larguras superiores implicaria alterações substanciais na estrutura da ponte metálica e de elevada complexidade técnica, requerendo uma intervenção mais profunda, temporalmente mais demorada e exigindo elevados encargos financeiros e para a mobilidade na região na execução da obra.”

Fonte e entrevista em vídeo AQUI

Governo promete regularizar verbas para formação de cidadãos deficientes

As entidades que dão formação profissional a cidadãos com deficiência devem conhecer nesta semana o valor da verba provisória que vão receber dos programas de fundos comunitários que já deviam estar em funcionamento. O Governo aponta para que a situação comece a ser regularizada “nos próximos dias”.

No início do ano, o executivo disponibilizou uma verba de 7,3 milhões de euros a 125 destas entidades para assegurar o funcionamento das formações durante três anos, contando que o Programa Operacional da Inclusão Social e Emprego (POISE) entrasse em funcionamento entretanto. Mas o programa de fundos comunitários ainda não está operacional e as instituições que se dedicam à formação profissional de pessoas com deficiência estão a enfrentar problemas financeiros.

Já no final de Junho, várias organizações que representam associações da área tinham emitido um comunicado conjunto que dava conta da situação de ruptura financeira que muitas instituições enfrentam. Numa situação que classificam de “lamentável”, o comunicado de 24 de Junho traçava um cenário de “grave crise financeira por força do atraso verificado na disponibilização de financiamentos nacionais e comunitários”.

O PÚBLICO pediu esclarecimentos ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que respondeu que a “informação recolhida junto das autoridades de gestão dos fundos aponta para que nos próximos dias a situação comece a ser regularizada”. O ministério acrescenta que o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) “está a fazer um trabalho técnico de grande proximidade com cada entidade no sentido de as manter a par dos desenvolvimentos”.

Uma das signatárias do comunicado de Junho foi a Federação Portuguesa de Centros de Formação Profissional e Emprego de Pessoas com Deficiência (FORMEM). O presidente da organização, Mário Pereira, sublinha que muitas destas instituições já enfrentam “problemas imensos”, estimando que, por esta altura, “já deviam ter recebido mais de 15 milhões de euros”.

“Neste momento, está prometido pelo presidente do IEFP e pelo gestor do POISE que vai haver uma solução provisória no sentido de desbloquear o financiamento, pelo menos que dê para pagar o que já está feito”, refere Mário Pereira. Até ao final da semana, as instituições devem ser notificadas do valor a receber, sendo que a verba deve representar 40% do total previsto nas candidaturas aprovadas.

De acordo com os números enviados ao PÚBLICO, a FORMEM calcula que nestes programas estejam envolvidos mais de oito mil formandos, distribuídos por mais de uma centena de entidades (foram 142 em 2014 e 125 em 2015). Mário Pereira conta que as entidades que não tinham reservas estão a recorrer a empréstimos e com risco de “não conseguir cumprir os compromissos, com problemas de endividamento e salários em atraso”.

A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Coimbra é outra das instituições afectadas. A associação não vai conseguir pagar os subsídios de férias até que o financiamento em atraso dê entrada e está com um saldo negativo de 400 mil euros.

Ao PÚBLICO, a presidente da associação que ministra este tipo de cursos desde 1989, Helena Albuquerque, explica que foi apresentada em Março uma candidatura a um projecto de formação profissional que deverá vigorar até 2018 e que só depois foram informados de que “a plataforma onde esta foi feita não funciona”. Helena Albuquerque avança ainda que estão a ser negociados acordos para as contribuições para a segurança social, para que estas sejam saldadas já depois da entrada dos fundos do POISE, mas lembra que estes acordos têm juros que resultarão em prejuízo para a associação.

Fonte: Público

Feitos dos atletas paralímpicos portugueses imortalizados em livro

O livro "Trazer o Ouro ao Peito", da autoria de Inês Henriques, sob a chancela da Editora Objectiva (Grupo Penguin), imortaliza alguns dos maiores feitos dos atletas paralímpicos portugueses.

Ao longo das últimas três décadas Portugal revelou-se uma invulgar potência desportiva a nível paralímpico. Num país onde escasseavam as medalhas, dezenas de atletas superavam as suas limitações e honravam Portugal com títulos e mais títulos. São essas histórias - feitas de querer, força, ambição e resiliência - que agora surgem contadas no testemunho de 11 atletas de exceção. Histórias que renegam os 'impedimentos' atribuídos pela sociedade.

Este é o primeiro livro de Inês Henriques (Lisboa, 1982), ex-jornalista do SAPO Desporto, Agência Lusa e jornal A Bola. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (estudos portugueses e franceses), acabou por enveredar pelo jornalismo e foi durante o seu percurso profissional que teve um contacto privilegiado com a realidade do desporto adaptado, lançando daí as bases para a realização desta obra.

"Trazer o Ouro ao Peito" chega às livrarias a pouco mais de um mês do início de mais uma edição dos Jogos Paralímpicos, que este ano se realizam no Rio de Janeiro.

Fonte: Sapo Desporto

sábado, 16 de julho de 2016

Desafio: Onde está… a Inclusão?

Lançamos um desafio aos nossos leitores, associações, malta que gosta de passear e ‘flashar’… Sejam atentos ou simplesmente curiosos: estão TODOS convocados para a Seleção “Paparazzis da Inclusão”!


Um pouco por todo o país, seja ao ar livre ou dentro de portas, existem elementos que tantas vezes passam despercebidos ou permanecem discretos e misturados na diversidade que visam INCLUIR.

Envie “flashes inclusivos” para geral@pluralesingular.pt e publicaremos ao longo das nossas revistas digitais trimestrais explicando o local e o contexto dos registos de forma a que TODOS passem a cruzar-se com a Inclusão notando a sua presença…

“Nada sobre vós sem vós”

Fonte e mais informação: Plural&Singular

Nasce primeira unidade para adolescentes e jovens com problemas de saúde mental

São 20 camas destinadas a utentes entre os 15 e os 25 anos. A unidade está a ser construída no antigo Júlio de Matos, em Lisboa. Para além destas, vão ser criadas mais camas noutros locais.

Há 15 anos que o país vive com apenas 20 camas - 10 em Lisboa e 10 no Porto - para internamento de crianças e jovens com problemas de saúde mental. Ao que a TSF apurou, dentro de meses, serão 46.

Primeiro vão abrir 10 camas nos Hospitais da Universidade de Coimbra, depois haverá mais no Hospital D. Estefânea e finalmente, no final deste ano ou início do próximo, abre a nova unidade no Hospital Psiquiátrico de Lisboa - tem 20 camas, metade serão para os mais novos.

A unidade que está a ser construída no antigo Hospital Júlio de Matos vai ser partilhada com o serviço de pedopsiquiatria do Hospital D. Estefânia.

O serviço de pedopsiquiatria do D. Estefânia tem  a única urgência do país aberta 24 horas e só 10 camas para responder a toda a população que vive desde Leiria até ao Algarve e nas ilhas.

O diretor do serviço, Augusto Carreira, vai finalmente ter algum alívio, mas "tendo em conta o que se passa lá fora, deveríamos ter entre 100 e 120 camas. Vamos continuar a não ter uma resposta eficaz."

"Não podemos mandar para casa crianças em risco de vida"

Melhor do que é hoje será seguramente. Todos os anos há crianças internadas em serviços de adultos por falta de espaço próprio. "É uma má solução", reconhece Augusto Carreira. Mas "temos alturas é que é um verdadeiro desespero. Temos de arranjar alternativas. Não podemos enviar para casa miúdos em situação crítica, em risco de vida." É nesse estado que chegam adolescentes com distúrbios alimentares ou com comportamentos suicidários.

Os casos de anorexia pesam especialmente. "Precisam de uns 2 meses de internamento. Se temos 5 camas ocupadas com esses doentes e ainda mais difícil dar resposta aos outros..."

Chegam cada vez mais casos à urgência

A pressão crescente sente-se também na urgência. Há 4 vezes mais procura que em 2009, sobretudo jovens que estão em instituições, com famílias problemáticas ou sob vigilância das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens em Risco. "Está tudo ligado", explica Augusto Carreira, "essas instituições têm falta de técnicos, não têm apoios na comunidade e acabamos por ser a única porta a que bater. Aumenta a procura e aumenta a dificuldade em dar resposta."

O médico não tem dúvidas de que foi também a pressão que acabou por atingir os decisores políticos e determinou a abertura de novas camas. à falta de capacidade para criar um boa resposta, Augusto carreira concentra-se na que seria a resposta "suficiente". Termos dentro de 5 anos entre 50 a 60 camas para estes utentes, Até lá, teremos profissionais de saúde formados em número, também ele, suficiente.

Fonte e mais informações: TSF

Governo quer aplicar currículo específico apenas em casos de deficiência profunda

A secretária de Estado da Inclusão afirmou em Coimbra que o Governo quer que o currículo específico individualizado seja aplicado apenas em casos de deficiência profunda, ao contrário do que se verifica atualmente.

“Tem vindo a aumentar muito o número de alunos a quem é aplicado o CEI [currículo específico individualizado] e isso é preocupante”, disse à agência Lusa a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, sublinhando que o executivo pretende que este currículo seja aplicado apenas em casos de “deficiência profunda, em que a apreensão de conteúdos esteja seriamente dificultada”.

Ana Sofia Antunes alertou também para o facto existirem, de momento, vários obstáculos para as crianças que são encaminhadas para esta medida especial de adaptação curricular, criticando o facto de, quando o jovem termina o 9.º ano, apenas recebe um “certificado de frequência” e não um certificado de aprovação.

Esta situação “coloca problemas no momento” de os alunos serem “aceites num curso profissional, em que eles têm de ter determinado tipo de certificação de conteúdos já apreendidos”, apontou a secretária de Estado.

As crianças, ao não terem um certificado de aprovação, não podem ser encaminhadas para o ensino profissional e, mesmo que o frequentem, apenas irão “sair de lá com um certificado de frequência”.

“Qual é a empresa que lhe vai dar uma oportunidade? Ela aprender os conteúdos, até aprendeu, mas não tem um diploma. Isso não faz sentido”, disse, referindo que o Governo está a trabalhar para que esta situações fiquem clarificadas.

A secretária de Estado avançou ainda que está a ser estudado, em conjunto com o Ministério de Educação, um aumento do número de horas de apoio curricular por semana para as crianças com necessidades educativas especiais.

“À chegada, deparámo-nos com crianças com meia hora de apoio curricular por semana. Isso é nada”, sublinhou Ana Sofia Antunes, que falava à agência Lusa à margem do Encontro Internacional de Educação Especial, que decorre entre hoje e sexta-feira na Escola Superior de Educação de Coimbra.

Fonte: Observador

Caixa de Aposentações condenada a indemnizar funcionária pública incapacitada

O Supremo Tribunal Administrativo condenou a Caixa Geral de Aposentações (CGA) a indemnizar uma antiga funcionária pública que foi obrigada a regressar ao trabalho quando se encontrava incapacitada, devido a um acidente de viação, em serviço.

O acórdão, a que a Lusa teve esta quarta-feira acesso, confirma a condenação do tribunal de primeira instância, mas reduz o valor da indemnização de 60 mil euros para 35.700 euros, considerando "exagerado" o montante atribuído inicialmente.

O caso remonta a 1991, quando a funcionária, que trabalhava como escriturária superior da Direcção-Geral dos Registos e Notariado, num Cartório Notarial de Lisboa, sofreu um acidente de viação que foi considerado acidente de serviço. Na sequência do acidente, a autora foi submetida a uma junta médica que concluiu que a lesão causadora do acidente de viação não era "relacionável com o serviço", considerando "não haver motivo quanto à incapacidade para o regresso ao trabalho".

Assim, em 1995, a funcionária foi obrigada a regressar ao serviço, onde exerceu funções até à passagem à aposentação em finais de agosto de 1999.

Inconformada, a autora recorreu para o Tribunal Administrativo do Circulo de Lisboa que anulou a decisão da CGA e ordenou que a funcionária fosse submetida a nova junta médica, o que veio a acontecer em 2000.

Nessa altura, foi-lhe atribuído um grau de incapacidade de 70%, tendo os médicos que a observaram concluído que o seu estado de saúde "não autorizava a sua comparecência ao serviço em maio de 1995".

O Supremo Tribunal Administrativo concluiu que algumas das dores e sofrimento manifestados pela autora "resultaram directamente da actuação ilícita" da CGA ao não caracterizar, atempadamente, o seu grau de incapacidade e ao determinar a sua ida para o serviço.

"Se tal não tivesse acontecido, a recorrida não se via obrigada a ter, diariamente, de se deslocar para o trabalho, com o consequente agravamento das dores, pela falta de descanso, nem teria sofrido os constrangimentos de não conseguir realizar alguma das tarefas, nem de não as conseguir realizar de forma autónoma e a par com os demais colegas, assim evitando vexames e humilhações que acabaram por determinar o seu acompanhamento psicológico", lê-se no acórdão.

Os juízes conselheiros realçam ainda que o facto de a autora ter ido trabalhar "de forma incapacitante e penosa", durante cerca de quatro anos e 3 três meses, "foi desgastante quer a nível físico, quer psicológico, agravando de forma exponencial as sequelas provocadas pelo acidente".

Ainda assim, o Supremo Tribunal Administrativo entendeu exagerado o montante indemnizatório aplicado na sentença recorrida, fixando em 35.700 euros a indemnização pelos danos não patrimoniais sofridos pela autora.

Fonte: Público

Guia de respostas sociais da Segurança Social para pessoas com deficiência

Este Guia tem como objetivo divulgar, de uma forma sintética e útil, informação sobre os direitos e os benefícios que são concedidos às pessoas com deficiência, no âmbito da Segurança Social, e está organizado e sistematizado em duas áreas temáticas: Prestações de Segurança Social e Respostas Sociais.
Nas páginas seguintes é disponibilizada informação sobre a bonificação do abono de família para crianças e jovens com deficiência, o subsídio por frequência de estabelecimento de educação especial, o subsídio mensal vitalício bem como os equipamentos e serviços a que podem aceder as pessoas com deficiência.
Nas páginas finais do Guia divulga-se um conjunto de contactos e endereços eletrónicos que podem ser úteis para obter mais informação ou esclarecimentos personalizados.

Para além dos benefícios específicos concedidos às pessoas com deficiência, estas têm ainda direito a outras prestações e respostas sociais, designadamente o acesso ao apoio domiciliário que, por serem extensivos a toda a população, não são aqui apresentados, mas cuja informação se encontra disponível no Portal da Segurança Social.

O Guia será sujeito a atualização sempre que se verifique ser necessário.

Conheça-o AQUI

sábado, 9 de julho de 2016

Reação do INR à minha opinião sobre Lista Homologada Produtos Apoio 2016

Reação do INR á minha avaliação da nova Lista Homologada de Produtos de Apoio para 2016 e publicada no Nós Tetraplégicos.

Em letra azul a minha resposta.

Com referência à mensagem que remete para uma exposição do Senhor Eduardo Jorge publicada no blog “Nós Tetraplégicos”, a respeito da Lista Homologada de Produtos de Apoio em anexo ao Despacho n.º 7197/2016, de 1 de junho, publicado no Diário da República, 2.ª série, nº 105, informa-se:

De acordo com o artigo 10.º do Decreto-lei nº 93/2009, de 16 de abril, a Lista Homologada de Produtos de Apoio, objeto de despacho pelo Senhor Presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. (INR, I.P.), é revista anualmente. Este trabalho é realizado por uma equipa de trabalho constituída por elementos deste Instituto, da Direção-Geral da Saúde (DGS), da Administração Central do Sistema de Saúde, I.P. (ACSS, I.P.), da Direção-Geral da Educação (DGE), do Instituto da Segurança Social, I.P. (ISS, I.P.) e do Instituto do Emprego e Formação Profissional, I.P. (IEFP, I.P.), sendo a mesma objeto de apreciação por parte da Comissão de Acompanhamento do Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio (SAPA) que inclui representantes das organizações não governamentais das pessoas com deficiência (ONGPD) nomeadamente, a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), a Associação Portuguesa de Deficientes (APD) e a Cooperativa Nacional de Apoio a Deficientes (CNAD). Por último, a referida Lista é encaminhada para parecer das entidades financiadoras do Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio (SAPA), nomeadamente ACSS, I.P., DGE, ISS, I.P. e IEFP, I.P., o qual tem caráter vinculativo.

Ou seja, uma enorme equipa a decidir, tanta exigência e procedimentos, para se obter um resultado final que nunca satisfaz os desejos e necessidades das pessoas com deficiência. Pelo que entendi a Sra Secretária de Estado Ana Sofia Antunes é a única que não tem voto na matéria.

A propósito da revisão da Lista Homologada cabe esclarecer que a mesma decorre do trabalho desenvolvido em parceria com os representantes dos organismos supra referidos, que integram o grupo de trabalho constituído para o efeito, tendo em conta o registo dos produtos de apoio prescritos durante os anos imediatamente anteriores, as necessidades e dificuldades reportadas pelas entidades prescritoras dos produtos de apoio, pelos utentes e pelas ONGPD, junto do INR, I.P..

Aproveito para esclarecer que não me sinto representado por nenhum dos representantes das ONGPD referidas.

Vai-se lá entender a opção de levarem em conta o registo dos produtos de apoio prescritos em anos anteriores…devem sim modificar para melhor e cortar com o passado. Tinha a esperança que a nossa Secretária de Estado por ser uma de nós fizesse a revolução há muito desejada, mas não foi o caso.


No que diz respeito à terminologia das classes, subclasses e das categorias dos produtos de apoio esclarece-se que a mesma obedece à terminologia constante da Classificação e Terminologia da Norma ISO 9999:2007.

Assim, considerando o reparo efetuado quanto à designação dos “produtos de apoio para atividades recreativas” informa-se que a mesma está conforme o título da classe (código ISO 30), constante do primeiro nível da Classificação Internacional, citada no parágrafo anterior e que a designação “Equipamento, ferramentas e materiais para trabalhos manuais”, está conforme o título da subclasse (código ISO 30 18), constante do segundo nível da Classificação em causa.

A introdução na Lista Homologada, aprovada no ano presente, das Classes e Subclasses decorre da sistemática adotada pela Classificação e Terminologia da Norma ISO 9999:2007, cuja base é a função dos produtos a classificar e teve como objetivo facilitar o enquadramento dos produtos de apoio que fazem parte da Lista.

Quanto às dúvidas referentes aos produtos de apoio, “sacos coletores de urina, com abertura, não aplicados no corpo” com o código ISO 09 27 08 e “urinóis e garrafas de urina, não aplicados no corpo”, com o código ISO 09 27 09, cabe informar que de acordo com a nota explicativa associada a cada produto na Classificação e Terminologia da Norma ISO 9999:2007, os primeiros são “recipientes flexíveis, para recolha de urina com abertura para escoamento do conteúdo. Os sacos são utilizados juntamente com um cateter”.

Continuo com as mesmas dúvidas. “sacos coletores de urina, com abertura, não aplicados no corpo” são “recipientes flexíveis, para recolha de urina com abertura para escoamento do conteúdo. Os sacos são utilizados juntamente com um cateter”.?

Relativamente ao comentário sobre os produtos de apoio, travões, rodas e pneus e, baterias e carregadores, incluídos na subclasse “acessórios para cadeiras de rodas” (código ISO 12 24), cabe referir que existe a possibilidade de prescrição de mais do que uma unidade desse produto, de modo a ter sempre um suplente para substituição.

É a 1ª vez que leio esse procedimento. Fácil escrever. Vamos a isso: preciso de umas baterias, fico a aguardar uma consulta no meu médico de família durante sei lá quantos dias. Chego no médico de família solicito-lhe uma consulta no fisiatra, num centro prescritor (neste caso Alcoitão), se o meu médico de família resolver aceitar o meu pedido aguardo mais uns meses pela consulta, se tiver sorte o fisiatra lá me prescreve as baterias na primeira consulta, caso contrário terei de lá ir outra vez.

Quanto é que o Estado não gastou com todos estes procedimentos, para já não referir os meus desgastes e de quem me acompanha? Não seria mais fácil autorizarem um médico de família a prescrever as baterias?

Já agora falta responderem também o porquê dos acessórios serem taxados a 23% IVA.

No caso das baterias requisita-se duas, uma delas fica parada, quando a outra esgota a suplente também já descarregou por falta de uso.


O Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P., (INR, I.P.), manifesta a sua disponibilidade para recepcionar os contributos e sugestões de melhoria, sobre esta matéria, na perspetiva dos mesmos serem analisados no âmbito do trabalho de revisão da próxima Lista Homologada.

Todos os anos vos fazemos chegar sugestões. Ultimamente o email criado para o efeito produtosdeapoio@inr.msess.pt tem recebido muitas delas, mas levando em conta a lista publicada pouco adiantou.

Aproveito para vos questionar se acham justo na lista homologada não constar lubrificante para introduzir sonda para esvaziar a bexiga, viagra fundamental para lesados medulares, supositórios e laxantes, visto serem nossa única alternativa para realizar treino intestinal.

E sobre esta questão que vos coloquei: Também estou para entender o porquê de no dia 23 de Fevereiro de 2016, ser publicado no sítio do Instituto da Segurança Social um Guia Prático Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio, e no dia 13 de Abril do mesmo ano, sair outro Guia Prático.

Também não responderam os critérios que vos levam a obrigar-nos a procurar um fisiatra para prescrever material tão básico como cadeira de rodas manual, andarilho, canadianas...Uma cama articulada já pode ser prescrita pelo médico de família. Qual a diferença?

Tudo isto é SAPA. Continuaremos com os problemas de sempre infelizmente.

Cumprimentos

Eduardo Jorge

Convite - Festa dos Amigos da Associação Salvador

GRANDE FESTA DOS AMIGOS DA ASSOCIAÇÃO SALVADOR – JARDIM DA ESTRELA – QUINTA-FEIRA 14 DE JULHO.


Caros amigos da Associação Salvador,

Na próxima quinta-feira, dia 14 de julho, realiza-se no Jardim da Estrela a 2ª edição da Grande Festa dos Amigos da Associação Salvador.

Gostaríamos que estivessem presentes neste evento divertido para toda a família!

Entre as 12h00 e as 22h00 teremos muita animação, com música ao vivo, magia, bancas com venda de produtos de marcas portuguesas, petiscos, jogos, pinturas faciais e outras atividades para crianças.

Contamos com a presença de todos, público em geral, pessoas com deficiência, familiares e amigos, parceiros, mecenas, seguidores da atividade da Associação Salvador e todos os que queiram juntar-se.

Contamos com todos para celebrar o dia da amizade!

Salvador Mendes de Almeida

Enviado por email

Produtos eróticos pessoas com deficiência

A My Secret é uma loja online para fazer compras de produtos eróticos com garantia de seriedade, profissionalismo e ética. 
 
A empresa tem mais de 10 anos de experiência na venda direta deste tipo de produto, mas também na realização de apresentações de grupo e workshops, sempre ligados à saúde sexual.
A My Secret quando decidiu juntar-se ao projeto Sexualidade&Afetos da Plural&Singular, avançou com uma secção no site, direcionada a pessoas com necessidades especiais, no entanto, todos os produtos da loja online poderão ser adquiridos por TODOS.

Graças à parceria estabelecida, os leitores da Plural&Singular poderão usufruir de um desconto de 10% nos acessórios adquiridos diretamente no site da My Secret. Para tal, no momento em que estiver a efetuar a compra, deve clicar e indicar o código promocional associado: 0312

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As reuniões – para o casal, só homens, só mulheres ou mistas, em jantares de empresa, em casa, despedidas de solteiro ou outro motivo qualquer – servem para, através de uma mala cheia de surpresas, explicar com humor e boa disposição e sem tabus, nem preconceitos os produtos eróticos vendidos e outras questões ligadas à saúde sexual. O formato e o horário da reunião é ajustado aos desejos e necessidades dos interessados e vai permitir conhecer os produtos antes de os comprar de uma forma informativa e, ao mesmo tempo, divertida.

Marque já a sua reunião através do email sexualidadeeafetos@pluralesingular.pt as consultoras deslocam-se para qualquer região do país.

Fonte: Plural&Singular - Aceda à lista de produtos aqui: My Secret