sábado, 13 de setembro de 2014

Urinóis portáteis para utilizadores de cadeira de rodas

Bolsa-urinol de viagem Travel John.
A "bolsa-urinol" de viagem Travel John é um urinol unisexo desenhado para qualquer ocasião. O material de dentro da bolsa absorve líquidos como urina, vómito etc. Esta bolsa-urinol pode usar-se tanto sentado como de pé.

Urinol portátil feminino.
Este urinol portátil feminino é uma solução prática para usuárias de cadeiras de rodas, pessoas com incontinência urinária, cistite crónica ou simplesmente para quando não há uma casa de banho por perto. O seu tamanho reduzido permite levá-lo dentro de qualquer bolsinha. O urinol pode ser usado tanto quando se está sentada como quando se está de pé.


Urinol portátil masculino.
Este urinol portátil masculino é uma solução prática para usuários de cadeiras de rodas, pessoas com incontinência urinária, cistites crónicas ou quando há necessidade de urinar e não existem casas de banho perto. O pequeno tamanho deste urinol permite levá-lo em qualquer bolsa. Requer o mínimo de intimidade dado o seu design reduzido.

Tradicionais.


Fonte e informação completa: Ortaid

Rendas. Pessoas com deficiência mais protegidos

O governo aprovou ontem alterações ao regime de arrendamento urbano e comercial, aumentando a
protecção aos inquilinos e a microempresas que estão integradas no período de transição, aplicado às rendas congeladas antes de 1995. O diploma aumenta também a protecção aos deficientes, uma vez que agora passam a estar cobertos os portadores de um nível de deficiência de 60% e não acima desta percentagem, como acontecia até agora.

Uma das principais mudanças passa pelo fim da obrigatoriedade da apresentação anual, por parte dos inquilinos, do rendimento anual bruto corrigido. Esta decisão passará a caber aos senhorios, o que desburocratiza o processo.

"Houve agora um ajustamento das regras aprovadas, mas mantendo-se o espírito da lei e introduzindo-se alguns aperfeiçoamentos que verificámos serem necessários. A liberalização das rendas traduziu-se por uma evolução extraordinária do mercado, com maior oferta e redução dos preços", disse o ministro do Ambiente no final do Conselho de Ministros que aprovou os três diplomas. "Mas houve a necessidade de introduzir alguns mecanismos de protecção relativamente ao comércio e melhoria de procedimentos no arrendamento habitacional."

Ao nível dos procedimentos, Moreira da Silva especificou que se prendem com a informação que deverá constar entre senhorios e arrendatários, de forma que sejam clarificadas as consequências da não resposta ou de determinada resposta em prejuízo do arrendatários.

No arrendamento não habitacional, o período transitório passou de cinco mais dois anos para cinco mais três para as entidades que já estavam abrangidas pelo regime de transição.

Ao mesmo tempo, alargou-se a protecção a outras entidades, como microempresas com dez trabalhadores e uma facturação até 2 milhões de euros anuais. O regime foi ainda estendido às instituições privadas de solidariedade social e a pessoas colectivas que desenvolvam actividades de interesse nacional, mesmo as que tenham mais de dez trabalhadores e fins lucrativos.

"Estas actividades envolvem maior risco de deslocalização e muitas vezes realizaram investimentos que é preciso amortizar", disse Jorge Moreira da Silva.

Outra alteração significativa. No âmbito do regime de obras, será alargado o leque para as benfeitorias já realizadas no sentido de aumentar o tipo de intervenções, que são importantes para o cálculo das indemnizações. Também as obras de conservação, que hoje são utilizadas pelos senhorios para avançarem com processos de despejo, passam a ter de ser sujeitas a um controlo prévio das autarquias.

Este último diploma foi ontem aprovado na generalidade e vai agora ser sujeito a consulta pública por parte da Associação de Municípios antes de voltar a Conselho de Ministros e dar entrada no parlamento, o que deverá acontecer até final do mês. O governo analisou ainda a legislação que quer aprovar até final do ano, a qual incide nos subsídios de renda a atribuir findo o regime de transição, em 2017.

Fonte: i

Cidadãos com mobilidade reduzida protestam contra acessibilidade na Ribeira das Naus, em Lisboa

O movimento (d)Eficientes Indignados organizou hoje uma ação de protesto contra a falta de um piso acessível para pessoas com cadeiras de rodas na recém construída Ribeira das Naus, em Lisboa.

Segundo um dos responsáveis pelo movimento, João Pessoa, a obra na Ribeira das Naus “não foi pensada para as pessoas com deficiência”, porque “o piso é incómodo para quem anda de cadeira de rodas” e causa danos nas cadeiras. A ação do (d)Eficientes Indignados, que teve como frase de protesto “Viver não é só respirar”, pretendeu alertar os responsáveis pela obra e a sociedade para a falta de acessibilidades para as pessoas com mobilidade reduzida na capital portuguesa.

“Lisboa não é uma cidade inclusiva, uma cidade inclusiva é para todos, mas isto [Ribeira das Naus] afinal não é para todos”, lamentou. João Pessoa, de 66 anos, nasceu com poliomielite, uma paralisia infantil que afeta a mobilidade física. Conformado com as dificuldades de acessibilidade existentes na cidade, defendeu que: “É impossível que nos dias de hoje se construam pisos, onde as pessoas com deficiência [mobilidade reduzida] não podem andar”.

Para o responsável do (d)Eficientes Indignados, as autarquias de todo o país preocupam-se em construir ciclovias para os ciclistas, “mas esqueceram-se que há pessoas que andam de cadeiras de rodas, que não podem andar num piso destes”, criticou. “A vibração que nós sentimos com a cadeira de rodas é uma vibração que nos incomoda de tal maneira […], que não temos prazer em andar aqui [Ribeira das Naus], isto foi construído para o prazer, para as pessoas poderem disfrutar das belezas da cidade”, lamentou.

A participar no protesto estava também Manuela Ralha, que sofreu um acidente de viação há dez anos e ficou paraplégica. Indignada, referiu que este tipo de pisos “continuam a excluir todas as pessoas com mobilidade reduzida”, acrescentando que afeta não só os cidadãos de cadeiras de rodas como pessoas de bengala, andarilhos, com carrinhos de bebés ou de patins. De acordo com esta cidadã, a calçada e este tipo de pisos “causam danos nas cadeiras de rodas”.

Carina Brandão e Madanela Brandão, ambas de 31 anos, são gémeas e nasceram portadoras de uma deficiência motora congénita, que afeta os membros superiores e inferiores. Habituadas a circular de cadeiras de rodas em Lisboa, deslocaram-se até ao protesto de hoje, defendendo que esta obra “não cumpre com o Plano de Acessibilidade Pedonal”, aprovado na Assembleia Municipal (AM) de Lisboa em fevereiro deste ano.

A Assembleia Municipal (AM) de Lisboa aprovou no dia 19 de fevereiro deste ano, o Plano de Acessibilidade Pedonal, que visa facilitar a mobilidade na capital eliminando barreiras arquitetónicas até 2017. “Tanto a calçada como o piso da Ribeira das Naus é um piso muito difícil, que provoca um grande incómodo no corpo, dores físicas e um grande cansaço”, descreveu Carina Brandão.

Como forma de sensibilizar quem passava pela Ribeira das Naus, o movimento disponibilizou duas cadeiras de rodas, desafiando as pessoas a comprovarem as dificuldades em circular num piso como este. Em relação à Semana Europeia da Mobilidade, que se comemora em Lisboa e em várias cidades europeias, entre os dias 16 e 22 de setembro, como tema "As nossas ruas, a nossa escolha", Manuela Ralha frisou que “as pessoas com deficiência de mobilidade são discriminadas”.

“Nós não temos escolha, as pessoas com mobilidade reduzida não têm escolha, continuam a ter passeios em calçada, lancis demasiado altos, pilaretes em ferro e mobiliário urbano disseminado no meio dos passeios”, reforçou. A intervenção na Ribeira das Naus começou há cerca de um ano, quando a Câmara de Lisboa inaugurou a primeira fase das obras na frente ribeirinha daquela avenida, entre o Terreiro do Paço e o Cais do Sodré, e que incluíram o avanço da margem sobre o rio, a criação de um pequeno espaço verde e de uma pequena praia.

Fonte: i

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

23, 24 e 25 de setembro: 180 kms em cadeira de rodas por uma Vida Independente

Minha nova coluna no Vida Mais Livre...
Entre o dia 23 e 25 do corrente mês, irei realizar 180 Km em cadeira de rodas, de protesto, pelo direito a uma Vida Independente. Mais detalhes aqui.

Segundo Adolf Ratzka, fundador e diretor do Instituto de Vida Independente, "Vida Independente é uma filosofia e um movimento depessoas com deficiência que trabalham para a autodeterminação, igualdade de oportunidades e respeito por si próprio. Vida Independente não significa que queiramos ser nós a fazer tudo e que não precisamos da ajuda de ninguém ou que queiramos viver isolados. Vida Independente quer dizer que exigimos as mesmas oportunidades e controle sobre o nosso dia-a-dia que os nossos irmãos, irmãs, vizinhos e amigos sem deficiência têm por garantidos. Nós queremos crescer no seio das nossas famílias, frequentar a escola do bairro, trabalhar em empregos adequados à nossa formação e interesses e constituir a nossa própria família.”

Visto sermos os melhores peritos nas nossas necessidades, precisamos mostrar as soluções que queremos, precisamos estar à frente das nossas vidas, pensar e falar por nós próprios - tal como qualquer outra pessoa. Com este fim em vista, nós temos de nos apoiar e aprender uns com os outros, organizarmo-nos e trabalharmos por mudanças políticas que conduzam a uma proteção legal dos nossos direitos humanos e cívicos. Nós somos pessoas profundamente comuns partilhando a mesma necessidade de se sentirem incluídas, reconhecidas e amadas.

- Enquanto encararmos as nossas incapacidades como tragédias, terão pena de nós.
- Enquanto sentirmos vergonha de quem somos, as nossas vidas serão vistas como inúteis.
- Enquanto ficarmos em silêncio, serão outras pessoas a dizer-nos o que fazer."

Todos sabemos que a maioria das pessoas com deficiência não pode viver sem assistência pessoal. Se não têm condições econômicas para contratarcuidador e ou familiares que lhe possam dar assistência, ficam fechados em casa, ou despejados em lares a viver em condições de vida infra-humanas, como por exemplo:

- A Maria da Luz que depois de um acidente que a deixou tetraplégica é obrigada a viver num lar de idosos e afastada do seu filho bebê, cuja maior dor é não poder acompanhar o seu crescimento, tê-lo nos seus braços e ter a possibilidade de o educar como a maioria das mães;

- Eu, Eduardo Jorge, fiquei com a bexiga inutilizada para sempre, por não ter um cuidador que me realizasse esvaziamentos da bexiga de 4 em 4 horas;

- O Nelson Mendes, totalmente dependente que é obrigado a passar todas as noites, fins-de-semana, e feriados, sozinho, num bairro problemático deLisboa porque só existe apoio domiciliário durante o dia, e dias úteis;

- O Cláudio Poiares que corre o risco de ser obrigado a abandonar a sua casa, e separar-se da sua mulher e filho, porque não consegue apoio domiciliário 7 dias por semana, e não tem condições monetárias para pagar cuidadores;

- O Carlos Pinto que depois da população da sua aldeia se ter unido, e lhe adaptado a sua casa, na aldeia onde vivia muito feliz, na companhia da sua mãe, foi obrigado a ser institucionalizado por motivos de doença da sua mãe já idosa, sua cuidadora;

- O Manuel Luis que foi obrigado a abandonar o seu lar, na aldeia, porque sua mãe e cuidadora faleceu, e, além disso, ainda é obrigado a coparticipar institucionalização num serviço de cuidados continuados, através da sua pequena reforma, ficando sem dinheiro para as despesas do seu dia-a-dia;

- Carol Soares, que lhe é recusado pelo Apoio Domiciliário, uma simples depilação, e maquiagem, por técnicas entenderem que têm muito mais que fazer, e invocarem que não é algo importante e útil;

- Célia Sousa, que foi obrigada a entregar o seu filho ainda bebê, e ir viver para um lar de idosos, porque não tinha condições financeiras pagar cuidador para ela, e bebê, com os € 197,55 que é o valor mensal da reforma social por invalidez;

- Muitas mães, e pais, que deixam sua carreira e vida em suspenso porque são obrigadas a abdicar de tudo em prol do seu filho. Ou isso, ou deixa-los partir para uma instituição onde passarão a ser somente números…

As estruturas sociais que existem são péssimas e inadequadas, e ainda por cima tem de se pagar, como é o caso dos lares, Apoio Domiciliário, CAOs, Cuidados Continuados e Programa de Famílias de Acolhimento. Em Portugal, só existem dois lares para receber pessoas com deficiência física, num só aceitam inscrições até aos 45 anos e tem sempre lotação esgotada, e o outro é destaque nos órgãos de comunicação social por denúncias de maus tratos, aos seus clientes.

Além de serem inadequados às nossas necessidades, conseguir uma vaga num lar comparticipado pelo Estado é quase impossível. A política vigente é pela institucionalização em instituições sem qualidade e inadequadas. O Estado, e o utente, gastam imenso dinheiro com programas, e em instituições inadequadas, quando o mesmo dinheiro poderia servir para assegurar a continuidade das pessoas em suas casas, e no seu ambiente familiar, com outra qualidade de vida e dignidade. Seriamos nós a gerir as nossas vidas.

Valores pagos pelo Estado às instituições para nos tirar do nosso ambiente familiar:
- Lares residenciais: € 951,53 acrescido da nossa coparticipação que pode atingir os 85% dos nossos rendimentos, fora extras como fraldas, medicação, etc;
- Centro de Atividades Ocupacionais: € 482,45 mais 40% dos nossos rendimentos;
- Famílias de Acolhimento: € 672,22 mais uma percentagem dos nossos rendimentos.

Chega-se ao cúmulo de pagarem a uma família de acolhimento, que pode ser a nossa vizinha, para nos receberem e tirarem das nossas casas, mas nossa família se cuidar de nós recebe máximo de € 177,79 que é o montante atribuído pelo Estado para 3ª pessoa, para já não referir que pensão social de invalidez é de €197,55 e suspensa caso nos casemos, pois como casal não poderemos usufruir valores superiores a € 251,53.

Fatos apresentados ao Estado o ano passado. Tudo ficou por simples promessas e nada foi feito. Razões mais que suficientes para eu voltar a sair à rua e gritar bem alto a minha revolta. Eu não quero, e nem posso viver num país onde me tratam assim.

Eduardo Jorge

Elbee: A deficiência no conceito de um carro para deficientes

A primeira pergunta que nos surge quando olhamos para o Elbee é: Porque é que os engenheiros checos tiveram tanto trabalho a criar uma porta na frente do carro, quando seria mais fácil, prático e económico ter uma porta atrás para o deficiente motor entrar com a cadeira de rodas? Continuamos à procura de resposta.

Talvez por isso, a empresa checa ainda anda à procura de parceiros para expandir o negócio na Europa, 4 anos depois de ter lançado o veículo.

Questão de conceito à parte, o diretor do projeto, Ladislav Brazdil, refere que a “fase final de desenvolvimento das diferentes características e dos elementos de segurança demorou 3 anos” e que o último ano foi passado a “afinar o carro para responder a todas as necessidades dos condutores em cadeira de rodas”.

Com menos de 2,5 metros de comprimento por 1,33 metros de largura, o Elbee pode ser estacionado perpendicularmente ao passeio, tal como um Smart. Pesa 400 kg, atinge os 80 km/h e os engenheiros precisaram de 10 anos para desenvolver esta solução pensada de base para os deficientes motores.

O primeiro cliente foi um idoso de Brno. Frantisek Trunda está “satisfeito” porque o carro lhe tem proporcionado uma “nova independência, liberdade. Há oito anos tinha de pedir” à mulher ou ao filho para o transportar a qualquer lado. Agora pode deslocar-se “sozinho”.

O Elbee está homologado para circular nas estradas checas desde 2010. O elevado preço, cerca de 15 mil euros, não será alheio à complicada solução de engenharia para que o acesso seja feito pela frente e não pela traseira do veículo, como acontece em modelos como o Kenguru.

Convite: Lisboa com tonalidades

Convidamos te a passar um fim de semana connosco entre as colinas e o mar salgado.
Para isso, trás na mochila muita energia, adrenalina, boa disposição e o fato de banho/toalha de banho!

Não queremos que fiques com água na boca, só no corpo…

Programa:

Dia 27 – Sábado
9h – Cais Sodré – Ponto de encontro
10h30 – Surf adaptado – Praia de Carcavelos
Almoço na praia
17h – Regresso a Lisboa
20h – Jantar

Dia 28 – Domingo
10h – Praça do Comercio – Ponto de encontro
10h 30m – Pegadas por Lisboa com história
13h – Almoço
16h – Peça teatro
18h – Lanche
19h – Encerramento

Reserve o seu lugar até dia 24 de Setembro

Mais informações: Gulliver

Enviado por Isa Barata

Colóquio Internacional: Violências na Sombra: crimes de ódio, sexualidade e deficiência

25 de setembro de 2014, 09h30, CES-Lisboa, Picoas Plaza, Rua do Viriato, 13, Lj. 117/118

Comparativamente à população em geral, as pessoas com deficiência apresentam um maior risco e incidência de vitimização de violência, com especial destaque para mulheres e pessoas com dificuldades de aprendizagem, em meio familiar e/ou institucional. No entanto, no contexto nacional, apesar do recente investimento em programas de prevenção da violência, regista-se uma ausência de investigação e intervenção no campo dos crimes de ódio. Acresce a inexistência de dados que permitam conhecer a acumulação de fatores de discriminação, condicionando uma análise interseccional da violência direcionada a pessoas com deficiência.

Num contexto em que o suporte social e a eficácia jurídica são ineficazes na proteção diária das pessoas com deficiência e conhecendo o impacto da violência sobre pessoas com deficiência a nível internacional, urge analisar o contexto português de forma a promover uma intervenção sociojurídica adequada.

Este colóquio internacional, organizado no âmbito do projeto “Intimidade e Deficiência: cidadania sexual e reprodutiva de mulheres com deficiência em Portugal”, procura assim trazer para o contexto português o debate sobre a maior exposição das pessoas com deficiência ao fenómeno da violência, refletir sobre as causas e soluções para este problema social e promover a partilha e o intercâmbio de saberes entre especialistas nacionais e internacionais.

Fonte: CES

Apoio a estudantes com Necessidades Educativas Especiais no Ensino Superior


O Grupo de Trabalho para o Apoio a Estudantes com Necessidades Educativas Especiais (NEE) no Ensino Superior (GTAEDES) foi formalmente constituído em 2004 com o intuito de disponibilizar serviços de apoio a estudantes com NEE, melhorando a qualidade dos serviços disponibilizados e apostando na aproximação inter-serviços de apoio, de forma a facilitar a troca de […]

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Convite - Acção Ribeira das Naus

Convidamos todos a estarem presentes no protesto marcado para dia 13 de setembro, na Ribeira das Naus, em Lisboa, pelas 15 horas, marcado pelo Movimento dos (d)Eficientes Indignados.
Junto anexamos o convite e as reivindicações apresentadas.
Este protesto deveria ser extensível a todas as cidades, vilas e aldeias do nosso país, porque infelizmente um dos maiores motivos de exclusão são as barreiras arquitectónicas e a escolha do tipo de material utilizado nos passeios, ruas e arruamentos.

Esperamos lá por vós.
Cumprimentos,
A Direção



Estimados,

Como será do vosso conhecimento, em Lisboa foi requalificada uma zona ribeirinha chamada Ribeira das Naus, esta área, importante para a cidade e transformada num enorme estaleiro de obras durante anos a fio, foi transformada numa área de lazer, com o principal foco nas pessoas, criando-lhes mais um espaço vocacionado para o lazer.

Infelizmente esta obra é só acessível a alguns, mais uma vez as pessoas com deficiência foram enganadas e o espaço não oferece condições de acessibilidade plena, impedindo-nos de usufruir do espaço como os restantes cidadãos. A Ribeira das Naus é apenas o expoente máximo daquilo que são as acessibilidades em Portugal, onde se perpetuam os erros, e onde existe a cultura constante de violar as leis, não queremos meramente resolver o problema da Ribeira das Naus, mas sim usar o caso da Ribeira das Naus como exemplo do que é feito por todo o país, queremos mostrar que estamos fartos de que nos prometam que iremos ter um país acessível e logo a seguir façam obras onde não são tidas em conta as necessidades de acessibilidade.

Por estes motivos estamos a avançar com uma acção tripartida, primeiro queremos enviar uma carta aberta ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, carta essa que gostaríamos que todos quanto possível a subscrevessem (a carta a enviar está em anexo). Alertamos que o texto da carta é de um dos membros da coordenação do movimento e que a forma como foi escrita é propositadamente irónica. Juntamente à carta irá um pedido ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa para que seja aberta uma investigação de forma a apurar todos os responsáveis pela obra.

A segunda parte da acção será na rua, iremos estar dia 13 de Setembro na Ribeira das Naus a informar as pessoas sobre os problemas do espaço e sobre o que representa para nós a falta de acessibilidades, estamos também a fazer todos os esforços possíveis para que possam estar presentes o Presidente da CML, o autor do projecto da Ribeira das Naus, e representantes da Ordem dos Arquitectos e da Associação dos Arquitectos Paisagistas. Nesta parte da acção gostaríamos de contar com o vosso apoio presencial, quantos mais formos mais força teremos.

A terceira parte da acção será a apresentação de queixas, queremos apresentar queixas contra a obra em si, sabemos que os processos se irão arrastar no tempo, e que muito provavelmente nem darão em nada concreto ou em penalizações contra quem projectou e autorizou a obra, mas queremos tornar o caso um exemplo de que não nos iremos resumir a cartas e a falar no Facebook, queremos que percebam que nós também pensamos, sabemos o que queremos e que temos acção, queremos que pensem que podemos causar problemas quando eles erram, e que com isso pensem duas vezes antes de cometer erros.

O nosso objectivo final é o de envergonhar quem criou o projecto, quem o viu e aprovou de forma negligente. Por fim, queremos que este protesto, a averiguação, e a exposição pública faça todos os outros arquitectos, projectistas e responsáveis pela aprovação das obras pensarem antes das obras serem feitas violando as leis.

Gostaríamos de contar com o vosso apoio nas 3 fases da nossa acção, quantos mais formos mais força teremos para mostrar que estamos cansados de ser enganados e que de uma vez por todas é preciso cumprir as leis. Apoie-nos nesta acção, junte-se a nós!
Movimento (d)Eficientes Indignados

Enviado por: Mithós

Procuram-se utilizadores de FreeWheel

Olá,

Estou a procurar utilizadores do dispositivo FreeWheel (roda para aplicar em cadeiras-de-rodas manuais que levanta as rodas dianteiras para melhor experiência no exterior).

Estamos a desenvolver um dispositivo e a opinião de quem utiliza FreeWheel seria uma mais valia para nós.

Obrigado pelo seu tempo :)

Com os melhores cumprimentos,
Acácio Couto
912370002

Assine a petição que pede legislação para pessoas com deficiência motora severa

Quase 1.700 pessoas já assinaram uma petição pública a pedir a criação de legislação sobre residências e melhores cuidados para as pessoas com deficiência motora severa, da autoria da Sociedade Portuguesa de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade (SUPERA).

A petição está disponível desde o dia 09 de junho, no portal Petição Pública, e alerta para a defesa dos direitos fundamentais das pessoas com deficiência motora severa "que precisam de residências adaptadas às suas capacidades e/ou apoios para contratar cuidadores".

Em declarações à agência Lusa, um responsável da SUPERA explicou que a razão pela qual decidiram avançar com esta petição são os vários pedidos de ajuda que recebem por parte das pessoas com deficiência motora.

"Na verdade, a SUPERA tem acompanhado e está ciente das dificuldades deste grupo de pessoas e das escassas respostas que existem para suprimir ou minimizar estas dificuldades, até porque fazem parte dos órgãos sociais três pessoas com deficiência com elevado grau de incapacidade", escreveu Márcio Martins.

Nesse sentido, a SUPERA pretende conseguir alcançar 5 mil assinaturas, necessárias para levar esta questão a debate em plenário, na Assembleia da República.

Em termos de conteúdo, defende a criação de residências para pessoas com deficiência motora severa, adaptação de residências nas instituições já existentes, criação de condições para que as várias instituições tenham cuidadores aptos a prestar serviços na própria residência do utente e definição de apoios para pessoas com deficiência motora severa que são materialmente carenciadas.

Especificamente no que diz respeito às residências, pede que sejam tidas em conta todas as condições de acessibilidade arquitetónica, inclusivamente quartos com sistema inteligente (domótica), "capaz de auxiliar a realização de várias tarefas".

Pede também que estas residências tenham espaço para convívio para receber visitas, acesso à internet e planos de atividades individuais, atividades de lazer, atividades socioculturais, formação e a necessária privacidade dos seus utentes.

Por outro lado, no que diz respeito aos cuidadores, a SUPERA quer que uma nova legislação defina que as pessoas com deficiência motora grave tenham o direito a escolher uma entidade ou uma pessoa para lhe prestar os serviços.

"Os cuidadores das entidades/associações devem possuir toda a formação adequada à prestação dos serviços em causa", ao mesmo tempo que os "serviços prestados devem ir ao encontro das necessidades específicas das pessoas com deficiência motora severa", lê-se na petição.

Já no que diz respeito aos principais obstáculos que estas pessoas enfrentam, a SUPERA apontou a dificuldade em encontrar entidades que estejam preparadas para receber pessoas com deficiência motora severa, bem como a ausência de apoios financeiros para que estas pessoas possam contratar um cuidador nas suas residências.

Aponta, por outro lado, a dificuldade em aceder a espaços públicos, aceder a páginas da internet, inclusivamente os da responsabilidade do Governo ou aceder ao financiamento de produtos de apoio, bem como em obter apoios quando frequentam uma instituição de ensino.

Assine aqui a petição: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=pessoas-def-motora

Fonte: Porto Canal

Convite para apresentação de Exposições Virtuais no Site da ANACED

Exmo. Sr. ou Sr.ª:
A divulgação do trabalho artístico produzido por pessoas com deficiência através da Internet é de grande relevância quer para os artistas, quer para as instituições, no seio das quais desenvolvem o mesmo. Além do contributo cultural em termos da divulgação de obras de arte, atingindo um público mais alargado do que aquele que habitualmente frequenta as exposições quer colectivas, quer individuais destes artistas, a disseminação deste acervo é também um meio para captar novos visitantes.

Por outro lado, é uma forma de dar visibilidade a obras que nem sempre têm a oportunidade de poderem ser expostas em galerias, museus ou outros espaços culturais.

No sentido de fomentar e difundir a produção artística de pessoas com deficiência e de cumprir uma vez mais o seu objectivo, a ANACED criou no seu site (http://anacedarte.wix.com/anaced#!exposicoes-virtuais/c1xgy) um espaço para apresentação de Exposições Virtuais, individuais ou colectivas, da autoria de artistas com deficiência que disponibiliza gratuitamente aos mesmos e/ou a instituições, mediante o envio de uma proposta para a ANACED (anaced@net.sapo.pt) composta por:

- Nome da Exposição;
- Currículo artístico do artista (s), no caso de exposição colectiva, os currículos poderão ser resumidos
- Fotografias, em formato JPG das obras a expor (máximo de 20), acompanhadas das respectivas legendas que devem conter os seguintes dados:

Nome do Artista (s)
Título da Obra
Data da Obra (se não existirem dados sobre a obra coloque as iniciais de “sem data” s.d.)
Técnica
Dimensões: Altura x Largura

As propostas recebidas serão analisadas e objecto de uma selecção e poderão ser aprovadas, ou não, na íntegra, bem como poderão ser propostas exposições colectivas. As exposições terão em média a duração de 30 dias, cabendo à ANACED o agendamento da exposição e a definição exacta da duração da mesma.

Esclarecimentos sobre o presente convite poderão ser obtidos junto da ANACED, através do telefone n.º 213636836 ou através do e-mail anaced@net.sapo.pt.

Na expectativa de recebermos a (s) vossa (s) proposta (s), apresentamos os melhores cumprimentos,

A Direcção da ANACED

ANACED
Associação Nacional de Arte e Criatividade de e para Pessoas com Deficiência
Rua do Sítio ao Casalinho da Ajuda
1349 -011 Lisboa
Tels. 21 363 68 36 – 21 361 69 10
Fax 21 364 86 39
NIFC: 502471263
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ministério da Educação garante que nenhum aluno com necessidades educativas especiais vai ficar sem apoio

No ano passado vários pais e escolas queixaram-se do atraso na colocação de docentes do ensino
especial, mas o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, garantiu em entrevista à Antena1 que nenhum aluno com necessidades educativas especiais vai ficar sem apoio no próximo ano letivo.

O Ministério da Educação garante que este ano os recursos chegaram a tempo do início do ano letivo e que os professores de ensino especial já estão colocados.

Nas alterações previstas para o próximo ano o Ministério da Educação quer passar a distinguir necessidades educativas permanentes de necessidades educativas de temporárias. Em entrevista à rádio pública, João Grancho admite que caso as necessidades educativas sejam temporárias os apoios passem também eles a ser temporários.

Em maio, a Associação de Pais e Amigos de Crianças e Jovens com Necessidades Educativas Especiais (APACJNAE) e a Associação Nacional de Empresas de Apoio ao Ensino Especial (ANAEE) promoveram um protesto em Aveiro parareivindicar apoios na área da educação.

A iniciativa decorreu frente ao edifício da Segurança Social de Aveiro e juntou várias dezenas de pais que empunharam faixas com várias frases de reivindicação.

“Que Governo é este que ajuda a banca e corta no apoio às crianças com deficiência?”, “Brinquem com os submarinos, mas não brinquem com as crianças”, e “Basta de cortes cegos”, foram algumas das mensagens.

Este protesto, organizado pelas duas associações, já tinham ocorrido também nas cidades de Braga e Porto.

“A Segurança Social não dá resposta de deferimento ou indeferimento. Criaram um imbróglio. Estamos a fazer estas manifestações por todo o país”, explicou Fernando Menezes da ANAEAE.

Fonte: Plural & Singular