Monsaraz hasteia primeira Bandeira de praia acessível em praias do interior

Decorreu, dia 6 de junho, a cerimónia do hastear da bandeira azul da Praia Fluvial de Monsaraz, o primeiro em praias do interior da época balnear de 2018, assim como o hastear de bandeira de Praia Acessível.


A cerimónia contou ainda com a entrega da menção honrosa para a Praia + Acessível 2017, atribuída à praia de Monsaraz.

Questionada sobre o exemplo desta praia, no que diz respeito à acessibilidade, a Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, sublinhou a importância do facto de que “as praias fluviais e as praias mais ao interior estão a seguir este exemplo e a dar cartas” na questão da mobilidade.

Ao mesmo tempo, a governante afirma que a Praia Fluvial de Monsaraz se destacou, pois “é muito incomum”, ou até “inédito”, que “uma praia consiga este galardão, logo no primeiro ano em que se candidata”, tornando-se assim num “exemplo ao nível das 222 praias acessíveis que neste momento temos no nosso país”.

Além disso, a Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, referiu que é fundamental que as praias disponham das condições e equipamentos necessários para que todas as pessoas se sintam incluídas e possam desfrutar do espaço, como “a sensação de liberdade que retomam ao estarem no meio aquático”.

Em declarações à Campanário, José Calixto, presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz descreve como gratificante que “numa primeira vez em Portugal” seja concedido o galardão “numa primeira candidatura”.

Apesar da tentativa “de fazer as coisas perfeitas”, o autarca aponta que “há sempre detalhes a melhorar”.

De salientar que na primeira época balnear da praia, em 2017, se registaram visitas de instituições de apoio à terceira idade e de famílias que o fizeram “de forma reiterada”, devido às condições, nomeadamente a cadeira anfíbia e a temperatura da água que chegou aos 30º.

Nesta época balnear, o autarca avança a intenção de serem mantidas as condições que foram progressivamente alcançadas ao longo da primeira, que foi “de consolidação da infraestrutura”.

Tendo sido aumentado o areal, o parque de estacionamento e a capacidade dos serviços de bar e restauração ao longo dos quatro meses da época balnear de 2017, esta foi concluída “com informação que este ano nos permite encarar esta época balnear de forma tranquila e sem grandes alterações”. De salientar que numa contagem estimada do município, a infraestrutura recebeu no que foi o seu primeiro ano de funcionamento, 80 mil visitantes, “a expetativa é andarmos aos mesmos níveis do ano passado”.

Também à Campanário, Humberto Santos, presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação, enaltece o investimento feito pelo município reguenguense e considera este prémio “um incentivo para que outros possam olhar para o seu território e percorrer este caminho”.

Para o presidente do Instituto, é natural que o júri, ao olhar para a “relevância” que foi dada pelo município ao investimento, tenha decidido “reconhecê-la” com o prémio, reiterando ainda que é de um “olhar universalista” que os territórios necessitam, pois existe a garantia de que a “diversidade humana é incontornável”, acrescentou.

Fonte: Rádio Campanário

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