sábado, 25 de março de 2017

Cadeira de Banho Dobrável

Cadeira de banho dobrável em alumínio com assento e encosto em polipropileno. Braços articulados, rodízios nos 4 pés de 3'', 2 com travão e apoio para os pés.


Descrição técnica

Estrutura: Alumínio
Dimensões:
Altura: 91 cm;
Largura: 41 cm;
Comprimento: 64 cm; 
Peso: 6 Kg.
Capacidade Máxima: 100 Kg.

Preço: 60,21€

Fonte e mais informações: Medicalshop

NÓS: Com encosto rijo e muito útil para levar em viagem.

Autonomia dos deficientes ainda por garantir

No dia em que Parlamento debate e vota um dos maiores pacotes de propostas na área da deficiência, termina o período da consulta pública dos dois projetos do governo: a Prestação Social para a Inclusão e o Modelo de Apoio à Vida Independente em Portugal - Assistência Pessoal. Propostas positivas, diz a Associação Portuguesa de deficientes, que deixa criticas ao modelo de vida independente que é limitador e não aposta na desinstitucionalização. Opiniões partilhadas pelo BE e o sociólogo Fernando Fontes, que fez um retrato da deficiência em Portugal.


"Este modelo tem muitos constrangimentos. Um deles é o pagamento não ser feito diretamente à pessoa com deficiência e de o contrato não ser feito diretamente entre beneficiário e prestador, mas sim através de centros de apoio criados para o efeito e que irão criar uma bolsa de assistentes a quem darão formação. O limite de 40 horas semanais de assistência pessoal é insuficiente. Os casos em que este modelo fará mais diferença são os mais dependentes, que precisam de apoio 24 horas", diz e acrescenta: "Não está contemplada a desinstitucionalização. Não podemos correr o risco do modelo de vida independente ser confundido com um modelo de apoio domiciliário", diz Ana Luísa Sesudo, presidente da Associação Portuguesa de Deficientes. Sobre a proposta da prestação social de inclusão diz que "um aumento de 200 euros [valores de apoios atuais] para 260 euros é positivo, mas continuamos a considerar que é insuficiente".

O BE tem promovido debates sobre a propostas de vida independente do governo. "A filosofia da vida independente é luta pela emancipação e pelo direito a ter direitos. Este modelo não corresponde a essa necessidade", aponta o deputado Jorge Falcato, dando o exemplo do atestado de incapacidade de 60% como critério de elegibilidade dos beneficiários, que deixa de fora quem precisa de assistente mas não tem esta taxa. Também as horas de apoio são uma limitação.

"É perpetuação do Estado delegar nas famílias a responsabilidade. Depois das oito horas de apoio diário, a pessoa não deixa de ser deficiente. Teria de pagar um assistente pessoal, o que para nós é inaceitável. Saudamos a intenção de instaurar a vida independente, mas não podemos aceitar que nasça torta", diz, referindo que "nunca se falou tanto no Parlamento de deficiência como agora. Mas falta discutir a sério uma estratégia. É o momento de começar o debate".

Até às 14 horas de ontem, refere o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), as duas propostas tinham recebido 312 contributos. A mesma fonte lembra que as propostas ainda estão consulta pública, prazo que foi alargado e que termina hoje às 23.59 e que também hoje realizam-se mais duas sessões para esclarecimento, no Porto e em Coimbra. Quanto à questão do pagamento ser feito aos centros de apoio, explica que deriva do facto de o financiamento ser feito através de fundos comunitários (15 milhões de euros).

Fernando Fontes, sociólogo que fez um retrato sobre a vida das pessoas com deficiência, refere que este "é um momento histórico com novas políticas para a deficiência", mas "há questões que devem ser limadas". "Os centros de apoio continuam muito centrados nos cuidados e não na autonomia, o pagamento devia ser feito diretamente à pessoa e há pessoas que precisam de apoio 24 horas. São projetos-piloto e deviam ser deixados em aberto para perceber as necessidades reais", diz, salientando a forma positiva como promove a pessoa com deficiência tornar-se ativa. "A taxa de desemprego é muito superior às restantes pessoas. A grande dificuldade tem a ver com o preconceito face à deficiência, a ideia que a pessoa não é capaz de desenvolver uma atividade."

Segundo o MTSSS, em 2016 92 mil beneficiários recebiam bonificação por deficiência, 13 mil subsidio mensal vitalício, 238 mil pensões de invalidez. Segundo o Eurostat (dados de 2011), a taxa de emprego emprego das pessoas com deficiência era de 44% quando na população geral era de 70%. Ainda sim, melhor que a média europeia.

Hoje o Parlamento debate e vota 31 propostas para a área da deficiência, apresentadas pelo do CDS (que tem 19), PCP, BE, Verdes e PAN e que vão desde a mobilidade, educação, aos apoios sociais e formação. "Há umas para resolução de problemas concretos, de maior simplicidade, como o documento único de certificação de deficiência, e depois propostas da maior importância como a vida independente, com um projeto de resolução para a definição de critérios para o assistente pessoal, e capacitação profissional, como a formação. Há um terceiro vetor que tem a ver com o futuro das pessoas com deficiência, para que haja uma alteração para que as famílias gastarem parte da herança a favorecer a pessoa nesta situação", diz o deputado Filipe Anacoreta Correia.

Propostas

Licença Parental: Existem três projetos de lei (CDS, BE e PCP) que propõem o alargamento da licença de parentalidade no caso do nascimento de um bebé com deficiência ou doença rara e ainda em situações de prematuridade. O CDS aumenta a licença em 8 semanas, período que tanto pode ser gozado pelo pai como pela mãe. No caso do BE majora a licença em 60 dias e aumenta o período de direito de redução de horário de trabalho até a criança ter três anos

Língua gestual: O PAN apresenta um projeto-resolução para a criação de uma bolsa de intérpretes de língua gestual a quem os serviços com atendimentos ao público possam recorrer para que as pessoas com deficiência auditiva possam ter atendidas nos serviços no imediato em vez de terem de esperar semanas por uma marcação. Salienta a importância de ter um intérprete disponível nos serviços de saúde 24 horas, sobretudo nas urgências

Scooters: Verdes querem que o governo crie uma classificação das scooters de mobilidade, segundo características e dimensões, para que sejam permitidas nos vários transportes públicos e que as barreiras de acesso aos transportes sejam eliminadas

Escola inclusiva: BE e CDS tem projetos-resolução onde pedem ao governo que estabeleça e diferencie medidas educativas temporárias para responder a necessidades especiais transitórias, que garanta a certificação pedagógica do percurso escolar realizado pelas crianças, que haja um reforço em número e variedade de técnicos, que haja um maior envolvimento do SNS na identificação da necessidade de apoio terapêutico

Documento único: CDS recomenda que seja criado um documento único comprovativo do grau de incapacidade e deficiência que seja aceite em todos os serviços públicos

Intervenção precoce: CDS pede que o sistema nacional de intervenção precoce na infância seja alargado até aos 10 anos. PCP pede que sejam tomadas medidas para a contratação dos meios necessários.

Fonte: DN

quarta-feira, 22 de março de 2017

“Vida independente é a hipótese de muitas pessoas com deficiência se libertarem”

O Bloco de Esquerda vai apresentar ao Governo uma série de propostas de alteração aoModelo de Apoio à Vida Independente – Assistência Pessoal que está em fase de debate público. Trata-se de um modelo, baseado em projectos-piloto, que prevê que as pessoas com deficiência possam beneficiar de um assistente pessoal, em vez de se privilegiar a institucionalização. Um exemplo: o BE quer que a idade a partir da qual a pessoa possa beneficiar daquele apoio seja 16, em vez de 18 anos.


As propostas do Bloco foram apresentadas nesta terça-feira pelo deputado Jorge Falcato e pela coordenadora do partido, Catarina Martins. Além da idade mínima, os bloquistas propõem que haja liberdade de escolha em relação ao assistente pessoal, recusando que essa decisão esteja limitada a uma bolsa de assistentes. A justificação dada por Jorge Falcato é a de que aquela pessoa terá um elevado grau de intimidade com a pessoa com deficiência, lavando-a, dando-lhe de comer, nos casos em que tal se justifique, e, por isso, a escolha não deve estar condicionada àquela bolsa. O BE também entende que este apoio não se pode ficar pelas 40 horas semanais, mas deve ser garantido a tempo inteiro – até 24 horas diárias, em função das necessidades da pessoa.

O Bloco defende ainda que o plano de assistência pessoal deve ser da responsabilidade da pessoa com deficiência, que o critério de elegibilidade não pode basear-se no certificado multiusos, porque este faz, segundo o deputado bloquista, uma avaliação limitada. O que se deve medir, sublinhou, são as necessidades da pessoa e não as incapacidades. Os bloquistas também propõem que se alargue o leque das entidades que podem candidatar-se e que estas não se restrinjam às Instituições Particulares de Solidariedade Social. Pretendem ainda acabar com a exigência de uma equipa técnica, porque “esta exigência reproduz o modelo médico/reabilitador, que é contraditório com o de vida independente”. Isto porque, nem todas as pessoas com deficiência têm necessidade, por exemplo, de reabilitação ou de apoio psicológico.

Estas são as propostas que os bloquistas esperam ver reflectidas na Resolução de Conselho de Ministros que irá enquadrar a proposta que prevê projectos-piloto para o período 2017-2020. O BE entende que o modelo traz vantagens económicas ao Estado e defende ainda que, neste caso, deve experimentar-se antes de legislar.

Na apresentação, quer Jorge Falcato quer Catarina Martins defenderam a ideia de que vida independente se trata de um “direito de escolha” da pessoa com deficiência “sobre onde, com quem e como viver a sua própria vida” e que se trata de aplicar, no dia-a-dia das pessoas com deficiência, políticas baseadas nos direitos humanos.

Catarina Martins insistiu que a política de institucionalização seguida em Portugal “retira autonomia às pessoas”. E Jorge Falcato acrescentou: “Vida independente é a hipótese de muitas pessoas com deficiência se libertarem. E também libertarem as famílias.”

Notícia alterada: o BE defende um apoio até 24 horas diárias, definido em função das necessidades da pessoa.

Fonte: Público

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domingo, 19 de março de 2017

Deficiência sem tabus


Certamente que já teve vontade de perguntar a quem vive numa cadeira de rodas algumas questões que, por receio, nunca chegou a fazer.

Respondemos a essas perguntas sem tabus!



sábado, 18 de março de 2017

Vida Independente em discussão pelo país

Abrantes, Coimbra, Vila Real, Porto, Albufeira, Beja. Depois de sessões em Estremoz e em Lisboa, o Bloco de Esquerda agendou mais seis pelo país. O objectivo é ouvir as pessoas com deficiência acerca do documento que o Governo está a preparar sobre o tema. “Todas as políticas que dizem respeito às pessoas com deficiência têm de ser pensadas, desenvolvidas e acompanhadas pelas pessoas com deficiência e das suas organizações representativas. Esta não é uma mera aspiração da comunidade das pessoas com deficiência, é uma obrigação que o Governo tem de cumprir”, defende o deputado do BE Jorge Falcato.


Apesar de o Governo ter divulgado no site do Instituto Nacional de Reabilitação “um texto com as linhas gerais do ‘Modelo de Apoio à Vida Independente – Assistência Pessoal’”; ter disponibilizado um “endereço de email para receber contributos”; e ter agendado três sessões públicas de esclarecimento, em Lisboa, Coimbra e Porto, com o ministro Vieira da Silva e a secretária de Estado Ana Sofia Antunes, para o bloquista é preciso mais. “Todas as reuniões se realizam durante o horário de trabalho. Não nos parece que assim estejam criadas condições para a participação de muitas pessoas com deficiência”, defende

Modelo de vida independente em discussão é “limitado” e “incompleto”


Os bloquistas entenderam, por isso, que deviam “contribuir para essa auscultação das pessoas com deficiência” e deitaram mãos à obra: organizaram um conjunto de debates “tentando cobrir todo o país” e lançaram um inquérito online que já tem mais de 350 respostas. As sessões vão contar com a presença não só de Jorge Falcato, mas também do activista Eduardo Jorge, do investigador Fernando Fontes, dos deputados José Manuel Pureza e José Soeiro, entre muitos outros.

“Os convidados são pessoas com deficiência que estão há muito envolvidas na luta pela vida independente e outras pessoas também empenhadas nessa luta. Destacamos o activista Eduardo Jorge que iniciou uma greve de fome em frente ao Parlamento e deslocou-se 180 quilómetros na sua cadeira de rodas para reivindicar o direito a uma vida independente e o investigador Fernando Fontes que se tem dedicado ao estudo da situação das pessoas com deficiência em Portugal”, escreve Jorge Falcato num email ao PÚBLICO

Em causa estão os projectos-piloto em preparação pelo Governo nesta área. No final dos debates, o BE irá apresentar a sua posição: “Esperamos com este contributo identificar o que consideramos estar errado na proposta e que tal se reflicta na Resolução de Conselho de Ministros que irá enquadrar os projectos-piloto”, nota Falcato.

LER MAIS SOBRE O ASSUNTO
Modelo de assistentes pessoais para deficientes criticado por associações
Governo abre candidaturas na área da vida independente “até ao final do ano”
Associações de deficientes que se candidatem à Vida Independente precisam de estatuto de IPSS

O que se pretende, quando se fala em “vida independente”, é, explica o deputado, mudar o “paradigma na assistência social às pessoas com deficiência”. É passar de uma política “assistencialista” e assente na institucionalização para uma política baseada na assistência pessoal: “Os princípios base de uma política de vida independente constam de pagamentos directos à pessoa com deficiência para que ela possa contratar um ou uma assistente pessoal que a apoie naquilo que não consegue fazer sozinha.”

Em vez de o Estado comparticipar Instituições Particulares de Solidariedade Social com uma verba “por cada pessoa internada num lar residencial, em que a pessoa por vezes nem o canal de televisão pode escolher, com a Vida Independente, a pessoa com deficiência será dona da sua vida. Terá o poder de decisão e escolha. Poderá decidir como, onde e com quem viver”, defende Falcato.

Fonte: Público

domingo, 12 de março de 2017

Vida Independente em debate em Abrantes

18 Março | Edifício Pirâmide - Abrantes | 15h
Com:
Jorge Falcato (Deputado)
Eduardo Jorge (Activista pela Vida Independente)
Carlos Matias (Deputado)

VAMOS LÁ DISCUTIR O QUE QUEREMOS PARA AS NOSSAS VIDAS

Já passaram mais de 3 anos desde que Eduardo Jorge iniciou uma greve de fome pela Vida Independente, em frente à Assembleia da República. Desde então, a comunidade das pessoas com deficiência tem reiterado a exigência desse direito tão simples que é poder decidir como, onde e com quem viver, isto é, a possibilidade de serem donos das suas vidas.

Foi por proposta do Bloco que, em 2016, a realização de projetos-piloto de Vida Independente foi inscrita no Orçamento do Estado, o que criou uma enorme expectativa nas famílias e nas pessoas com deficiência que há muito aguardam ver concretizada a oportunidade de poder contratar assistência pessoal, através de um programa apoiado e abrangente. Porém, tal programa só será eficaz enquanto acesso à Vida Independente, se forem consideradas todas as necessidades das pessoas que o venham a integrar e estas estas possam, então, experienciar na sua vida, e em todas as decisões que a determinam, autonomia, inclusão e dignidade.

Agora que se encontra em discussão pública a proposta governamental de um Modelo de Apoio à Vida Independente, que prevê projetos-piloto para o período 2017-2020, é altura de discutirmos em conjunto como deverá ser esse modelo e como será posto em prática em Portugal. Para a qualidade e êxito desta política, é necessário o envolvimento de quem sente na pele a necessidade de assistência. Neste sentido, não nos parece aceitável que uma discussão pública possa ser promovida plenamente através de um simples endereço de email para envio de sugestões, tal como o disponibilizado pela tutela no site do Instituto Nacional para a Reabilitação, permitindo-se apenas um contraditório diálogo unilateral.

De modo a permitir um debate participado, bem como a partilha de opiniões e visões alternativas, o Bloco de Esquerda promoverá várias audições públicas, em diversas regiões do país, que contarão com a presença do deputado Jorge Falcato, investigadores, activistas pela Vida Independente e representantes de organizações.

*Além das sessões presenciais, lançámos também um inquérito para auscultação de todas as pessoas, em relação às medidas concretas previstas no Modelo de Vida Independente proposto pelo atual Governo. Para aceder ao inquérito, que demora cerca de 10min a preencher, é só clicar aqui:https://pt.surveymonkey.com/r/Vida_Independente

A Vida Independente responde a direitos fundamentais. Queremos contribuir para que o seu modelo seja concebido, e posto em prática, incluindo as pessoas com deficiência, as suas famílias e todos os que se preocupam com a justiça social. NADA SOBRE NÓS SEM NÓS.

Próximas sessões:
Vila Real, 24 Março, às 21h.
Porto, 25 Março, às 17h.
Albufeira, 31 Março, às 21h.
Beja, 1 Abril, às 15h.

Livro: Deficiência e Emancipação Social

Deficiência e Emancipação Social: Para uma crise da normalidade procura articular as discussões contemporâneas sobre a relação entre os estudos e as políticas da deficiência, o momento de crise do Estado Social na Europa e uma análise crítica da realidade das pessoas com deficiência em Portugal. Assim, convocamos para o presente volume, por um lado, as contribuições internacionais de Alison Sheldon (Reino Unido), Colin Barnes (Reino Unido), Lennard Davis (Estados Unidos da América) e de Luiza Teles Mascarenhas e Marcia Moraes (Brasil). Por outro lado, concitamos as reflexões desenvolvidas no contexto da academia portuguesa por Aleksandra Berg, Bruno Sena Martins, Fernando Fontes, Pedro Hespanha e Sílvia Portugal.


Esta obra procura contribuir para a resposta a algumas das questões que enformam atualmente o campo dos "Estudos da Deficiência". Trata-se, pois, de articular conhecimentos e experiências que assumam o compromisso político de recusa da injustiça social. A subjugação produzida em nome da deficiência cria sujeitos e vozes que, ora chamando a si a luta contra os edifícios epistemológicos da modernidade, ora constituindo a insurgência face aos fracassos da sociedade inclusiva, podem fomentar o desenvolvimento de uma imaginação crítica sobre o fim da normalidade.

Pode adquirir o livro AQUI

TUR4all: plataforma ibérica de turismo acessível

A Accessible Portugal, a Fundação Vodafone Portugal e o Turismo de Portugal com o apoio da ENAT – European Network for Accessible Tourism, em colaboração com a PREDIF em Espanha, apoiada pela Fundação Vodafone Espanha, convergiram vontades no sentido de criarem a primeira plataforma ibérica na área do turismo acessível, TUR4all. Uma ferramenta dinâmica que permitirá uma consulta à oferta turística de Portugal e Espanha, disponibilizando informação objectiva e actualizada sobre as condições de acessibilidade para todos nos hotéis, monumentos e museus, a existência de transportes adaptados, restaurantes com menus em braille, entre outras.


Em Portugal, a plataforma TUR4all está a ser desenvolvida e vai estar disponível a partir do próximo mês de Setembro, através de website e aplicação móvel e possibilitará a divulgação da oferta turística acessível para todos. Incluirá informação objectiva analisada por especialistas em acessibilidade para todos, avaliada e comentada pelos próprios utilizadores.

Para Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo, “esta é uma plataforma que vem ao encontro de um dos eixos fundamentais da estratégia do Turismo em Portugal e do projecto nacional “All for All”: tornar o nosso País um destino acessível para todos. Numa sociedade cada vez mais global torna-se imperativo desenvolver soluções inclusivas. A TUR4all apresenta-se assim como uma ferramenta importante de inclusão, que posiciona Portugal como país acessível a todos e que permitirá aos seus destinatários usufruírem de uma experiência turística única.”

Esta plataforma visa permitir que cada pessoa possa decidir sobre quais os locais que considera mais acessíveis face às necessidades especiais que tem em determinado momento e, assim, consiga viajar e desfrutar das melhores experiências turísticas, participando nas actividades de lazer. Na TUR4all o utilizador vai conseguir comentar, pontuar e recomendar cada uma das unidades e serviços disponibilizados, ou guardá-los como favoritos. Será, ainda, possível comunicar com outros utilizadores que tenham o mesmo tipo de interesses ou necessidades específicas

Para Mário Vaz, Presidente da Fundação Vodafone Portugal, “num mundo inegavelmente tecnológico, e numa perspectiva de futuro, onde a autonomia e a inclusão são premissas críticas, é importante que todos possam produzir e partilhar conhecimento e experiências. A TUR4allvirá certamente ser um meio de troca de informações e um ponto de referência no que diz respeito ao turismo acessível”.

Para Luís Araújo, Presidente do Turismo de Portugal, “é importante que todos os agentes do sector turístico adaptem e qualifiquem a sua oferta turística às necessidades específicas de quem nos visita, desde famílias com crianças pequenas até seniores ou pessoas com algum tipo de incapacidade, ainda que temporária. Trata-se de cumprir o propósito de dotar Portugal como um destino turístico que sabe “Receber Bem”, não alheando a este propósito o desafio que uma oferta turística acessível para todos representa nesta actividade económica enquanto excelente oportunidade de negócio para as empresas e para o país. A TUR4all é, por isso, uma ferramenta de extrema importância que pretende dar não só um sinal de desenvolvimento e cidadania, mas sobretudo proporcionar a todos os que nos visitam uma experiência turística memorável.”

Segundo Ana Garcia, Presidente da Accessible Portugal, “estamos a trabalhar afincadamente para a qualificação e promoção do Turismo para Todos em Portugal. O Mundo é global, a idade dos turistas está aumentar e é necessário criar condições para que todos possam viajar em segurança e com a qualidade de que necessitam para apreciarem os destinos. Trata-se de uma questão de dar resposta às necessidades do mercado e igualmente uma questão de ética”.

A TUR4all estará disponível em português, castelhano, francês, inglês, alemão, italiano e mandarim.

Fonte: Publituris

sábado, 11 de março de 2017

Audição pública: Que modelo de vida independente?

VAMOS LÁ FALAR DE COISAS IMPORTANTES

"Agora que se encontra em discussão pública a proposta governamental de um Modelo de Apoio à Vida Independente, que prevê projetos-piloto para o período 2017-2020, é altura de discutirmos em conjunto como deverá ser esse modelo e como será posto em prática em Portugal.


Para a qualidade e êxito desta política, é necessário o envolvimento de quem sente na pele a necessidade de assistência. Neste sentido, não nos parece aceitável que uma discussão pública possa ser promovida plenamente através de um simples endereço de email para envio de sugestões, tal como o disponibilizado pela tutela no site do Instituto Nacional para a Reabilitação, permitindo-se apenas um contraditório diálogo unilateral."


PRÓXIMAS SESSÕES:
Abrantes, 18 Março, às 15h.
Coimbra, 22 Março, às 21h.
Vila Real, 24 Março, às 21h.
Porto, 25 Março, às 17h.
Albufeira, 31 Março, às 21h.
Beja, 1 Abril, às 15h.

Além das sessões presenciais, lançámos também um inquérito para auscultação de todas as pessoas, em relação às medidas concretas previstas no Modelo de Vida Independente proposto pelo atual Governo. Para aceder ao inquérito, que demora cerca de 10min a preencher, é só clicar aqui: https://pt.surveymonkey.com/r/Vida_Independente

Cursos online: Ciclo de Inclusão

“Desmistificar aspectos ligados à deficiência e sensibilizar para a inclusão em diversos contextos da vida diária” é o objectivo do Ciclo de Inclusão que o Politécnico de Leiria promove, através da plataforma UP2U. São onze os Massive Open Online Courses (MOOC) deste ciclo e as inscrições já estão abertas.


Os mini-cursos de “59 minutos e alguns segundos”, para serem geridos ao longo de 30 dias, subordinados aos temas “Vamos falar de inclusão”, “Tecnologias de apoio” e “Normas de acessibilidade web e validação automática de websites” já têm as inscrições abertas. Em breve vai ser ainda possível fazer a inscrição em outros módulos sobre interacção com uma pessoa cega, comunicação aumentativa e algumas curiosidades sobre o cão-guia.

“Estes cursos resultam do know-how que gerámos em matéria de inclusão, tendo em conta que criámos há dez anos o CRID — Centro de Recursos para a Inclusão Digital, que dispomos da iACT — Unidade de Investigação, Inclusão e Acessibilidade em Acção, e que somos a nível nacional a instituição de ensino superior que mais estudantes com deficiência recebe”, explica, em comunicado, o presidente do Politécnico de Leiria, Nuno Mangas.

Além dos cursos do Ciclo de Inclusão há ainda outros disponíveis na UP2U, com inscrições a decorrer ou com abertura agendada para breve, nomeadamente sobre gestão do tempo ou como evitar o plágio.

Gratuitos, os cursos do Politécnico de Leiria destinam-se a qualquer pessoa, de qualquer idade.


Fonte: Público  Sugerido por Sãozita Zita

quinta-feira, 9 de março de 2017

Centro de Reabilitação do Norte acolhe, no sábado, um evento «para além da lesão medular»

Organizadas pela Misericórdia do Porto, I3S e Prémio Melo e Castro, as Jornadas "COMBINE - A vida continua... para além da lesão medular!" realizam-se no sábado, 11 de março, sendo dirigidas exclusivamente a doentes com lesão medular.


"Exosqueletos/inovação em auxiliares de marcha na lesão medular", "Sexualidade na lesão medular" e "Desporto adaptado na lesão medular" são alguns dos temas que serão debatidos.

A inscrição gratuita (inclui almoço para doentes) pode ser efetuada através de jornadascrn.org@scmp.pt

Fonte: justnews

domingo, 5 de março de 2017

Livro: Pessoas com Deficiência em Portugal

A deficiência pode ser perspectivada de formas diversas, cada uma delas com potenciais de emancipação distintos para as pessoas com deficiência. Na sociedade portuguesa a deficiência tem sido reduzida às incapacidades dos corpos e a uma narrativa fatalista de tragédia pessoal.


Segundo este modelo de entendimento, as restrições e obstáculos vivenciados pelas pessoas com deficiência resultam directamente das suas supostas limitações funcionais. Tais concepções têm validado a construção da imagem das pessoas com deficiência como sujeitos passivos e dependentes, o silenciamento das suas vozes e alimentado políticas sociais opressoras e excludentes das pessoas com deficiência em Portugal. 

O presente ensaio pretende abrir uma reflexão sobre esta realidade, de forma a contribuir para um questionamento cultural e sociopolítico dos fenómenos de menorização, opressão, pobreza e exclusão social vivenciados pelas pessoas com deficiência na sociedade portuguesa e para a construção de novos caminhos emancipatórios.

Podem adquirir AQUI o livro por somente €3,15

NÓS: Ensaio da autoria do investigador do CES Coimbra, Fernando Fontes. um grande estudioso e conhecedor da nossa causa e responsável pela maioria dos estudos sobre deficiência em Portugal, e a quem agradeço o fazer favor de ser meu amigo.

Não deixem de ler também uma das excelentes entrevistas que deu. Neste caso ao jornal i:

Fernando Fontes. “A lei infantiliza os deficientes, pode até incitar os agressores”