sábado, 25 de abril de 2020

Associação Salvador pede medidas de apoio para proteger emprego de pessoas com deficiência

A Associação Salvador solicitou ao governo e ao Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) esclarecimentos sobre as medidas de apoio que estão a ser avaliadas para proteger os empregos das pessoas com deficiência motora. “Não obstante o momento excecional que o país enfrenta, no qual nos deparamos com as mais variadas necessidades da população, sendo obviamente a maior e mais urgente a de salvar vidas, é importante continuar a lutar e a proteger as minorias que, em situações como estas, tendem, muitas vezes, a ser esquecidas ou relegadas para segundo plano”, refere a associação, numa carta enviada à secretaria de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência e ao INR, com data de 30 de março.


A Associação Salvador solicitou ao governo e ao Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) esclarecimentos sobre as medidas de apoio que estão a ser avaliadas para proteger os empregos das pessoas com deficiência motora.

“Não obstante o momento excecional que o país enfrenta, no qual nos deparamos com as mais variadas necessidades da população, sendo obviamente a maior e mais urgente a de salvar vidas, é importante continuar a lutar e a proteger as minorias que, em situações como estas, tendem, muitas vezes, a ser esquecidas ou relegadas para segundo plano”, refere a associação, numa carta enviada à secretaria de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência e ao INR, com data de 30 de março.


Perante o cenário de estado de emergência, a Associação Salvador afirma que “não pode deixar de defender os direitos e proteger as pessoas com deficiência, pertencentes a um grupo de risco e que, já em condições normais, se deparam com inúmeras dificuldades na obtenção de uma oportunidade de trabalho”.

A Associação Salvador não ficou indiferente aos “inúmeros apelos e demonstrações de preocupação que tem recebido”, propondo às referidas entidades o alargamento dos prazos para as medidas de apoio que o Estado coloca à disposição das empresas e das pessoas com deficiência, “tornando mais estável a sua situação profissional”.

Em resposta, no dia 6 de abril, a secretaria de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência afirmou que a sua prioridade de atuação tem recaído “na execução de medidas extraordinárias e temporárias de resposta à epidemia, cuidando dos públicos mais vulneráveis, onde naturalmente se incluem as pessoas com deficiência ou incapacidade, mas, efetivamente, também na execução de medidas extraordinárias de proteção ao emprego de todos”.

As propostas apresentadas pela Associação Salvador estavam a ser alvo de análise junto de outros gabinetes governamentais com competências em matéria de proteção ao emprego.

Aproximadamente 8,2% da população portuguesa tem algum tipo de deficiência ou incapacidade e, destas, 28,8% encontra-se desempregada.

Em Portugal, a taxa de desemprego das pessoas com deficiência está a crescer em contraciclo com a taxa de desemprego no geral, assinala a associação.

Segundo o Observatório da Deficiência e Direitos Humanos, entre 2009 e 2018 o número de desempregados com deficiência registados aumentou 41%, quando entre a população em geral o desemprego desceu 38%.

“A Associação Salvador continuará a acompanhar de forma firme e atenta a situação, lutando sempre pela garantia do direito à inclusão das pessoas com deficiência e disponibilizando-se para apoiar as entidades competentes na construção de uma resposta célere e eficaz para esta e outras temáticas”, concluiu a associação.

Fonte: Região Sul

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