Exposição “Horizonte à Vista” para derrubar preconceitos

Passados dois anos desde a última parceria da AFID com o Museu Oriente, a Fundação regressa ao espaço cultural em Lisboa para a exposição “Horizonte à Vista”, que ficará patente até 17 de junho.


Uma exposição inspirada nas descobertas dos portugueses a caminho da Ásia e na coragem dos navegadores, o “Horizonte à Vista” é a metáfora certa para aqueles que vivem contra os perigos reais, dificuldades, frustrações, estigmas e preconceitos das pessoas com deficiência.

É este mesmo horizonte que conduz os artistas da Fundação AFID Diferença no seu trabalho diário, no processo de observar, de se darem a conhecer e afirmarem um papel social ativo através da prática artística, vencendo a separação que tantas vezes é inerente à deficiência.

Em destaque estão trabalhos feitos grattage – desenhos riscados numa película de tinta da china, deixando à vista a camada de cores subjacente – e de cadavre exquis – desenhos coletivos onde predomina a cor sobre os traços orientadores em tinta da china, é possível ter um vislumbre da mente destes artistas. É nesse extremo da exposição que se encontram figuras de um imaginário mais ou menos exótico nuns casos, noutros esvoaçantes com peças suspensas, noutros ainda verdadeiramente grotescas.

"É com muita alegria que voltamos a ter a oportunidade de expor os trabalhos dos nossos artistas no Museu do Oriente. A mostra que está a ser preparada para o espaço dedicado às exposições temporárias vai contar com mais de trinta trabalhos, entre Pintura, Desenho, Têxtil e outras técnicas experimentais. Em celebração deste encontro com a cultura oriental, e com a fascinante imagética tradicional dos países asiáticos, o título "Horizonte à Vista" sugere uma viagem sem fim, à descoberta de mundos incríveis e cheios de cor," Nuno Lacerda, responsável pelo Atelier de Pintura do Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) da Fundação AFID Diferença.

A exposição artística “Horizonte à Vista” é inaugurada a 07 de junho e ficará patente até 17 de junho no Museu do Oriente.

Fonte: SAPO

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